Nossos vizinhos, Julián, o pai, devia ter uns 48. Parecia um militar aposentado, firme na postura mas gentil no trato. A esposa dele, Amanda, uma senhora muito simpática da mesma idade, que mal se via passar por ali. Eu. Fazia apenas alguns meses de casada com Andrés, e ainda com aquela sensação — bem presente — de estar experimentando uma roupa que me caía meio grande.
Se você me perguntasse umas semanas atrás o que eu achava dele, teria respondido que era só isso: o vizinho da frente. Correto, educado, com uma boa relação com Andrés, com quem trocava umas palavras de vez em quando na calçada. Eu, por outro lado, mal dava um aceno de longe. Nunca houve nada além disso. Até aquela noite.
Uma reunião simples, um churrasco no quintal dele, com outros vizinhos e alguns amigos. Andrés topou na hora, e eu fui junto sem dar muita importância. Coloquei um vestido de linho cor de creme, justo na cintura, com um decote quadrado que deixava à mostra o começo das minhas clavículas. As mangas caíam suavemente pelos meus ombros, e a barra terminava no meio da perna, comprido o bastante pra ser "apropriado", mas com um tecido leve o suficiente pra deixar a brisa brincar com meus movimentos. Sem sutiã — porque não precisava com aquele corte — e com umas sandálias de couro de tiras finas que me faziam sentir gostosa sem esforço. Prendi o cabelo num coque solto, deixando alguns fios escaparem. Não era pra impressionar ninguém, só queria me sentir confortável. Embora, de algum jeito, eu soubesse que tava bonita.
Pensei que seria mais uma noite. E até que foi... mas também foi o começo de algo que não soube nomear na hora. Algo que começou a mudar o jeito como eu olhava pra ele, mesmo sem saber ainda.
A casa do Julián parecia diferente naquela noite. As luzes do quintal penduradas entre as árvores pareciam vagalumes parados, e a música suave preenchia os espaços entre as conversas. Era uma reunião simples, com carne assando na churrasqueira e taças de vinho passando de mão em mão. Andrés estava encantado. Eu, na real, só deixava rolar.
Cumprimentei o Julián assim que chegamos, como sempre: com um sorriso educado, nada mais. Ele tava com uma camiseta cinza que marcava os ombros e o peito, e uma jeans básica. Durante a noite, as conversas entre os homens ficaram evidentes, e não tive escolha senão procurar um grupo de senhoras não tão velhas pra bater um papo. Em algum momento, escapei pro banheiro pra fazer algo mais empolgante, tipo olhar minhas redes sociais ou tirar uma foto no espelho. Quando saí, trombei com o Julián.
— Como é que tá a festa? — ele falou com a voz grave, passando por mim com uma taça de vinho na mão, desviando o corpo pra me dar passagem e cada um seguir seu rumo. Mas não deu tempo de responder.
— Esse vestido devia vir com aviso — ele disse, sem olhar diretamente pra mim, como se o comentário fosse casual, jogado no ar. E depois se mandou, deixando o cheiro dele — de madeira, algo limpo e masculino — pairando por uns segundos atrás de mim.
Me pegou de surpresa. Virei, procurando ele, mas ele já tava batendo papo com outro grupo, como se não tivesse dito nada fora do lugar.
Olhei pra ele com um pouco de nojo.
Ele se movia com uma confiança que eu não tinha notado antes, como se tudo ao redor obedecesse ele. Os braços dele, firmes, marcavam cada vez que ele pegava algo da mesa ou cortava carne. A risada dele era mais grave do que eu lembrava. De repente, nossos olhares se cruzaram de longe, e notei que ele segurava meus olhos um segundo a mais do que o normal. Não desviou o olhar. Não sorriu. Só me encarou, direto. Como se já soubesse algo que eu tava começando a entender.
A partir daquele instante, me senti observada. Não assediada nem desconfortável… mas visível. Como se alguém tivesse acendido uma luz em cima de mim, e aquela luz viesse dele.
Tentei disfarçar. Entrei numa conversa entre duas mulheres. que falavam sobre seus filhos, sorri, acenei… mas já não escutava direito. Meus olhos voltavam para ele de vez em quando, procurando sem querer. Desde muito nova, sempre preferi experiências sexuais com homens mais velhos, aquela mistura de segurança, maturidade, desempenho e um não sei quê que sempre me deu um tesão danado. Mas era absurdo. Um único comentário já tinha remexido algo dentro de mim que agora bagunçava minha paz.
Quando fomos embora, Julián se aproximou para se despedir. Apertou a mão de Andrés com uma palmada firme e depois se virou para mim. Não houve toque. Não houve segundas intenções. Só me sustentou o olhar enquanto dizia:
— Obrigado por vir,
Mas ele disse com uma voz tão medida, tão profunda, que meu nome pareceu ter outro peso. Soou diferente, como se eu nunca tivesse ouvido aquilo na boca de um homem.
