Diário de uma pulga X Katherine Riveros - Clássico 5

Capítulo VIIIDiário de uma pulga X Katherine Riveros - Clássico 5Cielo Riveros continuava me fornecendo os pastos mais deliciosos.
Seus jovens membros nunca perdiam as doses
carmesins que eu sugava, nem reclamavam como um grande
incômodo as pequenas picadas que, muito a
contragosto, eu era obrigado a infligir nela para me sustentar.
Decidi, portanto, ficar com ela, apesar de que
ultimamente sua conduta tinha se tornado um tanto
questionável e meio irregular, pra não dizer outra coisa.

Do que eu percebi sem sombra de dúvida é que ela tinha
perdido todo traço de delicadeza e recato virginal, e que
agora só vivia para os prazeres do gozo sexual.

Logo fiquei convencido de que minha mocinha não tinha
ignorado nem um pouco da lição que recebeu sobre
sua parte na conspiração que estava sendo preparada.
Agora vou contar como ela interpretou seu papel.

Não demorou muito para que Cielo Riveros se
encontrasse na mansão do Mister Delmont, e, como a
sorte quis, ou melhor, como aquele digno varão havia planejado,
a sós com o apaixonado proprietário.

Mister Delmont viu sua oportunidade, e como um general
esperto, se preparou na hora para o ataque. Ele considerava
sua bela acompanhante ou totalmente alheia às suas
intenções, ou deliciosamente disposta a encorajar suas
insinuações.

Já estava Mister Delmont com o braço em volta da cintura de
Cielo Riveros quando, aparentemente por acaso, a mão direita
suave dela, que a palma nervosa do cavalheiro apertava,
pousou em sua coxa viril.

O que Cielo Riveros sentiu sob sua mão evidenciou sem
sombra de dúvida a violenta emoção dele. Um arrepio
percorreu rapidamente o objeto duro que estava escondido, e Cielo Riveros

sentiu por sua vez aquele espasmo simpático que denota prazer
sensual.

O mulherengo Mister Delmont atraiu suavemente a
garota para si e abraçou seu corpo complacente. Ele
estampou de repente um beijo quente na bochecha dela e sussurrou Você está só me lisonjeando pra desviar a atenção da garota. Tentou algo mais: moveu suavemente a mão de Cielo Riveros em volta do objeto duro até que a moça percebeu que a excitação do companheiro corria o risco de sair do controle.

Durante toda essa enrolação, Cielo Riveros tinha se mantido firme no personagem; era a cara da inocência recatada.

Mister Delmont, animado pela falta de resistência da jovem amiga, tomou outras medidas ainda mais ousadas. A mão safada dele seguiu a barra do vestido delicado de Cielo Riveros e apertou a panturrilha macia dela. Em seguida, de repente, enquanto depositava um beijo quente nos lábios vermelhos dela, enfiou rapidamente os dedos trêmulos por baixo do vestido e tocou a coxa roliça dela.

Cielo Riveros se afastou. Em qualquer outra hora, de bom grado teria se deitado de costas e deixado ele fazer as piores coisas que soubesse; mas lembrou qual era seu papel e continuou interpretando na perfeição.

— Ah, que mal-educado o senhor é! — se irritou a moça —, que safado, não posso permitir! Meu tio diz que não devo deixar ninguém meter a mão aí, pelo menos não sem antes... — Cielo Riveros hesitou, parou e fez cara de boba.

Além de excitado, Mister Delmont agora sentia curiosidade.

— Sem antes o quê, Cielo Riveros?

— Ah, não devo contar. Não devia ter mencionado. Mas como o senhor fez uma coisa tão sem-vergonha comigo, perdi a cabeça e esqueci.

— Esqueceu, o quê?

— Uma coisa que meu tio sempre me diz — respondeu Cielo Riveros, simplesmente.

— Do que se trata? Me conta.

— Não ouso. Além disso, não entendo o que ele quer dizer.

— Se me disser o que ele te disse, eu explico.

— Promete não contar pra ninguém?

— Claro.

— Bem, ele diz que não devo deixar ninguém meter a mão ali, e que quem quiser fazer isso tem que pagar bem.

— Ele diz isso mesmo?

— Sim, é o que ele diz. E também diz que sou capaz de lhe proporcionar uma boa grana desse jeito, e que tem montes de cavalheiros endinheirados que pagariam pelo que você quer fazer comigo, e diz que não é tão burro a ponto de perder uma oportunidade dessas.

—Francamente, Céu Riveros, seu tio é um homem de negócios bem escrupuloso. Não imaginava que ele fosse desse tipo.

—Pois é assim que ele é —respondeu Céu Riveros—. Ele tem uma paixão danada por dinheiro, pode crer, mas mantém isso em segredo; e mal sei ao certo do que ele tá falando, mas às vezes diz que vai vender minha virgindade.

«Será possível?», pensou o Sr. Delmont.

—Que homem, hein! Que visão impressionante para os negócios!

Na verdade, quanto mais o Sr. Delmont pensava nisso, mais convencido ficava de que a explicação engenhosa de Céu Riveros era verdadeira. Tinha que comprá-la. E ele compraria; preferia mil vezes isso a recorrer a um caso secreto e depois correr o risco de ser descoberto e punido.

