Superando una ruptura (5)

Não, não sou louca.
Sei que houve um assassinato e sei que minha reação foi ter uma experiência lésbica.
Cada um lida com suas emoções como pode e busca conforto do jeito que dá.

Passaram umas 3 ou 4 horas desde o ocorrido. Eu ainda estava pelada com a Coti na cama, mas o assunto já tinha voltado pra gente.

"PUM PUM, TODO MUNDO PRA BAIXO" – a batida forte na porta e o grito nos assustaram no meio dos carinhos e sussurros.

Pulamos da cama. Entendemos que era pra descer, o Júlio tava chamando todo mundo.

Olhei meu relógio, eram 9 da noite. A tempestade tinha parado. Achei que a polícia tinha chegado e, trocando de roupa rápido, descemos as escadas juntas.

"Disseram que a tempestade vai voltar, eles não podem vir, mas ninguém pode tocar no corpo. No entanto, aqui um de vocês é um assassino filho da puta e não vou passar a noite com um desses."

O Júlio tinha a lâmina na mão de novo. Eu tava quase atrás da Coti, morrendo de medo. Aí entendi que ele tava falando da polícia quando disse que não iam vir. E ele queria fazer justiça com as próprias mãos.

A sala tinha uns cobertores no chão, feito cachorro, ele mandou a gente escolher um e avisou: "Vão dormir aqui se precisar, não abre a porta até eu saber quem foi."

Todo mundo se olhava. Até os franceses tinham descido, acho que pensando a mesma coisa que eu.

"Vocês, gringos, não contaram a história de vocês."

O Paul gaguejou, o Jerome deu um passo à frente, muito puto, e com um espanhol bem ruim falou: "NÃO NÓS."

O Nacho perguntou em inglês se eles podiam explicar onde estavam.

A álibi deles foi a mesma (ou tão ruim quanto) a do resto: "Juntos em outro quarto."

Na minha cabeça, eu revisava a situação.

Mateo, Clari e Júlio encontram o corpo do Ramón na entrada.

Jerome e Paul, no quarto deles. Nacho e Lala, no deles. Julián e Pablo a mesma coisa e, por último, nós duas numa sala ao lado.

Realmente éramos as mais suspeitas pela localização, o que nos salvava era o "não nos conhecer", senão todo mundo desconfiaria. Talvez até por aquele machismo de achar que duas mulheres não dariam conta.

Nacho: "Julio, desculpa. Você conseguiu ver o que matou ele?"

Julio: "Tem um corte no peito, foi esfaqueado"

Lala: "E a arma?"

Todo mundo se olhou. A voz do Julio soou de novo.

"Mateo, você e a Clara procurem se acharem. Eu fico aqui cuidando pra ninguém sair. Não confio em ninguém".

Os caras saíram pra revistar por vários minutos, a gente até viu as lanternas deles lá fora. Mas era impossível achar qualquer coisa depois da tempestade que passou.

Julio, por sua vez, continuou enchendo o saco de todo mundo. Até a gente entrou na lista de suspeitos dele.

Mas quem continuava na mira mesmo era "os gringos".

"Vocês tão fazendo que merda aqui? Expliquem".

O coitado do Nacho fazendo de tradutor, no meio de uma situação onde eles não queriam (ou achavam que não deviam) explicar nada.

Os caras voltaram de mãos abanando, não acharam a arma.

O clima tava tenso pra caralho. Sério.

Jerome gritou em inglês "Eu não vou dormir que nem um bicho aqui!". E partiu pra porta. O Julio, que entendeu pouco mas viu o gesto, foi bruto pra cima dele. Mesmo o segundo estando armado, dava pra ver que não tava com muito medo porque o outro era uma besta que tinha duas cabeças a mais que ele!

No meio dos empurrões, a gente, as 4 minas, acalmou a situação. A Clari falou com o Julio pra deixar o povo sair. Ele aceitou, disse que ninguém podia fechar a porta, ele ia ficar de guarda.

Foi meio estranho, a maioria foi pra cozinha. Precisava comer alguma coisa, nem que fosse pelo estresse.

Julian, Pablo, Coti, Nacho, Lala, Paul, Jerome e eu sentamos na mesa pra conversar.

Era bizarro, éramos os mesmos daquela manhã, mas a suspeita rondava todo mundo. Disfarçadamente, todo mundo perguntava onde o outro tinha estado.

