Diário de uma Pulga X Katherine Riveros - Clássico 6

Diário de uma Pulga X Katherine Riveros - Clássico 6Desde o encontro na trilha verde com o camponês cuja simplicidade tanto a tinha interessado, Cielo Riveros refletiu sobre as expressões usadas por ele e sobre a revelação extraordinária da cumplicidade do pai dele em suas aventuras. Tava claro que a mente dele era de uma simplicidade beirando a idiotice, e pelo que ele disse que o pai não era tão inteligente quanto ele, ela concluiu que a doença era hereditária, e se perguntou se os órgãos de reprodução do pai realmente tinham proporções iguais ou — como o garoto tinha declarado — até maiores.

Eu via claramente, pois Cielo Riveros às vezes pensava em voz alta, que a jovem não ligava muito pra opinião do tio, nem tinha mais medo do padre Ambrose. Sem dúvida, ela tava decidida a seguir o próprio caminho, fosse qual fosse, e por isso não me surpreendi nem um pouco quando no dia seguinte, mais ou menos na mesma hora, a encontrei caminhando em direção aos pastos.

Num campo bem perto de onde tinha presenciado o encontro sexual entre o cavalo e a égua, Cielo Riveros descobriu o rapaz ocupado com algum trabalho agrícola simples, e junto dele viu outra pessoa, um homem alto e notavelmente moreno, com uns quarenta e cinco anos de idade.

Assim que os avistou, o rapaz reparou na moça, e correu até ela, depois de dar uma breve explicação pro companheiro, mostrando a felicidade dele com um sorrisão.

— Esse é meu pai — disse, apontando por cima do ombro —, vem cá e dá uma sacudida nele.

— Que sem-vergonha, seu pestinha! — exclamou Cielo Riveros, muito mais inclinada a rir do que a ficar brava —. Como você ousa usar uma linguagem dessas?

— Então pra que cê veio? — perguntou o garoto —. Não veio pra foder?

Tinham chegado até o homem, que fincou a pá na terra e começou a sorrir pra moça de um jeito muito parecido com o do filho.

Ele era forte e bem constituído. e pelo jeito que ele se comportava, CieloRiveros percebeu que o rapaz tinha contado pra ele todos os detalhes do primeiro encontro deles.

— Olha só pro meu pai, cê não acha que ele é um tarado? — comentou o jovem —. Ah, você devia ver ele foder!

Ele nem tentava disfarçar; claramente os dois se entendiam bem e sorriam mais do que nunca. O pai pareceu levar o que o filho disse como um baita elogio, mas cravou o olhar na delicada mocinha — porque com certeza nunca tinha visto ninguém igual a ela —, e era impossível não entender a putaria que brilhava nos olhos pretos enormes dele.

Cielo Riveros começou a desejar não ter ido.

— Quero te mostrar o brinquedo do meu pai — disse o moleque, e juntando ação à palavra, começou a abrir as calças do respeitável progenitor.

Cielo Riveros tapou os olhos e fez menção de sair. Na mesma hora, o filho se colocou atrás dela. Assim, impediu que ela escapasse correndo pro portão.

— Quero comer ela — exclamou o pai com a voz rouca —. O Tim também quer comer ela, então ela não pode ir embora ainda. Fica aqui e deixa a gente te foder!

Cielo Riveros tava com muito medo.

— Não posso — disse ela —. Me deixa ir. Não me segura assim. Não me obriga a nada. Me deixa ir... Pra onde cês tão me levando?

Tinha um galpãozinho num canto do campo, e agora eles já estavam na porta. Num instante, o par tinha metido ela pra dentro, fechado a porta e passado uma tranca de madeira comprida por trás.

Cielo Riveros olhou em volta e viu que o lugar tava limpo e cheio de fardos de feno. Qualquer resistência era inútil. O melhor era ficar parada; no fim das contas, talvez o estranho par não fizesse mal a ela. Notou, porém, que as calças dos dois estavam inchadas na frente e não duvidou que as intenções deles combinavam com a excitação.

— Quero que você veja a pica do Meu pai, por Cristo vivo,
devia ver também os colhões dele.

Mais uma vez, o rapaz começou a desabotoar as calças
do pai. Abriu a braguilha e viram-se as abas da
camisa, com alguma coisa por baixo que fazia um volume curioso.

— Ei, fica quieto, pai — sussurrou o filho —, deixa que
a moça veja o troço.

Dito isso, levantou a camisa e deixou exposto diante de
Cielo Riveros um membro ferozmente ereto, com uma cabaça larga
parecida com uma ameixa, bem vermelha e grossa, embora não de
comprimento incomum. Tinha uma curvatura considerável para
cima, e a glande, que estava dividida em dois pela tensão
do freio, se curvava ainda mais em direção ao seu estômago peludo. O
tronco era imensamente grosso, mais achatado, e estava muito
inchado.

Ao olhar para ele, a moça sentiu o sangue
formigar. A cabaça era do tamanho de um ovo, roliça
e bem arroxeada. Exalava um cheiro forte. O rapaz a fez
se aproximar e pousar sua mão branca e elegante sobre ela.

— Não te falei que era maior que o meu? — continuou o
garoto — Olha, o meu não tem nem metade da grossura do do meu
pai.

Cielo Riveros se virou. O garoto tinha aberto as calças e
mostrava à vista seu pênis formidável. Ele tinha razão: no que
dizia respeito ao tamanho, não dava para comparar com o do
pai.

O mais velho dos dois a pegou pela cintura. Tim também
tentou agarrá-la e meter a mão por baixo da roupa.
Entre os dois, a sacudiram de um lado para o outro. Um empurrão
repentino a jogou contra o feno. Depois, levantaram suas
saias. O vestido de Cielo Riveros era leve e solto; ela não usava
calcinha. Assim que os dois viram suas pernas brancas
e roliças, voltaram a bufar e se atiraram sobre ela ao
mesmo tempo. Em seguida, houve uma briga entre os dois.
O pai, muito mais pesado e forte que o filho, venceu. Ele estava

com as calças nos tornozelos; seu pau grande e gordo
se destacava e balançava a pouca centímetros do umbigo da moça. CieloRiveros abriu as pernas; ansiava prová-la. Aproximou a mão. Estava quente como fogo e dura como uma barra de ferro. O homem, achando que ela tinha outras intenções, afastou-lhe o braço bruscamente e, servindo-se sem cerimônia, encostou a ponta do pau nos lábios rosados. Cielo Riveros abriu suas partes tenras o máximo que pôde, e com várias enfiadas enérgicas ele conseguiu enterrá-lo até a metade. Aí a excitação tomou conta. Ele gozou violentamente, cravando-se até o fundo enquanto fazia isso; uma torrente de porra bem viscosa jorrou dentro dela, e na hora em que a grossa cabeça se alojou no útero, derramou uma boa quantidade de sêmen.

— Ei, você tá me matando! — gritou a moça, meio sufocada —. Que merda é essa que você tá despejando dentro de mim?

— É porra, isso sim — explicou Tim, enquanto se abaixava e observava a operação encantado —. Não te falei que meu pai era foda pra caralho na cama?

