26 de dezembro: A putaria que eu soltei pra Sofi26 de dezembro eu tava no limite. A ceia de Natal e o Natal tinham sido uma zona, e se eu não falasse com alguém, ia surtar. Matías, Diego, Nico e a merda na garagem tinham minha cabeça um nó de culpa e tesão. Sofi era minha única salvação, a que sempre me apoiava, então mandei uma mensagem pro meio-dia: "Sofi, cê tá em casa? Preciso conversar, é algo importante". Ela respondeu na hora: "Claro, vaca, vem, tô em casa à toa". Peguei minhas coisas e fui pra casa dela, que ficava a umas quadras. No caminho todo, fiquei pensando em como contar essa bagunça desde o casamento do irmão dela sem que ela me olhasse como se eu fosse uma louca descontrolada.
Cheguei e Sofi abriu a porta de pijama, com um sorriso que me deu um pouco de ar. "Que porra aconteceu contigo, Emmita? Cê tem cara de quem comeu um drama épico", disse, rindo, enquanto me fazia entrar. A casa dela tava tranquila, a TV murmurando um reality show bosta. Nós sentamos no sofá da sala, com um chimarrão. "Sofi, se prepara, isso começa no casamento do teu irmão e é uma zona que cê não faz ideia. Cê conhece o Matías, o amigo dele, né?", falei, e ela concordou, com uma sobrancelha levantada. "Sim, um filho da puta total. O que cê fez com esse carinha?"
Respirei fundo e despejei tudo, como se tivesse confessando meus crimes pro FBI, mas com mais buceta e pau. "No casamento do teu irmão, fiz uma merda grossa. Tava meio bêbada, dançando, e o Matías me deu mole a noite toda, não sei como, mas ele me convenceu. Acabamos num canto escuro, longe de todo mundo, e fiz um boquete nele, Sofi. Engoli tudo, como se fosse outra pessoa. Eu não sei o que deu em mim, o tesão me comeu". Sofi tapou a boca, com os olhos arregalados. "O quê? Com o Matías, no casamento do meu irmão? Vaca, cê é louca!"
Neguei com a cabeça, com o rosto pegando fogo. "Não, mas não parou por aí. Tentei parar depois, falei que não queria mais, mas o Matías é igual um cachorro com osso. Ele não para de me escrever. Mas antes, fiz outra merda. Cagada com o Diego, um cara que treina comigo. Tava caindo um toró, ele se ofereceu pra me levar de carro, e acabei dando um boquete pra ele numa rua escura, chupando toda. Não sei o que deu em mim, Sofi, foi como se outra Emma tivesse tomado conta de mim. Sofi largou o mate, de queixo caído. "Emmita! Um boquete no carro? Quem é Diego? E o Nico não sabe nem desconfia dessa putaria?"
Continuei, com a culpa apertando meu peito. "Não, mas a Noite de Natal foi o auge. Em casa, com minha família e o Nico, o Matías me mandou uma mensagem ousada, tipo 'vadia, quero te dar um presentinho'. Eu, idiota, entrei na brincadeira, mandei uma foto da minha bunda minúscula de fio dental do banheiro. E depois, sei lá como, acabei numa videochamada com ele, no mesmo banheiro, com o vestido levantado, me tocando enquanto ele batia uma e gozava na barriga. Tava gemendo igual uma louca, Sofi, e o Nico lá fora, conversando com meu pai". Sofi riu tanto que quase se engasgou. "Você é muito doida, babe! Na Noite de Natal, com sua família a dois metros?"
"Pior", falei, com a voz tremendo. "No jantar, o Nico tentou passar a mão em mim por baixo da mesa, e eu desviei porque tava toda molhada por causa do Matías. Não sabia como explicar. Mas depois, não aguentei mais, precisava transar. Arrastei ele pro banheiro, fiz um boquete, comi ele contra a pia, foi foda, mas enquanto a gente tava lá, não parava de pensar no Matías e no Diego. Me senti um lixo". Sofi me olhou, entre risos e choque. "Mano, tu é um furacão."
