¿Destino o Casualidad? Parte 18 ¡FINAL!!

E chegou o fim dessa história... Quando chegamos em Buenos Aires, peguei nossas malas e pegamos um taxi direto pra casa dos meus pais pra ver quem tinha ido visitar minha mãe. Quando chegamos lá, ela abriu a porta da entrada: — Oi, mãe... — falei. — Oi, Ana... oi, minhas meninas — respondeu me dando um beijo e beijando minhas filhas. — Oi, vó — disse a Guille. — Oi... e o vô? — perguntou a Fran. — Tá lá dentro, podem entrar! — Vou deixar vocês... preciso ir ver o Martin. — Filha, ele tá aqui — O Martin apareceu com o olhar baixo e dava pra ver que tinha chorado pra caralho. — Tentem conversar, se quiserem ir pra outro lugar, vão. A gente fica com suas filhas. — Oi, Martin — tentei abraçar ele, mas ele me afastou. — Não, não chega perto... o que cê tá fazendo aqui? Falei que não queria te ver nunca mais... — Martin... eu tentei te contar, mas... mas cê foi chamado na hora e... — Por que você não me contou a verdade sobre aquele cara? Por que não me falou desde o começo?? Você realmente deu pra ele naquele dia que eu fui pra San Luis?? Você deu pra ele de novo??? — Eu baixei o olhar e balancei a cabeça confirmando. — E nem coragem de me olhar você tem! Sabia que minha mãe entrou na casa daquele lixo e viu uma foto sua e daquela porcaria se beijando com aquela dedicatória?? O cara contou tudo, tudo, tudo... você terminou com ele e foi ficar comigo, por quê?? Por tesão?? Você nunca me amou??? — Claro que te amei... e te amo... mas nunca me apaixonei por você como fui pelo Gastón... — comecei a chorar. — Mas te amei de outros jeitos, de outras formas, porque não é só de sexo que se vive e... — Sim... você só queria que a gente transasse. — Não... — Sim, Anabella! — Não, cê não entende... a gente fez outras coisas que me mostraram que o nosso ia ser mais forte e muito melhor: A gente casou, planejou nossa vida juntos, teve nossas filhas... teve aquela família que tanto queríamos. — Mas não foi suficiente pra você! — Não, não fala isso... depois que terminei com o Gastón, nunca mais vi ele... passaram mais de nove anos sem eu ver ele. mais e eu cruzei com ele por acaso naquela manhã que a gente ia te ver... mas não achei que ia ver ele de novo no mesmo dia e depois ele me chamou pra aquele café no dia seguinte e... — E aí?? Transaram na hora?? — Nããão... não não... a gente conversou, mas eu tentei ir embora porque ele tava insinuando coisas tipo a gente se ver de novo e tal e eu recusei, saí de lá... e a partir daquele momento ele começou a me seguir! Quando eu ia no supermercado, esbarrava nele, ia pra qualquer lugar ele tava e... — E sobre a empresa? Foi você que colocou ele??? — Não, não isso. Isso eu juro que foi coincidência, os dois conheciam o Marcelo e as coisas rolaram assim — Juro que não acredito em nada... mesmo que seja verdade. Eu já não acredito em você, Anabella! Você e aquele lixo riram da minha cara, mataram minha mãe de tristeza e impotência juntos, sabe o que é isso, Anabella??? Isso se chama maldade, se chamam ser uns malditos e cagar pra todo mundo! Agora vou buscar minhas filhas e tomara que você tenha trazido todas as suas coisas porque vou com minhas filhas pra San Luis e com uma ordem pra você não chegar mais perto de mim nem delas... — Martin... Martin, deixa eu falar, deixa eu explicar. Só quero que você me escute — Não, não... já era! Quando você teve tempo de fazer isso, não fez, agora eu não quero mais te ouvir — Por favor... deixa eu te explicar uma coisa. — Só foda-se dez minutos e contando desde já! — Eu errei em não ter te contado, eu sei. Mas achei que ia ser aquela vez e nunca mais ia cruzar com ele, mas ele tava obcecado por mim, quando me viu de novo ele disse que tudo ao redor dele sumiu e a única coisa que interessava era eu. Quando me viu descendo daquele carro de manhã com nossas filhas, ele ficou meio decepcionado, mas mesmo assim continuou e continuou me perseguindo. Também me seguiu no supermercado, me seguiu quando eu ia buscar as meninas no jardim de infância, juro que aquilo da empresa eu não achei que fosse possível ele estar envolvido, também sobre o restaurante... — O que aconteceu no restaurante? — Quando ele me viu indo No banheiro, ele me seguiu e me "apertou" enquanto eu esperava.
