—Pedrito! Meu filho, como você tá?
Pedro percebeu como sua mãe estava, vestida só com um roupão como se tivesse saído do banho, mas o cabelo dela não estava molhado e ele até conseguia ver os mamilos dela durinhos através do que ela vestia, ou seja, quase nada. Isso deixou ele desconfortável.
—Mãe, por que você demorou tanto pra abrir? —Desculpa, filho, eu acabei dormindo. —Dormindo? —Sim, sim, de qualquer forma vai pro teu quarto e relaxa, eu vou buscar teu irmãozinho e fazer o almoço, ok? —O quê? Você ainda não buscou o Jonas? —Pedro, faz o que eu tô mandando! Pedro obedece, já que a mãe nunca levantava a voz assim do nada. Assim que o filho fecha a porta do quarto, Teresa corre pra tirar o Marcelo de casa, que ainda não tinha terminado de se vestir. Ela conseguiu se trocar o mais rápido que podia, antes de ligar o carro e correr pra escola do filho mais novo. Como se já não bastasse, Teresa pensou que a prioridade naquele momento fosse largar o valentão na frente da casa dele e só depois ir pra escola do filho. Obviamente, foi o mais rápido que podia, sem se importar com semáforos ou limites de velocidade, mas a situação era uma emergência. Tentou ligar pra escola, mas ninguém atendia. O coração dela tava cheio de medo pelas consequências do que fez. "O que será que aconteceu? Por que não atendem? E se chamaram a polícia? Meu marido? Ou se aconteceu alguma coisa com meu filhinho?" O medo era tanto que ela quase não sentia a dor da buceta destruída pela pica do Marcelo. Finalmente chegou na escola, mas a visão do carro do marido foi como um soco no estômago. O que ela podia dizer? O que ela podia fazer? Felipe tava saindo da escola com o pequeno Jonas nos braços. Como era de se esperar, uma discussão enorme começou na frente da escola, chamando a atenção de alguns transeuntes e professores que olhavam pela janela. Teresa tentava explicar, ou melhor, inventar alguma coisa pra se justificar, mas Felipe não deixava ela falar porque não parava de gritar como ela tinha sido horrível; tudo isso enquanto Jonas continuava chorando. Felipe percebeu que o filho não precisava ver aquela briga e deixou ele com a mãe pra levar pra casa, enquanto ele voltava pro trabalho, já que tinha saído bem no meio de uma reunião importante. Teresa, no carro, pensava que não tinha jeito... se livrar dessa, mas o filho ao lado dela acariciava seu cabelo tentando consolá-la. Em casa, ela foi arrumar o quarto, apagando cada possível prova da sua traição, e depois serviu o almoço para os filhos. Por sorte para Teresa, Felipe teve que ficar trabalhando até a noite, o que lhe deu tempo de inventar uma história que a salvaria, mesmo que fosse difícil de acreditar; ela tinha que tentar. A noite, viu as luzes do carro do marido e soube que o momento havia chegado, mas ela ainda não conseguia sentar por causa da dor que sentia. Felipe não queria falar com ela… — Em casa? POR ISSO QUE NÃO ATENDIA O CELULAR? POR ISSO QUE ESQUECEU DO NOSSO FILHO? Ela via a raiva e o desespero nos olhos e no tom de voz do marido; ela sabia o que ele estava pensando. — Felipe, Felipe… deixa eu explicar… mas depois de insistir, no fim Teresa conseguiu contar sua mentira, enchendo-a de detalhes tão originais que o pobre homem parecia estar lá vendo tudo.
Assim começa a história de Teresa, que se vê vítima de uma desgraça terrível: um assalto. Ela contou que, depois de deixar os meninos na escola, como uma mãe e esposa exemplar, foi ao mercado fazer compras, lugar onde um homem malvado, alto, forte e violento roubou seu dinheiro e sua bolsa.