No entanto, antes que pudesse fazer muito mais do que matutar essas reflexões sábias na cabeça, foram interrompidos pela chegada da filha dele, Júlia, e, muito a contragosto, ele soltou sua acompanhante e arrumou a roupa para não ofender o recato.

Céu Riveros deu uma desculpa rápida e foi pra casa, deixando que os acontecimentos seguissem seu curso.

O caminho que a minha linda mocinha pegou passava por vários pastos e corria paralelo a uma estrada de carroça que desembocava numa rodovia larga bem perto da residência do tio dela.

Era começo da tarde e o tempo estava magnífico. A trilha dava umas viradas repentinas, e enquanto Céu Riveros seguia seu caminho, se distraía olhando o gado nos pastos ao redor.

Logo a trilha ficou ladeada por árvores. A longa fileira reta de troncos separava a estrada de carroça do atalho para os pedestres. No pasto mais próximo, viu vários homens lavrando a terra, e um pouco mais adiante, um grupo de mulheres que tinham dado uma pausa rápida na tarefa de capinar para fofocar um pouco.

Do outro lado da calçada havia uma cerca viva, e ao olhar através dela, Cielo Riveros viu uma cena que a chocou profundamente. No pasto havia dois animais, um cavalo e uma gostosa. Ele, sem dúvida, vinha perseguindo ela pelo campo e finalmente tinha encurralado a companheira num canto, não muito longe de onde ela estava.

Mas o que mais chocou e surpreendeu Cielo Riveros foi a maravilhosa excitação que mostrava um longo e acastanhado membro ereto que pendia sob a barriga do garanhão e que, de vez em quando, se erguia contra o corpo dele com um tremor impaciente.

Sem dúvida, a égua também tinha reparado no membro, pois agora estava perfeitamente imóvel, de costas para o cavalo.

Ele estava tão tomado pelos instintos eróticos que não ia ficar de flerte por muito tempo, e a moça viu, para seu espanto, que a enorme criatura montava a gostosa por trás para então tentar enfiar a ferramenta nela.

Cielo Riveros observava, cheia de interesse e expectativa, e viu como o longo pau inchado do cavalo acertou por fim e desapareceu por completo na bunda da gostosa.

Dizer que as emoções sensuais da jovem despertaram seria apenas expressar o resultado natural de uma exibição tão safada. Foi mais que um despertar; seus instintos libidinosos pegaram fogo. Ela apertou as mãos e contemplou com interesse o encontro lascivo; e quando, após proceder rápida e furiosamente, o animal retirou o pinto encharcado, Cielo Riveros ficou olhando para ele. Uma vontade louca de se apropriar daquele penduricalho enorme e usá-lo para o próprio prazer a invadiu.

Nesse estado de espírito excitado, percebeu que precisava fazer algo para aliviar a poderosa emoção que a oprimia. Fazendo um grande esforço, Cielo Riveros desviou o olhar, e naquele exato momento, quando levava Depois de andar meia dúzia de passos, deu de cara com uma cena que, sem dúvida, não ajudava a aliviar a excitação dela.

No meio do caminho, estava um rapaz rústico de uns dezoito anos; os traços dele eram atraentes, mas meio idiotas, virados para o prado onde os cavalos brincavam afetuosamente. Uma abertura na cerca que margeava a trilha dava a ele uma visão excelente, e ele se entregava à contemplação com tanto interesse quanto Cielo Riveros tinha mostrado antes.

Mas o que chamou poderosamente a atenção da moça foi o estado das roupas do rapaz, e o aparecimento de um tremendo pau, avermelhado e bem desenvolvido, que, de cara limpa e completamente exposto, erguia na frente, sem vergonha, sua crista irritada.

O efeito que a cena do prado tinha causado não deixava dúvidas, pois o rapaz já tinha desabotoado a roupa interior de tecido grosseiro e segurava nervosamente uma arma da qual um carmelita se orgulharia. Ele devorava com olhos ansiosos a cena que se desenrolava diante dele no prado, enquanto a mão direita puxava a pele da coluna ereta e manobrava vigorosamente para cima e para baixo, completamente alheio a que um espírito tão parecido com o dele estivesse testemunhando seus atos.

Um sobressalto e uma exclamação que Cielo Riveros deixou escapar o obrigaram a olhar em volta imediatamente, e ali mesmo, na frente dele, viu a linda moça, diante de quem expunha completamente sua nudez e sua lasciva ereção.

— Ah, meu Deus! — exclamou Cielo Riveros, assim que conseguiu falar —, que visão horrível! Que moleque safado! Mas o que você tá fazendo com essa coisa comprida e vermelha?

O garoto, envergonhado, tentou desajeitadamente enfiar de volta na cueca o objeto que tinha provocado esses comentários, mas a confusão evidente dele e a rigidez da coisa tornaram a operação algo muito difícil, para não dizer tediosa. Cielo Riveros sacudiu gentilmente em seu auxílio.

—O que é isso? Deixa eu te ajudar. Como é que saiu? Que grande e duro que é, e que comprimento! Caramba, que tremendo você tem, seu safado! — e enquanto falava, pousou sua delicada mãozinha branca sobre o pênis ereto do rapaz, e ao segurá-lo suave e calorosamente, como era natural, só fez diminuir as chances de ele voltar ao seu refúgio.