— Como assim te apertou?
— Ele se fez de bobo, me perguntou uma coisa, e quando eu vi, fiquei paralisada.
— Por que você não gritou ou fez alguma coisa pra se defender?
— Não, não sei por que não fiz!
— Porque no fundo você gostou que ele estivesse ali!
— Não, não é assim...
— Sim, claro que é. Diante de um estuprador ou quando se tá em perigo, a gente grita e se defende. Quem não faz é porque gosta do que tá acontecendo.
— Não, não é assim... e ele se aproximou e me beijou. Tentei dar um tapa nele, mas ele segurou minha mão, e eu entrei no banheiro. Foi tanta angústia e tão ruim que passei que minhas bochechas ficaram bem vermelhas...
— Ah, sim, sim... me lembro. E você, em vez de me contar a verdade, mentiu pra mim, disse que tinha sido o calor da espera... foi uma mentirosa...
— E os papéis da casa e do meu carro que ele comprou, eu não tenho nada a ver com isso...
— Claro que tem... mas tanto faz. Agora ele conseguiu o que queria, que era ficar com você. Vão ficar juntos, e eu vou ficar com minhas filhas... a única coisa que peço agora é que você as cumprimente e dê qualquer desculpa, igual fazia comigo. Minta pra elas que vão comigo, e você vai ficar aqui sozinha!
— Não, não, Martin... não posso fazer isso. Não consigo me afastar delas... pelo menos vamos ter uma guarda compartilhada.
— Nãããooo, você é uma péssima mãe. Péssima mulher. Não vou deixar você chegar perto delas nunca mais!!
— Martin... por favor... Martin... — eu chorava ajoelhada no chão, e ele entrou na casa da minha mãe, foi buscar nossas filhas, e elas saíram pela outra porta que dava pra garagem, com as malas e as coisas delas. Minha mãe me viu pela janela, saiu, chegou perto e me consolou. Eu, decepcionada, dizia:
— Ai, mãe... perdi tudo que mais amava nesse mundo...
— Anabella... você tem que lutar e mostrar pro Martin que ama ele.
— Não, já era... ele não quer me ouvir. Também não me quer por perto. Ele me odeia!! Me odeia... não consigo viver sem ter eles três...
— Calma, calma... Ana, vem, entra. Toma uma água e se recupera. Ele Esteve aqui me perguntando várias coisas sobre você e algumas coisas que eu sabia e que você me contou, eu contei pra ele.
— Queeeee??
— Siim, você devia ter sido sempre sincera com ele! Ele não merecia isso! Eu te falei, Ana, você devia cuidar da sua família, do seu marido e das suas filhas... mas não entendo o que aconteceu com você que não me deu ouvidos pra chegar nisso!
— Isso é um pesadelo! Isso é um pesadelo... quero acordar...
— Ana... Anabella, filha... vai, se apressa, segue ele... Procura ele... Conversem, conversem e tentem consertar tudo isso. Diz pra ele que você errou e quer fazer as coisas certas, que quer estar com ele e apoiá-lo. Que o Gaston, ou como se chame aquele imbecil, não existe e nunca existiu na sua vida. Faz isso... Vai...
— Mas...
— Vai, Ana... ele tava indo pra casa dos pais dele e não sei o endereço, mas você sabe, eles devem estar lá.
— Mas...
— Ana... vai. Hoje vão velar sua sogra, então o Martin vai estar lá. Não deixa ele ir, luta pelo amor que você sente por ele... você ama ele?
— Sim, sim, sim...
— Então vai no nosso carro pra casa deles. Não deixa ele ir, eu sei que ele te ama, agora ele tá machucado, mas se você não tentar consertar, ele vai te odiar pra sempre.
— Por que você diz isso?
— Por nada... amadurece!

