Padre e Homem - Parte 8

Demorou pra caralho. Foi um processo muito, muito lento. Tipo aquela gota que cai na pedra dura. Nunca para de cair. Pode levar séculos, mas mais cedo ou mais tarde, a gota vence e fura a pedra. Não tem segredo nenhum. É assim que o universo e o mundo funcionam — a maioria das coisas só precisa de tempo e esforço.

Devagar. E olha, com uma lentidão desesperadora, eu diria. Dolorosamente lento foi que, aos poucos, fui montando o quebra-cabeça que era a Noelia. Entendendo, finalmente, em que tipo de mulher ela estava se transformando, se é que já não tinha se transformado, por baixo de todas aquelas camadas de pintura de filhinha boazinha.

O relacionamento dela com o Ariel não durou muito. Ficaram juntos uns quatro meses, só. De repente, pararam. Quando perguntei pra Noelia, ela disse que tinham só brigado, que ela não tava mal. Que eu não me preocupasse. Ela nunca tinha parado de ver o Enrique, enquanto tava com o namoradinho. Talvez tenha espaçado um pouco a frequência com que se encontrava com o porteiro, mas nunca cortou o contato.

Pouco tempo depois de terminar com o Ariel, ela me disse que conheceu outro numa noite que saiu pra dançar com as amigas. Mas esse durou ainda menos. Pouco mais de um mês. Não era nada chamativo. Relacionamentos nessa idade às vezes vão e vêm, mas tava marcando um padrão que eu notei mentalmente.

Ao mesmo tempo que tudo isso rolou, comecei a mudar bastante o jeito de falar com a Noelia. Já tinha dito pra ela há um tempo que ela tinha se tornado uma jovem mulher, então pensei que era hora de parar de falar com ela como se fosse uma criancinha o tempo todo. Sem deixar de amá-la como minha filha, claro, mas chega de tanto mimimi. Comecei a ser mais direto com ela. Sem me preocupar tanto com as palavras. Pra ver como ela se adaptava. E olha, ela se saiu bem. Não demorou muito pra sacar que a parada tinha mudado, que eu não tratava nem falava mais com ela como uma menininha, e ela começou a me tratar mais de igual pra igual. Nossas conversas durante o jantar, Quando não estávamos falando das bobeiras do dia a dia, do que precisava ser feito no dia seguinte ou das coisas dela do último ano do ensino médio… quando começávamos a falar de assuntos mais sérios, acabavam rolando umas conversas muito boas, que a gente continuava depois de comer com uns cafezinhos.

A Noelia era muito inteligente. E muito mais esperta do que gostava de parecer.

Entre todas as coisas que a gente conversava, claro que começamos a falar de sexo com mais frequência. No começo, ela teve muita dificuldade. Dava pra ver que ela ria de vergonha de estar falando essas coisas com o pai. Eu também ria, mas lembrava que ela já era crescida. E que comigo podia falar sobre qualquer coisa, inclusive esses assuntos. Demorou, mas foi se soltando.

Uma noite, a gente estava jantando e conversando como sempre, quando o papo virou pra mim. Na verdade, quando a Noelia puxou o assunto pra mim porque já tinha se cansado de que os ex-namorados dela fossem tema de conversa.

