Chifres Consentidos

A volta da praia ficou silenciosa, o caminho que nos levava de volta ao apartamento alugado era uma trilha urbana que mantinha o espírito selvagem do lugar. Não havia mais sons além dos pássaros do entardecer. Nosso silêncio durante a caminhada ficava mais desconfortável em meio ao silêncio reinante.


Desconfiei que tinha algo rolando, mas não conseguia entender o que era. A gente tinha passado um dia de praia irado. Só deitados no sol, alternando entre o mar e o guarda-sol. Conversas vagas, típicas de férias.


ao chegar no apartamento, ela pegou o celular e foi pro banheiro. enquanto eu preparava café, ela saiu meio ansiosa. a cara dela mostrava que tinha alguma preocupação.
— Tudo bem? — perguntei.
- sim, respondeu, depois de um longo silêncio constrangedor.
Nossos olhares se conhecem tanto quanto nossos corpos, dá pra saber que tem algo rolando só de olhar nos olhos um do outro.
- Aconteceu alguma coisa? Insisti.
- Algo incômodo, respondeu, invocando a sinceridade que prometemos um ao outro depois de vários curto-circuitos amorosos.


- O Rodrigo me contatou, ele abriu o jogo.
- É alguém que conheci quando a gente ficou separado uns anos atrás.
Ele era o gerente de uma pousada onde eu me hospedei. A gente ficou junto uns dias, e depois, quando voltei, não nos vimos mais. Mas de vez em quando trocávamos mensagens. Aí o tempo passou e perdemos o contato.


— E como é que ele soube que você tava aqui? — perguntei, curioso pra saber.


- viu uma publicação minha no Instagram de 2 dias atrás, me cumprimentou e perguntou onde eu estava hospedada. contei pra ele, mas avisei que tava contigo.
Insiste em me ver, diz que tem algo pra me dar. Me pediu permissão pra vir. Não sei por que caralhos eu falei o nome do prédio, então ele sabe onde a gente tá.
- Desculpa! disse novamente


- Você esclareceu pra ela que a gente tá junto de novo? perguntei.
- Sim, sim! Ela sabe! Eu falei pra ela! Mas ela também sabe que eu tenho certas permissões sexuais. Na época, a gente conversou sobre isso e ele me ajudou a entender. Eu era muito fechada pra esse assunto e ele me ajudou a abrir a cabeça. Os brasileiros são mais abertos, menos complicados.


- Entendo, falei tentando manter a calma e não demonstrar o ataque de ciúmes que tava me dando.
E o que é que te preocupa?
- aparecer do nada, sem avisar. Diz que tem uma coisa minha e quer me entregar pessoalmente.


A confissão dela tinha sido honesta, respeitando nosso acordo de sinceridade.


Ficamos um silêncio longo, e tentando pegar uma postura compreensiva, perguntei:
- e pra você, o que isso te causa?
— Me deixa nervosa, tenho medo que ele apareça sem avisar e você fique puto, respondeu.
- entendo, mas o que te causa a possibilidade de vê-los?
....... fez um silêncio longo


- Te excita? perguntei o mais direto que pude, embora entenda que com pouco tato.
- Não! Isso é coisa do passado. Agora tô contigo. A gente tá bem e não quero estragar tudo por uma besteira dele.


- não me incomoda que você veja ele, se ele quiser te trazer algo ou conversar com você, não tenho por que me intrometer.


O fim da tarde nos pegou tomando uma cerveja na varanda. Batendo um papo sobre aquelas férias suas, as primeiras sozinhas desde a nossa separação.
embora tenha evitado me dar detalhes, me contou como se conheceram e sobre o trabalho dela na pousada, mas nada sobre a intimidade dela.


O ciúme tinha tomado conta de mim naquela mesma tarde e a excitação estava fazendo estragos no meu corpo e na minha cabeça.


Naquela altura, eu só queria que ele me visse a sós, e alimentar minha fantasia.


continua...

2 comentários - Chifres Consentidos

En los primeros años de la facultad con unos amigos fuimos a la playa y yo me la pasé cojiendo con la jermu de uno, el sabia que era mi ex pero según el la llenaba más
Jajajajaj
Suplicaba verga la yegua cuando me vio de vuelta