Cornudo e Enrolado - Parte 2

Quando a obra finalmente começou, foi aí que tudo desandou.

Os caras faziam um barulho do caralho que fodia meu stream o tempo todo, só com isso eu já tava com um humor de cão. Além disso, via do nosso quarto como eles não paravam de chamar a Belén, toda hora, pra ela ir lá e dizer como colocar essa pecinha, de que cor a tampinha do buraquinho, a maçaneta pra esquerda ou pra direita… tudo putaria pra Belén ir lá com eles e dar uma olhada nela. Ela ainda gostava, porque na minha cabeça se sentia a diretora da obra ou sei lá o quê. Nunca me disse que os caras falaram nada fora do tom, nem que tocaram nela nem nada, mas eu vi bem várias vezes como eles olhavam e ficavam vidrados nela.

Quando digo os dois, na verdade tô falando de um. Do Roberto. Matías era um zé ninguém que existia porque o ar era de graça, trabalhava na velocidade de uma lesma e tava lá fazendo o que o outro mandava. Até aquele aborto eu vi que ficava olhando pra bunda da Belén várias vezes enquanto ela falava com o Roberto.

A obra avançava num ritmo de lesma. Não sei se porque a Belén tinha complicado demais ou porque os caras eram dois incompetentes que estavam enrolando pra ficar mais tempo com ela. Provavelmente era uma mistura dos dois.

Um dia o preto sem vergonha realmente passou dos limites. Eu tava na cozinha pegando algo num break do stream e olhando pra obra vi como a Belén tinha se aproximado dele com umas impressões que tinha feito e tava mostrando algo no celular. Roberto se encostou nela pra olhar e eu vi como ele colocou o braço em volta da cintura dela, bem em cima da bunda, onde começava a curva suave daquela raba gostosa, e se fazendo de desentendido, ficava sentindo de leve na lateral com o polegar. A outra puta também não disse nada nem tirou ele de cima.

Eu fiquei olhando em silêncio de raiva, mas também de puro corno manso idiota, porque tava ficando excitado vendo ele tocar nela. Perfeitamente poderia ter mandado ele pra obra e cagado na cabeça deles, mas não fiz por ser cagão. À noite, falei pra Belém que tinha visto como o Roberto colocou a mão nela, e ela disse que nem tinha percebido, que eu parasse de ficar tão encanado com esses caras.

Já estávamos começando a brigar também.

Uns dias depois disso, tudo explodiu de verdade, muito, muito mal. Várias coisas se juntaram e detonaram tudo.

Primeiro, eu já tava puto de ter os caras lá o tempo todo. Já fazia muitos dias. E ao mesmo tempo tava cansado, mas tarado de ver eles secando a Belém o tempo todo. Pior era o que eu imaginava a toda hora, que vocês já imaginam que tipo de coisa era.

Depois, uns amigos do Brasil, um time de Overwatch com quem eu treinava às vezes, me chamaram pra ir pra São Paulo num torneio meio informal que eles organizaram, de vários jogos e entre eles Overwatch. Eles conseguiram uns patrocinadores e tinha uma grana em prêmios, não muita, mas era boa. Eu topei na hora, quase. Não só ia ajudar a organizar, mas também ia me servir pra caralho pra talvez fazer a stream de lá uns dias e, se fosse bem, me gabar da minha participação no torneio. Enquanto passava uns dez dias em São Paulo me distraindo e limpando a cabeça de toda a merda da obra em casa.

Quando falei pra Belém, ela ficou puta da vida e tivemos uma discussão muito, muito pesada naquela noite. Por tudo. Primeiro porque eu não ia levar ela. Depois, porque eu tinha dito que sim enquanto a obra tava rolando. Falei que não queria que ela ficasse sozinha com aqueles dois negos de merda aqui em casa, que queria que nesses dias ela fosse pra casa dos pais e congelasse a obra por esse período. Ela piorou e começamos a nos xingar. Ela disse que eu só pensava em mim, que ela tava fazendo a obra pra mim e que eu não valorizava o esforço que ela tinha colocado em tudo. Que não ia parar a obra dez dias porque Eu tava pensando em ir pra putaria no Brasil sem ela. Que eu era um perseguido de merda e que os caras não iam fazer nada, que tavam lá trabalhando e só.
A gente tava tão estressado, por tudo, que num momento eu perdi a cabeça e xinguei ela feio pra caralho. Falei que ela era uma puta que se deixava apalpar e adorava esquentar pica. Ela me empurrou forte pra se afastar e desabou no choro, se trancando no nosso quarto. Eu, puto da vida, fui dormir na sala.

Pra piorar, como se já não bastasse, dois dias depois briguei feio também com o idiota do Roberto. A gente discutiu pesado e quase partiu pra porrada se a Belém não entrasse no meio e acalmasse a gente. A Belém tinha feito um display bonito pra caralho com telas de LED e luzes pra colocar numa parede. A gente tinha combinado que ia ver isso quando o resto da obra tivesse pronta e aí a gente via quanto custava, como algo extra, mas o filho da puta do Roberto, sem falar nada, foi lá e comprou uns materiais e começou a instalar, achando que a gente ia topar. Quando ele me falou naquele dia que já tinha comprado as paradas e me disse a grana que eu ia ter que pagar a mais, eu perdi a cabeça de novo. Começamos a discutir feio e a nos xingar, o que chamou a Belém, que finalmente conseguiu nos separar pra nos acalmar. Com outra pessoa, acho que eu teria discutido normal, mas tava claro que o Roberto e eu, naturalmente, a gente tirava o pior um do outro.