Cielo Riveros pensou que o homem fosse se retirar e deixá-la levantar, mas se enganou; o membro enorme que estava enfiado dentro dela parecia ficar cada vez mais duro e forçá-la mais do que nunca.

Em pouco tempo, o camponês começou a se mover pra cima e pra baixo, investindo cruelmente contra as partes tenras de Cielo Riveros a cada estocada. O prazer dele era aparentemente extremo. Graças à gozada que já tinha dado, a vara entrava e saía sem dificuldade e a região tenra espumava por causa dos movimentos rápidos.

Cielo Riveros foi aos poucos alcançando uma excitação terrível. Abriu a boca, levantou as pernas e fechou os punhos convulsivamente dos dois lados do corpo. Agora acompanhava cada esforço do homem e se deliciava ao sentir os embates ferozes com que o sujeito sensual enterrava a arma encharcada em seu jovem ventre.

Um quarto de hora se prolongou a refrega, na qual ambas as partes lutaram com toda a sua fúria. Cielo Riveros já tinha gozado várias vezes, e estava prestes a dar mais uma quente esguichada quando um jato furioso de porra jorrou do pau do homem e inundou a buceta dela.

O sujeito se levantou e, depois de tirar a piroca, que ainda pingava as últimas gotas daquela porra toda, ficou olhando com cara de melancolia pra putinha ofegante que ele acabara de soltar.

Na frente dele ainda estava ameaçador o enorme cacete, ainda fumegando depois de sair da buceta quente, e Tim, com uma solicitude filial de verdade, tratou de limpar ele com carinho e guardar de novo, inchado por causa da excitação recente, dentro da camisa e da cueca do pai dele.

Feito isso, o moleque começou a olhar com cara de cordeiro pra Cielo Riveros, que ainda tava se recuperando em cima do feno. Observando e apalpando, Tim, que não encontrou resistência nenhuma, começou a meter os dedos na buceta da gostosa.

Agora o pai se adiantou e, pegando a arma do filho, começou a esfregar ela pra cima e pra baixo. Já tava dura e ereta, uma massa foda de carne e músculo que se erguia na cara de Cielo Riveros.

— Meu Deus do céu! Não vai meter isso em mim, vai? — murmurou Cielo Riveros.

— Vou sim — respondeu o moleque, com um sorrisinho safado —. Meu pai me esfrega, e eu gosto, e agora quero foder ela.

O pai guiou a vara dele pra dentro das coxas da mina. A cabecinha vermelha entrou na hora na fenda dela, já toda molhada com a porra que o camponês tinha cuspido nela. Tim empurrou mais e, descendo em cima dela, enfiou o pauzão até os pelos dele roçarem a pele branca de Cielo Riveros.

— Ah, é muito comprido! — gritou ela —, é enorme demais, seu safado! Vai com calma. Ai, você tá me matando! Como empurra! Ah, já não cabe mais... Cuidado, pelo amor... Ai, já entrou. Sinto ele até na cintura. Ah, Tim, que garoto tão... — Seu malvado!
— Dá pra ele — disse entre dentes o pai, que tava apalpando as bolas do moleque e não parava de fazer cócegas entre as pernas dele —. Ele aguenta, Tim. Não é uma belezinha? Que bucetinha apertada que ela tem, né, garoto?
— Ah, não fala, pai, que não consigo foder.

Fez-se um silêncio que durou uns minutos, só quebrado pelo barulho dos dois corpos ofegantes e se debatendo sobre o feno. Depois de um tempo, o garoto parou. Mesmo duro feito ferro e rígido como cera, parecia que o pau dele não tinha derramado nem uma gota. Pouco depois, Tim tirou ele, todo cheiroso e brilhando de umidade.

— Não consigo gozar — reconheceu triste.
— São os refregos — explicou o pai —. Bato tanta punheta que agora ele sente falta.

Cielo Riveros estava deitada, ofegante e completamente exposta.

O sujeito agora passou a mão no pau de Tim e começou a esfregar ele com força, de cima pra baixo.

A moça esperava que a qualquer momento ele gozasse na cara dela.

Quando já tinha um tempinho excitando o filho desse jeito, o pai de repente encostou a cabecinha ardente na racha de Cielo Riveros, e na medida em que ele ia entrando, saiu uma enxurrada de porra que inundou ela. Tim começou a se sacudir e a se debater, e acabou mordendo o braço dela.

Quando a descarga dele parou, e o último espasmo percorreu o baita aríete do moleque, ele tirou devagar e deixou a moça se levantar.

Mas eles não tinham nenhuma intenção de deixar ela ir embora, porque depois de destrancar a porta, o garoto olhou em volta com cuidado e, depois de colocar a tranca de novo no lugar, virou pra Cielo Riveros.

— Foi divertido, né? — disse ele —. Já te falei que meu pai é bom nisso.
— É, verdade, mas agora você tem que me deixar ir; se comporta comigo, hein?

Um sorriso foi a única resposta.

Cielo Riveros desviou o olhar pro homem e qual não foi o terror dela ao ver ele... Pelado —tinha tirado tudo, menos a camisa e as botas— e com uma ereção que ameaçava outro ataque ainda mais feroz sobre seus encantos.

O pau dele estava literalmente lívido de tanta tensão

e se erguia contra a barriga peluda. A cabeça tinha inchado pra caralho por causa da irritação anterior e da ponta pendia uma gota brilhante.

— Vai me deixar comer ela de novo? — perguntou o sujeito, enquanto pegava a moça pela cintura e levava a mãozinha dela até a ferramenta.

— Vou tentar — murmurou Cielo Riveros, e vendo que não tinha como evitar, sugeriu que ele se sentasse no feno, enquanto, montada nele, tentava enfiar aquela massa de carne cartilaginosa.

Depois de umas quantas estocadas e investidas, a rola entrou, e começou um segundo encontro não menos violento que o primeiro. Passou um quarto de hora inteiro. Agora era o veterano quem parecia não conseguir gozar.

«Que chatos que são!», pensou Cielo Riveros.

— Esfrega ele pra mim, querida — disse o homem, enquanto tirava o membro do corpo dela, ainda mais duro que antes.

Cielo Riveros agarrou ele com as duas mãozinhas e manobrou pra cima e pra baixo. Depois de estimular assim por um tempinho, parou, e ao perceber que da uretra saía um fiozinho de porra, se colocou em cima do enorme pau, e mal tinha enfiado ele quando jorrou dentro dela um torrente de gozo.

Cielo Riveros subiu e desceu, bombeando ele desse jeito, até que tudo acabou, depois do que a deixaram ir.

Finalmente chegou o dia tão esperado, e raiou a manhã memorável em que a linda Julia Delmont ia perder aquele tesouro cobiçado que com tanto afinco se busca de um lado e muitas vezes tão inconscientemente se desperdiça de outro. Era ainda cedo quando Cielo Riveros ouviu os passos dela nas escadas, e assim que as duas amigas se encontraram, se entregaram a mil assuntos suculentos de conversa, até que Julia começou a perceber que CieloRiveros estava escondendo alguma coisa. Na verdade, sua
loquacidade não passava de uma máscara sob a qual escondia
certas notícias que ela relutava em dar à sua companheira.

