Acordei assustada com o barulho brusco do meu despertador. Pra piorar, ainda irritei a Nadia, que voltando à atitude inicial da noite anterior, rosnou pra mim por causa desse jeito de acordar.
- "Ai, puta que pariu, tenho que me trocar e ir pra Rural! Quero morrer..." falei enquanto ainda sentia meu corpo todo quebrado pela noite de sexo que essa mina tinha me dado.
- "Shhh" ela respondeu enquanto tapava (ou batia?) meu rosto com o travesseiro.
- Quase sussurrando, respondi: "Desculpa, é que me comprometi a trabalhar, tenho que ir urgente."
- "Antes quero que você me chupe de novo."
- "QUÊ?" repeti num sussurro que queria simular um grito de surpresa.
Ela não repetiu, a Nadia sabia que eu tinha ouvido bem, sabia que eu tinha que ir mas pouco se lixou. Levou minha cabeça até a virilha dela e eu, como se tivesse sido drogada com aquele cheiro feminino, só fechei os olhos e comecei a chupar.
Os gemidos dela não demoraram a aparecer, nem a umidade que começou a sentir minha língua enquanto percorria os lábios dela.
Tinha esquecido de tudo, minha mera existência naquele momento se baseava em deixar ela satisfeita. Realmente me perdi entre as pernas dela e os gemidos. Fiquei assim um bom tempo até que, puxando meu cabelo, ela levantou minha cabeça, me olhou e me puxou pra boca dela, me deu um beijo e completou:
- "Não se atrase, só queria ver se você obedecia."
Na hora não entendi, até achei graça porque pensei que era uma brincadeira de criança. Deixei ela excitada no meio da chupada e fui juntando minha roupa e me trocando enquanto andava.
Vestida como estava, peguei um táxi que deve ter achado que eu era uma puta ou uma fácil que foi com o primeiro que chegou (foi mais ou menos isso, mas não era ele, era ela).
O senhor taxista, apesar de serem 8h15 da manhã, não perdeu tempo em olhar tudo que podia pelo espelhinho retrovisor. Eu sentia que exalava cheiro de sexo pelos poros. Ainda tinha cãibras da noite anterior e arrepios. De tesão quando lembrava de partes da noite, até o gosto nos meus lábios de manhã.
Falando nisso, lembrei de olhar o celular depois de uma gozada daquelas. Tinha várias mensagens do grupo dos caras e do Fede. Senti culpa pela primeira vez naquele momento. Mesmo não sendo nada, pensei que aquilo podia quebrar a confiança dele.
Entre meus pensamentos, chegamos na república onde tomei banho e me troquei em tempo recorde. Mal tinha uma regata comprida e uma legging que, vai saber Deus, se combinavam. Entrei de novo em outro táxi (sim, metade do que ganhei naquele dia perdi em táxi) e ele me deixou finalmente na Rural às 8h59. Melhor impossível.
Na porta pra me credenciar, estava a mesma mina do RH do outro evento. Ela me olhou com o mesmo desprezo daquela vez, me deu meu uniforme e as credenciais que eu precisava.
O uniforme era o mesmo: camisa branca com o logo da empresa e uma calça social preta. Ambos, de novo com o mesmo problema, super apertados pra mim e minhas tetas pareciam que iam estourar um botão. Por sorte, eu tava de sutiã branco que combinava com a camisa.
O evento passou do melhor jeito. Meu papel foi o mesmo também: credenciar pessoas que facilmente se atraíam pelo meu decote (pra que mentir?).
Meus pés na última meia hora estavam me matando, queria sair daqueles saltos com urgência e só conseguia pensar em ir tirar uma soneca depois da noite de sexo que tive com a Nadia.
Já perto do fechamento, o relógio parecia ter parado. Os olhares tarados e os comentários de "galãs" já me irritavam pra caralho, mesmo assim, mantendo o profissionalismo e sabendo que não me queriam ali pelo meu cérebro, sorri e ri de cada piada.
