Sábado
Eu achava muito fácil pegar no sono, especialmente depois de uma boa transa, embora também perdesse o sono com muita facilidade. Naquela noite, acordei com um portão batendo. Por um instante, pensei que já era dia e que teria que encarar minhas obrigações de novo, mas a escuridão me confirmou que ainda tinha umas horas para dormir.
Demorei alguns segundos, mas no final percebi que Clara, minha namorada, deveria estar na cama comigo e não estava. Pensei que ela tivesse ido ao banheiro, mas depois de vários minutos, acabei associando a ausência dela ao barulho que me acordou. O lógico seria me preocupar, se eu não a conhecesse. Depois de seis meses de relacionamento, já tinha me acostumado com os sumiços dela. Mesmo assim, decidi chamá-la.
— Clara, você acabou de sair?
— Desculpa, não queria te acordar.
— São três da manhã.
— É que um amigo me mandou uma mensagem perguntando se eu queria tomar alguma coisa.
— Um amigo?
— Bom, na verdade era meu ex.
— E você foge no meio da noite pra ver ele?
— Você não vai ficar bravo, vai?
— Não me deixa muito feliz, pra ser sincero.
— Qual é, acabei de chupar sua pica. Isso só faço por amor.
— Toma cuidado, ok? E lembra que à noite temos o jantar com meus pais.
— Já sei, tô morrendo de vontade de conhecê-los.
Naquela época eu tinha vinte e cinco anos, mas sempre gostei de mulheres mais novas que eu. Não só curtia a carne mais fresca possível, como também preferia a facilidade de sair e transar sem compromisso com essas garotas. Usava meu físico pra conquistar quem eu quisesse e, depois da foda, nunca mais via.
Mas com Clara foi tudo diferente. Ela me fez quebrar minha regra de não me apaixonar. Não sei se foi a habilidade dela na cama, a alegria dela, o jeito que ela tinha de me fazer sentir especial ou tudo junto, mas caí nas armadilhas dela quase de imediato. Ela também se sentia bem comigo, então ambos decidimos começar algo parecido com um relacionamento sério.
No começo, tudo ia bem, a gente se divertia junto tanto dentro quanto fora da cama. Eu me contagiava com a vitalidade dela, e pra ela era bom ter alguém mais maduro por perto pra segurar seus chiliques infantis. Minha grana também ajudou a manter ela do meu lado, já que eu realizava todos os caprichos que ela tinha.
Ninguém tinha me dado o dinheiro que eu tinha, então eu podia gastar à vontade. Pouco depois de me formar, tive sorte e consegui entrar na maior produtora de espetáculos do país. Foi um sucesso absoluto que me deu prestígio na minha profissão e encheu meus bolsos de notas. Não me importava de gastar o que fosse preciso com a Clara, mesmo que os chiliques constantes dela já começassem a me encher o saco.
Embora eu não gostasse nada que ela ficasse com o ex, naquela noite dormi de boa de novo. Me esperava um sábado longo de trabalho pra continuar mantendo meu nome no topo. Esperava que a Clara não me traísse, mas já começava a pensar que, se ela traísse, tiraria um peso enorme das minhas costas, mesmo que eu sofresse por amor por um tempo.
O despertador tocou e eu sentia que não tinha descansado nada. A primeira coisa que fiz foi mandar uma mensagem pra Clara, mas, como já esperava, não tive resposta. Depois de um banho rápido e um café da manhã caprichado, fui trabalhar no meu escritório, no décimo nono andar do prédio mais icônico da cidade.
Foi uma manhã pesada de reuniões com clientes, mas fiquei satisfeito com o resultado. Ao meio-dia, recebi a resposta da Clara, ela tinha acabado de acordar. Lembrei ela que naquela noite tínhamos o jantar com meus pais e minha irmã, pra eles finalmente se conhecerem, e ela disse que estaria lá sem falta. De tarde, não tinha muito o que fazer, mas fiquei no escritório pelo simples prazer que a vista me dava.
Ao sair do trabalho, fui direto pra minha casa buscar a Clara, já que a gente tinha combinado de se encontrar lá. Como era de se esperar, ela não estava, porque sempre se atrasava. Resolvi dar um tempo pra ela enquanto trocava de roupa, até quando desci pra comprar uma garrafa de vinho pro jantar. Mas ela continuava sem aparecer. Não tive outra escolha a não ser ligar pra ela, pra ver se tinha acontecido alguma coisa.
— Tô te esperando há uma hora.
— A gente tinha combinado?
— Claro, o jantar com a minha família.
— É verdade, tinha esquecido completamente.
— Mas se eu te lembrei há pouco. Você fumou?
