ME CASEI COM UMA VAGABUNDA
Quando pequeno, sempre que podia acompanhava meu pai ao trabalho. Embora fosse muito aplicado na escola e me preocupasse em ser um bom aluno, minha felicidade total passava por aquele tempo ao lado dele, e eu sempre estudava para tirar as melhores notas, porque minha mãe conhecia meu ponto fraco, e me proibir de ir com ele era o pior dos meus castigos.
Papai era locutor na nossa cidadezinha, era a figura central no noticiário de todo meio-dia, e poder vê-lo era meu maior orgulho. Ele gostava que eu o acompanhasse, era um homem conhecido, todos o cumprimentavam ao passar, sempre vestia impecável, de terno, gravata, usava o cabelo curto e penteado para trás, barbeava-se toda manhã, e fazia o impossível para se manter em forma. Seu carma eram aquelas rebeldes cãs prematuras que estragavam seu tom castanho perfeito.
Na escola, todo mundo me conhecia como "o filho do", e muitas vezes me perguntavam como era aquela vida tão popular que meu pai ostentava.
Mas, na verdade, o meu interesse ia muito além dessa coisa de ter um pai conhecido. Eu era fascinado por todo o ambiente de trabalho dele, o canal, o estúdio, todo o movimento dos bastidores e todo aquele mundo que era reservado para poucos.
E eu sabia que devia ficar em silêncio quando estava no ar e me manter distante nos intervalos, porque papai "estava trabalhando", e aqueles não eram momentos para incomodá-lo.
Assim era feito aquele noticiário diário, com a humildade de um canal de cidade pequena, onde tudo custava muito sacrifício.
Lembro que havia apenas duas câmeras, eram meio obsoletas, e especialmente aquilo era minha atração.
O velho Juan José era um dos cameramen daquela época, um velho careca e barbudo que era muito legal comigo, sempre tinha doces nos bolsos e, nos seus momentos livres, me deixava brincar um pouco, sempre sob o cuidado dele, e sem querer, de uma brincadeira eu aprenderia um ofício.
Já na minha adolescência, Juan José me deixava substituí-lo em alguns trechos da jornada dele, e eu sabia que aquele seria meu futuro. O tempo passava para todos, meu mestre de câmeras estava doente do coração e buscava uma aposentadoria antecipada, e também passava o tempo para o papai, muitos anos fazendo a mesma coisa, sua figura tinha se desgastado com o tempo e agora corriam novos ares, novas gerações que vinham reivindicar seu lugar, apegadas a novas tecnologias às quais meu pai já não conseguia mais enfrentar.
E as coisas mudavam para mim também, não podia simplesmente esperar viver a mesma vida que Juan José, não conseguiria trabalhar cinquenta anos atrás daquela câmera que começava a cair aos pedaços, onde o pagamento diminuía ano após ano e onde as épocas de ouro não voltariam mais.
E foi meu próprio pai que, notando o que estava acontecendo, me estenderia uma ponte para a grande Capital Federal, apesar de ser apenas uma pessoa do interior, ele sempre teve contatos com seus colegas dos grandes canais da capital, e num piscar de olhos começava uma nova vida como cameraman de um dos grandes meios de Buenos Aires.
Me estabeleci e aprendi a me virar naquela selva de concreto, tive que passar de um inocente caipira a um porteño metido a besta, porque se não, as feras teriam me devorado.
Quando tive tudo arrumado, Estefanía viajaria para se estabelecer comigo, minha namoradinha de toda a vida, e exatamente como tínhamos jurado na minha partida, voltaríamos a nos encontrar para nunca mais nos separarmos.
Casamos no civil de um jeito meio bagunçado, só estávamos nós dois naquele lugar e apenas algumas amizades que começávamos a construir, decidimos deixar a grande festa da igreja, o vestido branco e todas essas coisas para um futuro próximo, na nossa cidade, com nossas famílias.
Mas logo, antes do que pensávamos, chegaria Candela, nossa primeira filha, e não muito depois Anahí, a segunda, e todas essas mudanças nas nossas vidas adiariam para sempre aquela grande festa que tínhamos sonhado.