Finalmente! Chegou a hora!
Fui me trocar e peguei meu celular. Fede perguntava se podia passar pra me pegar e ir pra casa dele.
Fuck!
Eu só queria ir dormir... Mas eu tava devendo pra ele. Ou isso. Senti.
Respondi, tirei a roupa e fiquei só de fio dental e sutiã, comecei a dobrar as coisas (já que ia usar de novo no dia seguinte) e nessa hora, a mina do RH entra.
- "Oi, Sandra. O Miguel mandou perguntar se você tem um minuto"
- "Sou Cecilia... Tem certeza que era comigo?" respondi meio irritada.
- "Sim, pode entrar?" ignorando completamente minha correção.
- "Sim, espera eu terminar de..." ela se virou e eu ouvi "Pode entrar".
Tentei vestir a camiseta rápido, mas na bagunça que tava, não deu tempo...
- "Ai, Ceci, desculpa, a Anto mandou eu entrar, não falou que você não tinha trocado de roupa, vim te dar um oi"
Pronto, pra "Anto do RH" eu era uma puta e o Miguel já tinha me visto em situações piores... Que diferença fazia?
- "Ah, Migue, já foi, hahaha" e abracei ele..
A primeira coisa que senti foi o perfume de sempre, que eu amava. Depois, a surpresa de sentir o volume dele tão rápido contra meu umbigo.
Ele me segurou pela cintura com toda naturalidade e me deu um beijo na bochecha, bem perto do lábio. Tudo isso sem me soltar nem disfarçar a ereção que pressionava contra meu corpo semi nu.
Antes que alguém entrasse ou a situação ficasse ainda mais estranha, decidi dar um passo pra trás e me soltar.
- "Como foi pra vocês, Migue?" com um sorriso largo, apesar do cansaço visível.
- "Bem, obrigado! E você é parte disso, sempre conseguimos mais inscritos!" Num ato falho, enquanto falava, os olhos dele foram pros meus peitos.
- "hahaha, imagino por quê" gerando risada nele e mais um olhar pros meus peitos.
- "Amanhã tem mais! Depois, se quiser, te convido pra jantar, que acha?"
Entre o cansaço daquele momento e a vontade de acabar com a conversa... Minha resposta foi meio evasiva e nada clara...
- "Te importa se eu confirmar amanhã? Hoje tô mortaaaaaaaa!"
- "Claro, Ceci. Eu vou reservar pra nós dois aqui na Costanera, senão a gente cancela"
- "Você é um amor! Obrigado!"
Foi aí que nossa conversa acabou e ele foi embora, suponho que disfarçando a ereção de algum jeito (ou pelo menos é o que quero acreditar).
Finalmente saí e o Fede já tinha me mandado a localização dele. Me senti super estranha. Tava muito afim de vê-lo, mas por outro lado, só queria dormir depois de ter passado uma noite incrível com a Nadia. Além disso, vinha de sentir a ereção de um cara que tinha o dobro da minha idade e que me convidou pra jantar no dia seguinte.
- "Oi, gostosa!" com o entusiasmo e o sorriso de sempre dele.
- "Oi!!" e já com toda a minha roupa, dei um abraço no meu "quase algo".
Fomos conversando sobre tudo um pouco e chegamos na casa dele.
- "Fede, não te importa se eu deitar um pouquinho, pelo menos?" obviamente a resposta dele foi que descansasse o quanto precisasse, mas no final... "Depois me conta como foi sua noite!"
Meu Deus, o que eu ia fazer? Mentir pra ele? Contar a verdade? O que se supostamente faz nesses casos? Por que ninguém me preparou pra isso? Ele é tão bom comigo, eu sou a vilã?
Essas perguntas e mais mil passaram pela minha cabeça até eu cair no sono profundo.
Acordei já de noite, do mesmo jeito que me deitei: meu moletom, a calcinha fio-dental branca e de bruços, dando uma vista fabulosa pra quem entrasse por aquela porta.
