Estes escritos, repito, são lembranças. Sei que para alguns podem parecer sem graça ou até pouco excitantes, mas são só isso… lembranças que, nesta altura da minha vida e experiência, quero compartilhar com alguns de vocês. Do mesmo jeito, obrigada pelas opiniões, sempre úteis…
Pelo pouco que sei, muitas de nós já passamos por experiências lésbicas, embora não saiba se posso chamar assim no meu caso…
O negócio é que no meu bairro naquela época, os meninos não se misturavam com as meninas. Tínhamos grupos separados, embora morrêssemos de vontade de nos juntar, mas as brincadeiras eram diferentes e sempre tinha uma mãe atenta e vigilante. E como sempre acontece, nem todas éramos muito amigas. Pra brincar e fofocar, sim, mas convidar pra casa pra merendar ou dormir, só a “melhor amiga”.
Com a Paula tinha uma conexão. Além de dividir a escola, tínhamos gostos parecidos em música e filmes, nos entendíamos só no olhar, e ainda morávamos em casas coladas.
Era magrinha, loira e suave. Eu, tudo ao contrário: mais cheinha, morena e meio machona, como alguns meninos gritavam. Esse negócio de machona era porque eu não ficava calada, era desbocada e podia desafiar qualquer um pra briga, ha!
Claro que quando estávamos sozinhas, um dos assuntos principais eram os meninos — desde os do bairro ou da escola até os cantores e atores da moda. Sabíamos das cócegas que eles nos provocavam e adorávamos nos enroscar em longas conversas fantasiosas e quentes. Uma das obsessões era “o beijo”. Sim, éramos ingênuas assim ainda. A Paula tinha beijado um menino num aniversário, depois de dançar lentinhas e no escuro de um jardim. Pra mim, ela era uma gostosa super experiente, ha!
Naquela tarde de sábado, tínhamos ido ao cinema do bairro ver “Criaturas Selvagens”. Filme proibido pra menores, mas o cinema do bairro não ligava pra esses detalhes, ha! Nem preciso dizer que voltamos pegando fogo as duas. A história, as cenas, o elenco dos atores… Matt Dillon, Kevin Bacon… uuufff! Galãs muito jovens e gostosos!! A gente não parava de conversar, de braço dado pela rua. Passamos em casa pra pedir permissão pra ir jantar e dormir na casa da Paula, peguei uma roupa e fomos. Jantamos e falamos do filme com os pais da Paula, mentimos pra eles, dissemos que era uma comédia besta que não gostamos muito. Queríamos terminar de comer logo pra continuar falando do que a gente viu.
Nos trancamos no quarto da Paula, colocamos música e soltamos a imaginação. Cada cena era lembrada com detalhes… O calor e as cócegas me invadiam, pedi pra ela me contar, mais uma vez, a história do beijo dela com aquele garoto, escutei e, sem pensar, num sussurro quase gemido, falei: “Me mostra…” Ela ficou me olhando, indecisa, mas não brava, se levantou, saiu do quarto, depois de um tempo voltou com uma garrafa d’água. “Meus pais estão vendo TV, fui até a cozinha pra ver o que eles estavam fazendo”, ela pegou minhas mãos, me puxou pra perto e a gente foi se aproximando, eu fechei os olhos, tremia e não acreditava na situação, os lábios dela pousaram nos meus, macios e carnudos, foi um “chuic” lindo, rápido e quente. Abri os olhos e a gente sorriu uma pra outra, agora fui eu que beijei ela num impulso, foi um beijo longo e profundo das duas, de repente a língua dela entrou na minha boca, me deixei levar e um pouco coloquei minha língua na dela. Separamos os lábios e ficamos nos olhando e sorrindo, com medo, confusas. “Você gostou?” ela perguntou. “Adorei”. “Tem uma coisa que não te contei, depois do beijo ele acariciou meus peitos”. Eu não acreditava, fiquei muda, não sei se porque ela tinha escondido isso de mim ou porque achei que minha amiga tava quase se formando em puta haha!
