Naquele domingo, ele acabou ficando mais uma hora. E, claro, eventualmente transamos de novo. Mas foi diferente. Ele me carregou como se nada, como se eu fosse um tonel vazio, e me levou pro quarto. Me colocou de costas na cama e ficou por cima de mim, entre minhas pernas bem abertas como asas pra ele.
Ele fantasiava e ficava excitado com a ideia de foder assim a mulher de outro, na própria cama do cara, e engravidar ela ali. E eu, tenho que admitir, fantasiava que isso era verdade e estava acontecendo. Tive um orgasmo incrível, imenso, quando o velho finalmente, depois de outra longa e gostosa foda, enfiou bem fundo, enterrando-se completamente em mim, e gozou forte e doce, me dando todo o seu sêmen.
Ele achava que o que estava acontecendo era real. E eu, mesmo que por um momento, gozava e gozava mentalmente na minha cabeça, me imaginando e implorando que fosse verdade. Me enganando só pra sentir aquela situação. Imaginando que estava acontecendo. Que aquele macho velho e forte que estava por cima de mim estava me engravidando tão docemente, me amando assim na cama que dividia com o Ari. E que o velho tava cagando pra ele, pela ausência dele. E que dava risada dele enquanto gozava pela quantidade de porra que tava deixando dentro da garota dele. E de como a barriguinha ia ficar linda em alguns meses...
Sentir o corpo duro e moreno do velho sobre o meu corpo e entre meus braços que o prendiam só amplificava a situação e meu orgasmo. Sentir aquele sêmen quente dentro de mim me fazia sentir tão, mas tão gostosamente puta. Era como se eu tivesse encontrado, finalmente depois de anos, o vestido mais confortável do mundo e que melhor me caía. Domingo ficou dentro de mim, deixando o pau dele lá entalado e nos beijando pelo que me pareceram horas lindas, mas foram só minutos.
Até que finalmente deu a hora e ele foi embora. Simplesmente nos despedimos com carinho e ele foi continuar trabalhando. E aí terminou tudo. Eu me deitei de novo na cama desfeita e... Escrevi pra Roxy contar tudo. Expliquei a situação, como rolou, e perguntei se valia por dois.
Ela disse que não. Foi uma pessoa, vale por um. Disse que numa das conquistas dela recentemente também tinham dado duas vezes… o eletricista, um dos primeiros, mas foi durante a mesma visita. Contava só como um. Mas quando ela pediu mais detalhes, como sempre, dessa vez não dei. Não dei porque não sabia o que dizer. Ou, na real, não queria dizer.
Não queria ainda contar o que eu já sabia intimamente e tinha acabado de perceber de vez. A visita do Domingo só tinha solidificado e trazido à tona – os homens que me atraíam… que realmente me atraíam e me faziam vibrar… eram assim. Desse tipo. Fortes. Bem malvados, por fora e por dentro. Experientes. Curtidos. Curtidos na alma e na mente… e se viessem curtidos na pele também, melhor ainda.
Não sabia o que ia fazer com o Ariel. Levantei e comecei a limpar tudo, claro, trocando os lençóis e fazendo a cama de novo. Enquanto fazia, pensava se queria continuar com ele. Se por "continuar com ele" a gente tava falando daquela imitação patética de relacionamento que a gente tinha. A Roxy já tinha me falado várias vezes pra cortar. Terminar o relacionamento, que não me servia. Não era de agora, já fazia tempo. Mas nunca dei ouvidos. Porque não queria ficar sozinha. Porque ainda gostava do Ari, talvez menos depois do que ele fez, mas ainda gostava. E também, pura… pura verdade, mesmo que soe uma merda, tava muito confortável onde estava. Sem ter que trabalhar, cuidando das coisas da casa.
Mantida.
Mas o jogo já tinha mudado pra mim. Me obrigou a encarar partes de mim que eu sabia que estavam ali, sob a superfície… e também trouxe à tona outras partes que eu nem conhecia. Mas que me caíam bem, que me faziam sentir bem, mesmo que fosse só por um tempo. Meu corpo tinha se liberado sexualmente de repente, mas minha mente estava bem atrás dessa liberação, tentando alcançar o que meu corpo fazia e sentia. Eu ia chegar lá e me equilibrar, tinha certeza disso, mas tudo ainda era tão novo, tão excitante.
O Ariel, claro, quando voltou à noite não percebeu nada de estranho. Nem na casa nem em mim. E eu me mantive o mais afastada possível dele. Ele nem percebeu isso. Pra mim era perfeito que ele tivesse notado os galões de água que deixaram em casa e não todo o sêmen que deixaram dentro da namorada dele. Eu ia deixar assim mesmo. Fui dormir sozinha aquela noite, antes dele, e na intimidade do nosso quarto deslizei minha mão entre as pernas e comecei a dar um pouquinho de amor com os dedos no meu clitóris, de leve e calma no escuro, imaginando o abraço e a sensação do corpo duro do Domingo ao meu lado, na cama. Imaginando que ele voltava e continuava o que tinha começado.
