Passava o dia no meu escritório tentando melhorar os processos e aumentar a produtividade na empresa. Eu gostava do meu trampo e o ambiente era bom, tirando meu chefe que às vezes ninguém entendia o que ele queria. Enfim, já era quinta-feira e eu precisava de um descanso, quando de repente entra meu amigo. — Héctor, você vai? — Aonde? Respondi, sem saber do que ele tava falando. — No aniversário do chefe, claro. Ele ainda não te convidou? — Não me falaram nada, também não é algo que me surpreendesse. Ano passado também não fui convidado, e pra falar a verdade, não tava nem um pouco animado. — Então se prepara que seu Ernesto tava perguntando por você, acho que pra te dar o convite — ele disse isso enquanto me mostrava o dele com um sorriso animado. — Então vou esperar ele aqui, tomara que ele não se canse de me procurar — a gente riu, porque seu Ernesto já tem seus anos. — Mas pelo visto ele viveu bem, teve 5 filhos com 3 mulheres diferentes. A última conquista dele foi uma novinha e ele engravidou ela — isso ele falou baixinho, porque nunca se sabe quem pode ouvir e entregar o fofoca pro chefe que a gente tá falando da vida particular dele. A gente continuou conversando e, depois de alguns minutos, ouvimos a porta se abrir com força. Era seu Ernesto entrando. Eu não gostava do jeito dele, bem vulgar e grosso, pelo menos com os homens. Já com as mulheres era outro papo, ele se comportava diferente, mais cavalheiro. Em algumas ocasiões, vi ele falando com umas minas e era bem meloso com elas, e claro, elas achavam graça no tratamento dele. — Boa tarde, senhores. Vocês tão trabalhando bem, isso é bom, diferente dos outros caras que tão passeando pela fábrica. Dizendo que tão trabalhando — ele sempre falava assim. — Falando nisso, esqueci de enviar uns relatórios. Vou nessa. — Então se apressa, Raulito, não me faz pensar mal que você é tão folgado quanto os outros. Raúl foi embora e deixou eu e seu Ernesto sozinhos. Ele era imponente, um cara robusto e alto, media uns 1,82 ou mais talvez, contrastando comigo que não passava de 1,70. Eu era um cara normal. Assim, falando sério. Até certo ponto, dá um certo medo pela presença e postura dela. — Bom, Héctor, vim aqui porque sábado é meu aniversário e você tá convidado — ele larga o convite na minha mesa. — Tá tudo aí, os dados, e pode levar uma acompanhante — completa. Sinceramente, não tava a fim de ir, já tava planejando inventar qualquer desculpa quando me perguntassem por que não fui. Mas só agradeci. — Valeu, seu Ernesto, tô dentro. Enquanto voltava pra casa, dei uma olhada no convite. Parece que o chefe ia fazer 61 anos no sábado, a festa seria num salão perto da empresa, mas mesmo assim não tava com vontade de ir. Cheguei em casa exausto, entrei e ouvi a música que tava rolando lá dentro. Fui pra cozinha e encontrei minha esposa lavando uns pratos, rebolando no ritmo da música. Ela não percebeu que eu já tinha chegado, só olhando ela. Cada movimento do corpo dela era impossível de ignorar, fiquei hipnotizado por uns segundos até me fazer notar. — Você dança pra caralho, amor — Nossa, me assustou, seu bobo — ela disse com um sorriso, me repreendendo. Cinthya é espetacular em todos os sentidos. Desde o primeiro dia que vi ela, me chamou a atenção. Pensei que fosse metida e cheia de si, mas nada disso. O corpo dela é a tentação de muito homem, falo isso porque toda vez que saímos, não tem um cara que resista a virar pra olhar ela quando a gente passa. E até já teve vez que mandaram uns cantadas pesadas que ela nem entendia. Ela é viciada em esportes, o que ajuda a ter essa anatomia com curvas bem definidas. O que mais chama atenção é a bunda linda e bem trabalhada dela, do tamanho perfeito. Qualquer roupa que ela veste fica incrível e se ajusta naquele corpo divino. Ela é uma mulher com corpo de modelo, cintura fina que realça o quadril, peitos redondos e macios, barriga tanquinho, pernas sexys sem serem musculosas. Agora, quem vê Cinthya pode pensar que ela é uma mulher que nem te daria bola, mas nada mais longe da realidade. Ela é educada com todo mundo e bem inocente em algumas coisas, um sorriso lindo e um olhar doce, que alegra até o mais infeliz, o narizinho fino dela, as bochechas brancas que quando ela fazia exercício ficavam rosadas, só aumentavam ainda mais a beleza dela. Tudo isso soma o cabelo castanho, liso e sedoso. Tudo nela era espetacular. — Querido, você está me ouvindo? — se aproximando de mim — Sim, desculpa, só fiquei