— Um pouco... é que tô aqui com um amigo.
— De novo?
— Sim, mas já vou aí.
— Nem pense, não quero que meus pais te vejam assim.
Sempre soube que só devia obedecer ao meu pau e não ao coração, mas com a Clara cometi o erro de abrir uma exceção. Aquela foi a gota d'água, mas mesmo assim decidi não tomar uma decisão definitiva no calor do momento. Fui jantar na casa dos meus pais com a ideia de inventar uma desculpa que não me deixasse parecer o idiota que eu me sentia naquela hora.
O jantar foi bem tranquilo, só precisei dizer que a Clara não tava bem. Meus pais, que eram muito mais espertos do que deixavam transparecer, não quiseram me perguntar muito, já que imaginavam como era difícil levar um relacionamento com uma menina tão imatura. Só minha irmã parecia disposta a me interrogar, mas com cuidado, porque tinha algo pra me pedir.
— Já te falei da minha amiga Lola?
— Não que eu lembre.
— Ela é atriz, mas no momento tá sem trampo.
— Bom, uma hora ela acha algo.
— Tava pensando que você poderia dar uma chance pra ela.
— Não contrato ninguém sem recomendação.
— Não seja assim, nem todo mundo consegue fazer o que você fez.
— Ela é gostosa?
— Ei, você tem namorada.
— Tá vendo ela aqui?
— Só tô pedindo pra você fazer uma entrevista com ela.
— Tá bom, que apareça na segunda-feira ao meio-dia no meu escritório.
Falei que sim pra minha irmã só pra ela parar de encher o saco, mas não tinha nenhuma intenção de contratar a amiga dela.
Domingo
O telefone me acordou de manhã bem cedo. Depois de xingar o dia em que decidi virar advogado, peguei o telefone achando que era trabalho, que nem nos domingos me deixavam descansar, mas era a Clara. Com aquela voz de menina boazinha que ela usava quando sabia que tinha feito merda, me disse que queria me ver.
O dia não começou muito bem. Depois daquela acordada cedo, não tive escolha a não ser adiantar o serviço pra arrumar um tempinho pra entrevista com a amiga da minha irmã. Depois pedi comida por delivery, que chegou tarde e fria.
Segunda-feira
Acordei às seis da manhã com a energia renovada. Tava doido pra chegar no escritório pra focar nos trampos e esquecer como tudo tava dando errado no resto. Depois de tomar café e um banho, desci pra garagem pegar o carro. Tava chovendo, mas não me importava, contanto que não me molhasse.
No caminho pro trabalho, lembrei que tinha a entrevista com a amiga da minha irmã. Já tinha chegado à conclusão de que a Clara tinha que sumir da minha vida, então talvez essa mina pudesse ser a substituta dela na minha cama. Não seria a primeira vez que eu fazia alguma candidata acreditar que tinha chance só pra comer ela.
Quando cheguei no prédio, fui pro elevador. Nessa hora geralmente ainda não tinha muita gente e eu conseguia subir sozinho, um puta privilégio, já que não aguentava dividir espaço apertado com estranhos. No escritório, tomei um café bem forte e comecei mais um dia de trampo.
Mas naquele dia não conseguia me concentrar em nada. Depois de várias horas terminando relatórios e falando com uns clientes, precisei sair da sala várias vezes pra arejar a cabeça. Lá dentro, me distraía vendo a chuva cair pesada, mas lá fora podia percorrer os corredores longos dos andares, subir e descer escadas enquanto organizava meus pensamentos.
Num desses corredores, trombei com duas gurias novas que estavam vestidas de um jeito bem provocante. Voltei pro décimo nono andar porque tava chegando a hora da entrevista com a tal Lola, deixando pendente a tarefa de descobrir se essas duas meninas já tinham idade legal. Pela aparência física, deviam ser irmãs, isso sempre foi uma fantasia erótica pra mim.
Cheguei de novo no meu escritório e olhei a hora. Faltavam quinze minutos pra entrevista, não era bom eu sair dali, mas aquelas duas adolescentes tinham entrado na minha cabeça e eu precisava saber mais sobre elas. Pensei que daria tempo, só tinha que subir seis andares de elevador. e descer rápido de novo, assim que descobrisse alguma coisa.
Assim que as portas se abriram, pude vê-las: eu no elevador quatro e elas esperando no dois. Ia me aproximar, mas aí vi que estavam com Pedro Alfonso, o famoso produtor. Sabia que ele tinha duas filhas, mas obviamente eram bem mais novas que aquelas minas. Mesmo assim, decidi não chegar perto e apertei disfarçadamente o botão do meu andar pra sumir dali o mais rápido possível.