Chegava aos meus trinta anos e tinha tudo o que tinha desejado ter, amava meu trabalho, amava minha esposa, amava minhas meninas, o pagamento era excelente, e eu ganhava mais do que conseguia gastar, todo dia eu acordava com um sorriso e tudo era perfeito no meu mundo perfeito
Aí me chamaram pra um projeto novo, um programa novo que ia começar em pouco tempo, todo sábado, todo domingo, das onze da manhã até as oito da noite, sem dúvida exaustivo, um horário horrível, um programa ao vivo de música tropical, cumbia, e um monte de merda que eu não curtia nada, não tinha nada de atraente, exceto um pagamento cheio de zeros e quando eu disse sim, sem saber, eu tava dizendo sim pra uma tempestade que vinha na minha vida
Como eu falei, essa tal de música feria meus ouvidos e eu tinha que tomar uns aspirinas pra aliviar minha dor de cabeça, bandas passando uma atrás da outra, e só me fazia ver a decadência da sociedade, até soava bizarro, embora a audiência respondesse muito bem
Entre tanta coisa vulgar que tinha nesse programa, sempre tinha umas minas que dançavam como fundo do cenário, na real eram umas putinhas, que pareciam putinhas, que não ligavam de parecer putinhas, sempre com meio rabo de fora, de saiinha, de shortinho, ou exagerando as tetas de silicone escapando dos decotes, sempre sorrindo, sem se importar que os closes deixassem claro que as bundas delas eram mais importantes que os rostos
E tudo ia continuar assim, até que a Yanina, uma mina nova, chegou pro time de dançarinas. Ela não demorou pra se destacar entre as outras, era mais alta, tinha mais peito, tinha mais bunda, e um jeito avassalador, em pouco tempo tomou a posição central na coreografia, e era realmente chamativa
Também não demorou pra fazer as colegas odiarem ela, justamente a tratavam de puta, ou seja, ela era puta entre as putas e os conflitos tavam logo ali na esquina
E meu problema foi que a Yanina, em cada intervalo, em cada oportunidade, vinha pro meu lado e puxava conversa, sobre qualquer assunto, ela grudava em mim feito um cachorrinho faldero, talvez, porque era quase o único que dirigia a palavra a ela e quando nos enroscamos entre os lençóis eu soube que tinha dado o passo errado
Minha mulher e minhas filhas eram alheias a tudo, eu tinha arrumado uma amante que era dinamite pura, só tinha acontecido, só tinha passado, e a Yanina era tão boa na cama que eu simplesmente não conseguia cortar
A estadia dela no programa não duraria muito, tinha se desencadeado uma guerra, ela contra o resto das meninas, e a Yanina na verdade não era uma boa pessoa, de boca solta, conflituosa, nunca ficava calada, e do canal notaram que tinham colocado uma víbora num cesto de víboras, e é mais fácil limpar uma do que todas
Ela seguiu o caminho dela, mas nunca deixamos de ser amantes escondidos, ela se tornou minha obsessão, minha perdição, a ponto de eu perceber que pensava mais nela do que na minha própria família
Yanina agora se virava como promotora em geral, mas preferencialmente andava nos fins de semana pelos diversos circuitos do país, em corridas de carro, e começou a se comportar ciumenta comigo, por causa da minha mulher, das minhas meninas, ficamos tensos, discussões e conflitos de uma mulher que tinha que se contentar com uma parte e que se cansava daquele papel, ela foi categórica, era tudo ou nada, ou eu esquecia minha mulher e as meninas ou esquecia dela
Yanina era tão puta quanto perversa e egocêntrica, não tinha piedade, e notando que eu jamais me decidiria a dar o passo e só manteria o status quo com falsas promessas, foi ela mesma que se apresentou na minha própria casa quando eu estava trabalhando para falar a sós com minha mulher e colocá-la a par de tudo o que eu fazia pelas costas dela
O desfecho foi previsível, porque a Estefanía era uma mulher extremamente boa, que podia aceitar qualquer coisa, menos uma traição, e menos com uma puta daquele calibre, então uma manhã, ela empreendeu a viagem de volta à nossa querida cidade, com uma mala debaixo do braço, o rosto lavado em lágrimas e as Duas pequenas que se escondiam entre suas saias sem entender o que estava acontecendo.
A separação foi dura, mas ao mesmo tempo começava minha vida de casal com a Yanina, a mulher que me enlouquecia, na cama, nos pensamentos, e era como aquela droga que você sabe que te mata aos poucos, mas mesmo assim é tão viciante que você não consegue largar.
A gente transava muito, até demais, ela era uma puta, mas eu me recusava a ver que, mesmo sendo a única mulher na minha cama, ela com certeza tinha muitos homens na dela, tudo indicava isso, o jeito dela se vestir, os contatos, as saídas, os gestos, até os descuidos.
Eu olhava as redes sociais dela, e era só ela e ela, as fotos, muito sugestivas, aquelas fotos que só servem pra caçar cliente, aquelas fotos de uma mulher que se sabe chamativa demais, aquelas fotos que até me faziam pensar por que diabos ela mantinha um relacionamento comigo se parecia gritar aos quatro ventos que era uma pessoa livre e sem amarras.
Até nas vezes que a gente conversava sobre isso, ela não admitia as traições, mas também não negava, e justo ela, a pessoa que tinha me obrigado a terminar meu relacionamento por causa dos ridículos ciúmes dela.
Eu tava chegando aos trinta e cinco, ela tinha só vinte e seis, e eu já tinha me acostumado um pouco com meu papel de corno consciente, a Janina era muito conhecida no meio das promotoras e corridas, as fotos privadas de sensuais passaram a ser provocativas, e de provocativas pra "hot", até que ela fez uma capa com um modelo famoso pra uma revista masculina, já sem nenhuma roupa...