Caminhamos de volta para casa, e Andrés falava de como tinha se divertido, de como a carne estava gostosa. Eu respondia o básico, enquanto minha mente voltava uma e outra vez àquele comentário. Ao tom. Ao olhar. A como tudo mudou com uma única frase.
Os dias seguintes à reunião foram normais. A rotina seguia seu curso: as manhãs com café, o som do chuveiro de Andrés, minhas tarefas diárias em casa, alguma saída esporádica. Nada tinha mudado… exceto que agora, toda vez que eu passava pela sala, meus olhos se desviavam para a janela que dava para a frente.
A casa de Julián parecia mais presente do que antes. Às vezes eu o via saindo cedo, com roupa de academia, trotando pelo quarteirão. Ou carregando coisas na parte de trás da caminhonete. Em outras ocasiões, simplesmente o encontrava de pé no quintal dele, com uma xícara de café na mão, olhando para a rua. Para a minha janela.
Nem sempre dava para ter certeza. Às vezes parecia que sim, que o olhar dele estava fixo no meu. Outras vezes, era eu que ficava observando demais, tentando adivinhar se havia intenção ou acaso nos gestos dele.
Um meio-dia qualquer, o encontrei na frente da casa dele, sozinho, regando as plantas do jardim dele. Eu saía pra jogar uns sacos de reciclagem. Mal pisei na rua, ele me cumprimentou com aquela voz grave e contida.
Parei por um segundo. Não tinha mais ninguém. Nenhum carro passando, nenhum outro vizinho na calçada. Só ele e eu.
—Você ficou muito gostosa naquele vestido outro dia —disse ele, sem desviar o olhar. Não sorriu, não foi debochado nem ousado. Falou como se fosse um fato simples.
—Obrigada —murmurei. Era a única coisa que conseguia dizer. O olhar dele era tão direto, tão limpo, que me desarmou. Não era o tipo de homem que brincava com segundas intenções. Ele dizia o que via. O que pensava. E isso, exatamente isso, era o que me desconcertava.
—Bom… vou indo antes que me expulsem de casa por fingir de jardineira alheia —brinquei, tentando quebrar a tensão.
Aí ele sorriu. De leve. Mas os olhos dele continuavam fixos nos meus.
—O Andrés não te expulsaria nem se você transasse com outro —disse então, e baixou o olhar pela primeira vez pra desligar a mangueira.
Eu não respondi. Não sabia como. Virei devagar e atravessei a rua de volta, sentindo o olhar dele nas minhas costas até fechar a porta.
Não aconteceu nada.
Desde aquela conversa perto do jardim, alguma coisa tinha se desregulado dentro de mim. Não falava em voz alta. Não escrevia, não admitia, mas tava ali, pulsando como uma nota grave no meio das coisas do dia a dia. Agora, toda vez que passava pela janela, procurava por ele. Às vezes não tava. Às vezes sim.
Comecei a reparar em coisas. Que ele saía pra correr quando eu pegava sol lá fora. Que passava andando na minha calçada com o cachorro dele, bem na hora que eu passeava com o meu ou saía pra regar as plantas. Que demorava uns segundos a mais pra me cumprimentar, como se se recusasse a deixar que aqueles encontros continuassem sendo acidentais.
Eu também fazia a minha parte, mesmo que custasse admitir.
Me vestia melhor pra ir ao mercado. Me maquiava, pensando que ele podia estar lá fora. Abria a cortina da sala com mais frequência. E quando ele me olhava do outro lado da rua, Ele sustentava o olhar. Já não fingia surpresa. Já não desviava os olhos. Comecei a vê-lo como ele realmente era, um homem maduro que me fazia ficar molhada criando fantasias.
Uma tarde, Andrés tinha saído para trabalhar e eu estava sozinha. A máquina de lavar fazia barulho na cozinha, o sol entrava morno pela janela. Me abaixei pra pegar a roupa do cesto, distraída, quando ouvi uma batida suave na porta.
Abri.
Julián.
Camiseta preta justa, uma toalha no pescoço, suor nos braços. Parecia ter terminado de malhar. O peito subia e descia devagar, respirando fundo. Ele esperou uns segundos antes de falar, como se me desse tempo pra admirar ele.
— Desculpa incomodar — disse por fim. — Cê tem um gelo aí? Fiquei sem nada e tô com o ombro meio pesado.
Ele falava calmo, mas eu senti o ar faltar ao ver aquele corpo de homem sarado, tenso, que agora estava na minha porta. Pelo cheiro salgado e limpo do suor dele. Pela voz que batia no meu peito sem avisar.
— Claro, espera um segundo — falei, e virei pra entrar.
Senti os olhos dele atrás de mim. Senti. Soube que ele me olhava de cima a baixo.
Fui pra cozinha, peguei um saco de gelo do freezer e voltei. Quando entreguei, nossos dedos se roçaram de leve. Um segundo. Um choque.
— Valeu, vizinha — ele disse, e ficou parado um segundo a mais do que precisava. Vi os olhos dele descendo. Não de forma vulgar, não como qualquer homem. Desciam pra me olhar. De verdade.
