Samuel precisava de ar. Desde aquela noite no motel, não conseguia dormir sem ouvir na mente os gemidos da Valeria, sem imaginar o toque de outro na pele dela. Cada vez que olhava pra ela, via as marcas quenão lhe pertenciamEntão ela aceitou o convite dele pra uma viagem pra praia.Um suspiro. Uma tentativa de fingir que estava tudo bem.Mas assim que chegaram, o mundo de Samuel tremeu.
—Uma praia de nudismo? —perguntou, franzindo a testa.
Valeria sorriu com malícia, como se nada estivesse quebrado entre eles.
—Relaxa, amor. A gente tá aqui pra curtir…
Samuel não respondeu. Algo no instinto dele dizia queela não devia ter vindoA areia queimava sob seus pés, e o mar se estendia diante dele como uma promessa de fuga. Mas sua atenção se fixou nos corpos nus ao redor, em como Valériaparecia no seu elemento, como se já não fosse a primeira vez que pisava naquele lugar. Depoisela viuUm homem alto, de pele escura e músculos esculpidos como uma estátua grega. Os olhos dele se cravaram em Valéria com uma intensidade animal. E ela…ela não desviou o olharSamuel sentiu o sangue ferver nas veias.
— Vou dar uma caminhada — disse, tentando controlar a voz.
Valeria deu um beijo rápido na bochecha dele, como se nada importasse. Como se não soubesse que ele...sabiaSamuel se afastou, mas não de todo. Algo o obrigou a ficar por perto, a observar das sombras.Ser testemunha da própria desgraça, mais uma vez.O sol se pôs e a praia esvaziou, deixando apenas o eco do mar e as sombras dançantes de uma fogueira. E então, ao longe, Samuelele encontrouValeria estava com ele. Com aquele homem.
As chamas iluminavam seu corpo nu, sua pele brilhando com o suor da noite tropical. Ela ria, brincava com os cachos do homem enquanto seus dedos deslizavam pelo torso dele.
Samuel sentiu um nó no estômago. Mas não foi até vê-laentregar-se sem medo, sem culpa, sem remorso, que entendeu tudo.Isso não era uma traição.
Era a verdadeira natureza dela.Samuel não tinha descoberto.Eu só tinha ignorado ela o tempo todo.O amor, a fidelidade, as promessas… para ela não significavam a mesma coisa.Ela nunca foi dele.E pela primeira vez, em meio à dor, Samuel sorriu.
Porque naquele instante, ele soube exatamente o que fazer.
—Uma praia de nudismo? —perguntou, franzindo a testa.
Valeria sorriu com malícia, como se nada estivesse quebrado entre eles.
—Relaxa, amor. A gente tá aqui pra curtir…
Samuel não respondeu. Algo no instinto dele dizia queela não devia ter vindoA areia queimava sob seus pés, e o mar se estendia diante dele como uma promessa de fuga. Mas sua atenção se fixou nos corpos nus ao redor, em como Valériaparecia no seu elemento, como se já não fosse a primeira vez que pisava naquele lugar. Depoisela viuUm homem alto, de pele escura e músculos esculpidos como uma estátua grega. Os olhos dele se cravaram em Valéria com uma intensidade animal. E ela…ela não desviou o olharSamuel sentiu o sangue ferver nas veias.
— Vou dar uma caminhada — disse, tentando controlar a voz.
Valeria deu um beijo rápido na bochecha dele, como se nada importasse. Como se não soubesse que ele...sabiaSamuel se afastou, mas não de todo. Algo o obrigou a ficar por perto, a observar das sombras.Ser testemunha da própria desgraça, mais uma vez.O sol se pôs e a praia esvaziou, deixando apenas o eco do mar e as sombras dançantes de uma fogueira. E então, ao longe, Samuelele encontrouValeria estava com ele. Com aquele homem.
As chamas iluminavam seu corpo nu, sua pele brilhando com o suor da noite tropical. Ela ria, brincava com os cachos do homem enquanto seus dedos deslizavam pelo torso dele.
Samuel sentiu um nó no estômago. Mas não foi até vê-laentregar-se sem medo, sem culpa, sem remorso, que entendeu tudo.Isso não era uma traição.
Era a verdadeira natureza dela.Samuel não tinha descoberto.Eu só tinha ignorado ela o tempo todo.O amor, a fidelidade, as promessas… para ela não significavam a mesma coisa.Ela nunca foi dele.E pela primeira vez, em meio à dor, Samuel sorriu.
Porque naquele instante, ele soube exatamente o que fazer.
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