Naquele mês de março, chegava uma data internacional de Moto GP em Santiago del Estero, no circuito internacional de Termas de Río Hondo, e no mundinho interno do canal, eu ficaria sabendo que estavam montando um programa sobre a vida das promotoras, aqueles programas de bastidor que contam um pouco da vida das pessoas, reportagens, de um ângulo crítico, podia ser sobre qualquer tema, eu lembrava de ter sido o câmera de plantão em algumas gravações. como era a vida dos bombeiros, a de uma professora de escola de interior, e também viver em cima de um barco de pesca. E essa oportunidade seria a minha chance, minha mulher, o trabalho dela, o meu trabalho, tudo reunido num lugar só.
A filmagem e as tomadas começariam na mesma quinta-feira, onde minha mulher, mais uma vez, se destacaria das demais, pela sua voluptuosidade e pela sua personalidade. Naquele dia, ela usava umas calças legging brancas com propaganda em letras vermelhas ao longo das pernas, marcando claramente a pequena fio dental que usava, e tudo se encaixava na buceta dela de forma bem morbosa. Ela também usava um top justo e brilhante em azul-claro, onde os mamilos apareciam de forma obscena, e o pior de tudo: enquanto filmava a minha própria mulher, aquela que eu sempre tinha na cama, sentia uma ereção profunda e incontrolável entre as pernas.
Aquela tarde eu teria livre, ela precisaria fazer o trabalho dela, e como não curto corridas, fui conhecer um pouco a cidade. Sem querer entrar em política, tive a sensação de que aquele circuito era tipo um circo romano, porque todo o entorno era muito humilde e, para alguém que vivia na Capital Federal, dava pra perceber na pele com as pessoas com quem eu cruzava: a humildade, o analfabetismo e a pobreza extrema em que se vivia, onde todo aquele mundo majestoso que cercava o complexo não era pra eles, nunca seria, e o contraste entre um lado e outro era evidente.
Então fiquei passeando e até poderia dizer que me lembrei muito, num paralelo, da minha querida cidade natal, e isso me fez lembrar da minha ex e das minhas filhas, e do tempo que fazia que eu não as via, e um suor frio de culpa escorreu pelas minhas costas, porque fui eu quem escolheu uma puta, viver essa vida e estar num lugar que eu nunca imaginei estar.
Mas a noite chegaria, e com ela, novas histórias...
A produção queria que a gente fizesse um grande "bastidores", e o acompanhamento da vida das promotoras deveria ser 24 horas, inclusive num jantar VIP que rolava naquela noite. Yanina estava um esplendor de super mulher e super puta, com um vestido de algodão tão vulgar quanto provocante, tão curto que se eu via o rabo dela, tão decotado que os peitos escapavam, tão colado no corpo que desenhava perfeitamente a tanga que ela usava, e os mamilos durinhos deixando claro que não estava de sutiã, e eu só engoli seco, porque aquela era a mulher que eu tinha escolhido, e se ela se mostrava tão puta na minha presença, eu nem queria imaginar como seria em cada um daqueles fins de semana em que a gente não se via
Peguei minha câmera, e junto com o entrevistador fomos até a tenda onde seria aquela janta, e a nossa surpresa seria na entrada, onde dois seguranças viriam nos barrar e diriam 'nada de câmeras'
E não valeram as nossas explicações, nem os nossos credenciais de mídia de TV, nem as nossas exigências sobre liberdade de imprensa, nem mesmo as nossas tentativas de suborno, a gente tentou todas as táticas, mas a resposta nunca mudava, 'nada de câmeras'
Então deixamos nossos equipamentos num lugar seguro e voltamos um tempo depois
Nessa altura, minha mulher já estava bem efusiva, tinha bebido e até estava meio bêbada, entendi que aquela festa na verdade era um puteiro barato e a Yanina estava com dois caras, um a apertava bem forte pela cintura e nem quando ela me apresentou como 'marido dela', o cara pareceu se incomodar, pelo contrário, num espanhol notável me parabenizou pela mulher que eu tinha, e me falou sobre a inveja saudável dele
O outro cara, falava francês e não entendia muito, além do que o espanhol traduzia, e eu percebi que, como sempre, eu era só parte de um todo, e que a minha mulher, jamais ficaria nervosa com a situação do marido estar presente, não a incomodava, não estava no sangue dela
E aos poucos fui me acostumando com a ideia de que aqueles caras poderiam fazer o que quisessem com ela, que aquele era o mundo dela, onde ela se movia como peixe n'água, onde eu, sempre seria um convidado na festa
Seria chato pra mim, que um tempo depois, o próprio espanhol cujo nome eu nem lembrava, me sugerisse que a gente seguisse todos a festa no quarto dela, junto com o francês, e com a minha mulher, e que obviamente, eu estaria convidado.
Também seria desconfortável, a Yanina, bêbada e irritada, me implorando pra aceitar a fantasia de uma festinha, que tava com tesão, e que queria ter várias picas ao mesmo tempo, tão chato quanto ver que em poucos minutos a minha mulher, eu e dois estranhos ficávamos pelados em volta de uma cama, e o pior ainda, quando ela, sem papas na língua, ao ver que a minha ideia era participar, dissesse
Não meu amor, você não, por acaso você não é o cinegrafista? por acaso não tá aqui pra saber da vida das promotoras? por acaso não quer chegar ao fundo? além disso, você eu já conheço! Vamos! pega a câmera e faz o seu melhor trabalho!