E pela primeira vez, não me escondi. Não me mexi. Só olhei de volta.
— Cê tá bem? — perguntou, como se notasse algo na minha cara.
— Tô… — me interrompi. — Sim. Só surpresa.
Talvez excitada fosse a palavra mais certa pro momento.
— Por quê?
— Porque não esperava visita.
Ele sorriu, como se entendesse mais do que eu dizia.
— Eu também não esperava ficar sem gelo.
E com isso, virou. Caminhou pra casa dele sem pressa. Eu fechei a porta com as mãos tremendo e o coração batendo forte no peito.
Nada aconteceu. De novo, nada. Mas aquele "nada" começava a se encher de tudo.
Uns dias depois, a chuva caiu. Não era forte, mas era constante, como se o céu estivesse tomando seu tempo pra deixar a gente sentir cada gota. A janela estava um pouco aberta e o som da chuva no telhado me hipnotizou a tarde inteira. Ouvi uns latidos bem na hora que saía do banho. Eram insistentes, urgentes. Me enrolei como pude com uma toalha e fui até a janela. Lá estava meu cachorro, Max, molhado, se agitando na frente do jardim do Julián, um Yorkshire Terrier latindo como se estivesse defendendo a honra dele contra um pastor alemão que o encarava com desprezo por trás do portão.
Não fazia ideia de como ele tinha escapado. Abri a porta pra sair correndo, já meio vestida, mas trombei com uma silhueta na entrada. Era o Julián. Com o Max no colo como um bebê, os dois encharcados.
— Ele entrou até a porta e não parava de latir — disse, sorrindo, a voz meio abafada pela chuva —. Achei melhor trazer ele de volta antes que começasse uma guerra.
Ele tava com uma camiseta branca colada no peito, molhada, que deixava ver sem vergonha o relevo do torso. Parecia um comercial de Coca – Booty: Vi a água escorrendo pelas têmporas dele, descendo pelo pescoço, pelos braços definidos, como em câmera lenta, te dando uma sede que você não tinha antes de ver o comercial.
— Desculpa — falei, rindo nervosa —. Não sei como ele escapou.
— Relaxa. Não é a primeira vez que um cachorro me mete em encrenca.
A gente se olhou por uns segundos. O som da chuva lá fora preenchia os silêncios. O Julián tava a um passo de mim, a respiração mais ofegante que o normal, e eu ainda tinha o cabelo molhado do banho e a roupa grudada no corpo por causa da umidade da pele com que vesti na pressa de sair correndo.
— Quer uma toalha? — ofereci, virando de costas.
— Ou um guarda-chuva, pelo menos — disse ele, me seguindo.
— Melhor uma toalha. Tá ensopado.
Ele entrou. Fechei a Porta.
Fui na frente pro banheiro e voltei com uma das toalhas grandes, brancas. Estendi pra ele. Ele pegou sem tirar os olhos de mim. Os dedos dele roçaram os meus. O toque foi leve, mas me fez inspirar mais fundo do que eu queria.
— Valeu — ele disse, mas não se secou na hora. Me olhou de cima a baixo. Não com cara de safado, mas com atenção. Como se estivesse me vendo de verdade pela primeira vez. E eu… eu já não conseguia mais fingir que não tinha notado antes. Aquele corpo. Aquele jeito devagar de falar. Aquela tensão invisível toda vez que a gente ficava perto e não rolava nada… até agora.
— Quer se secar no banheiro? — perguntei. Não reconheci minha voz.
Ele balançou a cabeça que não. Largou a toalha em cima da mesa e deu um passo. Depois outro. Eu não recuei.
Quando ficou na minha frente, me olhou com uma intensidade contida. A mão dele roçou minha bochecha, de leve. Não foi bruto. Foi um teste. E eu não me afastei.
— Sabe que eu não devia estar aqui — murmurou, a voz baixa, rouca.
— Eu também não — sussurrei.
Não teve outra permissão. Nem mais dúvidas.
Me beijou com força, como se tivesse se segurando por semanas. Minhas costas bateram na parede. O corpo dele, molhado e quentinho, se apoiou no meu, me impedindo de escapar, senti o volume dele. As mãos dele me agarraram pela cintura e pelos quadris. Ele apertava o corpo dele contra o meu. Subiu as mãos por baixo da minha blusa molhada, mas não parou pra pegar nos meus peitos, puxou ela toda pra cima até tirar. Os lábios dele desceram pelo meu pescoço, vi que, sem perceber, eu tinha posto a mão na nuca dele, apertando ele contra mim. Eu ofegava em silêncio, sem pensar em nada além daquela boca, daquele peito, daquele jeito de me pegar como se não conseguisse parar mesmo se quisesse.
E eu também não queria.
