parte 1http://m.poringa.net/posts/relatos/5949086/Yoga-con-la-mami-del-jardin.htmlparte 2http://m.poringa.net/posts/relatos/5949734/Yoga-con-la-mami-del-jardin-2.htmlMarco voltou pra casa ainda com o corpo vibrando. Era uma energia diferente: não tinha ansiedade. Ele se sentia meio descarregado. Clara estava colocando a filha pra dormir. Ele ouviu ela do corredor, contando uma história com a voz suave. Foi pra cozinha, serviu um copo d'água. Bebeu tudo de uma vez, olhando pela janela sem ver nada. Minutos depois, Clara apareceu. Tava de moletom largo, cabelo solto, pés descalços. Se apoiou no batente da porta. — Voltou faz tempo? — Não, agora mesmo. — Foi bom? Marco hesitou um segundo. — Foi… intenso. Mais corporal. Como se… sei lá, como se ela soubesse o que meu corpo e minha mente precisavam. Clara chegou perto devagar. Tocou a nuca dele, baixou a camisa com cuidado. Olhou as costas, reparou numa marca leve na pele. — Ela te fez massagem de novo? — É… mais ou menos. Clara não perguntou mais. Se encostou nele, abraçou ele por trás. Sentiu o calor, a tensão. — Cê tá estranho — murmurou —. Não é ruim. Só diferente. — Pode ser — ele disse, sem se virar. Ficaram em silêncio. Clara apoiou a cabeça nas costas dele, bem quieta. E com a voz baixa, carregada de algo difícil de explicar, falou: — Na outra noite… senti que a gente colocou a Agustina na nossa cama. E… adorei. Marco engoliu seco. Não soube o que responder. O desejo ainda pulsava entre as costelas dele. — É — ele disse —. Fazia tempo que a gente não transava assim. Foi foda. Como se as sessões de ioga tivessem efeito não só em mim, mas também na gente. Clara não se mexeu. Abraçou ele um pouco mais forte. — Gosto disso. Também me assusta. Senti sua vontade de ficar com ela. Mas o louco é que não me incomodou, nem me deu ciúme, pelo contrário. Me acendeu pra caralho. Ele virou só um pouco o rosto. — E então? O que cê quer dizer? Clara sorriu, sem ele ver. — Ultimamente… não paro de pensar nisso. Na Agustina… e também no Fabián. Será que é hora de expandir os horizontes? Será que a gente dá conta ou é só uma fantasia? Será que vale a pena? Tenho medo de não sobrevivermos. — Qual é a sua ideia, Clara? Em que você tá pensando tanto?
— Em um monte de coisas. Sinto que me faltou fazer umas paradas. Que cheguei até aqui e tô feliz comigo, viu, mas o que não fiz quando era mais nova tá me ferrando agora.
E aí, sem falar mais nada, ela virou as costas e foi embora. Caminhou até o quarto, devagar.
Marco ficou sozinho. Com uma pergunta que não tinha coragem de fazer.
E uma certeza: o que tava começando a rolar… já não era mais totalmente dele.
O bar tinha luzes quentes, copos vazios acumulados na mesa e uma playlist dos anos 2000 que Verónica cantava a plenos pulmões. Tava todo mundo: os cinco casais, vestidos com mais produção que o normal, soltos pela falta das crianças e pelo fluxo constante de drinks.
Verónica, no centro, radiante e um pouco além da conta no álcool, levantou o copo:
— Aos meus 40! A essa irmandade improvável que a gente montou por causa dos nossos filhos e que agora não quero perder nunca!
— Saúde! Feliz aniversário, Vero! — gritaram, batendo os copos.
Risadas, abraços, fotos. Depois veio o momento da sobremesa. Tavam relaxados, naquele ponto onde as inibições se dissolvem sem que ninguém decida direito. Damián contava uma história da juventude dele com uma namorada roqueira que ele teve, e isso serviu de gatilho pra Marcela perguntar:
— Bom — disse ela, dando um gole no gim —, já que a gente tá falando de histórias da juventude, alguém mais teve uma vida selvagem antes de ser pai ou mãe?