Mas o Domingo não voltou. Nem no dia seguinte, nem em nenhum outro dia. E o tempo também passou sem novidades no jogo, a não ser que a Roxy somou mais duas conquistas pra se afastar de mim de novo no placar. Passaram mais duas semanas em que a campainha nem tocou. Não aconteceu nada, até que aconteceu…
Era uma tarde logo depois do almoço e eu estava em casa. Naquele dia nem tinha me preparado muito pro jogo. Tinha voltado a ficar desanimada e deprimida porque nada acontecia. Estava vestida normal, de ficar em casa, esperando algo que sabia que não ia rolar, até que a campainha tocou e rolou.
Atendi o interfone e me surpreendi quando ouvi uma voz me dizendo que eram da água. Não era o Domingo. Não podia ser, não tinha passado um mês, não iam estar entregando de novo. Quando fui abrir o portão me deparei com um cara que não conhecia, um cara meio gordo e bem alto, com cara de poucos amigos. Tinha a cabeça careca e uma barbicha cavanhaque. Me chamou atenção imediatamente o quão raspada a zero e brilhante era a careca dele. Não era do tipo de cara que me... gostei dele imediatamente, e não por ser careca. Embora não me parecesse mala onda ou detestável de cara, ele tinha algo que me deixava totalmente neutra e eu não sabia o que era. Às vezes a gente sente isso logo de início.
“Oi, boa tarde…” ele disse com um sorriso suave e estendeu a mão para eu apertar, “Estou procurando a Trinidad, é você?”
“Sim, sou eu…”, apertei a mão dele.
“Tudo bem, prazer. Eu sou Gustavo Alvarez, Gerente da SACIC…”
“SACIC…”, repeti tentando me lembrar.
“A empresa de água, dos galões…”
“Ah! Sim, okay… sim, fala…”, eu pensei que fosse algo sobre algum pagamento, mas não.
“Olha, vim sem te ligar ou avisar, desculpa, mas queria ver se a gente podia conversar sobre um assunto que aconteceu… queria falar primeiro pessoalmente e em particular, se não te incomoda. Não sei se você tá ocupada ou tem um tempinho pra conversar?”, ele disse.
“Não… sim, sem problema… quer entrar?”, perguntei. Não falei por brincadeira, realmente queria saber do que se tratava.
“Bom, obrigado… com licença…”, disse e o guiei até dentro de casa.
Uma vez lá dentro, convidei ele pra sentar no sofá e fui trazer algo pra ele beber, o que ele aceitou gentilmente. Ele parecia correto e respeitoso. Eu me sentei no sofá também, mas a uma boa distância, não queria dar a entender absolutamente nada, mesmo que eu não estivesse vestida de forma nada sugestiva. Não tava com a menor vontade de fazer nada com esse cara.
“Olha, Trinidad”, ele começou a falar, “Queria comentar um assunto que tivemos na empresa com um dos funcionários. Com o Domingo.”
Fiquei ainda mais surpresa, “Eh… sim, conheço ele… Às vezes entrega aqui, o que aconteceu?”
“Olha, desde já te peço desculpas por falar disso, mas é um assunto delicado que estamos tentando resolver. Não é minha intenção vir aqui na sua casa e ser grosseiro nem nada do tipo…”, ele disse sério.
“Grosseiro? Não entendo…”
“Tivemos um problema com o Domingo há uns dias na empresa porque, bom… ele tava contando pra alguns funcionários que ele ele teve relações sexuais com uma cliente…", ele disse, e meu coração afundou no peito. "Ah… nossa…", foi tudo que consegui dizer. "Sim, como você vê, é um assunto delicado. Quando um dos supervisores chamou a atenção dele por isso, ele foi advertido. Quer dizer, foi disciplinado porque não é um assunto para se falar num ambiente profissional, né? Mas a verdade é que isso nos colocou num problema porque durante a entrevista que tivemos, bom… Domingo indicou que tinha sido você", ele falou sério. Eu não respondi. Fiquei dura, gelada. Não sabia o que dizer, por sorte ele continuou. "No começo achamos que ele estava mentindo, né? Se achando, dando uma de engraçadinho, você me entende…", eu concordei com a cabeça, "Mas isso coloca a empresa num problema sério porque se for verdade já tem uma questão de um possível crime… abuso sexual… entende? E se for assim, temos certa responsabilidade…" Eu o interrompi porque já imaginava, com as memórias dos meus estudos de direito voltando rápido, por onde a coisa ia "Sim, claro Gustavo, entendo… mas o que você precisa saber?" O cara pareceu hesitar um pouco em perguntar, dava pra ver que estava desconfortável, mas finalmente me olhou, "Olha, Trinidad, desde já peço desculpas pela pergunta mas… é verdade o que Domingo diz? Se te pergunto é porque pra proceder realmente precisamos saber o que é verdade e o que não é…" Eu respirei fundo e olhei pra ele, "Sim… bom, é verdade. Ele não está mentindo." O cara ficou um pouco surpreso, "Ah? É verdade?" Eu concordei com a cabeça, "Sim, naquele dia… não lembro bem que dia foi… é algo muito pessoal, não acha? Mas bom, se tem uma questão legal e você precisa saber… sim, naquele dia quando Domingo veio entregar a água, transamos." "Uh… uh, bom…", vi que ele ficou sério, "Desde já te peço desculpas em nome da empresa, Trinidad. De verdade, nós levamos muito a sério tudo que são assuntos… eh… de natureza de abuso…" Eu o interrompi, "Mas não é uma questão de abuso, Gustavo." Vi que ele ficou ainda mais surpreso, "Como assim? “Claro. Não foi abuso. De novo, te repito, é algo pessoal e privado. Mas não houve abuso. O que fizemos com Domingo foi algo que os dois queríamos.”, olhei firme para ele.