Exatamente quando as portas estavam se fechando, entrou uma mulher vestida de um jeito muito doido. Odiava dividir elevador, mas não podia sair e esperar o próximo porque já tava apertado de tempo pra entrevista e não queria levar um esporro da minha irmã. A senhora apertou o botão do térreo e começamos a descer.
— Bom dia, senhor.
— Igualmente.
— Não me parece que a chuva vá parar.
— Não, não parece.
— Detesto me molhar, mas preciso ir agora.
— Tudo bem.
— Ainda não terminei meu expediente, mas tenho que ir ao médico.
— Sinto muito.
— Eu também, porque faz cinco meses que me deram a consulta e...
— Preciso descer, espero que dê tudo certo.
Em vez de as portas do elevador se abrirem, as luzes se apagaram. A mulher deu um pulo e começou a apertar todos os botões, inclusive o de emergência, mas não adiantava nada. Esperava que fosse algo momentâneo, porque a ideia de ficar preso ali com aquela senhora não me agradava nem um pouco.
Eu mantive a calma, confiante de que ia se resolver logo, mas ela tava muito nervosa. Não parava de repetir o quanto tinha sido difícil conseguir a consulta no médico e como era importante ser atendida o mais rápido possível. Pra mim, tanto fazia se ela chegasse ou não, até a entrevista não me importava, só queria parar de dividir meu espaço com aquela senhora tão chata.
— Tô há pouco tempo trabalhando aqui, isso acontece muito?
— Tô há dois anos e é a primeira vez.
— E tinha que acontecer logo hoje...
— Deve ter sido por causa da chuva.
- Bom, não me convém nada ficar estressada.
- Você tem problema no coração?
- Não sei, é exatamente isso que deveriam me dizer hoje. Mas tenho certeza que não. Na real, tô indo pro cardiologista pra ele falar que tá tudo perfeito e aí param de encher o saco com o coração, o seguro, blá blá blá…
- Vamos torcer pra isso se resolver logo.
Meia hora depois, até eu já começava a desesperar. A gente tinha ficado a centímetros de chegar no andar, então dava pra ouvir as pessoas passando na frente do elevador. Alguém até tentou abrir a porta à força, mas logo desistia e nos deixava presos ali, sem dar resposta se tava fazendo alguma coisa pra resolver.
A mulher começou a se lamentar aos berros, me deixando ainda mais nervoso. Ela parecia ter uns cinquenta ou sessenta anos, mas pelas cirurgias, podia ter mais do que aparentava. Sabia que não devia julgar ninguém pela aparência, mas as unhas compridas pintadas de vermelho e o decote exagerado até no trabalho me confundiam.
— Meu Deus, já não vou chegar na consulta.
— Eles te dão outro horário.
— Pode ser que até lá já seja tarde.
— Talvez o que você tem não seja grave.
— Os médicos dizem que é, faz quase um ano que sinto fisgadas no peito. Mas eu me sinto como nova, trabalho toda noite e não paro de brilhar como ninguém.
— Pode ser algo muscular, senhora.
— Meu nome é Moria.
— Eu sou o Maxi.
— Prazer, você deve ser uma das últimas pessoas que vou conhecer.
— Sendo tão pessimista, só piora as coisas.
— Tô brincando.
— Olha, eu admiro seu senso de ironia, mas cala a boca de uma vez, por favor.
Moria se calou na hora, intimidada pelo jeito que eu tinha falado com ela. Me arrependi na mesma hora, mas realmente precisava que ela ficasse quieta por um tempo. De qualquer forma, já tinha decidido pagar o que fosse preciso se a obrigassem a esperar de novo por meses.
Ela ficou em silêncio por pelo menos meia hora. Senti muita pena daquela mulher, mas tinha sido tão grosso com ela que não ousava puxar assunto. Até que vi ela levar a mão ao peito e parecer ter dificuldade pra respirar.
— Você tá bem?
— Sim, é só uma fisgadinha.
— Tenta respirar.
— Não é nada, juro. Na real, eu nem queria ir ao médico.
— Por quê?
— Não queria receber nenhum resultado ruim. Na menor dúvida, os idiotas dos produtores me mandariam pra casa descansar. E eu preciso vir pra cá, não posso ficar sozinha e entediada no meu quarto.
— Você se sente sozinha?
— Não, porque nunca me falta companhia... você me entende.
— Eu também frequento esse tipo de companhia de usar e jogar fora.
— Sendo tão gostoso, imaginava você com uma namorada séria.
— Eu tava atrás de diversão e acabei me metendo numa enrascada.
— Comigo foi o contrário, mas que me tirem o que já dancei.
