Antes, Touma tinha olhado para ela com espanto quando tirou o biquíni dos ombros dela e viu os peitos nus para ele, e aquele mesmo espanto esteve presente quando ele seguiu em frente e a deixou completamente pelada. Agora era a vez de Shokuhou olhar com espanto e se perguntar como ela pôde ter tanta sorte, porque nunca nos seus sonhos mais loucos ela esperaria estar aqui. Poder olhar para baixo, pro próprio corpo, e ver o cabelo espetado do homem que ela amava entre as coxas dela, enquanto ele se dedicava a ela e usava a boca pra fazer ela se sentir bem, era a melhor coisa que ela já teve o prazer de ver. Só de olhar pra baixo e ver aquilo já teria sido suficiente pra fazer o corpo inteiro dela esquentar mais do que a onda de calor já tinha esquentado, mas ele não estava dando nada menos que o melhor. Não era um esforço simbólico pra ganhar algum reconhecimento; ele tava dando o melhor de si e fazendo sexo oral com a intenção de satisfazer ela ao máximo. Testava técnicas diferentes e aprendia o tempo todo enquanto procurava a fórmula perfeita pra dar a ela o que ela precisava. Não demorou muito e ele achou. Percebeu as reações fortes dela quando roçou o clitóris, então começou a prestar um pouco mais de atenção ali. Na primeira vez que a língua dele rodeou aquele ponto sensível, Shokuhou gemeu de prazer e os ombros e as costas dela se arquearam levemente pra cima, se levantando da cama. Não precisou incentivar ele a fazer de novo, porque ele tava prestando atenção. Sabia que a resposta dela significava que ele tinha encontrado o plano de ataque certo. O que já tinha sido uma introdução muito gostosa ao sexo oral pra Shokuhou melhorou ainda mais a partir dali, porque agora que Touma tinha descoberto a melhor maneira de satisfazer ela com a boca, ele se concentrou em dar o melhor. A língua dele continuava dando voltas ao redor do clitóris dela, fazendo ela ofegar e se contorcer enquanto o prazer aumentava rapidamente. Ela sentia que teria gozado mais cedo ou mais tarde mesmo se ele tivesse feito um trabalho relativamente medíocre, só pelo erotismo de ter o rosto do seu amado Kamijou entre as pernas, mas ele estava dando muito mais do que ela poderia esperar. A língua dele no clitóris fez ela agarrar a cabeça dele e se contorcer na cama, sentindo o prazer se aproximando cada vez mais. Ele se arriscou a enfiar um dedo na buceta dela e, depois de algumas repetições de movimentos lá dentro combinados com o trabalho maravilhoso que a língua dele estava fazendo no clitóris, Shokuhou teve o primeiro orgasmo da vida dela com algo que não fossem os próprios dedos. Mas, dessa vez, ela gozou muito mais forte do que nunca enquanto se masturbava, o que não era surpresa, não com o trabalho que ele acabou de fazer e não por ter sido ele quem fez. — Touma! — gemeu ela, agarrando a nuca dele enquanto gozava. Puxou a cabeça dele para perto, aproximando o rosto dele ainda mais da buceta dela enquanto ela gozava por todo o corpo dele. Foi mais agressivo do que pretendia, mas ela estava tão absorta no êxtase que ele estava dando que nem sabia ou se importava com a bagunça que estava fazendo no rosto dele. Mas isso não o impediu. Ele continuou lambendo o clitóris dela e movendo o dedo dentro da buceta até o prazer de Shokuhou passar, e pelo que parecia, ele teria continuado muito além disso. Mas por mais que ela gostasse de manter o rosto dele entre as pernas o dia todo, assim que o orgasmo acabou, o corpo dela ficou sensível demais para ainda ser prazeroso. — Tá demais, tá demais — resmungou ela. Com um pouco mais de arrependimento, empurrou a cabeça dele. Ele pegou a deixa, parou de lamber e tirou a cabeça de entre as pernas dela. Sentou-se de joelhos e parou de tocá-la completamente, e ela agradeceu o tempo para se recuperar. — Foi bom? — perguntou ele, lambendo os lábios enquanto olhava para ela. Ela riu, tanto pelo absurdo de ele fazer essa pergunta depois do prazer que ele ele tinha dado