Com a boca, ele largou meu pescoço pra pegar minha clavícula, eu fiz força com a mão guiando ele pros meus seios. Ele entendeu o recado, e dedicou uns segundos chupando meus bicos e apertando meus peitos com as mãos grandes dele. Eu tinha me sentado em cima da pia, com minhas pernas abraçando ele, senti o pau dele duro. lutando para sair do meu confinamento. Quis ajudar a aliviar a pressão dele, rapidamente soltei a calça dele e abaixei o zíper. Sem hesitar, num movimento só, peguei a calça e a cueca dele e deixei cair no chão. Como ele não largava meus mamilos, comecei a masturbá-lo, sentia a pulsação nas minhas mãos daquele pedaço de carne quente, duro… maduro.
Ele me tirou da pia, me virou de frente para o espelho, minha calcinha caiu no chão enquanto por trás ele apertava meus peitos. Não encheu o saco com masturbação ou procurar meu clitóris, também não era o que eu queria. Ele aproximou o pênis por trás da minha entreperna, enquanto eu me inclinava pra facilitar as coisas. Começou a roçar em mim com aquela deliciosa e pulsante hombridade. Não soube se ele só queria molhar ela com os sucos que jorravam de mim ou se não conseguia acertar minha entrada. Qualquer que fosse o motivo, tava me deixando louca. Arrepios subiam e desciam pela minha espinha, minhas pernas tremiam, sentia como o pau dele brincava com meus lábios vaginais a cada roçada. E de repente… Ohhhh, senti meu interior se abrir pra deixar esse convidado entrar, Julian deve ter notado o prazer em mim por aquele gemido.
Facilmente ele preencheu meu interior com o pênis dele, a quantidade de fluidos que eu soltava fazia com que nada tivesse resistência. Ele começou com as estocadas fortes, sem cuidado, cada uma delas se sincronizava harmoniosamente com o som das minhas nádegas batendo no corpo dele. Gemi… gemi como há muito tempo não fazia, como há muito tempo não tinha um homem maduro dentro de mim.
—Desde que te vi, queria essa buceta— ele disse no meio do vai e vem, ou foi o que achei ter ouvido sem prestar muita atenção. Ele diminuiu o ritmo da bombada, passou 2 dedos pela minha vagina, ainda sem tirar o membro de dentro de mim. Depois passou eles pelo meu cu. Na hora eu soube o que ele tinha em mente, sexo anal não era novidade pra mim, mas embora não fosse meu favorito, tava disposta a deixar o Julian entrar por ali. Ele passou os dedos umas duas vezes no meu cu vulva querendo levar meus sucos pro meu rabo. Tentei relaxar meus músculos e facilitar o trabalho pra ele.
Chegou a hora, ele encostou a ponta do pau, banhado nos meus fluidos vaginais, no meu cu. Me segurei na pia, levantei a bunda e fechei os olhos. Juliano começou a fazer pressão, suave mas constante. Uma dor gostosa e leve começou a acompanhar. Senti meu cu sendo forçado a se abrir milímetro por milímetro. Gritos presos queriam sair da minha boca. A dor aumentava, e cada milímetro que Juliano entrava em mim parecia ser o último, porque ele parava, coisa que eu agradecia, mas um ou dois segundos depois, voltava a fazer pressão em mim.
Finalmente, a cabeça dele entrou.
. Em seguida, ele fez pressão de novo e entrou com tudo. Ficou parado. Soltou meu quadril, onde me segurava pra aumentar o efeito do esforço dele. Colocou a mão nas minhas costas, como se me apertasse contra a pia. Ficou imóvel por uns segundos. Quis acreditar que era pra me deixar me acostumar com esse novo invasor. Não era, de repente o celular dele tocou, gravando a cena com a câmera.
—Você tem uma bunda de puta, mãe— foi a frase que ouvi antes de sentir aquele membro poderoso saindo de mim até quase sair completamente. Na mesma velocidade que saiu, voltou a entrar. Uma e outra vez. Roubando gemidos de prazer de mim em cada estocada. Cada uma parecia ter mais força que a anterior. Aos poucos, não só a força aumentava, a velocidade também, então eu previa que o fim desse sofrimento gostoso logo chegaria.
Juliano enfiou uma mão no meu cabelo, fechou o punho e, sem piedade, puxou minha cabeça. Doía, mas não era uma dor que eu não aguentasse, que eu não quisesse repetir.
—Abre os olhos, puta— ouvi a ordem. —Olha sua cara de prazer, olha como essa bunda é minha—
A cena que vi no espelho embaçado foi espetacular, nenhum pornô poderia capturar uma atitude tão sexual. Meu rosto refletindo um cansaço Claro, meu cabelo molhado e bagunçado caindo no meu rosto, minha boca sem conseguir controlar a baba que escorria, meus olhos expressando prazer a cada estocada, tentando se fechar cada vez que o pau do Juliano batia no fundo do meu cu, meu corpo destacando harmoniosamente cada curva, prostrado sobre a pia, e ele… lá no fundo ele, que eu via com o corpo definido, os braços fortes me segurando pela cabeça e pelo quadril, bem no momento em que os olhos dele começavam a revirar, as veias do pescoço saltando e a boca se abrindo para soltar um gemido de prazer enquanto meu interior começava a sentir o calor da porra dele. Queria ter capturado aquela cena em algo mais do que minha mente.
