Achava que, ao voltar pra casa, ia conseguir encontrar o Blas mais tarde, mas uma viagem mudou tudo! E eu revirava minha bolsa e não achava ele — O que você perdeu, filha?? — Não encontro meu celular... talvez eu tenha esquecido — Não se preocupa... melhor. Se precisar, usa o meu e manda uma mensagem pra sua mãe ou, quando a gente chegar no hotel, usa o notebook, lá tem WiFi... De novo, sentia uma amargura e decepção terríveis. Não consegui responder o Blas. Temia o pior. Aterrissamos e paramos no bar pra tomar um café, e ele abriu o laptop e escreveu umas mensagens. Meu pai disse: — Olha, Fran, sua mãe tá online, quer fazer uma videochamada? Eu: — Tá bom, pai... — enquanto esperava a resposta da minha mãe, ele sorria pra mim e eu olhava, mordendo os lábios e balançando os pés — Oi, love! Mãe: — Oi, Martin... Oi, Fran... chegaram bem?? Pai: — Sim, sim... aterrissamos há uns minutos. Tô tomando um café com a Fran.. Mãe: — Ahhh, que bom... Fran... Fran, olha — ela me mostrou na tela que eu tinha esquecido meu celular — o que você esqueceu! Pai: — Pois é... ela lembrou do celular no avião e é melhor, assim ela não se distrai! Eu: — Mãe... mãe... se alguma das minhas amigas aparecer, fala que eu esqueci meu celular e dessa viagem Pai: — Calma... calma... você fala com suas amigas assim que a gente chegar no hotel Pai: — Bom, Ana... amo vocês. Vamos pro hotel, com minha filha mais velha! Mãe: — Bom, se divirtam! Amo vocês Pai: — Dá um beijo na Guille! Ele desligou a chamada e fechou o laptop. Terminamos o café e fomos com nossas malas pra onde íamos ficar. Era um hotel lindo, com uma vista fabulosa de frente pro mar, dava pra ouvir as ondas e um pouco do barulho da rua: trânsito e gente. Ao subir pro andar que era o nosso, tínhamos quartos separados com camas enormes. Entrei no meu e era realmente grande e espaçoso, bem fresquinho, com muitos detalhes, até um minibar com lanches: guloseimas, bebidas e até camisinhas. Ao ver elas, fiquei vermelha. Meu pai bate na Porta e eu fechei imediatamente a portinha do minibar.
Eu: — Sim, pai... passa.
Pai: — O que você acha?
Eu: — Adorei... obrigada...
Pai: — Preciso dar uma saída rapidinho, acertar um negócio com um pessoal daqui e depois a gente pode sair junto, quer?
Eu: — Sim, sim, pai.
Pai: — Te amo, gostosa! Não sente minha falta...
Eu: — Vou tentar não sentir tanto a sua falta... tchau, pai.
Ele saiu com um sorriso e eu corri até minha bolsa pra ligar meu notebook.
Abri e tentei ligar rápido, mas não ligou, faltava bateria. Procurei de novo na bolsa o carregador e pluguei.
Enquanto esperava carregar um pouco, olhei o que minha mãe tinha colocado na mala e vi que tinha muita roupa que eu sempre uso: shorts, regatas, blusinhas, uma jaqueta fina, meus amados jeans desgastados e até um look mais formal com uma calça de sarja e uma camisa jovem bem justinha com a jaqueta combinando.
"Uau... minha mãe é a melhor. Adorei. Vou parecer toda uma executiva."
Tirei o que estava vestindo e experimentei. Me olhei no espelho daquele quarto, brinquei com meu cabelo e coloquei uns óculos escuros que ela também tinha mandado. Quando me levantei, pensei: "Meu Deus... estou igualzinha à minha mãe!"
Lembrei do notebook e fui ver se tinha carregado. Finalmente consegui ligar.
Iniciei todos os programas, coloquei a senha e entrei na minha rede social.
Comecei a ver: tinha um monte de mensagens e muitos corações por causa da foto que eu tinha postado. Olhei a caixa de mensagens, eram todas do Blas:
"Oi, gostosa... onde você se meteu?"
"Oi, Framboesinha da minha vida, linda e doce... hoje vamos tomar aquele sorvete?"
"Frambu... cadê você? O que aconteceu?"
"Fran... ai, Fran... tô muito preocupado."
"Fran, linda... liguei pro meu amigo Lucas e ele me passou o número da sua amiga, mas ninguém sabe de você... onde você se enfiou? Tá bem?"
Eu estava escrevendo quando recebi uma ligação dele, e atendi. Enquanto tirava meus óculos:
— Oi, Blas.