porque parecia ridículo com o cabelo desgrenhado e o rosto molhado graças ao orgasmo dele. Ridículo, mas também incrivelmente sexy. "Foi incrível", ele disse. "Nunca vou conseguir te agradecer o suficiente por fazer isso por mim. Mas ficaria feliz em tentar. Poderia retribuir o favor e usar minha boca em você também". Não que isso não fosse algo que ela já tivesse pensado em fazer muitas, muitas vezes no passado. Ela ficaria mais do que feliz em pegar o pau do herói dela na boca e fazer de tudo para dar tanto prazer que o corpo dele se lembrasse dela para sempre, independentemente das memórias perdidas. "Isso parece incrível", ele disse. "Mas sei que não posso pensar que esse tipo de sorte vai durar para sempre. Vou ter sorte se conseguir sobreviver uma vez antes que uma freira arranque minha cabeça, ou a Biribiri tente me eletrocutar, ou o Tsuchimikado venha me sequestrar e me levar para o outro lado do mundo. E se só vou ter uma chance, não quero desperdiçá-la". Ela pensou em zoar ele por insinuar que receber um boquete dela seria "desperdiçar" algo, mas sabia que não era assim que ele estava dizendo e tinha medo de que zoar ele agora pudesse estragar o momento. E ela não queria que nada atrapalhasse aquele momento, porque sabia o que ele realmente estava dizendo. Ele não queria que ela chupasse ele porque queria ter certeza de que teriam tempo suficiente para o que ele queria acima de tudo. E acabou que era o que ela também queria acima de tudo. "Você está dizendo que quer transar comigo, Kamijou-san?" ela sussurrou. Ele assentiu. "Sim. Eu realmente quero". De repente, ele ficou um pouco nervoso. "Uh, se você estiver de boa com isso. Sei que você tem sido legal com tudo até agora, mas se for demais para você, eu posso..." — Tá tudo bem — ela disse, interrompendo ele. — Tá mais que bem. Por favor, me pega. Touma assentiu e as mãos dele foram para a cintura do shorts de banho dela. Ele tirou o shorts às pressas e Shokuhou gemeu quando viu o pau dele pela primeira vez. Era o primeira que tinha visto pessoalmente assim, mas rapidamente decidiu que não queria nada além de tê-lo dentro dela. Definitivamente ia ser um pouco difícil para uma virgem como ela receber o pau do Touma dentro dela, porque pelo que sabia, parecia estar claramente acima da média tanto em comprimento quanto em grossura. Mas Shokuhou não tinha medo do desafio. Ela se esforçaria o quanto fosse necessário para se tornar uma com o homem que amava. Ele se posicionou cuidadosamente sobre ela e pegou o pau na mão para alinhar com a entrada dela. Ela podia sentir o nervosismo dele enquanto se preparava para penetrá-la, e de um jeito estranho, isso a agradava. Lembrava que ele não tinha mais experiência com isso do que ela. Apesar da multidão de mulheres gostosas que queriam se aproximar dele, ele nunca tinha feito isso com nenhuma delas. Ela era com quem ele ia perder a virgindade. Era perfeito. Ela respirou fundo quando sentiu a ponta do pau dele pressionando os lábios externos da buceta dela. Foi só para controlar a própria excitação e expectativa do que estava por vir, mas ele interpretou como nervosismo. Ele fez uma pausa e olhou nos olhos dela. —Tá bem? —perguntou ele—. Não vai desistir agora, vai? Ela percebia o quanto doía pra ele fazer aquela pergunta. Ele tinha um medo terrível de que ela dissesse que sim, que o parasse bem na beira de um abismo incrível. Mas não precisava se preocupar. Ela queria dar a primeira vez dele tanto quanto ele queria perder a virgindade com ela. —Vou ficar bem assim que você enfiar essa coisa dentro de mim —disse ela, sorrindo pra ele. Não sabia se era eficaz, mas queria que ele visse que não estava nada nervosa. Queria que ele visse o quanto o amava, mesmo que não entendesse por que se sentia assim. Quer ele entendesse a profundidade dos sentimentos dela ou não, com certeza entendeu o que ela queria dele. Ele empurrou levemente pra frente, e Shokuhou ofegou quando a a ponta