O Fede tava com o computador perto de mim, então com a maior voz de assombração perguntei que horas eram. Quanto tempo eu tinha dormido?
Já eram 22h30, minha soneca tinha durado umas 4 horas. Nada mal.
O Fede largou o computador de lado e entendeu que era o momento dele. Começou a me dar beijos nas pernas, subindo bem devagar... Cada beijo que ele dava, vinha com mais língua que o anterior. Foi subindo até chegar na minha virilha. Senti o calor da respiração dele quase por cima da minha calcinha. Ele, quase como uma tortura, escolheu desviar e subir direto pra minha pélvis. Daí já abandonou a estratégia dos beijos e com a língua foi subindo pela minha barriguinha, enquanto as mãos dele iam arrancando meu moletom. Quase chegando no... Meus peitos pararam.
— "Você deve estar com fome depois daquela soneca..."
Eu tinha ficado excitada porque queria que ele chupasse minha buceta. Que atrevido.
Foi o que eu fiz. Entendendo o jogo, puxei a calça dele pra baixo, deixando o pau dele na frente do meu rosto e, com muito carinho, chupei o membro já duro dele.
Enquanto eu cuidava de dar o que ele pedia, ele levou os dedos até minha boca, sendo o único momento em que soltei o pau dele. Depois disso, já com os dedos molhados, foi puxar minha calcinha fio dental e brincar com meu clitóris, que já dava sinais de muito tesão.
Assim que senti o toque, meu cérebro me pregou uma peça e comecei a lembrar de momentos com a Nadia. O jeito dela me dominar e a porrada que ela tinha me dado. Não conseguia parar de pensar nisso enquanto os dedos dele já brincavam com minha buceta, entrando e saindo cada vez mais molhados.
Não aguentei mais. Deitei ele de costas e, virando de costas pra ele, enquanto eu mesma apertava meus peitos como se fosse a primeira vez que tinha uns nas mãos, enfiei o pau dele até o fundo, soltando um suspiro de prazer e alívio. Como se tivesse acabado de apagar um fogo interno. Um incêndio que outra pessoa tinha provocado.
Pulei nele como nunca. Enquanto minha rabeta batia na pélvis dele como se quisesse quase machucá-lo, minhas mãos brincavam com meu clitóris e meus bicos. Meus gemidos eram escandalosos.
Senti o Fede gozar jorros enormes de porra dentro de mim. Acho que ele tinha dito que ia gozar, mas a verdade é que eu estava no meu mundo e não lembrava de nada.
Quase como se aquele momento não tivesse existido, continuei cavalgando. Sentia os espasmos dele por causa da minha insistência e o pau dele quase pedindo clemência, entrava e saía do meu jeito. Num ritmo frenético que já fazia minhas pernas cãibrarem de tanto agachamento.
Finalmente consegui o que tanto precisava. Comecei a gozar e caí de costas em cima dele, com o pau ainda dentro de mim, dando pulinhos. Ou talvez fosse eu dando pequenos espasmos.
Fede me beijou e me agradeceu por aquele arroubo todo. Naquele momento, bateu aquela culpa, uma culpa enorme. Em nenhum momento tinha pensado nele, só na Nadia.
Pra piorar, o Fede me tirou de cima dele e foi pra cozinha. Quando voltou, trouxe 1/4 de pote de sorvete! Queria me matar de amor e de culpa.
Os dois pelados na cama, curtimos aquela delícia gelada e, por sorte, o assunto da noite anterior não voltou à tona.
Com a barriga cheia, dormi de novo até de manhã, quando, bem descansada, saí direto da casa dele com a roupa da empresa. Cheguei na hora e o dia foi tão bom quanto ontem. Até passou rápido, acho que por eu ter dormido melhor.
O que, entre pensamentos de culpa e flashbacks sexuais, eu tinha esquecido, era do encontro que o Miguel me pediu!
Faltando só 10 minutos pra acabar o expediente, me toquei. Tinha que responder alguma coisa. O que fazer? O normal seria recusar a oferta. Mas e se não fosse nada sexual? No fim das contas, era um restaurante.