A mentirosa observava atentamente o rosto do marido pra ver a reação dele e conferir se ele desconfiava que ela tava mentindo. — Meu Deus, Teresa, me desculpa, me desculpa muito… mas por que… por que você não me contou antes? — Tentei, meu bem, mas você não queria me ouvir. — Desculpa, desculpa, me perdoa, me perdoa… é que… — O quê? — Nada não, haha, só tava pensando em umas coisas… — Que coisas? — Bom, hmm… Achei… achei que você podia estar com… — Com? — Com alguém. — Ah, Felipe, como você pode pensar isso? Será que eu já te falhei alguma vez pra você insinuar uma coisa dessas? — Não, não, claro que não. — Eu fiz ou falei alguma coisa pra você pensar tão mal de mim? — Não, meu tesouro, nunca… Me perdoa… Sabe o que aconteceu comigo quando eu era criança e… só me deixou paranoico. — Eu te perdoo, Felipe, mas nunca mais me acuse de uma coisa dessas e, principalmente, não fala comigo desse jeito… você me assustou muito. — Desculpa, Teresa, nunca mais, eu prometo. Os dois se abraçam e se reconciliam, e se levantam pra ir dormir. — Você trocou meu travesseiro? — Ah, sim, desculpa, meu bem. Sabe quando eu cheguei e tomei aquele calmante pra dor junto com um refri? Eu apaguei na hora e… sujei a cama toda… principalmente seu travesseiro, com o refri… óbvio.
— Não bastava lavar?
— Não, querido, esse tipo de mancha fica pra sempre.
— Ah, tá. Mas amanhã, primeira coisa, a gente vai na polícia… Não acredito que você não fez isso antes.
— Já te falei, querido. Eu tava transtornada, confusa. Nunca passei por algo assim, sabe. Além disso, aquela experiência encheu meu corpo todo de… medo. Eu só queria voltar pra casa.
Os dois dormiram juntos naquela mesma cama, com lençóis novos, e Felipe abraçando ela por trás como se tivesse medo de perdê-la; um gesto que, tempos atrás, ela teria achado romântico e doce, mas agora só fazia ela pensar “patético”. Um pensamento cruel que ela tentou tirar da cabeça rapidinho.
Felipe acordou primeiro que todo mundo e levou o café na cama pra sua amada esposa, que tava dormindo que nem uma pedra. “Como ela é linda? O que eu faria se perdesse ela?” pensou o coitado. Tentou acordar a Teresa, mas ela não queria nem saber de abrir os olhos; parecia que tava tendo o melhor sonho da vida, pelo sorriso no rosto.
— Querido, acorda.
— Mmm.
— Teresa, meu amor, trouxe o café pra você.
A primeira coisa que Teresa viu quando acordou foi a cara do marido, que tirou aquele sorriso da boca dela na hora.
— Bom dia, Felipe.
Depois do café, marido e mulher foram pra polícia fazer a denúncia, mas durante toda a viagem Teresa parecia estar em outro mundo. Pro retratista e pro policial, foi difícil ouvir a história dela sem desconfiar de algo estranho. Não era o fato de que o relato tivesse falhas de lógica ou algo assim — Teresa tinha se mostrado muito boa em mentir —, mas o jeito como ela descrevia o agressor, tipo os músculos dele, como ele segurava o corpo dela e a manipulava como uma boneca, fez com que quem tava colhendo o depoimento se olhasse em silêncio várias vezes, como quem diz “cê tá pensando a mesma coisa que eu?”. Obviamente ela tava sozinha naquele momento, mas se o marido tivesse escutado, com certeza teria surgido uma suspeita. De qualquer forma, Teresa descreveu Perfeitamente o corpo, a voz, a força e a grosseria do agressor dela, mas a única coisa que ela não conseguiu descrever direito foi o rosto dele. O marido passou o dia inteiro com ela, mas a esposa parecia muito distante, e ele achava que sabia o motivo. Só algumas vezes ele a viu sorrir, mas só quando ela olhava pro celular. Naquele dia também, depois de ter evitado por tanto tempo, ela conversou ao telefone com a Kimiko, a mulher que tinham apresentado pra ela na igreja.