"E você? Quando é que vai conhecer alguém de uma vez?", ela disse e levou um garfada de macarrão à boca, mastigando delicadamente com um sorrisinho.
"Eu? Tá me zoando, Noe?", respondi.
Ela balançou a cabeça, engoliu e continuou: "Não, falo sério. Quanto tempo faz que você não fica com ninguém? Desde que se separou da mamãe."
"É, mais ou menos", retruquei, "E daí? Qual é o problema? Tô com cara de ruim?"
"Não. Mas você não acha que já tá na hora?"
"Não, não acho", sorri pra ela.
"Ah, vai… por que não?", ela perguntou.
"Porque não, Noe.", falei, brincando com meu copo d'água e olhando pra ela, "Trabalho, cuido de você, toco a casa… primeiro, quando é que você quer que eu conheça alguém? E segundo, não tenho tempo pra manter um relacionamento. Na minha idade…"
"Ugh… tá… já começaram os violinos, já começou o show…", ela riu.
Eu também sorri: "Não seja má. É verdade."
"Não, não é verdade.", ela me olhou, "Você é super jovem ainda. Por que não pode ficar com alguém?"
"Bom, obrigado, mocinha, mas não", sorri pra ela.
"Uff…", ela disse e continuou comendo em silêncio. Mas logo continuou e insistiu: "Não Tem vontade? De estar num relacionamento, digo."
Eu dei de ombros, "Uff… sou homem, Noe. Vontade sempre tenho", ela riu do outro lado da mesa, "Mas daí a conhecer alguém, namorar, tudo isso… sei lá."
"É que você não quer nem tentar?", ela me perguntou.
"Tentar como? Como você quer que eu faça? Ou tô aqui ou tô na empresa", falei, "Quer que eu vá bater nas portas do prédio pra ver se sai alguma vizinha gostosa?"
Noelia riu alegremente, "Não, besta…"
"E então?"
"Sei lá, cara…", ela disse, "Podia sair por aí? Com seus amigos. Ver se conhece alguém. Ou baixa o Tinder…"
"Para de encher o saco, Noe.", falei e limpei a boca, terminando de comer.
"Bom… é que me dá pena você ficar sozinho e triste", ela disse.
"Triste? Você me vê triste?", perguntei.
Ela me olhou e disse, "Não, mas não te vejo tão feliz quanto podia estar…"

Foi tudo devagar. Muito devagar. Mas a gota tava caindo.

Foram meses assim. E nesses meses com a Noelia a gente se aproximou muito mais. Ficamos mais amigos. Nos entendíamos melhor e eu comecei a entender ela. Devagar. De vez em quando, numa conversa, no que ela dizia e às vezes no que escolhia não dizer… cada coisa era uma pecinha que eu usava pra montar o quebra-cabeça.

A escuridão que cercava meu entendimento da Noelia era feita de perguntas. As mesmas perguntas de sempre. E aos poucos eu ia iluminando um pouco mais. Cada vez mais. Por que uma mina como ela tinha se metido com um cara como o Enrique? Dando em cima, procurando ele e se deixando ser procurada? Por que ela gostava tanto de transar com um cara daquele? Também, por que às vezes parecia ignorar ele por semanas, só pra depois procurar ele quase desesperada de novo?

Por que, segundo o Enrique, ela nunca fazia escândalo quando ele gravava ela com o celular? Só cuidando pra não mostrar o rosto. Por que ela quis fugir pra um hotel naquela vez com ele, sendo menor de idade? E nem fala do negócio de Paraná. Fugir assim quatro dias, construindo uma Grande mentira pra fazer algo tão perigoso? Sempre cobrindo as ações dela com alguma mentira, pequena ou grande.

E a parada dos namorados dela? Por que ela continuava vendo o Enrique enquanto tinha os namorados? Com eles também transava, talvez até mais vezes do que com o Enrique, mas sempre voltava a trair com o gordo. Sempre chifrando os coitados dos namorados desde o primeiro dia de cada relacionamento, aparentemente. Por que ela agia como agia, fazia o que fazia?

Durante meses foi difícil resolver o enigma, mas aos poucos fui clareando. Até que chegou um momento em que, quase como uma pequena revelação, os dados dispersos na minha cabeça se alinharam e eu cheguei no que parecia ser a solução. Ou pelo menos, a explicação.

Não era só o sexo. A Noelia curtia pra caralho, mas pra caralho o sexo. Eu sabia disso não só pelo que o Enrique me contava, mas também porque eu via nos vídeos. Percebia. Sentia. Sentia ao ouvir ela gozar nos vídeos. Ela gozava de verdade, curtia com um êxtase que eu nunca tinha visto em mulheres mais velhas na minha vida.

Isso satisfazia o corpo dela, com certeza. Mas o que satisfazia a alma e a mente dela era outra coisa. Era a traição. O perigo. O proibido. A adrenalina de estar fazendo o proibido.

A pica do Enrique e a dos namorados dela, sim, podiam fazer ela explodir entre as pernas. Mas o que fazia ela explodir na cabeça era outra coisa. Era a ideia de dar pra um cara de cinquenta anos quando ela tinha só dezessete. Era inventar uma desculpa qualquer pra ver se colava e fugir pra chupar pica num porão. Era se deixar encher de porra pelo gordo, talvez até esquecendo na própria cabeça naquele momento que tomava anticoncepcional, e brincar na cabecinha dela que estavam engravidando ela.

