Já tinham passado mais de dois anos desde que saí de casa e conheci o Mariano. Foi por esses meses que acabei de brigar de vez com ele. A gente já discutia o tempo todo, por qualquer coisa, porque ele me culpava de tudo que acontecia. Até as coisas mais bestas e sem graça faziam a gente brigar.
Eu já tava de saco cheio de ficar com ele e cansada de como ele me tratava mal o tempo todo. Sem falar em como ele me forçava a me prostituir. Segundo ele, era uma coisa prática. Se eu era tão puta, pelo menos ele ia ganhar uma grana com isso. Mas ele não entendia, ou não queria entender, o quanto aquilo me fazia sentir mal e humilhada, ainda mais vindo de alguém que eu, em teoria, amava e ele dizia que me amava.
Finalmente tomei a decisão de que ia sair daquela casa. Já tava de saco cheio do Mariano e de como ele me usava pra tudo. A única coisa que me fazia pensar duas vezes era que eu ia perder minha fonte de maconha e comprimidos. Tava tão idiota que pensava nisso, e não em onde ia morar ou o que ia fazer da vida se fosse embora. Me preocupava mais em perder minha fonte de drogas.
Depois de pensar bem, uma manhã eu falei pro Mariano que ia dar uma volta, que não aguentava mais ficar ali. Pra ele não desconfiar de nada, não levei nenhuma das minhas coisas, deixei tudo lá. Em vez de dar uma volta, peguei o ônibus e fiz o trajeto que já conhecia tão bem. Fui ver o Pablo e o German.
Por sorte, encontrei os dois na casa deles. Tavam terminando de atender um cliente, então esperei na cozinha. No começo, estranharam me ver ali, não me esperavam até a outra semana. Quando me viram meio preocupada, começamos a conversar e tomar chimarrão. Aí, na lata, falei pra eles.
Pedi se, por favor, deixavam eu ir morar com eles, porque eu não aguentava mais o Mariano e viver com ele. Pra mim, era ótimo. A ideia de morar numa casa de verdade, dormir numa cama de verdade, comer comida quente, tomar banho de verdade e ainda poder me entupir de droga pesada era muito gostosa. Até o fato de a casa ter piscina, que eu amava, era um plus. Falei isso na cara dura e os dois ficaram em silêncio me encarando enquanto tomávamos chimarrão.
Em troca, falei, eu limpava a casa pra eles, fazia as compras, seria tipo a empregada deles se quisessem. E claro, se também quisessem, podiam me comer quantas vezes quisessem. Pedi pra eles, por favor, me ajudarem e aceitarem. Eu não ia roubar nem complicar a vida deles. Pelo contrário, ia me comportar bem e fazer o que eles pedissem, mas que por favor me deixassem mudar pra lá com eles. Nem precisavam me pagar, não tava nem aí, só queria largar o Mariano e aquela casa abandonada horrorosa e viver lá com eles.
O Pablo era o que tinha namorada, então no começo não curtiu muito a ideia. Achava que ia dar problema com a mina dele e até que ele tinha um pouco de razão, pensei. Me colocava no lugar da gatinha e eu também ia ficar puta da vida se do nada aparecesse uma mina morando lá em casa. Ia encher a cabeça de suspeita. Mas o filho da puta do German adorou a ideia. Quase não aguentou eu terminar de falar pra já aceitar na hora, com certeza imaginando todas as coisas que ia me fazer se eu morasse lá.
Os dois irmãos conversaram um pouco e no final, por sorte, aceitaram. Fiquei muito feliz e eles também, visivelmente. Organizamos como ia ser o plano da minha mudança e decidimos esperar alguns dias. O plano era esperar o Mariano ter que buscar droga lá em casa na semana seguinte. Eu ia ficar sozinha na casa abandonada, arrumar uma mochila com minhas poucas coisas e às três da tarde ia vazar. O Pablo ia me esperar numa esquina com o carro dele e me levar pra casa dele. Se os tempos dessem certo, eu e o Pablo íamos cruzar com o Mariano, que já ia estar voltando naquela hora. Voltando pra encontrar a casa vazia, que minhas coisas não estavam mais lá. e eu já tinha ido embora.
Quando chegou o dia, eu executei minha parte do plano e, sinceramente, saiu perfeito. Mariano se despediu pra ir buscar droga, como qualquer outro dia, sem desconfiar de nada. Eu arrumei minha bolsa rápido e, quando cheguei na esquina que me indicaram, o Pablo já estava me esperando no carro dele. Esperamos ali uns vinte minutos, batendo papo, e partimos viagem pra casa dele. Respirei aliviada quando chegamos e vi que o Mariano não estava mais. Tinha dado tudo certo, a gente se cruzou e eu já estava lá.
E foi assim que comecei essa nova fase, morando com o Pablo e o German na casa deles. A casa era um amor. Depois de dois anos vivendo na merda com o Mariano, não acreditava nos luxos que sentia que tinha, tipo poder tomar banho e comer comida quente. Quem dirá usar a piscina. Nem me incomodava manter a casa limpa pra eles, fazer as compras e essas coisas. De jeito nenhum. Pelo contrário, adorava. Me fazia sentir que a casa era um pouquinho minha também.
