Meu outro eu

Meu outro eu
vadiaArte de Ser Você Mesmo: Explorando a Expressão de Gênero
Num mundo onde os rótulos parecem ser a norma, tem quem desafie as convenções e se atreva a explorar além dos limites pré-estabelecidos. A expressão de gênero, uma manifestação intrínseca da nossa identidade, vira uma tela em branco pronta pra ser pintada com as cores da nossa alma.

Eu comecei essa tela como uma pessoa que tem o gênero definido, 100% hétero — curto mulheres e curto pra caralho os rolês com elas. Tenho minha esposa e meus filhos, também não sinto atração por pessoas do mesmo gênero que o meu, nunca me deu vontade de transar com outros caras. Mas, ao mesmo tempo, sempre curti, quando posso e fico sozinho em casa, vestir as calcinhas e os sutiãs da minha esposa e tirar umas fotos pra depois editar e ver como eu seria sendo mulher. É algo que curto pra caralho fazer e, tipo, acho que seria uma mulher gostosa.

Não sei se esse interesse nesse rolê dá pra chamar de fetiche, mas é uma forma bonita de entender a identidade de gênero. Quando faço isso, me sinto em outra dimensão, viajo num mundo fantástico com um realismo mágico e maravilhoso. A parada de ver meu corpo masculino transformado num corpo de mulher é algo que não consigo descrever, mas o nível de fantasia me leva a divagar num mundo de ilusões que me liberta das preocupações do dia a dia, dos problemas cotidianos.

Tipo, é a minha melhor terapia pra aliviar o estresse. Acho que, por a gente ter 50% de informação genética feminina, essa parte acaba se impondo ao gene dominante masculino. Mas isso, em vez de fazer a gente se sentir afeminado, te faz mais masculino, mais homem, porque assim você consegue compreender ou entender muito mais as mulheres... Pelo menos é assim que me sinto.

Se alguém ler isso e se identificar comigo, pode me contatar por aqui — sempre leio todos os comentários e respondo as mensagens.

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