No dia seguinte passou tão rápido que nem percebemos, a Cinthya tava toda animada com o jantar que tinha proposto. Dava pra ver que ela tava super empolgada, queria que fosse uma noite especial, então escolheu um vestido que destacava o corpo dela de um jeito espetacular. Era um vestido preto justinho que abraçava as curvas dela, com um decote bem profundo que realçava perfeitamente os peitões dela, mostrando eles com sensualidade e provocação, algo surpreendente pra mim porque ela não tava de sutiã. O vestido era comprido, mas tinha aberturas nas pernas que deixavam elas bem definidas à mostra, e fechava no pescoço delicado dela com um nó. Quando ela se olhou no espelho, sorriu satisfeita, tudo indicava que ela queria se destacar e se mostrar de forma ousada, o que obviamente ia conseguir. Sem dúvida, ela queria que o jantar acabasse rápido, não tava a fim de passar nem mais um minuto com meu chefe, e claro, por motivos óbvios, eu ia pedir demissão. Essas férias acabaram sendo um teste do meu amor pela Cinthya, apesar do que ela fez, eu não conseguia odiá-la, "não foi culpa dela", eu repetia pra mim mesmo, mas tava cada vez mais difícil acreditar nisso. O que tava acontecendo com minha esposa? Sem dúvida era ela, o sorriso e os olhos dela continuavam me olhando com amor, mas tinha algo a mais, um brilho diferente que apareceu depois que o dom Ernesto comeu ela naquela noite de jogos. Mesmo ela tendo me traído, não parecia nada arrependida, e até a ameaça pros velhos não funcionou porque era ela mesma quem procurava eles. Finalmente, a Cinthya, com a voz delicada dela, me tirou dos meus pensamentos. — Amor, cê tá pronto? Enquanto eu terminava de arrumar a camisa, olhei nos olhos dela como se buscasse uma resposta dentro dela, tentei pela última vez impedir ela, com medo da resposta. — Cê quer ir? E se a gente ficar? — Nãooo, vamos, é o último dia aqui. Com essa resposta, eu fiquei quieto, no fundo sabia que essa seria a resposta dela, mas mesmo assim tentei. Saímos do nosso quarto, a Cinthya me Pego na mão dela como sempre fazia. O trajeto foi longo, ou só parecia longo pra mim. Como era óbvio, durante o caminho, Cinthya foi alvo de olhares e cochichos tanto de homens quanto de mulheres. Sem dúvida, o vestido dela alcançou o objetivo de se destacar. Chegamos ao lugar, e o ambiente era elegante, com as luzes deixando tudo ainda mais chamativo.
Meu corpo ficou tenso quando avistei a mesa onde os velhos estavam, mas também vi Laura e Lina. Me perguntei se os velhos as convidaram ou se foi obra da Cinthya. Nos aproximamos, e Cinthya estava alegre; nem tínhamos chegado na mesa e ela já estava sorrindo de empolgação.
Os velhos, ao notar nossa presença, dirigiram o olhar pra nós, mas era óbvio que quem eles estavam vendo era minha esposa com aquele vestido espetacular que deixava todo mundo sem palavras. A mesa era grande e redonda, com taças de vinho em cada lugar. Imediatamente, as damas se cumprimentaram de forma amigável. Eu tive que fazer o mesmo com os velhos, que me desagradavam, apertando a mão deles rapidamente. Lina e Laura também me cumprimentaram com um beijo na bochecha, e Cinthya fez o mesmo com meu chefe e o Dom Mario, que já a elogiou: "Você está linda!" enquanto se abraçavam por mais tempo do que o necessário.
Pra surpresa de ninguém, as mulheres foram pro banheiro, nos deixando num silêncio desconfortável. Eu nem queria olhar pros velhos, então a espera foi longa.
Finalmente, as damas voltaram. Já era hora, pensei comigo, mas pra minha surpresa, Lina e Laura se sentaram cada uma de um lado meu, deixando livre só o lugar entre Dom Ernesto e Dom Mario, que estavam na minha frente. Olhei pra elas surpreso, mas pra elas parecia que não tinha problema nenhum. Imediatamente, Dom Mario se levantou e puxou a cadeira que sobrava pra Cinthya, que agradeceu com um sorriso.
— Obrigada, Dom Mario, que cavalheiro, hehe.
— De nada, Cinthya, é um prazer.
Minha esposa ficou no meio dos dois velhos. Claro que não achei graça nisso, mas já estava feito. Durante o jantar, Dom Ernesto era o centro das Prestando atenção nas histórias e piadas dela, a Cinthya olhava animada e eu podia ver aquele brilho nos olhos dela de novo. A Laura me perguntava umas coisas sobre mim, e eu respondia de boa. A gente continuou jantando, e de vez em quando o dom Mario cochichava algo no ouvido da Cinthya, que sorria e respondia. Eu tava ligado no que rolava, mas não conseguia ouvir por estar longe deles. Num momento do jantar, a Cinthya se aproximou do ouvido do dom Ernesto, que escutou atento o que minha esposa dizia e depois respondeu, fazendo ela sorrir divertida e apertar o braço dele. A Cinthya contou umas histórias e conquistas que teve, tudo a pedido do dom Mario. Claro, quando terminou, todo mundo na mesa aplaudiu e parabenizou ela. Nisso, reparei uns movimentos debaixo da mesa — parecia que o dom Ernesto tinha posto a mão na coxa da Cinthya, ou pelo menos foi o que me pareceu. Ela, surpresa, deu uma olhada pra baixo e sorriu encantada. Na minha cabeça, a instabilidade voltava de novo. Num certo ponto, a Laura começou a conversar com todo mundo na mesa e, animada, fez uma pergunta pra Cinthya.
— Cinthya, conta pra gente, o que você fazia antes de conhecer o Héctor? — perguntou Laura, curiosa.
Cinthya sorriu, como se a pergunta a levasse a um lugar nostálgico.
— Bom, antes de conhecer o Héctor, eu tava estudando Serviço Social na universidade — respondeu, a voz cheia de entusiasmo —. Sempre gostei de ajudar os outros, e achei que esse curso era perfeito pra mim.
— Isso parece maravilhoso! — exclamou Lina —. Sempre admirei quem se dedica a ajudar os outros. E como você escolheu?