"Sei lá, mas ontem, na casa da avó do Nico, quase ferrei tudo de vez. 'Para pelo amor de Deus, Emma, haja isso nunca acaba', eu olhei pra ela e falei se parar já acabou, não seja filha da puta, tô muito descontrolada, não sei o que deu em mim, bom, continuo, falei.
Tinha um monte de gente da família, e eu com a cabeça em qualquer lugar, na trepada do banheiro. O Nico me levou pra garagem, dizendo que queria me mostrar uma bicicleta de quando ele era criança. Todo mundo achou super fofo, mas assim que entramos, ele me encurralou contra a parede, metendo a mão. mano, debaixo do vestido, tirando a pica pra fora. Falei que não, que alguém podia chegar, mas mesmo assim bati uma pra ele, rápido, pra ele gozar e pronto. E aí entrou a Lara, a prima dele, falando ‘Nico, vamos embora’. Ela me viu com a mão na pica dele, Sofi. Queria morrer”. Sofi segurou o rosto, rindo pra caralho. “Não, vacilona! Ela te pegou batendo uma pra ele? E aí, o que a Lara fez?”. “Saiu correndo, falando ‘Desculpa, desculpa’. O Nico disse que não ia contar nada, mas eu tava cagada de medo. Depois, na sala, a Lara me puxou e falou: ‘Fica tranquila, não vou falar nada, essas coisas acontecem. Mas toma cuidado, vacilona, se fosse minha tia que entrasse, tu ia passar mais vergonha ainda’. Eu ri, mas tava tremendo. Sofi, não sei como ainda tô viva com essa putaria toda”. Ela riu tanto que derrubou um pouco de mate, mas depois me olhou, mais séria. “Emmita, tu é um desastre, mas te apoio. Conheço o Matías, é um filho da puta com as gostosas, eu diria pra tu cortar isso aí, e se o Nico descobrir, ou se alguém como a Lara não for tão parceira na próxima, vai dar merda. O que tu pensa em fazer agora? Porque isso tá complicado, né?”. Fiquei olhando pra ela, com o coração na mão. “Não sei, Sofi. Amo o Nico, juro, amo pra caralho, até me imagino morando com ele um dia. Mas essa putaria tá me matando. O Matías me manda mensagem falando ‘vadia’, o Diego me encara na academia como se quisesse repetir, e eu não sei se consigo ou quero parar. Me sinto um lixo, mas ao mesmo tempo gosto, me faz sentir viva”. Sofi suspirou, me passando o mate. “Vacilona, tu tá no limite, mas isso é roleta russa. Se vai continuar nessa pira, faz com cuidado. Não quero te ver chorando porque o Nico te mandou pastar ou porque o filho da puta do Matías solta a língua e conta pra alguém. Tu não pensou nisso, ou pelo menos em conversar com o Nico?”. Eu ri, amarga. “Cortar? O Matías é tipo um vício, cada mensagem me incendeia. O Diego é outra parada, como se eu precisasse dessas merdas pra não ficar entediada. Mas o Nico é diferente, Sofi. Quando tô com ele Ele, sinto que é real, que vale a pena. Mas não sei como parar sem sentir que tá faltando algo”. Ela me deu um cutucão, sorrindo. “Amiga, faz o que tu sentir vontade”. Mas sério, pensa bem. Se vai continuar nessa pira, faz com cuidado. E se precisar desabafar, já sabe, tô aqui”. Sorri pra ela, sentindo um alívio que não esperava, embora a bagunça continuasse ali, como uma sombra. “Valeu, Sofi, tu é a única que atura essa minha loucura. Mas, sério, o que tu faria?”. Sofi ficou pensando, chupando o mate. “Sei lá, mano. Talvez continuasse com o Nico e tentasse me acalmar, mas se o tesão me vencesse, faria igual a tu: me mandaria umas cagadas, mas de olho na porta. O que eu não faria era deixar a culpa me comer, isso vai te matar mais que qualquer coisa”. Rimos, e por um momento, tudo pareceu mais leve. Ficamos batendo papo furado, falando de baladas e besteiras, mas por dentro eu sabia que isso não ia parar… era uma bomba-relógio. Eu queria o Nico, de verdade, mas essa tara era maior que eu, e algo me dizia que a próxima mensagem, o próximo encontro, ia ser outra zona.