— Eu tive — falou Fabián com um sorriso torto —. Mas não dá pra contar tudo… tenho uma imagem de pai de família pra manter.
Risadas.
— Eu — soltou Damián, semicerrar os olhos com malícia — todo mundo teve uma vida antes de ser essa versão civilizada com filhos, carrinho de bebê e grupo de WhatsApp.
— Civilizada? — saltou Sofía —. Eu era uma deusa na minha outra vida! Agora sou um caos, haja.
— Eu tinha dreadlocks — disse Martín —. Literal. Procurem no Facebook.
— Buah — agora todo mundo teve vidas de novela, vão me fazer sentir mal — falou Verónica e, buscando cumplicidade, se virou pra Clara. Olhando pra ela: —Você, Clari? —perguntou, virando-se pra ela—. Você sempre tão certinha. Me diz que você é um pouco como eu.. Clara corou. Olhou pro Marco, depois pros outros. —Eu? A verdade... Sempre fui bem convencional. Escola, faculdade, Marco… e foi só isso. Nunca fiquei com mais ninguém. Teve um silêncio curto. Não de julgamento, mas de surpresa. Parecia que todo mundo tava tentando calcular o que aquilo significava. Clara se sentia à vontade pra se abrir na frente do grupo. Não precisava ser outra pessoa. —Nem uma aventura? —perguntou Caro, incrédula. Clara negou com um sorriso tímido. —Não. Marco foi… é meu único amor. Nunca precisei procurar nada fora. Pelo menos até agora… e deu uma risadinha nervosa. Essa última frase caiu com um certo peso. Marco olhou pro copo como se tivesse dificuldade pra engolir. Fabián e Agustina trocaram um olhar rápido. O clima ficou meio tenso. —Eu entendo ela —interveio Agustina, com um tom calmo—. Antes de ficar com Fabián, eu também levava uma vida bem… previsível. Tudo muito certinho, muito cuidado. Mas aí, ele… me abriu outras portas. —Que tipo de portas? —saltou Marcela, com malícia. Todo mundo riu. Agustina deu de ombros. —Experiências diferentes. Lugares, gente… dinâmicas. Aprendi a me soltar. A experimentar. —Que tipo de dinâmicas? —insistiu Verónica, com uma sobrancelha levantada—. Tamo falando de quê exatamente? Fabián riu, meio sem graça. Pegou a taça. Girou ela na mão. —Bom… uma vez a gente tentou troca de casais —falou, rápido, quase como se quisesse se livrar daquilo—. Foi algo pontual. Um experimento. Silêncio. Alguns arregalaram os olhos. Outros olharam em volta procurando pistas se tinham entendido direito. —Mentira! —Tá zoando, né! —Ah, pelo amor! —Com quem? A gente conhece? —Não, não, fica tranquilo —disse Fabián—. Gente aleatória. Foi há mil anos atrás. —Se não me der nomes, não acredito! —falou Martín. —Mas eu super apoio! —completou Sofía, levantando a taça—. Viva a confiança! —Ah, então é sério mesmo —disse Caro, com Espanto. Fabián concordou com uma careta, como se não tivesse certeza se tinha feito bem em confessar. —Sim. Real. Consensual. Uma vez. Não repetimos, mas… foi interessante. Clara baixou o olhar. Marco ficou tenso na cadeira. Agustina apenas sorriu, como quem guarda um segredo doce na boca. —Uau —disse Marcela, fascinada—. Nunca imaginaria vocês dois. —É exatamente por isso que funciona —completou Agustina, tranquila—. Porque ninguém desconfia. E olhou para Marco com desconfiança. Verónica ergueu a taça com uma gargalhada. —Bom! Pelos que topam e pelos que não topam. Saúde! Todos riram e brindaram. Mas por baixo daquela camada de álcool e piadas, algo novo tinha se mexido. Algo que não tinha nome, mas tinha peso. A porta se fechou atrás deles com um