Era mentir pra mim e fugir com aquele coroa pra um hotel a noite inteira, se arriscar a serem pegos porque ela era menor de idade. Sem falar na parada de Paraná… quatro dias inteiros de puro risco o tempo todo, longe de casa. E a dos namorados dela? Eu tinha certeza de que a ideia de corneá-los com o Enrique era pra ela o proibido em dobro.
Não podia ser outra coisa. A Noelia era atraída pelo proibido, pelo vedado. E isso não era nada além de boas notícias pra mim.

Pensei muito, juro. Pensei longamente em tudo isso. E esperei. Esperei até me sentir com os culhões pra fazer, esperando por aí o momento certo. Até que uma noite como qualquer outra, não duvidei mais e decidi pisar fundo. E que fosse o que Deus quisesse que fosse.

A gente tinha terminado de jantar naquela noite e começou a falar dos homens. Nem tinha puxado o assunto eu, foi ela. Já tínhamos confiança suficiente pra falar de coisas pesadas, sem nos envergonharmos muito. De certa forma, a gente tinha virado amigos além de pai e filha. Ela queria saber coisas e eu explicava. Ou pelo menos, eu disse, tentava explicar. O fato de eu ser homem não me fazia uma autoridade no assunto. Só podia falar de mim e de outros que conhecia, pouco mais.

Batemos um papo longo na mesa e depois fui pro sofá descer a comida. Ela fez duas xícaras de café pra nós dois e continuamos a conversa ali.
"E você, o que te atraiu na mamãe?", ela me perguntou com um sorriso depois de dar um gole.
Eu sorri sem olhar pra ela, lembrando, "Ah... tanta coisa."
"Tipo o quê?"
"Me matou o sorriso que ela tinha. Você sorri igual a ela. Vocês sorriem de verdade... isso desarma os caras", falei e ela riu, confirmando meu ponto, "E era simpática. Bom, é simpática. Me apaixonei de cara. E tinha um corpaço... depois que te teve, deu uma murchada, mas pouco. Mudou, mas mudou pra melhor. Sua mãe sempre foi uma gostosa."
Noelia sorria pra mim, "Como vocês se conheceram?"
Olhei pra ela, "Filha, já te contei vinte vezes..."
Ela deu um sorrisinho besta, "Mas adoro a história..."
Eu suspirei, "Foi... através do Carlos. Ele trabalhava com ela na agência. Um dia ele me disse, eu, doido, fiz amizade com essa brazuca que não... Sabe o que é... é uma bomba", ouvi a Noelia rir baixinho, "A gente tem que sair, mano, vai, vou te apresentar pra ela..."
"E aí?"
"E aí nada", tomei um gole do meu café, "Eu não acreditava muito nela, sabe como é o Carlos, é um mentiroso. Mas pensei, bom, que sei lá. Saio, me distraio, passo um tempo legal..."
Olhei pra Noelia e ela tava sorrindo pra mim, os olhinhos perdidos na história que já conhecia tão bem, "E pelo visto você se divertiu!"
"Sim... quando cheguei naquele bar e vi ela... uff...", ri, "Não sabia que porra falar pra ela. Tava lá com o Carlos já, cumprimentei ela e não sei que merda falei..."
"Mamãe me disse que você tava super nervoso, super fofo...", ela riu.
"Sim... sei lá, falava cada besteira só pra conversar. Pra falar alguma coisa."
"Tipo o quê?"
Olhei pra ela com um sorriso maroto, "Acho que falei, uh... e... ehh... que onda Brasil? Uma merda dessas."

A gente se cagou de rir junto.

"Mas terminou tudo bem...", ela disse.
"Muito bem. O que você acha...", sorri pra ela e acariciei o cabelo dela, arrancando um sorrisinho.
"É uma pena que não deu pra continuar", ela me disse.
Eu concordei, "Sim, pode ser. Mas as vezes as coisas são assim. Não é culpa de ninguém, meu amor."
"Sim, eu sei... não falei por isso.", ela respondeu.
Olhei fixo pra ela, "Sabe que não tenho nada, nem uma coisa ruim pra falar da sua mãe. Sabe que adoro ela, até hoje..."
Ela sorriu docemente pra mim e colocou a mão no meu braço, "Sim, eu sei, pai. E ela sabe também. Ela me disse mais ou menos a mesma coisa que você."
"O que ela disse?"
"Que você era um homem incrível, que te amava muito e que você era um idiota...", ela disse com uma careta que me fez morrer de rir.
"É, ela tem razão em tudo.", sorri.