Peguei as chaves, fui de carro até a casa dos pais do Martín, vi o carro dele estacionado e uma porrada de carros lá. Estacionei mais longe e liguei pra ele no celular pra dizer que tava ali, ele não atendeu, e deixei uma mensagem: "Martin, Martin... amor... tô aqui na casa dos meus sogros, quer dizer, dos seus pais... preciso te ver, preciso que a gente converse. Te amo, sabe? Te amo muito..." E fiquei na entrada do vizinho deles, olhando pro meu celular toda hora, e já ia virar quando ouço alguém vindo atrás de mim. Viro e vejo o Martín.
— Ai, Martin...
— O que foi, Ana... o que você quer??
— Preciso estar com você agora, preciso te acompanhar como sempre estive, por favor, me odeia em silêncio, me odeia em outro momento, mas agora não, vamos ficar juntos pra passar por isso. Sua mãe foi muito importante pra mim, pra você e pras meninas... a gente precisa se apoiar.
— Olha, Anabella... eu não sei o que fiz de errado pra você me pagar desse jeito...
— Outra hora a gente fala disso, mas me deixa hoje e até enterrar sua mãe ficar do seu lado, do lado das meninas... você contou pra elas?
— Não, ainda não... mas elas me perguntam por que tô tão triste e eu não sei... não sei como dar a notícia... elas vão ficar muito mal, minhas meninas... minhas bebezinhos.
— Suas irmãs estão aqui? Elas sabem o que aconteceu com sua mãe?
Minhas irmãs estão, mas minha mãe pediu pra ninguém saber dessa aberração que você fez, porque sabia que se minhas irmãs e meu pai descobrissem, iam te machucar muito... e eu... e eu... te amo... nunca vou deixar ninguém te machucar, mesmo que você... você... você tenha dormido com sua ex pelas minhas costas!

E eu me aproximei e abracei ele, ele começou a chorar enquanto me abraçava e eu acariciava ele devagar, devolvendo aquele abraço que ele precisava, que nós dois precisávamos. Entramos em casa, nos afastamos do resto pra falar com nossas filhas e contar sobre a situação da avó Lourdes.
— Isso é muito difícil, contar pra vocês o que aconteceu com a avó Lourdes, mas ela... ela...
— A avó foi pro céu, ela morreu — eu falei.
— Por quê? O que aconteceu com ela?
— Ela era uma pessoa idosa e... e... ficou doente... e por isso morreu... mas ela disse que sempre que vocês sentirem falta dela, olhem pro céu e procurem a estrela mais brilhante, que vai ser ela cuidando de vocês.
— E o avô? O nonno?
— O avô tá triste, igual todo mundo, mas vai com a gente pra nossa casa nova assim que a gente levar a avó.
— Pra onde vocês vão levar ela? Eu quero ir — disse a Fran.
— Não, não, Fran... esse lugar só vai gente adulta e grande porque é uma situação muito triste e vai ter muita gente chorando e muito triste, vocês vão ficar com os vovós Tata e Mandy.
— Eu vou, sim, com eles — disse o Guille.
— Eu não... eu quero ir e ver ela — disse a Fran com a carinha triste, mas muito segura do que queria. Naquele mesmo dia foi o velório e no dia seguinte o enterro. Pra poder acompanhar o Martín, deixei minhas duas filhas com meus pais e fiquei o tempo todo com ele, consolando, abraçando e dando apoio pra ele não se sentir sozinho naquele momento tão difícil que a gente tava passando. Na volta do cemitério, a gente voltava no carro dele junto com uma tia e um primo do Martín, deixamos eles na casa deles e a gente foi sozinho pra casa dos pais do Martín.

— Martín... queria... queria te agradecer por ter podido te acompanhar e ficar com você... e eu quero ficar com você, quero lutar pelo nosso amor e não vai ter mais segredos nem mentiras...

— Olha, Anabella... por hoje já chega, me deixa ficar sozinho... porque isso é muito difícil... foram muitas coisas juntas que aconteceram, que eu fiquei sabendo e ainda não consigo processar.