clique suave. Fabián acabara de dispensar a babá. A casa estava na penumbra, as crianças dormiam há horas. Fabián tirou os sapatos sem falar nada. Agustina foi para a cozinha, pegou uma garrafa de vinho aberta e serviu duas taças. —Você precisa mesmo de mais álcool? —disse ele, sorrindo. —Não —respondeu ela, entregando uma a ele—. Mas gosto de fechar a noite com você. Quando não tem mais barulho. Sentaram-se no sofá, descalços, com as pernas entrelaçadas. A casa cheirava a madeira e lavanda. Lá fora chuviscava. Um silêncio estranho os envolvia. —Percebeu como o ar ficou pesado quando você soltou a do rolé? —disse Agustina, divertida. —Sim. Principalmente a Clara, né? Ela congelou. Marco… Ele te olhou? —Sim. Estranho. Como se não soubesse se ria ou se saía correndo. Fabián deu um gole, pensativo. Olhou para ela. —Às vezes acho que passamos de um limite perigoso demais, mas fazer o quê, já estamos no jogo. Agustina o observou em silêncio. Aquela frase pairou por alguns segundos entre os dois. —Você joga? —perguntou, suave. Fabián deu de ombros. Mas seus olhos estavam sérios. Agustina se levantou como quem foge da conversa e entrou no banheiro.
O vapor do chuveiro ainda flutuava no ar quando Agustina saiu do banheiro com a pele ainda úmida e o roupão aberto, mal preso pelo laço frouxo na cintura. Ela caminhou descalça pelo corredor até o quarto. Fabián estava lá, esperando por ela. Ele tinha abaixado as luzes, acendido uma vela na cômoda e segurava um cigarro meio consumido entre os dedos. A música suave envolvia a cena, mas o verdadeiro barulho era o que não se dizia. — E aí? — perguntou ela, desafiadora, parando na porta. — Vai me falar alguma coisa ou vai ficar aí me encarando? Fabián levantou o olhar. Ele a percorreu de cima a baixo com lentidão. Sua mulher era realmente uma deusa. Em outra época, civilizações inteiras a teriam adorado e sucumbido só pela sua beleza. O cabelo cacheado, a figura esbelta, os peitos, mas acima de tudo, seu porte, seu passo provocante e desafiador.
— Já sei —disse Fabián, simplesmente.
Agustina não fingiu surpresa. Chegou perto, sentou-se montada nele e tirou o cigarro da mão dele pra levar à própria boca.
— E o que você sabe exatamente?
— Você e o Marco. Eu vi vocês.
Ela soltou a fumaça pro lado. Olhou direto nos olhos dele, dessa vez sem fugir, sem negar.
— E daí?
— Acho que faz parte do nosso acordo, não vou fazer cena.
— Não vai?
— Não. Além disso, me excita pra caralho.
Um silêncio elétrico pairou. O roupão de Agustina caiu no chão. Ela apagou o cigarro no cinzeiro da mesa da Luz com uma atitude desafiadora. Estava completamente nua sobre ele, sentindo como a excitação dele crescia debaixo do corpo dela. Montou nele, de pernas abertas. Se beijaram com fome. E quando ela começou a rebolgar, ele soltou de repente:
— Clara.
Agustina parou por um instante. Olhou nos olhos dele, surpresa.
— Clara?
Fabián assentiu, com um sorriso torto.
— Nunca esteve com outro que não fosse o Marco. Sabia?
Agustina mordeu o lábio inferior.
— Ela disse no bar.
— Vinte anos com o mesmo cara. Mesmo corpo. Mesmos movimentos. Mesmo ritmo. Mesma forma de gozar…
O tom de voz de Fabián era grave, lento, quase hipnótico. Agustina se acendia a cada palavra.
— E isso te excita?
— Me deixa louco.
Ele beijou ela com força, desesperado. Apertou as nádegas dela com as duas mãos e a empurrou contra a pélvis dele.