Cinthya se iluminou ao falar da sua paixão.
— Desde pequena, sempre quis fazer diferença na vida das pessoas. Adoro trabalhar com comunidades e ajudar quem mais precisa. Acho que todo mundo merece uma chance — disse, com sinceridade.
Seu Mário, ouvindo atentamente, não conseguiu evitar de se meter.
— Isso é admirável, Cinthya. Gente como você é que realmente muda o mundo — falou, o tom um pouco mais sério, mas com um brilho de interesse nos olhos —. Você é perfeita — disse, olhando pra ela.
Enquanto Cinthya continuava falando sobre as experiências na faculdade, eu não conseguia evitar sentir que seu Mário tava aproveitando cada oportunidade pra se aproximar dela. O jeito que ele olhava pra ela, como se tivesse avaliando a bondade dela, me enchia de raiva. Pelo visto, seu Ernesto não tava participando nada e tinha passado a bola pro amigão dele. O jantar já tava chegando ao fim e finalmente eu sentia que tava me livrando de um peso enorme, o fim do jantar significava que eu não veria mais os velhos, e eles não ficariam mais perto da Cinthya. Mas claro que não seria fácil.
O jantar acabou, e o ambiente se encheu de risadas e conversas animadas. Lina, com sua energia quase transbordando, olhou pra todo mundo e disse:
— Que tal a gente ir pro quarto do seu Ernesto? Vai ter música boa e um pouco de bebida pra continuar a festa!
Na hora, seu Mário apoiou a ideia. — Claro, não podemos ficar com vontade — disse, rindo. mostrando os dentes defeituosos dela. Cinthya, com um sorriso brilhante, também apoiou o que os dois disseram.
—É, parece ótimo! Adoraria, até porque é a última noite aqui hehe.
Mas eu fiquei em silêncio, sentindo uma mistura de empolgação e preocupação. A ideia de a Cinthya estar num ambiente mais relaxado com os velhos me fazia tremer, lembrando da última vez que estivemos num lugar assim e como tudo terminou. Todo mundo tava animado, e então eu olhei pra figura que eu mais odiava naquele momento, seu Ernesto.
—Pô, não é má ideia, kkk — ele disse, enquanto todos esperavam minha resposta.
Não queria que acontecesse de novo. Naquele momento, percebi que estava praticamente aceitando que ir ao quarto do seu Ernesto era inevitável — os velhos iam dar alguma coisa pra Cinthya de novo e fazer o que quisessem com ela, e eu não estava disposto a aceitar isso. Rapidamente, procurei um jeito de me livrar daquela situação e livrar a Cinthya também.
— Acho que, hm, acho que a gente devia deixar pra outra hora. Amanhã temos que sair cedo, e eu tô bem cansado — falei, tentando soar firme.
Mas a resposta da Cinthya me fulminou.
— Cansado? — ela retrucou, com um brilho de desafio nos olhos. — Eu não tô cansada nem um pouco, hehe. Na verdade, me sinto cheia de energia. Vamos!
A determinação dela me pegou de surpresa. O jeito que ela falou, com tanta segurança e empolgação, me fez sentir como se eu estivesse perdendo o controle da situação.
— Cinthya, espera — tentei argumentar. — Não acho que seja uma boa ideia. Olha, prefiro que a gente vá pro nosso quarto, que você fique comigo. — Praticamente tava implorando pra minha esposa me escolher.
Na mesma hora, Lina entrou na conversa com um sorriso.
— Héctor, a Cinthya só quer se divertir. Se você quer descansar, a gente entende.
Cinthya se aproximou animada.
— É verdade, amor. Hoje é o último dia!
A determinação dela me deixou sem palavras. A esposa com quem vim pra esse lugar desgraçado tinha ido embora — ou sempre foi assim e eu só não tinha notado até agora. Eu tentando afastar ela deles, mas era ela quem queria ficar com eles. Enquanto se afastavam em direção ao quarto do seu Ernesto, entendi que nada que eu fizesse ia convencer a Cinthya a ficar comigo. Via a Cinthya se distanciando junto com aquele grupo tão sem noção em questão de beleza. Senti meu corpo sem forças, aceitando o fim trágico, e fui pro meu quarto. Minha mente tava perdida em ciúme e raiva, pensando na minha esposa e nos velhos, embora me consolasse o fato de que as "amigas" dela estariam junto.
Eu tava deitado no quarto quando ouvi... A porta se abriu, e Cinthya entrou. Pensei que estava sonhando, que tinha caído no sono e imaginava que ela voltava pra mim.
— Amor, você voltou — falei enquanto me levantava e dava um abraço nela como se não a visse há muito tempo.
— Jeje, que isso, querido?
— Só estou feliz.
Eu estava feliz porque Cinthya tinha me escolhido, e ficaria comigo não importava o que acontecesse, a gente recomeçaria em outro lugar, longe de tudo, e esqueceria tudo que passou naquele clube. Enquanto ainda a abraçava, ouvi a voz de Lina.
— Vamos, Cinthya, estão nos esperando, se apressa! — com aquela voz que eu já tinha começado a odiar.
— É, me espera, querido, já vou, jeje — enquanto ela se afastava de mim.
— O que foi? — perguntei, incrédulo.
— Nada, querido, tinha esquecido uma coisinha, jeje — enquanto pegava uma das sacolas que tinha comprado quando fomos às lojas. E saiu rápido do quarto.
— Pegou? — perguntou Lina.
— Sim, jeje, vamos — disse minha esposa, apressando Lina.
— Cinthya! O que você está levando? — perguntei.
— Nada, querido, é um presente pro seu Ernesto, só isso, jeje — enquanto sorria e tinha aquele brilho nos olhos.
— Calma, Héctor, ela não tá levando nada de errado, hahaha — enquanto piscava pra mim com aqueles cílios postiços dignos de uma mulher-amante.
Dito isso, elas saíram rápido. Eu estava ainda mais confuso: o que foi que Cinthya tinha levado? Por que ela levou aquilo? Queria chorar de raiva contida e, acima de tudo, sentia que ela estava me traindo. Mas não, se Cinthya quisesse me enganar, teria que pagar pelas consequências dos atos dela. Eu devia ter enfrentado ela desde o momento em que deu pra cima do velho, não devia ter ligado pra ela estar sob efeito de alguma coisa. Decidi ir até o lugar onde elas estavam, o quarto do seu Ernesto. Ia acabar com aquilo de uma vez, não importava mais o escândalo, diria pra Cinthya que os velhos que eu considerava amigos drogaram ela pra meter o pau nela.