E eu só fiz isso, o que eu sabia fazer, como ela disse, o meu melhor trabalho
Talvez por uma cultura diferente, o espanhol e o francês pareceram não se incomodar de o marido filmar o que acontecia naquele quarto, talvez pra puta da minha mulher não fosse a primeira vez, mas Janina começou a beijar um e outro, muito puta, muito puta enquanto eles enchiam as mãos descaradamente com as bundas enormes e os peitos perfeitos que num piscar de olhos tinham ficado nus, despidos do vestido indiscreto que mal a cobria
O francês não perderia tempo, levantou por trás o vestido dela e a bunda enorme e majestosa da minha mulher ficou diante dos olhos dele, ele puxou só a calcinha fio dental e com pouco esforço meteu no cú dela provocando um leve e fingido protesto da minha esposa, que começou a gemer conforme o cara metia sem parar segurando ela pela cintura
E eu, do outro lado da câmera, me sentia um idiota sem cura pelo meu trabalho, nisso, o espanhol apertava ela com força simulada pela garganta, parecendo curtir aquele sadismo, enquanto ao mesmo tempo acariciava as tetas dela
Só continuariam aquelas brincadeiras, onde a minha mulher se concentrava no sexo com aqueles dois caras com a mesma paixão que punha em ser uma excelente atriz pornô diante dos meus olhos
Notava como ela procurava os melhores ângulos para que o rosto dela e as rolas que ela chupava ao mesmo tempo coubessem no plano, e de novo, uma ereção profunda se disfarçava entre minhas pernas
Ela começou a montar de costas, a pele morena dela contrastava com os cabelos longos pintados de loiro, enquanto o francês parecia ter uma obsessão com sexo anal, foi direto pra uma dupla penetração, que a Yanina recebeu com muito prazer, inclusive era ela quem se movia com luxúria entre os dois caras, rebolando o quadril entre ambos e eu só fui pra um plano traseiro, típico das duas picas entrando em cada um dos buracos disponíveis dela, até que o francês não aguentou mais e naqueles movimentos, o esperma começou a jorrar do cu da minha mulher, até banhando a rola do espanhol
Quando ele se retirou exausto, a câmera pegou o close do cu todo dilatado escorrendo porra da minha própria mulher, enquanto o outro continuava comendo ela sem parar
O espanhol decidiu mudar, foi entre as tetas gostosas da minha amada, e começou a esfregar a rola entre elas, mais e mais, e mais um pouco, a Yanina esperava o final com um sorriso nos lábios e o último plano que eu peguei foram os peitos dela cheios de porra e ela se acariciando o corpo inteiro, numa masturbação final
Lembro de deixar a câmera de lado pra ir ao banheiro me masturbar, sozinho, como um adolescente imaturo
No dia seguinte teríamos muito trabalho pela frente, entrevistas com outras promoter, reuniões de trabalho, edições, enquanto ela fazia a parte dela, se pavoneando como uma diva pelo asfalto entre motos barulhentas e pilotos decididos a arriscar a vida em cada curva só pra ser o melhor do resto
E só posso dizer que tudo que eu tinha vivido naquela noite voltava a se repetir uma e outra vez na minha cabeça, em segundo plano, eu podia estar trabalhando, tomando banho, vendo TV, e até deitado sem fazer nada, mas não importava o que ocupasse meus pensamentos, aquela história nunca se apagava
E a gente conversou na volta, mas seria só isso mesmo. falar sobre isso, porque ela nunca mudaria, e eu sempre seria uma parte do mundo dela, e comecei a repensar seriamente se estava vivendo a vida que queria viver
Naquele domingo de manhã eu assistia TV, ao vivo, corrida de carros de San Juan, a tela me deixava ver a grade de largada onde as promotoras faziam suas propagandas típicas e onde, como sempre, os primeiros planos iam para a Yanina, e tudo me lembrava o que vivi e me levava a imaginar o que ela com certeza estava fazendo pelas minhas costas
Tive a ideia de ligar para a Estefanía, sempre fazia isso porque a gente conversava muito sobre a Candela e a Anahí, mas dessa vez eu queria falar com ela, saber dela, só ouvir a voz dela, porque talvez...
Mas ela me daria a notícia de que estava prestes a se mudar para morar com o Nicanor, um arquiteto da cidade, e que bom, as meninas e todas aquelas coisas de famílias misturadas, entendi que tinha deixado o trem passar
Ela me perguntou como ia minha vida com minha parceira, só olhei para a tela de novo, ela ainda era o centro das atenções das câmeras, e só consegui responder com resignação, 'casei com uma puta'
Se você gostou da história, pode me escrever com o título CASEI COM UMA PUTA para dulces,placeres@live.com
Quando pequeno, sempre que podia acompanhava meu pai ao trabalho. Embora fosse muito aplicado na escola e me preocupasse em ser um bom aluno, minha felicidade total passava por aquele tempo ao lado dele, e eu sempre estudava para tirar as melhores notas, porque minha mãe conhecia meu ponto fraco, e me proibir de ir com ele era o pior dos meus castigos.
