Loira Gostosa à Noite - Parte 3

Fiquei mais dois meses trabalhando assim, só nos fins de semana. Como sempre, no máximo um ou dois clientes por final de semana, embora tenha pego um feriadão onde atendi três, em três dias diferentes. Todos de boa, mas foi aí que tive minha primeira experiência ruim. Não foi com nenhum dos que me contataram pela Laura, foi um cara que um cliente que eu já tinha visitado (ele era de boa, não foi culpa dele) passou meu contato.

Logo de cara, quando encontrei ele pra tomar algo, como a gente tinha combinado, o cara me caiu super mal. Era o tipo que se achava o grande empresário, se exibindo com o celular que tinha, com o carro que tinha, os nomes que conhecia... mas ao mesmo tempo dava pra perceber na hora pelos gestos e atitudes do sujeito que era um pobre coitado, na real.

Como cantava Sabina, "Era tão pobre que não tinha nada além de dinheiro..."

Além disso, era um babaca e mal-educado. Eu fazia o possível pra aguentar a noite e acho que, no geral, me saí bem, fiz tudo que o cara queria, mas ele era muito mal-educado sem necessidade e isso não me descia nada bem. Uma vez no hotel, ele começou a me comer assim, sem muita introdução, e ficava o tempo todo xingando e me insultando. Deixei ele satisfeito, como todos os meus clientes, mas eu passei muito mal. Não me machucou nem nada, felizmente, mas ele batia muito na minha bunda, puxava meu cabelo com força e mais umas coisas que prefiro não lembrar. Ele ficava excitado em me tratar mal. E se ele tivesse deixado claro isso de início, eu já iria preparada, com outra disposição, ou diria logo que não se não me parecesse bem, que não tinha vaga na agenda. Mas fazer o quê, de tudo se aprende. Até dessas coisas. Graças a esse cara desagradável, tirei um monte de notas mentais, principalmente no que prestar atenção como sinais de alerta. Tudo é aprendizado. Tudo.

Por sorte, graças ao resto dos meus clientes, os novos e uns dois clientes repetidos, nesses dois meses consegui juntar uma grana que nem nos meus sonhos. Se me perguntasse há três meses atrás, eu achava que nunca ia conseguir juntar grana. Todo mundo me tratou super bem, e adorei ficar com cada um deles. Quando contei pra Laura que tinha tido meus primeiros clientes repetindo, vi ela levantar uma sobrancelha. Me parabenizou. Disse que era raro cliente querer repetir tão cedo, num espaço de tempo tão curto, que eu devia estar fazendo as coisas muito bem.

Sorri pra ela, mas não precisava que Laura me dissesse. Eu já sabia que tava mandando bem.

Durante a semana, passava o tempo procurando apartamento na Capital, mas já com a tranquilidade de não estar apertada de grana. Tinha dinheiro, e de sobra, pra sair de casa e me mudar sossegada. O problema era achar um apê bonito, acessível, numa área legal e com transporte perto caso precisasse me locomover. Eu não só não tinha carro, como nem sabia dirigir. Também não era algo que quisesse ter. Na cidade, parecia um gasto à toa, tendo táxi, Uber ou transporte público pra ir e voltar de qualquer lugar.

Meus pais? Bem, obrigada. Me dói falar assim, juro que dói, mas entre o bêbado do meu pai e a histérica da minha mãe, já não formavam um casal. Me entristece, são meus pais, sei o quanto me amaram e o quanto eu amei eles, mas as coisas estavam tão ruins em casa que pareciam, de repente, pessoas diferentes. Dois seres que viviam ali. E que nem ligavam mais pra mim. Eu ia, vinha, "saía" nos fins de semana, chegava no dia seguinte às vezes já com o sol raiando, e você acha que em algum momento eles falaram algo? Que se preocuparam com o que a filha deles tava fazendo, pra onde ia e com quem se encontrava?

Juro que nesses primeiros meses, Laura foi mais pai e mãe ao mesmo tempo pra mim do que qualquer um dos dois.