—Sei que tem algo a me dizer, Cielo Riveros; tem algo que ainda
não ouvi e que você precisa me contar. Do que se trata,
querida?

—Você não adivinha? —perguntou a amiga. Um sorriso
malicioso brincava ao redor das covinhas nos cantos
dos seus lábios rosados.

—Não tem a ver com o padre Ambrose? —perguntou
Julia—. Ai!, fico envergonhada
e me sinto desconfortável quando
o vejo, e no entanto ele me disse que não havia nada de errado
no que fez.

—Não havia nada de errado, te garanto; mas o que ele fez?

—Nossa, foi mais longe do que nunca. Me elogiou e depois
passou o braço na minha cintura e me beijou até quase me
tirar o fôlego.

—E depois...?

—Não me atrevo a te contar, queridíssima. Ai!, ele disse e
fez um monte de coisas, até que achei que ia perder a cabeça.

—Me conta pelo menos algumas.

—Bom, então, depois de me beijar com paixão, enfiou os
dedos por baixo do meu vestido e brincou com meu pé e
minha meia e depois foi subindo a mão até que tive a
sensação de que ia desmaiar.

—Que pestinha!
Tô certa de que você adorou
o que ele fez.

—Claro que sim.
Como poderia ser diferente? Ele me fez
sentir algo que nunca senti na vida.

—Vamos, Julia,
isso não foi tudo: você sabe que ele não parou
por aí.

—Ah, não; claro
que não, mas não posso te contar o que
ele fez depois.

—Não vem com frescura! —exclamou Cielo Riveros, fingindo
que a reticência da amiga a irritava—. Vamos. Por
que você não me conta tudo?

—Se você insiste,
acho que não posso recusar, mas era
tudo tão novo que me pareceu muito chocante, e no
entanto nada errado. Depois de me fazer sentir
como se fosse morrer de uma deliciosa sensação
trêmula que seus dedos provocaram, de repente ele pegou
minha Mano, e colocou ela em cima de algo que ele tinha e que, quando toquei, parecia o braço de um menino. Mandou eu segurar firme. Segui as instruções dele e, quando baixei os olhos, vi uma coisa grande e vermelha, toda de pele branca e veias azuis, com uma crista roxa e torneada, igual uma ameixa. Bom, vi que essa coisa saía de entre as pernas dele e que por baixo era coberta por uma boa moita de pelo moreno e cacheado. —Ao chegar aqui, Julia hesitou.

—Vai, continua —instigou Cielo Riveros.

—Beleza. Ele segurou minha mão em cima dela e me fez esfregar uma vez e outra; era enorme, e tava dura, e quente.

—Não duvido que tivesse. Com a excitação de uma beleza tão delicada...

—Depois ele pegou minha outra mão e colocou as duas juntas em cima daquela coisa peluda dele. Fiquei com muito medo de ver como os olhos dele brilhavam e a respiração acelerava. Ele me chamou de «menina querida» e, se levantando, me disse pra acariciar a coisa dura contra meu peito. Tava bem ereta, e eu tinha ela bem perto do rosto.

—Isso é tudo? —perguntou Cielo Riveros, convincente.

—Não, não, claro que não, mas me dá muita vergonha. Quer que eu continue? Tá tudo bem eu ficar contando essas coisas por aí?... Beleza, então... Depois que acariciei o monstro no meu peito por um tempinho, durante o que ele pulsou e me apertou com uma pressão quente e gostosa, ele pediu pra eu beijar ele. Obedeci na hora. Quando encostei meus lábios nele, senti que soltava um aroma quente e sensual. A pedido dele, continuei beijando. Ele mandou eu abrir os lábios e esfregar a ponta entre eles. Na mesma hora veio uma certa umidade na minha língua, e num instante um jorro grosso de gozo quente entrou na minha boca e escorreu em jatos pelo meu rosto e mãos. Ainda tava brincando com ele quando o barulho de uma porta se abrindo no outro lado da igreja obrigou o bom padre a tirar o que eu tinha entre as mãos, «porque», segundo ele disse, «o povo comum não deve saber o que você sabe nem fazer o que eu permito que você faça».
A conduta dela era amável e atenciosa, e, pelas coisas que me disse, me fez pensar que eu era diferente de todas as outras moças.

Mas me diga, queridíssima Céu Riveros, quais são as misteriosas novidades que você tem pra me contar? Tô morrendo de vontade de saber.

— Me responda primeiro se o bom Ambrose te falou ou não sobre as delícias, dos prazeres derivados do objeto com que você brincou, e se indicou algum jeito de satisfazer esses desejos sem cair em pecado.

— Claro que sim. Ele garantiu que, em certos casos, esse tipo de satisfação virava um mérito.

— Como, por exemplo, dentro do casamento, suponho.

— Não disse nada sobre isso. Só falou que o casamento muitas vezes traz muita infelicidade, e que até os votos matrimoniais, em certas circunstâncias, podem ser quebrados de forma proveitosa.

Céu Riveros sorriu. Lembrava de ter ouvido raciocínios parecidos dos mesmos lábios sensuais.

— Em que circunstâncias ele disse que esses prazeres eram permitidos?

— Só quando se está firmemente decidido a fazer algo bom, além da própria satisfação, e nesse caso, ele diz, só pode acontecer quando alguma moça, escolhida entre as outras pelas qualidades da mente, se dedica ao consolo dos que servem à Igreja.

— Já entendi — disse Céu Riveros —. Continue.

— Depois ele me falou de como eu era boa, e do grande mérito que teria em exercer o privilégio que ele me concedeu e me dedicar ao consolo sensual dele e de outros cujos votos os impediam de casar ou satisfazer os desejos que a natureza implantou em todos os homens por igual. Mas me diga, Céu Riveros, você tem notícias pra mim, eu sei que tem!

— Bom, se você insiste... Você precisa saber que o bom padre Ambrose resolveu que é melhor pra você ser iniciada sem demora, e ele marcou pra ser hoje aqui mesmo.

— Ai de mim! O que você tá me dizendo! Que vergonha, que terrível Bafo quente!

—Não, querida, não se preocupe, já pensamos em tudo isso.
Só um homem tão bom e atencioso quanto o nosso
querido confessor poderia ter arrumado tudo na
perfeição como ele fez. Ficou decidido que o
estimado varão vai aproveitar todos os encantos que seu
corpinho irresistível pode proporcionar, sem que, no
fim das contas, você veja o rosto dele nem ele veja o seu.

— O que você tá me dizendo? Então vai ser no escuro, suponho.

— De jeito nenhum. Isso seria abrir mão de todos
os prazeres da visão, e o estimado varão ficaria privado
do gozo requintado de contemplar essas delícias gostosas
que ele está firmemente decidido a possuir.

— Você me faz corar, Cielo Riveros... Mas, então, como é que vai ser?

— Vai ter iluminação suficiente — explicou Cielo Riveros, com o ar
de uma mãe falando com a filha. — Vai ser num quartinho
bonito que temos; você vai deitar numa cama confortável e sua
cabeça vai ficar escondida atrás de uma cortina que pende de uma
porta que dá pra um cômodo interno, de modo que só seu corpo,
completamente nu e à vista, fique exposto pro seu
assaltante apaixonado.