“Entendo…”, ele só disse, me encarando depois de um tempo. O que ele estava pensando? Que uma mulher como eu não poderia dar bola pra um cara como Domingo? Era isso? Ou tinha outra coisa?
Depois de um breve silêncio, falei: “Desculpa, posso te fazer uma pergunta?”
“Sim, claro, com certeza…”
“Olha, Gustavo, pode ser coisa da minha cabeça, e se eu estiver errada já peço desculpas, mas… na real, não tá fechando pra mim o motivo da sua vinda.”, perguntei, “Acho que tem algo mais.”
“Bom, sim”, ele disse, “Mas o que você acabou de me falar meio que muda tudo…”
“Não entendo.”
“Na verdade, Trinidad, eu vim com a ideia de que sim, de fato, tinha havido abuso… e então vim conversar com você e pedir… solicitar… que por favor considerasse, bem… não tomar medidas legais contra a empresa…”
“Ah. Ah… entendo, sim…”, concordei, mas o cara continuou.
“… somos uma empresa pequena, familiar, e isso nos causaria um prejuízo enorme…”
“Sim, sim, entendo”, sorri um pouco, “Fica tranquilo que não, não vou fazer nada disso porque, bom… não tem nada a fazer. Pra mim é um assunto pessoal e ponto final.”
Ele sorriu, “Bom… bom, agradeço muito. Fico muito feliz em ouvir você dizer isso.”, vi que ele me olhou, já visivelmente muito mais relaxado com a boa notícia.
Devolvi o sorriso, “Bom, assunto resolvido então, fica tranquilo.”
“Sim, obrigado…”, ele disse, “E você também fica tranquila porque, bom, ele não vai mais fazer entregas. Domingo, por tudo que aconteceu, vai ser demitido, então não se preocupe com…”
Eu interrompi na hora, “Pera, como? Demitido?”
“Sim, claro”, ele disse me encarando.
“Por que vão demitir ele? Acabei de te dizer que não foi abuso…”
O cara suspirou um pouco, quase imperceptível, “Trinidad, tenha havido abuso ou não, um funcionário não pode ficar transando com os clientes. E menos ainda durante o horário de trabalho… e muito menos ainda sair contando pra todo mundo na empresa…”
“Mas para… para, Gustavo… dá uma segurada, por favor…”, olhei pra ele, “O que tem a ver o Domingo e eu? É um assunto pessoal, já te falei, qual é a relação?”
“O Domingo representa a empresa quando trabalha. Ele não pode fazer o que fez…”
E aí começamos a discutir. Não foi feio, sempre com respeito, mas a intensidade aumentou bastante. Me dava nos nervos não ter certeza se iam demiti-lo, e ainda por cima por minha culpa. E o Gustavo estava inflexível nisso. Não sei se já tinham algo contra ele, fazia tempo que queriam mandá-lo embora e iam aproveitar isso ou que porra, mas não estávamos nos ouvindo nem entendendo nossos argumentos.
Ficamos dez minutos, quase cronometrados, indo e vindo sobre a demissão do Domingo. Vocês tentem falar dez minutos seguidos, sem parar, sobre um único assunto e vão ver quanto tempo isso realmente é. Eu já estava frustrada e foi aí que o gene de uma ideia começou a se formar na minha mente, e ouvi as palavras da Roxy ecoando na minha cabeça…Homem é homem, Trini...Foi aí que decidi me arriscar. Já que estava tudo perdido mesmo, por que não? A ideia de que o Domingo ia perder o emprego basicamente por minha culpa me deixava pra baixo. Sim, por ele ser falastrão também, mas principalmente por minha culpa. Então, um pouco irritada, um pouco frustrada e um pouco de saco cheio de ter o cara ali em casa, respirei fundo enquanto ele continuava argumentando alguma coisa e me levantei do sofá. Ele me olhou sem entender e, por reflexo, também se levantou.
“Ah… bom, olha Gustavo… vamos fazer uma coisa, que tal? Vamos facilitar, quer?”, falei olhando pra ele, “Já te expliquei que acho um horror demitirem o Domingo por isso, você acha que não. Podemos ficar indo e vindo com isso por horas, mas eu daqui a pouco tenho que sair e preciso ir tomar banho.”, disse sem dar muita bola e comecei a me afastar, andando devagarinho pro banheiro. Peguei a barra da camiseta que estava usando com um pouco de raiva e tirei por cima da cabeça enquanto andava, jogando ela pra lá, ficando de sutiã diante do olhar do cara, “… eu já dizer pra você não posso dizer mais nada, já falei tudo, mas talvez eu possa fazer alguma coisa.”