— Sabe o que deve ser quebrar essa rotina nela? Sentir ela tremer com algo novo? Comigo. Vendo ela se redescobrir. Ouvindo como ela geme sem saber o que fazer com o que sente. Não acredito que o Marco seja o primeiro homem dela.
— Agustina sorriu com malícia, abaixou a cabeça até o pescoço dele pra sussurrar:
— Você quer ser o segundo, né…
Fabián soltou uma risada baixa, gutural. Deitou ela de costas, segurou os pulsos dela contra o colchão e começou a beijar os peitos dela com desespero.
— Quero ver ela rendida. Aberta. Me sentindo… quero que ela me olhe e fique louca pela minha piroca.
— Essa piroca? — disse Agustina. —baixando a calça dela e segurando com as duas mãos— Fabián se deitou de costas no colchão, oferecendo todo o pau dele ereto. A visão da perspectiva dele era realmente impressionante, Agustina tinha ficado de joelhos com o rosto paralelo ao tronco grosso de Fabián, que cobria quase todo o rosto dela. Ela olhou pra ele com aquela cara de puta perfeita e disse: —essa porra enorme é como um prato cheio, dá pra dividir— e passou a língua tensa e molhada pelo freio dele devagar até enfiar a cabeça toda na boca. —mmm, que filha da puta. Esse pau é todo seu, mas pode emprestar, você já sabe— disse Fabián, babando de prazer. —sim— respondeu Agustina com um beijo molhado—vamos emprestar ele um pouquinho pra Clarita, quer? Pra ela conhecer um pau diferente, coitadinha— e chupou com um estalo antes de enfiar de novo na boca. —Você é má, hein.— disse Fabián. Agustina aumentou o ritmo e começou a chupar com desespero. Ela apertava as bolas dele, sugava, subia e descia, só parava um segundo pra enfiar o pau de Fabián até o fundo e tirar ele todo molhado com um fio de baba saindo da boca. Fazia com maestria, num frenesi de luxúria. —vem— disse Agustina finalmente, usando os braços pra puxar ele enquanto se deitava pra trás no pé da cama. Fabián ficou preso entre as pernas dela. —me mostra como você vai comer a Clarita— Fabián, num impulso, se ajeitou nela e meteu de uma vez. Ela gritou. Ele se mexia com raiva, com desejo real, como possuído. Segurava os pulsos dela, olhava direto nos olhos. O choque dos corpos soava como um estalo intermitente, cada vez mais preciso e prolongado. —Meu Deus, Fabián… —ela ofegou—tenho certeza que ninguém nunca comeu ela assim— Fabián comia com força, com paixão crua. Agustina estava extasiada, fora de si. —Isso! Me come assim, filho da puta. O corpo de Agustina se arqueava debaixo do dele. molhada, quente, completamente entregue. Mas tinha algo mais que os mantinha naquele espiral de desejo: as imagens que flutuavam, não ditas, mas que incendiavam a cena com mais intensidade.
— Como você ficou com essa mina — murmurou ela, rouca, com a respiração ofegante.
Fabiano não respondeu na hora. Apertou os dentes e segurou ela com as duas mãos na bunda, marcando o ritmo com uma brutalidade deliciosa.
— Me chama de Clara, se quiser — insistiu ela — eu sei que sua cabeça está com ela agora.
Fabiano soltou um sorriso escuro, afiado
— você é safada — disse como um mantra —
Agustina não respondeu com palavras dessa vez. Se contorceu, buscando mais dele, perdida, entregue. O corpo pedia mais.
Não teve ternura naquela noite. Só desejo, fome, um fogo que não nascia só entre eles, mas das imagens que flutuavam na escuridão do quarto.
—vira—ordenou Fabiano, sério.
Agustina obedeceu, deixando exposta a bunda redonda e perfeita, apoiando a cabeça no colchão. Fabiano a penetrou por trás, segurando os dois braços dela. O pau generoso de Fabiano entrava e saía num vai e vem fenomenal.