pasmo de tão gostosa que você tá dançando. — Haha, você sabe que eu gosto de dançar, mesmo não sendo muito boa. — Você dança bem — e dei um beijo carinhoso nela, e ela correspondeu. Depois do jantar, eu tava revisando uns e-mails pendentes antes de dormir quando a Cinthya entrou no quarto. — Héctor, por que você não me falou nada disso? — com um tom sério, me mostrando o convite que meu chefe entregou. — Ah, é verdade, querido, esqueci, mas também não é que eu queira ir, é o aniversário do chefe e não qui… — Como assim não quer ir? — ainda mais irritada — Se o convite é pra nós dois e ainda é seu chefe, você não pode fazer feio. — Você acha que é necessário ir? — eu esperava um não da minha esposa pra me livrar do maldito aniversário. — Claro, querido, faz por mim, vai — com o tom de inocência dela, me convenceu, e bom, seriam só umas horas, o que podia dar errado, eu pensava na minha mente. Chegou o sábado e a Cinthya tinha saído desde cedo, fazer compras com a melhor amiga dela, Anahí, tava empolgada e por isso me ligou, queria que eu acompanhasse ela pra comprar um vestido, ela queria estar apresentável e elegante pra festa da noite, o que eu entendi porque quase nunca saímos pra festas e menos pra coisas relacionadas ao meu trabalho. Já era quase 10 da noite e eu esperava a Cinthya na sala terminar de se arrumar. Querido, vamos logo, você tá perfeita. Não tinha visto ela, mas minha esposa com qualquer roupa que vestisse ficava linda. — Já vou, querido, não me apressa — ela disse do Quarto. Passaram mais 5 minutos, ouvi a porta fechar e o barulho dos passos dela descendo as escadas. Finalmente, pensei comigo mesmo. — Pronto, amor, como estou? — Cinthya, você está lind... Fiz uma pausa, não acreditei no que via. Minha esposa estava usando um vestido curto de alças, um pouco acima dos joelhos. Fiquei chocado com o justo do vestido, colado completamente no corpo dela, mostrando sua figura sensual, suas curvas espetaculares, principalmente a bunda perfeita dela, que parecia ainda mais empinada. E não era só isso: ela usava um decote, embora não muito revelador, dava pra ver o começo dos peitos divinos dela, desafiando a gravidade. — Amor, não ficou bom em mim? — Com um tom de tristeza, minha esposa perguntou. Demorei um pouco pra responder. — Cinthya, você está gostosa. Foi esse vestido que você comprou? — Sim, a Anahí escolheu. Disse que ficava bem em mim — e ela não errou. Cinthya estava espetacular, talvez até demais pra uma festa de aniversário. — Mas me diz, você não gostou então? — Fazendo uma cara triste, que não me deixou pedir pra ela trocar ou usar outro vestido, ainda mais porque já estávamos atrasados. — Não, amor, você está ótima. Vou ser a inveja da festa — sorri pra deixá-la confortável e feliz. — Por um instante, pensei que você não ia gostar do vestido — ela disse, aliviada. Partimos pra festa e, no caminho, eu via Cinthya, tão gostosa com aquele vestido e o cabelo preso, só com alguns fios soltos no rosto fino dela, maquiada sutilmente. Também reparei que o vestido subia quando ela estava sentada, mostrando as coxas lindas e macias dela. O trajeto foi rápido e chegamos no lugar. Mal entramos, percebi que Cinthya chamava a atenção dos convidados homens. Ela cumprimentava todo mundo que conhecia e eu apresentava minha esposa. Sem evitar, todos se surpreendiam ao saber que minha esposa era alguém como Cinthya, e até eu pensava na sorte que tinha. Cumprimentar o seu Ernesto era o próximo passo, então peguei na mão de Cinthya e fui até onde ele estava. encontrava. —Boa noite, seu Ernesto, deixe-me parabenizá-lo pelo seu aniversário — falei enquanto apertava sua mão. — Héctor! Valeu, rapaz, pensei que você não vinha. — Como não, seu Ernesto — fingindo um sorriso. — Apresento-lhe minha esposa, Cinthya. — Boa noite, seu Ernesto, parabéns pelo seu aniversário, estou encantada em conhecê-lo. Cinthya entregou o presente que compramos, com aquele sorriso tão meigo, mas seu Ernesto ficou um instante sem reação até se recompor. — Muito obrigado, bela dama, Héctor, você tem uma esposa lindíssima. — Ele dizia, passando os olhos pela minha esposa. — Eu sei, seu Ernesto. — Bom, aproveitem a festa e sirvam-se do que quiserem. Terminamos de cumprimentá-lo e, antes de irmos, seu Ernesto disse à minha esposa: “Esse vestido caiu perfeitamente em você”. Cinthya só sorriu, fiel à sua simpatia e charme. Depois de cumprimentar seu Ernesto, nos sentamos numa mesa com alguns colegas do trabalho. A