Me virei e olhei pra ele, parando pra tirar o calção de moletom ali mesmo no meio da sala, diante do olhar espantado do cara, ficando só na minha lingerie, “Vou tomar banho, Gustavo. O banheiro é ali. Se quiser, a gente continua lá. E se não… se não, bom, a porta está ali e te convido a se retirar…”, cuspi com um pouco de frustração e desapareci no banheiro.
Não sei de onde tinha tirado a força de caráter pra fazer aquilo e falar assim com o cara, mas realmente, de verdade, me entristecia e me irritava a ideia do Domingo perder o trampo. Minha timidez tinha evaporado e o jogo já tinha me mudado muito. E se eu tinha que dar pra esse careca pra ajudar o Domingo, pois bem…, pensei enquanto me trancava no banheiro pra preparar o chuveiro, logo ia descobrir o que o cara tinha decidido. a porta que eu ouvi abrir.
A verdade é que eu tinha julgado mal o Gustavo, só porque ele não me causou uma primeira impressão boa e porque começamos com o pé esquerdo. A água morna do chuveiro acabou alisando todas as arestas da nossa discussão e relaxou nós dois. E ele realmente não era um cara ruim. No começo, tenho que admitir, não gostei tanto, mas com o tempo fui gostando mais dele. E ele me tratou super bem. Bom, nós dois nos tratamos muito bem. Adorei o pau que ele tinha, e quando saímos do banho e nos secamos para continuar no sofá, a verdade é que adorei como transamos.
Aquele pau entrava muito bem, muito gostoso no meu corpinho... e eu percebia que dava muito prazer pra ele também. Ele era casado e, me disse, não costumava fazer essas coisas, mas pra ser alguém sem prática com outras mulheres... a verdade é que ele me fez gozar muito. E eu a ele.
Também não foi a última vez que nos vimos, não. Alguns dias depois ele apareceu de novo em casa, outra tarde. Parece que nós dois ainda precisávamos… hmm… terminar de acertar todos os detalhes sobre Domingo e sua situação profissional. Não achei estranho, mas sim incomum, já que foi o primeiro cara com quem fiquei graças ao jogo… com quem tive uma segunda vez. Mas a segunda foi muito, muito melhor que a primeira. Já nos conhecíamos, já sabíamos o que queríamos e realmente não precisamos discutir nada.
Dessa vez, levei ele direto pro quarto, depois de nos beijarmos gostoso na sala por um bom tempo, e realmente adorei tê-lo ali e aproveitá-lo como fiz. Cuidamos um do outro muito, mas muito bem.
Nós dois tivemos um prazer maravilhoso e, talvez fossem ideias minhas, mas como já tínhamos resolvido a questão do Domingo, acho que inconscientemente me soltei um pouco mais e aproveitei melhor. E o Gustavo, talvez por ser a segunda vez comigo e já ter superado aquela neura de estar chifrando a mulher, também me comeu gostoso. Gostoso e forte, do jeito que eu adoro. Ele me deu com vontade de verdade, e eu amei.
No fundo, ele era um doce, Gustavo. Só precisava conhecê-lo melhor. E eu realmente percebi o quão doce ele era quando ele teve que gozar, já estava no limite e não aguentava mais. Sem dizer uma palavra, ele me levantou como um saco vazio, me colocou de quatro na cama e me fez ver estrelas de prazer, me dando um orgasmo que me destruiu, enquanto com uma boa enfiada, funda e até o fim, enchia minha buceta com seu sêmen gostoso.
Lembram que há um tempinho eu falei aquilo sobre minha mente precisar se equilibrar com meu corpo e tal? Bom, acho que mais ou menos naquela hora, finalmente minha mente, correndo desesperada pra alcançar meu corpo, finalmente conseguiu e se igualou. O que meu corpo sentia, finalmente depois de tanto tempo, agora minha mente entendia e aceitava.
Minha mente finalmente entendeu, como meu corpo já tinha entendido há tanto tempo, como era lindo sentir outro homem que não era o Ari me encher de porra, e me deixar todo o amor dele assim daquele jeito. Custou, mas conseguiu. Não tinha mais desequilíbrio dentro de mim, tava tudo balanceado e equilibrado.
Finalmente, depois de tanto tempo, de tantos medos e tantos nervos, ao meu corpo de putinha finalmente se juntou minha mente de putinha. E foi numa gloriosa revelação que entendi tudo naquela hora, naquela porra de momento em que senti o pau do Gustavo tensionar e deixar todo o amor dele dentro de mim. E os dedos dele prendendo meu corpo. E os gemidos dele me presenteando com o prazer dele nos meus ouvidos. Tudo fechava. Tudo era lindo, tudo era maravilhoso e equilibrado. O jogo me transformou no que realmente me enchia e me deu o que verdadeiramente me fazia plena e completa: sentir o gostoso sabor na alma de saber que é uma boa putinha.