E claro, virar a putinha dos dois irmãos logo começou a me agradar também. Eu não tinha meu próprio quarto porque não tinha um cômodo livre, então umas noites dormia com um e outras com o outro. O German era quem mais gostava de me comer e fazia isso mais vezes. O Pablo, mesmo sempre com aquele papo de que tinha namorada e tal, reclamava bastante, mas no fim das contas também gostava de ficar comigo e eu me aproveitava quando ele não via a namorada. Se alguém perguntasse, eu era a namorada do German e morava lá com ele. Umas noites que a gente se sentia bem os três ou queria comemorar qualquer coisa, eles me comiam os dois ao mesmo tempo, como costumavam fazer quando eu ia tomar a picada. Foi aí que senti pela primeira vez ter dois caras na minha buceta e no meu cuzinho ao mesmo tempo, e foi uma sensação indescritível, extremamente gostosa.
E claro, tinha a parada da droga. O Pablo não se importava de me dar um dos comprimidos dele todo dia pra relaxar e me fazer sentir bem. Eu adorava e experimentei um monte de comprimidos diferentes que eles tinham, não só a seleção que o Mariano comprava e que eu já estava acostumada.
Também, a cada dois ou três dias, depois que eu terminava minhas tarefas, pedia pro German me picar, porque eu não tinha coragem de fazer sozinha. Ele adorava me picar, sentia uma excitação quase sexual ao ver ele enchendo minhas veias de droga e como eu ia ficando cada vez mais viciada naquilo. Sempre, sem falta, ele me dava uma boa foda enquanto eu estava viajando, e eu curtia pra caralho. A sensação do êxtase que a droga me dava, mais o prazer sexual de ser fodida, as duas sensações ao mesmo tempo, eram incríveis.
Eles já sabiam, porque eu tinha contado, que na época que eu morei com o Mariano, engravidei duas vezes e ele me levou numa médica que ele conhecia, não sei como, pra interromper essas gestações. O Pablo e o German não queriam nem saber disso, então cuidavam de me dar anticoncepcionais pra eu tomar todo dia.
Uns dias depois de eu ter me mudado pra casa dos irmãos, claro que um dia o Mariano apareceu. Tinha ido comprar droga, mas quando entrou e me viu lá, ficou doido. Fazia dias que não me via e não sabia nada de mim, e lá estava eu, varrendo a cozinha na maior tranquilidade. Ele veio pra cima de mim e falava, me segurando pelo braço como se quisesse me levar pra porta e me tirar dali, mas o German parou ele na hora e mandou ele me largar. Aí o German explicou como era a parada, e eu também falei que sim, que era assim e que agora eu morava ali.
O Mariano estava se alterando pra caralho, e o German disse que se ele quisesse continuar comprando droga, que continuasse, tudo bem, sem problema, mas que esquecesse de mim, que já era. O Mariano queria a todo custo que a gente saísse dali pra poder conversar, queria me levar pra tomar uma coca, qualquer coisa, e bater um papo. Mas eu dizia que não, que não queria mais saber de nada. Que o Pablo e o German me Tratavam bem lá, que ele tinha tido várias oportunidades pra fazer isso e nunca aproveitou.
Mariano e German começaram a discutir aos berros, tão alto e com tanto xingamento que até o Pablo, que tava no fundo do terreno, veio e entrou na briga. Os dois juntos empurraram ele pra fora. Por sorte não partiram pra porrada, porque o Pablo tinha entrado em casa com um cano de PVC na mão, mas graças a Deus não precisou usar. Mandaram o Mariano embora na base do empurrão e falaram que se ele voltasse, era só pra comprar, e que era melhor vir com o ego baixo e não arrumar confusão, senão iam encher ele de murro. Mariano só foi embora chorando e resmungando baixinho. Me deu até uma pena ver ele daquele jeito, mas não tinha jeito. Essa era minha vida agora, e ele não só me abusou como também me desperdiçou.
De novo, eu não percebia o quanto tava estragando minha vida e minha saúde, mas a verdade é que eu adorava morar lá com os irmãos, naquela casa bonita. Fiquei com eles um pouco mais de dois anos. Já me sentia parte da casa e, de certa forma, da família. Um ano até que fui uns dias pro litoral com o German de férias, como “namorada dele”, e a gente se divertiu pra caralho. O German tinha uns traços na personalidade bem sádicos, mas por sorte não apareciam muito. Ele ficava louco pra me possuir e me humilhar quando eu tava viajando na droga e não conseguia reagir muito. Era nessa hora que ele me comia com mais força e mais violência. Mas no resto do tempo, era um cara normal, que nem o Pablo.
Eu adorava quando no verão fazia mais calor e eu podia usar a piscina todo dia. Já tinha perdido toda a vergonha, então aproveitava pra me entupir de comprimido e ficar tomando sol no jardim. O jardim dos fundos da casa tinha várias árvores, e as casas ao redor eram baixinhas, então ninguém me via quando eu tirava a roupa e me jogava no sol, com a cabeça cheia de prazer e a tontura gostosa de as pílulas.