Se você me perguntasse umas semanas atrás o que eu achava dele, teria respondido que era só isso: o vizinho da frente. Correto, educado, com uma boa relação com Andrés, com quem trocava umas palavras de vez em quando na calçada. Eu, por outro lado, mal dava um aceno de longe. Nunca houve nada além disso. Até aquela noite.
Uma reunião simples, um churrasco no quintal dele, com outros vizinhos e alguns amigos. Andrés topou na hora, e eu fui junto sem dar muita importância. Coloquei um vestido de linho cor de creme, justo na cintura, com um decote quadrado que deixava à mostra o começo das minhas clavículas. As mangas caíam suavemente pelos meus ombros, e a barra terminava no meio da perna, comprido o bastante pra ser "apropriado", mas com um tecido leve o suficiente pra deixar a brisa brincar com meus movimentos. Sem sutiã — porque não precisava com aquele corte — e com umas sandálias de couro de tiras finas que me faziam sentir gostosa sem esforço. Prendi o cabelo num coque solto, deixando alguns fios escaparem. Não era pra impressionar ninguém, só queria me sentir confortável. Embora, de algum jeito, eu soubesse que tava bonita.
Pensei que seria mais uma noite. E até que foi... mas também foi o começo de algo que não soube nomear na hora. Algo que começou a mudar o jeito como eu olhava pra ele, mesmo sem saber ainda.
A casa do Julián parecia diferente naquela noite. As luzes do quintal penduradas entre as árvores pareciam vagalumes parados, e a música suave preenchia os espaços entre as conversas. Era uma reunião simples, com carne assando na churrasqueira e taças de vinho passando de mão em mão. Andrés estava encantado. Eu, na real, só deixava rolar.
Cumprimentei o Julián assim que chegamos, como sempre: com um sorriso educado, nada mais. Ele tava com uma camiseta cinza que marcava os ombros e o peito, e uma jeans básica. Durante a noite, as conversas entre os homens ficaram evidentes, e não tive escolha senão procurar um grupo de senhoras não tão velhas pra bater um papo. Em algum momento, escapei pro banheiro pra fazer algo mais empolgante, tipo olhar minhas redes sociais ou tirar uma foto no espelho. Quando saí, trombei com o Julián.
— Como é que tá a festa? — ele falou com a voz grave, passando por mim com uma taça de vinho na mão, desviando o corpo pra me dar passagem e cada um seguir seu rumo. Mas não deu tempo de responder.
— Esse vestido devia vir com aviso — ele disse, sem olhar diretamente pra mim, como se o comentário fosse casual, jogado no ar. E depois se mandou, deixando o cheiro dele — de madeira, algo limpo e masculino — pairando por uns segundos atrás de mim.
Me pegou de surpresa. Virei, procurando ele, mas ele já tava batendo papo com outro grupo, como se não tivesse dito nada fora do lugar.
Olhei pra ele com um pouco de nojo.
Ele se movia com uma confiança que eu não tinha notado antes, como se tudo ao redor obedecesse ele. Os braços dele, firmes, marcavam cada vez que ele pegava algo da mesa ou cortava carne. A risada dele era mais grave do que eu lembrava. De repente, nossos olhares se cruzaram de longe, e notei que ele segurava meus olhos um segundo a mais do que o normal. Não desviou o olhar. Não sorriu. Só me encarou, direto. Como se já soubesse algo que eu tava começando a entender.
A partir daquele instante, me senti observada. Não assediada nem desconfortável… mas visível. Como se alguém tivesse acendido uma luz em cima de mim, e aquela luz viesse dele.
Tentei disfarçar. Entrei numa conversa entre duas mulheres. que falavam sobre seus filhos, sorri, acenei… mas já não escutava direito. Meus olhos voltavam para ele de vez em quando, procurando sem querer. Desde muito nova, sempre preferi experiências sexuais com homens mais velhos, aquela mistura de segurança, maturidade, desempenho e um não sei quê que sempre me deu um tesão danado. Mas era absurdo. Um único comentário já tinha remexido algo dentro de mim que agora bagunçava minha paz.
Quando fomos embora, Julián se aproximou para se despedir. Apertou a mão de Andrés com uma palmada firme e depois se virou para mim. Não houve toque. Não houve segundas intenções. Só me sustentou o olhar enquanto dizia:
— Obrigado por vir,
Mas ele disse com uma voz tão medida, tão profunda, que meu nome pareceu ter outro peso. Soou diferente, como se eu nunca tivesse ouvido aquilo na boca de um homem.
Caminhamos de volta para casa, e Andrés falava de como tinha se divertido, de como a carne estava gostosa. Eu respondia o básico, enquanto minha mente voltava uma e outra vez àquele comentário. Ao tom. Ao olhar. A como tudo mudou com uma única frase.