Saí do quarto. Já tinha passado quase 1 hora desde que Cinthya pegou o "presente" e foi embora. Eu sabia qual era o quarto do velho porque tinha visto a reserva que Fizeram, o quarto de Dom Ernesto era afastado de todos os outros, com janelas amplas e um ambiente rústico. Parei na porta e dava pra ouvir as risadas das mulheres. Ia bater, mas decidi que, se queria que o velho pagasse pelas consequências dos seus atos, precisava de provas. Se fizesse barulho e escândalo, não conseguiria nada, só ser expulso.
Procurei um jeito de entrar sem ser notado. Por sorte, as janelas de correr não estavam trancadas, então entrei por ali. Me certifiquei de não fazer barulho, liguei o celular e, por sorte, a bateria estava cheia.
Já dentro do lugar, dava pra ouvir claramente as vozes de quem estava lá. Fui me aproximando e procurei um lugar perfeito onde não seria visto. Não queria me arriscar a espiar, mas já conseguia ouvi-los.
— Já acho que você tá perdendo de propósito, Cinthya, hahaha — gritou Laura
— Não, nada disso, hehe, só tive um pouco de má sorte, hehe — ouvi minha esposa dizer enquanto todos riam.
— Vamos continuar — disse Lina.
— Tá, mas agora é minha vez de distribuir, hehe — falou Cinthya.
— Do jeito que você quiser, Cinthya, hehe — finalmente ouvi um dos velhos, era seu Mario.
O que veio depois foram mais risadas e Lina se declarando vencedora.
— Hahaha de novo, Cinthya, hoje você tá perdendo todos os jogos, haha.
— É, eu sei, hehe, mas sei perder também. Qual vai ser meu castigo agora, haha?
— Hum, deixa eu ver... tô com inveja da sua bunda, sério, como você faz pra ela ficar assim, hahaha? — depois disso todo mundo riu — bom, como eu tava dizendo, o castigo vai ser que todo mundo vai te dar umas palmadas, hahaha.
As risadas não demoraram a voltar. Eu me inclinei um pouco pra ver o que rolava e finalmente vi todo mundo: os velhos sentados nos sofás com copos na mão, Cinthya com aquele vestido preto justinho e as novas amigas dela rindo.
— Hahaha, tá bom, é um castigo e vou cumprir — disse minha esposa sorrindo. — Quem vai começar, hehe? — enquanto olhava pro seu Ernesto.
— Primeiro eu, claro, porque ganhei — falou Lina na hora em que deu uma palmada suave mas sonora, um "plaf" que fez as bundas carnudas dela tremerem. Laura fez o mesmo, mas com mais delicadeza, quase imperceptível. Agora Cinthya se posicionou na frente do seu Mario, que não ia perder a chance de curtir a minha mulher.
— Desculpa, Cinthya, hehe, sabe que não queria te machucar — disse o velho Mario enquanto admirava a forma voluptuosa da minha esposa.
— Não se preocupa, seu Mario, hehe, o senhor sabe, é um castigo.
— Bom, então com sua permissão, hehe — e na hora o velho deu um tapa suave e lento na bunda de Cinthya, quase acariciando e demorando de propósito. Cinthya só sorria, assim como todo mundo que participava daquele jogo que aos poucos virava um jogo de sedução.
— Pronto, agora é a vez do seu Ernesto — disse Cinthya, animada e feliz por cumprir o castigo.
— Pois eu tô felizão. Cinthya, você vai aguentar haha? – disse o velho Ernesto rindo.
-Ai, claro que sim hehe
-Vamos ver, donazinha, deita um pouquinho mais pra frente
- Assim? – disse minha esposa, obedecendo às ordens do velho, e ao fazer isso, empinou mais a bunda. Era claro que eles se conheciam bem.
- Assim mesmo, donazinha, hehe – na mesma hora, o velho deu um tapa forte na bunda da minha esposa, que fez uma careta de dor, mas sorriu mesmo assim. Mas não parou por aí: o velho bateu de novo na raba da Cinthya, que se recompôs pra tentar reclamar.
- Ô, seu Ernesto, era só um – ela disse isso, mas o sorriso dela dizia outra coisa.
- Kkkk já foi, donazinha, não fica brava não.
- Hehe, tá bom – respondeu minha esposa, enquanto trocavam olhares cúmplices.
- Não trapaceia, seu Ernesto – completou a Lina, mas todo mundo tava rindo.
Depois dessa putaria, o jogo continuou. Era simples, na real: só cartas, e quem tirava o número maior mandava em quem tinha o número menor. Claro, tudo era "castigo". A Cinthya ganhou e mandou a mesma coisa pra Lina, que cumpriu o castigo numa boa. Os castigos foram rolando, uns mais leves que outros, mas dava pra ver que os olhares da Cinthya e do seu Ernesto se cruzavam – tinha química. Até que numa das rodadas, a Laura ganhou e a Cinthya foi a perdedora.
- Bom, vamos subir o nível do jogo, kkk – disse a Laura, olhando pra todo mundo com um sorriso misterioso – Ah, e principalmente: não vale recusar, hehe.
- Aceito qualquer desafio, hehe – respondeu a Cinthya.
- Perfeito. Então, Cinthya, quero que você beije o seu Ernesto.
O silêncio foi total por uns segundos, mas a Cinthya, sem dizer nada, levantou do lugar e foi direto pro seu Ernesto, que tava sorrindo. Ela olhou pra ele e, na expectativa de todo mundo, se agarraram num beijo que começou devagar e suave, com os lábios se encontrando, mas não demorou pra intensidade aumentar. O som dos beijos começou a encher o lugar. Eu não aguentava mais a cara de pau da Cinthya, então comecei meu plano pra fazer eles pagarem. Coloquei meu celular num lugar onde pudesse gravar tudo e deixei lá. Assim, eu pegaria provas suficientes pra fazer eles pagarem, mesmo que... Doía, não conseguia sair do meu esconderijo. Dom Ernesto e Cinthya ainda estavam no auge, mas Laura tirou os dois do transe.