Ela era muito formal e educada, mas a Teresa não tava nem aí pra nada do que ela dizia; ela se esforçava pra ser legal, mas não conseguia. Falou um monte da família dela, dos pais, do marido e do filho, e de quanto amava todos eles, mas por causa dos problemas no casamento, eles tinham se afastado completamente dela. Qualquer pessoa com um pouco de coração teria prestado atenção no que a Kimiko tava falando, mas não a Teresa — ela não parava de pensar em… — Senhora Teresa? A senhora me ouve? — Que?... Ah, sim, Kimiko, claro, desculpa, não dormi muito bem essa noite e tô meio cansada. — Ah, entendo, senhora Teresa. O sono é muito importante pra saúde, por favor, cuide da sua saúde, sim? — Ah, sim, Kimiko, muito obrigada, você também. — Se me permite, senhora… a senhora, assim como eu, também tem pesadelos? — Pesadelos? Hmm, sim, é isso, e eles são muito fortes e vívidos, até agora tô tentando tirar eles da minha cabeça. OS PESADELOS DA NOITE PASSADA Era um dos dias mais lindos da vida da Teresa, o dia do casamento dela. Tudo era perfeito, ela tava usando o vestido branco que sempre sonhou, o marido dela tava sorrindo e feliz como ela lembrava, e todos os convidados também sorriam ao ver como ela era linda e como era feliz.
Padre Eugênio estava oficializando a cerimônia e ela lembrava muito bem, lá no fundo, aquela sensação de felicidade que sentia, a emoção de casar com o amor da vida dela. Mas de repente, sente uns passos muito pesados se aproximando, como os de um gigante. O som era bem distante, mas ela ouvia claramente, e cada vez chegava mais perto. Um medo enorme começou a tomar conta do corpo dela a cada TUM… TUM… TUM que escutava. Os convidados agora pareciam estar mais perto dela, sempre sorrindo. Entre eles, ela reparou bem no rosto do pai e da mãe, mas também no dos seus dois filhos lindões. Eles não deviam estar ali. TUUM… TUUM… TUUM e os passos do gigante se aproximavam, mas ao mesmo tempo a voz do Padre Eugênio ia ficando mais suave, como se tivessem abaixando o volume da televisão. O gigante estava perto, ela podia sentir com os ouvidos e com o coração. Ao medo, juntou-se um sentimento de culpa que ela não conseguia explicar, como se algo terrível já tivesse acontecido ou estivesse prestes a acontecer. As portas enormes da igreja se abrem de repente e Marcelo aparece vestido igualzinho ao Felipe. Padre Eugênio falava, mas da boca dele não saía nenhum som, enquanto os passos de Marcelo ficavam cada vez mais fortes. Ele olhava diretamente nos olhos dela, e ela não conseguia desviar o olhar. Agora estava na frente dela, ao lado do seu Felipe. Num momento de pânico, sem saber o que fazer, ela olha pro marido. Ele estava sorrindo e olhando pra ela como se nada fosse. Procura ajuda entre os convidados, mas nem os pais dela param de sorrir. Só um era diferente… Pedro. Pedrinho continuava sorrindo, mas ela via claramente lágrimas caindo dos olhos dele, e depois a mesma coisa acontece com Jonas. — Teresa. Ela volta o olhar pro marido. — Te amo, Teresa. Ele também não parava de sorrir, mas as lágrimas escorriam do mesmo jeito. Marcelo, porém, já não estava mais na frente dela. — Aqui, gostosa. Teresa se vira e o valentão estava ali, bem atrás dela. — Me diz, Teresa, o que é que você quer? — O quê? — O que é que você quer? Marcelo aponta para Felipe e ela fica olhando pra ele. Um homem romântico e doce, sensível, amoroso, compreensivo, um pai exemplar e um marido perfeito.