música era animada e muitos dos meus colegas iam dançar com suas parceiras; eu, por minha vez, não sou nada bom dançando. — Amor, vamos dançar. — Sim, tá bom, vamos — fiz só para agradá-la. Dançamos duas músicas e eu já não queria mais ir dançar, então voltamos para a mesa nos sentar. Cinthya estava um pouco irritada porque todo mundo dançava, mas ela me entendia. Também ninguém a convidava para dançar, claro, comigo presente, acho que não queriam causar constrangimento. Então, para aliviar minha barra e mudar um pouco o clima, falei que ia pegar umas bebidas, já que tinha open bar, então podíamos pedir o que quiséssemos. Enquanto estava no bar, observei Cinthya de longe; aquele vestido realmente caía espetacular nela, a silhueta dela se destacava de um jeito sensual, embora o rosto dela mostrasse uma careta de raiva que a deixava ainda mais gostosa. Estava esperando meu pedido e olhei de novo para Cinthya, mas dessa vez seu Ernesto estava com ela, conversando na mesa. Me perguntei do que estariam falando. De repente, Cinthya mudou a expressão de raiva para risadas. Enquanto conversava com dom Ernesto, fiquei impressionado com a habilidade do velho em mudar o humor da minha esposa. Enquanto isso rolava, me serviram as bebidas e voltei pra mesa. — Dom Ernesto, no que posso ajudar? — não me ocorreu dizer mais nada. — Nada, Héctor, só tava passando pelas mesas, vi sua esposa sozinha e pensei em fazer companhia pra ela. — com um sorriso enigmático — É que fui pegar uns drinques. — Ah, entendi. Agora deu sede em mim também. Por favor, Héctor, pode me trazer uma bebida? — pediu dom Ernesto, enquanto os olhos dele se fixavam em Cinthya, que o encarava com curiosidade. — Claro, já vou buscar. — Embora não me agradasse deixar Cinthya sozinha com ele, pensei que poderia ganhar uns favores com dom Ernesto, então fui pro bar. Enquanto esperava, não conseguia evitar virar a cabeça de vez em quando pra ver o que Cinthya tava fazendo. Vi ela rindo, se divertindo com a conversa do dom Ernesto. A risada dela era contagiante, mas tinha algo no jeito que ele olhava pra ela que me deixava inquieto. Num momento, ela ficou na frente dele e, com um movimento lento, sedutor e meio desajeitado, deu uma volta, mostrando aquela buceta deliciosa e perfeita, o vestido colado no corpo, destacando a cintura fina, a barriga chapada graças às horas de academia e, principalmente, aquele rabo que lutava pra não estourar o vestido. Quando terminou a volta, ele sussurrou algo no ouvido dela, e ela respondeu com o rosto cheio de surpresa, seguida de uma risada contagiante. Na hora, me perguntei o que ele tinha dito pra ela reagir daquele jeito. Continuei esperando, então apressei os caras do bar pra me servirem a bebida. Quando finalmente peguei o copo, olhei pra mesa e não vi mais nem Cinthya nem meu chefe. Procurei com o olhar e encontrei os dois na pista de dança, se mexendo no ritmo da música. Só me restava esperar na mesa, enquanto via Cinthya se divertindo pra caralho na companhia do meu chefe, mas na hora me veio à mente... Já fazia um tempo que ela tinha reagido, a música acabou e eles voltaram. — Já voltou, Héctor? Poxa, demorou tanto. Convidei a Cinthya pra dançar, espero que não se importe. — É, tinha muita gente pedindo bebida e acabei demorando por causa disso. Além do mais, fica tranquilo. — Tentei soar despreocupado. — É, e o Héctor não dança muito, hahaha — respondeu minha esposa, a risada dela era leve, mas tinha um brilho nos olhos que me fez duvidar. — É verdade — me senti meio desconfortável, mas não podia demonstrar. — Bom, eu adoro me mexer. Se não tiver problema, posso continuar dançando com ela? — O tom dele era casual, mas tinha uma insinuação na voz que me deu um arrepio. — Pode sim, ela pode continuar dançando, sem problema. — A resposta saiu dos meus lábios antes que eu pudesse pensar melhor. Cinthya sorriu, e no olhar dela tinha uma mistura de empolgação e desafio. — Claro que posso! — Disse com um sorriso safado. Não podia dar uma negativa pro meu chefe, por isso respondi assim. Cinthya, com aquele sorriso gostoso, se levantou e foi com o dom Ernesto pra pista de dança. Vi eles beberem um pouco antes de irem pra pista, enquanto se afastavam, eu via as cadeiras da Cinthya, que pareciam uma delícia a cada movimento, mas meu coração acelerou quando vi meu chefe pegando ela pela cintura, puxando ela pro corpo dele. Do jeito que as mãos dele deslizavam pelas costas dela e quase roçavam a bunda