Finalmente, depois de muita procura e visitas, encontrei um apartamentinho lindo, num daqueles prédios novos que estavam construindo em Caballito, na Avenida Avellaneda, perto da quadra do Ferro. Era pequeno e caro, mas eu não ligava porque ele foi legal comigo desde que entrei. Eu me sentia bem lá, me sentia vivendo lá. O prédio era novo e lindo, com uma entrada bonita, e o apartamento tinha uma varandinha pequena mas iluminada, que pegava sol quase o dia todo porque dava pro norte.

Quando fiz as contas, ia me custar uma fortuna me mudar pra lá, entre os meses de depósito, conseguir um seguro fiança (sem holerite! o que me custou... não vou contar como resolvi, fica pra imaginação...), taxas da imobiliária... tudo. E depois o que ia custar a mudança de Olivos. Queria levar todas as minhas coisas de casa, mas não dava. Não iam caber no apartamento novo.

Deixei todos os patinhos alinhados pra mudança, como se diz, e um dia criei coragem e sentei com a minha mãe, contando o que ia fazer. Que já tinha decidido. Mamãe ficou muito triste. Ela tinha me dado tão pouca bola que nem esperava aquela notícia. Desabou a chorar e por um momento senti que estava jogando mais uma pedra nas costas dela. Mas endureci a alma e fiquei firme. Ela pedia pra eu não ir. Entendia que a casa era um caos e o clima horrível. E também entendia que eu já era crescida e queria fazer minha vida, queria me independizar. Me pediu pra, por favor, não ir, que ia se sentir muito mal.

Quase disse que sim. Quase falei que desistia de tudo e ficava. Mas enquanto ela falava, percebi uma coisa, um detalhe que foi crucial pra mim. Em nenhum momento ela perguntou como eu ia fazer. Como ia pagar. Se tinha arrumado um trampo. Nada. Nada do que eu achava que uma mãe que se preocupa com a filha poderia ter perguntado. Tudo girava em torno dela... que ela ia ficar sozinha... que ela tinha que lidar com o pai... que ela também tinha os planos dela...

Quando naquela noite contei pro meu pai, também não foi Nada bom. Por sorte eu não tava bêbada, mas percebi que quando cheguei em casa, já tinha bebido alguma coisa. Ele se irritou e começou a encher meu saco. Pesado e feio. Tratou de me dizer cada erro que ele achava que eu tava cometendo. Que eu era uma mina que não sabia nada da vida, que ia me meter nessa e voltar com a buceta entre as pernas. Também senti que tudo era sobre ele. Que ele ficou puto porque a filha tava se rebelando e indo embora, sem querer entender o porquê. Sem dizer, mas deixando claro que ele era o homem da casa e que eu não podia minar a autoridade dele daquele jeito. No fim do chilique, ele até começou a insinuar que eu devia me drogar ou algo assim. Só virei as costas e fui embora.

Fiquei com pena, mas já tava pouco me importando com eles.

Dias depois, apertei todos os gatilhos da mudança. Já tava feito. Foi uma punhetação danada coordenar tudo sozinha, mas consegui e serviu pra caralho como experiência de me virar só. Tirando umas paradas da mudança que complicaram, deu tudo certo. Logo numa quinta à tarde, desci pra abrir pros últimos caras da empresa de mudança que levaram a última carga pra cima, me despedi com um sorriso, deixei uma gorjeta enorme que eles tinham mais que merecido e fui pela primeira vez pro que já era meu apê, pelo menos pelos próximos três anos. Quando entrei e fechei a porta atrás de mim, ouvi o clique e quase desabei a chorar de emoção e alegria. Me virei e olhei pro meu apê. Caixas pra todo lado, uma bagunça do caralho, mas respirei fundo o ar novo. Cheguei na janela e fui banhada pelos últimos raios do sol preguiçoso da tarde. E não ouvi ninguém gritando, nem se odiando.

Coloquei os fones no celular, botei o álbum inteiro de "In Rainbows" do Radiohead e fui organizar tudo.

