Frambu e seu coquetel de vida IV

Achava que, ao voltar pra casa, ia conseguir encontrar o Blas mais tarde, mas uma viagem mudou tudo! E eu revirava minha bolsa e não achava ele — O que você perdeu, filha?? — Não encontro meu celular... talvez eu tenha esquecido — Não se preocupa... melhor. Se precisar, usa o meu e manda uma mensagem pra sua mãe ou, quando a gente chegar no hotel, usa o notebook, lá tem WiFi... De novo, sentia uma amargura e decepção terríveis. Não consegui responder o Blas. Temia o pior. Aterrissamos e paramos no bar pra tomar um café, e ele abriu o laptop e escreveu umas mensagens. Meu pai falou: — Olha, Fran, sua mãe tá online, quer fazer uma videochamada? Eu: — Beleza, pai... — enquanto esperava a resposta da minha mãe, ele sorria pra mim e eu olhava, mordendo os lábios e balançando os pés — Oi, love! Mãe: — Oi, Martin... Oi, Fran... chegaram bem?? Pai: — Sim, sim... aterrissamos há uns minutos. Tô tomando um café com a Fran.. Mãe: — Ahhh, que bom... Fran... Fran, olha — ela me mostrou pela tela que eu tinha esquecido meu celular — o que você esqueceu! Pai: — Pois é... ela lembrou do celular no avião e é melhor, assim ela não se distrai! Eu: — Mãe... mãe... se alguma das minhas amigas aparecer, fala que eu esqueci meu celular e dessa viagem Pai: — Calma... calma... você já fala com suas amigas assim que a gente chegar no hotel Pai: — Beleza, Ana... amo vocês. Vamos pro hotel, com minha filha mais velha! Mãe: — Beleza, se divirtam! Amo vocês Pai: — Dá um beijo na Guille! Ele desligou a chamada e fechou o laptop. Terminamos o café e fomos com nossas malas pro lugar onde íamos ficar. Era um hotel lindo, com uma vista fabulosa de frente pro mar, dava pra ouvir as ondas e um pouco do barulho da rua: trânsito e gente. Ao subir pro andar que era o nosso, tínhamos quartos separados com camas enormes. Entrei no meu e era realmente grande e bem espaçoso, bem fresco, com muitos detalhes, até um minibar com petiscos: guloseimas, bebidas e até camisinhas. Ao ver elas, fiquei vermelha. Meu pai bate na Porta e eu fechei imediatamente a portinha do minibar
Eu: — Sim, pai... passa
Pai: — O que você acha?
Eu: — Adorei... obrigada...
Pai: — Preciso dar uma saidinha, acertar um negócio com um pessoal daqui e depois a gente pode sair junto, quer?
Eu: — Sim, sim, pai
Pai: — Te amo, gostosa! Não sente minha falta...
Eu: — Vou tentar não sentir tanto a sua falta... tchau, pai
Ele saiu com um sorriso e eu corri até minha bolsa pra ligar meu notebook
Abri ele e tentei ligar rápido, não ligava, tava sem bateria, procurei de novo na bolsa o carregador e pluguei
Enquanto esperava carregar um pouco, olhei o que minha mãe tinha colocado na mala e vi que tinha um monte de roupa que eu sempre uso, tipo shorts, regatas, blusinhas, uma jaqueta fina e meus amados jeans desgastados e até um look mais formal de calça de sarja com uma camisa jovem bem justinha e a jaqueta combinando
"Uauuu... minha mãe é a melhor. Adorei. Vou parecer toda uma executiva"
Tirei o que tava vestindo e experimentei, me olhei no espelho daquele quarto, brinquei com meu cabelo e coloquei uns óculos escuros que ela também tinha mandado e ao me levantar pensei "Meu Deus... tô igualzinha à minha mãe!"
Lembrei do notebook e fui ver se tinha carregado e finalmente consegui ligar.
Iniciei todos os programas, coloquei a senha e entrei na minha rede social