— Só pra eu entender... a gente tá falando de sexo, né?
— Sim, cê acha que eu já não tenho idade pra isso?
— Não, não foi isso que quis dizer.
— Ainda bem. Porque um cara como você eu devoro em cinco minutos.
- Não duvido, mas talvez não seja bom forçar tanto o coração.
- Mas dizem que exercício faz bem.
- Na sua situação, talvez nem tanto.
- Tô te intimidando?
- De jeito nenhum.
- Melhor, porque quem sabe a gente acaba transando de despedida.
Assim que ganhou confiança, a verdadeira Moria apareceu. No olhar dela ainda dava pra ver a angústia, mas também a vontade de me testar. Eu nunca tinha me interessado por mulheres mais velhas, muito menos por quem tinha o dobro da minha idade, mas ela tinha um tesão especial, me dava a sensação de que podia fazer maravilhas comigo.
De qualquer forma, aquele não era o lugar certo pra experimentar coisas novas. Eu só queria sair dali o mais rápido possível e garantir que ela tivesse o melhor atendimento. Mas a Moria já tinha metido na cabeça que ia morrer e queria se dar um agrado comigo, que pela idade podia ser filho dela.
- Concede esse desejo pra uma velha moribunda.
- Você não tá morrendo, Moria.
- Motivo pra comemorar.
- Aqui não tem espaço pra transar.
- Você não é muito alto, dava pra deitar no chão.
- A gente nem se conhece.
- Já fiz com outros em menos tempo ainda.
- Não pode ser.
- Não acredito que você vai dizer que não gosta dessas tetas.
- Se cobre, por favor.
- E eu tô depilada, porque nunca se sabe onde o médico vai olhar.
- Na verdade, tô saindo com uma garota.
- Com experiência?
- Bom... ela é meio novinha.
- Deixa eu te ensinar o que é uma mulher de verdade.
Eu tava disposto a resistir até o fim, porque não esperava que ela fosse atacar meu pacote. Ela apertou com força até me derrubar no chão. Uma vez deitado, do jeito que ela queria, se sentou em cima de mim pra me impedir de me mexer. Ainda não sabia a experiência que ela tinha transando, mas mostrou maestria me despindo.
Num piscar de olhos, a Moria já tinha me deixado nu da cintura pra baixo e tava fazendo o mesmo com a própria roupa. Minha insistência de que não queria que aquilo rolasse ficou no chinelo quando ela viu minha piroca dura. A mão gelada dela segurou meu pau e aquele simples toque me fez sacar que era pra valer, que ela ia me fazer gozar gostoso.
Ela ficou um tempão batendo uma punheta enquanto eu sentia a umidade da buceta dela na minha perna, até levou na boca, me fazendo gemer pela primeira vez. Mas a Moria não tinha tempo a perder. Com um movimento ágil, enfiou a ponta na buceta dela e começou a descer bem devagar. Na hora, fui envolvido pelo calor dela.
Eu esperava algo lento, suave, mas ela começou a rebolar com tudo desde o início. A Moria subia e descia na maior velocidade, fazendo o elevador tremer com os movimentos. Enquanto ela continuava cavalgando, tirei a parte de cima do uniforme e desabotoei o espartilho. Os peitões enormes dela se espalharam, e os bicos foram direto na minha boca pra eu mamar.
Ela tava soltona e eu não ficava atrás. Comecei a dar tapas na bunda dela enquanto ela gozava, tremendo e gemendo sem vergonha. Fiquei preocupado se ia dar ruim, mas não dava mais pra parar, eu também tava quase gozando. Tudo era uma puta loucura.
- Só mais um pouquinho, Moria.
- Fica tranquilo, vou te comer até você gozar.
- Você gostou?
- Sim, foi espetacular. Se for a última trepada, valeu a pena.
- Não fala isso, tá claro que você ainda tem lenha pra queimar.
- É, acho que tam...
- Moria? Não é hora de brincadeira. Tá me ouvindo?
Deixando a frase pela metade, Moria desabou em cima do meu corpo. Não falava nem se mexia, nem parecia respirar. Nessa hora o elevador começou a descer com um solavanco que me fez gozar. As portas não abriram, tava descendo até o térreo. Tentei de todo jeito tirar ela de cima, mas não teve jeito.
Andar por andar eu ia me desesperando mais, até que chegamos no térreo. Nessa hora as portas se abriram e dezenas de pessoas me viram deitado no chão, com o cadáver pelado da Moria em cima e meu pau ainda dentro dela. A única coisa que consegui ver entre as pernas da multidão foram as freiras que eu tava perseguindo.