do pau dele deslizou pra dentro dela. Ele gemeu, claramente curtindo a sensação de estar dentro dela também, mas parou por ali e olhou no rosto dela. Mesmo sem dizer nada, ela sabia que ele tava checando e se certificando de que ela tava bem antes de levar isso mais longe. Sabia que muitos caras teriam ficado tão distraídos com o próprio prazer que não teriam o autocontrole pra colocar as necessidades da parceira em primeiro lugar, especialmente quando era a primeira vez que estavam dentro de uma mulher. O fato de Touma conseguir evitar cair nessa armadilha foi mais uma prova de como ela tinha escolhido bem quando se apaixonou por ele. Ela sorriu pra ele pra mostrar que tava tudo bem, e ele assentiu e foi mais fundo nela. Finalmente, a cabeça do pau dele bateu no hímen dela, e ali ele parou de novo. Pareceu surpreso por um momento, e ela se perguntou se ele poderia ter duvidado dela antes quando ela disse que nunca tinha feito isso com ninguém. Ou talvez só agora ele tivesse percebendo a verdadeira importância do que estava prestes a fazer. — Vai, meu príncipe — disse ela, falando antes que ele pudesse sequer fazer a pergunta —. Me faz sua. Touma parecia atordoado com o pedido sincero dela, mas ela implorar com tanto entusiasmo era tudo que ele precisava pra ter certeza de que ela tava pronta. Ela sabia o que esperar; sabia que ia ter dor acompanhando a primeira vez. Não ligava. Misaki aguentaria qualquer dor passageira que tivesse que aguentar pra criar essa lembrança que ficaria com ela pra sempre. Ele recuou os quadris levemente antes de empurrar pra frente de novo, rompendo o hímen dela enquanto fazia isso. Shokuhou sibilou e fez uma careta de desconforto. Não era a pior dor que ela já tinha sentido na vida, de jeito nenhum. Ela podia não se jogar de cabeça em situações perigosas como ele, ou como Misaka, mas tinha tido momentos em que não teve escolha a não ser sujar as mãos e sangrar por o nariz. Mas não era o jeito preferido dela de lidar com as coisas, e ela odiava ter que se esforçar fisicamente no geral. A ardência do hímem rompido afetou ela mais do que poderia ter afetado a Misaka, ou algumas das outras mulheres mais capazes fisicamente que estavam na órbita do Touma. Mas a dor não a dominou por muito tempo, e a razão disso foi o próprio Touma. Agora ele mostrava tanta consideração por ela quanto antes. Ele ficou perfeitamente imóvel dentro dela e as mãos dele apoiavam o peso dele na cama enquanto a olhava. "Tá doendo?", perguntou. "Me avisa quando você puder se mexer de novo. Ou a gente pode parar agora, se quiser." — Não vamos parar — ela disse rápido, o que fez ele sorrir aliviado. Isso era a última coisa que ela ia querer agora que tinham chegado tão longe —. Só me dá um segundo. Ele assentiu. "O tempo que você precisar", disse. Ele beijou ela nos lábios e depois foi beijando a mandíbula dela até chegar no pescoço. Ter ele mostrando tanto carinho foi como um sonho, e relaxou ela pra caralho e ajudou a superar o desconforto inicial. A dor de ter perdido o hímem sumiu e tudo que ficou foi a expectativa de tudo que viria depois. "Por favor, começa a se mexer", ela disse enquanto estendia a mão pra abraçar ele. "Quero sentir você se mexendo dentro de mim." Ela sabia que o Touma teria dado todo o tempo que ela precisasse, mas não dava pra esconder o alívio dele ao receber permissão pra começar a transar com ela como manda o figurino. Obviamente, ele tinha se segurado do que realmente queria, mas agora tava livre pra aproveitar mais plenamente o prazer de transar pela primeira vez. Ele ainda se controlava; não comeu ela com toda força nem meteu tão selvagem quanto poderia ter feito. Ele foi cuidadoso e medido na velocidade com que jogou o quadril pra trás e deslizou de novo dentro dela. Shokuhou provavelmente poderia ter aguentado um pouco mais forte sem muita dificuldade, mas não tava com pressa. Para ser mais exata. Ele podia estar preocupado em ser interrompido