Os dias seguintes à reunião foram normais. A rotina seguia seu curso: as manhãs com café, o som do chuveiro de Andrés, minhas tarefas diárias em casa, alguma saída esporádica. Nada tinha mudado… exceto que agora, toda vez que eu passava pela sala, meus olhos se desviavam para a janela que dava para a frente.
A casa de Julián parecia mais presente do que antes. Às vezes eu o via saindo cedo, com roupa de academia, trotando pelo quarteirão. Ou carregando coisas na parte de trás da caminhonete. Em outras ocasiões, simplesmente o encontrava de pé no quintal dele, com uma xícara de café na mão, olhando para a rua. Para a minha janela.
Nem sempre dava para ter certeza. Às vezes parecia que sim, que o olhar dele estava fixo no meu. Outras vezes, era eu que ficava observando demais, tentando adivinhar se havia intenção ou acaso nos gestos dele.
Um meio-dia qualquer, o encontrei na frente da casa dele, sozinho, regando as plantas do jardim dele. Eu saía pra jogar uns sacos de reciclagem. Mal pisei na rua, ele me cumprimentou com aquela voz grave e contida.
Parei por um segundo. Não tinha mais ninguém. Nenhum carro passando, nenhum outro vizinho na calçada. Só ele e eu.
—Você ficou muito gostosa naquele vestido outro dia —disse ele, sem desviar o olhar. Não sorriu, não foi debochado nem ousado. Falou como se fosse um fato simples.
—Obrigada —murmurei. Era a única coisa que conseguia dizer. O olhar dele era tão direto, tão limpo, que me desarmou. Não era o tipo de homem que brincava com segundas intenções. Ele dizia o que via. O que pensava. E isso, exatamente isso, era o que me desconcertava.
—Bom… vou indo antes que me expulsem de casa por fingir de jardineira alheia —brinquei, tentando quebrar a tensão.
Aí ele sorriu. De leve. Mas os olhos dele continuavam fixos nos meus.
—O Andrés não te expulsaria nem se você transasse com outro —disse então, e baixou o olhar pela primeira vez pra desligar a mangueira.
Eu não respondi. Não sabia como. Virei devagar e atravessei a rua de volta, sentindo o olhar dele nas minhas costas até fechar a porta.
Não aconteceu nada.
Desde aquela conversa perto do jardim, alguma coisa tinha se desregulado dentro de mim. Não falava em voz alta. Não escrevia, não admitia, mas tava ali, pulsando como uma nota grave no meio das coisas do dia a dia. Agora, toda vez que passava pela janela, procurava por ele. Às vezes não tava. Às vezes sim.
Comecei a reparar em coisas. Que ele saía pra correr quando eu pegava sol lá fora. Que passava andando na minha calçada com o cachorro dele, bem na hora que eu passeava com o meu ou saía pra regar as plantas. Que demorava uns segundos a mais pra me cumprimentar, como se se recusasse a deixar que aqueles encontros continuassem sendo acidentais.
Eu também fazia a minha parte, mesmo que custasse admitir.
Me vestia melhor pra ir ao mercado. Me maquiava, pensando que ele podia estar lá fora. Abria a cortina da sala com mais frequência. E quando ele me olhava do outro lado da rua, Ele sustentava o olhar. Já não fingia surpresa. Já não desviava os olhos. Comecei a vê-lo como ele realmente era, um homem maduro que me fazia ficar molhada criando fantasias.
Uma tarde, Andrés tinha saído para trabalhar e eu estava sozinha. A máquina de lavar fazia barulho na cozinha, o sol entrava morno pela janela. Me abaixei pra pegar a roupa do cesto, distraída, quando ouvi uma batida suave na porta.
Abri.
Julián.
Camiseta preta justa, uma toalha no pescoço, suor nos braços. Parecia ter terminado de malhar. O peito subia e descia devagar, respirando fundo. Ele esperou uns segundos antes de falar, como se me desse tempo pra admirar ele.
— Desculpa incomodar — disse por fim. — Cê tem um gelo aí? Fiquei sem nada e tô com o ombro meio pesado.
Ele falava calmo, mas eu senti o ar faltar ao ver aquele corpo de homem sarado, tenso, que agora estava na minha porta. Pelo cheiro salgado e limpo do suor dele. Pela voz que batia no meu peito sem avisar.
— Claro, espera um segundo — falei, e virei pra entrar.
Senti os olhos dele atrás de mim. Senti. Soube que ele me olhava de cima a baixo.
Fui pra cozinha, peguei um saco de gelo do freezer e voltei. Quando entreguei, nossos dedos se roçaram de leve. Um segundo. Um choque.
— Valeu, vizinha — ele disse, e ficou parado um segundo a mais do que precisava. Vi os olhos dele descendo. Não de forma vulgar, não como qualquer homem. Desciam pra me olhar. De verdade.
E pela primeira vez, não me escondi. Não me mexi. Só olhei de volta.
— Cê tá bem? — perguntou, como se notasse algo na minha cara.