Eu achava muito fácil pegar no sono, especialmente depois de uma boa transa, embora também perdesse o sono com muita facilidade. Naquela noite, acordei com um portão batendo. Por um instante, pensei que já era dia e que teria que encarar minhas obrigações de novo, mas a escuridão me confirmou que ainda tinha umas horas para dormir.
Demorei alguns segundos, mas no final percebi que Clara, minha namorada, deveria estar na cama comigo e não estava. Pensei que ela tivesse ido ao banheiro, mas depois de vários minutos, acabei associando a ausência dela ao barulho que me acordou. O lógico seria me preocupar, se eu não a conhecesse. Depois de seis meses de relacionamento, já tinha me acostumado com os sumiços dela. Mesmo assim, decidi chamá-la.
— Clara, você acabou de sair?
— Desculpa, não queria te acordar.
— São três da manhã.
— É que um amigo me mandou uma mensagem perguntando se eu queria tomar alguma coisa.
— Um amigo?
— Bom, na verdade era meu ex.
— E você foge no meio da noite pra ver ele?
— Você não vai ficar bravo, vai?
— Não me deixa muito feliz, pra ser sincero.
— Qual é, acabei de chupar sua pica. Isso só faço por amor.
— Toma cuidado, ok? E lembra que à noite temos o jantar com meus pais.
— Já sei, tô morrendo de vontade de conhecê-los.
Naquela época eu tinha vinte e cinco anos, mas sempre gostei de mulheres mais novas que eu. Não só curtia a carne mais fresca possível, como também preferia a facilidade de sair e transar sem compromisso com essas garotas. Usava meu físico pra conquistar quem eu quisesse e, depois da foda, nunca mais via.
Mas com Clara foi tudo diferente. Ela me fez quebrar minha regra de não me apaixonar. Não sei se foi a habilidade dela na cama, a alegria dela, o jeito que ela tinha de me fazer sentir especial ou tudo junto, mas caí nas armadilhas dela quase de imediato. Ela também se sentia bem comigo, então ambos decidimos começar algo parecido com um relacionamento sério.
No começo, tudo ia bem, a gente se divertia junto tanto dentro quanto fora da cama. Eu me contagiava com a vitalidade dela, e pra ela era bom ter alguém mais maduro por perto pra segurar seus chiliques infantis. Minha grana também ajudou a manter ela do meu lado, já que eu realizava todos os caprichos que ela tinha.
Ninguém tinha me dado o dinheiro que eu tinha, então eu podia gastar à vontade. Pouco depois de me formar, tive sorte e consegui entrar na maior produtora de espetáculos do país. Foi um sucesso absoluto que me deu prestígio na minha profissão e encheu meus bolsos de notas. Não me importava de gastar o que fosse preciso com a Clara, mesmo que os chiliques constantes dela já começassem a me encher o saco.
Embora eu não gostasse nada que ela ficasse com o ex, naquela noite dormi de boa de novo. Me esperava um sábado longo de trabalho pra continuar mantendo meu nome no topo. Esperava que a Clara não me traísse, mas já começava a pensar que, se ela traísse, tiraria um peso enorme das minhas costas, mesmo que eu sofresse por amor por um tempo.
O despertador tocou e eu sentia que não tinha descansado nada. A primeira coisa que fiz foi mandar uma mensagem pra Clara, mas, como já esperava, não tive resposta. Depois de um banho rápido e um café da manhã caprichado, fui trabalhar no meu escritório, no décimo nono andar do prédio mais icônico da cidade.
Foi uma manhã pesada de reuniões com clientes, mas fiquei satisfeito com o resultado. Ao meio-dia, recebi a resposta da Clara, ela tinha acabado de acordar. Lembrei ela que naquela noite tínhamos o jantar com meus pais e minha irmã, pra eles finalmente se conhecerem, e ela disse que estaria lá sem falta. De tarde, não tinha muito o que fazer, mas fiquei no escritório pelo simples prazer que a vista me dava.
Ao sair do trabalho, fui direto pra minha casa buscar a Clara, já que a gente tinha combinado de se encontrar lá. Como era de se esperar, ela não estava, porque sempre se atrasava. Resolvi dar um tempo pra ela enquanto trocava de roupa, até quando desci pra comprar uma garrafa de vinho pro jantar. Mas ela continuava sem aparecer. Não tive outra escolha a não ser ligar pra ela, pra ver se tinha acontecido alguma coisa.
— Tô te esperando há uma hora.
— A gente tinha combinado?
— Claro, o jantar com a minha família.
— É verdade, tinha esquecido completamente.
— Mas se eu te lembrei há pouco. Você fumou?
