Pedro não deu importância ao cheiro que estava no seu quarto; o fato de ter seu valentão em casa era suficiente para distrair sua atenção de qualquer outra coisa, então ele simplesmente abriu a janela.
— Como você está, Pedro?
— Bem, Juan, obrigado. Mas por que pergunta?
— Só estava pensando no que você me contou sobre sua mãe e o Marcelo, aquela história da redenção dele.
— O que tem isso?
— Só queria recomendar que você fique de olho na sua mãe. Talvez o Marcelo possa tentar… você sabe, fazer o que o Marcelo sempre faz.
— Ah, não se preocupa com isso. Minha mãe sabe se defender desse tipo de "atenção". Na verdade, ela está na cozinha com ele agora.
— Sério?
— Sério. Não quero ficar no mesmo cômodo que ele, então me tranquei no meu quarto.
— Que merda, Pedro, sério. Prisioneiro na sua própria casa. Sei que deve ser uma sensação ruim.
— Você sabe como é? Como?
— Não, não, não sei como é, mas imagino que deve ser… ruim, né?
— Bom, sim, é uma merda. Mas acho que não vou ter que aguentar por muito tempo. Sei que aquele bastardo vai mostrar quem realmente é, e a mamãe vai botá-lo pra fora de casa.
No andar de baixo, na cozinha, Teresa estava novamente entre as pernas do valentão, dando uma última chupada antes que ele fosse embora. A língua e as mãos da mulher trabalhavam em perfeita sincronia, dando ao garoto a melhor chupada da vida dele. Teresa estava muito mais energética e excitada do que o normal, e ela sabia perfeitamente o porquê. Sabia que era errado, era ruim e perverso, mas também era emocionante e tremendamente excitante saber que seu filho estava no andar de cima, sem saber que sua mãe estava curtindo o pau do valentão dele na boca.
O resto da semana foi a mesma coisa: Pedro ia pra escola, Marcelo comia a Teresa em casa, Pedro voltava pra casa e se trancava no quarto. A paciência do garoto, porém, diminuía a cada dia, e ele reclamava com a mãe porque não queria o seu valentão dentro de casa todos os dias. Ela primeiro tentou convencer o filho de que o que fazia era uma coisa boa e tentou fazê-lo aceitar, mas não deu certo. A insistência de Pedro no assunto irritou a mãe, que agora defendia o valentão abertamente, destacando suas qualidades e impondo sua autoridade como mãe sobre o filho.
— Como você pode dizer isso? Depois de tudo que ele me fez!
— Eu sei do que estou falando, Pedro! O Marcelo não é tão ruim quanto você pensa, ele quer mudar e está me mostrando isso todos os dias.
— O quê? Ele? Mudar? Caras como ele não mudam, mãe. Ele só gosta de me machucar, essa é a única razão dele estar aqui.
— Você não tem ideia de como está errado, filho. Além disso, não se esqueça de como seu pai e eu te criamos.
— ...
— Nós te ensinamos a perdoar, não a odiar. Você sabe muito bem como é importante acreditar na bondade das pessoas e...
— Não! Não ele. Não o Marcelo.
— Pedro, meu filho, me escuta. Se você pelo menos desse uma chance, tenho certeza que mudaria de ideia, poderiam até virar amigos...
— ...AMIGOS? Com, com... o Marcelo? Impossível, nunca. Você tá louca, mãe, tá maluca se acha que...
— PEDRO! Não se atreva a falar comigo desse jeito, menino! Sou sua mãe e você tem que me respeitar.
— Eu... Você não entende. Não consigo ficar com ele aqui, na minha casa. Não bastava ter que aguentar na escola, agora você traz ele pra cá também.
— É você que não entende, Pedro. Eu disse que o Marcelo virá na MINHA CASA se eu quiser, ele é um bom garoto, com muitas qualidades e...
— CHEGA! Não quero que você fale assim dele. Esse, esse... filho da puta arruinou minha vida e você sabe muito bem. Ele é um criminoso, um brutamontes sem consciência ou vergonha! Eu odeio ele! Quero que esse animal vá pro inferno!
**PAFF**
Um tapa estalou no rosto de Pedro, deixando-o sem palavras. assustado, traumatizado e, acima de tudo, ferido, não no corpo, mas na alma. Teresa reagiu por instinto, em defesa de seu amante, ao ouvir seu próprio filho insultar seu macho. Imediatamente, ela se arrependeu do gesto. Nunca em toda a vida havia levantado um dedo para o filho, e agora diante dela estava seu amado Pedrito, com a mão no rosto avermelhado, os olhos límpidos prestes a derramar lágrimas e um olhar que a encarava como se não a reconhecesse... na verdade, ela também não se reconheceu naquele momento. Queria pedir perdão, queria abraçá-lo, prometer que nunca mais faria aquilo, mas, em vez disso, fez o contrário. — Vai pro teu quarto. Imediatamente. Mesmo arrependida de suas ações, continuou recitando o papel da mãe zangada, como se estivesse convencida de ter razão. Pedro obedeceu e subiu as escadas em silêncio, com passos de zumbi, enquanto Teresa o observava de braços cruzados, esforçando-se para manter uma cara de raiva caso o filho se virasse. Nem ela sabia por que se comportava assim. Mal ouviu a porta do quarto fechar, Teresa sentou-se no sofá da sala e cobriu o rosto com as mãos, esforçando-se para não chorar. “Não posso mandar fotos pro Marcelo com os olhos inchados”, pensava Teresa. Tentou explicar para si mesma mil vezes sua reação, buscando uma justificativa para o ato, algo que a fizesse se sentir melhor, mas não conseguia. Teresa começou a ter medo. Tinha medo do que estava se tornando, medo de não conseguir parar e, sobretudo, medo do que seu filho poderia contar ao pai. Como explicaria isso ao marido? Teresa e Felipe haviam criado os filhos eliminando completamente o uso de violência contra eles, nunca puxaram a orelha, nunca tocaram neles com um dedo e, principalmente, nunca sonharam em dar um tapa nos filhos. Eles os haviam criado com uma educação baseada em amor, paciência, compreensão e razão. PEDRO O garoto ainda não conseguia acreditar que sua própria mãe o havia batido, e não foi um tapa leve, foi um tapa forte, com raiva e força, sua bochecha ainda doía e ele a sentia quente. Mais do que tudo, porém, se sentia magoado e traído. Não conseguia assimilar que sua mãe o havia batido pela primeira vez na vida em defesa do valentão, só de pensar nisso dava vontade de morrer. TOC, TOC Teresa bate na porta.