Mas pra mim, o melhor era a piscina. Adorava ficar de molho à tarde e sabia que podia fazer isso completamente pelada, sem ter que usar maiô. Os irmãos não ligavam muito pra mim nesses momentos e não faziam questão, gostavam de me ver assim e me ter assim na casa deles. Várias vezes eu via eles da piscina me olhando e sorrindo quando me viam entrar na água, e como meus peitões enormes balançavam no ar quando eu caminhava. Ninguém parecia se importar com nada e nós três nos divertíamos assim. Às vezes um deles entrava na piscina comigo, a gente brincava na água e se divertia, mas eu adorava usar ela sozinha.
Um dia daquele verão eu estava no jardim. Estava sozinha em casa, os dois tinham saído. Não tinha tomado nada, mas como já tinha terminado as tarefas de casa naquele dia, me despi e fui ler uma revista no sol, tranquila. De repente, vi que Pablo tinha voltado pra casa e não estava bem, parecia preocupado ou triste. Ele veio pro jardim onde eu estava e perguntei o que tinha acontecido, por que ele estava assim. Ele me disse que finalmente tinha brigado com a namorada e eles tinham se separado, definitivamente. A garota, claro, não aguentou a situação de eu morar ali, mesmo que Pablo garantisse uma e outra vez que eu era a namorada do German. A gostosa devia suspeitar de algo até não aguentar mais.
Eu só sorri pra ele e me aproximei. Dei uns beijos suaves e falei pra ele não se preocupar, que eu também gostava dele. A gente começou a se beijar docemente ali no jardim, na beira da piscina. Eu já estava pelada e ele ficou igual. Com um sorriso, comecei a chupar a rola dele com muito amor, dizendo que queria ser namorada dele também, não só do German. Queria que ele me comesse e queria dar todo o meu amor pra ele também. Pablo resmungou alguma coisa baixinho, mas logo mudou o tom quando sentiu minha língua desejosa se enroscar na rola dele, dentro da minha boca.
Eu não estava drogada naquele momento, não tinha tomado nada. Fiz aquilo só de puta arrombada e grata.

Naquele verão também, um dia o Mariano apareceu de novo. Tinha ido comprar droga, depois de muito tempo sem voltar. Parecia calmo e cumprimentou todo mundo numa boa, inclusive eu. Tava tranquilo, como sempre, e não falava nada sobre mim, então os manos atenderam ele normal também, como sempre, como o cliente que ele era.
Mas não durou muito. A transação já tinha acabado, mas o Mariano não ia embora. De repente, começou a encher o saco de novo com o assunto de mim. Ficava me chamando pra sair, dizendo que tinha voltado por minha causa, que queria falar a sós lá fora e tudo mais. Mandei ele pra puta que pariu de novo, mas de um jeito grosso. Falei que agora meus homens eram o Pablo e o German, que já era e que me deixasse em paz de uma vez. Mas o Mariano continuava e continuava com aquela história de que eu gostava dele, que eu não sabia o que tava fazendo e toda essa ladainha.
A gente começou a discutir tudo de novo e num momento o German encheu tanto o saco que pegou o Mariano pela roupa e levou ele pro fundo do jardim. Eu e o Pablo seguimos. Pensei que ele ia encher o Mariano de porrada ali mesmo, mas ele fez ele sentar numa das cadeirinhas da piscina e olhar. Pra ver com os próprios olhos que eu já era a putinha deles. Ali mesmo, no fundo do jardim, me fizeram chupar as rolas dos dois na frente do Mariano, enquanto zoavam e xingavam ele, falando como eu curtia as picas deles. O que era verdade.
Mariano não dizia nada, só olhava e soluçava um pouquinho, mas não teve coragem de fazer nada. Não brigou com os irmãos, nem xingou eles nem respondeu. Só ficava olhando entre soluços enquanto eu engolia com tanto prazer as duas rolas dos irmãos e como eu tava adorando aquilo. Claro que não duramos muito assim e, entre as risadas e gemidos de nós três, logo tiraram toda a minha roupa, eles também se pelaram e começaram a me comer.
Os irmãos zoaram o Mariano o tempo todo, tirando sarro e falando que, se ele quisesse, podia bater uma punheta enquanto eles comiam a ex dele gostoso. Eu ficava com muito mais tesão não só pela forma como me comiam, mas também pelas coisas que falavam pra ele. Quando pensava em como o Mariano tinha me tratado mal, dava ainda mais vontade de retribuir o prazer pro Pablo e pro German, e eu sentava forte neles também, gemendo e ofegando de tesão igual uma puta no cio pra ele me ouvir bem. Eles eram meus homens agora, eu pertencia a eles e adorava por isso.
Quando gozaram, me deitaram num pallet que eles tinham e, enquanto se masturbavam, jorraram a porra deliciosa deles na minha cara e nos meus peitos. Eu amei sentir eles assim. Não era uma sensação nova pra mim, mas sempre gostei muito de sentir o leite dos homens na minha pele. Eu só olhava pro Mariano com uma cara de prazer, enquanto os irmãos marcavam a propriedade deles com o esperma quente na minha pele. O idiota do Mariano só soluçava e olhava, completamente derrotado.