Comecei a ver, tinha um monte de mensagens e muitos corações pela foto que tinha postado e olhei a caixa de mensagens, eram todas as mensagens do Blas
"Oi gostosa... cadê você?"
"Oi Framboesinha da minha vida, linda e doce... hoje vamos tomar aquele sorvete??"
"Frambu... cadê você? O que aconteceu??"
"Fran... ai Fran... tô muito preocupado"
"Fran, gostosa... liguei pro meu amigo Lucas e ele me passou o número da sua amiga e ninguém sabe de você também... onde você se meteu?? Tá bem?"
Tava escrevendo quando recebo uma ligação dele de lá e atendi. Enquanto tirava meus óculos
— Oi Blas
— Oi Fran, Frambu, meu amor... cadê você??? — Tô com meu pai, ele me deu uma surpresa de viagem — Onde?? Pra onde você foi?? — Tô no Uruguai com ele! — Como assim no Uruguai?? Fran... mas a gente tinha combinado, amor... fiquei muito preocupado... por que você não respondeu e me avisou?? — É que meu celular não tava funcionando e quando fui te mandar mensagem, percebi que tinha esquecido ele... desculpa! — Não se preocupa... fico feliz em saber que você tá bem! E o que você tá vestindo?? — Ahhh é um conjunto que me compraram porque meu pai vai ter uma reunião e eu vou acompanhar ele — Quero te ver sem nada, melhor... — Ai não, Blas... meu pai pode chegar a qualquer hora... — Tranca a porta e me mostra um pouquinho... vai, amor... — Tá bom... espera que vou fechar — Tô te esperando aqui quietinho mas muito ansioso, linda Tranquei a porta com chave e deixei ela posta, e voltei rápido pra ver o Blas — Tô aqui... — Tira devagar essa parada aí de cima... tô com saudade de ver esses peitos lindos que você tem... — fui me desprendendo devagar enquanto olhava de canto pra ver como ele me olhava — uffa, que linda você tá... — terminei de soltar o último botão e apoiei ele atrás do notebook, fazendo um primeiríssimo plano dos meus peitos pro Blas — Ai Fran... pelo amor de deus... faz de novo assim... parece que você senta em cima de mim e vai colocar seus peitos na minha cara... se mexe, se mexe devagar, sobe e desce... ai sim sim... assim linda... ai continua — enquanto eu acariciava meus peitos por cima do sutiã — tira ele... ai, tô morrendo de vontade de chupar esses peitos de novo — tirei ele suavemente e deixei pra ele ver meus peitos no ar, enquanto me acariciava — Aaaaiiii... que gostosa que você é... aiiii pelo amor de deus... quando você voltar quero passar meu pau entre seus peitos e gozar aí... mmmmmm... olha... olha isso... — ele me mostrava como se tocava e começou a sair muita porra — aaaaiiii meu amor... tudo pra você... aiiii... mmmmmmmmmmmmm — Você gostou??? Gostou como eu gozei?? — Sim, siiiim... foi lindo... me olha. Tô com as bochechas bem vermelhas... vou tomar um banho
-Uuuuffff quero ver você se despindo toda indo pro banho
-Já chega... meu pai pode chegar a qualquer momento
-Vamos Fran... me mostra seu corpo todo pelado pra mim...
-Abaixei a calça e deixei ela apoiada do lado da camisa, e fui tirando minha calcinha devagar na frente dos olhos dele, e de novo ele se mostrava se tocando no pau que ficava duro de novo
-você é muuuuito muuuuito gostosa. O que eu não daria pra estar aí com você e te foder, te foder tanto e gozar igual um cavalo dentro da sua pussy e por todo o seu corpo... ufffff... ai Fran, enfia devagarinho um dedinho na entrada da sua pussy e mexe devagar... ai siiiim... assim, assim... mmmmmmmmmmmm