- A… Pode entrar. Diz o garoto com certa hesitação, sem saber como se comportar.
- Pedro, filho… você se acalmou?
- O quê?
- Você está calmo agora? Quero falar com você.
Pedro achou que ela viria pedir desculpas, não acusá-lo.
- Eu? Você está calma?
- Chega, Pedrinho. Não quero discutir mais. O que aconteceu primeiro não quero que se repita. Suponho que você concorde.
- Bom, sim, mas você…
- Eu não quero que meu filho se atreva a me faltar com respeito daquele jeito. Não criei você assim, como um mal-educado desrespeitoso.
- Sinto muito, mãe… mas você…
- Não tente mudar de assunto, filho. Você errou e se não quer que eu conte ao seu pai como você se comportou, então tem que me prometer não fazer mais isso.
- Eu… prometo, mãe.
Pedro havia passado de vítima a culpado em poucos segundos.
- E me prometa também não me questionar de jeito nenhum sobre o Marcelo. Ok?
- Mãe, ele… eu… prometo.
Depois de negociar sua inocência em tudo aquilo, Teresa abraça o filho e ele, como se fosse uma criança, a abraça também, perdoando e esquecendo o tapa que levou sem ter ouvido nenhuma desculpa.
- Muito bem, Pedrinho. Me diga, quer que eu faça algo especial para o jantar?
Foi fácil para Teresa conseguir o silêncio do filho: algumas palavras para distorcer a verdade, o sentimento de culpa e uma oferta de comida garantiram seu silêncio.
**PEDRO**
Naquela noite, o jantar passou como se nada tivesse acontecido, mas logo antes de ir dormir, ele ouviu seus pais discutindo de novo sobre o mesmo assunto. Não prestou muita atenção no que diziam, certamente seria a mesma coisa das outras vezes e, como nas outras vezes, sua mãe acabaria vencendo, fazendo seu pai calar a… Pai. De manhã, antes de ir pra escola, ele via o pai cada vez mais de mau humor. Não era que ele tivesse bravo com ele ou com o irmão, mas com certeza tava triste e cansado de como as coisas estavam com a mãe. Eles não discutiam tanto, mas agora parecia que era coisa de todo dia, e isso não agradava nem um pouco o Pedro. Lembrava ele do que os colegas da escola falavam sobre os próprios pais, que do nada brigavam por qualquer coisa, que era quase todo dia, e que até quando não tavam brigando parecia a mesma coisa que se tivessem brigado. Eles todos diziam a mesma coisa, ou seja, que no fim tudo aquilo terminava em divórcio. Vinham à mente dele os colegas se enfrentando pra ver quem tinha se fodido mais durante os divórcios, como se fosse uma competição. "Isso não vai acontecer. Não com meus pais. Eles não. Além disso, eles nem acreditam em divórcio", se consolava sozinho. Por mais que tentasse, não parava de pensar nas histórias de divórcio que ouviu dos colegas, especialmente sobre os amantes. A maioria dizia que no fim descobria-se que um deles ou os dois tinham outro parceiro em segredo. Às vezes era a secretária novinha, outras vezes o personal de pilates ou até um parente da esposa ou do marido. Pro Pedro sempre foi uma coisa de outro mundo, um perigo longe dele, mas agora parecia até real demais. — Pedro, você me escutou? — Mmm? O quê? — Te perguntei se você quer tentar correr dessa vez. — Ah, não, João. A última vez que a gente tentou foi pior, lembra? — É, tem razão. Bom, então a gente se vê na saída.
TERESA
Nua na cama, Teresa estava de bruços chupando com determinação o pau do seu macho enquanto ele a filmava com o celular.
- Você não vai mandar pra ninguém, né?
- Claro que não. Respondeu o valentão com um tom quase sarcástico, mas a mãe de Pedro não objetou nada, como se não tivesse importância.
- Quer deixar isso mais interessante?
- Mmm… Como interessante?
PEDRO
- Oi, mãe? Que foi?
- Mm… Oi, Pedrinho, nada… Tudo bem.
- Sim, mãe, mas por que você tá me ligando no horário da escola?
- Tá ocupado demais pra falar com sua mãe?
- Não, claro que não, mãe. Na verdade, o recreio acabou agora.
- Mmm… Sim, GLACK, entendo.
- Mãe, não tô te ouvindo bem. Talvez tenha interferência.
- Bom, então mmm… se cuida, ok?
Pedro ouviu algo. Não estava claro, mas parecia que tinha alguém lá com ela.
- Mãe? Por acaso o Marcelo tá aí com você de novo?
- Não, não, por que ele teria que estar aqui?
- Achei que fosse igual nos outros dias. Além disso, hoje não vi ele na escola, então pensei…
- Tô aqui sozinha. Comendo uma banana. Mas me diz, filho, se divertiu no recreio?
- Não, bem… Passei o tempo todo procurando o Juan, mas não encontrei ele em lugar nenhum.