— Tá bom, mas não posso te deixar sozinho... não quero ficar aqui sem você e sem nossas filhas. Você é muito importante pra mim — eu sorri e toquei na mão dele.

— Eu também não quero que a gente termine, porque eu te amo, minha gostosa, te amo e sempre te amei... — ele parou o carro numa esquina — vou fazer o que for preciso pra gente ficar bem, pra gente ficar junto e sem mais mentiras, você me promete?

— Sim, eu prometo! — Eu acariciei o rosto dele — Olha nos meus olhos e me fala.

— Eu prometo, Martín, que não vai ter mais mentiras e vou lutar pra te mostrar que te amo.

— E eu prometo, como sempre prometi, respeitar você, te amar, cuidar de você e das nossas filhas pra que nunca falte nada — ele me deu um beijo suave nos lábios, eu tentei abrir um pouco mais a boca e ele me parou — amanhã quero te ver de novo e me dá um tempo, por favor...

— Tá bom, amor. Vou esperar você. Assim a gente volta pra San Luis juntos, nós quatro, ou se for com seu pai também, não tenho problema.

— Sobre isso eu tenho que falar com minhas irmãs... preciso que você me deixe sozinho e amanhã a gente conversa, tá?

— Ok, amor. Te quero!

— E eu te amo, Anabella.

— Te amo, Martín.

Seguimos caminho, me Ele deixou perto da casa dos meus pais e foi embora. No dia seguinte, de manhã cedo, mandei uma mensagem: — "Bom dia, amor. Já acordou?" E levantei pra tomar café com meus pais. Aí chegou uma resposta: — "Bom dia... com vontade de continuar dormindo ou deitado na cama." E eu respondi: — "Pois é, eu também, mas não consigo dormir sozinha. Tô acostumada a dormir com você e, quando não tô do seu lado, não durmo bem." — "Eu também não dormi muito, você fez falta... e as meninas ainda tão dormindo?" — "Tão sim, já vou acordar elas. Quero que a gente esteja pronta quando você mandar." — "Umas 10 horas eu passo por aí, dá um beijo grande nelas por mim e mais tarde a gente se vê. Te amo!" Acordei as meninas, elas tomaram café, eu tomei banho e troquei de roupa. Preparei elas também. Às 10 horas, o Martin chegou, pontual como sempre, e quando desceu do carro, tava com outra cara, bem mais parecido com os dias anteriores, quando a gente tava junto. — "Oi, gostosa, bom dia." — "Oi, amor, bom dia. Vem, entra..." — "Com licença... e minhas cachorrinhas?" — "Papai..." — gritaram a Fran e a Guille em coro. Elas se abraçaram, e eu fiquei parada, olhando pra eles, toda derretida com aquela cena. A gente se despediu dos meus pais, e o Martin tava agradecendo alguma coisa pra minha mãe. Depois eu abracei ela, e ela sussurrou no meu ouvido: — "Conversando, as coisas se resolvem!" — "Valeu, mãe. Te amo... amo vocês..." As meninas abraçaram os avós, e o Martin deixou o carro lá. A gente foi de táxi pro aeroporto e pegou o avião de volta pra nossa casa. Depois daquela vez que o destino ou o acaso colocou alguém do passado no meu caminho de novo, nunca mais menti pro meu marido. Porque o Gaston, de vez em quando, me escrevia ou ligava, mas eu não respondia a nenhuma mensagem nem atendia as ligações dele. Ainda sou casada com o Martin, a gente se ama, de vez em quando temos nossos momentos de intimidade, nunca falta aquela putaria, paixão, safadeza e amor que a gente sempre teve e ainda tem quando fica sozinho, já que aquelas duas meninas hoje são mulheres. cresceram e se tornaram independentes, deixando a casa só pra gente fazer aquelas coisas que a gente fazia quando elas eram pequenas e estavam dormindo ou não estavam por perto!

1 comentários - ¿Destino o Casualidad? Parte 18 ¡FINAL!!

Grande Martín cuernudo pasivo 😂😂 que buen cuento!! Esperamos otros pronto! 👏🏻👏🏻