Papai era locutor na nossa cidadezinha, era a figura central no noticiário de todo meio-dia, e poder vê-lo era meu maior orgulho. Ele gostava que eu o acompanhasse, era um homem conhecido, todos o cumprimentavam ao passar, sempre vestia impecável, de terno, gravata, usava o cabelo curto e penteado para trás, barbeava-se toda manhã, e fazia o impossível para se manter em forma. Seu carma eram aquelas rebeldes cãs prematuras que estragavam seu tom castanho perfeito.
Na escola, todo mundo me conhecia como "o filho do", e muitas vezes me perguntavam como era aquela vida tão popular que meu pai ostentava.
Mas, na verdade, o meu interesse ia muito além dessa coisa de ter um pai conhecido. Eu era fascinado por todo o ambiente de trabalho dele, o canal, o estúdio, todo o movimento dos bastidores e todo aquele mundo que era reservado para poucos.
E eu sabia que devia ficar em silêncio quando estava no ar e me manter distante nos intervalos, porque papai "estava trabalhando", e aqueles não eram momentos para incomodá-lo.
Assim era feito aquele noticiário diário, com a humildade de um canal de cidade pequena, onde tudo custava muito sacrifício.
Lembro que havia apenas duas câmeras, eram meio obsoletas, e especialmente aquilo era minha atração.
O velho Juan José era um dos cameramen daquela época, um velho careca e barbudo que era muito legal comigo, sempre tinha doces nos bolsos e, nos seus momentos livres, me deixava brincar um pouco, sempre sob o cuidado dele, e sem querer, de uma brincadeira eu aprenderia um ofício.
Já na minha adolescência, Juan José me deixava substituí-lo em alguns trechos da jornada dele, e eu sabia que aquele seria meu futuro. O tempo passava para todos, meu mestre de câmeras estava doente do coração e buscava uma aposentadoria antecipada, e também passava o tempo para o papai, muitos anos fazendo a mesma coisa, sua figura tinha se desgastado com o tempo e agora corriam novos ares, novas gerações que vinham reivindicar seu lugar, apegadas a novas tecnologias às quais meu pai já não conseguia mais enfrentar.
E as coisas mudavam para mim também, não podia simplesmente esperar viver a mesma vida que Juan José, não conseguiria trabalhar cinquenta anos atrás daquela câmera que começava a cair aos pedaços, onde o pagamento diminuía ano após ano e onde as épocas de ouro não voltariam mais.
E foi meu próprio pai que, notando o que estava acontecendo, me estenderia uma ponte para a grande Capital Federal, apesar de ser apenas uma pessoa do interior, ele sempre teve contatos com seus colegas dos grandes canais da capital, e num piscar de olhos começava uma nova vida como cameraman de um dos grandes meios de Buenos Aires.
Me estabeleci e aprendi a me virar naquela selva de concreto, tive que passar de um inocente caipira a um porteño metido a besta, porque se não, as feras teriam me devorado.
Quando tive tudo arrumado, Estefanía viajaria para se estabelecer comigo, minha namoradinha de toda a vida, e exatamente como tínhamos jurado na minha partida, voltaríamos a nos encontrar para nunca mais nos separarmos.
Casamos no civil de um jeito meio bagunçado, só estávamos nós dois naquele lugar e apenas algumas amizades que começávamos a construir, decidimos deixar a grande festa da igreja, o vestido branco e todas essas coisas para um futuro próximo, na nossa cidade, com nossas famílias.
Mas logo, antes do que pensávamos, chegaria Candela, nossa primeira filha, e não muito depois Anahí, a segunda, e todas essas mudanças nas nossas vidas adiariam para sempre aquela grande festa que tínhamos sonhado.