— Oi, Fran. Frambu, meu amor... cadê você??? — Tô com meu pai, ele me deu uma surpresa de viagem — Onde?? Pra onde você foi?? — Tô no Uruguai com ele! — Como assim no Uruguai?? Fran... mas a gente tinha combinado, love... fiquei muito preocupado... por que você não respondeu e me avisou?? — É que meu celular não tava funcionando e quando fui te mandar mensagem, percebi que tinha esquecido ele... desculpa! — Não se preocupa... fico feliz em saber que você tá bem! E o que você tá vestindo?? — Ahhh é um conjunto que compraram pra mim porque meu pai vai ter uma reunião e eu vou acompanhar ele — Quero te ver sem nada, melhor... — Ai não, Blas... meu pai pode chegar a qualquer hora... — Tranca a porta e me mostra um pouquinho... vai, love... — Tá bom... espera que vou fechar — Tô te esperando aqui quietinho mas muito ansioso, gostosa Tranquei a porta com a chave e deixei ela enfiada, e voltei rápido pra ver o Blas — Tô aqui... — Tira devagar essa parada que você tem em cima... tô com saudade de ver esses peitos lindos que você tem... — fui me soltando devagar enquanto olhava de canto pra ver como ele me olhava — uffa, que gostosa você tá... — terminei de soltar o último botão e apoiei ele atrás do notebook, fazendo um puta close dos meus peitos pro Blas — Ai Fran... pelo amor de deus... faz de novo assim... parece que você senta em cima de mim e vai colocar seus peitos na minha cara... se mexe, se mexe devagar, sobe e desce... ai sim sim... assim gostosa... ai continua — enquanto eu acariciava meus peitos por cima do sutiã — tira ele... ai, tô morrendo de vontade de chupar esses peitos de novo — tirei ele devagar e deixei meus peitos à mostra pra ele, enquanto me acariciava — Aaaaiii... que linda que você é... aiii pelo amor de deus... quando você voltar quero passar meu pau entre seus peitos e gozar aí... mmmmmm... olha... olha isso... — ele me mostrava como se tocava e começou a sair muita porra — aaaaiii meu amor... tudo pra você... aiii... mmmmmmmmmmmmm — Você gostou??? Gostou como eu gozei?? — Sim, siiiim... foi lindo... me olha. Tô com as bochechas bem vermelhas... vou tomar um banho
-Uuuuffff quero ver você se despindo toda indo pro banho
-Já chega... meu pai pode chegar a qualquer hora
-Vamos Fran... me mostra seu corpo todo pelado pra mim...
-Eu abaixei a calça e deixei ela apoiada do lado da camisa, e fui tirando minha calcinha devagar na frente dos olhos dele, e de novo ele se mostrava se masturbando, com o pau dele ficando duro de novo
-você é muuuuito muuuuito gostosa. O que eu daria pra estar aí com você e te foder, te foder tanto e gozar igual um cavalo dentro da sua pussy e por todo o seu corpo... ufffff... ai Fran, enfia devagar um dedinho na entrada da sua pussy e mexe devagar... ai siiiim... assim, assim... mmmmmmmmmmmm
E era tanta tesão que eu tava que não ouvi meu pai descendo do elevador, só ouvi o barulho da porta e enquanto ele dizia:
-Fran... Fran... filha...
-É meu pai! Tchau... desliguei a chamada no melhor momento, vesti o roupão e tentei me acalmar pra abrir a porta
-Já vou, pai... já vou abrir!
Minhas bochechas estavam muito vermelhas e minha respiração ofegante, destravei a porta, tirei as duas voltas da chave e voltei rápido pro meu lugar
-Espera, linda Fran... consegui uma coisa que você vai gostar...
-Eu tava tomando banho, pai! Assim que sair, eu vejo...
-Ok, ok filha... toma banho tranquila. Vou responder uns e-mails e ver se sua mãe tá online pra saber como vocês estão
Eu abri o chuveiro e a água saía mais fria do que eu costumava gostar, e na verdade veio bem a calhar pra esfriar o calor do meu corpo
Quando terminei de tomar banho, saí com uma toalha no cabelo e com o roupão bem vestido, e fui cumprimentar meu pai!
-Oi, papai - dei um beijo na bochecha dele
-Oi, Fran... como foi seu banho? Sai água bem quentinha?
-Sim, sim, tá boa... ele tocou na minha mão
-Mas por que te sinto fria... você tá bem?
-Tô bem, pai... só que coloquei um pouco mais fria porque senti que assim aliviaria o calor
-Ok, love... agora vou tomar um banho rápido e vamos sair pra jantar juntos.