— Um pouco... é que tô aqui com um amigo.
— De novo?
— Sim, mas já vou aí.
— Nem pense, não quero que meus pais te vejam assim.
Sempre soube que só devia obedecer ao meu pau e não ao coração, mas com a Clara cometi o erro de abrir uma exceção. Aquela foi a gota d'água, mas mesmo assim decidi não tomar uma decisão definitiva no calor do momento. Fui jantar na casa dos meus pais com a ideia de inventar uma desculpa que não me deixasse parecer o idiota que eu me sentia naquela hora.
O jantar foi bem tranquilo, só precisei dizer que a Clara não tava bem. Meus pais, que eram muito mais espertos do que deixavam transparecer, não quiseram me perguntar muito, já que imaginavam como era difícil levar um relacionamento com uma menina tão imatura. Só minha irmã parecia disposta a me interrogar, mas com cuidado, porque tinha algo pra me pedir.
— Já te falei da minha amiga Lola?
— Não que eu lembre.
— Ela é atriz, mas no momento tá sem trampo.
— Bom, uma hora ela acha algo.
— Tava pensando que você poderia dar uma chance pra ela.
— Não contrato ninguém sem recomendação.
— Não seja assim, nem todo mundo consegue fazer o que você fez.
— Ela é gostosa?
— Ei, você tem namorada.
— Tá vendo ela aqui?
— Só tô pedindo pra você fazer uma entrevista com ela.
— Tá bom, que apareça na segunda-feira ao meio-dia no meu escritório.
Falei que sim pra minha irmã só pra ela parar de encher o saco, mas não tinha nenhuma intenção de contratar a amiga dela.
Domingo
O telefone me acordou de manhã bem cedo. Depois de xingar o dia em que decidi virar advogado, peguei o telefone achando que era trabalho, que nem nos domingos me deixavam descansar, mas era a Clara. Com aquela voz de menina boazinha que ela usava quando sabia que tinha feito merda, me disse que queria me ver.
O dia não começou muito bem. Depois daquela acordada cedo, não tive escolha a não ser adiantar o serviço pra arrumar um tempinho pra entrevista com a amiga da minha irmã. Depois pedi comida por delivery, que chegou tarde e fria.
Segunda-feira
Acordei às seis da manhã com a energia renovada. Tava doido pra chegar no escritório pra focar nos trampos e esquecer como tudo tava dando errado no resto. Depois de tomar café e um banho, desci pra garagem pegar o carro. Tava chovendo, mas não me importava, contanto que não me molhasse.
No caminho pro trabalho, lembrei que tinha a entrevista com a amiga da minha irmã. Já tinha chegado à conclusão de que a Clara tinha que sumir da minha vida, então talvez essa mina pudesse ser a substituta dela na minha cama. Não seria a primeira vez que eu fazia alguma candidata acreditar que tinha chance só pra comer ela.
Quando cheguei no prédio, fui pro elevador. Nessa hora geralmente ainda não tinha muita gente e eu conseguia subir sozinho, um puta privilégio, já que não aguentava dividir espaço apertado com estranhos. No escritório, tomei um café bem forte e comecei mais um dia de trampo.
Mas naquele dia não conseguia me concentrar em nada. Depois de várias horas terminando relatórios e falando com uns clientes, precisei sair da sala várias vezes pra arejar a cabeça. Lá dentro, me distraía vendo a chuva cair pesada, mas lá fora podia percorrer os corredores longos dos andares, subir e descer escadas enquanto organizava meus pensamentos.
Num desses corredores, trombei com duas gurias novas que estavam vestidas de um jeito bem provocante. Voltei pro décimo nono andar porque tava chegando a hora da entrevista com a tal Lola, deixando pendente a tarefa de descobrir se essas duas meninas já tinham idade legal. Pela aparência física, deviam ser irmãs, isso sempre foi uma fantasia erótica pra mim.
Cheguei de novo no meu escritório e olhei a hora. Faltavam quinze minutos pra entrevista, não era bom eu sair dali, mas aquelas duas adolescentes tinham entrado na minha cabeça e eu precisava saber mais sobre elas. Pensei que daria tempo, só tinha que subir seis andares de elevador. e descer rápido de novo, assim que descobrisse alguma coisa.
Assim que as portas se abriram, pude vê-las: eu no elevador quatro e elas esperando no dois. Ia me aproximar, mas aí vi que estavam com Pedro Alfonso, o famoso produtor. Sabia que ele tinha duas filhas, mas obviamente eram bem mais novas que aquelas minas. Mesmo assim, decidi não chegar perto e apertei disfarçadamente o botão do meu andar pra sumir dali o mais rápido possível.