—ai! Isso, filho da puta, assim—Agustina gritou, quebrada, sem resistência. O orgasmo sacudiu o corpo dela como uma descarga brutal. Fabiano não parou. Queria mais. Queria arrebentar ela de prazer, e arrebentar algo mais: a imagem de Clara. A possibilidade. O desejo oculto que tinha despertado e agora via como real.
—mais, mais—continuou Agustina até que não saíram mais palavras, só gemido, um chiado agudo e constante. Intenso. Duradouro.
Fabiano sentiu o prazer transbordar e segurou o orgasmo o máximo que pôde. Tirou a rola, apoiou ela pesada sobre a bunda empinada da mulher e, com espasmos e grunhidos guturais, cuspiu toda a porra em quantidades generosas, formando um rio branco que escorreu até a espinha dela.
Quando tudo passou, ficaram em silêncio. O quarto cheirava a sexo e a algo mais perigoso: a decisão.
DEIXEM PONTOS E COMENTEM, SEUS COMENTÁRIOS ME MOTIVAM A CONTINUAR ESCREVENDO.
Parte 4http://m.poringa.net/posts/relatos/5952002/Yoga-con-la-mami-del-jardin-4.html
— Em um monte de coisas. Sinto que me faltou fazer umas paradas. Que cheguei até aqui e tô feliz comigo, viu, mas o que não fiz quando era mais nova tá me ferrando agora.
E aí, sem falar mais nada, ela virou as costas e foi embora. Caminhou até o quarto, devagar.
Marco ficou sozinho. Com uma pergunta que não tinha coragem de fazer.
E uma certeza: o que tava começando a rolar… já não era mais totalmente dele.
O bar tinha luzes quentes, copos vazios acumulados na mesa e uma playlist dos anos 2000 que Verónica cantava a plenos pulmões. Tava todo mundo: os cinco casais, vestidos com mais produção que o normal, soltos pela falta das crianças e pelo fluxo constante de drinks.
Verónica, no centro, radiante e um pouco além da conta no álcool, levantou o copo:
— Aos meus 40! A essa irmandade improvável que a gente montou por causa dos nossos filhos e que agora não quero perder nunca!
— Saúde! Feliz aniversário, Vero! — gritaram, batendo os copos.
Risadas, abraços, fotos. Depois veio o momento da sobremesa. Tavam relaxados, naquele ponto onde as inibições se dissolvem sem que ninguém decida direito. Damián contava uma história da juventude dele com uma namorada roqueira que ele teve, e isso serviu de gatilho pra Marcela perguntar:
— Bom — disse ela, dando um gole no gim —, já que a gente tá falando de histórias da juventude, alguém mais teve uma vida selvagem antes de ser pai ou mãe?
— Eu tive — falou Fabián com um sorriso torto —. Mas não dá pra contar tudo… tenho uma imagem de pai de família pra manter.
Risadas.
— Eu — soltou Damián, semicerrar os olhos com malícia — todo mundo teve uma vida antes de ser essa versão civilizada com filhos, carrinho de bebê e grupo de WhatsApp.
— Civilizada? — saltou Sofía —. Eu era uma deusa na minha outra vida! Agora sou um caos, haja.
— Eu tinha dreadlocks — disse Martín —. Literal. Procurem no Facebook.