Dava pra ver claramente que com ele a vida dela seria perfeita ao lado dos dois filhos. O medo desaparece e o corpo dela começa a esquentar, o coração bate mais forte e a buceta dela começa a ficar molhada. Teresa sabe que isso não é por causa do Felipe, mas sim pela presença do homem atrás dela. Ela consegue sentir ele respirando, consegue sentir o desejo e a maldade dele. — O que você quer, Teresa? Ele fala com a voz mais tentadora possível e ela se vira de novo. Agora Marcelo não estava mais vestido como o marido dela, agora estava pelado com o pau dele pra fora, à vista de todo mundo, mas ninguém reagia. — Eu… Eu — Eu te amo, Teresa. Do outro lado, o marido dela declarava o amor dele, mas agora estava junto com os filhos. — Por aqui, putinha. Marcelo, do outro lado, chamava ela sorrindo que nem um vilão de filme. Os pés de Teresa se moviam sozinhos e iam na direção do valentão. A cada passo, a culpa aumentava, mas também o tesão dela e, principalmente, o pau de Marcelo crescia mais e ficava duro. A boca de Teresa começava a salivar e, ao redor, a igreja escurecia. Parecia que tinha um terremoto, o chão tremia e as paredes se despedaçavam, revelando só escuridão atrás delas. — Eu te amo, Teresa — Não nos abandona, mãe. Diziam o marido e os filhos dela, mas ela continuava andando em direção ao Marcelo. Finalmente, ela estava na frente dele, mas agora mexia as mãos, colocando elas sobre o corpo musculoso dele. Ela acariciava e sentia ele com as mãos como se estivesse diante de uma escultura de um deus. As mãos dela desciam até chegar no pinto dele, ereto e enorme, que parecia divino naquele momento. Ela não via a hora de meter ele na boca dela. Marcelo, com força, rasga o vestido lindo dela, que ela sempre sonhou, e deixa os peitos dela à mostra, mas ela não se importava.
As vozes dos amados dela ficavam mais altas, mas ela nem olhava pra eles. O valentão coloca as mãos nos ombros dela e a faz ajoelhar na frente dele, com aquela pica linda bem na frente dos olhos cheios de tesão dela.

Ela estava prestes a colocar na boca, mas Marcelo a parou. — O que você quer, Teresa? Teresa deu uma olhada nas pessoas ao redor, todas agora estavam bem perto, a apenas um metro de distância. Entre eles, seus pais continuavam sorrindo e chorando, mas o mais terrível era que todos tinham correntes nos pés que os imobilizavam no chão. Ela se virou para seus amados e eles também estavam acorrentados. O chão começou a se abrir e os convidados choravam ainda mais. — É isso que você quer, Teresa? Disse Padre Eugênio em tom sério, olhando tão fundo nela até a alma. — Sim, é isso que eu quero. Disse Teresa com toda a confiança do mundo e se virou para beijar com amor a pica do Marcelo.
A escuridão os abraça mais a cada vez que as paredes caem e o chão também. Os convidados, um por um, do mais distante ao mais próximo, caem acorrentados ao chão na escuridão mais profunda, gritando enquanto passavam. Grito após grito, Teresa continuava cuidando da pica do valentão; beijava, lambia, saboreava e chupava como se não existisse mais nada.
-Kkkkk assim que eu gosto, sua putinha. Riu Marcelo como o mais malvado dos homens. Teresa sentiu algo, uma sensação no coração. Ela não via, mas percebeu que a família dela estava indo embora, como todos os outros, naquela escuridão, ela sentia. Teresa fechou os olhos e continuou a chupar com ainda mais energia, e os últimos gritos caíram e caíram na escuridão até que não se ouviu mais nada. Ficaram só Marcelo e Teresa transando como endemoniados no meio do nada, mas não ligavam pra isso.