— Ei, já, hahaha, chega. — enquanto separava os dois animadamente.
— Ai, Laura, você atrapalha, haha — disse Lina, esquentando ainda mais o clima. Enquanto Cinthya e Dom Ernesto se separavam, dava pra ver que os dois tinham curtido. Cinthya sentou de novo e respirava ofegante.
— Cinthya, você é foda, hein, haha — disse Laura, abanando ela.
— É que ela me obedeceu, é o último dia dela, então tem que fazer valer a pena, depois volta a ser uma senhora, haha — comentou Lina.
— Não fujo dos desafios, hehe — disse Cinthya, ainda respirando pesado.
— Bom, então vamos continuar — falou Lina, e começaram a jogar de novo. Laura e Lina já estavam mais soltinhas e metidas no jogo tarado, os desafios estavam mais quentes. Num momento, Lina e Laura se beijaram, algo que Cinthya não esperava, e ela ficou chocada. Dom Ernesto, com toda a empolgação, mandou Cinthya beijar o amigão dele, Dom Mario. Cinthya, a princípio, hesitou, mas as amigas dela incentivaram.
— Que foi, Cinthya, haha — disse Laura enquanto empurrava ela.
— Calma aí, jeje, já vou fazer, desculpa, seu Mario — fazendo cara de inocente.
— Não se preocupa, Cinthya, eu tô felizão, jeje — enquanto esperava a Cinthya.
Cinthya tava hesitando, mas seu Mario puxou ela e foi ele quem começou a beijar a boca dela. Ela se assustou, mas foi cedendo pra ele, já não resistia, só curtia — coisa que seu Mario percebeu e, com malícia, começou a acariciar as pernas dela. O vestido da Cinthya ajudava seu Mario, e aos poucos ele foi subindo a mão, até que já tava praticamente tocando onde ele queria. Cinthya mexia as mãos como se quisesse tirar as dele, mas sem muita convicção. Enquanto isso, seu Ernesto olhava satisfeito o que o amigão dele tava fazendo com minha esposa, mas tudo tava sendo gravado e seria a ruína dele.
— Já chega, seu Mario, haha, solta ela — disse Lina, enquanto seu Mario fazia sinal de que não. Depois de quase 70 segundos, eles se separaram.
— Que lábios gostosos, Cinthya, jeje
— Haha, cê é demais, seu Mario — disse Cinthya arrumando o cabelo.
— Podemos continuar, hahaha — ria seu Mario
— Calma aí, Mario, deixa a moça se recuperar, jeje — disse seu Ernesto enquanto se sentava do lado da Cinthya.
— Bom, Cinthya, a gente vai embora, pra você poder dar o presente deles, jeje — disse Lina
— Não, espera, não vão não — disse Cinthya tentando segurar elas.
— Ah, não, Cinthya, você cuida dos anfitriões, jeje — enquanto piscava o olho.
— Assim, Lina e Laura foram embora, deixando Cinthya com os dois velhos.
— Ouvi falar de um presente? — disse seu Ernesto.
— Hum, sim, jeje — respondeu Cinthya meio tímida.
— E que tipo de presente é esse, mocinha? — enquanto olhava pra ela com tesão.
— Hum, bom, comprei uma coisa, me veio na cabeça quando fui fazer compras com o Héctor, jeje — enquanto dizia isso, seu Mario se aproximou e sentou do outro lado da Cinthya
— E qual é o presente, Cinthya? — enquanto se encostava mais nela.
— Bom, hum, não sei como dizer, jeje.
— Ué, só fala logo, mocinha, jeje — dizia seu Ernesto enquanto pegava nas mãos delicadas da Cinthya.
— Jeje, bom, já que é... —Pois claro, dona, o que a senhora quiser, mas que tal se ficar à vontade? — Seu Ernesto puxou um pouco o vestido da Cinthya, mas dessa vez ela o segurou.
—Não, haja, espera aí, seu Ernesto, não se apresse.
—Cinthya, é só ficar confortável — disse seu Mario, tentando convencê-la.
—Fiquem tranquilos, hehe, vou ficar à vontade, mas esperem.
—Já vai, big booty, não pede pra gente se acalmar se há tempo você já deixou a gente no fervor — seu Ernesto começava a mostrar quem realmente era, mas Cinthya, longe de se intimidar, sorriu e continuou provocando.
—Espere, seu Ernesto, vocês vão ter a recompensa, hehe.
—Então o que cê tá esperando? Mostra o presente pra gente.
—Hahaha, que impacientes. Tá bom, me esperem aqui que já volto. — Levantando-se da cadeira, e isso foi aproveitado pelos dois velhos, que passaram a mão na bunda da minha esposa. Ela saiu mais rápido, se afastando das garras deles, e virou pra olhar como se estivesse repreendendo, mas com um sorriso.
—Anda, big booty, não reclamou no bar quando as luzes se apagaram e vai reclamar agora? Hahaha — os dois velhos caíram na risada, e Cinthya seguiu seu caminho.
Tudo estava se confirmando: os velhos já tinham passado a mão nela no bar, e quando Cinthya me disse que precisava comprar alguma coisa, com certeza comprou o que ia mostrar pra eles. Enquanto Cinthya estava em outro cômodo, os velhos conversavam.
—Como combinamos, Ernesto, a mamacita já sabe pra que veio.
—Cê sabe, Mario, bunda que eu gosto, bunda que eu abro, hahaha — vociferava Ernesto.
—Quem via aquela mamacita, tão delicada e parecia inocente.
—Inocente, hahaha, essa big booty, desde que vi ela toda comportada do lado do marido, sabia que tinha uma puta dentro dela, hahaha.
Continuaram falando da Cinthya enquanto ela não voltava. Fiquei pensativo com a palavra do velho Ernesto: desde o primeiro momento, ele já sabia que terminaria na cama com a Cinthya. Imaginei que ele sempre fazia as mulheres caírem assim, mas tudo acabaria quando eu confessasse, enquanto meu telefone gravava.
—Pronto! Agora vou mostrar pra vocês. O presente de vocês!" — gritou Cinthya.
"Já, big booty, estamos esperando. Vai sair ou vou aí, haha."
"Não, não, já tô saindo, hehe."
