15/3📑MarĂ© de Prazer - Parte 3

O Resgate
Horas depois, LĂșcia acordou amarrada num quarto luxuoso. NĂŁo era uma cela. Era uma suĂ­te, com janelas altas, cama enorme e cĂąmeras discretas. O marido dela, Esteban, estava sentado na frente dela, com um copo de uĂ­sque na mĂŁo.

— Achou que podia fugir, se enfiar entre as pernas de um selvagem e que eu ia deixar barato?

LĂșcia nĂŁo respondeu. SĂł encarou ele com fogo nos olhos, nua, com as mĂŁos amarradas nas grades da cabeceira da cama.

— VocĂȘ estĂĄ gostosa
 como sempre. Mas agora
 Ă© minha de novo. — Ele se aproximou e acariciou a coxa dela, devagar. — E vai lembrar disso a cada gozada que eu arrancar de vocĂȘ.15/3📑MarĂ© de Prazer - Parte 3LucĂ­a quis cuspir na cara dele. Mas algo dentro dela, torto, tambĂ©m ardia. O medo. O rancor. O desejo maldito. Aquele fogo sujo que Esteban conhecia bem.

Ele se despiu devagar, com o olhar fixo nela. O pau dele brilhava.

— VocĂȘ vai gemer pra mim, mesmo que seja de raiva. Porque eu sei do que vocĂȘ gosta. Sei que seu corpo me pertence, mesmo que sua alma jĂĄ nĂŁo.

Ele subiu em cima e meteu na buceta dela, sem ternura. Montou ela com fĂșria, segurando pelo pescoço, dominando. E LucĂ­a se contorcia, tentando nĂŁo gritar, mas o corpo dela a traĂ­a. Os peitos dela estavam duros. A buceta dela ficava molhada. Esteban a conhecia, sabia cada ponto, cada gemido exato pra quebrĂĄ-la.

— TĂĄ sentindo? — sussurrou no ouvido dela enquanto metia com força — Esse calor entre suas pernas nĂŁo Ă© Ăłdio. É seu corpo pedindo mais.

Ela gemeu, por raiva, por desejo, pelo fogo que a devorava. Gritou quando gozou, rasgada, se odiando por gostar.

E enquanto Esteban gozava dentro dela com um sorriso cruel, LucĂ­a sĂł pensava numa coisa: em voltar pra ele
 pro homem da cabana
 pro Ășnico que a possuĂ­a com amor, nĂŁo com poder.

E se precisasse jogar esse jogo sujo pra escapar
 faria de pernas abertas e olhar aceso de vingança.

Lucía não sabia quanto tempo estava presa naquela gaiola dourada. Toda noite, Esteban a usava como troféu e castigo. Comia ela com raiva, fazia ela gemer com prazer e raiva misturados, e lembrava que, pro mundo, ela ainda era a esposa dele.

Mas toda vez que fechava os olhos, nĂŁo pensava nele. Pensava no outro.

No amante selvagem dela, no olhar ardente dele. Nas mĂŁos firmes dele. No pau grosso dele. Em como ele comia ela na frente do mar como se o mundo fosse acabar. E ela nĂŁo sabia que ele nĂŁo a tinha esquecido.

Ele a tinha seguido. Apesar dos ferimentos. Tinha rastreado o jipe, driblando a segurança, e agora estava ali, escondido na escuridão, com o coração em chamas.