Asta que… —Querida, levanta. Continua…
Pedro percebeu como sua mãe estava, vestida só com um roupão como se tivesse saído do banho, mas o cabelo dela não estava molhado e ele até conseguia ver os mamilos dela durinhos através do que ela vestia, ou seja, quase nada. Isso deixou ele desconfortável.
—Mãe, por que você demorou tanto pra abrir? —Desculpa, filho, eu acabei dormindo. —Dormindo? —Sim, sim, de qualquer forma vai pro teu quarto e relaxa, eu vou buscar teu irmãozinho e fazer o almoço, ok? —O quê? Você ainda não buscou o Jonas? —Pedro, faz o que eu tô mandando! Pedro obedece, já que a mãe nunca levantava a voz assim do nada. Assim que o filho fecha a porta do quarto, Teresa corre pra tirar o Marcelo de casa, que ainda não tinha terminado de se vestir. Ela conseguiu se trocar o mais rápido que podia, antes de ligar o carro e correr pra escola do filho mais novo. Como se já não bastasse, Teresa pensou que a prioridade naquele momento fosse largar o valentão na frente da casa dele e só depois ir pra escola do filho. Obviamente, foi o mais rápido que podia, sem se importar com semáforos ou limites de velocidade, mas a situação era uma emergência. Tentou ligar pra escola, mas ninguém atendia. O coração dela tava cheio de medo pelas consequências do que fez. "O que será que aconteceu? Por que não atendem? E se chamaram a polícia? Meu marido? Ou se aconteceu alguma coisa com meu filhinho?" O medo era tanto que ela quase não sentia a dor da buceta destruída pela pica do Marcelo. Finalmente chegou na escola, mas a visão do carro do marido foi como um soco no estômago. O que ela podia dizer? O que ela podia fazer? Felipe tava saindo da escola com o pequeno Jonas nos braços. Como era de se esperar, uma discussão enorme começou na frente da escola, chamando a atenção de alguns transeuntes e professores que olhavam pela janela. Teresa tentava explicar, ou melhor, inventar alguma coisa pra se justificar, mas Felipe não deixava ela falar porque não parava de gritar como ela tinha sido horrível; tudo isso enquanto Jonas continuava chorando. Felipe percebeu que o filho não precisava ver aquela briga e deixou ele com a mãe pra levar pra casa, enquanto ele voltava pro trabalho, já que tinha saído bem no meio de uma reunião importante. Teresa, no carro, pensava que não tinha jeito... se livrar dessa, mas o filho ao lado dela acariciava seu cabelo tentando consolá-la. Em casa, ela foi arrumar o quarto, apagando cada possível prova da sua traição, e depois serviu o almoço para os filhos. Por sorte para Teresa, Felipe teve que ficar trabalhando até a noite, o que lhe deu tempo de inventar uma história que a salvaria, mesmo que fosse difícil de acreditar; ela tinha que tentar. A noite, viu as luzes do carro do marido e soube que o momento havia chegado, mas ela ainda não conseguia sentar por causa da dor que sentia. Felipe não queria falar com ela… — Em casa? POR ISSO QUE NÃO ATENDIA O CELULAR? POR ISSO QUE ESQUECEU DO NOSSO FILHO? Ela via a raiva e o desespero nos olhos e no tom de voz do marido; ela sabia o que ele estava pensando. — Felipe, Felipe… deixa eu explicar… mas depois de insistir, no fim Teresa conseguiu contar sua mentira, enchendo-a de detalhes tão originais que o pobre homem parecia estar lá vendo tudo.
Assim começa a história de Teresa, que se vê vítima de uma desgraça terrível: um assalto. Ela contou que, depois de deixar os meninos na escola, como uma mãe e esposa exemplar, foi ao mercado fazer compras, lugar onde um homem malvado, alto, forte e violento roubou seu dinheiro e sua bolsa.