antes que terminassem, mas ela não podia ligar menos pra isso. Todo mundo fora daquela cama tinha deixado de existir pra ela no momento em que o pau dele entrou nela. Seja a onda de calor, os Elementos ou a ameaça da Railgun Nível 5 surtar de ciúmes se pegasse os dois, nada ia tirar ela daquele momento perfeito. E era perfeito mesmo. Ela adorava sentir o peso dele sobre ela enquanto ele deslizava o pau devagar pra dentro e pra fora. Adorava o jeito que o rosto dele se franzia de concentração enquanto absorvia tudo pela primeira vez, se deliciando com aquela sensação nova tanto quanto ela. Assim como ela se maravilhava com cada roçada leve do pau dentro dela, dava pra ver a mente dele trabalhando enquanto reagia a todas aquelas mesmas coisas. Se sentir a buceta dela em volta do pau enquanto ele se mexia era tão bom pra ele quanto o pau que empurrava devagar pra frente e pra trás dentro dela era pra ela, Shokuhou se surpreendia que ele já não tivesse perdido o controle. A cabeça dela tava girando e ela já se sentia quase delirando de tão bom que era o pau do Touma cada vez que ele se movia. É verdade que parte do delírio era por causa do calor, mas duvidava que estivesse mais lúcida mesmo com uma temperatura normal. Cada movimento leve do pau do Touma dentro dela dava mais prazer pra Shokuhou do que ela tinha imaginado, e ela não conseguia se fartar. As fantasias dela sobre como seria transar com o príncipe não tinham conseguido capturar o quão incrível a realidade tinha se mostrado. Entre as estocadas do pau dele, o calor do corpo dele sobre o dela, a respiração dele no ouvido dela e o simples saber que era ele quem estava por cima, ele quem tinha tirado a virgindade dela e tava fazendo amor com ela exatamente como ela sempre tinha desejado que fizesse... fizesse, Shokuhou estava no paraíso. Não atrapalhava que ele fosse bom nisso. No começo, foi gostoso, mas depois de alguns minutos ele começou a acelerar um pouco o ritmo, e ficou ainda melhor. Por fim, ele se acomodou num ritmo que a fazia investir com força suficiente pra fazer os peitos dela balançarem bastante com o impacto dos quadris dele contra o corpo dela, e Shokuhou riu quando viu ele olhando pra ela de boca aberta. — Talvez você queira, hã, dar uma olhada mais de perto, hein? — ela ofereceu. Puxou a cabeça dele pra baixo até o rosto dele ficar pressionado contra os peitos dela, e agora, quando ele dava aquelas investidas deliciosas, ela podia sentir eles balançando direto contra o rosto dele. Parecia um presentinho, uma recompensa pelo bem que ele fazia ela se sentir. Mas ele parecia apreciar muito, a julgar pelo jeito que ele gemia no decote dela e mexia os quadris ainda mais rápido. O corpo de Shokuhou já estava mais que preparado pro ritmo mais intenso que ele tava impondo agora. Provavelmente já tava pronta pra isso desde o começo, mas o sexo deles tava chegando rápido no auge. Ao contrário da atitude anterior dela de ficar bem satisfeita em prolongar isso o máximo possível, agora que sentia o prazer aumentando, ela se viu desejando que chegasse logo. Intelectualmente, ela podia saber que, depois que cruzassem aquele ponto, tudo teria acabado, e quando acabasse, ela perderia a conexão com ele e ele perderia toda a lembrança disso e dela. O corpo dela não ligou. Ela já tinha gozado antes, mas o tipo de prazer que sentia surgir dentro dela agora não era algo que tivesse sentido na vida. Era algo poderoso e inegável. Era tudo que ela tinha esperado todo esse tempo, exigindo que ela deixasse sair, e ela tava ansiosa pra isso. — Por favor — ela ofegou, agarrando desesperadamente o cabelo dele —. Por favor, tô tão perto! Tão perto! Só mais um pouco! Ele grunhiu alguma coisa. contra os peitos dela e ela sentiu os quadris ganhando velocidade. Agora ela tava dando tudo nas investidas e parecia que, ao fazer isso, ele perdia o próprio controle. Ela não era a única que tinha estado prestes a se desmanchar, e as