Não podia acreditar no que tava acontecendo de novo. Nunca tinha mandado uma foto, muito menos um vídeo pra Lu, e ela pra mim. E com esse cara eles tinham se ligado, trocado foto e vídeo. Dessa vez eu sabia que não dava mais pra confiar na Lu. Ainda tinha esperança de que ela reconhecesse as merdas que fez, mas não. Queria jogar o celular na cara dela e perguntar que porra é essa, mas não tive coragem. Não queria passar por namorado tóxico que mexe no telefone, ainda mais que eu tinha até colocado a digital dela pra fazer isso. Me senti um otário. Quando a Lu saiu do banheiro, tratei ela feito lixo. Ela não entendia nada. A única coisa que eu esperava era que ela falasse a verdade e pronto. Mas isso não ia rolar. Ela não entendia por que, de estar tudo bem, ela saiu do banheiro e tava tudo errado. O fim de semana passou e eu quase não falei com ela, e ela não parou de chorar o tempo todo, tentando entender por que eu tava puto com ela, mas não conseguia. E eu não aguentava mais a raiva e o nervoso, com vontade de mandar tudo de novo, sua filha da puta. Na semana, ela me mandava mensagem e eu não respondia. De noite, me ligava e eu também não atendia. Quinta-feira ela me disse: "Já sei que não quer falar comigo, mas tô te avisando pra depois não ficar falando merda e pensando mal de mim. Amanhã a gente vai sair com a galera da facul. Sei que você tá pouco se fodendo, mas é pra depois não dizer que eu não te conto as coisas." Eu: "Me avisa onde vocês vão." Lu: "Finalmente me respondeu." Eu: "Baile ou encontro na casa de alguém?" Lu: "Baile." Eu: "Com quem você vai?" Lu: "Com a galera da universidade." Eu: "Fala quem são." Lu: "Você vai mesmo fazer essa cena de ciúme, depois de não falar comigo a semana inteira?" Eu: "Tá bom, deixa, não me fala nada. Já imagino quem vai." Lu: "Tá bom, pensa o que quiser. Afinal, pra você eu sou uma puta." Eu: "Olha o que você faz primeiro, depois a gente conversa." Lu: "Olha você o que fala, porque tá saindo do sério." Eu: "Educadamente te peço um grande favor: Vai pra puta que pariu!" Lu: "Obrigada por me tratar assim." Eu: "Você faz tudo Ruim. Como você quer que eu te trate?" Lu: "Eu faço tudo errado, é verdade. Sou um lixo, não mereço estar viva." Eu: "Imagino que você sai com todas as garotas, né? Porque você não curte caras." Lu: "Imagina o que quiser. Tanto faz, pra você eu sempre vou ser uma puta oferecida." Eu: "É exatamente isso que você é." Lu: "Logo você me diz isso?" Eu: "Você é quem devia dizer, mas como é uma cagona de merda que não tem culhão pra confessar que tá afim de outros caras e morre de vontade de dar pra eles, eu falo logo pra você nunca esquecer." Lu: "Pronto. Pensa o que quiser. Quando passar, me avisa." Eu: "Se você for amanhã, não volta mais comigo, tô falando na lata." Lu: "Me liga quando passar." Eu: "Melhor morrer." Lu: "Eu morro de amor por você." Eu: "Nem você acredita nessa merda." Lu: "Você não faz ideia do quanto eu te amo e do que sinto por você." Eu: "Claro que não imagino. Eu sei direto." Lu: "Odeio que você não perceba tudo que sinto por você." Eu: "Por que não fala logo que me odeia e pronto?" Lu: "Porque eu te amo. Como nunca amei ninguém na minha vida." Eu: "Que filho da puta você é, hahaha." Lu: "Quer não acreditar? Não acredita. Eu te amo." Eu: "Essa é velha. Já ouvi várias vezes e olha." Lu: "Romantismo zero o seu." Eu: "Sim, mas eu sou honesto e leal ao que sinto, faço, falo ou penso. Já você vai pra onde o vento sopra." Lu: "Claro, sim. A culpa é sempre minha. Você nunca vai ter culpa." Eu: "Tenta beijar ela dentro do rolê dessa vez, porque fora eu vi você na outra, hahaha." Lu: "Você tá muito enganado, mas tudo bem. A culpa é minha por ser uma puta oferecida." Eu: "Uma vez te peço pra ser honesta e parar de me enrolar." Lu: "Usa a cabeça antes de falar besteira." Eu: "Você tenta não usar tantas cabeças." Lu: "Viu, você vai longe pra caralho." Eu: "Eu vou longe pra caralho? Meu Deus." Lu: "Já foi, deixa pra lá. Só tava te avisando pra você não pensar essas merdas todas.
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