Quando terminaram comigo e enquanto se vestiam, German disse pro Mariano ir embora de uma vez e não voltar mais. Falou pra ele arrumar droga em outro lugar. Que ele tinha sido um bom cliente até ali, mas que já tava enchendo muito o saco com essa história minha. Deu uns gritos pra ele ir pra puta que pariu e Mariano obedeceu. Levantou devagar da cadeirinha e saiu de casa sozinho.
Morei naquela casa com Pablo e German por mais de dois anos, quase três. Pra mim, aquela época foi tipo um paraíso. Um paraíso de drogas e sexo quase sem parar. Eu já tava bem ferrado da saúde. Eram mais os dias que eu me sentia mal do que os dias que eu tava bem. E quanto mais o tempo passava, os dias ruins eram a maioria. Mas eu não ligava. Não ligava pra nada. Só queria me encher das merdas que Pablo e German enfiavam no meu corpo e nas minhas veias, assim como me encher das picas deles e da porra deles. Não me importava com mais nada.
Mas até o paraíso acaba uma hora.
Um dia acordei como qualquer outro. Pra mim, parecia um dia normal. Mas quando cheguei na sala, vi German e Pablo muito agitados, apressados. Tavam recebendo mensagem no celular o tempo todo e eu via eles andando pela casa inteira, pegando coisas e enfiando em mochilas. Quando perguntei o que tava rolando, não me respondiam ou respondiam muito por cima. Diziam que precisavam levar umas coisas pra outro lugar, não falavam por quê. Falei que ajudava e eles disseram que não.
Fiz meu café da manhã e enquanto tomava, só ficava olhando eles. Checando os celulares o tempo todo e enchendo várias mochilas de coisas. Tavam colocando pacotes de droga, roupa e outras paradas. Quando finalmente terminaram, tinham enchido umas seis mochilas. German me chamou na sala e sorriu. Me abraçou e começou a me beijar, como qualquer outro dia. Sorrimos um pro outro e logo senti o Pablo atrás de mim, também me abraçando e me beijando. Presa entre meus dois homens, já tava começando a ficar com tesão. Começaram a me despir devagarzinho e eu já tava pensando que iam me comer, como qualquer outro dia.
O Pablo virou minha cara e começou a me beijar forte, longo e profundo enquanto as mãos dele amassavam meus dois peitos. Eu tava acariciando ele e devolvendo os beijos docemente. Tava tão perdida na sensação que nem percebi. O Pablo só tava me distraindo. Logo senti a picada familiar no braço e o fogo subindo pelas veias. Quando me assustei e virei pra ver, o German tava segurando meu braço e o Pablo me agarrou bem forte pra eu não me mexer.
Não conseguia acreditar no que tava vendo. Quando vi a seringa cravada na minha veia e os dedos do German empurrando a droga… nessa altura eu já conhecia bem o assunto. Era uma dose enorme. Gigante. Como nunca tinha tomado antes. O filho da puta do German olhou nos meus olhos assustados e tava sorrindo com aquele sorriso sádico que eu via nele às vezes. Quis gritar mas logo senti a mão do Pablo tampando minha boca e ele me segurava tão firme que eu não conseguia me soltar, só me sacudir. Com terror nos olhos, meu olhar encontrou o do German de novo e ele continuava com aquele brilho macabro e feio.
Ele tava me aplicando uma dose gigantesca, diretamente pra me matar. E o filho da puta tava adorando. Adorando fazer aquilo e se deliciando com o terror nos meus olhos quando eu percebi.
Eu não entendia nada e entrei em pânico, mas também não tive muito tempo pra sentir o pânico. Logo senti a pancada no meu cérebro, mas mais forte do que nunca. O coração parecia que ia explodir no meu peito e eu não conseguia respirar. Senti minhas pernas bambiarem e o Pablo me segurou. Antes de perder a consciência e me afogar no turbilhão que a droga tava me dando, ouvi o German falando bem pertinho de mim.
“Tchau, meu amor… a gente se divertiu muito, todo mundo, puta… que pena que não posso ficar pra te comer já mortinha, adoraria… aproveita como você vai, vai partir bonitinha…”
Tudo ficou nublado e eu me senti cair no No chão, pelada, em cima do tapete da sala. Meu corpo começou a tremer e se sacudir, e senti a boca encher de saliva, escorrendo pelo canto dos lábios. Não conseguia parar de me sacudir enquanto a droga atacava minha cabeça de um jeito que nunca tinha sentido antes, tão forte, tão avassaladora. Não conseguia me mexer, só me contorcer ali no chão. Vi as formas borradas de Pablo e German pegarem as mochilas e saírem de casa, me deixando largada ali pra morrer por causa dessa overdose horrível que me enfiaram.
Lembro que antes de a escuridão me envolver e eu sentir minha alma saindo do corpo, entre minhas convulsões, não sei por que pensei no meu pai. A última coisa que ouvi, bem ao longe, antes de apagar de vez foi o som do carro do Pablo dando partida e saindo com um chiado feio dos pneus, sumindo na distância.