divina da minha esposa, que não se incomodou nem um pouco com aquilo. Talvez eu estivesse exagerando, pensei. Naquele momento, decidi que precisava de um respiro, fui pro banheiro e joguei um bom jato de água no rosto, tentando acalmar meus pensamentos por causa do álcool. "É só uma dança", repetia pra mim mesmo. Quando saí, a música não era mais animada, dava pra dizer que era romântica, e os casais dançavam colados, se movendo devagar no ritmo da melodia. Cinthya e meu chefe faziam o mesmo, e notei como ele se inclinava pra ela, os lábios quase encostando na orelha dela, dava pra ver que ele dizia umas coisas, com aquela cumplicidade que parecia tão natural. A Cinthya ria, e aquela risa, tão próxima e brincalhona, me deu uma mistura de ciúme e desconforto. Enquanto eu observava eles, o tempo parecia parar, mas já tinham se passado quase duas horas desde que chegamos. Seu Ernesto abraçava ela um pouco mais, e a Cinthya só se deixava levar, era óbvio que meu chefe era alto e robusto, com aquela barriga de tanto álcool que consumiu ao longo dos anos, comparado com a Cinthya, que era delicada, esbelta e muito bem cuidada. A música continuava, e eu já queria ir embora com a Cinthya, mas não podia. Qual seria a desculpa pra fazer isso? Finalmente, a música parou, e eles voltaram pra mesa. A Cinthya parecia radiante, o rosto iluminado por um sorriso que eu não conseguia ignorar. Seu Ernesto, por outro lado, tinha uma expressão de satisfação, como se tivesse aproveitado cada momento ao lado dela. A tensão no ar era palpável, e mesmo tentando quebrar o gelo, as palavras ficaram presas na minha garganta. — Amor, já descansou? A gente pode dançar? — disse minha esposa, começando a conversa. — Não, amor, tô me sentindo meio mal — falei aquela mentira pra finalmente podermos ir embora. — Pode descansar num dos ambientes que tem aqui nesse lugar — de imediato, seu Ernesto ofereceu isso. Eu tava quase aceitando porque não via saída, mas a Cinthya se adiantou e decidiu que o melhor era a gente ir. Seu Ernesto tentou convencer ela a ficar, mas ela foi firme e disse: — Desculpa, seu Ernesto, mas é meu dever como esposa cuidar do bem-estar do meu marido — falou isso com aquele tom de voz e aquele sorriso meigo. — Essa era minha esposa, pensei comigo. — Você tem razão, Cinthya — aceitando o que ela disse, era impressionante ver como a atitude vulgar dele mudava quando tinha uma mulher na frente — vou acompanhar vocês até fora. Saímos pra rua e meu chefe se despediu da gente. Seu Ernesto apertou minha mão, mas pra Cinthya ele ofereceu um abraço, que ela aceitou com aquela amabilidade que caracteriza. Antes de subir no táxi, dom Ernesto reforçou que esperava vê-la de novo em breve, e ela respondeu com um "sim, eu gostaria". Chegamos em casa e a Cinthya cuidou de mim, me deu toda a atenção e depois fomos dormir. No domingo, acordamos como qualquer outro dia, passamos em casa sem preocupações, já me sentia tranquilo porque a Cinthya continuava sendo minha esposa amorosa de sempre. Chegou segunda-feira e eu tinha que ir pro escritório começar minha semana de trabalho como sempre. Enquanto revisava umas coisas, o Raúl entrou. — E aí, Héctor, como cê tá? Me falaram que você saiu da festa porque tava se sentindo mal. — Tudo bem, Raúl, sem problemas, minha esposa me ajudou. — É mesmo, com uma esposa como a sua, qualquer um se recupera, haja. — Claro, bom, vai trabalhar que vão chamar nossa atenção. Assim os dias foram passando sem novidades nem no trabalho nem em casa, só um ou outro comentário sobre minha esposa que eu não deixava me incomodar, bom, era lógico depois de tudo. Até que chegou quinta-feira e dom Ernesto me chamou no escritório dele. — Com licença, dom Ernesto, já cheguei. — Héctor, entra, se apressa. — enquanto se acomodava na cadeira —. Olha, Héctor, sei que te devemos férias e todo mundo sabe que todo ano eu vou passar umas férias gostosas num clube. Olha, por causa do seu bom desempenho, decidi levar vocês pra passar férias comigo. Você não vai gastar nada, então não se preocupa com isso, rapaz, tudo por minha conta. — O quê? Como assim? Tava falando sério? — fiquei sem palavras, foi tudo de repente. — Não faz essa cara de defunto, rapaz, claro que é sério. — Bom, aceito, obrigado, dom Ernesto. — Hahaha, isso aí, Héctor, então avisa a gostosa da sua esposa que ela vai passar umas "férias gostosas" — dizia o velho feliz, rindo. — Sim, dom Ernesto, vou avisar. Continua.