Ela tomou o último gole do café, deixou a xícara na mesinha e se apoiou no encosto do sofá de lado, me olhando, "Por que vocês se separaram, pai? Não foi nada sexual, né?"
Eu olhei pra ela estranho, "... sexual? Como assim?"
"Os pais do Andy quando se separaram ela me disse que foi porque a mãe já não tava satisfeita com ele. Sexualmente, digo", ela me disse, "E que o pai mais “Nem tão pouco. Algo assim.”
“Não, nada a ver, Noe.”, eu disse, “Olha, sim, pode acontecer, como o Andy disse, mas com sua mãe não, nada a ver. Nessa área tá tudo bem.”
“Ah, bom, ok”, ela só respondeu.
“Para. Por quê?”, perguntei.
“Não, nada…”
Eu franzi um pouco as sobrancelhas, “Fala, bobinha… o que foi.”
Ela riu, “Nada, uma coisa que a mamãe disse uma vez… não importa…”
“O que ela disse?”
Noelia suspirou, “Nada, uma vez que vocês brigaram. Quase quando iam se separar. Depois ela tava falando no telefone com a tia Márcia de lá e eu ouvi. Ela tava meio te xingando… e disse que você tinha pequena…”
Eu olhei pra ela por um segundo e comecei a rir, “Haha! Nada… olha só.”
“É, sei lá”, ela riu.
“Sua mãe tava brava. Não liga pra isso. Gente quando fica com raiva fala qualquer merda.”, eu disse e tomei um gole do meu café.
“É, claro”
Engoli e olhei pra Noelia, fixo naqueles olhões lindos, “Pra deixar claro, não. Não tenho pequena não”, ri, “É normal. Tamanho normal. Tudo certo.”
Ela começou a se acabar de rir, “Ai pai! Olha o que você tá me dizendo!”
“Só tô falando. Pra deixar claro”, ri junto com ela.
Noelia continuava morrendo de rir, “Além disso, eu sei lá o que é normal ou o que é pequeno…”
Eu olhei pra ela e inclinei a cabeça pro lado, “Fala, otária. Conta essa pra outro. Vai me dizer que não sabe? Já na sua idade?”
“E não… eu sei lá, pai”, ela disse me olhando meio estranho, “Até porque só fiquei com dois caras.”
“Bom… quer ver o que é normal?”, eu falei, como se fosse nada.

Noelia de repente ficou com os olhos arregalados. Por um segundo não sabia o que responder, processando na cabecinha dela exatamente que porra tinha acabado de ouvir.
“Hã? O-que…?”, só conseguiu dizer, me encarando.
Eu dei de ombros, com naturalidade, “Te mostro, qual o problema. Se você já é grande… passa seu telefone…”
Noelia não entendia nada, “Meu celular?”
“É, burrinha… quer ver pornô?”, perguntei, “Coloca e eu te digo o que é normal e o que não é”.
“Pornô?”, ela me perguntou. Duvidosa.
Eu só franzi um pouco as sobrancelhas. “Fala, meu amor. Cê acha que eu não sei que você vê pornô de vez em quando? Tá tudo bem. Não me incomoda. Pra mim é normal. Que é, cê tem vergonha?”

Meio hesitante, ela passou o celular pra mim, destravando ele. Eu peguei e ela, meio tímida, se encostou em mim, olhando também o que eu ia fazer. Talvez torcendo pra eu não entrar no WhatsApp dela. Mas não tinha essa intenção nem fodendo. Abri o navegador no celular dela.

“Que site cê quer? Qual você curte?”, perguntei.
“... sei lá, cara… não conheço…”
Cortei ela: “Uff… fala, gata, que não conheço? Já te falei que não me incomoda. Aliás, ia estranhar se na sua idade você não visse”, falei. Pesquisei no Google e comecei a passar a lista devagar.

“Sei lá… esse… deixa eu ver…”, ela disse e tocou na tela com o dedo.

Feito duas amigas cúmplices, ficamos lá no sofá, meio colados e abraçados, segurando o celular de vez em quando e vendo pornô. Quando a Noelia passou um pouco do choque e da vergonha, até se soltou mais e me respondia sobre quais gêneros e coisas ela curtia e quais não. A gente se divertiu pra caralho, com muitas risadinhas e uns silêncios longos enquanto assistia, eu ia mostrando o que era pinto mais ou menos normal e o que era anaconda de verdade, o que era mais que óbvio. Logo a explicação de que era normal não parou, e a gente só ficou vendo por um tempão. Entre risadinhas cúmplices.