Enquanto isso, o moço, recuperando aos poucos a compostura e observando como sua nova conhecida era linda e aparentemente inocente, deixou de demonstrar qualquer desejo de ajudá-la no louvável esforço de esconder o rígido e vergonhoso membro. Na verdade, por mais que quisesse, a tarefa se tornou impossível, pois assim que Cielo Riveros o agarrou, ele adquiriu proporções ainda maiores, enquanto a glande púrpura e tensa brilhava como uma ameixa madura.

—Que diabinho! — observou Cielo Riveros. — O que devo fazer? — continuou, olhando com coqueteria para o belo rosto do camponês.

—Ah, como eu gosto disso! — disse o moço, soltando um suspiro. — Quem diria que você estava tão perto enquanto eu me sentia tão mal... Acabou de começar a pulsar e inchar agora mesmo!

—Isso é muito, mas muito perverso — apontou a moça, que apertou com mais força e sentiu as chamas exuberantes da luxúria subirem cada vez mais dentro dela. — Isso é errado, e é uma travessura, bem que você sabe, seu canalha.

—Você viu o que os cavalos faziam no pasto? — perguntou o garoto, olhando perplexo para Cielo Riveros, cuja beleza parecia se erguer como a aurora sobre sua mente limitada, do mesmo jeito que o sol surge furtivamente sobre uma paisagem chuvosa.

—Sim, eu vi — respondeu a moça, inocentemente. — Por que eles faziam isso? E o que exatamente eles faziam?

—Bem, eles estavam fodendo — respondeu o jovem com um sorriso lascivo. — Ele queria a gostosa, e a gostosa queria o garanhão. do jeito que se acoplaram e foderam.

— Senhor, que curioso — exclamou Cielo Riveros, desviando o olhar com simplicidade infantil da coisa enorme que tinha entre as mãos para fixá-lo no rosto do rapaz.

— É, foi divertido, né? E, Virgem santa!, que ferramenta você tinha, né, senhorita?

— Imensa — murmurou Cielo Riveros, pensando também na coisa que estava descascando devagar, pra frente e pra trás, com a própria mão.

— Ah, que cócegas gostosas — disse o garoto entre suspiros —. Que linda você é! Que roçadas deliciosas! Continua, continua, senhorita, quero gozar.

— Sério? — sussurrou Cielo Riveros —. Quer que eu faça você gozar?

Cielo Riveros viu que o objeto ereto foi avermelhando com a estimulação suave que ela dava, até que a ponta roliça quase parecia prestes a estourar. Invadiu-a com violência o desejo lascivo de observar o efeito da fricção.

Ela se dedicou à tarefa safada com energias redobradas.

— Ah, por favor, continua... Tá quase chegando. Ah! Ah! Como você faz bem! Segura firme!... Mais rápido!... Descasca até embaixo! Agora, de novo. Ah!, Deus bendito. Ah! — A ferramenta longa e dura ficou mais quente e rígida à medida que as mãozinhas a manipulavam com destreza —. Ah, ah, tô gozando! Ah! Ah! — exclamou o camponês com voz entrecortada, enquanto os joelhos tremiam, o corpo ficava duro, a cabeça jogava pra trás e, entre contorções e gemidos abafados, seu pênis enorme e poderoso jorrava um jato rápido de esperma grosso sobre as mãozinhas que, ansiosas pra se banhar na enxurrada quente e viscosa, agora seguravam com carinho o enorme pau e extraíam a chuva torrencial de porra.

Cielo Riveros, surpresa e encantada, bombeou até a última gota — se tivesse coragem, teria lambido — e, depois,

tirando seu lenço de batista, limpou os restos grossos e nacarados das mãos.

O rapaz, confuso e atordoado, guardou o membro. vencido e
observou sua companheira com um ar de curiosidade e espanto
misturados.

— Onde você mora? — finalmente lhe ocorreu perguntar.

— Não muito longe daqui — respondeu Céu Riveros —. Mas não deve
tentar me seguir, nem investigar, já sabe. Se fizer isso —
continuou a moça —, vai sair perdendo, pois nunca mais vou
fazer isso com você, e será castigado.

— Por que não transamos como um garanhão? — sugeriu o
jovem, cujo ardor, só meio apaziguado, começava a esquentar de novo.

— Um dia, talvez. Agora não, que estou com pressa. Estou
atrasada; preciso ir imediatamente.

— Vai me deixar meter a mão por baixo da roupa?
Me diga, quando você volta?

— Agora não — garantiu Céu Riveros, se afastando aos poucos —,
mas vamos nos encontrar de novo. — Ela guardava uma lembrança
vívida do tesão do rapaz, agora dentro da cueca dele —. Me diga —
prosseguiu ela —. Você já comeu alguém?

— Não, mas adoraria... Não acredita em mim?... Bom, então
sim, já comi sim.

— Que escândalo! — exclamou a moça.

— Aposto que meu pai adoraria te foder — disse ele sem
hesitar, ignorando o gesto de despedida dela.