Passava o dia no meu escritório tentando melhorar os processos e aumentar a produtividade na empresa. Eu gostava do meu trampo e o ambiente era bom, tirando meu chefe que às vezes ninguém entendia o que ele queria. Enfim, já era quinta-feira e eu precisava de um descanso, quando de repente entra meu amigo. — Héctor, você vai? — Aonde? Respondi, sem saber do que ele tava falando. — No aniversário do chefe, claro. Ele ainda não te convidou? — Não me falaram nada, também não é algo que me surpreendesse. Ano passado também não fui convidado, e pra falar a verdade, não tava nem um pouco animado. — Então se prepara que seu Ernesto tava perguntando por você, acho que pra te dar o convite — ele disse isso enquanto me mostrava o dele com um sorriso animado. — Então vou esperar ele aqui, tomara que ele não se canse de me procurar — a gente riu, porque seu Ernesto já tem seus anos. — Mas pelo visto ele viveu bem, teve 5 filhos com 3 mulheres diferentes. A última conquista dele foi uma novinha e ele engravidou ela — isso ele falou baixinho, porque nunca se sabe quem pode ouvir e entregar o fofoca pro chefe que a gente tá falando da vida particular dele. A gente continuou conversando e, depois de alguns minutos, ouvimos a porta se abrir com força. Era seu Ernesto entrando. Eu não gostava do jeito dele, bem vulgar e grosso, pelo menos com os homens. Já com as mulheres era outro papo, ele se comportava diferente, mais cavalheiro. Em algumas ocasiões, vi ele falando com umas minas e era bem meloso com elas, e claro, elas achavam graça no tratamento dele. — Boa tarde, senhores. Vocês tão trabalhando bem, isso é bom, diferente dos outros caras que tão passeando pela fábrica. Dizendo que tão trabalhando — ele sempre falava assim. — Falando nisso, esqueci de enviar uns relatórios. Vou nessa. — Então se apressa, Raulito, não me faz pensar mal que você é tão folgado quanto os outros. Raúl foi embora e deixou eu e seu Ernesto sozinhos. Ele era imponente, um cara robusto e alto, media uns 1,82 ou mais talvez, contrastando comigo que não passava de 1,70. Eu era um cara normal. Assim, falando sério. Até certo ponto, dá um certo medo pela presença e postura dela. — Bom, Héctor, vim aqui porque sábado é meu aniversário e você tá convidado — ele larga o convite na minha mesa. — Tá tudo aí, os dados, e pode levar uma acompanhante — completa. Sinceramente, não tava a fim de ir, já tava planejando inventar qualquer desculpa quando me perguntassem por que não fui. Mas só agradeci. — Valeu, seu Ernesto, tô dentro. Enquanto voltava pra casa, dei uma olhada no convite. Parece que o chefe ia fazer 61 anos no sábado, a festa seria num salão perto da empresa, mas mesmo assim não tava com vontade de ir. Cheguei em casa exausto, entrei e ouvi a música que tava rolando lá dentro. Fui pra cozinha e encontrei minha esposa lavando uns pratos, rebolando no ritmo da música. Ela não percebeu que eu já tinha chegado, só olhando ela. Cada movimento do corpo dela era impossível de ignorar, fiquei hipnotizado por uns segundos até me fazer notar. — Você dança pra caralho, amor — Nossa, me assustou, seu bobo — ela disse com um sorriso, me repreendendo. Cinthya é espetacular em todos os sentidos. Desde o primeiro dia que vi ela, me chamou a atenção. Pensei que fosse metida e cheia de si, mas nada disso. O corpo dela é a tentação de muito homem, falo isso porque toda vez que saímos, não tem um cara que resista a virar pra olhar ela quando a gente passa. E até já teve vez que mandaram uns cantadas pesadas que ela nem entendia. Ela é viciada em esportes, o que ajuda a ter essa anatomia com curvas bem definidas. O que mais chama atenção é a bunda linda e bem trabalhada dela, do tamanho perfeito. Qualquer roupa que ela veste fica incrível e se ajusta naquele corpo divino. Ela é uma mulher com corpo de modelo, cintura fina que realça o quadril, peitos redondos e macios, barriga tanquinho, pernas sexys sem serem musculosas. Agora, quem vê Cinthya pode pensar que ela é uma mulher que nem te daria bola, mas nada mais longe da realidade. Ela é educada com todo mundo e bem inocente em algumas coisas, um sorriso lindo e um olhar doce, que alegra até o mais infeliz, o narizinho fino dela, as bochechas brancas que quando ela fazia exercício ficavam rosadas, só aumentavam ainda mais a beleza dela. Tudo isso soma o cabelo castanho, liso e sedoso. Tudo nela era espetacular. — Querido, você está me ouvindo? — se aproximando de mim — Sim, desculpa, só fiquei pasmo de tão gostosa que