E era tanta tesão que eu tava que não ouvi meu pai descendo do elevador, só ouvi o barulho da porta e enquanto ele dizia:
-Fran... Fran... filha...
-É meu pai! Tchau... desliguei a chamada no melhor momento, vesti o roupão e tentei me acalmar pra abrir a porta
-já vou, pai... já vou abrir!
Minhas bochechas estavam muito vermelhas e minha respiração ofegante, destravei a porta, tirei as duas voltas da chave e voltei rápido pro meu lugar
-Espera, gostosa Fran... te trouxe uma coisa que você vai gostar...
-Eu tava tomando banho, pai! Assim que sair, eu vejo...
-Ok, ok filha... toma banho tranquila. Vou responder uns e-mails e ver se sua mãe tá online pra saber como vocês estão

Eu abri o chuveiro e a água saía mais fria do que eu costumava usar, e na verdade veio bem a calhar pra esfriar o calor do meu corpo.
Quando terminei de tomar banho, saí com uma toalha no cabelo e com o roupão bem fechado, e fui cumprimentar meu pai!
-Oi, pai - dei um beijo na bochecha dele
-Oi, Fran... como foi seu banho? A água sai bem quentinha?
-Sim, sim, tá boa... ele tocou na minha mão
-Mas por que te sinto fria... você tá bem?
-Tô bem, pai... só que coloquei um pouco mais fria porque senti que assim aliviaria o calor
-Ok, love... agora vou tomar um banho rápido e aí saímos pra jantar juntos.
-O que acha de Vamos comer peixe e frutos do mar ou prefere outra coisa?? —Isso eu gosto, papai! Gosto de peixe! —Ok, filha, fica à vontade mas bem arrumada. Amanhã vamos ter uma reunião importante com uns interessados, aí vamos nos vestir bem mais apresentáveis os dois! Você vai comigo amanhã? —Sim papai, vou sim!! —Você é a melhor, meu amor. Ele se levantou e me beijou na testa e acariciou minha bochecha. Foi tomar banho e eu fui me trocar, enquanto secava o cabelo, estava arrumando ele igual mais cedo e passei um batom nos lábios e um pouco de sombra nos olhos. Coloquei uma calça jeans justa com uma regata de alcinha que mostrava meu umbigo e umas sandálias baixinhas e fui pro lado onde meu pai tinha o notebook e vi que ele tinha mensagens da minha mãe, algumas de um tal de Marcelo e outras mensagens que não vi porque ouvi ele abrindo a porta, já saindo do banho. —Nossa Fran... você tá tão gostosa assim... sabe? Com esse cabelo assim, você parece tanto com sua mãe quando eu a conheci... —Sério mesmo pai? —Sim, filha... você tá igualzinha a ela dessa vez, igual quando a conheci, há mais de 20 anos atrás... é incrível! —E você não fica atrás... tá muito bem assim! —Tá falando sério, meu amor?? —Simmm... e você já tem mais de 40 papai e parece que tem muito menos anos... —Valeu — meu pai se aproximou e me beijou na testa e eu sorri pra ele — já tá pronta? —Sim, já tô. Descemos e fomos andando até um restaurante especializado em variedade de comidas com peixe. Esse lugar era excelente, tinha uma variedade enorme de pratos em cada um deles. Sentamos com meu pai e ele disse: —Vê aí o que quer beber... não sei se prefere um vinho ou um refrigerante —Ah se sua mãe te ouve ela ia falar "ela é muito novinha pra beber álcool" — imitando a voz dela quando reprovava algo —Ah Fran... hahahahahaha... me fez rir... — meu pai tava com umas lágrimas nos olhos de tanto rir — você já é grandinha e imagino que já deve ter provado alguma bebida alcoólica com suas amigas. Sua mãe se recusa a aceitar isso, mas pra mim, sim... —E sim, pai... eu bebi, mas não tanto assim. Embora nunca tenha provado vinho nem cerveja. Só um daiquiri de morango —Ahhhh, muito bem, então comigo vai ser sua primeira experiência degustando um vinho O garçom se aproximou da nossa mesa —Boa noite, já escolheram o que vão pedir? —Boa noite, acho que vou deixar ela decidir, você prefere rodízio ou algo do cardápio? —Eu, por mim, pai... prefiro escolher porque não como muito, mas para o cavalheiro, se ele optar pelo rodízio. Eu quero uma caçarola de frutos do mar, mas pequena, só a porção. Obrigada —Muito bem, senhorita, e para beber? —Isso quem decide é ele... —Quero um refrigerante de limão e um vinho doce, o especial da casa —Perfeito, senhor. Se quiser, pode ir ao bufê e se servir do que preferir. —Obrigado — dissemos em dupla com meu pai —Vou pegar uma entrada, vou ver o que tem... —Tudo bem, eu espero... Meu pai foi para o bufê e eu olhava ao redor apreciando o lugar, quando vejo um homem chegando e, ao me ver olhando pra ele, sorri e se aproxima. Eu imediatamente baixei o olhar e procurava meu pai entre as pessoas —Oi, Ana! Que bom te ver de novo!! Não sabia que você tinha vindo!! —Oi, desculpe, senhor, mas o senhor está enganado. Eu não sou Ana... —Mas você... espera... Cadê o Martincho?? —Martincho?? —Sim, sim, seu marido —Não, não, senhor, eu não tenho marido e acho que o senhor está se referindo ao meu pai! —Você é a filha do Martin?? Nossa, por Deus, mocinha, como