— Tô… — me interrompi. — Sim. Só surpresa.
Talvez excitada fosse a palavra mais certa pro momento.
— Por quê?
— Porque não esperava visita.
Ele sorriu, como se entendesse mais do que eu dizia.
— Eu também não esperava ficar sem gelo.
E com isso, virou. Caminhou pra casa dele sem pressa. Eu fechei a porta com as mãos tremendo e o coração batendo forte no peito.
Nada aconteceu. De novo, nada. Mas aquele "nada" começava a se encher de tudo.
Uns dias depois, a chuva caiu. Não era forte, mas era constante, como se o céu estivesse tomando seu tempo pra deixar a gente sentir cada gota. A janela estava um pouco aberta e o som da chuva no telhado me hipnotizou a tarde inteira. Ouvi uns latidos bem na hora que saía do banho. Eram insistentes, urgentes. Me enrolei como pude com uma toalha e fui até a janela. Lá estava meu cachorro, Max, molhado, se agitando na frente do jardim do Julián, um Yorkshire Terrier latindo como se estivesse defendendo a honra dele contra um pastor alemão que o encarava com desprezo por trás do portão.
Não fazia ideia de como ele tinha escapado. Abri a porta pra sair correndo, já meio vestida, mas trombei com uma silhueta na entrada. Era o Julián. Com o Max no colo como um bebê, os dois encharcados.
— Ele entrou até a porta e não parava de latir — disse, sorrindo, a voz meio abafada pela chuva —. Achei melhor trazer ele de volta antes que começasse uma guerra.
Ele tava com uma camiseta branca colada no peito, molhada, que deixava ver sem vergonha o relevo do torso. Parecia um comercial de Coca – Booty: Vi a água escorrendo pelas têmporas dele, descendo pelo pescoço, pelos braços definidos, como em câmera lenta, te dando uma sede que você não tinha antes de ver o comercial.
— Desculpa — falei, rindo nervosa —. Não sei como ele escapou.
— Relaxa. Não é a primeira vez que um cachorro me mete em encrenca.
A gente se olhou por uns segundos. O som da chuva lá fora preenchia os silêncios. O Julián tava a um passo de mim, a respiração mais ofegante que o normal, e eu ainda tinha o cabelo molhado do banho e a roupa grudada no corpo por causa da umidade da pele com que vesti na pressa de sair correndo.
— Quer uma toalha? — ofereci, virando de costas.
— Ou um guarda-chuva, pelo menos — disse ele, me seguindo.
— Melhor uma toalha. Tá ensopado.
Ele entrou. Fechei a Porta.
Fui na frente pro banheiro e voltei com uma das toalhas grandes, brancas. Estendi pra ele. Ele pegou sem tirar os olhos de mim. Os dedos dele roçaram os meus. O toque foi leve, mas me fez inspirar mais fundo do que eu queria.
— Valeu — ele disse, mas não se secou na hora. Me olhou de cima a baixo. Não com cara de safado, mas com atenção. Como se estivesse me vendo de verdade pela primeira vez. E eu… eu já não conseguia mais fingir que não tinha notado antes. Aquele corpo. Aquele jeito devagar de falar. Aquela tensão invisível toda vez que a gente ficava perto e não rolava nada… até agora.
— Quer se secar no banheiro? — perguntei. Não reconheci minha voz.
Ele balançou a cabeça que não. Largou a toalha em cima da mesa e deu um passo. Depois outro. Eu não recuei.
Quando ficou na minha frente, me olhou com uma intensidade contida. A mão dele roçou minha bochecha, de leve. Não foi bruto. Foi um teste. E eu não me afastei.
— Sabe que eu não devia estar aqui — murmurou, a voz baixa, rouca.
— Eu também não — sussurrei.
Não teve outra permissão. Nem mais dúvidas.
Me beijou com força, como se tivesse se segurando por semanas. Minhas costas bateram na parede. O corpo dele, molhado e quentinho, se apoiou no meu, me impedindo de escapar, senti o volume dele. As mãos dele me agarraram pela cintura e pelos quadris. Ele apertava o corpo dele contra o meu. Subiu as mãos por baixo da minha blusa molhada, mas não parou pra pegar nos meus peitos, puxou ela toda pra cima até tirar. Os lábios dele desceram pelo meu pescoço, vi que, sem perceber, eu tinha posto a mão na nuca dele, apertando ele contra mim. Eu ofegava em silêncio, sem pensar em nada além daquela boca, daquele peito, daquele jeito de me pegar como se não conseguisse parar mesmo se quisesse.
E eu também não queria.
Com a boca, ele largou meu pescoço pra pegar minha clavícula, eu fiz força com a mão guiando ele pros meus seios. Ele entendeu o recado, e dedicou uns segundos chupando meus bicos e apertando meus peitos com as mãos grandes dele. Eu tinha me sentado em cima da pia, com minhas pernas abraçando ele, senti o pau dele duro. lutando para sair do meu confinamento. Quis ajudar a aliviar a pressão dele, rapidamente soltei a calça dele e abaixei o zíper. Sem hesitar, num movimento só, peguei a calça e a cueca dele e deixei cair no chão. Como ele não largava meus mamilos, comecei a masturbá-lo, sentia a pulsação nas minhas mãos daquele pedaço de carne quente, duro… maduro.