Naquele fim de semana, evitei marcar com nenhum cliente. Queria dar uma reorganizada na vida e sair. Sair pra conhecer meu novo bairro, comprar umas coisinhas que tavam faltando pro apê. Queria começar de vez a viver sozinha. Não tava com medo. Pelo contrário, tava super animada com a nova página que tinha virado, ainda toda em branco.

No sábado, como a Laura também não tava trabalhando, convidei ela pra comer em casa, pra agradecer tudo que ela tinha feito por mim e também pra ela conhecer meu novo lugar. A gente se divertiu tanto. Conversamos sobre tudo, como nunca antes. Coisas leves e também coisas profundas. Sobre nós, sobre o que a gente queria, sobre o que sentia. Ficamos até as quatro da manhã conversando e tomando café, com a música baixinha, as duas no sofá. Foi tão, mas tão bom. Como eu adorava minha querida amiga. Se faltava algo pra gente virar quase irmãs, foi naquela noite.

Laura me convidou na sexta que vinha pra me juntar com as amigas dela, também trabalhadoras, que ficavam num café e bar pelo centro, bem perto do Obelisco. Ela sempre tinha falado delas. Ela já tinha trabalhado tanto que conhecia um monte de gente e colegas, e conheceu elas. Disse que tinha formado um grupinho legal de minas e que eu era super bem-vinda se quisesse. Falou que elas se encontravam pra se ver, mas ao mesmo tempo usavam o bar como base de operações e que se aparecesse algum cliente na hora, algumas aproveitavam. Tudo somava. Disse que tavam de boa com o pessoal do bar, que deixavam elas ficar lá sem problema porque não incomodavam ninguém, que os gerentes eram muito gente boa e que elas também conheciam, de tanto ir, os tiras que tinham aquela área e que eles e elas também não enchia o saco.

Eu ficava meio... não com medo, mas tipo com um pé atrás? Não sabia se ia. Uma coisa era a Laura, que era minha amiga antes de eu descobrir que ela trabalhava, mas outra coisa eram essas outras minas que eu não conhecia. Sim, a Laura meio que garantia por elas, tudo bem, e como sempre não era por desprezar ninguém. mas não sabia como iam me receber e se iam gostar de mim. Talvez servisse para me conhecerem e expandir um pouco o networking, isso seria bom, mas se não caísse nas graças delas, podiam me excluir, ou pior, e talvez virasse um problemão. No fim, decidi ir, mas pedi pra Laura me levar e eu chegar com ela. Não queria chegar sozinha e ela não estar.

Não sei por que me preocupei. Quando encontrei a Laura naquela sexta à noite e chegamos no bar, ela já tinha avisado que eu ia, e me receberam superbem, tudo na base do abraço e beijo. Eram super amigáveis e alegres, e pareciam encantadas de ter uma mina nova pra conhecer. Me senti à vontade na hora, mesmo todas sendo bem mais velhas que eu. Eu era a mais novinha, de longe.

Tinha a Laura (ou Betty), claro, e mais duas minas mais ou menos da idade dela, acima dos 35. Se chamavam Afrodite e Ruby. Me pareceram umas gatinhas bem normais, tipo as que se vê em qualquer rua a qualquer hora, nada que chamasse atenção. Depois tinha uma loira que já tinha 40 e poucos, se chamava Scarlett e era muito gostosa. Tinha uns peitos lindos e uma raba do caralho, com o cabelo bem arrumadinho. Uma boneca. E depois tinham as coroas do grupo, duas gostosas que já passavam dos 50 mas se mantinham bem pra idade. Se chamavam China e Mora.

Eu cheguei lá toda mocinha e a timidez bateu quando sentei do lado da Laura. Todas me olhavam e puxavam papo, falando sem parar que eu era linda e que queriam me comer. Caindo na risada. Pensei que talvez fossem sentir inveja de eu estar ali, e no meio da conversa, quando já tava mais à vontade, sugeri isso, mas riram de novo. Falaram que pra elas era ótimo ter uma novinha bonita como eu por perto... atraía os clientes. Nos demos super bem, exceto talvez com a Ruby, que me pareceu a mais quietinha e tímida de todas, e ficou o tempo Fiquei muito de olho no celular, mas nenhuma me tratou mal, de jeito nenhum. A Scarlett já tinha ido embora num momento porque apareceu um cliente e ela não estava mais, mas quando a noite acabou, elas gostaram tanto de mim que meio que me adotaram oficialmente como mascote do grupo.