Mais tarde mandei uma mensagem pra minha Roxy. 4-6. O primeiro set eu perdi, mas tudo bem. Foi uma luta valente. Cabeça erguida e seguir em frente.
Ele fantasiava e ficava excitado com a ideia de foder assim a mulher de outro, na própria cama do cara, e engravidar ela ali. E eu, tenho que admitir, fantasiava que isso era verdade e estava acontecendo. Tive um orgasmo incrível, imenso, quando o velho finalmente, depois de outra longa e gostosa foda, enfiou bem fundo, enterrando-se completamente em mim, e gozou forte e doce, me dando todo o seu sêmen.
Ele achava que o que estava acontecendo era real. E eu, mesmo que por um momento, gozava e gozava mentalmente na minha cabeça, me imaginando e implorando que fosse verdade. Me enganando só pra sentir aquela situação. Imaginando que estava acontecendo. Que aquele macho velho e forte que estava por cima de mim estava me engravidando tão docemente, me amando assim na cama que dividia com o Ari. E que o velho tava cagando pra ele, pela ausência dele. E que dava risada dele enquanto gozava pela quantidade de porra que tava deixando dentro da garota dele. E de como a barriguinha ia ficar linda em alguns meses...
Sentir o corpo duro e moreno do velho sobre o meu corpo e entre meus braços que o prendiam só amplificava a situação e meu orgasmo. Sentir aquele sêmen quente dentro de mim me fazia sentir tão, mas tão gostosamente puta. Era como se eu tivesse encontrado, finalmente depois de anos, o vestido mais confortável do mundo e que melhor me caía. Domingo ficou dentro de mim, deixando o pau dele lá entalado e nos beijando pelo que me pareceram horas lindas, mas foram só minutos.
Até que finalmente deu a hora e ele foi embora. Simplesmente nos despedimos com carinho e ele foi continuar trabalhando. E aí terminou tudo. Eu me deitei de novo na cama desfeita e... Escrevi pra Roxy contar tudo. Expliquei a situação, como rolou, e perguntei se valia por dois.
Ela disse que não. Foi uma pessoa, vale por um. Disse que numa das conquistas dela recentemente também tinham dado duas vezes… o eletricista, um dos primeiros, mas foi durante a mesma visita. Contava só como um. Mas quando ela pediu mais detalhes, como sempre, dessa vez não dei. Não dei porque não sabia o que dizer. Ou, na real, não queria dizer.
Não queria ainda contar o que eu já sabia intimamente e tinha acabado de perceber de vez. A visita do Domingo só tinha solidificado e trazido à tona – os homens que me atraíam… que realmente me atraíam e me faziam vibrar… eram assim. Desse tipo. Fortes. Bem malvados, por fora e por dentro. Experientes. Curtidos. Curtidos na alma e na mente… e se viessem curtidos na pele também, melhor ainda.
Não sabia o que ia fazer com o Ariel. Levantei e comecei a limpar tudo, claro, trocando os lençóis e fazendo a cama de novo. Enquanto fazia, pensava se queria continuar com ele. Se por "continuar com ele" a gente tava falando daquela imitação patética de relacionamento que a gente tinha. A Roxy já tinha me falado várias vezes pra cortar. Terminar o relacionamento, que não me servia. Não era de agora, já fazia tempo. Mas nunca dei ouvidos. Porque não queria ficar sozinha. Porque ainda gostava do Ari, talvez menos depois do que ele fez, mas ainda gostava. E também, pura… pura verdade, mesmo que soe uma merda, tava muito confortável onde estava. Sem ter que trabalhar, cuidando das coisas da casa.
Mantida.
Mas o jogo já tinha mudado pra mim. Me obrigou a encarar partes de mim que eu sabia que estavam ali, sob a superfície… e também trouxe à tona outras partes que eu nem conhecia. Mas que me caíam bem, que me faziam sentir bem, mesmo que fosse só por um tempo. Meu corpo tinha se liberado sexualmente de repente, mas minha mente estava bem atrás dessa liberação, tentando alcançar o que meu corpo fazia e sentia. Eu ia chegar lá e me equilibrar, tinha certeza disso, mas tudo ainda era tão novo, tão excitante.
O Ariel, claro, quando voltou à noite não percebeu nada de estranho. Nem na casa nem em mim. E eu me mantive o mais afastada possível dele. Ele nem percebeu isso. Pra mim era perfeito que ele tivesse notado os galões de água que deixaram em casa e não todo o sêmen que deixaram dentro da namorada dele. Eu ia deixar assim mesmo. Fui dormir sozinha aquela noite, antes dele, e na intimidade do nosso quarto deslizei minha mão entre as pernas e comecei a dar um pouquinho de amor com os dedos no meu clitóris, de leve e calma no escuro, imaginando o abraço e a sensação do corpo duro do Domingo ao meu lado, na cama. Imaginando que ele voltava e continuava o que tinha começado.