você tá dançando. — Haha, você sabe que eu gosto de dançar, mesmo não sendo muito boa. — Você dança bem — e dei um beijo carinhoso nela, e ela correspondeu. Depois do jantar, eu tava revisando uns e-mails pendentes antes de dormir quando a Cinthya entrou no quarto. — Héctor, por que você não me falou nada disso? — com um tom sério, me mostrando o convite que meu chefe entregou. — Ah, é verdade, querido, esqueci, mas também não é que eu queira ir, é o aniversário do chefe e não qui… — Como assim não quer ir? — ainda mais irritada — Se o convite é pra nós dois e ainda é seu chefe, você não pode fazer feio. — Você acha que é necessário ir? — eu esperava um não da minha esposa pra me livrar do maldito aniversário. — Claro, querido, faz por mim, vai — com o tom de inocência dela, me convenceu, e bom, seriam só umas horas, o que podia dar errado, eu pensava na minha mente. Chegou o sábado e a Cinthya tinha saído desde cedo, fazer compras com a melhor amiga dela, Anahí, tava empolgada e por isso me ligou, queria que eu acompanhasse ela pra comprar um vestido, ela queria estar apresentável e elegante pra festa da noite, o que eu entendi porque quase nunca saímos pra festas e menos pra coisas relacionadas ao meu trabalho. Já era quase 10 da noite e eu esperava a Cinthya na sala terminar de se arrumar. Querido, vamos logo, você tá perfeita. Não tinha visto ela, mas minha esposa com qualquer roupa que vestisse ficava linda. — Já vou, querido, não me apressa — ela disse do Quarto. Passaram mais 5 minutos, ouvi a porta fechar e o barulho dos passos dela descendo as escadas. Finalmente, pensei comigo mesmo. — Pronto, amor, como estou? — Cinthya, você está lind... Fiz uma pausa, não acreditei no que via. Minha esposa estava usando um vestido curto de alças, um pouco acima dos joelhos. Fiquei chocado com o justo do vestido, colado completamente no corpo dela, mostrando sua figura sensual, suas curvas espetaculares, principalmente a bunda perfeita dela, que parecia ainda mais empinada. E não era só isso: ela usava um decote, embora não muito revelador, dava pra ver o começo dos peitos divinos dela, desafiando a gravidade. — Amor, não ficou bom em mim? — Com um tom de tristeza, minha esposa perguntou. Demorei um pouco pra responder. — Cinthya, você está gostosa. Foi esse vestido que você comprou? — Sim, a Anahí escolheu. Disse que ficava bem em mim — e ela não errou. Cinthya estava espetacular, talvez até demais pra uma festa de aniversário. — Mas me diz, você não gostou então? — Fazendo uma cara triste, que não me deixou pedir pra ela trocar ou usar outro vestido, ainda mais porque já estávamos atrasados. — Não, amor, você está ótima. Vou ser a inveja da festa — sorri pra deixá-la confortável e feliz. — Por um instante, pensei que você não ia gostar do vestido — ela disse, aliviada. Partimos pra festa e, no caminho, eu via Cinthya, tão gostosa com aquele vestido e o cabelo preso, só com alguns fios soltos no rosto fino dela, maquiada sutilmente. Também reparei que o vestido subia quando ela estava sentada, mostrando as coxas lindas e macias dela. O trajeto foi rápido e chegamos no lugar. Mal entramos, percebi que Cinthya chamava a atenção dos convidados homens. Ela cumprimentava todo mundo que conhecia e eu apresentava minha esposa. Sem evitar, todos se surpreendiam ao saber que minha esposa era alguém como Cinthya, e até eu pensava na sorte que tinha. Cumprimentar o seu Ernesto era o próximo passo, então peguei na mão de Cinthya e fui até onde ele estava. encontrava. —Boa noite, seu Ernesto, deixe-me parabenizá-lo pelo seu aniversário — falei enquanto apertava sua mão. — Héctor! Valeu, rapaz, pensei que você não vinha. — Como não, seu Ernesto — fingindo um sorriso. — Apresento-lhe minha esposa, Cinthya. — Boa noite, seu Ernesto, parabéns pelo seu aniversário, estou encantada em conhecê-lo. Cinthya entregou o presente que compramos, com aquele sorriso tão meigo, mas seu Ernesto ficou um instante sem reação até se recompor. — Muito obrigado, bela dama, Héctor, você tem uma esposa lindíssima. — Ele dizia, passando os olhos pela minha esposa. — Eu sei, seu Ernesto. — Bom, aproveitem a festa e sirvam-se do que quiserem. Terminamos de cumprimentá-lo e, antes de irmos, seu Ernesto disse à minha esposa: “Esse vestido caiu perfeitamente em você”. Cinthya só sorriu, fiel à sua simpatia e charme. Depois de cumprimentar seu Ernesto, nos sentamos numa mesa com alguns colegas do trabalho. A música era animada e