A China e a Mora ficavam zoando o tempo todo que queriam me levar pra casa delas e brigavam de brincadeira pra ver qual me levava. A Laura tentava parar elas entre risadas, mas não conseguia, as duas veteranas continuavam discutindo entre si na zoeira e me mandando olhares e beijinhos. Eu tava morrendo de rir. A verdade é que não sabia se era sério ou se era brincadeira até que perguntei e a Mora me respondeu firme que óbvio que era sério, mas que eu não me preocupasse, que eram só fantasias de duas velhas putas como elas estarem com uma mina assim. Quase me caguei de rir. A Laura então falou com um sorrisinho safado que ia sair bem caro me levar, pelo que eu cobrava. Aí me perguntaram e, como me senti à vontade, começamos a falar de mim e do que eu tinha feito até agora, tudo isso.

Elas me olhavam chocadas e achavam que eu tava zuando, no começo. Até que contei um pouco de tudo, do que me levou a começar, como tava ruim em casa, tudo isso. Quando terminei de contar, o carinho que me deram... juro que de repente me senti como se tivesse cinco mães do meu lado. E aí começaram a brigar de novo na zoeira pra ver quem ia cuidar mais de mim. E pra ver quantos clientes daqueles que pagavam em dólar eu podia conseguir.

Fui embora às quatro porque já tava caindo de sono, mas trocamos os contatos e nos despedimos com carinho. Saí super feliz desse encontro e falei que com certeza queria voltar.

Naquele mês, com toda a mudança, o descanso que quis tirar e os outros encontros que tive com o grupo das minas, só tive um cliente que também veio recomendado pela Laura. Era um empresário da mídia que tinha uma casa em Pilar. Combinei com o cara. E fui pra lá de Uber.

O cara também gostava das novinhas. Novinhas bem novinhas, quer dizer. Como eu. Cheguei às 10 na casa dele e ele me recebeu com um beijo. Era bem bonito e tinha uma energia boa, me tratou super gentil o tempo todo. Batemos um papo e tomamos algo na sala, onde ele me contou o que queria, já que não tinha coragem de falar pelo telefone. Quando ele me contou, eu sorri e entendi na hora, falei que não teria problema. Que ele não se preocupasse, que eu sabia exatamente como fazer. Então comecei.

O que o cara queria, a fantasia que ele tinha, era que as novinhas que queriam entrar pra trabalhar na TV ele tinha que comer, senão não entravam. Ele me explicou que na posição que ele estava, situações assim aconteciam todo santo dia, tinha um desfile de gatinhas na frente dele o tempo todo, mas ele nunca podia fazer nada sério com aquilo, porque se vazasse, não só seria demitido, mas a mídia onde ele trabalhava levaria um processo. Que ele gostava de ter a fantasia de finalmente fazer aquilo pra tirar do sistema uma vez a cada dois meses ou algo assim e não ter problemas.

Se vocês acham estranho, eu não. Mais que isso, respeitei pra caralho o cara por ser honesto e me contar. E achei muito saudável ele buscar canalizar as fantasias com uma profissional (já era uma profissional eu?) em vez de foder a vida real de garotas que só queriam um trampo. Achei foda a atitude do cara. Pensei um pouco em como abordar tudo e falei que estava bem, que ele me esperasse um pouco.

Peguei minhas coisas e saí de casa, ficando um tempão, mas bem tempão no jardim que o cara tinha na entrada. Aproveitei pra acender um cigarro mentolado e relaxar, pensando em como ia encarar bem aquilo. Pensando em cada detalhe da personagem que ia montar. Deixei o cara esperando lá dentro uns 20 minutos quase. Queria que ele ficasse bem excitado e bem ansioso. Finalmente me virei e, andando timidamente, voltei pra Porta e toquei a campainha.