Com um timing perfeito, senti alguém atrás de mim:
— "Conseguiu decidir com o travesseiro se a gente vai jantar?"
— "Ai, Migue! Que susto, hahaha"
— "Eu, que não sou tão feio..."
— "Não, nada disso! Se só de sentir seu perfume já..." O que você tá dizendo, Cecilia, pelo amor de Deus! Na hora me segurei pra achar um jeito de terminar a frase. "Já te reconheço" foi o melhor que consegui inventar...
— "Ah, que bom então! Fico feliz que você goste"
— "Bom, sobre hoje à noite, claro que sim, mas preciso ir me trocar, porque não trouxe outra roupa além dessa" — apontei pro uniforme da empresa (de novo, ele aproveitou pra olhar meu decote chamativo)
— "Faz o seguinte: saímos daqui e compramos algo pra você direto. O que acha?"
— "Nãoooo, você é louco! Valeu, mas não, imagina você gastar com isso!"
— "Esquece, resolvido"
E ele foi embora.
Só vi ele de novo na hora de ir, quando me levou a um shopping perto da Rural, vocês devem imaginar qual. Eu tava morrendo de vergonha, me perguntava a cada dois minutos se aquilo era um sugar daddy, se eu era uma puta, se tava errado o que fazia com o Fede. Tinha mil dúvidas na minha cabeça.
Entramos e ele disse "escolhe". Não entendia nada de marcas, nunca tinha ido fazer compras daquele jeito na vida. Tudo parecia muito coisa de filme. Acho que minha cara de não entender me entregou, e ele me levou a uma loja que ele disse "achava a roupa muito bonita e que com certeza ia ficar incrível em mim".
Entramos e só tinham duas moças atendendo, ambas muito gostosas. Com o tempo, aprendi que isso já dava uma ideia de quão caro ia ser.
- "Migue, vou ser sincera, com roupa sou um lixo. No final, você vai comprar e me convidou pra jantar. O mais justo é você escolher!"
O rostinho dele se iluminou. Claro, na hora falei com toda inocência. Me parecia o mais lógico, eu usaria o que ele achasse mais atraente ou o que recomendasse pro lugar. Depois, pela cara dele, entendi que eu tinha dado carta branca pra qualquer coisa, quase me entregando de bandeja.
Ele escolheu dois vestidos e me acompanhou até o provador. Entrei e tirei tudo, só fiquei de fio dental. Os dois vestidos eram pra usar sem sutiã.
O primeiro que experimentei era preto, com um leve corpete e comprido até o chão. Terminava reto de um jeito que meus peitos ficavam bem volumosos. Gostei de como ficou, saí pra mostrar e os olhos dele me percorreram de cima a baixo.
- "Você é incrivelmente linda" ele disse.
- "Nossa! O senhor é muito sortudo!" disse a moça que atendia, assumindo que éramos um casal.
Voltei e experimentei o outro.
Era verde escuro com um efeito meio diferente, a saia já era mais justa na bunda, mas também comprida. Agora, o decote... Praticamente tava de peitos de fora, as costas eram totalmente abertas e amarrava no pescoço, sendo só duas tiras grossas que cobriam meus peitos e deixavam a barriga de fora. Essas tiras, pra alguém com menos busto, talvez fossem pouco reveladoras. Pra mim, era um convite pra não se privar de nada.
Assim que saí, nos olhos dele vi que era aquilo que ele queria. Não conseguiu falar nada, mas o gesto dele deixou tudo claro. A vendedora Também não falou. Acho que se falasse, teria que me chamar de algum sinônimo chique de puta.
- "Pela sua cara, acho que é este, né?" Rompi o silêncio.
- "Já deixa ele vestido direto kkkk".
Foi assim que levei aquele vestido junto com os saltos que combinavam.
Ele não conseguiu tirar os olhos de mim nem enquanto dirigia. Era a primeira vez que ele era tão abertamente sexual comigo. Até aquele dia, nunca tinha me olhado ou tocado com tanta safadeza.