Cheguei e Sofi abriu a porta de pijama, com um sorriso que me deu um pouco de ar. "Que porra aconteceu contigo, Emmita? Cê tem cara de quem comeu um drama épico", disse, rindo, enquanto me fazia entrar. A casa dela tava tranquila, a TV murmurando um reality show bosta. Nós sentamos no sofá da sala, com um chimarrão. "Sofi, se prepara, isso começa no casamento do teu irmão e é uma zona que cê não faz ideia. Cê conhece o Matías, o amigo dele, né?", falei, e ela concordou, com uma sobrancelha levantada. "Sim, um filho da puta total. O que cê fez com esse carinha?"
Respirei fundo e despejei tudo, como se tivesse confessando meus crimes pro FBI, mas com mais buceta e pau. "No casamento do teu irmão, fiz uma merda grossa. Tava meio bêbada, dançando, e o Matías me deu mole a noite toda, não sei como, mas ele me convenceu. Acabamos num canto escuro, longe de todo mundo, e fiz um boquete nele, Sofi. Engoli tudo, como se fosse outra pessoa. Eu não sei o que deu em mim, o tesão me comeu". Sofi tapou a boca, com os olhos arregalados. "O quê? Com o Matías, no casamento do meu irmão? Vaca, cê é louca!"
Neguei com a cabeça, com o rosto pegando fogo. "Não, mas não parou por aí. Tentei parar depois, falei que não queria mais, mas o Matías é igual um cachorro com osso. Ele não para de me escrever. Mas antes, fiz outra merda. Cagada com o Diego, um cara que treina comigo. Tava caindo um toró, ele se ofereceu pra me levar de carro, e acabei dando um boquete pra ele numa rua escura, chupando toda. Não sei o que deu em mim, Sofi, foi como se outra Emma tivesse tomado conta de mim. Sofi largou o mate, de queixo caído. "Emmita! Um boquete no carro? Quem é Diego? E o Nico não sabe nem desconfia dessa putaria?"
Continuei, com a culpa apertando meu peito. "Não, mas a Noite de Natal foi o auge. Em casa, com minha família e o Nico, o Matías me mandou uma mensagem ousada, tipo 'vadia, quero te dar um presentinho'. Eu, idiota, entrei na brincadeira, mandei uma foto da minha bunda minúscula de fio dental do banheiro. E depois, sei lá como, acabei numa videochamada com ele, no mesmo banheiro, com o vestido levantado, me tocando enquanto ele batia uma e gozava na barriga. Tava gemendo igual uma louca, Sofi, e o Nico lá fora, conversando com meu pai". Sofi riu tanto que quase se engasgou. "Você é muito doida, babe! Na Noite de Natal, com sua família a dois metros?"
"Pior", falei, com a voz tremendo. "No jantar, o Nico tentou passar a mão em mim por baixo da mesa, e eu desviei porque tava toda molhada por causa do Matías. Não sabia como explicar. Mas depois, não aguentei mais, precisava transar. Arrastei ele pro banheiro, fiz um boquete, comi ele contra a pia, foi foda, mas enquanto a gente tava lá, não parava de pensar no Matías e no Diego. Me senti um lixo". Sofi me olhou, entre risos e choque. "Mano, tu é um furacão."
"Sei lá, mas ontem, na casa da avó do Nico, quase ferrei tudo de vez. 'Para pelo amor de Deus, Emma, haja isso nunca acaba', eu olhei pra ela e falei se parar já acabou, não seja filha da puta, tô muito descontrolada, não sei o que deu em mim, bom, continuo, falei.