-O que acha de Vamos comer peixe e frutos do mar ou prefere outra coisa?? —Isso eu gosto, papai! Gosto de peixe! —Ok, filha, fica à vontade mas bem arrumada. Amanhã vamos ter uma reunião importante com uns interessados, aí vamos nos vestir bem mais apresentáveis os dois! Você vai comigo amanhã? —Sim papai, vou sim!! —Você é a melhor, meu amor. Ele se levantou e me beijou na testa e acariciou minha bochecha. Foi tomar banho e eu fui me trocar, enquanto secava o cabelo, estava arrumando ele igual mais cedo e passei um pouco de batom e delineador nos olhos. Coloquei uma calça jeans justa com uma regata de alcinha que mostrava meu umbigo e umas sandálias rasteiras e fui pro lado onde meu pai tinha o laptop e vi que ele tinha mensagens da minha mãe, algumas de um tal de Marcelo e outras mensagens que não vi porque ouvi ele abrindo a porta, já saindo do banho. —Nossa Fran... você tá tão gostosa assim... sabe? Com esse cabelo assim, você parece tanto com sua mãe quando eu a conheci... —Sério pai? —Sim, filha... você tá igualzinha a ela dessa vez, igual quando a conheci, há mais de 20 anos atrás... é incrível! —E você não fica atrás... você tá muito bem assim! —Tá falando sério, meu amor?? —Siimm... e você já tem mais de 40 papai e parece que tem muito menos anos... —Valeu— meu pai se aproximou e me beijou na testa e eu sorri pra ele— já tá pronta? —Sim, já tô. Descemos e fomos andando até um restaurante especializado em variedade de comidas com peixe. Esse lugar era excelente, tinha uma variedade enorme de pratos em cada um deles. Sentamos com meu pai e ele disse: —Vê aí o que quer beber... não sei se prefere um vinho ou um refrigerante —Ah se sua mãe te ouve ela ia dizer "ela é muito novinha pra beber álcool"— imitando a voz dela quando reprovava algo —Ah Fran... hahahahahaha... me fez rir...— meu pai estava com lágrimas nos olhos de tanto rir— você já é grandinha e imagino que já deve ter provado alguma bebida alcoólica com suas amigas. Sua mãe se recusa a aceitar isso. mas pra mim, sim... -E sim, pai... eu bebi, mas não tanto assim. Embora nunca tenha provado vinho nem cerveja. Só um daiquiri de morango -Ahhhh, muito bem, então comigo vai ser sua primeira experiência degustando um vinho O garçom se aproximou da nossa mesa -Boa noite, já escolheram o que vão pedir? -Boa noite, acho que vou deixar ela decidir, você prefere rodízio ou algo do cardápio? -Eu, por mim, pai... prefiro escolher porque não como muito, mas para o cavalheiro, se ele optar pelo rodízio. Eu quero uma cazuela de frutos do mar, mas pequena, a porção. Obrigada -Muito bem, senhorita, e pra beber? -Isso quem decide é ele... -Quero um refrigerante de limão e um vinho doce, o especial da casa -Perfeito, senhor. Se quiser, pode ir ao bufê e se servir do que preferir. -Obrigado - dissemos em dupla com meu pai -Vou pegar uma entrada, ver o que tem... -Tudo bem, eu espero... Meu pai foi para o bufê e eu olhava ao redor apreciando o lugar, quando vejo um homem que, ao me ver olhando pra ele, sorri e se aproxima. Imediatamente baixei o olhar e procurava meu pai entre as pessoas -Oi Ana, que prazer te ver de novo!! Não sabia que você tinha vindo!! -Oi, desculpe senhor, mas o senhor está enganado. Eu não sou Ana... -Mas você... espera... Cadê o Martincho?? -Martincho?? -Sim sim, seu marido -Não, não senhor, eu não tenho marido e acho que o senhor está se referindo ao meu pai! -Você é a filha do Martin?? Nossa, por Deus, mocinha, como você cresceu!!! -Sim sim, obrigada - meu pai chega com o prato cheio de variedades de frios e uns enroladinhos -Marcelito!! -E aí, Martinchooo... - se abraçaram - me desculpa, velho, eu pensei que era sua mulher e é sua filha! -Ah, Marce... - riu - sim sim, ela é Francesca, minha filha mais velha. Minha mulher ficou em casa com minha outra filha -Olá senhor, prazer - cumprimentando educadamente -O prazer é meu, querida, e desculpe a confusão! -Sem problemas... acontece com muitos! - sorri - Cuidado, pai! O garçom está vindo! -Os Deixo eles jantarem tranquilos e depois a gente se fala, Martincho... O garçom chegou com o refrigerante e o vinho, talheres e outras coisas que foi colocando na mesa, meu pai sentou — Olha, você não tem ideia da variedade enorme de coisas que tem... — Tô vendo... tô vendo... — Trouxe seus preferidos! Presunto cozido e cru... — Ai, pai... obrigada. Se a mamãe te visse comendo tudo isso de entrada, ela infartava! — Mas hoje não tô com ela, e sim com você. Vou tirar fotos e mandar pra ela — Ai, pai... coitada da mamãe... — eu ri — Olha aqui, meu amor, me olha. Assim mando uma foto pra ela. Olhei pra ele e posei com um sorriso meigo e, enquanto espetava o frio com o garfo, meu pai ficou me encarando — Já tirou, pai? — Peraí... — como se tivesse caído na real ao falar com ele — não... não... espera — Tá bom — sorri de novo pra ele, mas dessa vez meu sorriso era bem maior e de novo meu pai ficou me encarando pelo celular — Já foi? — Peraí... sim, sim, acho que sim... — Quando a gente voltar, você me manda as fotos, todas que você tirar de mim! — Tá certo! Vou pegar... já volto... — ele levantou com o prato, já tinha terminado a entrada toda, e foi escolher mais alguma coisa, vi ele meio desorientado. Vi que o celular dele vibrou e eram mensagens da minha mãe e de alguns outros caras. Não olhei nada dessas mensagens e abri a galeria de fotos, e não tinha duas fotos como eu achava, mas mais de vinte fotos enquanto eu posava, falava, comia e sorria, pensei: "Quando ele voltar, vou perguntar por que essa obsessão de tirar tantas fotos." Não porque me incomode, porque sou muito fotogênica, mas fazia tempo que não tirava tantas fotos à toa... acho que quando era bebê tinha fotos assim casuais: dormindo, acordada, enquanto me banhavam, enquanto levava algo à boca, quando comecei a comer, a engatinhar... enfim, era a primeira filha dele e eu entendo, mas agora?? O garçom chegou com meu prato e logo em seguida meu pai também chegou com o dele, e o garçom disse — Aqui está o seu pedido, senhorita! Aproveite! — Muito obrigada! — o garçom foi embora e eu falei pro meu pai — por Deus, pai... é demais o que você trouxe!