Já no lugar, vários casais me olharam com desprezo, achando que eu era profissional do sexo ou que estava com ele pelo dinheiro. Longe estava de ambas. Talvez da primeira nem tanto, mas da segunda tinha um abismo de distância, nada era tão distante do meu próprio ser quanto um interesse financeiro.
A conversa como sempre foi muito divertida, mas também me permitia aprender muito com ele. Em várias oportunidades senti que ele quis puxar o assunto da "sobremesa" e eu, com a maior graça possível, desviava ou mudava de assunto.
Agora estávamos literalmente prestes a pedir a sobremesa, aproveitei para ir ao banheiro e no meu celular, procurei alguma resposta milagrosa para o meu dilema. Tinha várias mensagens do Fede que escolhi ignorar por não saber o que responder a um simples "o que você estava fazendo?".
Nisso... +54 11... Um número desconhecido me mandou mensagem.
- "Sou a Nadia. Você faz algo hoje?" Ela tinha mandado umas 21:15, uma hora atrás.
- "Estou num jantar! Dá pra você daqui a pouco? Estou na Costanera"
O milagre tinha chegado.
Voltei radiante para a mesa, não por estar fugindo, o Miguel me parecia um amor, mas realmente eu custava a entender a relação dele comigo e escolhia pensar que ele não me via como alguém comprável, mas que ele era só gentil.
Aproveitei e falei:
- "Uma amiga minha da minha cidade me disse que está aqui em Buenos Aires só hoje à noite!"
Sim, foi uma mentira. Custou a sair. Felizmente, ele com muita ternura até se ofereceu para me levar aonde ela estivesse.
Foi assim que esse homem Um casado que me dobrava em idade decidiu me levar da Costanera até Villa Crespo. A viagem foi cheia de insinuações da parte dele. Foi a primeira vez que o vi como um "velho punheteiro". Espero que isso não seja mal interpretado, com ele rolaram umas coisas, sim. Mas foi sempre o respeito dele que fez com que acabassem rolando. Pela primeira vez senti que ele não me via como uma igual.
Sem muita sorte além de uns amassos que ele me deu no caminho, desci daquele carro e toquei a campainha da Nadia. Ela desceu pra me abrir com uma calça larga e uma regata sem sutiã colada no corpo, tudo preto. Maior foi a surpresa dela ao me ver vestida daquele jeito.
- "hahaha de onde você vem? De um teatro de revista?"
Eu ri e abracei ela. A piada dela só me fez entender que aquele era meu lugar certo. Não um jantar chique nem um vestido que custava várias passagens de volta pra minha cidade.
- "Ai, puta que pariu, tenho que me trocar e ir pra Rural! Quero morrer..." falei enquanto ainda sentia meu corpo todo quebrado pela noite de sexo que essa mina tinha me dado.
- "Shhh" ela respondeu enquanto tapava (ou batia?) meu rosto com o travesseiro.
- Quase sussurrando, respondi: "Desculpa, é que me comprometi a trabalhar, tenho que ir urgente."
- "Antes quero que você me chupe de novo."
- "QUÊ?" repeti num sussurro que queria simular um grito de surpresa.
Ela não repetiu, a Nadia sabia que eu tinha ouvido bem, sabia que eu tinha que ir mas pouco se lixou. Levou minha cabeça até a virilha dela e eu, como se tivesse sido drogada com aquele cheiro feminino, só fechei os olhos e comecei a chupar.
Os gemidos dela não demoraram a aparecer, nem a umidade que começou a sentir minha língua enquanto percorria os lábios dela.
Tinha esquecido de tudo, minha mera existência naquele momento se baseava em deixar ela satisfeita. Realmente me perdi entre as pernas dela e os gemidos. Fiquei assim um bom tempo até que, puxando meu cabelo, ela levantou minha cabeça, me olhou e me puxou pra boca dela, me deu um beijo e completou:
- "Não se atrase, só queria ver se você obedecia."