— Ai, que vergonha... E ainda pelada!

— Oh, Julia, minha querida e meiga Julia... — murmurou Cielo Riveros,
enquanto um arrepio de puro êxtase percorria seu
corpo —, a que prazeres você vai ter acesso; de que jeito você vai despertar
para as delícias gostosas dos imortais e encontrar, agora que
se aproxima do tal período chamado puberdade, o alívio que eu sei que você já
tá precisando...

— Ai, não, Cielo Riveros! Não fala isso, pelo amor de Deus!

— E quando, por fim — sussurrou sua companheira, cuja
imaginação a levava pra um sonho do qual nada
transparecia enquanto ela falava —, quando, por fim, a batalha acabar,
chegarem os espasmos e aquela coisa enorme e pulsante
derramar seu jorro viscoso de prazer enlouquecedor, ai!,
então ela vai se juntar ao impulso do êxtase e oferecer em troca
sua virgindade.

— O que você tá murmurando? Cielo Riveros voltou a si.

—Tava pensando —disse, distraidamente— em todos os prazeres que você está prestes a experimentar.

—Ai! —exclamou Julia—, você fala umas coisas tão terríveis que me fazem corar.

Aconteceu logo em seguida uma conversa durante a qual comentaram uma porção de detalhes, e enquanto ela se prolongava, tive a oportunidade de escutar outro diálogo, de igual interesse pra mim, mas do qual só vou dar um resumo pros meus leitores.

Aconteceu na biblioteca, entre o Senhor Delmont e o Senhor Verbouc. Pelo visto, tinham chegado a um acordo em todas as questões principais do assunto, que, por incrível que pareça, era a cessão do corpo de Cielo Riveros ao Senhor Delmont mediante o pagamento de uma boa grana que devia ser paga naquele exato momento e que depois seria investida em benefício da «sua querida sobrinha» pelo indulgente Senhor Verbouc.

Safado e sem-vergonha como esse cara era, não podia perpetrar uma transação tão nefasta sem uma pequena compensação que acalmasse a consciência, mesmo que fosse a de um ser tão sem escrúpulos quanto ele.

—Sim —disse o tio complacente—, os interesses da minha sobrinha são essenciais, caro senhor. Não está descartado o casamento mais pra frente, mas entre nós, como homens do mundo, o senhor me entende, puramente como homens do mundo, a pequena satisfação que o senhor exige vai ser bem compensada com uma quantia que a indenize pela perda de uma posse tão frágil. —Aqui ele caiu na risada, mais porque seu convidado, fleumático e meio burro, não entendeu nada.

Assim ficou resolvido o assunto, e só faltavam acertar os preparativos. O Senhor Delmont, se livrando da sua indiferença pesada e estúpida, ficou encantado quando foi informado de que o trato ia se consumar sem demora, e que ele ia tomar posse da deliciosa virgindade que tanto tinha desejado destruir.

Enquanto isso, o bonzinho Querido e generoso pai Ambrose,
já fazia um tempo que ele tinha chegado e preparado o aposento
onde o sacrifício ia rolar.

Depois de um café da manhã dos deuses, o Sr. Delmont
se viu separado da vítima da sua lascívia por apenas uma porta.

Ele não fazia ideia de quem era essa vítima. Só pensava em
Cielo Riveros.

Num instante, girou a maçaneta e entrou no
cômodo, cujo calorzinho gostoso refrescou e atiçou os instintos
sensuais que estavam prestes a entrar em ação.

Meu Deus do céu! Que espetáculo se jogou na sua vista
encantada! Bem na frente dele, deitado numa cama e
completamente pelado, estava o corpo de uma mocinha.

De olho, ele percebeu que era lindo, mas teria
precisado de vários minutos pra examinar com calma e
descobrir os méritos de cada delicioso
membro e extremidade: os membros bem cheinhos,
juvenis, proporcionados; o busto delicado mal desabrochado,
duas colinas de carne macia, da mais branca e gostosa, que
terminavam em dois botõezinhos rosados; as veias azuis que se
espalhavam e serpenteavam aqui e ali, se insinuando através da superfície
nacarada como riachos de sangue, só pra realçar
a brancura mais deslumbrante que já se viu na pele. E
depois, ah!, depois o broto do desejo do homem,
os lábios rosados e entreabertos que a natureza
adora, de onde o homem sai e pra onde volta — a
buceta —, estava ali visível na sua perfeição quase infantil.

Ali tinha tudo, sim, menos a cabeça. Esse
membro importantíssimo brilhava pela ausência, e no entanto
as ondas suaves da bela donzela deixavam bem
claro que esconder isso não era problema nenhum.

O Sr. Delmont não mostrou surpresa nenhuma com o
fenômeno. Tinham preparado ele pra isso, e também
tinham mandado ele manter silêncio total. Então ele se preparou pra observar. e se deliciar com os encantos
preparados para seu prazer.

Assim que se recuperou da surpresa e da emoção
que sentiu ao vislumbrar tanta beleza nua, encontrou firmes
provas de seus efeitos sobre os órgãos sensuais, esses

órgãos que com tanta prontidão respondem, quando os
possuem homens de seu temperamento, a emoções calculadas
para produzir tal efeito.

O membro, duro e inchado, se erguia dentro das
cuecas e ameaçava escapar de seu confinamento. Ele, por
tanto, o libertou e permitiu que uma arma musculosa e
gigantesca viesse à luz e erguesse sua cabeça vermelha diante de sua presa.

Leitor, sou apenas uma pulga. Minhas capacidades de percepção
são limitadas e me falta perícia para descrever as suaves
manipulações, cada vez mais intensas, e os doces e
graduais toques com os quais esse profanador encantado
se aproximou de sua conquista. Deleitando-se em sua segurança,
Mister Delmont percorreu com os olhos e as mãos o corpo
exposto. Seus dedos abriram a delicada fenda que até
então era coberta apenas por uma penugem fina, enquanto a
garota, ao notar o intruso, se contorceu e se retorceu para
evitar, com uma timidez natural nessas circunstâncias, seus
lascivos apalpões.

Mas agora ele a puxa para si, os lábios masculinos quentes
pressionam a barriga lisa, os mamilos tenros e sensíveis de seus
jovens seios. Com mão ansiosa, agarra seu quadril cheio e,
puxando-a para si, abre suas pernas brancas e se planta
entre elas.

Leitor, já apontei que sou apenas uma pulga. No entanto,
as pulgas têm sentimentos, e não tentarei
descrever quais foram os meus quando vi aquele
membro excitado se aproximar dos lábios ofertantes da fenda
molhada de Julia. Fechei os olhos; despertaram-se em mim os
instintos sexuais da pulga macho e desejei, sim, quão
ardentemente desejei estar no lugar de Mister Delmont!

Enquanto isso,
ele continuava firme e denodadamente com
sua tarefa. demolição. Com uma investida repentina, ele tentou
penetrar as partes virgens da jovem Júlia. Falhou; tentou
de novo, e mais uma vez, seu artefato contrariado
saiu disparado para cima e ficou, ofegante, sobre o estômago inquieto
da vítima.