- OOHJJ Pobre… Pobrezinho!
- Mãe? Que foi?
TERESA
- Sim, sim mmmm, tudo beeem.
Teresa tinha acabado de chupar o pau do valentão do filho e deixado ele enfiar na sua bunda. Tudo isso sem reclamar.
Marcelo continuou filmando enquanto seu pau entrava centímetro após centímetro dentro dela, tornando cada vez mais difícil conter os gemidos. - Preciso ir, Pedro. Estou… mmmocupadaa. - Ok. Então mais tar… Seu filho não conseguiu terminar a frase porque ela cortou a ligação logo antes de soltar um gemido forte.
O valentão começou a martelar ela com seu pau enquanto a cama rangia como se fosse quebrar. PEDRO O garoto estava esperando na porta por seu amigo Juan, mas nada. O colégio já estava quase vazio e seu fiel amigo ainda não tinha saído. "Que estranho", pensou Pedro, mas não podia esperar mais, então mandou uma mensagem e seguiu para casa. Aquele dia, estranhamente, não havia nenhum da gangue do Marcelo esperando por ele como sempre. "Talvez tenham cansado de me esperar" - hoje parecia ser um bom dia para Pedro, afinal. Mal abriu a porta de casa, um cheiro muito forte invadiu seu nariz. Não sabia de onde vinha, mas abriu as janelas rapidamente para deixar sair. - Mãe? Ninguém respondeu. Não havia comida como normalmente havia quando voltava para casa, os pratos e panelas sujas do almoço ainda estavam lá sem terem sido lavados, mas mais importante: não havia sua mãe. Subiu as escadas e foi em direção ao quarto de sua mãe e, quando abriu a porta, aquele mesmo cheiro de antes voltou a se fazer notar, desta vez mais forte e mais pesado, mas o que mais o surpreendeu foi ver sua mãe deitada no meio da cama, de barriga para baixo, coberta por um fino lençol branco.
Ela estava dormindo... nua, o cobertor cobria só parte das suas nádegas enquanto o resto ficava à mostra. Mesmo que sua mãe estivesse naquele estado, ele não pôde deixar de notar como ela era tão linda, mesmo com os cabelos despenteados e a boca entreaberta num sorriso. Pedro se sentiu desconfortável naquela situação. Queria cumprimentar sua mãe, mas não sabia o que dizer depois de acordá-la, então fechou a porta com cuidado e bateu duas vezes. TOC, TOC
— Mãe, tá aí?
— Mmm… O quê? Ah, Pedro, filho, não entra!
— Tá bom.
— Agora eu saio, Pedrinho, eu tava me trocando. Você vai pro seu quarto que eu preparo a comida.
— Como quiser, mãe.
Pouco mais de meia hora depois, sua mãe bateu na porta do quarto dele e entrou com um sorriso nervoso.
— Como você tá, meu filho?
— Bem, mãe, e você?
— Muito bem, filho, muito bem. Desculpa demorar tanto, mas eu tinha adormecido e…
— Não se preocupa, mãe, não é que eu tava com tanta fome.
Pedro, ao ver a atitude nervosa dela, lembrou de quando seu irmão fazia algo errado e tentava fingir que estava tudo bem pra ninguém perceber. *"Mas o que de errado a mãe poderia ter feito?"*
— Como foi na escola, Pedrinho?
— Na verdade, hoje foi muito bom, foi um dia… tranquilo.
— Que bom, que bom. E ninguém te deu problema?
Pedro achou estranho ela fazer essa pergunta, especialmente naquele dia.
— Não, ninguém. Por quê?
— Só por perguntar. De qualquer forma, quando sair da escola, quero que você volte direto pra casa, ok?
— Como, direto?
— Você me ouviu, Pedrinho, é pro seu bem.
— Mas por que você tá me dizendo isso? Do nada assim.
— É que… eu vi recentemente umas notícias de gangues atacando os meninos das escolas e fiquei preocupada.
— Gangues? Sério?
— Sim, obedece sua mãe e volta pra casa assim que puder, não para pra conversar com ninguém, ok?
— Tá bom, mãe.
No dia seguinte, Pedro foi pra escola com as palavras da mãe bem fixas na mente, mas o que mais o deixava pensativo era a falta do seu amigo Juan. O garoto não tinha respondido às suas mensagens. desde o primeiro dia e agora ele não estava na escola. Pedro começou a se preocupar. Foi procurá-lo antes de entrar nas aulas, durante o recreio e na saída. Mesmo não estando fazendo o que a mãe tinha mandado, ele sentia que era a coisa certa a fazer. Pedro começou a temer que algo tivesse acontecido com seu amigo, mas além de ligar não podia fazer nada, então teve que ir para casa. TERESA, UM POUCO ANTES… - VOCÊ É LOUCO? Como pode dizer uma coisa dessas? - Não vejo problema, putinha. Nós dois sabemos que você mal pode esperar para se livrar dessa pantomima de esposa-mãe modelo. - Você está enganado. Eu… não é assim. Não é como você pensa. - Sabe que comigo você não precisa mentir, gostosa. - NÃO! Isso não! Nunca. É demais… impossível, é uma loucura, é… - Excitante. É excitante, era isso que você queria dizer. Marcelo tenta beijá-la, mas Teresa resiste com força, como se tentasse freá-lo com a mão no peito dele. - Estou falando sério. Isso… isso é demais. Ela pôde ver claramente nos olhos do seu amo que duvidar da autoridade dele foi uma má ideia. - Como quiser, putinha! Você me entediou. Esta será a última vez que me vê, assim não terá que se preocupar com minhas "loucuras". - O quê? O valentão a vira de bruços com violência e com a mão agarra seu cabelo com força, pressionando seu rosto contra o travesseiro. - O que você está fazendo? Espera… Teresa consegue dizer antes que Marcelo enfiasse com um golpe seco todo o seu pau na sua bunda, fazendo-a soltar um grito.