Lala, com um tom bem doce, sondou o Pablo... "E você, por que desceu tão puto? Pablo: "é... é que... Eu... Não achei a grana que trouxe"

Julián olhava pro chão.

Foi meio estranho, Paul num espanhol improvisado perguntou mais "certeza?"

Pablo: "sim, caras" meio puto e na defensiva.

Julián desviava o olhar da situação.

Eu: "Juli, você tava?"

Julián arregalou os olhos surpreso.

Julián: "Pablo já foi, você tava no banheiro cagando, que diferença faz?"

Fez-se um silêncio na mesa, Pablo xingou Julián e as suspeitas sobre ele cresceram. Julián encarava a situação com confiança por ser amigo dele, mas todo mundo estranhou que esse cara de aparência tão sinistra tenha sido o único "só pelos corredores".

A defesa dele, longe de ser crível, foi um ataque ao próprio amigo.

"É burro? Você também tava sozinho agora, aquele maluco da faca vai nos matar"

Nacho olhava horrorizado pra situação. Lala, orgulhosa da pergunta inicial, via a álibi desses dois se desmontando.

"Será que transei com um assassino?" Foi a primeira coisa que passou pela minha cabeça. Me deixou meio pilhada a situação. Tinha ficado a sós com ele, não sabia no que acreditar.

Tentamos conversar numa boa, em parte eles tinham razão, o Julio não ia investigar com a cabeça fria.

Lala: "galera, é muito grave o que vocês fizeram"

Em coro, os dois se defenderam "não matamos ninguém".

Lala: "não, mas mentiram. Como a gente vai confiar em vocês? Como a polícia vai confiar? E como vocês acham que o Julio vai levar isso?"

Foi direta, as caras deles desabaram. Ela tava certa.

Julián: "pelo amor de Deus, ajudem a gente a descobrir quem foi, senão esse maluco vai nos matar". Soava desesperado. Tava quase chorando.

Pablo, tava puto, meio ressentido por ter sido exposto e estar no olho do furacão. Um idiota, sinceramente.

Pablo: "mas como a gente pode confiar em vocês? Todo mundo tava na mesma situação que a gente"

Lala: "olha aqui, muleque, vou te ajudar, mas se você se achar o sabichão, não". Tudo pequenininha e meiga que parecia, era o oposto na personalidade dela, ela era bravíssima.

Lala: "aqui vamos ter que confiar uns nos outros, mesmo que com certeza tenha alguém mentindo pra gente e escondendo a verdadeira identidade".

Lala: "Coti e Sabri, deem uma olhada no nosso quarto. Deixamos vocês. Nós dois vamos pro dos caras (olhando pro Julián e Pablo), eles dois, que vão pro dos franceses e os franceses pro deles".

Todo mundo concordou que era uma forma de ser transparente com o outro. Topamos os 4 grupos e fomos nessa.

Eu: "acredita nisso? É uma loucura o que a gente tá fazendo".

Coti: "nem me fala, vim pra ficar de boa e acontece isso".

Vi ela rindo, na mão dela tinha um lubrificante.

Coti: "pelo visto os casados se divertem bem".

Na sequência, entre os lençóis encontrei um plug anal. Não tínhamos achado nenhuma arma, a única coisa que podia furar naquele quarto, a Lala já tinha experimentado, provavelmente.

Aí percebemos que nossos lençóis também mostravam que no nosso caso teve bastante ação. Aliás, saindo do quarto dos caras, na escada cruzamos com Paul e Jerome que olharam pra gente sorrindo...

A situação continuava ficando ainda mais estranha. Ninguém conseguia pensar em nada além de sexo naquele lugar.

Lala trocou um olhar cúmplice com a gente, riu sutilmente e entendemos que foi por isso que mandou nós duas pro quarto dela. Confiava que, como mulheres, a gente ia entender.

Julio, com tanto movimento, voltou. Meio alterado.

Lala explicou pra ele que a gente tinha revistado os quartos, queria poder confiar um no outro.

Achamos que ele ia explodir de raiva, mas levou numa boa.