Durante esse
difícil transe, sem dúvida Júlia teria posto
o plano por terra com um grito mais ou menos violento, não
fosse por uma precaução que adotou esse sábio pervertido e
sacerdote, o padre Ambrósio.

Júlia havia
sido drogada.

O Sr. Delmont
havia voltado à carga mais uma vez.
Empurra, acossa, bate com os pés no chão, brama e solta
espuma pela boca, e, oh, Deus!, a tênue barreira elástica
cede e ele entra com uma sensação de triunfo que lhe provoca
um êxtase; entra até que o prazer da apertada e úmida
compressão faz escapar de seus lábios selados um gemido
de prazer. Entra até que sua arma, enterrada até o pelo
que cobre sua barriga, jaz palpitante e aumenta ainda
mais em dureza e comprimento dentro da bainha apertada.

Teve lugar em
seguida uma luta que nenhuma pulga
seria capaz de descrever: suspiros de sensações deleitosas e
encantadoras escapam de seus lábios entreabertos e
babados, empurra, se curva, revira os olhos, abre a boca,
e incapaz de evitar a pronta culminação de seu
lascivo gozo, o grandalhão solta a alma pela boca e
com ela um torrente de fluxo seminal que, lançado com força,
entra a jatos no útero de sua própria filha.

Ambrósio, oculto,
presenciava o libidinoso drama, e Céu Riveros
estava do outro lado da cortina, para evitar qualquer
manifestação de sua jovem amiga.

Essa precaução
foi, no entanto, desnecessária: Júlia,
suficientemente recuperada dos efeitos do narcótico para sentir
a dor, havia desmaiado.

Capítulo XI

Assim que
terminou a contenda, e o vencedor, após
se afastar do corpo trêmulo da moça, começou a
se recuperar do êxtase que encontro tão gostosa, ele puxou uma cortina de lado e na abertura apareceu a própria Cielo Riveros.

Se um tiro de canhão tivesse passado perto do pasmado Mister Delmont, não teria causado metade da confusão que ele sentiu, enquanto, mal conseguindo acreditar nos olhos, ficou de boca aberta olhando alternadamente o corpo caído da sua vítima e aquela que ele achava ter comido uns instantes antes.

Cielo Riveros, cujo fino roupão de cama realçava perfeitamente seus jovens encantos, fingiu ficar tão estupefata quanto ele, mas, agindo como se estivesse se recuperando do susto, deu um passo para trás com uma expressão de alarme, perfeitamente fingida, no rosto.

— O que... o que é isso tudo? — perguntou Mister Delmont, cuja agitação o impediu de lembrar que ainda não tinha arrumado nem as roupas e que aquele instrumento tão importante na hora de satisfazer seu recente impulso sensual pendia, ainda duro e escorregadio, completamente exposto entre as pernas.

— Nossa, como pude cometer um erro tão terrível! — gritou Cielo Riveros, lançando olhares furtivos para essa exibição apetitosa.

— Me diz, pelo amor de Deus, de que erro você está falando, e quem é essa então!... — exclamou o trêmulo profanador, apontando para a jovem nua que estava deitada na frente dele.

— Ai, sai, sai daqui! — gritou Cielo Riveros, ao mesmo tempo que se precipitava para a porta, seguida de perto por Mister Delmont, ansioso para que explicassem o mistério.

Cielo Riveros o levou a um toucador contíguo e, depois de fechar a porta, se jogou sobre uma cama luxuosamente arrumada, mostrando sem vergonha seus encantos, enquanto fingia estar tão arrasada pelo horror que nem percebia a falta de decoro da sua pose.

— Ah, o que eu fiz! O que eu fiz! — soluçava enquanto escondia o rosto entre as mãos com aparente angústia.

A Delmont passou fugazmente pela cabeça uma horrível
suspeita; soltou um gemido, que a emoção abafou.

—Me diz, quem é essa?, quem?

—Não foi culpa minha. Não tinha como saber que era o senhor
quem vinha, e... e... coloquei a Julia no meu lugar.

Mister Delmont deu um passo pra trás, vacilante. A sensação de ter feito algo terrível pairou sobre ele.
Uma angústia nublou sua visão e depois foi despertando ele aos poucos pra plena
magnitude do que tinha acontecido. Antes, porém, de
que pudesse articular palavra, Cielo Riveros, bem instruída sobre
o rumo que os pensamentos de Mister Delmont tomariam, se
apressou a falar pra impedir que ele refletisse.

—Cala a boca! Ela não sabe de nada disso. Foi um erro, um
erro terrível, e nada mais. Se ficou magoado, foi só culpa
minha, não sua; pode ter certeza que não suspeitei nem por um
instante que ia ser o senhor. Acho — acrescentou, fazendo um
lindo biquinho e lançando um olhar significativo de esguelha pro
membro ainda inchado — que foi muito cruel da sua parte não ter
dito que ia ser o senhor.

Mister Delmont viu uma jovem gostosa na frente dele; não
pôde deixar de admitir pra si mesmo que, fossem quais fossem
os prazeres que tivesse obtido no incesto involuntário em que
tinha participado, eles tinham frustrado, no entanto, sua
intenção primeira, e o tinham privado de algo pelo qual
teria pago com todo gosto.

—Ah, se descobrirem o que eu fiz... — murmurou
Cielo Riveros, enquanto mudava um pouco de posição e expunha
um pedaço de uma perna acima do joelho.

Os olhos de Mister Delmont brilharam. À medida que
recuperava a calma, e a contragosto, suas paixões animais
se impunham.

—Se descobrirem o que eu fiz... — repetiu Cielo Riveros, e ao
dizer isso se semi-ergueu e envolveu com seus braços lindos
o pescoço do iludido progenitor.

Mister Delmont a apertou num abraço forte.

—Oh, meu Deus, o que é isso? — sussurrou Cielo Riveros, cuja
mãozinha tinha agarrado viscosa arma do seu galã, e agora
estava ocupada em apertá-la e amassá-la.

O miserável acusava todos os seus toques, todos os seus
encantos, e, mais uma vez enardecido de luxúria, não
ambicionava senão possuir sua jovem virgindade.

— Se eu tiver que ceder — disse Cielo Riveros —, seja terno
comigo... Ai, que jeito de me tocar! Tira essa mão daí.
Ai, céus! O que você está fazendo?

Cielo Riveros só teve tempo de vislumbrar seu bálano avermelhado,
mais duro e grosso que nunca, e antes que percebesse, o outro
já tinha se jogado em cima dela. Ela não opôs resistência, e Mister
Delmont, excitado pela sua beleza, encontrou sem demora o
ponto exato que procurava, e aproveitando-se da sua postura
oferente, fincou com força o pau já lubrificado nas suas jovens e tenras partes.

Cielo Riveros gemeu.

O dardo quente a penetrou mais e mais até que seus
estômagos se encontraram e ele se enfiou no corpo da
jovem até as bolas.

Então deu início a um rápido e delicioso encontro no
qual Cielo Riveros interpretou seu papel à perfeição, e excitada
por esse novo instrumento de prazer, se derramou num
torrente de gozo. Mister Delmont seguiu seu exemplo e jogou
dentro de Cielo Riveros um copioso aluvião do seu fértil esperma.