Na hora não entendi, até achei graça porque pensei que era uma brincadeira de criança. Deixei ela excitada no meio da chupada e fui juntando minha roupa e me trocando enquanto andava.
Vestida como estava, peguei um táxi que deve ter achado que eu era uma puta ou uma fácil que foi com o primeiro que chegou (foi mais ou menos isso, mas não era ele, era ela).
O senhor taxista, apesar de serem 8h15 da manhã, não perdeu tempo em olhar tudo que podia pelo espelhinho retrovisor. Eu sentia que exalava cheiro de sexo pelos poros. Ainda tinha cãibras da noite anterior e arrepios. De tesão quando lembrava de partes da noite, até o gosto nos meus lábios de manhã.
Falando nisso, lembrei de olhar o celular depois de uma gozada daquelas. Tinha várias mensagens do grupo dos caras e do Fede. Senti culpa pela primeira vez naquele momento. Mesmo não sendo nada, pensei que aquilo podia quebrar a confiança dele.
Entre meus pensamentos, chegamos na república onde tomei banho e me troquei em tempo recorde. Mal tinha uma regata comprida e uma legging que, vai saber Deus, se combinavam. Entrei de novo em outro táxi (sim, metade do que ganhei naquele dia perdi em táxi) e ele me deixou finalmente na Rural às 8h59. Melhor impossível.
Na porta pra me credenciar, estava a mesma mina do RH do outro evento. Ela me olhou com o mesmo desprezo daquela vez, me deu meu uniforme e as credenciais que eu precisava.
O uniforme era o mesmo: camisa branca com o logo da empresa e uma calça social preta. Ambos, de novo com o mesmo problema, super apertados pra mim e minhas tetas pareciam que iam estourar um botão. Por sorte, eu tava de sutiã branco que combinava com a camisa.
O evento passou do melhor jeito. Meu papel foi o mesmo também: credenciar pessoas que facilmente se atraíam pelo meu decote (pra que mentir?).
Meus pés na última meia hora estavam me matando, queria sair daqueles saltos com urgência e só conseguia pensar em ir tirar uma soneca depois da noite de sexo que tive com a Nadia.
Já perto do fechamento, o relógio parecia ter parado. Os olhares tarados e os comentários de "galãs" já me irritavam pra caralho, mesmo assim, mantendo o profissionalismo e sabendo que não me queriam ali pelo meu cérebro, sorri e ri de cada piada.
Finalmente! Chegou a hora!
Fui me trocar e peguei meu celular. Fede perguntava se podia passar pra me pegar e ir pra casa dele.
Fuck!
Eu só queria ir dormir... Mas eu tava devendo pra ele. Ou isso. Senti.
Respondi, tirei a roupa e fiquei só de fio dental e sutiã, comecei a dobrar as coisas (já que ia usar de novo no dia seguinte) e nessa hora, a mina do RH entra.
- "Oi, Sandra. O Miguel mandou perguntar se você tem um minuto"
- "Sou Cecilia... Tem certeza que era comigo?" respondi meio irritada.
- "Sim, pode entrar?" ignorando completamente minha correção.
- "Sim, espera eu terminar de..." ela se virou e eu ouvi "Pode entrar".
Tentei vestir a camiseta rápido, mas na bagunça que tava, não deu tempo...
- "Ai, Ceci, desculpa, a Anto mandou eu entrar, não falou que você não tinha trocado de roupa, vim te dar um oi"
Pronto, pra "Anto do RH" eu era uma puta e o Miguel já tinha me visto em situações piores... Que diferença fazia?
- "Ah, Migue, já foi, hahaha" e abracei ele..
A primeira coisa que senti foi o perfume de sempre, que eu amava. Depois, a surpresa de sentir o volume dele tão rápido contra meu umbigo.
Ele me segurou pela cintura com toda naturalidade e me deu um beijo na bochecha, bem perto do lábio. Tudo isso sem me soltar nem disfarçar a ereção que pressionava contra meu corpo semi nu.