A mentirosa observava atentamente o rosto do marido pra ver a reação dele e conferir se ele desconfiava que ela tava mentindo. — Meu Deus, Teresa, me desculpa, me desculpa muito… mas por que… por que você não me contou antes? — Tentei, meu bem, mas você não queria me ouvir. — Desculpa, desculpa, me perdoa, me perdoa… é que… — O quê? — Nada não, haha, só tava pensando em umas coisas… — Que coisas? — Bom, hmm… Achei… achei que você podia estar com… — Com? — Com alguém. — Ah, Felipe, como você pode pensar isso? Será que eu já te falhei alguma vez pra você insinuar uma coisa dessas? — Não, não, claro que não. — Eu fiz ou falei alguma coisa pra você pensar tão mal de mim? — Não, meu tesouro, nunca… Me perdoa… Sabe o que aconteceu comigo quando eu era criança e… só me deixou paranoico. — Eu te perdoo, Felipe, mas nunca mais me acuse de uma coisa dessas e, principalmente, não fala comigo desse jeito… você me assustou muito. — Desculpa, Teresa, nunca mais, eu prometo. Os dois se abraçam e se reconciliam, e se levantam pra ir dormir. — Você trocou meu travesseiro? — Ah, sim, desculpa, meu bem. Sabe quando eu cheguei e tomei aquele calmante pra dor junto com um refri? Eu apaguei na hora e… sujei a cama toda… principalmente seu travesseiro, com o refri… óbvio.
— Não bastava lavar? — Não, querido, esse tipo de mancha fica pra sempre.
— Ah, tá. Mas amanhã, primeira coisa, a gente vai na polícia… Não acredito que você não fez isso antes.
— Já te falei, querido. Eu tava transtornada, confusa. Nunca passei por algo assim, sabe. Além disso, aquela experiência encheu meu corpo todo de… medo. Eu só queria voltar pra casa.
Os dois dormiram juntos naquela mesma cama, com lençóis novos, e Felipe abraçando ela por trás como se tivesse medo de perdê-la; um gesto que, tempos atrás, ela teria achado romântico e doce, mas agora só fazia ela pensar “patético”. Um pensamento cruel que ela tentou tirar da cabeça rapidinho.
Felipe acordou primeiro que todo mundo e levou o café na cama pra sua amada esposa, que tava dormindo que nem uma pedra. “Como ela é linda? O que eu faria se perdesse ela?” pensou o coitado. Tentou acordar a Teresa, mas ela não queria nem saber de abrir os olhos; parecia que tava tendo o melhor sonho da vida, pelo sorriso no rosto.
— Querido, acorda.
— Mmm.
— Teresa, meu amor, trouxe o café pra você.
A primeira coisa que Teresa viu quando acordou foi a cara do marido, que tirou aquele sorriso da boca dela na hora.
— Bom dia, Felipe.
Depois do café, marido e mulher foram pra polícia fazer a denúncia, mas durante toda a viagem Teresa parecia estar em outro mundo. Pro retratista e pro policial, foi difícil ouvir a história dela sem desconfiar de algo estranho. Não era o fato de que o relato tivesse falhas de lógica ou algo assim — Teresa tinha se mostrado muito boa em mentir —, mas o jeito como ela descrevia o agressor, tipo os músculos dele, como ele segurava o corpo dela e a manipulava como uma boneca, fez com que quem tava colhendo o depoimento se olhasse em silêncio várias vezes, como quem diz “cê tá pensando a mesma coisa que eu?”. Obviamente ela tava sozinha naquele momento, mas se o marido tivesse escutado, com certeza teria surgido uma suspeita. De qualquer forma, Teresa descreveu Perfeitamente o corpo, a voz, a força e a grosseria do agressor dela, mas a única coisa que ela não conseguiu descrever direito foi o rosto dele. O marido passou o dia inteiro com ela, mas a esposa parecia muito distante, e ele achava que sabia o motivo. Só algumas vezes ele a viu sorrir, mas só quando ela olhava pro celular. Naquele dia também, depois de ter evitado por tanto tempo, ela conversou ao telefone com a Kimiko, a mulher que tinham apresentado pra ela na igreja.