Durante alguns momentos ambos jazeram sem se mexer,
banhados na exsudação dos seus mútuos êxtases e ofegantes por
causa dos esforços, até que, de repente, se ouviu um
barulhinho, e antes que qualquer um deles tivesse feito menção de se retirar,
ou de mudar a inequívoca postura em que se
encontravam, abriu-se a porta do toucador e, no umbral,
fizeram sua aparição três pessoas quase simultaneamente.

Eram o padre Ambrose, o Mister Verbouc e a
doce Julia Delmont.

Os dois homens sustentavam entre ambos a figura meio
consciente da jovenzinha, cuja cabeça, languidamente
inclinada, se apoiava sobre os ombros do robusto sacerdote,
enquanto Verbouc, não menos favorecido pela proximidade,
segurava Corpo esguio com o braço nervoso, e ele olhava pra cara dela com uma expressão de luxúria insatisfeita que só um demônio encarnado seria capaz de igualar. A bagunça na roupa dos dois tava longe de ser decente, e a coitada da Júlia tava tão pelada quanto quando, nem quinze minutos antes, tinha sido violentamente violada pelo próprio pai.

— Cala a boca! — sussurrou Céu Riveros pro companheiro querido, colocando a mão na boca dele —, pelo amor de Deus, não se incrimina. Eles não podem saber quem fez isso; é melhor sofrer do que confessar um negócio tão pesado. Eles não têm pena; se liga pra não contrariar eles.

O senhor Delmont percebeu na hora o quanto a previsão do Céu Riveros tinha de verdade.

— Olha só, pedaço de luxúria! — exclamou o piedoso Ambrose —, olha o estado que encontramos essa menina querida! — E, levando a mãozona dele pra moita bonita e rala da jovem Júlia, mostrou sem vergonha os dedos, encharcados da gozada paterna.

— É terrível — observou Verbouc —, e se ela tiver engravidado?

— É abominável! — gritou o padre Ambrose —. Temos que evitar isso a todo custo.

Delmont gemeu.

Enquanto isso, Ambrose e o companheiro dele levaram a jovem e gostosa vítima pro toucador e começaram a encher ela de amassos preliminares e apalpadas lascivas que precedem a entrega desenfreada à posse cheia de tesão. Júlia, quase totalmente recuperada dos efeitos do sedativo que tinham dado pra ela, e completamente confusa com o jeito do casal virtuoso, mal parecia notar a presença do pai, enquanto esse varão digno, que os braços do Céu Riveros seguravam no lugar, tava deitado, todo molhado, em cima da barriga branca e lisa dela.

— O leite tá escorrendo perna abaixo — exclamou Verbouc enquanto enfiava a mão com vontade entre as coxas da Júlia —, que vergonha!

— Chegou até os pezinhos lindos dela — observou Ambrose. enquanto levantava uma das pernas torneadas dela,
com a desculpa de examinar a delicada bota de couro de cabrito,
que realmente tinha mais de uma gota de gozo,
enquanto, com um olhar abrasador, explorava
a rachinha rosada assim exposta à vista.

Delmont gemeu de novo.

— Ai, Deus bendito, que beleza! — gritou Verbouc,
ao mesmo tempo que dava um tapa nas bundinhas rechonchudas —.
Ambrose, proceda para evitar qualquer consequência de
circunstância tão insólita. Só uma segunda gozada de outro
varão vigoroso pode nos dar garantia absoluta de algo assim.

— Sim, ela tem que receber, disso não há dúvida — murmurou
Ambrose, cujo estado durante todo esse tempo é mais fácil imaginar
do que descrever.

A batina dele estava saliente na frente: todos os seus gestos
denunciavam suas emoções violentas. Ambrose levantou o
hábito e libertou seu enorme pau, cuja cabeça inflamada
de cor rubi parecia ameaçar os céus.

Julia, terrivelmente assustada, fez uma tentativa fraca de
escapar. Verbouc, encantado, segurou ela à vista de todos.

Julia olhou pela segunda vez para o pau ferozmente ereto
do seu confessor, e sabendo da intenção dele, devido à
iniciação que já tinha passado, quase desmaiou
num estado de terror convulso.

Ambrose, como se quisesse escandalizar tanto o pai
quanto a filha, deixou completamente expostos seus
enormes genitais e balançou o gigantesco pinto na frente
do nariz deles.

Delmont, prostrado de terror e se vendo nas mãos dos
dois conspiradores, prendeu a respiração e se encolheu junto de
Cielo Riveros, que, encantadíssima com o sucesso do plano,

continuava aconselhando ele a ficar de fora e deixar
eles fazerem o que queriam.

Verbouc, que tinha estado apalpando as partes
molhadas da jovem Julia, entregou ela agora à furiosa
lascívia do amigo e se preparou para sua diversão preferida:
a de contemplar o estupro.

O sacerdote, fora de si Sim, de pura lubricidade, ela se livrou da calcinha e, com o pau ameaçadoramente duro o tempo todo, partiu pra deliciosa tarefa que o esperava. "Finalmente é minha", murmurou, e agarrando a presa, envolveu-a com os braços e a levantou do chão. Levou a trêmula Júlia até um sofá próximo, se jogou sobre o corpo nu dela e se dedicou de alma e coração a completar o prazer. A arma monstruosa dele, dura feito ferro, investia contra a rachinha rosada que, embora já estivesse lubrificada com o porra que tinha recebido do Senhor Delmont, não era buceta fácil pro pênis gigantesco que a ameaçava.

Ambrósio continuou com seus esforços. O Senhor Delmont só via uma massa ondulante de seda preta enquanto a figura robusta do padre se debatia sobre o corpo da filhinha dele. Com experiência demais pra ser mantido à distância, Ambrósio percebeu que tava ganhando terreno, e, senhor demais da situação pra deixar o prazer pegar eles de surpresa cedo demais, venceu toda a resistência, e um grito forte de Júlia anunciou que o aríete imenso tinha penetrado ela.

Um grito seguiu o outro até que Ambrósio, finalmente cravado com firmeza na barriga da moça, sentiu que não dava mais pra avançar e começou aqueles movimentos deliciosos, rápidos pra cima e pra baixo, que iam botar um ponto final no prazer dele e na tortura da vítima.

Enquanto isso, Verbouc, cuja luxúria tinha sido intensamente aguçada durante a cena entre o Senhor Delmont e Júlia, e depois pela que rolou entre o idiota e a sobrinha dele, se atirou agora pra essa última e, libertando-a do abraço cada vez mais frouxo do amigo azarado, abriu as pernas dela na hora, contemplou por um instante o buraco encharcado, e, em seguida, se sentindo morrer de prazer, enterrou-se de uma estocada na barriga de Céu Riveros, bem lubrificada graças à abundância de gozo que já tinha sido descarregado ali. Dois casais realizavam sua
deliciosa cópula em silêncio, só interrompido pelos
gemidos de Julia, meio agonizante, a respiração ofegante
do feroz Ambrose, e os gemidos e soluços do Senhor
Verbouc. A esfrega foi ficando mais rápida e deliciosa.
Ambrose, depois de forçar seu pênis gigantesco até a mata
crespa de pelo moreno que cobria sua base na estreita
fenda da jovenzinha, ficou lívido de luxúria. Empurrou,
perfurou, rasgou ela com a força de um touro; e se a natureza
não tivesse imposto no final o êxtase levando a um
clímax, ele teria sucumbido à excitação com um ataque que
provavelmente o impediria de repetir na vida uma
cena dessas.