— Seu pai? Que horror!... Como você tem tanta certeza?

— Porque meu pai e eu comemos as garotas juntos.
A ferramenta dele é bem maior que a minha.

— Se você diz... Mas será que seu pai e você fazem essas
coisas juntos mesmo?

— Sim, quando surge a oportunidade. Você devia ver ele comendo.
Ah, pelo amor de Cristo! — exclamou, e sorriu como um idiota.

— Você não parece muito esperto — disse Céu Riveros.

— Pois meu pai não é tão esperto quanto eu — respondeu o
rapaz, esboçando um sorriso largo enquanto
mostrava a pica, já meio dura de novo —. Agora sei como
comer, mesmo só tendo feito uma vez. Devia me ver foder.

E Céu Riveros viu a enorme ferramenta ereta e pulsando.

— Com quem você fez isso, safado?

— Com uma garota de catorze anos. Nós comemos ela, meu pai e eu.

— Quem comeu —Quem comeu primeiro? —quis saber Cielo Riveros.

—Eu, e meu pai me pegou. Aí ele quis a parte dele e me fez segurar ela. Você tinha que ver ele fodendo, por Cristo vivo!

Poucos minutos depois, Cielo Riveros já estava de volta ao caminho e chegou em casa sem que lhe acontecessem mais aventuras.

Capítulo IX

Quando, naquela tarde, Cielo Riveros contou o resultado de sua entrevista com o Sr. Delmont, dos lábios de seus dois comparsas brotou uma risadinha grave de satisfação. Não disse nada, no entanto, sobre o jovem aldeão que encontrara pelo caminho. Considerava totalmente desnecessário incomodar o astuto padre Ambrose ou seu não menos sagaz parente contando aquela parte de seus atos do dia.

O plano estava, a todas as luzes, a ponto de se tornar realidade. A semente plantada com tanta discrição sem dúvida frutificaria, e ao pensar Ambrose no delicioso prazer que com certeza um dia experimentaria ao possuir a jovem e linda Julia Delmont, ele se animou e suas paixões saborearam de antemão as ternas delicias que haveriam de ser suas, até que o resultado se fez visível na enorme tensão de seu pau e na excitação que todo seu comportamento denunciava.

O Sr. Verbouc não ficou menos comovido. Sensual ao extremo, prometeu a si mesmo um banquete lascivo com os encantos recém-descobertos da filha de seu vizinho, e a ideia do convite vindouro agiu do mesmo modo sobre seu temperamento nervoso.

Ainda havia certos detalhes para acertar. Era evidente que o simplório do Sr. Delmont agiria acreditando que eram verdadeiras as declarações de Cielo Riveros a respeito da vontade de seu tio de vender a virgindade dela.

O padre Ambrose, cujo conhecimento de Delmont o levara a sugerir aquela ideia, sabia bem com quem estava lidando; de fato, quem, entre aqueles que tinham o privilégio de tê-lo como confessor, não revelava sua natureza mais profunda ao seu sacerdote no sagrado sacramento da confissão? Padre Ambrose era discreto, observava fielmente o silêncio que sua religião impunha, mas não tinha escrúpulos em usar os conhecimentos assim adquiridos para seus próprios fins; e a esta altura o leitor sabe tão bem quanto eu quais eram esses fins.

Foi assim que a trama se organizou. Certo dia — já decidiriam qual —, Cielo Riveros devia convidar sua amiga Julia para passar o dia com ela na casa de seu tio, e Mister Delmont, conforme combinado, receberia instruções para ir buscá-la. Depois que ele e a inocente Cielo Riveros flertassem um pouco, uma vez tudo explicado e previamente acertado, ela devia se retirar, e com o pretexto de que era absolutamente necessário tomar algum tipo de precaução para evitar o menor escândalo, Cielo Riveros seria apresentada a ele em um cômodo adequado, deitada em um sofá, onde seu corpo lindo e seus encantos ficariam à disposição dele enquanto sua cabeça permanecia oculta atrás de uma cortina bem fechada. Desse modo, Mister Delmont, ansioso pelo encontro gostoso, poderia arrancar a joia que cobiçava da sua linda vítima, sem que ela — que não saberia quem poderia ser seu agressor — tivesse chance de acusá-lo do abuso nem se envergonhasse na presença dele.

Tudo isso devia ser explicado a Mister Delmont, e sua concordância era dada como certa; só faltava um detalhe. Ninguém podia contar a ele que Cielo Riveros seria substituída pela própria filha dele. Ele só saberia quando tudo tivesse acabado.

Enquanto isso, preparariam aos poucos e em segredo Julia para o que ia acontecer, sem mencionar, como é lógico, a catástrofe final nem quem seria o verdadeiro participante. Mas aqui o padre Ambrose estava em seu elemento, e através de perguntas bem direcionadas e uma grande abundância de explicações — totalmente desnecessárias num confessionário —, logo colocou a jovem a par de coisas com as quais até então ela nem tinha sonhado, todas as quais Cielo Riveros se calou e confirmou.

Todas essas questões já tinham sido decididas de comum acordo, e a consideração do assunto já tinha produzido um efeito tão violento nos dois homens que agora estavam prontos para celebrar sua boa sorte através da posse da jovem e gostosa Cielo Riveros com um tesão que nunca tinham superado.