Ela era muito formal e educada, mas a Teresa não tava nem aí pra nada do que ela dizia; ela se esforçava pra ser legal, mas não conseguia. Falou um monte da família dela, dos pais, do marido e do filho, e de quanto amava todos eles, mas por causa dos problemas no casamento, eles tinham se afastado completamente dela. Qualquer pessoa com um pouco de coração teria prestado atenção no que a Kimiko tava falando, mas não a Teresa — ela não parava de pensar em… — Senhora Teresa? A senhora me ouve? — Que?... Ah, sim, Kimiko, claro, desculpa, não dormi muito bem essa noite e tô meio cansada. — Ah, entendo, senhora Teresa. O sono é muito importante pra saúde, por favor, cuide da sua saúde, sim? — Ah, sim, Kimiko, muito obrigada, você também. — Se me permite, senhora… a senhora, assim como eu, também tem pesadelos? — Pesadelos? Hmm, sim, é isso, e eles são muito fortes e vívidos, até agora tô tentando tirar eles da minha cabeça. OS PESADELOS DA NOITE PASSADA Era um dos dias mais lindos da vida da Teresa, o dia do casamento dela. Tudo era perfeito, ela tava usando o vestido branco que sempre sonhou, o marido dela tava sorrindo e feliz como ela lembrava, e todos os convidados também sorriam ao ver como ela era linda e como era feliz.
Padre Eugênio estava oficializando a cerimônia e ela lembrava muito bem, lá no fundo, aquela sensação de felicidade que sentia, a emoção de casar com o amor da vida dela. Mas de repente, sente uns passos muito pesados se aproximando, como os de um gigante. O som era bem distante, mas ela ouvia claramente, e cada vez chegava mais perto. Um medo enorme começou a tomar conta do corpo dela a cada TUM… TUM… TUM que escutava. Os convidados agora pareciam estar mais perto dela, sempre sorrindo. Entre eles, ela reparou bem no rosto do pai e da mãe, mas também no dos seus dois filhos lindões. Eles não deviam estar ali. TUUM… TUUM… TUUM e os passos do gigante se aproximavam, mas ao mesmo tempo a voz do Padre Eugênio ia ficando mais suave, como se tivessem abaixando o volume da televisão. O gigante estava perto, ela podia sentir com os ouvidos e com o coração. Ao medo, juntou-se um sentimento de culpa que ela não conseguia explicar, como se algo terrível já tivesse acontecido ou estivesse prestes a acontecer. As portas enormes da igreja se abrem de repente e Marcelo aparece vestido igualzinho ao Felipe. Padre Eugênio falava, mas da boca dele não saía nenhum som, enquanto os passos de Marcelo ficavam cada vez mais fortes. Ele olhava diretamente nos olhos dela, e ela não conseguia desviar o olhar. Agora estava na frente dela, ao lado do seu Felipe. Num momento de pânico, sem saber o que fazer, ela olha pro marido. Ele estava sorrindo e olhando pra ela como se nada fosse. Procura ajuda entre os convidados, mas nem os pais dela param de sorrir. Só um era diferente… Pedro. Pedrinho continuava sorrindo, mas ela via claramente lágrimas caindo dos olhos dele, e depois a mesma coisa acontece com Jonas. — Teresa. Ela volta o olhar pro marido. — Te amo, Teresa. Ele também não parava de sorrir, mas as lágrimas escorriam do mesmo jeito. Marcelo, porém, já não estava mais na frente dela. — Aqui, gostosa. Teresa se vira e o valentão estava ali, bem atrás dela. — Me diz, Teresa, o que é que você quer? — O quê? — O que é que você quer? Marcelo aponta para Felipe e ela fica olhando pra ele. Um homem romântico e doce, sensível, amoroso, compreensivo, um pai exemplar e um marido perfeito.