— Fran... não fala assim que parece sua mãe. É que essas coisas me encantam... olha aqui, trouxe rabas, também cornalitos, camarão e uns salgadinhos de salmão... ahhh, sabe o que mais tem lá?
— Enquanto se ajeitava o guardanapo — O que mais tem, pai?
— Tem variedade de sushi, do jeito que você gosta!
— Sério??
— Siiim... quer que eu traga?
— Não, não precisa... outra hora.
— Quando eu for de novo, trago pra você... hummmm... você não sabe o que são essas rabas, Fran... quer provar uma?
— Não, não precisa... obrigada — enquanto provava o risoto — pelo amor de Deus... isso tá muito bom!
— Sério? Deixa eu provar um pouco...
— Aproximei meu garfo com comida da boca dele, ele segurou e comeu — mmmmmm... é muito...
— Ele pegou o guardanapo e se cobriu pra falar — agora é minha vez, prova a raba.
— Tá bem... — ele aproximou o garfo e colocou na minha boca, eu mordi e ele me deu o garfo dele, enquanto pegava o meu — E?? O que você acha??
— Mmjmmm... — fiz sinais enquanto ainda mastigava e coloquei o guardanapo — tá excelente!
— Quer que eu traga?
— Não, não, pai... obrigada.
— Tá bem, vou provar esse vinho porque dizem que é muito bom — ele serviu na taça dele e fez sinal pra mim — quer um pouco?
— Eu neguei com a cabeça, enquanto comia — vamos, love... vai ser só um pouquinho — e pra não negar de novo, concordei com a cabeça — sei que você vai gostar, é um vinho doce, parece suave, e vamos brindar, filha! Obrigado por me acompanhar nessa.
— Obrigada, pai, por essa viagem surpresa!! Te amo!
— E eu você!!!
— Brindamos ao provar um pouco, não achei que fosse gostar e tomei tudo, já que era pouco o que ele serviu — quer mais um pouco?
— Sim, sim, por favor... que gostoso!
— Te falei... ia gostar!
— Por favor... não conta pra mãe que eu bebi álcool!
— Fran... vai ser nosso segredo! No fim das contas, vou te convidar mais vezes pra sair pra comer e beber algo juntos como pai e filha!
— Adorei sua ideia!
Terminamos de comer e eu já estava mais que Satisfeita, e meu pai me disse:
— Ainda falta o melhor, vamos que também tem sobremesas, sorvetes e outras coisas doces que você vai amar...
— Tem sobremesa?
— Sim, sim... vem...
A gente levantou e ele me levou, me segurando pelo ombro, até a área das sobremesas. Tinha de tudo: pudim, gelatinas simples ou com pedaços de fruta, tiramisu, fatias de bolos variados, salada de frutas, espetinhos de fruta com opção de banhar no chocolate, marshmallows, trufas de todo tipo, sorvete e até a famosa sobremesa vigilante: pedaço de queijo fresco com doce de batata-doce.
— Ai, pai... não sei o que escolher... eu gosto de frutas, mas... tem tanta variedade...
— Se serve ou pede o que quiser, principalmente para os espetinhos, você tem que pedir pro garçom se quiser a opção da banha de chocolate.
— Posso pegar dois?
— Sim, sim... escolhe o que quiser!!
Peguei um espetinho de frutas e outro espetinho, mas com marshmallows. Pedi pra banhar os dois e levei pra mesa. Meu pai estava escolhendo alguns pedaços de bolo, escolheu um brownie com uma bola de sorvete.
— Nossa, pai... não vi o brownie.
— Trouxe pra gente dividir.
— Mas, pai...
— Vamos, Fran... come tranquila. Porque eu gosto da sua escolha, mas o seu preferido é esse. Já volto, vou pegar outro...
Aproximei o prato pra provar.
— Mmmmmmmmm... que bom que tá — enquanto comia outro pedaço com sorvete —, verdade, pai tinha razão... aqui se come muito bem.
Ele voltou com o prato de sobremesa com brownie e um potinho de calda de chocolate.