— Buah — agora todo mundo teve vidas de novela, vão me fazer sentir mal — falou Verónica e, buscando cumplicidade, se virou pra Clara. Olhando pra ela: —Você, Clari? —perguntou, virando-se pra ela—. Você sempre tão certinha. Me diz que você é um pouco como eu.. Clara corou. Olhou pro Marco, depois pros outros. —Eu? A verdade... Sempre fui bem convencional. Escola, faculdade, Marco… e foi só isso. Nunca fiquei com mais ninguém. Teve um silêncio curto. Não de julgamento, mas de surpresa. Parecia que todo mundo tava tentando calcular o que aquilo significava. Clara se sentia à vontade pra se abrir na frente do grupo. Não precisava ser outra pessoa. —Nem uma aventura? —perguntou Caro, incrédula. Clara negou com um sorriso tímido. —Não. Marco foi… é meu único amor. Nunca precisei procurar nada fora. Pelo menos até agora… e deu uma risadinha nervosa. Essa última frase caiu com um certo peso. Marco olhou pro copo como se tivesse dificuldade pra engolir. Fabián e Agustina trocaram um olhar rápido. O clima ficou meio tenso. —Eu entendo ela —interveio Agustina, com um tom calmo—. Antes de ficar com Fabián, eu também levava uma vida bem… previsível. Tudo muito certinho, muito cuidado. Mas aí, ele… me abriu outras portas. —Que tipo de portas? —saltou Marcela, com malícia. Todo mundo riu. Agustina deu de ombros. —Experiências diferentes. Lugares, gente… dinâmicas. Aprendi a me soltar. A experimentar. —Que tipo de dinâmicas? —insistiu Verónica, com uma sobrancelha levantada—. Tamo falando de quê exatamente? Fabián riu, meio sem graça. Pegou a taça. Girou ela na mão. —Bom… uma vez a gente tentou troca de casais —falou, rápido, quase como se quisesse se livrar daquilo—. Foi algo pontual. Um experimento. Silêncio. Alguns arregalaram os olhos. Outros olharam em volta procurando pistas se tinham entendido direito. —Mentira! —Tá zoando, né! —Ah, pelo amor! —Com quem? A gente conhece? —Não, não, fica tranquilo —disse Fabián—. Gente aleatória. Foi há mil anos atrás. —Se não me der nomes, não acredito! —falou Martín. —Mas eu super apoio! —completou Sofía, levantando a taça—. Viva a confiança! —Ah, então é sério mesmo —disse Caro, com Espanto. Fabián concordou com uma careta, como se não tivesse certeza se tinha feito bem em confessar. —Sim. Real. Consensual. Uma vez. Não repetimos, mas… foi interessante. Clara baixou o olhar. Marco ficou tenso na cadeira. Agustina apenas sorriu, como quem guarda um segredo doce na boca. —Uau —disse Marcela, fascinada—. Nunca imaginaria vocês dois. —É exatamente por isso que funciona —completou Agustina, tranquila—. Porque ninguém desconfia. E olhou para Marco com desconfiança. Verónica ergueu a taça com uma gargalhada. —Bom! Pelos que topam e pelos que não topam. Saúde! Todos riram e brindaram. Mas por baixo daquela camada de álcool e piadas, algo novo tinha se mexido. Algo que não tinha nome, mas tinha peso. A porta se fechou atrás deles com um clique suave. Fabián acabara de dispensar a babá. A casa estava na penumbra, as crianças dormiam há horas. Fabián tirou os sapatos sem falar nada. Agustina foi para a cozinha, pegou uma garrafa de vinho aberta e serviu duas taças. —Você precisa mesmo de mais álcool? —disse ele, sorrindo. —Não —respondeu ela, entregando uma a ele—. Mas gosto de fechar a noite com você. Quando não tem mais barulho. Sentaram-se no sofá, descalços, com as pernas entrelaçadas. A casa cheirava a madeira e lavanda. Lá fora chuviscava. Um silêncio estranho os envolvia. —Percebeu como o ar ficou pesado quando você soltou a do rolé? —disse Agustina, divertida. —Sim. Principalmente a Clara, né? Ela congelou. Marco… Ele te olhou? —Sim. Estranho. Como se não soubesse se ria ou se saía correndo. Fabián deu um gole, pensativo. Olhou para ela. —Às vezes acho que passamos de um limite perigoso demais, mas fazer o quê, já estamos no jogo. Agustina o observou em silêncio. Aquela frase pairou por alguns segundos entre os dois. —Você joga? —perguntou, suave. Fabián deu de ombros. Mas seus olhos estavam sérios. Agustina se levantou como quem foge da conversa e entrou no banheiro.