Dava pra ver claramente que com ele a vida dela seria perfeita ao lado dos dois filhos. O medo desaparece e o corpo dela começa a esquentar, o coração bate mais forte e a buceta dela começa a ficar molhada. Teresa sabe que isso não é por causa do Felipe, mas sim pela presença do homem atrás dela. Ela consegue sentir ele respirando, consegue sentir o desejo e a maldade dele. — O que você quer, Teresa? Ele fala com a voz mais tentadora possível e ela se vira de novo. Agora Marcelo não estava mais vestido como o marido dela, agora estava pelado com o pau dele pra fora, à vista de todo mundo, mas ninguém reagia. — Eu… Eu — Eu te amo, Teresa. Do outro lado, o marido dela declarava o amor dele, mas agora estava junto com os filhos. — Por aqui, putinha. Marcelo, do outro lado, chamava ela sorrindo que nem um vilão de filme. Os pés de Teresa se moviam sozinhos e iam na direção do valentão. A cada passo, a culpa aumentava, mas também o tesão dela e, principalmente, o pau de Marcelo crescia mais e ficava duro. A boca de Teresa começava a salivar e, ao redor, a igreja escurecia. Parecia que tinha um terremoto, o chão tremia e as paredes se despedaçavam, revelando só escuridão atrás delas. — Eu te amo, Teresa — Não nos abandona, mãe. Diziam o marido e os filhos dela, mas ela continuava andando em direção ao Marcelo. Finalmente, ela estava na frente dele, mas agora mexia as mãos, colocando elas sobre o corpo musculoso dele. Ela acariciava e sentia ele com as mãos como se estivesse diante de uma escultura de um deus. As mãos dela desciam até chegar no pinto dele, ereto e enorme, que parecia divino naquele momento. Ela não via a hora de meter ele na boca dela. Marcelo, com força, rasga o vestido lindo dela, que ela sempre sonhou, e deixa os peitos dela à mostra, mas ela não se importava.
As vozes dos amados dela ficavam mais altas, mas ela nem olhava pra eles. O valentão coloca as mãos nos ombros dela e a faz ajoelhar na frente dele, com aquela pica linda bem na frente dos olhos cheios de tesão dela.

Ela estava prestes a colocar na boca, mas Marcelo a parou. — O que você quer, Teresa? Teresa deu uma olhada nas pessoas ao redor, todas agora estavam bem perto, a apenas um metro de distância. Entre eles, seus pais continuavam sorrindo e chorando, mas o mais terrível era que todos tinham correntes nos pés que os imobilizavam no chão. Ela se virou para seus amados e eles também estavam acorrentados. O chão começou a se abrir e os convidados choravam ainda mais. — É isso que você quer, Teresa? Disse Padre Eugênio em tom sério, olhando tão fundo nela até a alma. — Sim, é isso que eu quero. Disse Teresa com toda a confiança do mundo e se virou para beijar com amor a pica do Marcelo.
A escuridão os abraça mais a cada vez que as paredes caem e o chão também. Os convidados, um por um, do mais distante ao mais próximo, caem acorrentados ao chão na escuridão mais profunda, gritando enquanto passavam. Grito após grito, Teresa continuava cuidando da pica do valentão; beijava, lambia, saboreava e chupava como se não existisse mais nada.
-Kkkkk assim que eu gosto, sua putinha. Riu Marcelo como o mais malvado dos homens. Teresa sentiu algo, uma sensação no coração. Ela não via, mas percebeu que a família dela estava indo embora, como todos os outros, naquela escuridão, ela sentia. Teresa fechou os olhos e continuou a chupar com ainda mais energia, e os últimos gritos caíram e caíram na escuridão até que não se ouviu mais nada. Ficaram só Marcelo e Teresa transando como endemoniados no meio do nada, mas não ligavam pra isso.
Asta que… —Querida, levanta. Continua…
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