Ambos velhos, marcados pelos anos, esperaram com a expectativa de quem sabe que o proibido sempre tem um gosto melhor. Não sabiam exatamente o que ia rolar, mas o sorriso safado dela já tinha deixado claro que seria algo inesquecível.
Quando a porta se abriu, o silêncio foi total. Lá estava ela, de pé, com uma segurança de tirar o fôlego. O cabelo castanho caía em ondas suaves sobre os ombros, emoldurando um rosto cheio de desejo. Mas foi o corpo dela que deixou os dois sem palavras — curvilíneo, sensual, coberto só por um conjunto de lingerie preta. O sutiã deixava entrever a plenitude dos peitos dela, mal contidos pela renda floral que se agarrava à pele como uma segunda camada.
A calcinha, mínima e provocante, realçava o quadril que se balançava num vai e vem hipnótico enquanto ela caminhava na direção deles. A cinta-liga marcava a cintura e descia em tiras finas até abraçar as coxas, onde as ligas se prendiam deliciosamente.
Ela parou na frente deles, deixando que o olhar dos dois descesse devagar, devorando cada detalhe.
"Esse é o presente de vocês" — disse com a voz suave, uma mistura de doçura e tesão. Virou-se devagar, mostrando a curva perfeita da bunda gostosa dela, toda envolta em renda.
Meu corpo ficou tenso quando avistei a mesa onde os velhos estavam, mas também vi Laura e Lina. Me perguntei se os velhos as convidaram ou se foi obra da Cinthya. Nos aproximamos, e Cinthya estava alegre; nem tínhamos chegado na mesa e ela já estava sorrindo de empolgação.
Os velhos, ao notar nossa presença, dirigiram o olhar pra nós, mas era óbvio que quem eles estavam vendo era minha esposa com aquele vestido espetacular que deixava todo mundo sem palavras. A mesa era grande e redonda, com taças de vinho em cada lugar. Imediatamente, as damas se cumprimentaram de forma amigável. Eu tive que fazer o mesmo com os velhos, que me desagradavam, apertando a mão deles rapidamente. Lina e Laura também me cumprimentaram com um beijo na bochecha, e Cinthya fez o mesmo com meu chefe e o Dom Mario, que já a elogiou: "Você está linda!" enquanto se abraçavam por mais tempo do que o necessário.
Pra surpresa de ninguém, as mulheres foram pro banheiro, nos deixando num silêncio desconfortável. Eu nem queria olhar pros velhos, então a espera foi longa.
Finalmente, as damas voltaram. Já era hora, pensei comigo, mas pra minha surpresa, Lina e Laura se sentaram cada uma de um lado meu, deixando livre só o lugar entre Dom Ernesto e Dom Mario, que estavam na minha frente. Olhei pra elas surpreso, mas pra elas parecia que não tinha problema nenhum. Imediatamente, Dom Mario se levantou e puxou a cadeira que sobrava pra Cinthya, que agradeceu com um sorriso.
— Obrigada, Dom Mario, que cavalheiro, hehe.
— De nada, Cinthya, é um prazer.
Minha esposa ficou no meio dos dois velhos. Claro que não achei graça nisso, mas já estava feito. Durante o jantar, Dom Ernesto era o centro das Prestando atenção nas histórias e piadas dela, a Cinthya olhava animada e eu podia ver aquele brilho nos olhos dela de novo. A Laura me perguntava umas coisas sobre mim, e eu respondia de boa. A gente continuou jantando, e de vez em quando o dom Mario cochichava algo no ouvido da Cinthya, que sorria e respondia. Eu tava ligado no que rolava, mas não conseguia ouvir por estar longe deles. Num momento do jantar, a Cinthya se aproximou do ouvido do dom Ernesto, que escutou atento o que minha esposa dizia e depois respondeu, fazendo ela sorrir divertida e apertar o braço dele. A Cinthya contou umas histórias e conquistas que teve, tudo a pedido do dom Mario. Claro, quando terminou, todo mundo na mesa aplaudiu e parabenizou ela. Nisso, reparei uns movimentos debaixo da mesa — parecia que o dom Ernesto tinha posto a mão na coxa da Cinthya, ou pelo menos foi o que me pareceu. Ela, surpresa, deu uma olhada pra baixo e sorriu encantada. Na minha cabeça, a instabilidade voltava de novo. Num certo ponto, a Laura começou a conversar com todo mundo na mesa e, animada, fez uma pergunta pra Cinthya.
— Cinthya, conta pra gente, o que você fazia antes de conhecer o Héctor? — perguntou Laura, curiosa. Cinthya sorriu, como se a pergunta a levasse a um lugar nostálgico.
— Bom, antes de conhecer o Héctor, eu tava estudando Serviço Social na universidade — respondeu, a voz cheia de entusiasmo —. Sempre gostei de ajudar os outros, e achei que esse curso era perfeito pra mim.
— Isso parece maravilhoso! — exclamou Lina —. Sempre admirei quem se dedica a ajudar os outros. E como você escolheu?
Cinthya se iluminou ao falar da sua paixão.
— Desde pequena, sempre quis fazer diferença na vida das pessoas. Adoro trabalhar com comunidades e ajudar quem mais precisa. Acho que todo mundo merece uma chance — disse, com sinceridade.
Seu Mário, ouvindo atentamente, não conseguiu evitar de se meter.
— Isso é admirável, Cinthya. Gente como você é que realmente muda o mundo — falou, o tom um pouco mais sério, mas com um brilho de interesse nos olhos —. Você é perfeita — disse, olhando pra ela.
Enquanto Cinthya continuava falando sobre as experiências na faculdade, eu não conseguia evitar sentir que seu Mário tava aproveitando cada oportunidade pra se aproximar dela. O jeito que ele olhava pra ela, como se tivesse avaliando a bondade dela, me enchia de raiva. Pelo visto, seu Ernesto não tava participando nada e tinha passado a bola pro amigão dele. O jantar já tava chegando ao fim e finalmente eu sentia que tava me livrando de um peso enorme, o fim do jantar significava que eu não veria mais os velhos, e eles não ficariam mais perto da Cinthya. Mas claro que não seria fácil.