O vapor do chuveiro ainda flutuava no ar quando Agustina saiu do banheiro com a pele ainda úmida e o roupão aberto, mal preso pelo laço frouxo na cintura. Ela caminhou descalça pelo corredor até o quarto. Fabián estava lá, esperando por ela. Ele tinha abaixado as luzes, acendido uma vela na cômoda e segurava um cigarro meio consumido entre os dedos. A música suave envolvia a cena, mas o verdadeiro barulho era o que não se dizia. — E aí? — perguntou ela, desafiadora, parando na porta. — Vai me falar alguma coisa ou vai ficar aí me encarando? Fabián levantou o olhar. Ele a percorreu de cima a baixo com lentidão. Sua mulher era realmente uma deusa. Em outra época, civilizações inteiras a teriam adorado e sucumbido só pela sua beleza. O cabelo cacheado, a figura esbelta, os peitos, mas acima de tudo, seu porte, seu passo provocante e desafiador.
— Já sei —disse Fabián, simplesmente. Agustina não fingiu surpresa. Chegou perto, sentou-se montada nele e tirou o cigarro da mão dele pra levar à própria boca.
— E o que você sabe exatamente?
— Você e o Marco. Eu vi vocês.
Ela soltou a fumaça pro lado. Olhou direto nos olhos dele, dessa vez sem fugir, sem negar.
— E daí?
— Acho que faz parte do nosso acordo, não vou fazer cena.
— Não vai?
— Não. Além disso, me excita pra caralho.
Um silêncio elétrico pairou. O roupão de Agustina caiu no chão. Ela apagou o cigarro no cinzeiro da mesa da Luz com uma atitude desafiadora. Estava completamente nua sobre ele, sentindo como a excitação dele crescia debaixo do corpo dela. Montou nele, de pernas abertas. Se beijaram com fome. E quando ela começou a rebolgar, ele soltou de repente:
— Clara.
Agustina parou por um instante. Olhou nos olhos dele, surpresa.
— Clara?
Fabián assentiu, com um sorriso torto.
— Nunca esteve com outro que não fosse o Marco. Sabia?
Agustina mordeu o lábio inferior.
— Ela disse no bar.
— Vinte anos com o mesmo cara. Mesmo corpo. Mesmos movimentos. Mesmo ritmo. Mesma forma de gozar…
O tom de voz de Fabián era grave, lento, quase hipnótico. Agustina se acendia a cada palavra.
— E isso te excita?
— Me deixa louco.
Ele beijou ela com força, desesperado. Apertou as nádegas dela com as duas mãos e a empurrou contra a pélvis dele.
— Sabe o que deve ser quebrar essa rotina nela? Sentir ela tremer com algo novo? Comigo. Vendo ela se redescobrir. Ouvindo como ela geme sem saber o que fazer com o que sente. Não acredito que o Marco seja o primeiro homem dela.
— Agustina sorriu com malícia, abaixou a cabeça até o pescoço dele pra sussurrar:
— Você quer ser o segundo, né…
Fabián soltou uma risada baixa, gutural. Deitou ela de costas, segurou os pulsos dela contra o colchão e começou a beijar os peitos dela com desespero.
— Quero ver ela rendida. Aberta. Me sentindo… quero que ela me olhe e fique louca pela minha piroca.