— Olha o que me deram, porque também tem a opção de colocar do seu jeito.
— Olha que bom...
Terminamos de comer e de tomar todo o vinho, e eu tomei um pouco de limão siciliano pra tirar tanto doce da boca. Ele pagou a conta e a gente foi embora.
A gente ia caminhando tranquilamente e meu pai me segurou pelo ombro, enquanto conversávamos.
— A verdade é que essa viagem me agradou, me senti muito bem, comi muito bem e me diverti pra caralho. Obrigado por aceitar vir comigo, Fran.
— Obrigada a você, pai... eu também tô me divertindo! — sorri e me apoiei no braço dele.
Chegamos. No hotel, fomos pros nossos quartos, ele foi se trocar pra dormir e eu também coloquei meu pijama — uma camiseta grande com um mini short. Me aproximei da janela e dava pra ver a lua enorme e a vista noturna da cidade, com um silêncio tão grande que a única coisa que se ouvia eram as ondas do mar e um ventinho fraco. Peguei uma poltrona que tava no meu quarto e coloquei mais perto da janela pra apreciar a vista e o som. Sem perceber, fui pegando no sono. CONTINUA...
Eu: — Sim, pai... passa.
Pai: — O que você acha?
Eu: — Adorei... obrigada...
Pai: — Preciso dar uma saída rapidinho, acertar um negócio com um pessoal daqui e depois a gente pode sair junto, quer?
Eu: — Sim, sim, pai.
Pai: — Te amo, gostosa! Não sente minha falta...
Eu: — Vou tentar não sentir tanto a sua falta... tchau, pai.
Ele saiu com um sorriso e eu corri até minha bolsa pra ligar meu notebook.
Abri e tentei ligar rápido, mas não ligou, faltava bateria. Procurei de novo na bolsa o carregador e pluguei.
Enquanto esperava carregar um pouco, olhei o que minha mãe tinha colocado na mala e vi que tinha muita roupa que eu sempre uso: shorts, regatas, blusinhas, uma jaqueta fina, meus amados jeans desgastados e até um look mais formal com uma calça de sarja e uma camisa jovem bem justinha com a jaqueta combinando.
"Uau... minha mãe é a melhor. Adorei. Vou parecer toda uma executiva."
Tirei o que estava vestindo e experimentei. Me olhei no espelho daquele quarto, brinquei com meu cabelo e coloquei uns óculos escuros que ela também tinha mandado. Quando me levantei, pensei: "Meu Deus... estou igualzinha à minha mãe!"
Lembrei do notebook e fui ver se tinha carregado. Finalmente consegui ligar.
Iniciei todos os programas, coloquei a senha e entrei na minha rede social.
Comecei a ver: tinha um monte de mensagens e muitos corações por causa da foto que eu tinha postado. Olhei a caixa de mensagens, eram todas do Blas:
"Oi, gostosa... onde você se meteu?"
"Oi, Framboesinha da minha vida, linda e doce... hoje vamos tomar aquele sorvete?"
"Frambu... cadê você? O que aconteceu?"
"Fran... ai, Fran... tô muito preocupado."
"Fran, linda... liguei pro meu amigo Lucas e ele me passou o número da sua amiga, mas ninguém sabe de você... onde você se enfiou? Tá bem?"
Eu estava escrevendo quando recebi uma ligação dele, e atendi. Enquanto tirava meus óculos:
— Oi, Blas.
— Oi, Fran. Frambu, meu amor... cadê você??? — Tô com meu pai, ele me deu uma surpresa de viagem — Onde?? Pra onde você foi?? — Tô no Uruguai com ele! — Como assim no Uruguai?? Fran... mas a gente tinha combinado, love... fiquei muito preocupado... por que você não respondeu e me avisou?? — É que meu celular não tava funcionando e quando fui te mandar mensagem, percebi que tinha esquecido ele... desculpa! — Não se preocupa... fico feliz em saber que você tá bem! E o que você tá vestindo?? — Ahhh é um conjunto que compraram pra mim porque meu pai vai ter uma reunião e eu vou acompanhar ele — Quero te ver sem nada, melhor... — Ai não, Blas... meu pai pode chegar a qualquer hora... — Tranca a porta e me mostra um pouquinho... vai, love... — Tá bom... espera que vou fechar — Tô te esperando aqui quietinho mas muito ansioso, gostosa Tranquei a porta com a chave e deixei ela enfiada, e voltei rápido pra ver o Blas — Tô aqui... — Tira devagar essa parada que você tem em cima... tô com saudade de ver esses peitos lindos que você tem... — fui me soltando devagar enquanto olhava de canto pra ver como ele me olhava — uffa, que gostosa você tá... — terminei de soltar o último botão e apoiei ele atrás do notebook, fazendo um puta close dos meus peitos pro Blas — Ai Fran... pelo amor de deus... faz de novo assim... parece que você senta em cima de mim e vai colocar seus peitos na minha cara... se mexe, se mexe devagar, sobe e desce... ai sim sim... assim gostosa... ai continua — enquanto eu acariciava meus peitos por cima do sutiã — tira ele... ai, tô morrendo de vontade de chupar esses peitos de novo — tirei ele devagar e deixei meus peitos à mostra pra ele, enquanto me acariciava — Aaaaiii... que linda que você é... aiii pelo amor de deus... quando você voltar quero passar meu pau entre seus peitos e gozar aí... mmmmmm... olha... olha isso... — ele me mostrava como se tocava e começou a sair muita porra — aaaaiii meu amor... tudo pra você... aiii... mmmmmmmmmmmmm — Você gostou??? Gostou como eu gozei?? — Sim, siiiim... foi lindo... me olha. Tô com as bochechas bem vermelhas... vou tomar um banho
-Uuuuffff quero ver você se despindo toda indo pro banho
-Já chega... meu pai pode chegar a qualquer hora
-Vamos Fran... me mostra seu corpo todo pelado pra mim...