Chamou Nacho e Lala, pediu pra irem pra uma sala. Logicamente toparam e ficaram uns 15 a 20 minutos com ele.
Quando voltaram, foi a vez do Pablo e Juli, mesma situação.
"Meninas, vocês não precisam, a menos que uma venha traduzir" e mandou os franceses acompanharem ele.
Coti me olhou como quem diz "não sei inglês", então tive que ir eu. Ele fechou a porta, sentaram Paul e Jerome num escritório pequeno e começou.
Julio: "Os caras me falaram que foram vocês"
Fiquei chocada, esqueci de traduzir e só olhei pra eles.
Paul conseguiu entender e pulou da cadeira negando tudo, acho que em francês porque não entendi nada.
Mais calmo, ele me olhou e pediu pra eu explicar aquilo pro Julio, que encarava a cena desafiador.
Julio: "Vou te explicar, mermão. O povo tá apontando vocês dois como os que mataram o Ramón, vou entregar vocês pra polícia, tanto o Mateo quanto a Clara vão depor a mesma coisa que eu ouvi e vocês vão morrer na cadeia aqui."
Nem eles nem eu sabíamos quem tinha confirmado isso, mas eles estavam indignados, negando tudo.
Julio: "Tem como provar que é mentira? Que não estavam lá? Porque o resto sim."
Tudo era muito estranho. Até a forma como reagiram, oferecendo explicações, fazia eles parecerem pouco suspeitos.
Julio: "Sobe, vou trancar vocês. Assassinos como vocês não podem ficar soltos."
Paul chorava, me pedia pra traduzir, mas era difícil de entender entre os soluços. O punho do Jerome estava fechado, parecia que ia dar um soco no acusador dele.
Como ato de boa fé, eles aceitaram ir pro quarto deles: "A polícia vai esclarecer isso."
O resto, chocados, voltamos pra sala. Mal comemos, subimos pros quartos, e não consegui evitar ver a porta dos caras franceses trancada com cadeado.
Eu custava a acreditar que eles fossem capazes daquilo. Mas ainda sentia medo, se não fossem eles, quem era?
Avisei a Coti que ia pro quarto do Nacho e da Lala conversar.
Bati e o Nacho abriu, de regata e cueca.
"Ué, Sabri, desculpa"
"Não, desculpa eu, Nacho, é que precisava falar com vocês..."
Entrei sem ser convidada e sentei na cama deles, ainda confusa com tudo que tinha rolado.
Lala me abraçou, disse que também não acreditava que fosse assim.
Estiquei o braço e esbarrei de novo no "brinquedo" dele. Longe de fazer cara de Envergonhada, ela riu junto comigo daquilo e disse "te empresto quando quiser".
Nacho observava a cena enquanto procurava uma calça.

"Ah, já foi, não é como se a garota nunca tivesse visto alguém de cueca" disse a esposa dele.

Lala, na verdade, não estava muito mais coberta. Ela estava de regata tipo top e fio dental. A verdade é que ela era muito gostosa, eu custava a entender como eles estavam juntos.

"Relaxa, Nacho, ela tem razão" falei rindo e completei "mas o que eu nunca tinha visto foi um desses!" E entre risadas apontei para o plug anal da Lala...

"Aiiii, malditaaaa, chegaaaa" ela disse num tom infantil e se jogou em cima de mim brincando. Foi estranho, porque em outro momento eu teria relevado, mas vinha de uma experiência lésbica horas antes, minha buceta naquela manhã também tinha sido penetrada duas vezes por dois paus diferentes. Custei a contextualizar com tudo que estava rolando, o que a Lala fez.

Respondi o impulso dela com um beijo, ela aceitou sem se surpreender, na verdade, quem se surpreendeu fui eu ao ver como aquela mina levava tudo tão na naturalidade.

Senti as mãos dela procurando meus peitos por baixo do tecido, rapidamente ela se soltou e o beijo aumentou de intensidade.

Ela, diferente da Coti, estava por cima de mim mas era de boa, eu curtia acariciar o corpo delicado dela entre os beijos.

Me esqueci completamente que o marido dela estava nos olhando. Parei de repente e pedi desculpas pra ela e depois pra ele.

Nacho olhava com um puta tesão.

Lala: "relaxa, somos um casal liberal".

E voltou a agarrar meus lábios, mordendo eles e liberando um dos meus peitos por cima do vestido.

Me deixei levar, por uns minutos ficamos tirando a roupa uma da outra até ficarmos peladas, minha calcinha fio dental estava a centímetros dos pés do Nacho, que ainda assistia firme a cena sem se mexer.