Se ela tinha ficado com tesão, não sei. Eu suspeitava que sim, mas ela não demonstrava. Eu já tava com uma tensão na pica que tava me matando. Por sorte tava de jeans e o tecido era grosso, não dava pra notar nada.

No final, entre risadas, ela falou que já tava de boa. Que colocasse a TV pra ver outra coisa. Ficou lá grudada no meu lado, com meu braço em volta dela, e eu soube na hora que ela também tinha ficado bem excitada. Não me perguntem como. Era do jeito que ela se sentia debaixo do meu braço e como ficava bem quieta às vezes. como processando a situação e o que ia rolar lá dentro. A gente ficou vendo Netflix por mais um tempão.

E foi aí que tudo descarrilhou.

Entre o jantar, nossa longa conversa, nossa longa sessão vendo pornô no celular dela e o que a gente tinha se amarrado vendo na TV, já tinha ficado tarde pra caralho. Era sexta-feira, sorte a nossa. No dia seguinte ninguém tinha que fazer nada, mas já eram quase duas da manhã. Eu tava vendo TV com os olhos meio fechando, ainda abraçando a Noelia que já tava praticamente com a cabeça deitada na minha barriga. Quando falei baixinho pra desligar e ir dormir, ela não respondeu.

Tentei olhar o rosto dela como dava da minha posição, notei a respiração suave e vi que ela tinha apagado. Esticada confortavelmente em cima de mim. Olhei pra ela, deitada como tava, com o corpo de lado no sofá e a cabecinha na minha barriga. Pensei em deixar ela dormir ali, não queria acordar. De alguma forma, pensei em me levantar e sair daquela posição sem incomodar.

Mas eu vi ela. Olhei pra ela. Tava vestida com uma camiseta velha que usava em casa e um dos shorts dela. Não marcava a bunda nem nada, era um shortinho confortável e folgado de tecido fino que ela gostava. Mas era curto e deixava as pernas nuas e os pés descalços bem à mostra. Como ela tava gostosa assim.

Senti um puxão forte na pica que meio me acordou. Eu não era o único na minha cabeça. Minha perversão também tava olhando pelos meus olhos o próprio Netflix. Engoli seco na hora, sem saber o que fazer, duvidando, pensando, tentando apagar o incêndio que tinha começado dentro de mim.

Era agora ou nunca, pensei.

Abaixei um pouco o volume da TV, mas só um pouco. Queria ouvir melhor se a Noelia fazia algum som, mas também não queria mutar o som completamente e talvez acordar ela por causa disso. Devagar, bem devagar e sempre ligado se ela acordava ou mexia no sono, tirei Tirei minha mão das costas dela, onde tava abraçando, e apoiei na bunda dela, por cima do tecido do short.

Senti ela macia e firme debaixo da minha mão, e meu pau deu outra tesão do caralho. Fiquei olhando minha mão começando a acariciar a bunda dela, devagar, suave, sentindo aquela curva gostosa e como era firme. Movi minha mão devagar pra sentir o outro glúteo lindo, brincando ali um tempinho também. Sentindo e me dando prazer, sim, mas sem apertar forte pra não acordar ela por causa disso. Deslizei minha mão devolta e meus dedos sentiram a racha gostosa que marcava a bunda dela. Fiquei doido de vontade de apertar ali e sentir meus dedos sumindo naquele vale lindo que ela tinha. Engoli seco, o coração batendo forte no peito. No fim, fiz devagar, apertando suave até sentir o buraquinho dela por baixo do tecido. Tão doce, tão gostoso e apertado.

Tirei a mão devagar e voltei a brincar com um dos glúteos dela, tentando olhar o rosto pra ver se ela fazia algo ou dava algum sinal. Nada, tava profundamente dormida pelo que eu via, graças ao sono pesado dela de sempre. Meu pau tava explodindo dentro da calça jeans. Queria mais. Queria tanto mais.

Criei coragem e finalmente deslizei minha mão por baixo do tecido do short, sentindo o calor gostoso e a maciez da pele da bunda dela. O short não era nada apertado e minha mão entrou perfeitamente. Senti ela, pele com pele. Apertei ela suave na minha palma, uma vez e outra, imaginando como queria beijar, lamber, morder.