Chegava aos meus trinta anos e tinha tudo o que tinha desejado ter, amava meu trabalho, amava minha esposa, amava minhas meninas, o pagamento era excelente, e eu ganhava mais do que conseguia gastar, todo dia eu acordava com um sorriso e tudo era perfeito no meu mundo perfeito
Aí me chamaram pra um projeto novo, um programa novo que ia começar em pouco tempo, todo sábado, todo domingo, das onze da manhã até as oito da noite, sem dúvida exaustivo, um horário horrível, um programa ao vivo de música tropical, cumbia, e um monte de merda que eu não curtia nada, não tinha nada de atraente, exceto um pagamento cheio de zeros e quando eu disse sim, sem saber, eu tava dizendo sim pra uma tempestade que vinha na minha vida
Como eu falei, essa tal de música feria meus ouvidos e eu tinha que tomar uns aspirinas pra aliviar minha dor de cabeça, bandas passando uma atrás da outra, e só me fazia ver a decadência da sociedade, até soava bizarro, embora a audiência respondesse muito bem
Entre tanta coisa vulgar que tinha nesse programa, sempre tinha umas minas que dançavam como fundo do cenário, na real eram umas putinhas, que pareciam putinhas, que não ligavam de parecer putinhas, sempre com meio rabo de fora, de saiinha, de shortinho, ou exagerando as tetas de silicone escapando dos decotes, sempre sorrindo, sem se importar que os closes deixassem claro que as bundas delas eram mais importantes que os rostos
E tudo ia continuar assim, até que a Yanina, uma mina nova, chegou pro time de dançarinas. Ela não demorou pra se destacar entre as outras, era mais alta, tinha mais peito, tinha mais bunda, e um jeito avassalador, em pouco tempo tomou a posição central na coreografia, e era realmente chamativa
Também não demorou pra fazer as colegas odiarem ela, justamente a tratavam de puta, ou seja, ela era puta entre as putas e os conflitos tavam logo ali na esquina
E meu problema foi que a Yanina, em cada intervalo, em cada oportunidade, vinha pro meu lado e puxava conversa, sobre qualquer assunto, ela grudava em mim feito um cachorrinho faldero, talvez, porque era quase o único que dirigia a palavra a ela e quando nos enroscamos entre os lençóis eu soube que tinha dado o passo errado
Minha mulher e minhas filhas eram alheias a tudo, eu tinha arrumado uma amante que era dinamite pura, só tinha acontecido, só tinha passado, e a Yanina era tão boa na cama que eu simplesmente não conseguia cortar
A estadia dela no programa não duraria muito, tinha se desencadeado uma guerra, ela contra o resto das meninas, e a Yanina na verdade não era uma boa pessoa, de boca solta, conflituosa, nunca ficava calada, e do canal notaram que tinham colocado uma víbora num cesto de víboras, e é mais fácil limpar uma do que todas
Ela seguiu o caminho dela, mas nunca deixamos de ser amantes escondidos, ela se tornou minha obsessão, minha perdição, a ponto de eu perceber que pensava mais nela do que na minha própria família
Yanina agora se virava como promotora em geral, mas preferencialmente andava nos fins de semana pelos diversos circuitos do país, em corridas de carro, e começou a se comportar ciumenta comigo, por causa da minha mulher, das minhas meninas, ficamos tensos, discussões e conflitos de uma mulher que tinha que se contentar com uma parte e que se cansava daquele papel, ela foi categórica, era tudo ou nada, ou eu esquecia minha mulher e as meninas ou esquecia dela
Yanina era tão puta quanto perversa e egocêntrica, não tinha piedade, e notando que eu jamais me decidiria a dar o passo e só manteria o status quo com falsas promessas, foi ela mesma que se apresentou na minha própria casa quando eu estava trabalhando para falar a sós com minha mulher e colocá-la a par de tudo o que eu fazia pelas costas dela
O desfecho foi previsível, porque a Estefanía era uma mulher extremamente boa, que podia aceitar qualquer coisa, menos uma traição, e menos com uma puta daquele calibre, então uma manhã, ela empreendeu a viagem de volta à nossa querida cidade, com uma mala debaixo do braço, o rosto lavado em lágrimas e as Duas pequenas que se escondiam entre suas saias sem entender o que estava acontecendo.
A separação foi dura, mas ao mesmo tempo começava minha vida de casal com a Yanina, a mulher que me enlouquecia, na cama, nos pensamentos, e era como aquela droga que você sabe que te mata aos poucos, mas mesmo assim é tão viciante que você não consegue largar.
A gente transava muito, até demais, ela era uma puta, mas eu me recusava a ver que, mesmo sendo a única mulher na minha cama, ela com certeza tinha muitos homens na dela, tudo indicava isso, o jeito dela se vestir, os contatos, as saídas, os gestos, até os descuidos.
Eu olhava as redes sociais dela, e era só ela e ela, as fotos, muito sugestivas, aquelas fotos que só servem pra caçar cliente, aquelas fotos de uma mulher que se sabe chamativa demais, aquelas fotos que até me faziam pensar por que diabos ela mantinha um relacionamento comigo se parecia gritar aos quatro ventos que era uma pessoa livre e sem amarras.
Até nas vezes que a gente conversava sobre isso, ela não admitia as traições, mas também não negava, e justo ela, a pessoa que tinha me obrigado a terminar meu relacionamento por causa dos ridículos ciúmes dela.
Eu tava chegando aos trinta e cinco, ela tinha só vinte e seis, e eu já tinha me acostumado um pouco com meu papel de corno consciente, a Janina era muito conhecida no meio das promotoras e corridas, as fotos privadas de sensuais passaram a ser provocativas, e de provocativas pra "hot", até que ela fez uma capa com um modelo famoso pra uma revista masculina, já sem nenhuma roupa...