“É muito excitante, juro, eu não sabia e deixei enquanto ele me beijava, só por cima da blusa, ele quis colocar a mão mas não deixei. Mesmo assim fiquei doida de tesão, ainda mais que ele roçou um pouco com o volume”Não saía do meu espanto, aquela não era a Paula que eu conhecia, tão meiga e tímida, mas logo eu ia acabar de conhecê-la de verdade…
Pelo pouco que sei, muitas de nós já passamos por experiências lésbicas, embora não saiba se posso chamar assim no meu caso…
O negócio é que no meu bairro naquela época, os meninos não se misturavam com as meninas. Tínhamos grupos separados, embora morrêssemos de vontade de nos juntar, mas as brincadeiras eram diferentes e sempre tinha uma mãe atenta e vigilante. E como sempre acontece, nem todas éramos muito amigas. Pra brincar e fofocar, sim, mas convidar pra casa pra merendar ou dormir, só a “melhor amiga”.
Com a Paula tinha uma conexão. Além de dividir a escola, tínhamos gostos parecidos em música e filmes, nos entendíamos só no olhar, e ainda morávamos em casas coladas.
Era magrinha, loira e suave. Eu, tudo ao contrário: mais cheinha, morena e meio machona, como alguns meninos gritavam. Esse negócio de machona era porque eu não ficava calada, era desbocada e podia desafiar qualquer um pra briga, ha!
Claro que quando estávamos sozinhas, um dos assuntos principais eram os meninos — desde os do bairro ou da escola até os cantores e atores da moda. Sabíamos das cócegas que eles nos provocavam e adorávamos nos enroscar em longas conversas fantasiosas e quentes. Uma das obsessões era “o beijo”. Sim, éramos ingênuas assim ainda. A Paula tinha beijado um menino num aniversário, depois de dançar lentinhas e no escuro de um jardim. Pra mim, ela era uma gostosa super experiente, ha!
Naquela tarde de sábado, tínhamos ido ao cinema do bairro ver “Criaturas Selvagens”. Filme proibido pra menores, mas o cinema do bairro não ligava pra esses detalhes, ha! Nem preciso dizer que voltamos pegando fogo as duas. A história, as cenas, o elenco dos atores… Matt Dillon, Kevin Bacon… uuufff! Galãs muito jovens e gostosos!! A gente não parava de conversar, de braço dado pela rua. Passamos em casa pra pedir permissão pra ir jantar e dormir na casa da Paula, peguei uma roupa e fomos. Jantamos e falamos do filme com os pais da Paula, mentimos pra eles, dissemos que era uma comédia besta que não gostamos muito. Queríamos terminar de comer logo pra continuar falando do que a gente viu.
Nos trancamos no quarto da Paula, colocamos música e soltamos a imaginação. Cada cena era lembrada com detalhes… O calor e as cócegas me invadiam, pedi pra ela me contar, mais uma vez, a história do beijo dela com aquele garoto, escutei e, sem pensar, num sussurro quase gemido, falei: “Me mostra…” Ela ficou me olhando, indecisa, mas não brava, se levantou, saiu do quarto, depois de um tempo voltou com uma garrafa d’água. “Meus pais estão vendo TV, fui até a cozinha pra ver o que eles estavam fazendo”, ela pegou minhas mãos, me puxou pra perto e a gente foi se aproximando, eu fechei os olhos, tremia e não acreditava na situação, os lábios dela pousaram nos meus, macios e carnudos, foi um “chuic” lindo, rápido e quente. Abri os olhos e a gente sorriu uma pra outra, agora fui eu que beijei ela num impulso, foi um beijo longo e profundo das duas, de repente a língua dela entrou na minha boca, me deixei levar e um pouco coloquei minha língua na dela. Separamos os lábios e ficamos nos olhando e sorrindo, com medo, confusas. “Você gostou?” ela perguntou. “Adorei”. “Tem uma coisa que não te contei, depois do beijo ele acariciou meus peitos”. Eu não acreditava, fiquei muda, não sei se porque ela tinha escondido isso de mim ou porque achei que minha amiga tava quase se formando em puta haha!
“É muito excitante, juro, eu não sabia e deixei enquanto ele me beijava, só por cima da blusa, ele quis colocar a mão mas não deixei. Mesmo assim fiquei doida de tesão, ainda mais que ele roçou um pouco com o volume”Não saía do meu espanto, aquela não era a Paula que eu conhecia, tão meiga e tímida, mas logo eu ia acabar de conhecê-la de verdade…
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