-Eu abaixei a calça e deixei ela apoiada do lado da camisa, e fui tirando minha calcinha devagar na frente dos olhos dele, e de novo ele se mostrava se masturbando, com o pau dele ficando duro de novo
-você é muuuuito muuuuito gostosa. O que eu daria pra estar aí com você e te foder, te foder tanto e gozar igual um cavalo dentro da sua pussy e por todo o seu corpo... ufffff... ai Fran, enfia devagar um dedinho na entrada da sua pussy e mexe devagar... ai siiiim... assim, assim... mmmmmmmmmmmm
E era tanta tesão que eu tava que não ouvi meu pai descendo do elevador, só ouvi o barulho da porta e enquanto ele dizia:
-Fran... Fran... filha...
-É meu pai! Tchau... desliguei a chamada no melhor momento, vesti o roupão e tentei me acalmar pra abrir a porta
-Já vou, pai... já vou abrir!
Minhas bochechas estavam muito vermelhas e minha respiração ofegante, destravei a porta, tirei as duas voltas da chave e voltei rápido pro meu lugar
-Espera, linda Fran... consegui uma coisa que você vai gostar...
-Eu tava tomando banho, pai! Assim que sair, eu vejo...
-Ok, ok filha... toma banho tranquila. Vou responder uns e-mails e ver se sua mãe tá online pra saber como vocês estão
Eu abri o chuveiro e a água saía mais fria do que eu costumava gostar, e na verdade veio bem a calhar pra esfriar o calor do meu corpo
Quando terminei de tomar banho, saí com uma toalha no cabelo e com o roupão bem vestido, e fui cumprimentar meu pai!
-Oi, papai - dei um beijo na bochecha dele
-Oi, Fran... como foi seu banho? Sai água bem quentinha?
-Sim, sim, tá boa... ele tocou na minha mão
-Mas por que te sinto fria... você tá bem?
-Tô bem, pai... só que coloquei um pouco mais fria porque senti que assim aliviaria o calor
-Ok, love... agora vou tomar um banho rápido e vamos sair pra jantar juntos.
-O que acha de Vamos comer peixe e frutos do mar ou prefere outra coisa?? —Isso eu gosto, papai! Gosto de peixe! —Ok, filha, fica à vontade mas bem arrumada. Amanhã vamos ter uma reunião importante com uns interessados, aí vamos nos vestir bem mais apresentáveis os dois! Você vai comigo amanhã? —Sim papai, vou sim!! —Você é a melhor, meu amor. Ele se levantou e me beijou na testa e acariciou minha bochecha. Foi tomar banho e eu fui me trocar, enquanto secava o cabelo, estava arrumando ele igual mais cedo e passei um pouco de batom e delineador nos olhos. Coloquei uma calça jeans justa com uma regata de alcinha que mostrava meu umbigo e umas sandálias rasteiras e fui pro lado onde meu pai tinha o laptop e vi que ele tinha mensagens da minha mãe, algumas de um tal de Marcelo e outras mensagens que não vi porque ouvi ele abrindo a porta, já saindo do banho. —Nossa Fran... você tá tão gostosa assim... sabe? Com esse cabelo assim, você parece tanto com sua mãe quando eu a conheci... —Sério pai? —Sim, filha... você tá igualzinha a ela dessa vez, igual quando a conheci, há mais de 20 anos atrás... é incrível! —E você não fica atrás... você tá muito bem assim! —Tá falando sério, meu amor?? —Siimm... e você já tem mais de 40 papai e parece que tem muito menos anos... —Valeu— meu pai se aproximou e me beijou na testa e eu sorri pra ele— já tá pronta? —Sim, já tô. Descemos e fomos andando até um restaurante especializado em variedade de comidas com peixe. Esse lugar era excelente, tinha uma variedade enorme de pratos em cada um deles. Sentamos com meu pai e ele disse: —Vê aí o que quer beber... não sei se prefere um vinho ou um refrigerante —Ah se sua mãe te ouve ela ia dizer "ela é muito novinha pra beber álcool"— imitando a voz dela quando reprovava algo —Ah Fran... hahahahahaha... me fez rir...