Naquele mês de março, chegava uma data internacional de Moto GP em Santiago del Estero, no circuito internacional de Termas de Río Hondo, e no mundinho interno do canal, eu ficaria sabendo que estavam montando um programa sobre a vida das promotoras, aqueles programas de bastidor que contam um pouco da vida das pessoas, reportagens, de um ângulo crítico, podia ser sobre qualquer tema, eu lembrava de ter sido o câmera de plantão em algumas gravações. como era a vida dos bombeiros, a de uma professora de escola de interior, e também viver em cima de um barco de pesca. E essa oportunidade seria a minha chance, minha mulher, o trabalho dela, o meu trabalho, tudo reunido num lugar só.
A filmagem e as tomadas começariam na mesma quinta-feira, onde minha mulher, mais uma vez, se destacaria das demais, pela sua voluptuosidade e pela sua personalidade. Naquele dia, ela usava umas calças legging brancas com propaganda em letras vermelhas ao longo das pernas, marcando claramente a pequena fio dental que usava, e tudo se encaixava na buceta dela de forma bem morbosa. Ela também usava um top justo e brilhante em azul-claro, onde os mamilos apareciam de forma obscena, e o pior de tudo: enquanto filmava a minha própria mulher, aquela que eu sempre tinha na cama, sentia uma ereção profunda e incontrolável entre as pernas.Aquela tarde eu teria livre, ela precisaria fazer o trabalho dela, e como não curto corridas, fui conhecer um pouco a cidade. Sem querer entrar em política, tive a sensação de que aquele circuito era tipo um circo romano, porque todo o entorno era muito humilde e, para alguém que vivia na Capital Federal, dava pra perceber na pele com as pessoas com quem eu cruzava: a humildade, o analfabetismo e a pobreza extrema em que se vivia, onde todo aquele mundo majestoso que cercava o complexo não era pra eles, nunca seria, e o contraste entre um lado e outro era evidente.
Então fiquei passeando e até poderia dizer que me lembrei muito, num paralelo, da minha querida cidade natal, e isso me fez lembrar da minha ex e das minhas filhas, e do tempo que fazia que eu não as via, e um suor frio de culpa escorreu pelas minhas costas, porque fui eu quem escolheu uma puta, viver essa vida e estar num lugar que eu nunca imaginei estar.
Mas a noite chegaria, e com ela, novas histórias...
A produção queria que a gente fizesse um grande "bastidores", e o acompanhamento da vida das promotoras deveria ser 24 horas, inclusive num jantar VIP que rolava naquela noite. Yanina estava um esplendor de super mulher e super puta, com um vestido de algodão tão vulgar quanto provocante, tão curto que se eu via o rabo dela, tão decotado que os peitos escapavam, tão colado no corpo que desenhava perfeitamente a tanga que ela usava, e os mamilos durinhos deixando claro que não estava de sutiã, e eu só engoli seco, porque aquela era a mulher que eu tinha escolhido, e se ela se mostrava tão puta na minha presença, eu nem queria imaginar como seria em cada um daqueles fins de semana em que a gente não se via
Peguei minha câmera, e junto com o entrevistador fomos até a tenda onde seria aquela janta, e a nossa surpresa seria na entrada, onde dois seguranças viriam nos barrar e diriam 'nada de câmeras'
E não valeram as nossas explicações, nem os nossos credenciais de mídia de TV, nem as nossas exigências sobre liberdade de imprensa, nem mesmo as nossas tentativas de suborno, a gente tentou todas as táticas, mas a resposta nunca mudava, 'nada de câmeras'
Então deixamos nossos equipamentos num lugar seguro e voltamos um tempo depois
Nessa altura, minha mulher já estava bem efusiva, tinha bebido e até estava meio bêbada, entendi que aquela festa na verdade era um puteiro barato e a Yanina estava com dois caras, um a apertava bem forte pela cintura e nem quando ela me apresentou como 'marido dela', o cara pareceu se incomodar, pelo contrário, num espanhol notável me parabenizou pela mulher que eu tinha, e me falou sobre a inveja saudável dele
O outro cara, falava francês e não entendia muito, além do que o espanhol traduzia, e eu percebi que, como sempre, eu era só parte de um todo, e que a minha mulher, jamais ficaria nervosa com a situação do marido estar presente, não a incomodava, não estava no sangue dela
E aos poucos fui me acostumando com a ideia de que aqueles caras poderiam fazer o que quisessem com ela, que aquele era o mundo dela, onde ela se movia como peixe n'água, onde eu, sempre seria um convidado na festa
Seria chato pra mim, que um tempo depois, o próprio espanhol cujo nome eu nem lembrava, me sugerisse que a gente seguisse todos a festa no quarto dela, junto com o francês, e com a minha mulher, e que obviamente, eu estaria convidado.
Também seria desconfortável, a Yanina, bêbada e irritada, me implorando pra aceitar a fantasia de uma festinha, que tava com tesão, e que queria ter várias picas ao mesmo tempo, tão chato quanto ver que em poucos minutos a minha mulher, eu e dois estranhos ficávamos pelados em volta de uma cama, e o pior ainda, quando ela, sem papas na língua, ao ver que a minha ideia era participar, dissesse
Não meu amor, você não, por acaso você não é o cinegrafista? por acaso não tá aqui pra saber da vida das promotoras? por acaso não quer chegar ao fundo? além disso, você eu já conheço! Vamos! pega a câmera e faz o seu melhor trabalho!