Exatamente quando as portas estavam se fechando, entrou uma mulher vestida de um jeito muito doido. Odiava dividir elevador, mas não podia sair e esperar o próximo porque já tava apertado de tempo pra entrevista e não queria levar um esporro da minha irmã. A senhora apertou o botão do térreo e começamos a descer.
— Bom dia, senhor.
— Igualmente.
— Não me parece que a chuva vá parar.
— Não, não parece.
— Detesto me molhar, mas preciso ir agora.
— Tudo bem.
— Ainda não terminei meu expediente, mas tenho que ir ao médico.
— Sinto muito.
— Eu também, porque faz cinco meses que me deram a consulta e...
— Preciso descer, espero que dê tudo certo.
Em vez de as portas do elevador se abrirem, as luzes se apagaram. A mulher deu um pulo e começou a apertar todos os botões, inclusive o de emergência, mas não adiantava nada. Esperava que fosse algo momentâneo, porque a ideia de ficar preso ali com aquela senhora não me agradava nem um pouco.
Eu mantive a calma, confiante de que ia se resolver logo, mas ela tava muito nervosa. Não parava de repetir o quanto tinha sido difícil conseguir a consulta no médico e como era importante ser atendida o mais rápido possível. Pra mim, tanto fazia se ela chegasse ou não, até a entrevista não me importava, só queria parar de dividir meu espaço com aquela senhora tão chata.
— Tô há pouco tempo trabalhando aqui, isso acontece muito?
— Tô há dois anos e é a primeira vez.
— E tinha que acontecer logo hoje...
— Deve ter sido por causa da chuva.
- Bom, não me convém nada ficar estressada.
- Você tem problema no coração?
- Não sei, é exatamente isso que deveriam me dizer hoje. Mas tenho certeza que não. Na real, tô indo pro cardiologista pra ele falar que tá tudo perfeito e aí param de encher o saco com o coração, o seguro, blá blá blá…
- Vamos torcer pra isso se resolver logo.
Meia hora depois, até eu já começava a desesperar. A gente tinha ficado a centímetros de chegar no andar, então dava pra ouvir as pessoas passando na frente do elevador. Alguém até tentou abrir a porta à força, mas logo desistia e nos deixava presos ali, sem dar resposta se tava fazendo alguma coisa pra resolver.
A mulher começou a se lamentar aos berros, me deixando ainda mais nervoso. Ela parecia ter uns cinquenta ou sessenta anos, mas pelas cirurgias, podia ter mais do que aparentava. Sabia que não devia julgar ninguém pela aparência, mas as unhas compridas pintadas de vermelho e o decote exagerado até no trabalho me confundiam.
— Meu Deus, já não vou chegar na consulta. — Eles te dão outro horário.
— Pode ser que até lá já seja tarde.
— Talvez o que você tem não seja grave.
— Os médicos dizem que é, faz quase um ano que sinto fisgadas no peito. Mas eu me sinto como nova, trabalho toda noite e não paro de brilhar como ninguém.
— Pode ser algo muscular, senhora.
— Meu nome é Moria.
— Eu sou o Maxi.
— Prazer, você deve ser uma das últimas pessoas que vou conhecer.
— Sendo tão pessimista, só piora as coisas.
— Tô brincando.
— Olha, eu admiro seu senso de ironia, mas cala a boca de uma vez, por favor.
Moria se calou na hora, intimidada pelo jeito que eu tinha falado com ela. Me arrependi na mesma hora, mas realmente precisava que ela ficasse quieta por um tempo. De qualquer forma, já tinha decidido pagar o que fosse preciso se a obrigassem a esperar de novo por meses.
Ela ficou em silêncio por pelo menos meia hora. Senti muita pena daquela mulher, mas tinha sido tão grosso com ela que não ousava puxar assunto. Até que vi ela levar a mão ao peito e parecer ter dificuldade pra respirar.
— Você tá bem?
— Sim, é só uma fisgadinha.
— Tenta respirar.
— Não é nada, juro. Na real, eu nem queria ir ao médico.
— Por quê?
— Não queria receber nenhum resultado ruim. Na menor dúvida, os idiotas dos produtores me mandariam pra casa descansar. E eu preciso vir pra cá, não posso ficar sozinha e entediada no meu quarto.
— Você se sente sozinha?
— Não, porque nunca me falta companhia... você me entende.
— Eu também frequento esse tipo de companhia de usar e jogar fora.
— Sendo tão gostoso, imaginava você com uma namorada séria.
— Eu tava atrás de diversão e acabei me metendo numa enrascada.
— Comigo foi o contrário, mas que me tirem o que já dancei.