O jantar acabou, e o ambiente se encheu de risadas e conversas animadas. Lina, com sua energia quase transbordando, olhou pra todo mundo e disse:
— Que tal a gente ir pro quarto do seu Ernesto? Vai ter música boa e um pouco de bebida pra continuar a festa!
Na hora, seu Mário apoiou a ideia. — Claro, não podemos ficar com vontade — disse, rindo. mostrando os dentes defeituosos dela. Cinthya, com um sorriso brilhante, também apoiou o que os dois disseram.
—É, parece ótimo! Adoraria, até porque é a última noite aqui hehe.
Mas eu fiquei em silêncio, sentindo uma mistura de empolgação e preocupação. A ideia de a Cinthya estar num ambiente mais relaxado com os velhos me fazia tremer, lembrando da última vez que estivemos num lugar assim e como tudo terminou. Todo mundo tava animado, e então eu olhei pra figura que eu mais odiava naquele momento, seu Ernesto.
—Pô, não é má ideia, kkk — ele disse, enquanto todos esperavam minha resposta.
Não queria que acontecesse de novo. Naquele momento, percebi que estava praticamente aceitando que ir ao quarto do seu Ernesto era inevitável — os velhos iam dar alguma coisa pra Cinthya de novo e fazer o que quisessem com ela, e eu não estava disposto a aceitar isso. Rapidamente, procurei um jeito de me livrar daquela situação e livrar a Cinthya também.— Acho que, hm, acho que a gente devia deixar pra outra hora. Amanhã temos que sair cedo, e eu tô bem cansado — falei, tentando soar firme.
Mas a resposta da Cinthya me fulminou.
— Cansado? — ela retrucou, com um brilho de desafio nos olhos. — Eu não tô cansada nem um pouco, hehe. Na verdade, me sinto cheia de energia. Vamos!
A determinação dela me pegou de surpresa. O jeito que ela falou, com tanta segurança e empolgação, me fez sentir como se eu estivesse perdendo o controle da situação.
— Cinthya, espera — tentei argumentar. — Não acho que seja uma boa ideia. Olha, prefiro que a gente vá pro nosso quarto, que você fique comigo. — Praticamente tava implorando pra minha esposa me escolher.
Na mesma hora, Lina entrou na conversa com um sorriso.
— Héctor, a Cinthya só quer se divertir. Se você quer descansar, a gente entende.
Cinthya se aproximou animada.
— É verdade, amor. Hoje é o último dia!
A determinação dela me deixou sem palavras. A esposa com quem vim pra esse lugar desgraçado tinha ido embora — ou sempre foi assim e eu só não tinha notado até agora. Eu tentando afastar ela deles, mas era ela quem queria ficar com eles. Enquanto se afastavam em direção ao quarto do seu Ernesto, entendi que nada que eu fizesse ia convencer a Cinthya a ficar comigo. Via a Cinthya se distanciando junto com aquele grupo tão sem noção em questão de beleza. Senti meu corpo sem forças, aceitando o fim trágico, e fui pro meu quarto. Minha mente tava perdida em ciúme e raiva, pensando na minha esposa e nos velhos, embora me consolasse o fato de que as "amigas" dela estariam junto.
Eu tava deitado no quarto quando ouvi... A porta se abriu, e Cinthya entrou. Pensei que estava sonhando, que tinha caído no sono e imaginava que ela voltava pra mim.
— Amor, você voltou — falei enquanto me levantava e dava um abraço nela como se não a visse há muito tempo.
— Jeje, que isso, querido?
— Só estou feliz.
Eu estava feliz porque Cinthya tinha me escolhido, e ficaria comigo não importava o que acontecesse, a gente recomeçaria em outro lugar, longe de tudo, e esqueceria tudo que passou naquele clube. Enquanto ainda a abraçava, ouvi a voz de Lina.
— Vamos, Cinthya, estão nos esperando, se apressa! — com aquela voz que eu já tinha começado a odiar.
— É, me espera, querido, já vou, jeje — enquanto ela se afastava de mim.
— O que foi? — perguntei, incrédulo.
— Nada, querido, tinha esquecido uma coisinha, jeje — enquanto pegava uma das sacolas que tinha comprado quando fomos às lojas. E saiu rápido do quarto.
— Pegou? — perguntou Lina.
— Sim, jeje, vamos — disse minha esposa, apressando Lina.
— Cinthya! O que você está levando? — perguntei.
— Nada, querido, é um presente pro seu Ernesto, só isso, jeje — enquanto sorria e tinha aquele brilho nos olhos.
— Calma, Héctor, ela não tá levando nada de errado, hahaha — enquanto piscava pra mim com aqueles cílios postiços dignos de uma mulher-amante.
Dito isso, elas saíram rápido. Eu estava ainda mais confuso: o que foi que Cinthya tinha levado? Por que ela levou aquilo? Queria chorar de raiva contida e, acima de tudo, sentia que ela estava me traindo. Mas não, se Cinthya quisesse me enganar, teria que pagar pelas consequências dos atos dela. Eu devia ter enfrentado ela desde o momento em que deu pra cima do velho, não devia ter ligado pra ela estar sob efeito de alguma coisa. Decidi ir até o lugar onde elas estavam, o quarto do seu Ernesto. Ia acabar com aquilo de uma vez, não importava mais o escândalo, diria pra Cinthya que os velhos que eu considerava amigos drogaram ela pra meter o pau nela.
Saí do quarto. Já tinha passado quase 1 hora desde que Cinthya pegou o "presente" e foi embora. Eu sabia qual era o quarto do velho porque tinha visto a reserva que Fizeram, o quarto de Dom Ernesto era afastado de todos os outros, com janelas amplas e um ambiente rústico. Parei na porta e dava pra ouvir as risadas das mulheres. Ia bater, mas decidi que, se queria que o velho pagasse pelas consequências dos seus atos, precisava de provas. Se fizesse barulho e escândalo, não conseguiria nada, só ser expulso.
Procurei um jeito de entrar sem ser notado. Por sorte, as janelas de correr não estavam trancadas, então entrei por ali. Me certifiquei de não fazer barulho, liguei o celular e, por sorte, a bateria estava cheia.
Já dentro do lugar, dava pra ouvir claramente as vozes de quem estava lá. Fui me aproximando e procurei um lugar perfeito onde não seria visto. Não queria me arriscar a espiar, mas já conseguia ouvi-los.