Marcelo começou a martelar ela com força, muita força ali na cama. Teresa sentia a raiva do cara em cada enfiada que ele dava. Era tão forte, tão violento e bruto que ela até começou a ter medo. Parecia que ele queria demolir ela com o pau, mas até isso também a fazia gozar.
Afundada atrás de afundada, orgasmo atrás de orgasmo, Teresa se perdia no prazer até perder a consciência e só acordou quando ouviu seu filho batendo na porta do quarto. PEDRO PRESENTE… Não sabia porquê, mas tinha medo do que seu pai diria. Nunca o temeu, mas agora temia sua reação no momento em que o visse. Talvez se sentisse envergonhado por ser tão miserável, ou talvez simplesmente não quisesse perturbá-lo, fazendo-o se preocupar. Pedro pensava isso enquanto estava sentado na poltrona da sala, esperando que Felipe entrasse pela porta principal. Já era noite avançada. Mais uma vez, seu pai tinha trabalhado duro para dar a ele e à sua mãe uma boa vida, e agora estava prestes a entrar em casa para ser recebido por uma esposa preocupada e um filho miserável, com hematomas no rosto.
— Boa noi… — Felipe interrompeu a própria saudação ao ver o rosto inchado do filho. Pedro estava muito agitado para explicar, então foi sua mãe quem o fez em seu lugar. Ela explicou muito bem ao marido o que ele lhe havia contado. Foi mais fácil para Pedro falar com a mãe sobre o que aconteceu pelo simples fato de ela não ter ficado tão alarmada quanto Felipe ao ver seu rosto inchado… quase como se, para ela, não fosse uma surpresa.
— ISSO É O CÚMULO! PASSARAM DO LIMITE!
— Felipe, querido, se acalma.
— Como pode me dizer para me acalmar? Por acaso não viu como o deixaram?
— Eu sei, eu sei, mas reagir assim não resolve nada. Temos que ser civis e discretos em nossas ações.
— Civis? Discretos? De que diabos você está falando, mulher? Amanhã mesmo vou à polícia e denuncio esse criminoso!
— Não, Felipe!
— Por que não!?
— Porque… nem sabemos se foi o Marcelo.
— Ah, claro, se não foi ele, então quem foi?
Na verdade, Pedro sabia que Marcelo não estava entre seus agressores. Ele teria reconhecido seus golpes. O problema era que não sabia com precisão quem foi o agressor. Como ele mesmo disse: tudo aconteceu tão rápido, os golpes o fizeram fechar os olhos e ele não identificou com exatidão os rostos dos presentes. Inicialmente, Pedro estava mais… tinha certeza da identidade de alguns deles, mas depois de conversar com sua mãe, assim que chegou em casa, foi ficando cada vez menos seguro. As palavras e perguntas dela o fizeram duvidar dos próprios olhos, da própria percepção dos fatos. Ele queria gritar: — SIM, MÃE! FORAM ELES! OS AMIGOS DO MARCELO! COM CERTEZA FOI ELE QUEM DEU A ORDEM. Mas nada disso saiu da sua boca porque sua própria mãe estava questionando seu testemunho. — Tem certeza que foram eles, filho? Você disse primeiro que tudo foi muito rápido e que não entendeu nada. — Ss… tenho certeza… acho. — Tem certeza ou não? Por que não toma seu tempo e lembra dos rostos dessas pessoas? Eles tinham tatuagens, cicatrizes, algum sinal particular? — Não… não sei. Não prestei atenção nisso. — Não prestou atenção? — É que… estavam todos em cima de mim. Não deu pra ver bem os rostos deles… — Pelo menos viu como estavam vestidos, de que cor eram as calças, as camisetas ou os sapatos? — Eu… não. Não lembro. — Ou seja, não lembra dos rostos, não sabe como estavam vestidos ou que aparência tinham, mas diz que tem certeza que foram os amigos do Marcelo? — Por que… por que você está me fazendo essas perguntas? Você acredita em mim ou não? — Claro que acredito, Pedrinho. Sei que você nunca mentiu pra mim… sei que você acredita que viu esses caras, mas estou tentando te ajudar a tirar todas as dúvidas que você poderia ter. E assim, imaginação e lembranças se misturaram na cabeça do Pedro. Confiava tanto na mãe que dava mais crédito aos raciocínios dela do que aos próprios olhos. No dia seguinte, depois de deixar Jonas na escola, os três foram à polícia. Durante o caminho, o menino sentia a necessidade de alguém que o ajudasse, alguém pra quem contar suas mágoas, como seu amigo João. Onde estava o João? “Será que aconteceu a mesma coisa com ele? Por isso ele não respondia às mensagens e ligações? Por isso não estava na escola?” Primeiro, entraram os três juntos, sentaram e conversaram com a polícia, principalmente o Felipe. Ele estava muito agitado e nervoso, dava pra ver pela forma como falava, parecia um desesperado, e isso… O velho policial não gostava dele por alguma razão. Teresa, por sua vez, se limitava a confirmar de vez em quando o que o marido dizia, enquanto mantinha uma mão nas costas de Pedro. O curioso era que o garoto sentia ela apertar mais forte cada vez que ele tentava dizer algo, como se não quisesse que ele falasse — mas com certeza não era isso. Certamente ela estava tentando segurá-lo e dar-lhe coragem com aqueles apertões. Era o que Pedro dizia para si mesmo. Chegou o momento de eles saírem, deixando o pintinho sozinho fora do ninho. O policial disse que era necessário falar apenas com a vítima, então Teresa e Felipe, a contragosto, saíram. Continua…
— Como você está, Pedro?