Minha donzela, por sua vez, estava encantada em se entregar às fantasias deles, e enquanto se sentava ou se recostava no sofá macio com um pau ereto em cada mão, suas próprias emoções cresciam proporcionalmente, ansiando pelos abraços vigorosos que, como bem sabia, viriam a seguir.

O padre Ambrose, como sempre, foi o primeiro. Colocou-a de bruços, mandou que ela mostrasse suas bundas roliças e brancas o máximo que pudesse, e parou um momento para contemplar a deliciosa vista e a rachinha delicada, que mal se via, um pouco mais adiante. Sua arma, formidável e bem carregada com a essência da natureza, se ergueu irada e ameaçou entrar por qualquer uma das duas portas nas deliciosas trevas do amor.

O senhor Verbouc, como em outras ocasiões, se preparou para testemunhar o ataque desproporcional com a intenção evidente de depois se divertir interpretando seu papel preferido.

O padre Ambrose contemplou com lascívia os promontórios brancos e torneados que tinha diante de si. As tendências clericais de sua educação o excitavam a cometer uma infidelidade para com a deusa, mas a certeza do que seu amigo e patrão esperava dele o refreou por enquanto.

— Demoras são perigosas — disse —, estou com as bolas cheias demais; essa querida garota precisa receber seu conteúdo, e você, meu amigo, deve se deliciar com a lubrificação abundante que vou lhe fornecer.

Ambrose, pelo menos nessa ocasião, não dizia senão a verdade. A arma enorme, coroada pela cabeça lisa, roxa e brilhante como uma fruta. madura, o pau dele ficou duro feito pedra, apontando pro umbigo, e as bolas enormes, duras e pesadas, pareciam cheias daquele veneno que ele tava doido pra esporrar. Quando, quase explodindo de tesão, o sátiro se aproximou da presa dele, uma gota grossa e opaca — um gostinho do que viria depois — apareceu na ponta do pau. Inclinando a vara dura pra baixo com impaciência, Ambrose enfiou a cabeçona entre os lábios da fenda molhada da Cielo Riveros, e, toda lubrificada do jeito que tava, começou a meter.

— Ai, que duro! Que grande! — gritou a Cielo Riveros —. Tá doendo, vai devagar... Ai, para!

Mas a Cielo Riveros podia estar falando com o vento. Uma sequência rápida de estocadas, umas pausinhas aqui e ali, mais uns empurrões, e a Cielo Riveros já tava toda empalada.

— Ah! — exclamou o tarado, virando triunfante pro colega, com os olhos brilhando e a boca babando de tesão —. Ah, isso é uma delícia, porra! Que boceta apertada! E mesmo assim engoliu tudo. Tô enterrado até as bolas.

Mister Verbouc conferiu direitinho. Ambrose tinha razão. Das partes dele só dava pra ver as duas bolas enormes, bem apertadas, espremidas entre as pernas da Cielo Riveros.

Enquanto isso, a Cielo Riveros sentia lá no fundo a putaria que tava tomando conta do invasor. Percebeu a cabecinha do pau saindo da pele, e na hora, tomada pelas emoções mais safadas, deu um gritinho e gozou gostoso.

Mister Verbouc tava encantado.

— Empurra! Empurra! — disse —. Agora ela adora, enfia tudo, vai fundo!

Ambrose não precisava de incentivo: segurando a Cielo Riveros pela cintura, enterrava o pau a cada metida. O prazer veio rápido; ele puxou o pau fumegante, deixando só a cabecinha, e aí, com uma última estocada, soltou um gemido que vinha lá do fundo. o mais fundo e soltou um perfeito
dilúvio de fluido quente no delicado corpo de Cielo Riveros.

A moça sentiu a substância quente e escorrendo que
subia vigorosa por dentro dela, e mais uma vez ofereceu seu
tributo. Os abundantes jorros que agora se derramavam
em suas entranhas desde as poderosas reservas do padre
Ambrose, cujo dom singular nesse particular já
expliquei, provocaram em Cielo Riveros sensações intensíssimas, e
durante essa descarga ela experimentou um prazer profundo.

Mal Ambrose tinha se
retirado, quando Mister Verbouc tomou posse de
sua sobrinha e iniciou um lento e delicioso
aproveitamento de seus encantos mais íntimos. Após um intervalo de
vinte minutos inteiros, durante os quais o safado do tio se
deleitou ao máximo, culminou seu prazer com uma copiosa
descarga que Cielo Riveros recebeu com tais espasmos de gozo que
só uma mente totalmente lasciva poderia apreciar.

— Eu me pergunto...
— disse Mister Verbouc, após recuperar o
fôlego e se refrescar com um longo gole de bom vinho —, me pergunto como é
que essa querida menina me inspira um
arrebatamento tão avassalador. Em seus braços, esqueço de mim
mesmo e de todo mundo. A embriaguez do momento me
arrasta e aproveito um êxtase desconhecido.

A observação, ou
reflexão, chame-se como preferir, do
tio ia, em certa medida, dirigida ao bom padre, e, sem dúvida,
em parte era o resultado de manobras de espíritos que
habitavam seu interior e que involuntariamente afloravam e tomavam a forma
de palavras.