Mas o Domingo não voltou. Nem no dia seguinte, nem em nenhum outro dia. E o tempo também passou sem novidades no jogo, a não ser que a Roxy somou mais duas conquistas pra se afastar de mim de novo no placar. Passaram mais duas semanas em que a campainha nem tocou. Não aconteceu nada, até que aconteceu…
Era uma tarde logo depois do almoço e eu estava em casa. Naquele dia nem tinha me preparado muito pro jogo. Tinha voltado a ficar desanimada e deprimida porque nada acontecia. Estava vestida normal, de ficar em casa, esperando algo que sabia que não ia rolar, até que a campainha tocou e rolou.
Atendi o interfone e me surpreendi quando ouvi uma voz me dizendo que eram da água. Não era o Domingo. Não podia ser, não tinha passado um mês, não iam estar entregando de novo. Quando fui abrir o portão me deparei com um cara que não conhecia, um cara meio gordo e bem alto, com cara de poucos amigos. Tinha a cabeça careca e uma barbicha cavanhaque. Me chamou atenção imediatamente o quão raspada a zero e brilhante era a careca dele. Não era do tipo de cara que me... gostei dele imediatamente, e não por ser careca. Embora não me parecesse mala onda ou detestável de cara, ele tinha algo que me deixava totalmente neutra e eu não sabia o que era. Às vezes a gente sente isso logo de início.
“Oi, boa tarde…” ele disse com um sorriso suave e estendeu a mão para eu apertar, “Estou procurando a Trinidad, é você?”
“Sim, sou eu…”, apertei a mão dele.
“Tudo bem, prazer. Eu sou Gustavo Alvarez, Gerente da SACIC…”
“SACIC…”, repeti tentando me lembrar.
“A empresa de água, dos galões…”
“Ah! Sim, okay… sim, fala…”, eu pensei que fosse algo sobre algum pagamento, mas não.
“Olha, vim sem te ligar ou avisar, desculpa, mas queria ver se a gente podia conversar sobre um assunto que aconteceu… queria falar primeiro pessoalmente e em particular, se não te incomoda. Não sei se você tá ocupada ou tem um tempinho pra conversar?”, ele disse.
“Não… sim, sem problema… quer entrar?”, perguntei. Não falei por brincadeira, realmente queria saber do que se tratava.
“Bom, obrigado… com licença…”, disse e o guiei até dentro de casa.
Uma vez lá dentro, convidei ele pra sentar no sofá e fui trazer algo pra ele beber, o que ele aceitou gentilmente. Ele parecia correto e respeitoso. Eu me sentei no sofá também, mas a uma boa distância, não queria dar a entender absolutamente nada, mesmo que eu não estivesse vestida de forma nada sugestiva. Não tava com a menor vontade de fazer nada com esse cara.
“Olha, Trinidad”, ele começou a falar, “Queria comentar um assunto que tivemos na empresa com um dos funcionários. Com o Domingo.”
Fiquei ainda mais surpresa, “Eh… sim, conheço ele… Às vezes entrega aqui, o que aconteceu?”
“Olha, desde já te peço desculpas por falar disso, mas é um assunto delicado que estamos tentando resolver. Não é minha intenção vir aqui na sua casa e ser grosseiro nem nada do tipo…”, ele disse sério.
“Grosseiro? Não entendo…”
“Tivemos um problema com o Domingo há uns dias na empresa porque, bom… ele tava contando pra alguns funcionários que ele ele teve relações sexuais com uma cliente…", ele disse, e meu coração afundou no peito. "Ah… nossa…", foi tudo que consegui dizer. "Sim, como você vê, é um assunto delicado. Quando um dos supervisores chamou a atenção dele por isso, ele foi advertido. Quer dizer, foi disciplinado porque não é um assunto para se falar num ambiente profissional, né? Mas a verdade é que isso nos colocou num problema porque durante a entrevista que tivemos, bom… Domingo indicou que tinha sido você", ele falou sério. Eu não respondi. Fiquei dura, gelada. Não sabia o que dizer, por sorte ele continuou. "No começo achamos que ele estava mentindo, né? Se achando, dando uma de engraçadinho, você me entende…", eu concordei com a cabeça, "Mas isso coloca a empresa num problema sério porque se for verdade já tem uma questão de um possível crime… abuso sexual… entende? E se for assim, temos certa responsabilidade…" Eu o interrompi porque já imaginava, com as memórias dos meus estudos de direito voltando rápido, por onde a coisa ia "Sim, claro Gustavo, entendo… mas o que você precisa saber?" O cara pareceu hesitar um pouco em perguntar, dava pra ver que estava desconfortável, mas finalmente me olhou, "Olha, Trinidad, desde já peço desculpas pela pergunta mas… é verdade o que Domingo diz? Se te pergunto é porque pra proceder realmente precisamos saber o que é verdade e o que não é…" Eu respirei fundo e olhei pra ele, "Sim… bom, é verdade. Ele não está mentindo." O cara ficou um pouco surpreso, "Ah? É verdade?" Eu concordei com a cabeça, "Sim, naquele dia… não lembro bem que dia foi… é algo muito pessoal, não acha? Mas bom, se tem uma questão legal e você precisa saber… sim, naquele dia quando Domingo veio entregar a água, transamos." "Uh… uh, bom…", vi que ele ficou sério, "Desde já te peço desculpas em nome da empresa, Trinidad. De verdade, nós levamos muito a sério tudo que são assuntos… eh… de natureza de abuso…" Eu o interrompi, "Mas não é uma questão de abuso, Gustavo." Vi que ele ficou ainda mais surpreso, "Como assim? “Claro. Não foi abuso. De novo, te repito, é algo pessoal e privado. Mas não houve abuso. O que fizemos com Domingo foi algo que os dois queríamos.”, olhei firme para ele.