últimas investidas do Touma na cama acabaram com ele antes que ele pudesse chegar lá. Ele gemeu contra os peitos dela, e ela gemeu também quando ele começou a gozar dentro dela. Ela tinha estado tão focada em si mesma que nem tinha pensado na liberação dele, mas sentir a porra dele escorrendo dentro dela foi uma surpresa excitante. Também foi o suficiente pra dar aquele empurrão final que ela precisava. Com um grito sem palavras, ela envolveu os braços em volta da cabeça dele e quase o sufocou com os peitos enquanto o corpo dela alcançava alturas que antes ela nem imaginava. O prazer se espalhou pelo corpo todo, fazendo ela tremer e se contorcer sem pensar. Ela não acreditava como era bom. Sempre achou que transar com o amado dela seria maravilhoso, mas isso era algo além até das fantasias mais vívidas que ela já teve. A visão dela ficou branca e os braços e pernas se agarraram ao corpo do Touma como se ela estivesse se segurando nele com toda força. Quando finalmente voltou a si, foi porque alguém bateu na porta. Ela gemeu de desgosto quando o Touma se apressou pra se separar dela. Ele saiu de cima dela e correu pra pegar o shorts de banho dele no chão. Apesar da onda de calor e do suor grudado na pele dela, de repente ela sentiu frio sem ele. Ouviu outra batida na porta. — Minha rainha? — chamou uma voz feminina do outro lado da porta. — Minha rainha? Cê tá aí? Por que a porta tá trancada? Era a Junko, a garota de cabelo cacheado, que talvez fosse o membro mais devoto do grupinho da Shokuhou. Não era a pior pessoa que podia ver ela na cama com o Kamijou, mas não tava longe disso. Em vez de ficar furiosa que nem a Misaka, ela só ia ficar arrasada ao encontrar a rainha dela naquela situação. cama com um homem. —Sim, Hokaze —chamou—. Estou aqui. Estive fazendo companhia ao nosso convidado especial e tranquei a porta para não sermos incomodadas. —Adoraria poder te substituir agora, minha rainha! —declarou Junko—. Você merece um descanso. —Mais do que você imagina —murmurou Shokuhou em voz baixa. Não estava acostumada ao esforço físico; não tinha um pingo de atletismo no corpo, e dependia dos membros do seu grupo para praticamente todo o trabalho físico. Seu corpo tinha se exercitado mais do que o normal enquanto dividia a cama com Touma, e sabia que seus músculos iam cobrar o preço por um bom tempo. Mas valeu a pena. Tudo o que precisava fazer era pensar no prazer que acabara de dar a ele e olhar de lado para dar uma espiada na bunda dele enquanto ele vestia a cueca de novo, para lembrar a si mesma que felizmente trabalharia seus pobres músculos o quanto fosse necessário para poder se entregar daquele jeito para quem amava. Tinha sido um dia perfeito. Menos perfeita era a realidade de que ele ia esquecer completamente dela e do que acabaram de fazer em questão de segundos. Se ela se afastasse da vista dele naquele momento e voltasse dois minutos depois, ele a olharia como se fosse uma estranha de novo. Ela odiaria aquela falta de reconhecimento no rosto dele quando a visse, tanto quanto sempre odiou. Mas não ia deixar que isso a impedisse. Naquele momento, fez uma promessa silenciosa para si mesma: nunca deixaria de ter esperança de que ele pudesse realizar mais um milagre e encontrar um jeito de se lembrar dela e poder criar novas e duradouras memórias com ela. Mas mesmo que isso nunca acontecesse, não se deixaria intimidar. Continuaria procurando por ele e mostrando o quanto o amava, mesmo que tivesse que provar isso de novo toda vez que o visse. —Acho que Kamijou-san vai precisar descansar —disse enquanto se limpava. Olhou para o maiô e sorriu ao lembrar da sua decisão. anterior. Ela jogou pra ele, ele pegou e olhou confuso—. Ah, e você poderia me trazer um maiô reserva, Hokaze? Derramei água no meu. —Leva isso quando for embora —sussurrou pra ele assim que Junko saiu, dando um último beijo—. Algo pra lembrar de mim.
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