E eu só fiz isso, o que eu sabia fazer, como ela disse, o meu melhor trabalho
Talvez por uma cultura diferente, o espanhol e o francês pareceram não se incomodar de o marido filmar o que acontecia naquele quarto, talvez pra puta da minha mulher não fosse a primeira vez, mas Janina começou a beijar um e outro, muito puta, muito puta enquanto eles enchiam as mãos descaradamente com as bundas enormes e os peitos perfeitos que num piscar de olhos tinham ficado nus, despidos do vestido indiscreto que mal a cobria
O francês não perderia tempo, levantou por trás o vestido dela e a bunda enorme e majestosa da minha mulher ficou diante dos olhos dele, ele puxou só a calcinha fio dental e com pouco esforço meteu no cú dela provocando um leve e fingido protesto da minha esposa, que começou a gemer conforme o cara metia sem parar segurando ela pela cintura
E eu, do outro lado da câmera, me sentia um idiota sem cura pelo meu trabalho, nisso, o espanhol apertava ela com força simulada pela garganta, parecendo curtir aquele sadismo, enquanto ao mesmo tempo acariciava as tetas dela
Só continuariam aquelas brincadeiras, onde a minha mulher se concentrava no sexo com aqueles dois caras com a mesma paixão que punha em ser uma excelente atriz pornô diante dos meus olhos
Notava como ela procurava os melhores ângulos para que o rosto dela e as rolas que ela chupava ao mesmo tempo coubessem no plano, e de novo, uma ereção profunda se disfarçava entre minhas pernas
Ela começou a montar de costas, a pele morena dela contrastava com os cabelos longos pintados de loiro, enquanto o francês parecia ter uma obsessão com sexo anal, foi direto pra uma dupla penetração, que a Yanina recebeu com muito prazer, inclusive era ela quem se movia com luxúria entre os dois caras, rebolando o quadril entre ambos e eu só fui pra um plano traseiro, típico das duas picas entrando em cada um dos buracos disponíveis dela, até que o francês não aguentou mais e naqueles movimentos, o esperma começou a jorrar do cu da minha mulher, até banhando a rola do espanhol
Quando ele se retirou exausto, a câmera pegou o close do cu todo dilatado escorrendo porra da minha própria mulher, enquanto o outro continuava comendo ela sem parar
O espanhol decidiu mudar, foi entre as tetas gostosas da minha amada, e começou a esfregar a rola entre elas, mais e mais, e mais um pouco, a Yanina esperava o final com um sorriso nos lábios e o último plano que eu peguei foram os peitos dela cheios de porra e ela se acariciando o corpo inteiro, numa masturbação final
Lembro de deixar a câmera de lado pra ir ao banheiro me masturbar, sozinho, como um adolescente imaturo
No dia seguinte teríamos muito trabalho pela frente, entrevistas com outras promoter, reuniões de trabalho, edições, enquanto ela fazia a parte dela, se pavoneando como uma diva pelo asfalto entre motos barulhentas e pilotos decididos a arriscar a vida em cada curva só pra ser o melhor do resto
E só posso dizer que tudo que eu tinha vivido naquela noite voltava a se repetir uma e outra vez na minha cabeça, em segundo plano, eu podia estar trabalhando, tomando banho, vendo TV, e até deitado sem fazer nada, mas não importava o que ocupasse meus pensamentos, aquela história nunca se apagava
E a gente conversou na volta, mas seria só isso mesmo. falar sobre isso, porque ela nunca mudaria, e eu sempre seria uma parte do mundo dela, e comecei a repensar seriamente se estava vivendo a vida que queria viver
Naquele domingo de manhã eu assistia TV, ao vivo, corrida de carros de San Juan, a tela me deixava ver a grade de largada onde as promotoras faziam suas propagandas típicas e onde, como sempre, os primeiros planos iam para a Yanina, e tudo me lembrava o que vivi e me levava a imaginar o que ela com certeza estava fazendo pelas minhas costas
Tive a ideia de ligar para a Estefanía, sempre fazia isso porque a gente conversava muito sobre a Candela e a Anahí, mas dessa vez eu queria falar com ela, saber dela, só ouvir a voz dela, porque talvez...
Mas ela me daria a notícia de que estava prestes a se mudar para morar com o Nicanor, um arquiteto da cidade, e que bom, as meninas e todas aquelas coisas de famílias misturadas, entendi que tinha deixado o trem passar
Ela me perguntou como ia minha vida com minha parceira, só olhei para a tela de novo, ela ainda era o centro das atenções das câmeras, e só consegui responder com resignação, 'casei com uma puta'
Se você gostou da história, pode me escrever com o título CASEI COM UMA PUTA para dulces,placeres@live.com
2 comentários - Casei com uma puta