— Bem, Juan, obrigado. Mas por que pergunta?
— Só estava pensando no que você me contou sobre sua mãe e o Marcelo, aquela história da redenção dele.
— O que tem isso?
— Só queria recomendar que você fique de olho na sua mãe. Talvez o Marcelo possa tentar… você sabe, fazer o que o Marcelo sempre faz.
— Ah, não se preocupa com isso. Minha mãe sabe se defender desse tipo de "atenção". Na verdade, ela está na cozinha com ele agora.
— Sério?
— Sério. Não quero ficar no mesmo cômodo que ele, então me tranquei no meu quarto.
— Que merda, Pedro, sério. Prisioneiro na sua própria casa. Sei que deve ser uma sensação ruim.
— Você sabe como é? Como?
— Não, não, não sei como é, mas imagino que deve ser… ruim, né?
— Bom, sim, é uma merda. Mas acho que não vou ter que aguentar por muito tempo. Sei que aquele bastardo vai mostrar quem realmente é, e a mamãe vai botá-lo pra fora de casa.
No andar de baixo, na cozinha, Teresa estava novamente entre as pernas do valentão, dando uma última chupada antes que ele fosse embora. A língua e as mãos da mulher trabalhavam em perfeita sincronia, dando ao garoto a melhor chupada da vida dele. Teresa estava muito mais energética e excitada do que o normal, e ela sabia perfeitamente o porquê. Sabia que era errado, era ruim e perverso, mas também era emocionante e tremendamente excitante saber que seu filho estava no andar de cima, sem saber que sua mãe estava curtindo o pau do valentão dele na boca.
O resto da semana foi a mesma coisa: Pedro ia pra escola, Marcelo comia a Teresa em casa, Pedro voltava pra casa e se trancava no quarto. A paciência do garoto, porém, diminuía a cada dia, e ele reclamava com a mãe porque não queria o seu valentão dentro de casa todos os dias. Ela primeiro tentou convencer o filho de que o que fazia era uma coisa boa e tentou fazê-lo aceitar, mas não deu certo. A insistência de Pedro no assunto irritou a mãe, que agora defendia o valentão abertamente, destacando suas qualidades e impondo sua autoridade como mãe sobre o filho.— Como você pode dizer isso? Depois de tudo que ele me fez!
— Eu sei do que estou falando, Pedro! O Marcelo não é tão ruim quanto você pensa, ele quer mudar e está me mostrando isso todos os dias.
— O quê? Ele? Mudar? Caras como ele não mudam, mãe. Ele só gosta de me machucar, essa é a única razão dele estar aqui.
— Você não tem ideia de como está errado, filho. Além disso, não se esqueça de como seu pai e eu te criamos.
— ...
— Nós te ensinamos a perdoar, não a odiar. Você sabe muito bem como é importante acreditar na bondade das pessoas e...
— Não! Não ele. Não o Marcelo.
— Pedro, meu filho, me escuta. Se você pelo menos desse uma chance, tenho certeza que mudaria de ideia, poderiam até virar amigos...
— ...AMIGOS? Com, com... o Marcelo? Impossível, nunca. Você tá louca, mãe, tá maluca se acha que...
— PEDRO! Não se atreva a falar comigo desse jeito, menino! Sou sua mãe e você tem que me respeitar.
— Eu... Você não entende. Não consigo ficar com ele aqui, na minha casa. Não bastava ter que aguentar na escola, agora você traz ele pra cá também.
— É você que não entende, Pedro. Eu disse que o Marcelo virá na MINHA CASA se eu quiser, ele é um bom garoto, com muitas qualidades e...
— CHEGA! Não quero que você fale assim dele. Esse, esse... filho da puta arruinou minha vida e você sabe muito bem. Ele é um criminoso, um brutamontes sem consciência ou vergonha! Eu odeio ele! Quero que esse animal vá pro inferno!
**PAFF**
Um tapa estalou no rosto de Pedro, deixando-o sem palavras. assustado, traumatizado e, acima de tudo, ferido, não no corpo, mas na alma. Teresa reagiu por instinto, em defesa de seu amante, ao ouvir seu próprio filho insultar seu macho. Imediatamente, ela se arrependeu do gesto. Nunca em toda a vida havia levantado um dedo para o filho, e agora diante dela estava seu amado Pedrito, com a mão no rosto avermelhado, os olhos límpidos prestes a derramar lágrimas e um olhar que a encarava como se não a reconhecesse... na verdade, ela também não se reconheceu naquele momento. Queria pedir perdão, queria abraçá-lo, prometer que nunca mais faria aquilo, mas, em vez disso, fez o contrário. — Vai pro teu quarto. Imediatamente. Mesmo arrependida de suas ações, continuou recitando o papel da mãe zangada, como se estivesse convencida de ter razão. Pedro obedeceu e subiu as escadas em silêncio, com passos de zumbi, enquanto Teresa o observava de braços cruzados, esforçando-se para manter uma cara de raiva caso o filho se virasse. Nem ela sabia por que se comportava assim. Mal ouviu a porta do quarto fechar, Teresa sentou-se no sofá da sala e cobriu o rosto com as mãos, esforçando-se para não chorar. “Não posso mandar fotos pro Marcelo com os olhos inchados”, pensava Teresa. Tentou explicar para si mesma mil vezes sua reação, buscando uma justificativa para o ato, algo que a fizesse se sentir melhor, mas não conseguia. Teresa começou a ter medo. Tinha medo do que estava se tornando, medo de não conseguir parar e, sobretudo, medo do que seu filho poderia contar ao pai. Como explicaria isso ao marido? Teresa e Felipe haviam criado os filhos eliminando completamente o uso de violência contra eles, nunca puxaram a orelha, nunca tocaram neles com um dedo e, principalmente, nunca sonharam em dar um tapa nos filhos. Eles os haviam criado com uma educação baseada em amor, paciência, compreensão e razão. PEDRO O garoto ainda não conseguia acreditar que sua própria mãe o havia batido, e não foi um tapa leve, foi um tapa forte, com raiva e força, sua bochecha ainda doía e ele a sentia quente. Mais do que tudo, porém, se sentia magoado e traído. Não conseguia assimilar que sua mãe o havia batido pela primeira vez na vida em defesa do valentão, só de pensar nisso dava vontade de morrer. TOC, TOC Teresa bate na porta.