— Já acho que você tá perdendo de propósito, Cinthya, hahaha — gritou Laura — Não, nada disso, hehe, só tive um pouco de má sorte, hehe — ouvi minha esposa dizer enquanto todos riam.
— Vamos continuar — disse Lina.
— Tá, mas agora é minha vez de distribuir, hehe — falou Cinthya.
— Do jeito que você quiser, Cinthya, hehe — finalmente ouvi um dos velhos, era seu Mario.
O que veio depois foram mais risadas e Lina se declarando vencedora.
— Hahaha de novo, Cinthya, hoje você tá perdendo todos os jogos, haha.
— É, eu sei, hehe, mas sei perder também. Qual vai ser meu castigo agora, haha?
— Hum, deixa eu ver... tô com inveja da sua bunda, sério, como você faz pra ela ficar assim, hahaha? — depois disso todo mundo riu — bom, como eu tava dizendo, o castigo vai ser que todo mundo vai te dar umas palmadas, hahaha.
As risadas não demoraram a voltar. Eu me inclinei um pouco pra ver o que rolava e finalmente vi todo mundo: os velhos sentados nos sofás com copos na mão, Cinthya com aquele vestido preto justinho e as novas amigas dela rindo.
— Hahaha, tá bom, é um castigo e vou cumprir — disse minha esposa sorrindo. — Quem vai começar, hehe? — enquanto olhava pro seu Ernesto.
— Primeiro eu, claro, porque ganhei — falou Lina na hora em que deu uma palmada suave mas sonora, um "plaf" que fez as bundas carnudas dela tremerem. Laura fez o mesmo, mas com mais delicadeza, quase imperceptível. Agora Cinthya se posicionou na frente do seu Mario, que não ia perder a chance de curtir a minha mulher.
— Desculpa, Cinthya, hehe, sabe que não queria te machucar — disse o velho Mario enquanto admirava a forma voluptuosa da minha esposa.
— Não se preocupa, seu Mario, hehe, o senhor sabe, é um castigo.
— Bom, então com sua permissão, hehe — e na hora o velho deu um tapa suave e lento na bunda de Cinthya, quase acariciando e demorando de propósito. Cinthya só sorria, assim como todo mundo que participava daquele jogo que aos poucos virava um jogo de sedução.
— Pronto, agora é a vez do seu Ernesto — disse Cinthya, animada e feliz por cumprir o castigo.
— Pois eu tô felizão. Cinthya, você vai aguentar haha? – disse o velho Ernesto rindo.
-Ai, claro que sim hehe
-Vamos ver, donazinha, deita um pouquinho mais pra frente
- Assim? – disse minha esposa, obedecendo às ordens do velho, e ao fazer isso, empinou mais a bunda. Era claro que eles se conheciam bem. - Assim mesmo, donazinha, hehe – na mesma hora, o velho deu um tapa forte na bunda da minha esposa, que fez uma careta de dor, mas sorriu mesmo assim. Mas não parou por aí: o velho bateu de novo na raba da Cinthya, que se recompôs pra tentar reclamar.
- Ô, seu Ernesto, era só um – ela disse isso, mas o sorriso dela dizia outra coisa.
- Kkkk já foi, donazinha, não fica brava não.
- Hehe, tá bom – respondeu minha esposa, enquanto trocavam olhares cúmplices.
- Não trapaceia, seu Ernesto – completou a Lina, mas todo mundo tava rindo.
Depois dessa putaria, o jogo continuou. Era simples, na real: só cartas, e quem tirava o número maior mandava em quem tinha o número menor. Claro, tudo era "castigo". A Cinthya ganhou e mandou a mesma coisa pra Lina, que cumpriu o castigo numa boa. Os castigos foram rolando, uns mais leves que outros, mas dava pra ver que os olhares da Cinthya e do seu Ernesto se cruzavam – tinha química. Até que numa das rodadas, a Laura ganhou e a Cinthya foi a perdedora.
- Bom, vamos subir o nível do jogo, kkk – disse a Laura, olhando pra todo mundo com um sorriso misterioso – Ah, e principalmente: não vale recusar, hehe.
- Aceito qualquer desafio, hehe – respondeu a Cinthya.
- Perfeito. Então, Cinthya, quero que você beije o seu Ernesto.
O silêncio foi total por uns segundos, mas a Cinthya, sem dizer nada, levantou do lugar e foi direto pro seu Ernesto, que tava sorrindo. Ela olhou pra ele e, na expectativa de todo mundo, se agarraram num beijo que começou devagar e suave, com os lábios se encontrando, mas não demorou pra intensidade aumentar. O som dos beijos começou a encher o lugar. Eu não aguentava mais a cara de pau da Cinthya, então comecei meu plano pra fazer eles pagarem. Coloquei meu celular num lugar onde pudesse gravar tudo e deixei lá. Assim, eu pegaria provas suficientes pra fazer eles pagarem, mesmo que... Doía, não conseguia sair do meu esconderijo. Dom Ernesto e Cinthya ainda estavam no auge, mas Laura tirou os dois do transe.
— Ei, já, hahaha, chega. — enquanto separava os dois animadamente.
— Ai, Laura, você atrapalha, haha — disse Lina, esquentando ainda mais o clima. Enquanto Cinthya e Dom Ernesto se separavam, dava pra ver que os dois tinham curtido. Cinthya sentou de novo e respirava ofegante.
— Cinthya, você é foda, hein, haha — disse Laura, abanando ela.
— É que ela me obedeceu, é o último dia dela, então tem que fazer valer a pena, depois volta a ser uma senhora, haha — comentou Lina.
— Não fujo dos desafios, hehe — disse Cinthya, ainda respirando pesado.
— Bom, então vamos continuar — falou Lina, e começaram a jogar de novo. Laura e Lina já estavam mais soltinhas e metidas no jogo tarado, os desafios estavam mais quentes. Num momento, Lina e Laura se beijaram, algo que Cinthya não esperava, e ela ficou chocada. Dom Ernesto, com toda a empolgação, mandou Cinthya beijar o amigão dele, Dom Mario. Cinthya, a princípio, hesitou, mas as amigas dela incentivaram.
— Que foi, Cinthya, haha — disse Laura enquanto empurrava ela. — Calma aí, jeje, já vou fazer, desculpa, seu Mario — fazendo cara de inocente.