"Ah... oi...", ela disse quando abriu com um sorriso.
"Oi Ariel...", falei o mais tímida que podia, quase sem olhar pra ele.
"Você veio. Legal."
"É... vim..."
"Bom, entra, vai...", ele abriu a porta e eu entrei, "Vem, passa pra sala... fica à vontade", ele disse e eu segui, fingindo que olhava pra tudo e tava morrendo de medo de estar ali, "Quer beber algo?"
"Não, obrigada... tô bem..."
"Tem certeza? Parece que você tá nervosa...", ele sorriu pra mim.
"É... um pouquinho, sim...", falei.
"Qual era seu nome? Esqueci, me desculpa...", sorriu e sentou no sofá, me convidando pra sentar também. Eu fiz isso com timidez e sentei meio longe dele.
"Blondie..."
"Ah, que nome bonito, eu..."
"Obrigada", sorri meio sem jeito.

Ele se aproximou no sofá e eu deixei, mas fingi que olhava pra ele com um pouco de desconfiança.
"Você era a que minha secretária falou, né? A que veio pelo programa da manhã?"
"Sim... claro. É... pro 'Hora de Brincar'.. tinha ido..."
"Sim, sim, o infantil da manhã. Agora lembrei.", ele disse, "Bom, olha, a gente viu com minha equipe e vou te adiantar que não é fácil."
"Não?", olhei pra ele timidamente e perguntei com uma vozinha.
"Não... a verdade é que tem muitas candidatas... seu currículo é bom, você tem aptidões, mas... a verdade é que tá bem disputado.", ele disse e sorriu.
"Ah... mas... como eu faço então? Quer que eu faça outra audição? Sei lá, me fala...", olhei pra ele.
"Não, outra audição não. Não tem mais tempo. Isso entra em pré-produção semana que vem, gata."
Eu suspirei meio triste, "Ah... entendo..."
O cara me olhou e fez uma careta, "Não... acho que você não entendeu...". Eu só olhei pra ele em silêncio e ele continuou, "Você vai ter que se esforçar se quiser isso."
Eu fiquei quieta e o cara aproximou uma mão, começando a brincar com as pontas do meu cabelo comprido. Eu só deixei ele fazer, sem olhar pra ele, olhando pra baixo.

"Entendeu o que eu tô querendo dizer? —Não é? — ele perguntou. Levou os dedos ao meu queixo e começou a deslizar as pontas por ali, sentindo minha carinha. Eu não dizia nada, evitava olhar pra ele e torcia os dedos, fazendo a sonsa. — Me entendeu ou não, Blondie?

Fiquei um tempão sem responder enquanto o cara continuava acariciando meu rosto devagar, me olhando com fome e um sorriso no rosto.

— Sim... acho que sim... — falei por fim.

— Bom, é o que espero — ele disse. — Porque garotas tão novinhas como você não entram pra trabalhar assim, tão fácil... né? — Balancei a cabeça negando em silêncio. — Você quantos anos tinha?

— ... quinze...

Ele sorriu mais ainda e começou a descer a mão. Eu tava usando um top que deixava minha barriga e os lados de fora, e logo ele começou a me acariciar ali. — Bom, viu o que eu tô dizendo? Você é muito pequena pra entrar só com suas habilidades... Você é muito linda, nena. Pode trabalhar muito bem, mas...

— Mas o quê, Ariel? — perguntei com timidez.

Ele, sem parar de sorrir e de acariciar a pele do meu lado com a outra mão, desabotoou a calça e lutou um pouco com o tecido pra tirar a pica pro ar, que já tava visivelmente durona pra caralho. Eu olhei pra ela e fiquei encarando, como se nunca tivesse visto uma. Ele começou a bater uma devagar enquanto eu olhava.

— Se você quer entrar, vai ter que me convencer que é a certa, Blondie...

Lembrei que o cara tinha dito que queria que a novinha não gostasse no começo, e desviei o olhar de repente. — Ai... Ariel... não... por favor...