— Só pra eu entender... a gente tá falando de sexo, né?
— Sim, cê acha que eu já não tenho idade pra isso?
— Não, não foi isso que quis dizer.
— Ainda bem. Porque um cara como você eu devoro em cinco minutos.
- Não duvido, mas talvez não seja bom forçar tanto o coração.
- Mas dizem que exercício faz bem.
- Na sua situação, talvez nem tanto.
- Tô te intimidando?
- De jeito nenhum.
- Melhor, porque quem sabe a gente acaba transando de despedida.
Assim que ganhou confiança, a verdadeira Moria apareceu. No olhar dela ainda dava pra ver a angústia, mas também a vontade de me testar. Eu nunca tinha me interessado por mulheres mais velhas, muito menos por quem tinha o dobro da minha idade, mas ela tinha um tesão especial, me dava a sensação de que podia fazer maravilhas comigo.
De qualquer forma, aquele não era o lugar certo pra experimentar coisas novas. Eu só queria sair dali o mais rápido possível e garantir que ela tivesse o melhor atendimento. Mas a Moria já tinha metido na cabeça que ia morrer e queria se dar um agrado comigo, que pela idade podia ser filho dela.
- Concede esse desejo pra uma velha moribunda.
- Você não tá morrendo, Moria.
- Motivo pra comemorar.
- Aqui não tem espaço pra transar.
- Você não é muito alto, dava pra deitar no chão.
- A gente nem se conhece.
- Já fiz com outros em menos tempo ainda.
- Não pode ser.
- Não acredito que você vai dizer que não gosta dessas tetas.
- Se cobre, por favor.
- E eu tô depilada, porque nunca se sabe onde o médico vai olhar.
- Na verdade, tô saindo com uma garota.
- Com experiência?
- Bom... ela é meio novinha.
- Deixa eu te ensinar o que é uma mulher de verdade.
Eu tava disposto a resistir até o fim, porque não esperava que ela fosse atacar meu pacote. Ela apertou com força até me derrubar no chão. Uma vez deitado, do jeito que ela queria, se sentou em cima de mim pra me impedir de me mexer. Ainda não sabia a experiência que ela tinha transando, mas mostrou maestria me despindo.
Num piscar de olhos, a Moria já tinha me deixado nu da cintura pra baixo e tava fazendo o mesmo com a própria roupa. Minha insistência de que não queria que aquilo rolasse ficou no chinelo quando ela viu minha piroca dura. A mão gelada dela segurou meu pau e aquele simples toque me fez sacar que era pra valer, que ela ia me fazer gozar gostoso. Ela ficou um tempão batendo uma punheta enquanto eu sentia a umidade da buceta dela na minha perna, até levou na boca, me fazendo gemer pela primeira vez. Mas a Moria não tinha tempo a perder. Com um movimento ágil, enfiou a ponta na buceta dela e começou a descer bem devagar. Na hora, fui envolvido pelo calor dela.
Eu esperava algo lento, suave, mas ela começou a rebolar com tudo desde o início. A Moria subia e descia na maior velocidade, fazendo o elevador tremer com os movimentos. Enquanto ela continuava cavalgando, tirei a parte de cima do uniforme e desabotoei o espartilho. Os peitões enormes dela se espalharam, e os bicos foram direto na minha boca pra eu mamar.
Ela tava soltona e eu não ficava atrás. Comecei a dar tapas na bunda dela enquanto ela gozava, tremendo e gemendo sem vergonha. Fiquei preocupado se ia dar ruim, mas não dava mais pra parar, eu também tava quase gozando. Tudo era uma puta loucura.
- Só mais um pouquinho, Moria. - Fica tranquilo, vou te comer até você gozar.
- Você gostou?
- Sim, foi espetacular. Se for a última trepada, valeu a pena.
- Não fala isso, tá claro que você ainda tem lenha pra queimar.
- É, acho que tam...
- Moria? Não é hora de brincadeira. Tá me ouvindo?
Deixando a frase pela metade, Moria desabou em cima do meu corpo. Não falava nem se mexia, nem parecia respirar. Nessa hora o elevador começou a descer com um solavanco que me fez gozar. As portas não abriram, tava descendo até o térreo. Tentei de todo jeito tirar ela de cima, mas não teve jeito.
Andar por andar eu ia me desesperando mais, até que chegamos no térreo. Nessa hora as portas se abriram e dezenas de pessoas me viram deitado no chão, com o cadáver pelado da Moria em cima e meu pau ainda dentro dela. A única coisa que consegui ver entre as pernas da multidão foram as freiras que eu tava perseguindo.
0 comentários - Ascensores rumbo al Bailando IV