— Acho que eu poderia
lhe dizer o motivo — disse Ambrose
sentenciosamente —, só que talvez o senhor não acompanhasse
meu raciocínio.

— Explique-me,
claro que sim — replicou Mister Verbouc —.
Sou todo ouvidos, e
se algo gostaria de ouvir é seu motivo.

— Meu motivo, ou
melhor, deveria dizer meus motivos —
observou o padre Ambrose —, ficarão evidentes quando
o senhor tiver captado minha hipótese. — Em seguida, pegando uma
pitada de rapé, um costume no qual O bom homem
geralmente fazia uma pausa antes de comunicar alguma reflexão
de peso, continuou—: O prazer sensual deve ser sempre
proporcional à adaptabilidade das circunstâncias que vão
direcionadas a produzi-lo. E isso é paradoxal, pois quanto
mais avançamos na sensualidade, e mais voluptuosos se
tornam nossos prazeres, maior é a necessidade de que essas
circunstâncias estejam em conflito. Não me interprete mal; tentarei me expressar
com mais clareza. Por que um homem comete um estupro
quando está rodeado de mulheres gostosas
dispostas a deixá-lo usar seus corpos?
Simplesmente,
porque ele não se contenta em estar de acordo com
a parte contrária do seu prazer, e é justamente na
resistência dela que reside seu prazer. Sem dúvida, há casos em
que um homem de caráter brutal, buscando apenas sua própria
satisfação sexual, se não consegue encontrar um
objeto complacente para sua gratificação, força uma mulher,
ou uma menina, à vontade, sem outro objetivo além do
alívio imediato dos instintos que o torturam; mas se
buscamos os registros de crimes semelhantes, veremos
que, em um número
mais elevado, eles obedecem a um propósito
deliberado, planejado e executado mesmo quando existem outros meios
de satisfação evidentes e até legais. A oposição
ao prazer desejado serve para aguçar seu apetite
lascivo, e a introdução do traço distintivo do crime e da
violência adiciona entusiasmo à questão, que vai se firmando
com firmeza na mente. Está errado, é
inaceitável, portanto
vale a pena buscá-lo, torna-se
delicioso. Mais
uma vez, qual é o motivo de um homem
de constituição vigorosa e capaz de se saciar com uma mulher
completamente desenvolvida, preferir uma garotinha
imatura? Eu
respondo: porque essa disparidade lhe
proporciona prazer, gratifica a imaginação, e portanto se
encaixa com exatidão nas circunstâncias das quais falo.
Com efeito, e sem
sombra de dúvida, é a imaginação a que trabalha. A lei do contraste rege nisso tanto quanto em todo o resto. A mera distinção dos sexos não é por si só suficiente para o homem voluptuoso e cultivado; são necessários contrastes mais acentuados e peculiares para aperfeiçoar a ideia que ele concebeu. As variações são infinitas, mas em todas elas subjaz a mesma lei. Os altos preferem as baixas, os de pele clara preferem as de pele morena, os fortes escolhem mulheres frágeis e ternas, e essas mulheres têm preferência por companheiros vigorosos e robustos. As flechas de Cupido carregam incompatibilidades na ponta e as incongruências mais extremas nas penas; ninguém, exceto os animais inferiores, as próprias bestas, copula indiscriminadamente com o sexo oposto, e até essas têm preferências e desejos tão irregulares quanto os da humanidade. Quem já não viu o comportamento antinatural de dois cachorros de rua, ou não zombou dos esforços desajeitados de uma vaca velha que, enquanto é levada ao mercado com o resto do rebanho, desafoga seus instintos sensuais montando nas costas da vizinha mais próxima? Assim respondo ao seu convite, e lhe ofereço meus motivos da preferência que você sente por sua sobrinha, pela companheira de brincadeiras doce, mas proibida, cujas deliciosas extremidades eu apalpo agora.

Enquanto o padre Ambrose concluía, olhou um instante para a bela jovem, e sua enorme arma se ergueu até alcançar suas máximas dimensões.

— Vem, fruta proibida — disse —, deixa eu te pegar como tal, deixa eu gozar de ti até ficar satisfeito. Você é meu prazer, meu êxtase, minha delícia alucinante. Vou te cobrir de porra, vou te possuir apesar dos ditames da sociedade... Você é minha, vem!

Cielo Riveros contemplou o membro vermelho e ereto do confessor, percebeu seu olhar excitado cravado em seu próprio corpo jovem. Sabia sua intenção e se dispôs a agradá-lo.

O eclesiástico já havia entrado inúmeras vezes em suas entranhas tenras e enfiado seu majestoso pênis, tão comprido quanto era em suas partes sensíveis. A dor da penetração anterior agora dera lugar ao prazer, e a carne jovem e elástica se abriu para receber a coluna de cartilagem, com o único incômodo de que precisava ter cuidado ao alojá-la.

O bom homem contemplou por um momento a tentadora perspectiva que tinha diante de si e então, avançando, dividiu os lábios rosados da fenda de Cielo Riveros e introduziu a suave glande de sua enorme arma: ao senti-la, Cielo Riveros, agitada, sentiu um arrepio de emoção percorrê-la.