Ele me tirou da pia, me virou de frente para o espelho, minha calcinha caiu no chão enquanto por trás ele apertava meus peitos. Não encheu o saco com masturbação ou procurar meu clitóris, também não era o que eu queria. Ele aproximou o pênis por trás da minha entreperna, enquanto eu me inclinava pra facilitar as coisas. Começou a roçar em mim com aquela deliciosa e pulsante hombridade. Não soube se ele só queria molhar ela com os sucos que jorravam de mim ou se não conseguia acertar minha entrada. Qualquer que fosse o motivo, tava me deixando louca. Arrepios subiam e desciam pela minha espinha, minhas pernas tremiam, sentia como o pau dele brincava com meus lábios vaginais a cada roçada. E de repente… Ohhhh, senti meu interior se abrir pra deixar esse convidado entrar, Julian deve ter notado o prazer em mim por aquele gemido.
Facilmente ele preencheu meu interior com o pênis dele, a quantidade de fluidos que eu soltava fazia com que nada tivesse resistência. Ele começou com as estocadas fortes, sem cuidado, cada uma delas se sincronizava harmoniosamente com o som das minhas nádegas batendo no corpo dele. Gemi… gemi como há muito tempo não fazia, como há muito tempo não tinha um homem maduro dentro de mim.
—Desde que te vi, queria essa buceta— ele disse no meio do vai e vem, ou foi o que achei ter ouvido sem prestar muita atenção. Ele diminuiu o ritmo da bombada, passou 2 dedos pela minha vagina, ainda sem tirar o membro de dentro de mim. Depois passou eles pelo meu cu. Na hora eu soube o que ele tinha em mente, sexo anal não era novidade pra mim, mas embora não fosse meu favorito, tava disposta a deixar o Julian entrar por ali. Ele passou os dedos umas duas vezes no meu cu vulva querendo levar meus sucos pro meu rabo. Tentei relaxar meus músculos e facilitar o trabalho pra ele.
Chegou a hora, ele encostou a ponta do pau, banhado nos meus fluidos vaginais, no meu cu. Me segurei na pia, levantei a bunda e fechei os olhos. Juliano começou a fazer pressão, suave mas constante. Uma dor gostosa e leve começou a acompanhar. Senti meu cu sendo forçado a se abrir milímetro por milímetro. Gritos presos queriam sair da minha boca. A dor aumentava, e cada milímetro que Juliano entrava em mim parecia ser o último, porque ele parava, coisa que eu agradecia, mas um ou dois segundos depois, voltava a fazer pressão em mim.
Finalmente, a cabeça dele entrou.
. Em seguida, ele fez pressão de novo e entrou com tudo. Ficou parado. Soltou meu quadril, onde me segurava pra aumentar o efeito do esforço dele. Colocou a mão nas minhas costas, como se me apertasse contra a pia. Ficou imóvel por uns segundos. Quis acreditar que era pra me deixar me acostumar com esse novo invasor. Não era, de repente o celular dele tocou, gravando a cena com a câmera.
—Você tem uma bunda de puta, mãe— foi a frase que ouvi antes de sentir aquele membro poderoso saindo de mim até quase sair completamente. Na mesma velocidade que saiu, voltou a entrar. Uma e outra vez. Roubando gemidos de prazer de mim em cada estocada. Cada uma parecia ter mais força que a anterior. Aos poucos, não só a força aumentava, a velocidade também, então eu previa que o fim desse sofrimento gostoso logo chegaria.
Juliano enfiou uma mão no meu cabelo, fechou o punho e, sem piedade, puxou minha cabeça. Doía, mas não era uma dor que eu não aguentasse, que eu não quisesse repetir.
—Abre os olhos, puta— ouvi a ordem. —Olha sua cara de prazer, olha como essa bunda é minha—
A cena que vi no espelho embaçado foi espetacular, nenhum pornô poderia capturar uma atitude tão sexual. Meu rosto refletindo um cansaço Claro, meu cabelo molhado e bagunçado caindo no meu rosto, minha boca sem conseguir controlar a baba que escorria, meus olhos expressando prazer a cada estocada, tentando se fechar cada vez que o pau do Juliano batia no fundo do meu cu, meu corpo destacando harmoniosamente cada curva, prostrado sobre a pia, e ele… lá no fundo ele, que eu via com o corpo definido, os braços fortes me segurando pela cabeça e pelo quadril, bem no momento em que os olhos dele começavam a revirar, as veias do pescoço saltando e a boca se abrindo para soltar um gemido de prazer enquanto meu interior começava a sentir o calor da porra dele. Queria ter capturado aquela cena em algo mais do que minha mente.
1 comentários - Comi o vizinho gostoso