Eu já tava de saco cheio de ficar com ele e cansada de como ele me tratava mal o tempo todo. Sem falar em como ele me forçava a me prostituir. Segundo ele, era uma coisa prática. Se eu era tão puta, pelo menos ele ia ganhar uma grana com isso. Mas ele não entendia, ou não queria entender, o quanto aquilo me fazia sentir mal e humilhada, ainda mais vindo de alguém que eu, em teoria, amava e ele dizia que me amava.
Finalmente tomei a decisão de que ia sair daquela casa. Já tava de saco cheio do Mariano e de como ele me usava pra tudo. A única coisa que me fazia pensar duas vezes era que eu ia perder minha fonte de maconha e comprimidos. Tava tão idiota que pensava nisso, e não em onde ia morar ou o que ia fazer da vida se fosse embora. Me preocupava mais em perder minha fonte de drogas.
Depois de pensar bem, uma manhã eu falei pro Mariano que ia dar uma volta, que não aguentava mais ficar ali. Pra ele não desconfiar de nada, não levei nenhuma das minhas coisas, deixei tudo lá. Em vez de dar uma volta, peguei o ônibus e fiz o trajeto que já conhecia tão bem. Fui ver o Pablo e o German.
Por sorte, encontrei os dois na casa deles. Tavam terminando de atender um cliente, então esperei na cozinha. No começo, estranharam me ver ali, não me esperavam até a outra semana. Quando me viram meio preocupada, começamos a conversar e tomar chimarrão. Aí, na lata, falei pra eles.
Pedi se, por favor, deixavam eu ir morar com eles, porque eu não aguentava mais o Mariano e viver com ele. Pra mim, era ótimo. A ideia de morar numa casa de verdade, dormir numa cama de verdade, comer comida quente, tomar banho de verdade e ainda poder me entupir de droga pesada era muito gostosa. Até o fato de a casa ter piscina, que eu amava, era um plus. Falei isso na cara dura e os dois ficaram em silêncio me encarando enquanto tomávamos chimarrão.
Em troca, falei, eu limpava a casa pra eles, fazia as compras, seria tipo a empregada deles se quisessem. E claro, se também quisessem, podiam me comer quantas vezes quisessem. Pedi pra eles, por favor, me ajudarem e aceitarem. Eu não ia roubar nem complicar a vida deles. Pelo contrário, ia me comportar bem e fazer o que eles pedissem, mas que por favor me deixassem mudar pra lá com eles. Nem precisavam me pagar, não tava nem aí, só queria largar o Mariano e aquela casa abandonada horrorosa e viver lá com eles.
O Pablo era o que tinha namorada, então no começo não curtiu muito a ideia. Achava que ia dar problema com a mina dele e até que ele tinha um pouco de razão, pensei. Me colocava no lugar da gatinha e eu também ia ficar puta da vida se do nada aparecesse uma mina morando lá em casa. Ia encher a cabeça de suspeita. Mas o filho da puta do German adorou a ideia. Quase não aguentou eu terminar de falar pra já aceitar na hora, com certeza imaginando todas as coisas que ia me fazer se eu morasse lá.
Os dois irmãos conversaram um pouco e no final, por sorte, aceitaram. Fiquei muito feliz e eles também, visivelmente. Organizamos como ia ser o plano da minha mudança e decidimos esperar alguns dias. O plano era esperar o Mariano ter que buscar droga lá em casa na semana seguinte. Eu ia ficar sozinha na casa abandonada, arrumar uma mochila com minhas poucas coisas e às três da tarde ia vazar. O Pablo ia me esperar numa esquina com o carro dele e me levar pra casa dele. Se os tempos dessem certo, eu e o Pablo íamos cruzar com o Mariano, que já ia estar voltando naquela hora. Voltando pra encontrar a casa vazia, que minhas coisas não estavam mais lá. e eu já tinha ido embora.
Quando chegou o dia, eu executei minha parte do plano e, sinceramente, saiu perfeito. Mariano se despediu pra ir buscar droga, como qualquer outro dia, sem desconfiar de nada. Eu arrumei minha bolsa rápido e, quando cheguei na esquina que me indicaram, o Pablo já estava me esperando no carro dele. Esperamos ali uns vinte minutos, batendo papo, e partimos viagem pra casa dele. Respirei aliviada quando chegamos e vi que o Mariano não estava mais. Tinha dado tudo certo, a gente se cruzou e eu já estava lá.
E foi assim que comecei essa nova fase, morando com o Pablo e o German na casa deles. A casa era um amor. Depois de dois anos vivendo na merda com o Mariano, não acreditava nos luxos que sentia que tinha, tipo poder tomar banho e comer comida quente. Quem dirá usar a piscina. Nem me incomodava manter a casa limpa pra eles, fazer as compras e essas coisas. De jeito nenhum. Pelo contrário, adorava. Me fazia sentir que a casa era um pouquinho minha também.