Não consegui me segurar. Não queria mais me segurar. Acariciando a bunda dela assim, levei uns dedos tímidos pra racha dela, sentindo eles roçarem entre os dois glúteos, sentindo o calorzinho do vale dela ali. Com a ponta do dedo, senti o cu dela suavemente, acariciando do jeito mais leve que podia, tentando achar um equilíbrio entre o quanto queria sentir e o pouco que queria perturbá-la no sono. Mas senti ele contra a ponta do meu dedo. sentindo sua forma e seu calor macio, o jeito que ela me chamava.

Mas eu queria meu prêmio. Já estava no jogo. Ainda tinha um pouco de comprimento no braço e podia alcançar. Apenas me inclinando um pouco pra facilitar, movi minha mão mais um pouco, só uns centímetros, até que a ponta dos meus dedos encontraram a doce buceta da minha filha, apertada um pouco entre as pernas fechadas dela. Fiquei louco ao sentir aquela maciez. Minha visão ficou turva, juro, e pensei que ia gozar só assim, sem me tocar. Meu pau...

Meu pau estava em chamas. Como nunca. Era uma pedra debaixo da minha calça que já estava me dando pontadas de dor por não ter mais espaço pra se esticar. Era uma loucura, mas eu tinha que fazer. Sem parar de sentir a flor tão linda da Noelia com a ponta dos dedos, com minha mão livre e sem fazer barulho, abaixei o zíper da calça. Devagar e com muito esforço, consegui tirar meu pau pro ar. Apenas, a poucos centímetros da cabecinha dormindo da minha menina. Tinha certeza que ela podia sentir o cheiro, se estivesse acordada. E chupar ele docemente, se ela quisesse. Vi meu míssil ereto, duro como um cano de verdade, iluminado só pela luz da TV e enrolei minha mão nele.

Comecei a me dar prazer devagar, em total silêncio, lento e profundo pra não sacudir meu corpo sem necessidade e acordá-la. O dedo que estava sentindo a buceta da Noelia não aguentou mais e apertou um pouco, procurando o buraquinho dela. Sem poder ver e só pelo toque doce, separando os lábios macios dela. Encontrou fácil e ficou ali. Sentindo. Brincando. Penetrando ela só um pouco, só um pouquinho. O suficiente pra sentir o calor que tinha lá dentro e cobrir a ponta do meu dedo com a umidade divina dela.

Precisava gozar. Precisava gozar agora mesmo, naquele momento. Olhei pra Noelia, ela continuava dormindo, já nem sentia a respiração dela de tão perdido que eu tava no meu próprio prazer. Na tensão ao mesmo tempo tão horrível e tão gloriosa que eu carregava no pau. Precisava de mais, só mais um Um pouquinho mais… Fechei os olhos, sentindo minha mão bombeando meu pau e a outra mão sentindo minha filha entre as pernas dela.

Abri de novo, desesperado, e olhei pra Noelia. Ela ainda estava ali, com a cabecinha no meu estômago. Perto… tão, mas tão perto. Já era. Já tava mais que perdido. Não queria nem ver. Não queria que o mundo visse. Tirei a mão do pau, peguei o controle e desliguei a TV, ficando na escuridão total da sala. Peguei meu pau de novo, já quase sentindo ele gozar sozinho. Que Deus me perdoasse ou me condenasse, já não ligava mais pra nada. Guiando devagar, levei a ponta do meu pau até os lábios de Noelia, ou pelo menos onde eu imaginava que estivessem, no escuro. Não planejava gozar na boca dela nem nada disso. Nem enfiar na boca dela. Só queria sentir o roçar. Só sentir o roçar daqueles lábios divinos na cabeça inchada do meu pau uma vez. Uma única vez.

Em vez disso, o que senti foi primeiro Noelia soltar um gemidinho curto e suave, no escuro, e só meio segundo depois senti ela se mexer, se ajeitar, se inclinar e a cabeça inchada do meu pau desaparecer no que era, sem dúvida nenhuma, o calor da boca linda dela bem aberta.

2 comentários - Padre e Homem - Parte 8

Hasta ahora el mejor capitulo de la obra. Un 10 de 10 en todo el sentido.
El como se desarrolla la relación de confianza es excelente.
Cómo la moralidad pasa a segundo plano cuando el deseo invade es magnífico.