você cresceu!!! —Sim, sim, obrigada — meu pai chega com o prato cheio de variedade de frios e uns enroladinhos —Marcelito!! —E aí, Martinchooo... — eles se abraçaram — me desculpa, velho, eu pensei que era sua mulher e é sua filha! —Ah, Marce... — ele riu — sim, sim, ela é Francesca, minha filha mais velha. Minha mulher ficou em casa com minha outra filha —Olá, senhor, prazer — cumprimentando educadamente —O prazer é meu, querida, e me desculpe pela confusão! —Sem problemas... Acontece com muitos! — Sorri — Cuidado, pai! O garçom está vindo! Deixo eles jantarem tranquilos e depois a gente se fala, Martincho... O garçom chegou com o refrigerante e o vinho, talheres e outras coisas que foi colocando na mesa, meu pai sentou — Olha, você não tem ideia da variedade enorme de coisas que tem... — Tô vendo... tô vendo... — Trouxe seus preferidos! Presunto cozido e cru... — Ai, papai... obrigada. Se a mamãe te visse comendo isso de entrada, ela infartava! — Mas hoje não tô com ela, e sim com você. Vou tirar fotos e mandar pra ela — Ai, papai... coitada da mamãe... — eu ri — Olha, meu amor, me olha. Assim mando uma foto pra ela. Olhei pra ele e posei com um sorriso meigo, e enquanto espetava o frio com o garfo, meu pai ficou me encarando — Já tirou, pai? — Peraí... — como se tivesse caído na real ao falar com ele — não... não... espera — Tá bom — sorri de novo pra ele, mas dessa vez meu sorriso era bem maior e de novo meu pai ficou me encarando pelo celular — Já foi? — Peraí... sim, acho que sim... — Quando a gente voltar, você me manda as fotos, todas que você tirar de mim! — Tá certo! Vou pegar... já volto... — ele levantou com o prato, já tinha terminado toda a entrada, e foi escolher mais alguma coisa, vi ele meio desorientado. Vi que o celular dele vibrou e eram mensagens da minha mãe e de alguns outros caras. Não olhei nada dessas mensagens e abri a galeria de fotos, e não tinha duas fotos como eu achava, mas mais de vinte fotos enquanto eu posava, falava, comia e sorria, pensei: "Quando ele voltar, vou perguntar por que essa obsessão de tirar tantas fotos". Não porque me incomode, porque sou muito fotogênica, mas fazia tempo que não tirava tantas fotos à toa... acho que quando era bebê tinha fotos assim casuais: dormindo, acordada, enquanto me banhavam, enquanto levava algo à boca, quando comecei a comer, a engatinhar... enfim, era a primeira filha dele e eu entendo, mas agora?? O garçom chegou com meu prato e logo em seguida meu pai também chegou com o dele, e o garçom disse — Aqui está o seu pedido, senhorita! Aproveite! — Muito obrigada! — o garçom foi embora e eu falei pro meu pai — por Deus, pai... é demais o que você trouxe!
— Fran... não fala assim que parece sua mãe. É que essas coisas me encantam... olha aqui, trouxe rabas, também cornalitos, camarão e uns bolinhos de salmão... ahhh, sabe o que mais tem lá?
— Enquanto se ajeitava o guardanapo — O que mais tem, pai?
— Tem variedade de sushi, do jeito que você gosta!
— Sério??
— Siiim... quer que eu traga?
— Não, não precisa... outra hora.
— Quando eu for de novo, trago pra você... hummmm... você não sabe o que são essas rabas, Fran... quer provar uma?
— Não, não precisa... obrigada — enquanto provava o risoto — pelo amor de Deus... tá muito bom!
— Sério? Deixa eu provar um pouco... — Aproximei meu garfo com comida na boca dele, ele segurou e comeu — mmmmmm... é muito... — pegou o guardanapo e se cobriu pra falar — agora é minha vez, prova a raba.
— Tá bom... — ele aproximou o garfo e colocou na minha boca, eu mordi e devolvi o garfo dele, enquanto pegava o meu — E aí?? O que achou??
— Mmjmmm... — fiz sinais enquanto ainda mastigava e coloquei o guardanapo — tá excelente!
— Quer que eu traga?
— Não, não, pai... obrigada...
— Tá bom, vou provar esse vinho porque dizem que é muito bom — serviu no copo dele e fez sinal pra mim — quer um pouco? — eu neguei com a cabeça, enquanto comia — vamos, love... só um pouquinho — e pra não negar de novo, concordei com a cabeça — sei que vai gostar, é um vinho doce, parece suave, e vamos brindar, filha! Obrigado por me acompanhar nisso.
— Obrigada, pai, por essa viagem surpresa!! Te amo!
— E eu amo você!!! — brindamos ao provar um pouco, não achei que fosse gostar e tomei tudo, já que era pouco o que ele serviu — sirvo mais um pouco?
— Sim, sim, por favor... que gostoso!
— Te falei... ia gostar!
— Por favor... não conta pra mãe que eu bebi álcool!
— Fran... vai ser nosso segredo! No fim, vou te convidar mais vezes pra sair pra comer e beber algo juntos como pai e filha!
— Gostei da sua ideia! Terminamos de comer e eu já tava mais que satisfeita e meu pai me disse:
—Ainda falta o melhor, vamos que também tem sobremesas, sorvetes e outras coisas doces que você vai adorar...
—Tem sobremesa?
—Tem sim... vem...