Ambrose soltou um grito forte. Verbouc bem sabia seu
significado: ele estava gozando. O êxtase do amigo serviu
para acelerar o seu próprio. Do interior da câmara surgiu
um uivo de luxúria apaixonada enquanto os dois monstros
enchiam suas vítimas com suas derramadas seminais. Não uma,
mas três vezes lançou o sacerdote sua essência fecunda no
útero da tenra garota antes de ser mitigada sua atroz febre
de desejo.

Do jeito que as coisas foram, dizer que Ambrose
simplesmente gozou não daria senão uma ideia muito vaga do
fato. Verdadeiramente ele lançou seu sêmen dentro da pequena
Julia em jorros potentes e grossos, soltando sem parar
gemidos de êxtase à medida que cada cálida e viscosa
injeção passava por sua enorme uretra e saía disparada em
torrentes para o já dilatado receptáculo. Passaram-se
vários minutos antes de tudo ter acabado e o brutal
sacerdote se retirar de sua vítima rasgada e
ensanguentada.

Ao mesmo tempo, o Senhor Verbouc deixou descobertas as
coxas abertas e a fenda lambuzada de sua sobrinha,
que ainda imersa no maravilhoso transe que segue o deleite
atroz, não percebeu os grossos grumos que formavam uma
poça branca no chão entre suas pernas, que ainda estavam enfundadas nas meias intactas.

—Ah, que delícia! —exclamou Verbouc, virando-se para o sujeito pasmado—; já viu, afinal de contas, o caminho do dever nos reserva prazer, não acha, Delmont? Se o padre Ambrose e eu não tivéssemos misturado nossas humildes oferendas com a essência fecunda da qual você parece ter feito tão bom uso, nem se sabe que calamidade poderia ter acontecido. Ah, sim, não há nada como fazer a coisa certa, hein, Delmont?

—Não sei. Me sinto mal; parece que estou vivendo uma espécie de sonho, e ainda assim não sou insensível às sensações que me provocam um prazer renovado. Não duvido da sua amizade nem da sua discrição. Curti muito, e ainda estou excitado. Não sei o que quero. Digam alguma coisa, meus amigos!

O padre Ambrose se aproximou dele e, enquanto pousava a mãozona no ombro do pobre homem, deu-lhe ânimo, sussurrando umas palavras de consolo no ouvido.

Enquanto isso, não posso me dar ao luxo de mencionar quais foram essas palavras, mas seu efeito foi dissipar em grande parte a nuvem de terror que oprimia o Sr. Delmont. Ele se sentou e foi recuperando a calma aos poucos.

Julia também já tinha se recuperado, e as duas mocinhas, sentadas de cada lado do padre fortão, não demoraram a ficar relativamente à vontade. O devoto eclesiástico falou com elas como um pai e tirou o Sr. Delmont do seu encolhimento, e o digno varão, que tinha refrescado o gasganete com uma boa dose de vinho, começou a dar sinais evidentes de estar encantado com a companhia em que se encontrava.

Logo os efeitos vigorizantes do vinho começaram a deixar o Sr. Delmont na cara. Ele lançava olhares tristes e invejosos para a filha. Sua excitação era evidente e se manifestava na protuberância das calças.

Ambrose percebeu o desejo dele e deu-lhe incentivo. Levou-o até Julia, que, ainda nua, não tinha como esconder seus encantos. O padre contemplou a filha com um olhar onde a luxúria predominava.
«Uma segunda vez não seria muito mais pecaminosa», pensou.

Ambrose assentiu em aprovação. Cielo Riveros desabotoou a roupa íntima dele e puxou a pica dura para fora, apertando-a suavemente.

O Sr. Delmont entendeu a situação e, num instante, estava em cima da filha. Cielo Riveros guiou o membro incestuoso até os lábios vermelhos e tenros; umas poucas estocadas e o pai, meio enlouquecido, já tinha entrado completamente na buceta da sua linda filha.

As circunstâncias do horrível parentesco intensificaram a luta que se seguiu. Depois de uma cavalgada rápida e feroz, o Sr. Delmont gozou, e a filha recebeu no fundo do seu jovem útero as derramadas pecaminosas do seu antinatural pai.

O padre Ambrose, dominado completamente pela sensualidade, tinha outra fraqueza: a de pregar. Era capaz de pregar horas a fio, não tanto sobre temas religiosos, mas sobre outros muito mais mundanos que, em geral, a santa madre Igreja não aprovaria.

Dessa vez, ele fez um discurso que me foi impossível acompanhar, e eu caí no sono na axila de Cielo Riveros até ele terminar.

Não sei quanto tempo passou quando acordei, mas então vi que a doce Cielo Riveros, depois de pegar na mãozinha o grande penduricalho do sacerdote, apertava e fazia cócegas nele de tal jeito que o bom homem foi obrigado a pedir que parasse por causa da sensação que estava sentindo.

O Sr. Verbouc, que, como lembram, não cobiçava nada mais do que um pãozinho bem besuntado de manteiga, sabia muito bem como estavam esplendidamente besuntadas as partes da recém-convertida Júlia. A presença do pai dela — mais do que impotente para impedir o prazer supremo da filha por parte desses dois homens libidinosos — só aumentava o apetite dele. tanto que Cielo Riveros, que
sentia como escorria a secreção da fenda morna,
também estava ciente de certas ânsias que seus encontros
anteriores não tinham saciado.

Verbouc visitou de novo com seus toques lascivos os
doces e infantis encantos de Julia, amassando
impudentemente suas bundas redondas e enfiando os dedos
entre seus montinhos torneados.

O padre Ambrose, não menos ativo, tinha passado o
braço pela cintura de Cielo Riveros, e, grudado na jovem meio
nua, cortejava seus lindos lábios com beijos indecentes.

Enquanto os dois homens se entregavam a essas
brincadeiras, seus desejos foram crescendo até que suas armas,
vermelhas e inflamadas pelos prazeres anteriores, se ergueram
firmes no ar e ameaçaram, duras, as jovens criaturas
que tinham em seu poder.

Ambrose, cuja luxúria nunca precisava de muitos
incentivos, se jogou sem perder tempo em cima de Cielo Riveros,
que, de boa vontade, deixou que ele a derrubasse na cama que
já tinha presenciado dois encontros, e a ousada jovem deixou ele
entrar entre suas coxas brancas, o que excitou ainda mais
seu pau descapuzado e tesudo, e facilitando o
ataque desproporcional na medida do possível,
o recebeu por inteiro na fenda molhada.

Esse espetáculo teve um efeito tão forte no Mister Delmont que,
claramente, ele não precisou de mais estímulos para dar uma
segunda metida quando o padre terminou.