"Você me encanta, mas acho que tenho que voltar" falei de um jeito pouco convincente, vendo que estava totalmente nua igual a ela.

"Sabri, fica tranquila, meu marido não vai interferir. E se quiser, a gente vai pro teu quarto se você se sentir mais à vontade.

Não entendia como tudo isso podia estar acontecendo em menos de 24 horas, mas ali estava eu, semi nua nos corredores de um hostel onde teve um homicídio, andando de mãos dadas com uma mulher casada.

Entramos no quarto e deixamos cair a pouca roupa que ainda nos cobria. A Coti olhou sem entender nada, mas feliz.

Na verdade, ela recebeu mais que satisfeita a Lala por cima dela, que se jogou pra "convidar" ela pro nosso encontro.

Era inacreditável a diferença dos corpos, as duas lindas, mas tão diferentes.

A Coti não perdeu tempo e enfiou os dedos na Lala, que gemia entre os peitos dela. Entrei junto com elas, beijava a Lala pelas costas enquanto massageava os peitos dela. Ela tinha pouco, mas bem durinhos e os biquinhos rosadinhos. Era uma deusa, combinava com o corpo dela.

A Coti baixou a cabeça da Lala até colocar ela na virilha dela, a Lala não hesitou, a língua dela começou a brincar com a buceta dela e eu fiz o mesmo com a nossa convidada, que tava de quatro dando oral na minha parceira.

Era uma cena que com certeza o pessoal pagaria pra ver, um trenzinho lésbico, que foi rodando entre gemidos e beijos. Depois foi minha vez de receber a língua da Lala na minha buceta, ela fazia muito bem, tava aproveitando cada lambida de barriga pra cima quando vi a Coti chegando.

"Tô com vontade de você provar isso..."

O que vi em seguida foi a buceta dela na minha cara e aquele rabão. Ela sentou em cima de mim, nublando toda minha vida e o pouco oxigênio que eu recebia, quase que eu dependia de como eu chupava a buceta dela.

Perdi a noção do tempo que fiquei ali, só sei que gozei com aquele tesão que ela me fez sentir.

Minhas pernas tremiam, mas isso também não parava a Lala.

Finalmente, depois de um bom tempo, a Coti saiu e eu senti uma lufada de ar entrando nos meus pulmões.

Era só uma ilusão, ela voltou a descer e me sufocar de novo. Assim, várias vezes, me dando sentadas na cara. Eu tava entregue, esperando com a língua pra fora. Passei pela buceta e pelo cu dela, conforme o que Tocava. 
 
Finalmente parou. 
 
"Vem, parece que a Lala tem uma surpresa" me disse a Coti. 
 
"Te falei que ia te emprestar". 
 
Lala, entre as roupas dela, tinha trazido o plug. 
 
"Só que não tem gel, então fica de quatro" riu Lala. 
 
Aceitei, a língua delicada dela foi percorrendo meu cu enquanto a Coti abria minha buceta. 
 
"Essa bundinha minúscula não é virgem" disse minha colega de quarto e elas riram. 
 
Senti a borracha entrando devagar no meu cu e ouvia a Lala gemer. A Coti tava chupando a buceta dela enquanto me penetrava. 
 
Realmente a Coti tinha razão, não era nem de longe minha primeira vez, entrou com facilidade e a Lala começou a meter e tirar enquanto chupava minha buceta ao mesmo tempo. 
 
Não conseguia evitar gritar, o quarto ao lado era o dela, então só o Nacho podia ouvir. 
 
Ela comeu meu cu por um bom tempo até que gozou graças à língua mágica da Coti. 
 
Era difícil de resistir, sinceramente. 
 
Nós duas fomos agradecer, ambas nos jogamos em cima dela e nos dividimos entre os peitos e a buceta dela. Conseguimos fazer ela gozar e ficamos naquela cama pequena, amontoadas umas nas outras. 
 
Lala juntou a roupa dela rápido e foi embora com o marido. 
 
Nós, tentamos passar aquela longa noite.

6 comentários - Superando una ruptura (5)

KenayTp +1
Es excelente. El tinte "policial erotico" es muy atrapante y caliente. Espero el próximo !
😍 me tenía muy preocupada que no guste, gracias por el feedback!!
bale06 +1
me encanta! empiezo a creer que todos son culpables
Me interesan las teorías 👀