“Entendo…”, ele só disse, me encarando depois de um tempo. O que ele estava pensando? Que uma mulher como eu não poderia dar bola pra um cara como Domingo? Era isso? Ou tinha outra coisa?
Depois de um breve silêncio, falei: “Desculpa, posso te fazer uma pergunta?”
“Sim, claro, com certeza…”
“Olha, Gustavo, pode ser coisa da minha cabeça, e se eu estiver errada já peço desculpas, mas… na real, não tá fechando pra mim o motivo da sua vinda.”, perguntei, “Acho que tem algo mais.”
“Bom, sim”, ele disse, “Mas o que você acabou de me falar meio que muda tudo…”
“Não entendo.”
“Na verdade, Trinidad, eu vim com a ideia de que sim, de fato, tinha havido abuso… e então vim conversar com você e pedir… solicitar… que por favor considerasse, bem… não tomar medidas legais contra a empresa…”
“Ah. Ah… entendo, sim…”, concordei, mas o cara continuou.
“… somos uma empresa pequena, familiar, e isso nos causaria um prejuízo enorme…”
“Sim, sim, entendo”, sorri um pouco, “Fica tranquilo que não, não vou fazer nada disso porque, bom… não tem nada a fazer. Pra mim é um assunto pessoal e ponto final.”
Ele sorriu, “Bom… bom, agradeço muito. Fico muito feliz em ouvir você dizer isso.”, vi que ele me olhou, já visivelmente muito mais relaxado com a boa notícia.
Devolvi o sorriso, “Bom, assunto resolvido então, fica tranquilo.”
“Sim, obrigado…”, ele disse, “E você também fica tranquila porque, bom, ele não vai mais fazer entregas. Domingo, por tudo que aconteceu, vai ser demitido, então não se preocupe com…”
Eu interrompi na hora, “Pera, como? Demitido?”
“Sim, claro”, ele disse me encarando.
“Por que vão demitir ele? Acabei de te dizer que não foi abuso…”
O cara suspirou um pouco, quase imperceptível, “Trinidad, tenha havido abuso ou não, um funcionário não pode ficar transando com os clientes. E menos ainda durante o horário de trabalho… e muito menos ainda sair contando pra todo mundo na empresa…”
“Mas para… para, Gustavo… dá uma segurada, por favor…”, olhei pra ele, “O que tem a ver o Domingo e eu? É um assunto pessoal, já te falei, qual é a relação?”
“O Domingo representa a empresa quando trabalha. Ele não pode fazer o que fez…”
E aí começamos a discutir. Não foi feio, sempre com respeito, mas a intensidade aumentou bastante. Me dava nos nervos não ter certeza se iam demiti-lo, e ainda por cima por minha culpa. E o Gustavo estava inflexível nisso. Não sei se já tinham algo contra ele, fazia tempo que queriam mandá-lo embora e iam aproveitar isso ou que porra, mas não estávamos nos ouvindo nem entendendo nossos argumentos.
Ficamos dez minutos, quase cronometrados, indo e vindo sobre a demissão do Domingo. Vocês tentem falar dez minutos seguidos, sem parar, sobre um único assunto e vão ver quanto tempo isso realmente é. Eu já estava frustrada e foi aí que o gene de uma ideia começou a se formar na minha mente, e ouvi as palavras da Roxy ecoando na minha cabeça…Homem é homem, Trini...Foi aí que decidi me arriscar. Já que estava tudo perdido mesmo, por que não? A ideia de que o Domingo ia perder o emprego basicamente por minha culpa me deixava pra baixo. Sim, por ele ser falastrão também, mas principalmente por minha culpa. Então, um pouco irritada, um pouco frustrada e um pouco de saco cheio de ter o cara ali em casa, respirei fundo enquanto ele continuava argumentando alguma coisa e me levantei do sofá. Ele me olhou sem entender e, por reflexo, também se levantou.
“Ah… bom, olha Gustavo… vamos fazer uma coisa, que tal? Vamos facilitar, quer?”, falei olhando pra ele, “Já te expliquei que acho um horror demitirem o Domingo por isso, você acha que não. Podemos ficar indo e vindo com isso por horas, mas eu daqui a pouco tenho que sair e preciso ir tomar banho.”, disse sem dar muita bola e comecei a me afastar, andando devagarinho pro banheiro. Peguei a barra da camiseta que estava usando com um pouco de raiva e tirei por cima da cabeça enquanto andava, jogando ela pra lá, ficando de sutiã diante do olhar do cara, “… eu já dizer pra você não posso dizer mais nada, já falei tudo, mas talvez eu possa fazer alguma coisa.”