Mister Verbouc, que já estava há um tempo lançando olhares
lascivos pra filhinha do Mister Delmont, se sentiu pronto de novo pra
curtir. Concluiu que a violação repetida que ela já tinha sofrido
nas mãos do próprio pai e do padre a deixaram pronta pra parte
que ele mais gostava, e conferiu, tanto pelo tato quanto pela
visão, que as descargas que ela tinha recebido tinham lubrificado
suas partes o suficiente pra satisfazer seu desejo mais
desejado. Verbouc olhou de esguelha pro padre, que agora tava ocupado se esbaldando na sobrinha dele, e se aproximando da jovem Julia pra aproveitar a chance, conseguiu virar ela na cama e, depois de um esforço danado, enfiou o pau duro até as bolas no corpinho delicado dela.

Essa nova e intensificada gozada levou Verbouc à beira da loucura; ele se enfiou naquela fenda apertada como numa luva e o corpo inteiro tremeu.

— Ah, essa menina me faz sentir no céu! — murmurou, enquanto cravava o pauzão até as bolas, que pendiam durinhas embaixo —. Deus todo-poderoso, que apertada, que prazer escorregadio!... Ah! — E outra estocada fez a pobre Julia gemer de novo.

Enquanto isso, o padre Ambrose, com os olhos semicerrados, os lábios entreabertos e as narinas dilatadas, arremetia contra as partes gostosas da jovem Cielo Riveros, cujo prazer ficava claro nos soluços de gozo dela.

— Ai, meu Deus! A coisa dele é grande demais, é enorme! Ah, chega até minha cintura!... Ai, ai, isso é demais! Não tão forte, querido padre... Como ele empurra, vai me matar!... Ah! Devagar, mais devagar, assim. Sinto as bolas grandes dele contra minha bunda!

— Para aí! — gritou Ambrose, cujo prazer tinha ficado insuportável e cuja porra tava prestes a jorrar —. Vamos dar uma pausa. Quer trocar de lugar, meu amigo? Pra mim parece uma ideia do caralho...

— Não, ah, não... Não consigo me mexer, só posso continuar: essa querida menina me dá um prazer perfeito.

— Fica quieta, Cielo Riveros, minha filha querida, ou vai me fazer gozar. Não aperta minha arma com tanto entusiasmo.

— Não consigo evitar, o senhor vai me matar de prazer. Ah, continua, mas com cuidado!... Ai, não tão forte! Não empurra com tanta fúria!... Meu Deus, ele vai gozar! Os olhos dele se fecham, os lábios se abrem. Meu Deus, o senhor vai me matar, vai me partir no meio! —Com esse negócio tão grande!... Ah, sim! Vai fundo, se enfia, padre Ambrose. Me dá essa pica ardente... Ah! Empurra mais forte, mais... Me mata se quiser! —Céu Riveros envolveu com seus braços brancos o pescoço forte do padre, abriu ao máximo suas coxas lisas e lindas e se empalou com o instrumento enorme dele até que a barriga peluda se esfregou contra seu monte de Vênus macio—. Empurra, empurra agora!

—gritou Céu Riveros, esquecendo todo o pudor enquanto soltava a própria gozada entre espasmos de prazer—. Empurra, empurra, enfia em mim!... Ai, sim, assim!... Ah, Deus, que tamanho! Que comprimento! Me parte ao meio, que bruto você é! Oh, oh! Já tá gozando, o leite... Deus, que porra! Que jorrada!

Ambrose descarregou com fúria, como o garanhão que era, enquanto se enterrava de alma e coração na barriga morna que tinha debaixo de si.

Depois se retirou de má vontade, e Céu Riveros, livre das garras dele, se virou pra contemplar o outro casal. O tio dela investia com uma porrada de estocadas rápidas e curtas na amiguinha, e era óbvio que o gozo dele ia chegar ao auge sem demora.

Julia, por sua vez, que, infelizmente, o estupro recente e o tratamento cruel do bruto Ambrose tinham machucado e enfraquecido, não tava curtindo nada, mas ficava deitada, submissa e inerte nos braços do estuprador.

Quando, então, depois de mais umas investidas, Verbouc se jogou pra frente pra gozar com uma descarga voluptuosa, Julia só sentiu que injetavam dentro dela algo morno e molhado, sem experimentar nenhuma outra sensação além de moleza e cansaço.

Depois desse terceiro atropelo, veio outra pausa, durante a qual Mister Delmont se retirou pra um canto e ficou, pelo visto, cochilando. Trocaram então um monte de piadas espertas. Ambrose, reclinado na cama, fez Céu Riveros se aproximar dele e, aplicando os lábios na racha molhada dela, se deliciou dando beijos nela. toqueteos da natureza mais
safada e depravada.

Mister Verbouc, pra não ficar atrás do
companheiro, botou em prática várias invenções igualmente
libidinosas com a inocente Julia.

Depois, deitaram ela entre os dois na cama e apalparam
todos os seus encantos, demorando-se com admiração na sua
bucetinha quase sem pelos e nos lábios vermelhos da sua xereca.

Após um tempo, os desejos de ambos foram acompanhados
pelos sinais externos e bem visíveis das picas duras,

ansiosas de novo pra provar prazeres tão arrebatadores e
deliciosos.

No entanto,
agora ia se inaugurar um novo programa.
Ambrose foi o primeiro a propor.

— Já nos divertimos bastante com as bucetas delas — disse
sem rodeios, enquanto se virava pra Verbouc, que
tinha se deslocado até onde Julia estava e brincava
com os mamilos dela. — Vamos ver do que são feitos
seus cus. Essa criatura encantadora, por exemplo, seria um
prazer até pro próprio Papa, e deve ter um rabo de
veludo e um traseiro digno de gozar dentro dele um
imperador.

A ideia foi
posta em prática na hora e seguraram as
vítimas. Era abominável, era monstruoso, parecia
impossível quando se via a
desproporção. O enorme membro do sacerdote se apresentou
diante do pequeno buraco traseiro de Julia; o de Verbouc
ameaçava a sobrinha pelo mesmo buraco. Um quarto de
hora foi gasto nos preliminares, e após uma aterrorizante
cena de luxúria e lascívia, as duas garotas receberam
nas entranhas os jorros quentes das suas descargas ímpias.

Depois, a calma
sucedeu as violentas emoções que
tinham dominado os intérpretes dessa monstruosa cena.

Finalmente,
prestaram atenção a Mister Delmont.

O digno varão,
como já indiquei, estava
discretamente instalado num canto, parecendo vencido pelo
sono, ou pelo vinho, ou possivelmente por ambos.

— Que sossegado ele está! — observou Verbouc. —Uma consciência pecadora é uma companheira triste —observou o padre Ambrose, cuja atenção estava voltada para a ablução de seu instrumento pendurado.

—Vamos, meu amigo, chegou sua vez. Aqui está um presente —continuou Verbouc, exibindo, para edificação de todos, as partes mais secretas da quase insensível Julia —. Venha e aproveite. Mas o que há com este homem? Santo céu!, o que é isso?

Verbouc recuou um passo.

O padre Ambrose se inclinou sobre o corpo do infeliz Delmont e apalpou-lhe o peito, na altura do coração.
—Está morto —disse em voz baixa.
E assim era.amador

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