— Essa piroca? — disse Agustina. —baixando a calça dela e segurando com as duas mãos— Fabián se deitou de costas no colchão, oferecendo todo o pau dele ereto. A visão da perspectiva dele era realmente impressionante, Agustina tinha ficado de joelhos com o rosto paralelo ao tronco grosso de Fabián, que cobria quase todo o rosto dela. Ela olhou pra ele com aquela cara de puta perfeita e disse: —essa porra enorme é como um prato cheio, dá pra dividir— e passou a língua tensa e molhada pelo freio dele devagar até enfiar a cabeça toda na boca. —mmm, que filha da puta. Esse pau é todo seu, mas pode emprestar, você já sabe— disse Fabián, babando de prazer. —sim— respondeu Agustina com um beijo molhado—vamos emprestar ele um pouquinho pra Clarita, quer? Pra ela conhecer um pau diferente, coitadinha— e chupou com um estalo antes de enfiar de novo na boca. —Você é má, hein.— disse Fabián. Agustina aumentou o ritmo e começou a chupar com desespero. Ela apertava as bolas dele, sugava, subia e descia, só parava um segundo pra enfiar o pau de Fabián até o fundo e tirar ele todo molhado com um fio de baba saindo da boca. Fazia com maestria, num frenesi de luxúria. —vem— disse Agustina finalmente, usando os braços pra puxar ele enquanto se deitava pra trás no pé da cama. Fabián ficou preso entre as pernas dela. —me mostra como você vai comer a Clarita— Fabián, num impulso, se ajeitou nela e meteu de uma vez. Ela gritou. Ele se mexia com raiva, com desejo real, como possuído. Segurava os pulsos dela, olhava direto nos olhos. O choque dos corpos soava como um estalo intermitente, cada vez mais preciso e prolongado. —Meu Deus, Fabián… —ela ofegou—tenho certeza que ninguém nunca comeu ela assim— Fabián comia com força, com paixão crua. Agustina estava extasiada, fora de si. —Isso! Me come assim, filho da puta. O corpo de Agustina se arqueava debaixo do dele. molhada, quente, completamente entregue. Mas tinha algo mais que os mantinha naquele espiral de desejo: as imagens que flutuavam, não ditas, mas que incendiavam a cena com mais intensidade.
— Como você ficou com essa mina — murmurou ela, rouca, com a respiração ofegante.
Fabiano não respondeu na hora. Apertou os dentes e segurou ela com as duas mãos na bunda, marcando o ritmo com uma brutalidade deliciosa.
— Me chama de Clara, se quiser — insistiu ela — eu sei que sua cabeça está com ela agora.
Fabiano soltou um sorriso escuro, afiado
— você é safada — disse como um mantra —
Agustina não respondeu com palavras dessa vez. Se contorceu, buscando mais dele, perdida, entregue. O corpo pedia mais.
Não teve ternura naquela noite. Só desejo, fome, um fogo que não nascia só entre eles, mas das imagens que flutuavam na escuridão do quarto.
—vira—ordenou Fabiano, sério. Agustina obedeceu, deixando exposta a bunda redonda e perfeita, apoiando a cabeça no colchão. Fabiano a penetrou por trás, segurando os dois braços dela. O pau generoso de Fabiano entrava e saía num vai e vem fenomenal.
—ai! Isso, filho da puta, assim—Agustina gritou, quebrada, sem resistência. O orgasmo sacudiu o corpo dela como uma descarga brutal. Fabiano não parou. Queria mais. Queria arrebentar ela de prazer, e arrebentar algo mais: a imagem de Clara. A possibilidade. O desejo oculto que tinha despertado e agora via como real.
—mais, mais—continuou Agustina até que não saíram mais palavras, só gemido, um chiado agudo e constante. Intenso. Duradouro.
Fabiano sentiu o prazer transbordar e segurou o orgasmo o máximo que pôde. Tirou a rola, apoiou ela pesada sobre a bunda empinada da mulher e, com espasmos e grunhidos guturais, cuspiu toda a porra em quantidades generosas, formando um rio branco que escorreu até a espinha dela.
Quando tudo passou, ficaram em silêncio. O quarto cheirava a sexo e a algo mais perigoso: a decisão.
DEIXEM PONTOS E COMENTEM, SEUS COMENTÁRIOS ME MOTIVAM A CONTINUAR ESCREVENDO.
Parte 4http://m.poringa.net/posts/relatos/5952002/Yoga-con-la-mami-del-jardin-4.html
6 comentários - Yoga com a mamãe gostosa (3)
+ 10
Se ha vuelto muy vulgar. Bajo, con una escritura menospreciado.
Excelente lo suyo!