Tinha um monte de gente da família, e eu com a cabeça em qualquer lugar, na trepada do banheiro. O Nico me levou pra garagem, dizendo que queria me mostrar uma bicicleta de quando ele era criança. Todo mundo achou super fofo, mas assim que entramos, ele me encurralou contra a parede, metendo a mão. mano, debaixo do vestido, tirando a pica pra fora. Falei que não, que alguém podia chegar, mas mesmo assim bati uma pra ele, rápido, pra ele gozar e pronto. E aí entrou a Lara, a prima dele, falando ‘Nico, vamos embora’. Ela me viu com a mão na pica dele, Sofi. Queria morrer”. Sofi segurou o rosto, rindo pra caralho. “Não, vacilona! Ela te pegou batendo uma pra ele? E aí, o que a Lara fez?”. “Saiu correndo, falando ‘Desculpa, desculpa’. O Nico disse que não ia contar nada, mas eu tava cagada de medo. Depois, na sala, a Lara me puxou e falou: ‘Fica tranquila, não vou falar nada, essas coisas acontecem. Mas toma cuidado, vacilona, se fosse minha tia que entrasse, tu ia passar mais vergonha ainda’. Eu ri, mas tava tremendo. Sofi, não sei como ainda tô viva com essa putaria toda”. Ela riu tanto que derrubou um pouco de mate, mas depois me olhou, mais séria. “Emmita, tu é um desastre, mas te apoio. Conheço o Matías, é um filho da puta com as gostosas, eu diria pra tu cortar isso aí, e se o Nico descobrir, ou se alguém como a Lara não for tão parceira na próxima, vai dar merda. O que tu pensa em fazer agora? Porque isso tá complicado, né?”. Fiquei olhando pra ela, com o coração na mão. “Não sei, Sofi. Amo o Nico, juro, amo pra caralho, até me imagino morando com ele um dia. Mas essa putaria tá me matando. O Matías me manda mensagem falando ‘vadia’, o Diego me encara na academia como se quisesse repetir, e eu não sei se consigo ou quero parar. Me sinto um lixo, mas ao mesmo tempo gosto, me faz sentir viva”. Sofi suspirou, me passando o mate. “Vacilona, tu tá no limite, mas isso é roleta russa. Se vai continuar nessa pira, faz com cuidado. Não quero te ver chorando porque o Nico te mandou pastar ou porque o filho da puta do Matías solta a língua e conta pra alguém. Tu não pensou nisso, ou pelo menos em conversar com o Nico?”. Eu ri, amarga. “Cortar? O Matías é tipo um vício, cada mensagem me incendeia. O Diego é outra parada, como se eu precisasse dessas merdas pra não ficar entediada. Mas o Nico é diferente, Sofi. Quando tô com ele Ele, sinto que é real, que vale a pena. Mas não sei como parar sem sentir que tá faltando algo”. Ela me deu um cutucão, sorrindo. “Amiga, faz o que tu sentir vontade”. Mas sério, pensa bem. Se vai continuar nessa pira, faz com cuidado. E se precisar desabafar, já sabe, tô aqui”. Sorri pra ela, sentindo um alívio que não esperava, embora a bagunça continuasse ali, como uma sombra. “Valeu, Sofi, tu é a única que atura essa minha loucura. Mas, sério, o que tu faria?”. Sofi ficou pensando, chupando o mate. “Sei lá, mano. Talvez continuasse com o Nico e tentasse me acalmar, mas se o tesão me vencesse, faria igual a tu: me mandaria umas cagadas, mas de olho na porta. O que eu não faria era deixar a culpa me comer, isso vai te matar mais que qualquer coisa”. Rimos, e por um momento, tudo pareceu mais leve. Ficamos batendo papo furado, falando de baladas e besteiras, mas por dentro eu sabia que isso não ia parar… era uma bomba-relógio. Eu queria o Nico, de verdade, mas essa tara era maior que eu, e algo me dizia que a próxima mensagem, o próximo encontro, ia ser outra zona.
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