- A… Pode entrar. Diz o garoto com certa hesitação, sem saber como se comportar.
- Pedro, filho… você se acalmou?
- O quê?
- Você está calmo agora? Quero falar com você.
Pedro achou que ela viria pedir desculpas, não acusá-lo.
- Eu? Você está calma?
- Chega, Pedrinho. Não quero discutir mais. O que aconteceu primeiro não quero que se repita. Suponho que você concorde.
- Bom, sim, mas você…
- Eu não quero que meu filho se atreva a me faltar com respeito daquele jeito. Não criei você assim, como um mal-educado desrespeitoso.
- Sinto muito, mãe… mas você…
- Não tente mudar de assunto, filho. Você errou e se não quer que eu conte ao seu pai como você se comportou, então tem que me prometer não fazer mais isso.
- Eu… prometo, mãe.
Pedro havia passado de vítima a culpado em poucos segundos.
- E me prometa também não me questionar de jeito nenhum sobre o Marcelo. Ok?
- Mãe, ele… eu… prometo.
Depois de negociar sua inocência em tudo aquilo, Teresa abraça o filho e ele, como se fosse uma criança, a abraça também, perdoando e esquecendo o tapa que levou sem ter ouvido nenhuma desculpa.
- Muito bem, Pedrinho. Me diga, quer que eu faça algo especial para o jantar?
Foi fácil para Teresa conseguir o silêncio do filho: algumas palavras para distorcer a verdade, o sentimento de culpa e uma oferta de comida garantiram seu silêncio.
**PEDRO**
Naquela noite, o jantar passou como se nada tivesse acontecido, mas logo antes de ir dormir, ele ouviu seus pais discutindo de novo sobre o mesmo assunto. Não prestou muita atenção no que diziam, certamente seria a mesma coisa das outras vezes e, como nas outras vezes, sua mãe acabaria vencendo, fazendo seu pai calar a… Pai. De manhã, antes de ir pra escola, ele via o pai cada vez mais de mau humor. Não era que ele tivesse bravo com ele ou com o irmão, mas com certeza tava triste e cansado de como as coisas estavam com a mãe. Eles não discutiam tanto, mas agora parecia que era coisa de todo dia, e isso não agradava nem um pouco o Pedro. Lembrava ele do que os colegas da escola falavam sobre os próprios pais, que do nada brigavam por qualquer coisa, que era quase todo dia, e que até quando não tavam brigando parecia a mesma coisa que se tivessem brigado. Eles todos diziam a mesma coisa, ou seja, que no fim tudo aquilo terminava em divórcio. Vinham à mente dele os colegas se enfrentando pra ver quem tinha se fodido mais durante os divórcios, como se fosse uma competição. "Isso não vai acontecer. Não com meus pais. Eles não. Além disso, eles nem acreditam em divórcio", se consolava sozinho. Por mais que tentasse, não parava de pensar nas histórias de divórcio que ouviu dos colegas, especialmente sobre os amantes. A maioria dizia que no fim descobria-se que um deles ou os dois tinham outro parceiro em segredo. Às vezes era a secretária novinha, outras vezes o personal de pilates ou até um parente da esposa ou do marido. Pro Pedro sempre foi uma coisa de outro mundo, um perigo longe dele, mas agora parecia até real demais. — Pedro, você me escutou? — Mmm? O quê? — Te perguntei se você quer tentar correr dessa vez. — Ah, não, João. A última vez que a gente tentou foi pior, lembra? — É, tem razão. Bom, então a gente se vê na saída.
TERESA
Nua na cama, Teresa estava de bruços chupando com determinação o pau do seu macho enquanto ele a filmava com o celular.

- Você não vai mandar pra ninguém, né? - Claro que não. Respondeu o valentão com um tom quase sarcástico, mas a mãe de Pedro não objetou nada, como se não tivesse importância.
- Quer deixar isso mais interessante?
- Mmm… Como interessante?
PEDRO
- Oi, mãe? Que foi?
- Mm… Oi, Pedrinho, nada… Tudo bem.
- Sim, mãe, mas por que você tá me ligando no horário da escola?
- Tá ocupado demais pra falar com sua mãe?
- Não, claro que não, mãe. Na verdade, o recreio acabou agora.
- Mmm… Sim, GLACK, entendo.
- Mãe, não tô te ouvindo bem. Talvez tenha interferência.
- Bom, então mmm… se cuida, ok?
Pedro ouviu algo. Não estava claro, mas parecia que tinha alguém lá com ela.
- Mãe? Por acaso o Marcelo tá aí com você de novo?
- Não, não, por que ele teria que estar aqui?
- Achei que fosse igual nos outros dias. Além disso, hoje não vi ele na escola, então pensei…
- Tô aqui sozinha. Comendo uma banana. Mas me diz, filho, se divertiu no recreio?
- Não, bem… Passei o tempo todo procurando o Juan, mas não encontrei ele em lugar nenhum.
- OOHJJ Pobre… Pobrezinho!