E claro, virar a putinha dos dois irmãos logo começou a me agradar também. Eu não tinha meu próprio quarto porque não tinha um cômodo livre, então umas noites dormia com um e outras com o outro. O German era quem mais gostava de me comer e fazia isso mais vezes. O Pablo, mesmo sempre com aquele papo de que tinha namorada e tal, reclamava bastante, mas no fim das contas também gostava de ficar comigo e eu me aproveitava quando ele não via a namorada. Se alguém perguntasse, eu era a namorada do German e morava lá com ele. Umas noites que a gente se sentia bem os três ou queria comemorar qualquer coisa, eles me comiam os dois ao mesmo tempo, como costumavam fazer quando eu ia tomar a picada. Foi aí que senti pela primeira vez ter dois caras na minha buceta e no meu cuzinho ao mesmo tempo, e foi uma sensação indescritível, extremamente gostosa.
E claro, tinha a parada da droga. O Pablo não se importava de me dar um dos comprimidos dele todo dia pra relaxar e me fazer sentir bem. Eu adorava e experimentei um monte de comprimidos diferentes que eles tinham, não só a seleção que o Mariano comprava e que eu já estava acostumada.
Também, a cada dois ou três dias, depois que eu terminava minhas tarefas, pedia pro German me picar, porque eu não tinha coragem de fazer sozinha. Ele adorava me picar, sentia uma excitação quase sexual ao ver ele enchendo minhas veias de droga e como eu ia ficando cada vez mais viciada naquilo. Sempre, sem falta, ele me dava uma boa foda enquanto eu estava viajando, e eu curtia pra caralho. A sensação do êxtase que a droga me dava, mais o prazer sexual de ser fodida, as duas sensações ao mesmo tempo, eram incríveis.
Eles já sabiam, porque eu tinha contado, que na época que eu morei com o Mariano, engravidei duas vezes e ele me levou numa médica que ele conhecia, não sei como, pra interromper essas gestações. O Pablo e o German não queriam nem saber disso, então cuidavam de me dar anticoncepcionais pra eu tomar todo dia.
Uns dias depois de eu ter me mudado pra casa dos irmãos, claro que um dia o Mariano apareceu. Tinha ido comprar droga, mas quando entrou e me viu lá, ficou doido. Fazia dias que não me via e não sabia nada de mim, e lá estava eu, varrendo a cozinha na maior tranquilidade. Ele veio pra cima de mim e falava, me segurando pelo braço como se quisesse me levar pra porta e me tirar dali, mas o German parou ele na hora e mandou ele me largar. Aí o German explicou como era a parada, e eu também falei que sim, que era assim e que agora eu morava ali.
O Mariano estava se alterando pra caralho, e o German disse que se ele quisesse continuar comprando droga, que continuasse, tudo bem, sem problema, mas que esquecesse de mim, que já era. O Mariano queria a todo custo que a gente saísse dali pra poder conversar, queria me levar pra tomar uma coca, qualquer coisa, e bater um papo. Mas eu dizia que não, que não queria mais saber de nada. Que o Pablo e o German me Tratavam bem lá, que ele tinha tido várias oportunidades pra fazer isso e nunca aproveitou.
Mariano e German começaram a discutir aos berros, tão alto e com tanto xingamento que até o Pablo, que tava no fundo do terreno, veio e entrou na briga. Os dois juntos empurraram ele pra fora. Por sorte não partiram pra porrada, porque o Pablo tinha entrado em casa com um cano de PVC na mão, mas graças a Deus não precisou usar. Mandaram o Mariano embora na base do empurrão e falaram que se ele voltasse, era só pra comprar, e que era melhor vir com o ego baixo e não arrumar confusão, senão iam encher ele de murro. Mariano só foi embora chorando e resmungando baixinho. Me deu até uma pena ver ele daquele jeito, mas não tinha jeito. Essa era minha vida agora, e ele não só me abusou como também me desperdiçou.
De novo, eu não percebia o quanto tava estragando minha vida e minha saúde, mas a verdade é que eu adorava morar lá com os irmãos, naquela casa bonita. Fiquei com eles um pouco mais de dois anos. Já me sentia parte da casa e, de certa forma, da família. Um ano até que fui uns dias pro litoral com o German de férias, como “namorada dele”, e a gente se divertiu pra caralho. O German tinha uns traços na personalidade bem sádicos, mas por sorte não apareciam muito. Ele ficava louco pra me possuir e me humilhar quando eu tava viajando na droga e não conseguia reagir muito. Era nessa hora que ele me comia com mais força e mais violência. Mas no resto do tempo, era um cara normal, que nem o Pablo.
Eu adorava quando no verão fazia mais calor e eu podia usar a piscina todo dia. Já tinha perdido toda a vergonha, então aproveitava pra me entupir de comprimido e ficar tomando sol no jardim. O jardim dos fundos da casa tinha várias árvores, e as casas ao redor eram baixinhas, então ninguém me via quando eu tirava a roupa e me jogava no sol, com a cabeça cheia de prazer e a tontura gostosa de as pílulas.