Ambrose continuou penetrando até que, após algumas investidas ferozes, enterrou-se em toda a sua extensão em seu corpinho estreito, e ela o recebeu até as bolas.

Então se sucederam os embates, as vigorosas contorções de um lado e os soluços espasmódicos e gritos abafados do outro. Se os prazeres do eclesiástico eram intensos, os de sua jovem companheira de brincadeiras eram igualmente voluptuosos, e o artefato rígido já estava bem lubrificado com a descarga dela quando Ambrose, soltando um gemido profundamente sentido, chegou mais uma vez ao clímax, e Cielo Riveros sentiu o jorro de derramamentos que queimava violentamente no mais fundo.

— Ah, como vocês dois me inundaram! — disse Cielo Riveros, e enquanto falava, viu que uma poça encharcava suas pernas e se derramava entre suas coxas e sobre a capa do sofá.

Antes que qualquer um deles pudesse responder ao comentário, ouviram-se uns gritos na pacata estância que, agora mais fracos, captaram de imediato a atenção dos três.

E aqui devo informar meu leitor sobre um ou dois detalhes que até agora, na minha qualidade de inseto, não achei necessário mencionar. O fato é que as pulgas, apesar de serem sem dúvida uma das espécies mais ágeis, não temos a capacidade de estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Embora, sem dúvida, possamos compensar e de fato
compensamos essa desvantagem graças ao exercício de uma
agilidade raramente igualada por outros membros da tribo dos
insetos.

Eu deveria ter explicado, como qualquer narrador
humano, embora, talvez, com menos rodeios e mais
sinceridade, que a tia de Cielo Riveros, a Senhora Verbouc, da qual fiz
uma breve apresentação aos meus leitores no capítulo
inicial da minha história, tinha seus aposentos numa ala da
mansão onde passava boa parte do tempo, assim como
a Senhora Delmont, entregue a exercícios devotos, e, com uma
feliz despreocupação pelos assuntos mundanos, geralmente deixava
o governo doméstico da casa para sua sobrinha.

O Senhor Verbouc já havia alcançado o estágio da
indiferença aos atrativos de sua cara-metade, e raramente
visitava os aposentos dela ou interrompia seu descanso
com o propósito de exercer seus direitos maritais.

A Senhora Verbouc, no entanto, ainda era jovem: mal
haviam passado trinta e dois verões sobre sua piedosa e
devota pessoa. Ela era gostosa, e além disso havia trazido ao
marido o benefício adicional de uma fortuna considerável.

A dama, apesar de sua beatice, às vezes definhava por
consolos mais tangíveis que constituíam os abraços do
marido, e saboreava com intenso deleite o exercício dos
direitos dele nas visitas ocasionais que ele fazia à
sua cama.

Nesta ocasião, a Senhora Verbouc havia se recolhido
cedo, como fazia habitualmente, e para explicar o que
segue, é necessária esta digressão. Enquanto essa
afável dama, portanto, está ocupada com esses assuntos de
toucador que nem mesmo as pulgas ousamos profanar,
falemos de outro personagem não menos importante cuja
conduta também será necessário estudar.

Aconteceu que o padre Clement, cujas façanhas nas lides
da deusa do amor já tivemos ocasião de descrever, sentia
no fundo a A remoção da jovem Cielo Riveros da Sociedade da Sacristia e, sabendo quem ela era e onde podia ser encontrada, Clement tinha rondado por vários dias a residência do Mister Verbouc com a ideia de possuir de novo o delicioso troféu do qual, como lembram, o astuto Ambrose tinha privado seus confrades.

Clement contava nessa tentativa com o apoio do superior, que também lamentava amargamente a perda, sem suspeitar, no entanto, do papel que o padre Ambrose tinha nisso.

Naquela noite em específico, Clement tinha se posicionado perto da casa e, ao ver uma oportunidade, se aproximou para espiar por uma janela que, ele tinha certeza, era a da linda Cielo Riveros.

Claro, quão vãos são os cálculos humanos! Enquanto o desamparado Clement, privado de seus prazeres, vigiava sem descanso um cômodo, o objeto de seus desejos se entregava com avidez, em outro, a um gozo safado entre dois amantes vigorosos.

Enquanto isso, a noite avançava, e Clement, achando tudo tranquilo, deu um jeito de se levantar até a altura da janela. No quarto, ardia uma luz fraca, graças à qual o ansioso padre pôde vislumbrar uma dama que descansava sozinha, aproveitando plenamente um sono profundo.

Sem dúvida alguma sobre sua capacidade de conquistar Cielo Riveros para seu prazer só com se fazer ouvir, e lembrando o êxtase que tinha experimentado enquanto curtia seus encantos, o audacioso sem-vergonha abriu a janela e entrou no quarto. Totalmente coberto pelo hábito folgado de monge e escondido sob seu capuz largo, ele se aproximou furtivamente da cama enquanto seu membro gigantesco, já desperto para os prazeres que prometia, se erguia feroz contra sua barriga peluda.