A gente levantou e ele me levou, me segurando pelo ombro, até a área das sobremesas. Tinha de tudo: pudim, gelatinas puras ou com pedaços de fruta, tiramisú, pedaços de bolos variados, salada de frutas, espetinhos de fruta com opção de banhar no chocolate, marshmallows, trufas de todo tipo, sorvete e até a famosa sobremesa vigilante: pedaço de queijo fresco com doce de batata-doce.

—Ai, pai... não sei o que escolher... eu gosto de frutas mas... tem tanta variedade...
—Se serve ou pede o que quiser, principalmente pros espetinhos, você tem que pedir pro garçom se quiser a opção do banho de chocolate.
—Posso pegar dois?
—Pode sim.. escolhe o que quiser!!

Peguei um espetinho de frutas e outro espetinho, mas com marshmallows. Pedi pra banhar os dois e levei pra mesa. Meu pai estava escolhendo uns pedaços de bolo, escolheu um brownie com uma bola de sorvete.

—Uauuuu pai... não vi o brownie.
—Trouxe pra gente dividir.
—Mas pai...
—Vamos Fran... come tranquila. Porque eu gosto da sua escolha, mas o seu preferido é esse. Já volto, vou pegar outro...

Aproximei o prato pra provar.
—Mmmmmmmmm... que bom que tá— enquanto comia outro pedaço com sorvete— a verdade é que meu pai tinha razão... aqui se come muito bem.

Ele voltou com o prato de sobremesa com brownie e um potinho de calda de chocolate.
—Olha o que me deram, porque também tem a opção de colocar do seu jeito.
—Olha que bom...

Terminamos de comer e de tomar todo o vinho, e eu tomei um pouco de limão siciliano pra tirar tanto doce da boca. Ele pagou a conta e a gente foi embora. A gente ia caminhando tranquilamente e meu pai me segurou pelo ombro, e a gente ia conversando.

—A verdade é que essa viagem me agradou, me senti muito bem, comi muito bem e me diverti pra caralho. Obrigado por aceitar vir comigo, Fran.
—Obrigada a você, pai... eu também tô me divertindo!— sorri e me apoiei no braço dele.

Chegamos. No hotel, fomos pros nossos quartos, ele foi trocar de roupa pra dormir e eu também coloquei meu pijama: uma camiseta enorme com um mini short. Cheguei perto da janela e dava pra ver a lua imensa e a vista noturna da cidade, com um silêncio tão grande que só dava pra ouvir as ondas do mar e um ventinho fraco. Peguei uma poltrona que tava no meu quarto e coloquei mais perto da janela pra apreciar a vista e o som, sem perceber fui pegando no sono. CONTINUA...

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