— Não se preocupa, Cinthya, eu tô felizão, jeje — enquanto esperava a Cinthya.
Cinthya tava hesitando, mas seu Mario puxou ela e foi ele quem começou a beijar a boca dela. Ela se assustou, mas foi cedendo pra ele, já não resistia, só curtia — coisa que seu Mario percebeu e, com malícia, começou a acariciar as pernas dela. O vestido da Cinthya ajudava seu Mario, e aos poucos ele foi subindo a mão, até que já tava praticamente tocando onde ele queria. Cinthya mexia as mãos como se quisesse tirar as dele, mas sem muita convicção. Enquanto isso, seu Ernesto olhava satisfeito o que o amigão dele tava fazendo com minha esposa, mas tudo tava sendo gravado e seria a ruína dele.
— Já chega, seu Mario, haha, solta ela — disse Lina, enquanto seu Mario fazia sinal de que não. Depois de quase 70 segundos, eles se separaram.
— Que lábios gostosos, Cinthya, jeje
— Haha, cê é demais, seu Mario — disse Cinthya arrumando o cabelo.
— Podemos continuar, hahaha — ria seu Mario
— Calma aí, Mario, deixa a moça se recuperar, jeje — disse seu Ernesto enquanto se sentava do lado da Cinthya.
— Bom, Cinthya, a gente vai embora, pra você poder dar o presente deles, jeje — disse Lina
— Não, espera, não vão não — disse Cinthya tentando segurar elas.
— Ah, não, Cinthya, você cuida dos anfitriões, jeje — enquanto piscava o olho.
— Assim, Lina e Laura foram embora, deixando Cinthya com os dois velhos.
— Ouvi falar de um presente? — disse seu Ernesto.
— Hum, sim, jeje — respondeu Cinthya meio tímida.
— E que tipo de presente é esse, mocinha? — enquanto olhava pra ela com tesão.
— Hum, bom, comprei uma coisa, me veio na cabeça quando fui fazer compras com o Héctor, jeje — enquanto dizia isso, seu Mario se aproximou e sentou do outro lado da Cinthya
— E qual é o presente, Cinthya? — enquanto se encostava mais nela.
— Bom, hum, não sei como dizer, jeje.
— Ué, só fala logo, mocinha, jeje — dizia seu Ernesto enquanto pegava nas mãos delicadas da Cinthya.
— Jeje, bom, já que é... —Pois claro, dona, o que a senhora quiser, mas que tal se ficar à vontade? — Seu Ernesto puxou um pouco o vestido da Cinthya, mas dessa vez ela o segurou.
—Não, haja, espera aí, seu Ernesto, não se apresse.
—Cinthya, é só ficar confortável — disse seu Mario, tentando convencê-la.
—Fiquem tranquilos, hehe, vou ficar à vontade, mas esperem.
—Já vai, big booty, não pede pra gente se acalmar se há tempo você já deixou a gente no fervor — seu Ernesto começava a mostrar quem realmente era, mas Cinthya, longe de se intimidar, sorriu e continuou provocando.
—Espere, seu Ernesto, vocês vão ter a recompensa, hehe.
—Então o que cê tá esperando? Mostra o presente pra gente.
—Hahaha, que impacientes. Tá bom, me esperem aqui que já volto. — Levantando-se da cadeira, e isso foi aproveitado pelos dois velhos, que passaram a mão na bunda da minha esposa. Ela saiu mais rápido, se afastando das garras deles, e virou pra olhar como se estivesse repreendendo, mas com um sorriso.
—Anda, big booty, não reclamou no bar quando as luzes se apagaram e vai reclamar agora? Hahaha — os dois velhos caíram na risada, e Cinthya seguiu seu caminho.
Tudo estava se confirmando: os velhos já tinham passado a mão nela no bar, e quando Cinthya me disse que precisava comprar alguma coisa, com certeza comprou o que ia mostrar pra eles. Enquanto Cinthya estava em outro cômodo, os velhos conversavam.
—Como combinamos, Ernesto, a mamacita já sabe pra que veio.
—Cê sabe, Mario, bunda que eu gosto, bunda que eu abro, hahaha — vociferava Ernesto.
—Quem via aquela mamacita, tão delicada e parecia inocente.
—Inocente, hahaha, essa big booty, desde que vi ela toda comportada do lado do marido, sabia que tinha uma puta dentro dela, hahaha.
Continuaram falando da Cinthya enquanto ela não voltava. Fiquei pensativo com a palavra do velho Ernesto: desde o primeiro momento, ele já sabia que terminaria na cama com a Cinthya. Imaginei que ele sempre fazia as mulheres caírem assim, mas tudo acabaria quando eu confessasse, enquanto meu telefone gravava.
—Pronto! Agora vou mostrar pra vocês. O presente de vocês!" — gritou Cinthya.
"Já, big booty, estamos esperando. Vai sair ou vou aí, haha."
"Não, não, já tô saindo, hehe."
Ambos velhos, marcados pelos anos, esperaram com a expectativa de quem sabe que o proibido sempre tem um gosto melhor. Não sabiam exatamente o que ia rolar, mas o sorriso safado dela já tinha deixado claro que seria algo inesquecível.
Quando a porta se abriu, o silêncio foi total. Lá estava ela, de pé, com uma segurança de tirar o fôlego. O cabelo castanho caía em ondas suaves sobre os ombros, emoldurando um rosto cheio de desejo. Mas foi o corpo dela que deixou os dois sem palavras — curvilíneo, sensual, coberto só por um conjunto de lingerie preta. O sutiã deixava entrever a plenitude dos peitos dela, mal contidos pela renda floral que se agarrava à pele como uma segunda camada.
A calcinha, mínima e provocante, realçava o quadril que se balançava num vai e vem hipnótico enquanto ela caminhava na direção deles. A cinta-liga marcava a cintura e descia em tiras finas até abraçar as coxas, onde as ligas se prendiam deliciosamente.
Ela parou na frente deles, deixando que o olhar dos dois descesse devagar, devorando cada detalhe.
"Esse é o presente de vocês" — disse com a voz suave, uma mistura de doçura e tesão. Virou-se devagar, mostrando a curva perfeita da bunda gostosa dela, toda envolta em renda.
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