- Mãe? Que foi?
TERESA
- Sim, sim mmmm, tudo beeem.
Teresa tinha acabado de chupar o pau do valentão do filho e deixado ele enfiar na sua bunda. Tudo isso sem reclamar.
Marcelo continuou filmando enquanto seu pau entrava centímetro após centímetro dentro dela, tornando cada vez mais difícil conter os gemidos. - Preciso ir, Pedro. Estou… mmmocupadaa. - Ok. Então mais tar… Seu filho não conseguiu terminar a frase porque ela cortou a ligação logo antes de soltar um gemido forte.
O valentão começou a martelar ela com seu pau enquanto a cama rangia como se fosse quebrar. PEDRO O garoto estava esperando na porta por seu amigo Juan, mas nada. O colégio já estava quase vazio e seu fiel amigo ainda não tinha saído. "Que estranho", pensou Pedro, mas não podia esperar mais, então mandou uma mensagem e seguiu para casa. Aquele dia, estranhamente, não havia nenhum da gangue do Marcelo esperando por ele como sempre. "Talvez tenham cansado de me esperar" - hoje parecia ser um bom dia para Pedro, afinal. Mal abriu a porta de casa, um cheiro muito forte invadiu seu nariz. Não sabia de onde vinha, mas abriu as janelas rapidamente para deixar sair. - Mãe? Ninguém respondeu. Não havia comida como normalmente havia quando voltava para casa, os pratos e panelas sujas do almoço ainda estavam lá sem terem sido lavados, mas mais importante: não havia sua mãe. Subiu as escadas e foi em direção ao quarto de sua mãe e, quando abriu a porta, aquele mesmo cheiro de antes voltou a se fazer notar, desta vez mais forte e mais pesado, mas o que mais o surpreendeu foi ver sua mãe deitada no meio da cama, de barriga para baixo, coberta por um fino lençol branco.
Ela estava dormindo... nua, o cobertor cobria só parte das suas nádegas enquanto o resto ficava à mostra. Mesmo que sua mãe estivesse naquele estado, ele não pôde deixar de notar como ela era tão linda, mesmo com os cabelos despenteados e a boca entreaberta num sorriso. Pedro se sentiu desconfortável naquela situação. Queria cumprimentar sua mãe, mas não sabia o que dizer depois de acordá-la, então fechou a porta com cuidado e bateu duas vezes. TOC, TOC — Mãe, tá aí?
— Mmm… O quê? Ah, Pedro, filho, não entra!
— Tá bom.
— Agora eu saio, Pedrinho, eu tava me trocando. Você vai pro seu quarto que eu preparo a comida.
— Como quiser, mãe.
Pouco mais de meia hora depois, sua mãe bateu na porta do quarto dele e entrou com um sorriso nervoso.
— Como você tá, meu filho?
— Bem, mãe, e você?
— Muito bem, filho, muito bem. Desculpa demorar tanto, mas eu tinha adormecido e…
— Não se preocupa, mãe, não é que eu tava com tanta fome.
Pedro, ao ver a atitude nervosa dela, lembrou de quando seu irmão fazia algo errado e tentava fingir que estava tudo bem pra ninguém perceber. *"Mas o que de errado a mãe poderia ter feito?"*
— Como foi na escola, Pedrinho?
— Na verdade, hoje foi muito bom, foi um dia… tranquilo.
— Que bom, que bom. E ninguém te deu problema?
Pedro achou estranho ela fazer essa pergunta, especialmente naquele dia.
— Não, ninguém. Por quê?
— Só por perguntar. De qualquer forma, quando sair da escola, quero que você volte direto pra casa, ok?
— Como, direto?
— Você me ouviu, Pedrinho, é pro seu bem.
— Mas por que você tá me dizendo isso? Do nada assim.
— É que… eu vi recentemente umas notícias de gangues atacando os meninos das escolas e fiquei preocupada.
— Gangues? Sério?
— Sim, obedece sua mãe e volta pra casa assim que puder, não para pra conversar com ninguém, ok?
— Tá bom, mãe.
No dia seguinte, Pedro foi pra escola com as palavras da mãe bem fixas na mente, mas o que mais o deixava pensativo era a falta do seu amigo Juan. O garoto não tinha respondido às suas mensagens. desde o primeiro dia e agora ele não estava na escola. Pedro começou a se preocupar. Foi procurá-lo antes de entrar nas aulas, durante o recreio e na saída. Mesmo não estando fazendo o que a mãe tinha mandado, ele sentia que era a coisa certa a fazer. Pedro começou a temer que algo tivesse acontecido com seu amigo, mas além de ligar não podia fazer nada, então teve que ir para casa. TERESA, UM POUCO ANTES… - VOCÊ É LOUCO? Como pode dizer uma coisa dessas? - Não vejo problema, putinha. Nós dois sabemos que você mal pode esperar para se livrar dessa pantomima de esposa-mãe modelo. - Você está enganado. Eu… não é assim. Não é como você pensa. - Sabe que comigo você não precisa mentir, gostosa. - NÃO! Isso não! Nunca. É demais… impossível, é uma loucura, é… - Excitante. É excitante, era isso que você queria dizer. Marcelo tenta beijá-la, mas Teresa resiste com força, como se tentasse freá-lo com a mão no peito dele. - Estou falando sério. Isso… isso é demais. Ela pôde ver claramente nos olhos do seu amo que duvidar da autoridade dele foi uma má ideia. - Como quiser, putinha! Você me entediou. Esta será a última vez que me vê, assim não terá que se preocupar com minhas "loucuras". - O quê? O valentão a vira de bruços com violência e com a mão agarra seu cabelo com força, pressionando seu rosto contra o travesseiro. - O que você está fazendo? Espera… Teresa consegue dizer antes que Marcelo enfiasse com um golpe seco todo o seu pau na sua bunda, fazendo-a soltar um grito.