Me virei e olhei pra ele, parando pra tirar o calção de moletom ali mesmo no meio da sala, diante do olhar espantado do cara, ficando só na minha lingerie, “Vou tomar banho, Gustavo. O banheiro é ali. Se quiser, a gente continua lá. E se não… se não, bom, a porta está ali e te convido a se retirar…”, cuspi com um pouco de frustração e desapareci no banheiro.
Não sei de onde tinha tirado a força de caráter pra fazer aquilo e falar assim com o cara, mas realmente, de verdade, me entristecia e me irritava a ideia do Domingo perder o trampo. Minha timidez tinha evaporado e o jogo já tinha me mudado muito. E se eu tinha que dar pra esse careca pra ajudar o Domingo, pois bem…, pensei enquanto me trancava no banheiro pra preparar o chuveiro, logo ia descobrir o que o cara tinha decidido. a porta que eu ouvi abrir.

A verdade é que eu tinha julgado mal o Gustavo, só porque ele não me causou uma primeira impressão boa e porque começamos com o pé esquerdo. A água morna do chuveiro acabou alisando todas as arestas da nossa discussão e relaxou nós dois. E ele realmente não era um cara ruim. No começo, tenho que admitir, não gostei tanto, mas com o tempo fui gostando mais dele. E ele me tratou super bem. Bom, nós dois nos tratamos muito bem. Adorei o pau que ele tinha, e quando saímos do banho e nos secamos para continuar no sofá, a verdade é que adorei como transamos.
Aquele pau entrava muito bem, muito gostoso no meu corpinho... e eu percebia que dava muito prazer pra ele também. Ele era casado e, me disse, não costumava fazer essas coisas, mas pra ser alguém sem prática com outras mulheres... a verdade é que ele me fez gozar muito. E eu a ele.
Também não foi a última vez que nos vimos, não. Alguns dias depois ele apareceu de novo em casa, outra tarde. Parece que nós dois ainda precisávamos… hmm… terminar de acertar todos os detalhes sobre Domingo e sua situação profissional. Não achei estranho, mas sim incomum, já que foi o primeiro cara com quem fiquei graças ao jogo… com quem tive uma segunda vez. Mas a segunda foi muito, muito melhor que a primeira. Já nos conhecíamos, já sabíamos o que queríamos e realmente não precisamos discutir nada.Dessa vez, levei ele direto pro quarto, depois de nos beijarmos gostoso na sala por um bom tempo, e realmente adorei tê-lo ali e aproveitá-lo como fiz. Cuidamos um do outro muito, mas muito bem.

Nós dois tivemos um prazer maravilhoso e, talvez fossem ideias minhas, mas como já tínhamos resolvido a questão do Domingo, acho que inconscientemente me soltei um pouco mais e aproveitei melhor. E o Gustavo, talvez por ser a segunda vez comigo e já ter superado aquela neura de estar chifrando a mulher, também me comeu gostoso. Gostoso e forte, do jeito que eu adoro. Ele me deu com vontade de verdade, e eu amei.
No fundo, ele era um doce, Gustavo. Só precisava conhecê-lo melhor. E eu realmente percebi o quão doce ele era quando ele teve que gozar, já estava no limite e não aguentava mais. Sem dizer uma palavra, ele me levantou como um saco vazio, me colocou de quatro na cama e me fez ver estrelas de prazer, me dando um orgasmo que me destruiu, enquanto com uma boa enfiada, funda e até o fim, enchia minha buceta com seu sêmen gostoso.
Lembram que há um tempinho eu falei aquilo sobre minha mente precisar se equilibrar com meu corpo e tal? Bom, acho que mais ou menos naquela hora, finalmente minha mente, correndo desesperada pra alcançar meu corpo, finalmente conseguiu e se igualou. O que meu corpo sentia, finalmente depois de tanto tempo, agora minha mente entendia e aceitava.Minha mente finalmente entendeu, como meu corpo já tinha entendido há tanto tempo, como era lindo sentir outro homem que não era o Ari me encher de porra, e me deixar todo o amor dele assim daquele jeito. Custou, mas conseguiu. Não tinha mais desequilíbrio dentro de mim, tava tudo balanceado e equilibrado.
Finalmente, depois de tanto tempo, de tantos medos e tantos nervos, ao meu corpo de putinha finalmente se juntou minha mente de putinha. E foi numa gloriosa revelação que entendi tudo naquela hora, naquela porra de momento em que senti o pau do Gustavo tensionar e deixar todo o amor dele dentro de mim. E os dedos dele prendendo meu corpo. E os gemidos dele me presenteando com o prazer dele nos meus ouvidos. Tudo fechava. Tudo era lindo, tudo era maravilhoso e equilibrado. O jogo me transformou no que realmente me enchia e me deu o que verdadeiramente me fazia plena e completa: sentir o gostoso sabor na alma de saber que é uma boa putinha.
Mais tarde mandei uma mensagem pra minha Roxy. 4-6. O primeiro set eu perdi, mas tudo bem. Foi uma luta valente. Cabeça erguida e seguir em frente.
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