Mistress Verbouc acordou e, sem duvidar nem um instante de que era seu fiel marido quem se apertava tão calorosamente contra ela, virou-se com carinho para o intruso e, de boa vontade, abriu suas coxas complacentes e ofereceu-as ao seu
vigoroso ataque.

Clement, por sua vez, igualmente seguro de que tinha a
jovem Cielo Riveros em seus braços, que, além disso, não rejeitava suas
carícias, levou a situação ao limite; enquanto se colocava
com pressa e paixão entre as pernas da dama, pôs seu
enorme pau contra os lábios de uma fenda bem
lubrificada, e totalmente ciente das dificuldades que
esperava encontrar numa garota tão jovem, enfiou
violentamente.

Um movimento, outra investida descendente de sua grande
bunda, um grito abafado por parte da dama, e lenta mas
segura, a gigantesca massa de carne endurecida entrou até
que ficou alojada em sua maior parte. Então, Mistress
Verbouc, sendo a primeira vez que Clement a penetrava,
detectou a diferença extraordinária. Aquele pau tinha pelo menos
o dobro do tamanho do do marido dela. E à dúvida seguiu-se a
certeza. Levantou a cabeça e, à luz tênue do
cômodo, viu acima dela, bem perto do seu rosto, o semblante
excitado do feroz Clement.

Imediatamente houve uma luta, um protesto
violento e uma tentativa vã de se soltar do seu fornido
agressor.

Ela podia fazer o que quisesse, que Clement não pensava em
soltar sua presa. Não parou, mas, ao contrário, surdo aos
gritos dela, enfiou até o fundo e lutou com precipitação
febril para completar seu horrível triunfo. Cego de ira e luxúria,
mostrou-se indiferente ao fato de a porta ter se
aberto e aos golpes que choviam sobre seus quartos traseiros;
com os dentes apertados e o manso mugido de um touro,
atingiu o clímax e derramou uma torrente de porra no
útero relutante da sua vítima.

Então se deu
conta da situação e, temeroso das
consequências do seu detestável atropelo, levantou-se a toda
pressa, retirou sua arma espumante e saiu da cama pelo lado
oposto ao do seu agressor. Esquivando como podia dos
golpes que Mister Verbouc dava no ar, e bem Calada a capuz do hábito sobre o rosto pra não ser reconhecido, se jogou na janela por onde tinha entrado; com um salto apressado conseguiu escapar na escuridão, seguido pelos xingamentos do marido enfurecido.   Já mencionamos num capítulo anterior que a Senhora Verbouc era uma inválida — ou pelo menos se imaginava assim —, e pra uma pessoa de nervos delicados e costumes reclusos, meu leitor pode imaginar por si mesmo qual seria o provável efeito de um atropelo tão indecoroso. As proporções enormes do homem, sua força, sua fúria, quase mataram ela, e ela jazia inconsciente na cama onde tinha sido estuprada.   Quando o Senhor Verbouc, que não era especialmente dotado de coragem, viu que o agressor da mulher dele se levantava satisfeito da sacanagem, deixou o Clement se retirar em paz.   O padre Ambrose e Cielo Riveros, que tinham seguido a uma distância respeitosa o marido ofendido, testemunharam da porta entreaberta o desenrolar da estranha briga.   Assim que o estuprador se levantou, Cielo Riveros e Ambrose reconheceram ele na hora; na verdade, ela tinha, como o leitor já sabe, boas razões pra lembrar daquele penduricalho enorme que balançava ensopado entre as pernas dele.   Os dois, que tinham um mesmo interesse em ficar quietos, trocaram um olhar, o suficiente pra dizer que deviam ser discretos, e se retiraram antes     que a mulher ultrajada, ao fazer qualquer movimento, descobrisse a presença deles.   Passaram vários dias antes que a pobre Senhora Verbouc se sentisse recuperada o bastante pra se levantar. O choque que os nervos dela sofreram foi tremendo, e se não fosse pelo tratamento amável e conciliador do marido, ela não teria aguentado a situação.   O Senhor Verbouc tinha suas razões pra deixar o assunto de lado, e não deixou que nenhuma consideração o abatesse. mais do que inconveniente.

No dia seguinte à catástrofe que acabei de descrever,
Mister Verbouc recebeu a visita do seu querido amigo e
vizinho Mister Delmont, e depois de ficarem reunidos, a sós
os dois, por mais de uma hora, se despediram com
sorrisos radiantes e cheios de elogios.

Um tinha vendido a própria sobrinha e o outro achava que
tinha comprado uma virgindade, aquela joia preciosa.

Quando o tio de Cielo Riveros anunciou, naquela noite, que o negócio estava
fechado e o assunto devidamente
resolvido, houve grande regozijo entre os conspiradores.

O padre Ambroise tomou posse imediata da tal
virgindade, e enfiando na garota o seu pau bem
comprido, procedeu, segundo sua explicação, a manter quentinho
o lugar, enquanto Mister Verbouc, como sempre,
se reservando até que seu comparsa tivesse terminado, atacou
depois a mesma fortaleza musgosa, como ele mesmo disse
na brincadeira, só pra lubrificar e facilitar a entrada do seu novo
amigo.amadorEm seguida, acertaram todos os detalhes e o grupo se separou, confiantes no sucesso do seu plano.

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