Naquela noite, Esteban tinha deixei a LucĂ­a amarrada na cama depois de meter forte nela, como sempre. Mordi as coxas dela, cuspi nos peitos dela, e gozei dentro dela murmurando:
—Minha. AtĂ© vocĂȘ morrer.
Lucía fechou os olhos
 e ouviu o som.
Um tiro seco. Depois gritos. Depois o silĂȘncio.
E entĂŁo a porta se abriu.
LĂĄ estava ele. Desgrenhado, com sangue na sobrancelha, a camisa rasgada
 e o olhar carregado de desejo e fĂșria.
—VocĂȘ estĂĄ bem?
—Agora sim —sussurrou ela—. Me solta. Mas não me leva pra longe ainda.
—O quĂȘ?
—Me come aqui mesmo. Na cama dele. Quero que vocĂȘ sinta
 que me devolva o que ele tentou roubar de mim.
Ele não hesitou. Soltou ela e a jogou na cama ainda morna. Tirou a rola da calça e meteu na buceta dela de uma só vez, fundo, bruto, selvagem. Lucía gritou. Gritou de prazer. Gritou de liberdade. Gritou como se foder o amante fosse um ato de justiça.
Comeu ela com o corpo inteiro. Com a alma. Com a fĂșria de quem recupera o que Ă© seu. Lambeu os mamilos marcados, chupou o pescoço ainda vermelho, abriu as pernas dela e encheu de novo com o desejo dele.
Ela chorava enquanto gozava. Gritava enquanto sentia ele gozar dentro dela. NĂŁo por dor. NĂŁo por medo.
Mas porque, finalmente, era livre.
Juntos saĂ­ram daquela casa em chamas, deixando o passado pra trĂĄs, com o gosto do resgate na lĂ­ngua e o cheiro do sexo selvagem ainda grudado na pele.
Meses depois, a vida era outra.
Uma cabana nova, mais pro sul, onde o mar era mais claro e o vento cheirava a coco e sal. Ninguém sabia os nomes deles. Ninguém fazia perguntas. E eles não precisavam de explicaçÔes.
LucĂ­a andava nua pelo terraço de madeira, com a pele bronzeada e os mamilos duros por causa da brisa. Ele olhava pra ela da rede, com um sorriso tranquilo e a rola começando a endurecer ao vĂȘ-la se mexer assim
 livre, dele, ardente.
—Tá com fome? —perguntou ela, com um tom de brincadeira.vadia—Sim. Mas não de comida.
Ela riu e se ajoelhou na frente dele. Puxou a calça dele pra baixo. Agarrou o pau dele com as duas mãos e meteu na boca, quente, safada, com a língua girando do jeito que sabia que deixava ele louco.
Ele grunhiu, segurando o cabelo dela.
LĂșcia chupando, nĂŁo soltou atĂ© ele estar quase gozando, aĂ­ parou e, segurando o pinto dele, levou ele atĂ© a cama suspensa que dava pro mar. Deitou de costas e abriu as pernas sem vergonha.
—Vem. Me faz sua de novo. NĂŁo quero me cansar de vocĂȘ nunca.
Ele roçou a buceta dela com o pau e meteu devagar, fundo, sem pressa. Beijou ela como se fosse a primeira vez. Os corpos deles se encaixavam como peças de desejo eterno. Ele comia ela com amor, com força, com a doçura de quem jå não tem medo de perder.
Montou nela com ela por cima, segurando os peitos dela, com o mar de testemunha. Depois virou ela de bruços, levantou a bunda dela e meteu o pau duro, enfiando atĂ© ela gemer com o rosto apertado contra os lençóis, as coxas tremendo.quentesGozavam juntos, uma vez e outra, a qualquer hora, em qualquer canto: na cozinha, em cima da mesa de madeira, no chuveiro ao ar livre, debaixo das estrelas. Ela o adorava com a boca, ele a adorava com a lĂ­ngua. Devoravam-se como selvagens, sem medo, sem culpa, sem ninguĂ©m que pudesse separĂĄ-los. O passado tinha morrido. O desejo era eterno. E o sexo
 era o jeito deles de amar, de curar, de viver.

Tinham ouvido falar de uma cachoeira escondida, no meio do mato. Um lugar sagrado, segundo os locais, onde a ågua caía como um sussurro entre årvores milenares. Ninguém morava lå. Ninguém olhava. E era exatamente o que eles precisavam.

Caminhavam pela selva Ășmida, com mochilas leves, suor escorrendo pelos corpos. Ela ia sem calcinha, sĂł uma blusa amarrada na cintura e um short que marcava a bunda. Ele nĂŁo parava de olhar pra ela. A tensĂŁo se acumulava no ar, densa, molhada
 pronta pra explodir.

Quando chegaram na cachoeira, o sol se filtrava entre as folhas gigantes. A ågua caía num poço cristalino. A natureza era densa, primitiva. Era o lugar perfeito pra virar bicho.

LĂșcia tirou a roupa com um sorriso selvagem.use a palavra buceta—Aqui ninguĂ©m nos vĂȘ
 podemos fazer o que quisermos.
Ele abraçou ela por trås, jå de pau duro, beijando o pescoço dela, enfiando uma mão entre as pernas, tocando a buceta dela.
—EntĂŁo quero te comer contra aquela pedra —murmurou—. Com a ĂĄgua caindo nas suas costas. E quero que vocĂȘ grite atĂ© os passarinhos calarem a boca.

LĂșcia ofegou. Ele carregou ela e enfiou a rola contra a pedra molhada. Meteu nela de uma vez sĂł.
A ĂĄgua molhava o cabelo deles, os ombros, as coxas. Os corpos batiam forte, com desejo acumulado.

—Meu Deus
 assim! Mais! —ela gritava, cravando as unhas nas costas dele—. Me come como se fosse a Ășltima vez!

Ele comeu ela como um selvagem. Virou ela, colocou de quatro na pedra, a ĂĄgua escorrendo entre os peitos dela. Abriu as nĂĄdegas dela e meteu fundo no cu, segurando ela pelo cabelo.

A selva rugia ao redor. PĂĄssaros, macacos, trovĂ”es distantes. Mas nada competia com os gemidos dela. LĂșcia gozou tremendo, se contorcendo de prazer, com as pernas bambas. Ele nĂŁo parou. Comeu ela atĂ© ele tambĂ©m explodir, jorrando dentro dela com um gemido abafado, mordendo o ombro dela enquanto gozava.

Depois, se lavaram juntos debaixo da cachoeira, rindo, se beijando, se devorando com os olhos.

E enquanto o sol caía e a selva os envolvia, eles fizeram amor mais uma vez
 devagar, fundo, como se o mundo fosse só os dois. Como se a paixão fosse eterna. Como se nunca tivessem sido outra coisa senão dois corpos destinados a se perder
 e se encontrar.cogidas

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