muitos dos meus colegas iam dançar com suas parceiras; eu, por minha vez, não sou nada bom dançando. — Amor, vamos dançar. — Sim, tá bom, vamos — fiz só para agradá-la. Dançamos duas músicas e eu já não queria mais ir dançar, então voltamos para a mesa nos sentar. Cinthya estava um pouco irritada porque todo mundo dançava, mas ela me entendia. Também ninguém a convidava para dançar, claro, comigo presente, acho que não queriam causar constrangimento. Então, para aliviar minha barra e mudar um pouco o clima, falei que ia pegar umas bebidas, já que tinha open bar, então podíamos pedir o que quiséssemos. Enquanto estava no bar, observei Cinthya de longe; aquele vestido realmente caía espetacular nela, a silhueta dela se destacava de um jeito sensual, embora o rosto dela mostrasse uma careta de raiva que a deixava ainda mais gostosa. Estava esperando meu pedido e olhei de novo para Cinthya, mas dessa vez seu Ernesto estava com ela, conversando na mesa. Me perguntei do que estariam falando. De repente, Cinthya mudou a expressão de raiva para risadas. Enquanto conversava com dom Ernesto, fiquei impressionado com a habilidade do velho em mudar o humor da minha esposa. Enquanto isso rolava, me serviram as bebidas e voltei pra mesa. — Dom Ernesto, no que posso ajudar? — não me ocorreu dizer mais nada. — Nada, Héctor, só tava passando pelas mesas, vi sua esposa sozinha e pensei em fazer companhia pra ela. — com um sorriso enigmático — É que fui pegar uns drinques. — Ah, entendi. Agora deu sede em mim também. Por favor, Héctor, pode me trazer uma bebida? — pediu dom Ernesto, enquanto os olhos dele se fixavam em Cinthya, que o encarava com curiosidade. — Claro, já vou buscar. — Embora não me agradasse deixar Cinthya sozinha com ele, pensei que poderia ganhar uns favores com dom Ernesto, então fui pro bar. Enquanto esperava, não conseguia evitar virar a cabeça de vez em quando pra ver o que Cinthya tava fazendo. Vi ela rindo, se divertindo com a conversa do dom Ernesto. A risada dela era contagiante, mas tinha algo no jeito que ele olhava pra ela que me deixava inquieto. Num momento, ela ficou na frente dele e, com um movimento lento, sedutor e meio desajeitado, deu uma volta, mostrando aquela buceta deliciosa e perfeita, o vestido colado no corpo, destacando a cintura fina, a barriga chapada graças às horas de academia e, principalmente, aquele rabo que lutava pra não estourar o vestido. Quando terminou a volta, ele sussurrou algo no ouvido dela, e ela respondeu com o rosto cheio de surpresa, seguida de uma risada contagiante. Na hora, me perguntei o que ele tinha dito pra ela reagir daquele jeito. Continuei esperando, então apressei os caras do bar pra me servirem a bebida. Quando finalmente peguei o copo, olhei pra mesa e não vi mais nem Cinthya nem meu chefe. Procurei com o olhar e encontrei os dois na pista de dança, se mexendo no ritmo da música. Só me restava esperar na mesa, enquanto via Cinthya se divertindo pra caralho na companhia do meu chefe, mas na hora me veio à mente... Já fazia um tempo que ela tinha reagido, a música acabou e eles voltaram. — Já voltou, Héctor? Poxa, demorou tanto. Convidei a Cinthya pra dançar, espero que não se importe. — É, tinha muita gente pedindo bebida e acabei demorando por causa disso. Além do mais, fica tranquilo. — Tentei soar despreocupado. — É, e o Héctor não dança muito, hahaha — respondeu minha esposa, a risada dela era leve, mas tinha um brilho nos olhos que me fez duvidar. — É verdade — me senti meio desconfortável, mas não podia demonstrar. — Bom, eu adoro me mexer. Se não tiver problema, posso continuar dançando com ela? — O tom dele era casual, mas tinha uma insinuação na voz que me deu um arrepio. — Pode sim, ela pode continuar dançando, sem problema. — A resposta saiu dos meus lábios antes que eu pudesse pensar melhor. Cinthya sorriu, e no olhar dela tinha uma mistura de empolgação e desafio. — Claro que posso! — Disse com um sorriso safado. Não podia dar uma negativa pro meu chefe, por isso respondi assim. Cinthya, com aquele sorriso gostoso, se levantou e foi com o dom Ernesto pra pista de dança. Vi eles beberem um pouco antes de irem pra pista, enquanto se afastavam, eu via as cadeiras da Cinthya, que pareciam uma delícia a cada movimento, mas meu coração acelerou quando vi meu chefe pegando ela pela cintura, puxando ela pro corpo dele. Do jeito que as mãos dele deslizavam pelas costas dela e quase roçavam a bunda divina da minha esposa, que