Mas pra mim, o melhor era a piscina. Adorava ficar de molho à tarde e sabia que podia fazer isso completamente pelada, sem ter que usar maiô. Os irmãos não ligavam muito pra mim nesses momentos e não faziam questão, gostavam de me ver assim e me ter assim na casa deles. Várias vezes eu via eles da piscina me olhando e sorrindo quando me viam entrar na água, e como meus peitões enormes balançavam no ar quando eu caminhava. Ninguém parecia se importar com nada e nós três nos divertíamos assim. Às vezes um deles entrava na piscina comigo, a gente brincava na água e se divertia, mas eu adorava usar ela sozinha.
Um dia daquele verão eu estava no jardim. Estava sozinha em casa, os dois tinham saído. Não tinha tomado nada, mas como já tinha terminado as tarefas de casa naquele dia, me despi e fui ler uma revista no sol, tranquila. De repente, vi que Pablo tinha voltado pra casa e não estava bem, parecia preocupado ou triste. Ele veio pro jardim onde eu estava e perguntei o que tinha acontecido, por que ele estava assim. Ele me disse que finalmente tinha brigado com a namorada e eles tinham se separado, definitivamente. A garota, claro, não aguentou a situação de eu morar ali, mesmo que Pablo garantisse uma e outra vez que eu era a namorada do German. A gostosa devia suspeitar de algo até não aguentar mais.Eu só sorri pra ele e me aproximei. Dei uns beijos suaves e falei pra ele não se preocupar, que eu também gostava dele. A gente começou a se beijar docemente ali no jardim, na beira da piscina. Eu já estava pelada e ele ficou igual. Com um sorriso, comecei a chupar a rola dele com muito amor, dizendo que queria ser namorada dele também, não só do German. Queria que ele me comesse e queria dar todo o meu amor pra ele também. Pablo resmungou alguma coisa baixinho, mas logo mudou o tom quando sentiu minha língua desejosa se enroscar na rola dele, dentro da minha boca.
Eu não estava drogada naquele momento, não tinha tomado nada. Fiz aquilo só de puta arrombada e grata.


Naquele verão também, um dia o Mariano apareceu de novo. Tinha ido comprar droga, depois de muito tempo sem voltar. Parecia calmo e cumprimentou todo mundo numa boa, inclusive eu. Tava tranquilo, como sempre, e não falava nada sobre mim, então os manos atenderam ele normal também, como sempre, como o cliente que ele era.Mas não durou muito. A transação já tinha acabado, mas o Mariano não ia embora. De repente, começou a encher o saco de novo com o assunto de mim. Ficava me chamando pra sair, dizendo que tinha voltado por minha causa, que queria falar a sós lá fora e tudo mais. Mandei ele pra puta que pariu de novo, mas de um jeito grosso. Falei que agora meus homens eram o Pablo e o German, que já era e que me deixasse em paz de uma vez. Mas o Mariano continuava e continuava com aquela história de que eu gostava dele, que eu não sabia o que tava fazendo e toda essa ladainha.
A gente começou a discutir tudo de novo e num momento o German encheu tanto o saco que pegou o Mariano pela roupa e levou ele pro fundo do jardim. Eu e o Pablo seguimos. Pensei que ele ia encher o Mariano de porrada ali mesmo, mas ele fez ele sentar numa das cadeirinhas da piscina e olhar. Pra ver com os próprios olhos que eu já era a putinha deles. Ali mesmo, no fundo do jardim, me fizeram chupar as rolas dos dois na frente do Mariano, enquanto zoavam e xingavam ele, falando como eu curtia as picas deles. O que era verdade.
Mariano não dizia nada, só olhava e soluçava um pouquinho, mas não teve coragem de fazer nada. Não brigou com os irmãos, nem xingou eles nem respondeu. Só ficava olhando entre soluços enquanto eu engolia com tanto prazer as duas rolas dos irmãos e como eu tava adorando aquilo. Claro que não duramos muito assim e, entre as risadas e gemidos de nós três, logo tiraram toda a minha roupa, eles também se pelaram e começaram a me comer.
Os irmãos zoaram o Mariano o tempo todo, tirando sarro e falando que, se ele quisesse, podia bater uma punheta enquanto eles comiam a ex dele gostoso. Eu ficava com muito mais tesão não só pela forma como me comiam, mas também pelas coisas que falavam pra ele. Quando pensava em como o Mariano tinha me tratado mal, dava ainda mais vontade de retribuir o prazer pro Pablo e pro German, e eu sentava forte neles também, gemendo e ofegando de tesão igual uma puta no cio pra ele me ouvir bem. Eles eram meus homens agora, eu pertencia a eles e adorava por isso.Quando gozaram, me deitaram num pallet que eles tinham e, enquanto se masturbavam, jorraram a porra deliciosa deles na minha cara e nos meus peitos. Eu amei sentir eles assim. Não era uma sensação nova pra mim, mas sempre gostei muito de sentir o leite dos homens na minha pele. Eu só olhava pro Mariano com uma cara de prazer, enquanto os irmãos marcavam a propriedade deles com o esperma quente na minha pele. O idiota do Mariano só soluçava e olhava, completamente derrotado.