— Por favor, o quê? — ele respondeu.

— Me desculpa, não... quero ir embora... me desculpa... — falei e fingi que ia levantar. Senti ele me segurar firme pelo braço e me prender. Me virei pra olhar pra ele, e ele tava sério.

— Blondie... você não sai daqui até me convencer...

— Mas isso...

Ele me interrompeu. — Isso é o que você tem que fazer. E vai fazer tudo o que eu mandar.

Sentei de novo e olhei pra ele com um pouco de medo, alternando o olhar. a ele, com os olhos famintos que já tinha e com a rola dura que ele tava se masturbando.
"Qual é o problema?", ele perguntou, "Nunca chupou uma?"
Eu balancei a cabeça, "N-não... nunca..."
"Bom, hoje você vai provar uma, putinha...", ele disse com um sorriso, "Hoje, se quiser, vai levar sua primeira rola e seu primeiro emprego...", ele falou e me puxou pelo braço pra perto dele. Se inclinou e começou a beijar meu pescoço.

Eu só suspirei e deixei ele fazer. Já tava toda a situação, confesso, me excitando um pouco também. Senti que ele deu uma lambida longa no meu pescoço e sussurrou no meu ouvido, "Vai, putinha linda... é você ou a próxima na fila... depende de mim."

Eu fingi que hesitava um pouco enquanto ele continuava me beijando e, no fim, me inclinei sobre a rola dele, começando a chupar devagar, sem enfiar muito na boca. Ele começou a gemer baixinho e se recostou de novo no sofá, olhando minha cabecinha de cabelo loiro comprido balançando pra cima e pra baixo enquanto eu mamava.

"Aaah... isso... que gostosa que você é...". Eu chupei assim um momento em silêncio até soltar um gemidinho que ele ouviu, "Mmmh... viu que você gosta?", ele disse.

Eu não dizia nada, só soltava um gemidinho de prazer suave de vez em quando, mas cada vez mais, bem sutilmente, me animando a chupar mais forte e mais fundo, o que começou a satisfazer ele visivelmente.
"Uffff... siiiim... que gatinha... você vai longe, Loirinha..."

Aí comecei a chupar de verdade. Do jeito que eu sabia que eles gostavam... e do jeito que eu também gostava. Enfiando o máximo que podia a rola na minha boquinha e lambendo ela toda enquanto tava dentro.
Loira Gostosa à Noite - Parte 3Chupei ele até gozar na minha boca com um gemido longo de prazer, com a mão dele segurando minha cabeça ali, me fazendo engolir tudo. Quando terminou, eu saí devagar e limpei meus lábios, olhando pra ele.

"Já foi... Ariel?", perguntei.

Ele abriu os olhos e demorou um pouco pra voltar a si. Parece que eu tinha chupado gostoso demais, "... não, Blondie... falta... vem cá..."

Ele me pegou pelo braço de novo e me puxou pra perto. Começamos a nos beijar enquanto ele apalpava meu corpinho todo. Me carregou no colo e me levou pro quarto dele, me deitando na cama e mandando eu tirar toda a roupa enquanto ele também se despia. Eu fiz com timidez, olhando pra ele com um pouco de medo. O cara finalmente se deitou e me montou em cima dele, me beijando e me tocando por todo lado.

"Quando você levar toda minha porra pra dentro, Blondie... aí é que você vai me convencer de vez...", ele disse.

Eu suspirei, "Não me pede pra fazer isso... pelo amor..."

"Você quer ou não, sua putinha linda?", ele sorriu.

"Quero, mas... não me pede isso... posso engravidar...", supliquei. Isso deixou ele mais excitado.

"Vou encher toda essa buceta linda que você tem", ele falou.

"Por favor, Ariel... não...", eu fingi que queria me soltar, mas ele me segurou na hora. Levou a mão pra baixo e começou a esfregar a ponta do pau na minha buceta.

"Se já tá toda molhadinha... parece que você quer...", ele riu.