— meu pai estava com lágrimas nos olhos de tanto rir— você já é grandinha e imagino que já deve ter provado alguma bebida alcoólica com suas amigas. Sua mãe se recusa a aceitar isso. mas pra mim, sim... -E sim, pai... eu bebi, mas não tanto assim. Embora nunca tenha provado vinho nem cerveja. Só um daiquiri de morango -Ahhhh, muito bem, então comigo vai ser sua primeira experiência degustando um vinho O garçom se aproximou da nossa mesa -Boa noite, já escolheram o que vão pedir? -Boa noite, acho que vou deixar ela decidir, você prefere rodízio ou algo do cardápio? -Eu, por mim, pai... prefiro escolher porque não como muito, mas para o cavalheiro, se ele optar pelo rodízio. Eu quero uma cazuela de frutos do mar, mas pequena, a porção. Obrigada -Muito bem, senhorita, e pra beber? -Isso quem decide é ele... -Quero um refrigerante de limão e um vinho doce, o especial da casa -Perfeito, senhor. Se quiser, pode ir ao bufê e se servir do que preferir. -Obrigado - dissemos em dupla com meu pai -Vou pegar uma entrada, ver o que tem... -Tudo bem, eu espero... Meu pai foi para o bufê e eu olhava ao redor apreciando o lugar, quando vejo um homem que, ao me ver olhando pra ele, sorri e se aproxima. Imediatamente baixei o olhar e procurava meu pai entre as pessoas -Oi Ana, que prazer te ver de novo!! Não sabia que você tinha vindo!! -Oi, desculpe senhor, mas o senhor está enganado. Eu não sou Ana... -Mas você... espera... Cadê o Martincho?? -Martincho?? -Sim sim, seu marido -Não, não senhor, eu não tenho marido e acho que o senhor está se referindo ao meu pai! -Você é a filha do Martin?? Nossa, por Deus, mocinha, como você cresceu!!! -Sim sim, obrigada - meu pai chega com o prato cheio de variedades de frios e uns enroladinhos -Marcelito!! -E aí, Martinchooo... - se abraçaram - me desculpa, velho, eu pensei que era sua mulher e é sua filha! -Ah, Marce... - riu - sim sim, ela é Francesca, minha filha mais velha. Minha mulher ficou em casa com minha outra filha -Olá senhor, prazer - cumprimentando educadamente -O prazer é meu, querida, e desculpe a confusão! -Sem problemas... acontece com muitos! - sorri - Cuidado, pai! O garçom está vindo! -Os Deixo eles jantarem tranquilos e depois a gente se fala, Martincho... O garçom chegou com o refrigerante e o vinho, talheres e outras coisas que foi colocando na mesa, meu pai sentou — Olha, você não tem ideia da variedade enorme de coisas que tem... — Tô vendo... tô vendo... — Trouxe seus preferidos! Presunto cozido e cru... — Ai, pai... obrigada. Se a mamãe te visse comendo tudo isso de entrada, ela infartava! — Mas hoje não tô com ela, e sim com você. Vou tirar fotos e mandar pra ela — Ai, pai... coitada da mamãe... — eu ri — Olha aqui, meu amor, me olha. Assim mando uma foto pra ela. Olhei pra ele e posei com um sorriso meigo e, enquanto espetava o frio com o garfo, meu pai ficou me encarando — Já tirou, pai? — Peraí... — como se tivesse caído na real ao falar com ele — não... não... espera — Tá bom — sorri de novo pra ele, mas dessa vez meu sorriso era bem maior e de novo meu pai ficou me encarando pelo celular — Já foi? — Peraí... sim, sim, acho que sim... — Quando a gente voltar, você me manda as fotos, todas que você tirar de mim! — Tá certo! Vou pegar... já volto... — ele levantou com o prato, já tinha terminado a entrada toda, e foi escolher mais alguma coisa, vi ele meio desorientado. Vi que o celular dele vibrou e eram mensagens da minha mãe e de alguns outros caras. Não olhei nada dessas mensagens e abri a galeria de fotos, e não tinha duas fotos como eu achava, mas mais de vinte fotos enquanto eu posava, falava, comia e sorria, pensei: "Quando ele voltar, vou perguntar por que essa obsessão de tirar tantas fotos." Não porque me incomode, porque sou muito fotogênica, mas fazia tempo que não tirava tantas fotos à toa... acho que quando era bebê tinha fotos assim casuais: dormindo, acordada, enquanto me banhavam, enquanto levava algo à boca, quando comecei a comer, a engatinhar... enfim, era a primeira filha dele e eu entendo, mas agora?? O garçom chegou com meu prato e logo em seguida meu pai também chegou com o dele, e o garçom disse — Aqui está o seu pedido, senhorita! Aproveite! — Muito obrigada! — o garçom foi embora e eu falei pro meu pai — por Deus, pai... é demais o que você trouxe!
— Fran... não fala assim que parece sua mãe. É que essas coisas me encantam... olha aqui, trouxe rabas, também cornalitos, camarão e uns salgadinhos de salmão... ahhh, sabe o que mais tem lá?