Quando terminaram comigo e enquanto se vestiam, German disse pro Mariano ir embora de uma vez e não voltar mais. Falou pra ele arrumar droga em outro lugar. Que ele tinha sido um bom cliente até ali, mas que já tava enchendo muito o saco com essa história minha. Deu uns gritos pra ele ir pra puta que pariu e Mariano obedeceu. Levantou devagar da cadeirinha e saiu de casa sozinho.Morei naquela casa com Pablo e German por mais de dois anos, quase três. Pra mim, aquela época foi tipo um paraíso. Um paraíso de drogas e sexo quase sem parar. Eu já tava bem ferrado da saúde. Eram mais os dias que eu me sentia mal do que os dias que eu tava bem. E quanto mais o tempo passava, os dias ruins eram a maioria. Mas eu não ligava. Não ligava pra nada. Só queria me encher das merdas que Pablo e German enfiavam no meu corpo e nas minhas veias, assim como me encher das picas deles e da porra deles. Não me importava com mais nada.
Mas até o paraíso acaba uma hora.
Um dia acordei como qualquer outro. Pra mim, parecia um dia normal. Mas quando cheguei na sala, vi German e Pablo muito agitados, apressados. Tavam recebendo mensagem no celular o tempo todo e eu via eles andando pela casa inteira, pegando coisas e enfiando em mochilas. Quando perguntei o que tava rolando, não me respondiam ou respondiam muito por cima. Diziam que precisavam levar umas coisas pra outro lugar, não falavam por quê. Falei que ajudava e eles disseram que não.
Fiz meu café da manhã e enquanto tomava, só ficava olhando eles. Checando os celulares o tempo todo e enchendo várias mochilas de coisas. Tavam colocando pacotes de droga, roupa e outras paradas. Quando finalmente terminaram, tinham enchido umas seis mochilas. German me chamou na sala e sorriu. Me abraçou e começou a me beijar, como qualquer outro dia. Sorrimos um pro outro e logo senti o Pablo atrás de mim, também me abraçando e me beijando. Presa entre meus dois homens, já tava começando a ficar com tesão. Começaram a me despir devagarzinho e eu já tava pensando que iam me comer, como qualquer outro dia.
O Pablo virou minha cara e começou a me beijar forte, longo e profundo enquanto as mãos dele amassavam meus dois peitos. Eu tava acariciando ele e devolvendo os beijos docemente. Tava tão perdida na sensação que nem percebi. O Pablo só tava me distraindo. Logo senti a picada familiar no braço e o fogo subindo pelas veias. Quando me assustei e virei pra ver, o German tava segurando meu braço e o Pablo me agarrou bem forte pra eu não me mexer.
Não conseguia acreditar no que tava vendo. Quando vi a seringa cravada na minha veia e os dedos do German empurrando a droga… nessa altura eu já conhecia bem o assunto. Era uma dose enorme. Gigante. Como nunca tinha tomado antes. O filho da puta do German olhou nos meus olhos assustados e tava sorrindo com aquele sorriso sádico que eu via nele às vezes. Quis gritar mas logo senti a mão do Pablo tampando minha boca e ele me segurava tão firme que eu não conseguia me soltar, só me sacudir. Com terror nos olhos, meu olhar encontrou o do German de novo e ele continuava com aquele brilho macabro e feio.
Ele tava me aplicando uma dose gigantesca, diretamente pra me matar. E o filho da puta tava adorando. Adorando fazer aquilo e se deliciando com o terror nos meus olhos quando eu percebi.
Eu não entendia nada e entrei em pânico, mas também não tive muito tempo pra sentir o pânico. Logo senti a pancada no meu cérebro, mas mais forte do que nunca. O coração parecia que ia explodir no meu peito e eu não conseguia respirar. Senti minhas pernas bambiarem e o Pablo me segurou. Antes de perder a consciência e me afogar no turbilhão que a droga tava me dando, ouvi o German falando bem pertinho de mim.
“Tchau, meu amor… a gente se divertiu muito, todo mundo, puta… que pena que não posso ficar pra te comer já mortinha, adoraria… aproveita como você vai, vai partir bonitinha…”
Tudo ficou nublado e eu me senti cair no No chão, pelada, em cima do tapete da sala. Meu corpo começou a tremer e se sacudir, e senti a boca encher de saliva, escorrendo pelo canto dos lábios. Não conseguia parar de me sacudir enquanto a droga atacava minha cabeça de um jeito que nunca tinha sentido antes, tão forte, tão avassaladora. Não conseguia me mexer, só me contorcer ali no chão. Vi as formas borradas de Pablo e German pegarem as mochilas e saírem de casa, me deixando largada ali pra morrer por causa dessa overdose horrível que me enfiaram.
Lembro que antes de a escuridão me envolver e eu sentir minha alma saindo do corpo, entre minhas convulsões, não sei por que pensei no meu pai. A última coisa que ouvi, bem ao longe, antes de apagar de vez foi o som do carro do Pablo dando partida e saindo com um chiado feio dos pneus, sumindo na distância.
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