"Não... pelo amor...", supliquei, levando o teatro até o fim pra deixar ele mais e mais excitado.

De repente, senti ele me pegar pela cintura e empurrar pra cima, entrando devagar e doce. Era tão gostoso. Não consegui evitar gemer.

"Aaaahhh... Aiii... Ariel... para!"

"Shhh...", ele sorriu e começou a me comer devagarzinho, "Que buceta linda você tem..."

"Paraaaa... pelo amor!", gritei um pouco.

"Você não gosta do meu pau, neném?"

Fiquei quieta um momento, aproveitando como ele me comia, até que sussurrei, "Sssim... sssim... aiii..."

Ele sorriu e entrou com mais força, nós dois começamos a gemer de prazer juntos.
jovenzinhaQue gostosa que você é... vai ser uma estrelinha... vai ver... aaaah...", ele me dizia e eu já sorria, me fazendo de convencida.
"Sssii... Ariel... ai sssii... não me bate tão... tão forteeee...", eu menti. Eu estava adorando aquilo. Claro que ele começou a meter bem forte. Era lindo como ele estava abrindo minha buceta a cada estocada.

Depois de um bom tempo de prazer, senti ele endurecer dentro de mim e começou a gozar, jogando tudo bem no fundo e aos gritos de prazer. Ele me fez gozar também ao mesmo tempo, nós dois gritando e gemendo o êxtase que estávamos nos dando.

Ariel tinha combinado a noite toda, então foi isso que fizemos. A noite toda. Eu entrando no jogo dele, já como a garotinha convencida de que ia aparecer na TV, toda vez que começávamos a transar de novo eu fingia mais e mais amor, contando como eu o queria e todas as coisas que me vinham à cabeça que a menina ia fazer na TV graças a ele. Foi uma noite gostosa para nós dois, onde levei três belas fodas do cara em todos os meus buraquinhos.

Quando terminamos, já estava tão tarde que o sol estava nascendo. Nós dois estávamos cansados e meu horário combinado tinha acabado, então paramos com a atuação. Demos uns beijos de boa e ele disse que tinha ficado satisfeito demais, sorrindo e me acariciando. Dizendo que eu era incrível. Eu também falei a verdade, que tinha me divertido muito com ele.

Ele não precisava, mas disse que já era tão cedo e eu tinha um caminho de volta tão longo que me convidou para ficar no café da manhã. Claro que aceitei e ficamos curtindo um café da manhã gostoso que ele mesmo preparou, conversando e, sinceramente, nos divertindo pra caramba apesar do cansaço. Acho que nós dois criamos uma química legal. Fizemos o que fizemos, ele me pagou super bem por isso, ficou encantado com como eu realizei a fantasia dele e eu encantada com como ele me tratou bem e fez a noite valer a pena. Os dois Ficamos satisfeitos, tanto profissional quanto pessoalmente.
Quando terminamos, agradeci muito pelo café da manhã e falei que ia pedir um Uber pra voltar. Ele riu e disse que não precisava, que ele ia adorar mandar o motorista dele me levar. Que não era problema nenhum e que, por favor, eu aceitasse pra ele ficar tranquilo sabendo que eu chegaria bem. Eu sorri e aceitei de bom grado, agradecendo com um beijo carinhoso na bochecha.

Ariel foi meu único cliente naquele mês, mas puta que valeu a pena financeiramente. Não só tinha me divertido pra caralho, como sabia que ele ia me recomendar pra outros clientes de tão satisfeito que ficou. Inclusive, ele disse que mais pra frente, quando sentir que precisasse de novo, ia me ligar outra vez, e que por favor eu arrumasse um espaço na minha agenda.

Era exatamente como a Laura tinha me dito uma vez. Se a gente cumpre, é profissional e deixa os clientes bem satisfeitos, eles sempre voltam. Acho que foi o Henry Ford que disse que um negócio focado em atendimento ao cliente só precisava se preocupar com o lucro – ele ia ser enorme. No fim das contas, tudo era basicamente serviço. Essa lição eu aprendi rápido e me serviu por muito, muito tempo.

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