— Enquanto se ajeitava o guardanapo — O que mais tem, pai?
— Tem variedade de sushi, do jeito que você gosta!
— Sério??
— Siiim... quer que eu traga?
— Não, não precisa... outra hora.
— Quando eu for de novo, trago pra você... hummmm... você não sabe o que são essas rabas, Fran... quer provar uma?
— Não, não precisa... obrigada — enquanto provava o risoto — pelo amor de Deus... isso tá muito bom!
— Sério? Deixa eu provar um pouco...
— Aproximei meu garfo com comida da boca dele, ele segurou e comeu — mmmmmm... é muito...
— Ele pegou o guardanapo e se cobriu pra falar — agora é minha vez, prova a raba.
— Tá bem... — ele aproximou o garfo e colocou na minha boca, eu mordi e ele me deu o garfo dele, enquanto pegava o meu — E?? O que você acha??
— Mmjmmm... — fiz sinais enquanto ainda mastigava e coloquei o guardanapo — tá excelente!
— Quer que eu traga?
— Não, não, pai... obrigada.
— Tá bem, vou provar esse vinho porque dizem que é muito bom — ele serviu na taça dele e fez sinal pra mim — quer um pouco?
— Eu neguei com a cabeça, enquanto comia — vamos, love... vai ser só um pouquinho — e pra não negar de novo, concordei com a cabeça — sei que você vai gostar, é um vinho doce, parece suave, e vamos brindar, filha! Obrigado por me acompanhar nessa.
— Obrigada, pai, por essa viagem surpresa!! Te amo!
— E eu você!!!
— Brindamos ao provar um pouco, não achei que fosse gostar e tomei tudo, já que era pouco o que ele serviu — quer mais um pouco?
— Sim, sim, por favor... que gostoso!
— Te falei... ia gostar!
— Por favor... não conta pra mãe que eu bebi álcool!
— Fran... vai ser nosso segredo! No fim das contas, vou te convidar mais vezes pra sair pra comer e beber algo juntos como pai e filha!
— Adorei sua ideia!
Terminamos de comer e eu já estava mais que Satisfeita, e meu pai me disse:
— Ainda falta o melhor, vamos que também tem sobremesas, sorvetes e outras coisas doces que você vai amar...
— Tem sobremesa?
— Sim, sim... vem...
A gente levantou e ele me levou, me segurando pelo ombro, até a área das sobremesas. Tinha de tudo: pudim, gelatinas simples ou com pedaços de fruta, tiramisu, fatias de bolos variados, salada de frutas, espetinhos de fruta com opção de banhar no chocolate, marshmallows, trufas de todo tipo, sorvete e até a famosa sobremesa vigilante: pedaço de queijo fresco com doce de batata-doce.
— Ai, pai... não sei o que escolher... eu gosto de frutas, mas... tem tanta variedade...
— Se serve ou pede o que quiser, principalmente para os espetinhos, você tem que pedir pro garçom se quiser a opção da banha de chocolate.
— Posso pegar dois?
— Sim, sim... escolhe o que quiser!!
Peguei um espetinho de frutas e outro espetinho, mas com marshmallows. Pedi pra banhar os dois e levei pra mesa. Meu pai estava escolhendo alguns pedaços de bolo, escolheu um brownie com uma bola de sorvete.
— Nossa, pai... não vi o brownie.
— Trouxe pra gente dividir.
— Mas, pai...
— Vamos, Fran... come tranquila. Porque eu gosto da sua escolha, mas o seu preferido é esse. Já volto, vou pegar outro...
Aproximei o prato pra provar.
— Mmmmmmmmm... que bom que tá — enquanto comia outro pedaço com sorvete —, verdade, pai tinha razão... aqui se come muito bem.
Ele voltou com o prato de sobremesa com brownie e um potinho de calda de chocolate.
— Olha o que me deram, porque também tem a opção de colocar do seu jeito.
— Olha que bom...
Terminamos de comer e de tomar todo o vinho, e eu tomei um pouco de limão siciliano pra tirar tanto doce da boca. Ele pagou a conta e a gente foi embora.
A gente ia caminhando tranquilamente e meu pai me segurou pelo ombro, enquanto conversávamos.
— A verdade é que essa viagem me agradou, me senti muito bem, comi muito bem e me diverti pra caralho. Obrigado por aceitar vir comigo, Fran.
— Obrigada a você, pai... eu também tô me divertindo! — sorri e me apoiei no braço dele.
Chegamos. No hotel, fomos pros nossos quartos, ele foi se trocar pra dormir e eu também coloquei meu pijama — uma camiseta grande com um mini short. Me aproximei da janela e dava pra ver a lua enorme e a vista noturna da cidade, com um silêncio tão grande que a única coisa que se ouvia eram as ondas do mar e um ventinho fraco. Peguei uma poltrona que tava no meu quarto e coloquei mais perto da janela pra apreciar a vista e o som. Sem perceber, fui pegando no sono. CONTINUA...
1 comentários - Frambu e seu coquetel de vida IV