Marcelo começou a martelar ela com força, muita força ali na cama. Teresa sentia a raiva do cara em cada enfiada que ele dava. Era tão forte, tão violento e bruto que ela até começou a ter medo. Parecia que ele queria demolir ela com o pau, mas até isso também a fazia gozar.
Afundada atrás de afundada, orgasmo atrás de orgasmo, Teresa se perdia no prazer até perder a consciência e só acordou quando ouviu seu filho batendo na porta do quarto. PEDRO PRESENTE… Não sabia porquê, mas tinha medo do que seu pai diria. Nunca o temeu, mas agora temia sua reação no momento em que o visse. Talvez se sentisse envergonhado por ser tão miserável, ou talvez simplesmente não quisesse perturbá-lo, fazendo-o se preocupar. Pedro pensava isso enquanto estava sentado na poltrona da sala, esperando que Felipe entrasse pela porta principal. Já era noite avançada. Mais uma vez, seu pai tinha trabalhado duro para dar a ele e à sua mãe uma boa vida, e agora estava prestes a entrar em casa para ser recebido por uma esposa preocupada e um filho miserável, com hematomas no rosto. — Boa noi… — Felipe interrompeu a própria saudação ao ver o rosto inchado do filho. Pedro estava muito agitado para explicar, então foi sua mãe quem o fez em seu lugar. Ela explicou muito bem ao marido o que ele lhe havia contado. Foi mais fácil para Pedro falar com a mãe sobre o que aconteceu pelo simples fato de ela não ter ficado tão alarmada quanto Felipe ao ver seu rosto inchado… quase como se, para ela, não fosse uma surpresa.
— ISSO É O CÚMULO! PASSARAM DO LIMITE!
— Felipe, querido, se acalma.
— Como pode me dizer para me acalmar? Por acaso não viu como o deixaram?
— Eu sei, eu sei, mas reagir assim não resolve nada. Temos que ser civis e discretos em nossas ações.
— Civis? Discretos? De que diabos você está falando, mulher? Amanhã mesmo vou à polícia e denuncio esse criminoso!
— Não, Felipe!
— Por que não!?
— Porque… nem sabemos se foi o Marcelo.
— Ah, claro, se não foi ele, então quem foi?
Na verdade, Pedro sabia que Marcelo não estava entre seus agressores. Ele teria reconhecido seus golpes. O problema era que não sabia com precisão quem foi o agressor. Como ele mesmo disse: tudo aconteceu tão rápido, os golpes o fizeram fechar os olhos e ele não identificou com exatidão os rostos dos presentes. Inicialmente, Pedro estava mais… tinha certeza da identidade de alguns deles, mas depois de conversar com sua mãe, assim que chegou em casa, foi ficando cada vez menos seguro. As palavras e perguntas dela o fizeram duvidar dos próprios olhos, da própria percepção dos fatos. Ele queria gritar: — SIM, MÃE! FORAM ELES! OS AMIGOS DO MARCELO! COM CERTEZA FOI ELE QUEM DEU A ORDEM. Mas nada disso saiu da sua boca porque sua própria mãe estava questionando seu testemunho. — Tem certeza que foram eles, filho? Você disse primeiro que tudo foi muito rápido e que não entendeu nada. — Ss… tenho certeza… acho. — Tem certeza ou não? Por que não toma seu tempo e lembra dos rostos dessas pessoas? Eles tinham tatuagens, cicatrizes, algum sinal particular? — Não… não sei. Não prestei atenção nisso. — Não prestou atenção? — É que… estavam todos em cima de mim. Não deu pra ver bem os rostos deles… — Pelo menos viu como estavam vestidos, de que cor eram as calças, as camisetas ou os sapatos? — Eu… não. Não lembro. — Ou seja, não lembra dos rostos, não sabe como estavam vestidos ou que aparência tinham, mas diz que tem certeza que foram os amigos do Marcelo? — Por que… por que você está me fazendo essas perguntas? Você acredita em mim ou não? — Claro que acredito, Pedrinho. Sei que você nunca mentiu pra mim… sei que você acredita que viu esses caras, mas estou tentando te ajudar a tirar todas as dúvidas que você poderia ter. E assim, imaginação e lembranças se misturaram na cabeça do Pedro. Confiava tanto na mãe que dava mais crédito aos raciocínios dela do que aos próprios olhos. No dia seguinte, depois de deixar Jonas na escola, os três foram à polícia. Durante o caminho, o menino sentia a necessidade de alguém que o ajudasse, alguém pra quem contar suas mágoas, como seu amigo João. Onde estava o João? “Será que aconteceu a mesma coisa com ele? Por isso ele não respondia às mensagens e ligações? Por isso não estava na escola?” Primeiro, entraram os três juntos, sentaram e conversaram com a polícia, principalmente o Felipe. Ele estava muito agitado e nervoso, dava pra ver pela forma como falava, parecia um desesperado, e isso… O velho policial não gostava dele por alguma razão. Teresa, por sua vez, se limitava a confirmar de vez em quando o que o marido dizia, enquanto mantinha uma mão nas costas de Pedro. O curioso era que o garoto sentia ela apertar mais forte cada vez que ele tentava dizer algo, como se não quisesse que ele falasse — mas com certeza não era isso. Certamente ela estava tentando segurá-lo e dar-lhe coragem com aqueles apertões. Era o que Pedro dizia para si mesmo. Chegou o momento de eles saírem, deixando o pintinho sozinho fora do ninho. O policial disse que era necessário falar apenas com a vítima, então Teresa e Felipe, a contragosto, saíram. Continua…
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