não se incomodou nem um pouco com aquilo. Talvez eu estivesse exagerando, pensei. Naquele momento, decidi que precisava de um respiro, fui pro banheiro e joguei um bom jato de água no rosto, tentando acalmar meus pensamentos por causa do álcool. "É só uma dança", repetia pra mim mesmo. Quando saí, a música não era mais animada, dava pra dizer que era romântica, e os casais dançavam colados, se movendo devagar no ritmo da melodia. Cinthya e meu chefe faziam o mesmo, e notei como ele se inclinava pra ela, os lábios quase encostando na orelha dela, dava pra ver que ele dizia umas coisas, com aquela cumplicidade que parecia tão natural. A Cinthya ria, e aquela risa, tão próxima e brincalhona, me deu uma mistura de ciúme e desconforto. Enquanto eu observava eles, o tempo parecia parar, mas já tinham se passado quase duas horas desde que chegamos. Seu Ernesto abraçava ela um pouco mais, e a Cinthya só se deixava levar, era óbvio que meu chefe era alto e robusto, com aquela barriga de tanto álcool que consumiu ao longo dos anos, comparado com a Cinthya, que era delicada, esbelta e muito bem cuidada. A música continuava, e eu já queria ir embora com a Cinthya, mas não podia. Qual seria a desculpa pra fazer isso? Finalmente, a música parou, e eles voltaram pra mesa. A Cinthya parecia radiante, o rosto iluminado por um sorriso que eu não conseguia ignorar. Seu Ernesto, por outro lado, tinha uma expressão de satisfação, como se tivesse aproveitado cada momento ao lado dela. A tensão no ar era palpável, e mesmo tentando quebrar o gelo, as palavras ficaram presas na minha garganta. — Amor, já descansou? A gente pode dançar? — disse minha esposa, começando a conversa. — Não, amor, tô me sentindo meio mal — falei aquela mentira pra finalmente podermos ir embora. — Pode descansar num dos ambientes que tem aqui nesse lugar — de imediato, seu Ernesto ofereceu isso. Eu tava quase aceitando porque não via saída, mas a Cinthya se adiantou e decidiu que o melhor era a gente ir. Seu Ernesto tentou convencer ela a ficar, mas ela foi firme e disse: — Desculpa, seu Ernesto, mas é meu dever como esposa cuidar do bem-estar do meu marido — falou isso com aquele tom de voz e aquele sorriso meigo. — Essa era minha esposa, pensei comigo. — Você tem razão, Cinthya — aceitando o que ela disse, era impressionante ver como a atitude vulgar dele mudava quando tinha uma mulher na frente — vou acompanhar vocês até fora. Saímos pra rua e meu chefe se despediu da gente. Seu Ernesto apertou minha mão, mas pra Cinthya ele ofereceu um abraço, que ela aceitou com aquela amabilidade que caracteriza. Antes de subir no táxi, dom Ernesto reforçou que esperava vê-la de novo em breve, e ela respondeu com um "sim, eu gostaria". Chegamos em casa e a Cinthya cuidou de mim, me deu toda a atenção e depois fomos dormir. No domingo, acordamos como qualquer outro dia, passamos em casa sem preocupações, já me sentia tranquilo porque a Cinthya continuava sendo minha esposa amorosa de sempre. Chegou segunda-feira e eu tinha que ir pro escritório começar minha semana de trabalho como sempre. Enquanto revisava umas coisas, o Raúl entrou. — E aí, Héctor, como cê tá? Me falaram que você saiu da festa porque tava se sentindo mal. — Tudo bem, Raúl, sem problemas, minha esposa me ajudou. — É mesmo, com uma esposa como a sua, qualquer um se recupera, haja. — Claro, bom, vai trabalhar que vão chamar nossa atenção. Assim os dias foram passando sem novidades nem no trabalho nem em casa, só um ou outro comentário sobre minha esposa que eu não deixava me incomodar, bom, era lógico depois de tudo. Até que chegou quinta-feira e dom Ernesto me chamou no escritório dele. — Com licença, dom Ernesto, já cheguei. — Héctor, entra, se apressa. — enquanto se acomodava na cadeira —. Olha, Héctor, sei que te devemos férias e todo mundo sabe que todo ano eu vou passar umas férias gostosas num clube. Olha, por causa do seu bom desempenho, decidi levar vocês pra passar férias comigo. Você não vai gastar nada, então não se preocupa com isso, rapaz, tudo por minha conta. — O quê? Como assim? Tava falando sério? — fiquei sem palavras, foi tudo de repente. — Não faz essa cara de defunto, rapaz, claro que é sério. — Bom, aceito, obrigado, dom Ernesto. — Hahaha, isso aí, Héctor, então avisa a gostosa da sua esposa que ela vai passar umas "férias gostosas" — dizia o velho feliz, rindo. — Sim, dom Ernesto, vou avisar. Continua.
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