Eu falei que nem fodendo ia pagar por algo que nunca autorizei, e o Roberto rebateu dizendo que já tinha comprado as coisas e que tava no plano da Belém. Ela meio que ficou do meu lado porque, na real, parecia que o preto tava querendo nos dar o golpe, então a gente acabou discutindo feio todo mundo e por dois dias eles não voltaram pra obra.

A Belém continuou trocando ideia com o Roberto pelo chat, não como se nada tivesse acontecido, mas pra tentar fazer ele voltar e a obra continuar. Ela passou meu contato pro Roberto e ele convenceu que a gente converse entre nós pra esclarecer tudo.
O que menos fizemos nos áudios que trocamos foi esclarecer tudo. Acho que brigamos ainda pior. Passou pela minha cabeça mandar ele pra puta que pariu de vez, ele não vir mais e a obra seguir com outros, mas por um lado não queria que esse cara me denunciasse ou ter algum problema legal, porque ele diria que eu tava devendo dinheiro pra ele, e ao mesmo tempo também não queria problema com a Belém e ela pensar que eu tava sabotando a obra dela. A última troca que tive com o Roberto me deixou gelado.
Cornudo e Enrolado - Parte 2Mostrei aquele chat pra Belén e ela ficou pasma. Ela disse que, na real, nós dois estávamos errados, que era uma pena não termos conseguido resolver as coisas. Ela começou a fazer um pouco de diplomacia no chat com o Roberto, ficou o dia inteiro nisso, até que à noite me disse que tinha chegado a um acordo. Que a obra ia continuar, mas que só o Matias viria. Que o Roberto não queria vir se eu estivesse lá. Que quando eu fosse pro Brasil, ele iria e terminariam tudo rápido entre ele e o Matias, que a ideia era terminar tudo antes de eu voltar pra ninguém se cruzar e todo mundo ficar feliz.

Não curti essa ideia pra caralho, já que significava que a Belén ia ficar sozinha com esses dois enquanto eu não estivesse. Falei pra ela e ela me garantiu que não ia rolar nada, que se o Roberto passasse dos limites, ela ia cortar, que eu confiasse nela. Mas ela queria que essa novela da obra acabasse de uma vez e que a gente voltasse ao normal.

Eu também queria que tudo voltasse ao normal, então, de má vontade, aceitei o trato. Por dentro, tava mais do que excitado com a ideia da Belén sozinha com esses dois, apesar da raiva que eu tinha pegado do cuzão do Roberto. Talvez rolasse algo com o Matias, quem sabe um dia a Belén me contasse que o Matias tinha se animado a passar a mão na bunda dela ou algo assim, eu bateria umas boas punhetas com isso, não passaria disso e pronto.

Como eu estava enganado…

13 comentários - Cornudo e Enrolado - Parte 2

Muy buena historia ansioso por ver como se fue todo a la mierda y te hicieron re cornudo jaja vamos por más un abrazo
Llevo muchos años entrando en esta sección, pero es la primera ves que Leo un relato y me da mucha gracia como.te expresas con los albañiles te entiendo totalmente. Son unos ñocos y tratado con todo tipo de albañiles jajajaja
Los albañiles son gente muy noble y de buen trato, por suerte esto es solamente un relato. Ponele.
Ayyy! Típico drama de machito hijo del patriarcado. Q lastima me dan esos hombres trogloditas super machos como ese tal Roberto, esclavos d su impulso x dominar, vaciar sus bolas y poseer hembras. Afortunadamente, gracias a las infidelidades d mi Mami...
..tan lubricada q parece llena d leche, dice q t la comas toda, como una adolescente enamorada. Así mientras t comes todo, ella t pregunta como lo pasaste jugando a ser mi sirvientita, t haga mostrarle su tanguita, poner la remerita d boquita y servirle..
..una fría al portero mientras ella se va hacia la habitación y t grita q seas agradecido con el Señor Portero y mientras él se toma tus cervezas vos podes ir a jugar a la sirvientita en su departamento.
todo un relato ... !!
Amigo agase cargo de que a su mujer la calientan los grones, cuando se vaya la van a reculear, lastima que te lo vas a perder... y se me ocurre que te gustaria ver y/o....
Tremendaaa, mejor que la primer parte todavía. Voy a esperar que la sigue ❤️
Por favor, necesito la parte 3.. ya!! Me siento muy identificado con algunas cosas.. podemos hablar eb PV? Manddame mensake que te cuento con que me siento idenrificado!!!
Uyyy como le van a llenar la panzita de leche a Belu
Cuando se dejo tocar por eso boliviano de mierda. Ahi tenias que correrla a la reverenda mierda, Si es cuestion de tiempo para ue se haga culear por esos mugrosos. Ruego que sea ficcion. Y que un mugroso me va a cuestionar o escribir como te escribio?
Me insulta un negro. Y pasa al otro barrio con medio kilo mas de peso en la cabeza. Total quien extrañaria a esos parasitos indocumentados???
Y tu noviesita??? Ta bien de tu morbo... pero con un simio erguido??? Sucia hija de puta.