Antes que alguém entrasse ou a situação ficasse ainda mais estranha, decidi dar um passo pra trás e me soltar.
- "Como foi pra vocês, Migue?" com um sorriso largo, apesar do cansaço visível.
- "Bem, obrigado! E você é parte disso, sempre conseguimos mais inscritos!" Num ato falho, enquanto falava, os olhos dele foram pros meus peitos.
- "hahaha, imagino por quê" gerando risada nele e mais um olhar pros meus peitos.
- "Amanhã tem mais! Depois, se quiser, te convido pra jantar, que acha?"
Entre o cansaço daquele momento e a vontade de acabar com a conversa... Minha resposta foi meio evasiva e nada clara...
- "Te importa se eu confirmar amanhã? Hoje tô mortaaaaaaaa!"
- "Claro, Ceci. Eu vou reservar pra nós dois aqui na Costanera, senão a gente cancela"
- "Você é um amor! Obrigado!"
Foi aí que nossa conversa acabou e ele foi embora, suponho que disfarçando a ereção de algum jeito (ou pelo menos é o que quero acreditar).
Finalmente saí e o Fede já tinha me mandado a localização dele. Me senti super estranha. Tava muito afim de vê-lo, mas por outro lado, só queria dormir depois de ter passado uma noite incrível com a Nadia. Além disso, vinha de sentir a ereção de um cara que tinha o dobro da minha idade e que me convidou pra jantar no dia seguinte.
- "Oi, gostosa!" com o entusiasmo e o sorriso de sempre dele.
- "Oi!!" e já com toda a minha roupa, dei um abraço no meu "quase algo".
Fomos conversando sobre tudo um pouco e chegamos na casa dele.
- "Fede, não te importa se eu deitar um pouquinho, pelo menos?" obviamente a resposta dele foi que descansasse o quanto precisasse, mas no final... "Depois me conta como foi sua noite!"
Meu Deus, o que eu ia fazer? Mentir pra ele? Contar a verdade? O que se supostamente faz nesses casos? Por que ninguém me preparou pra isso? Ele é tão bom comigo, eu sou a vilã?
Essas perguntas e mais mil passaram pela minha cabeça até eu cair no sono profundo.
Acordei já de noite, do mesmo jeito que me deitei: meu moletom, a calcinha fio-dental branca e de bruços, dando uma vista fabulosa pra quem entrasse por aquela porta.
O Fede tava com o computador perto de mim, então com a maior voz de assombração perguntei que horas eram. Quanto tempo eu tinha dormido?
Já eram 22h30, minha soneca tinha durado umas 4 horas. Nada mal.
O Fede largou o computador de lado e entendeu que era o momento dele. Começou a me dar beijos nas pernas, subindo bem devagar... Cada beijo que ele dava, vinha com mais língua que o anterior. Foi subindo até chegar na minha virilha. Senti o calor da respiração dele quase por cima da minha calcinha. Ele, quase como uma tortura, escolheu desviar e subir direto pra minha pélvis. Daí já abandonou a estratégia dos beijos e com a língua foi subindo pela minha barriguinha, enquanto as mãos dele iam arrancando meu moletom. Quase chegando no... Meus peitos pararam.
— "Você deve estar com fome depois daquela soneca..."
Eu tinha ficado excitada porque queria que ele chupasse minha buceta. Que atrevido.
Foi o que eu fiz. Entendendo o jogo, puxei a calça dele pra baixo, deixando o pau dele na frente do meu rosto e, com muito carinho, chupei o membro já duro dele.
Enquanto eu cuidava de dar o que ele pedia, ele levou os dedos até minha boca, sendo o único momento em que soltei o pau dele. Depois disso, já com os dedos molhados, foi puxar minha calcinha fio dental e brincar com meu clitóris, que já dava sinais de muito tesão.
Assim que senti o toque, meu cérebro me pregou uma peça e comecei a lembrar de momentos com a Nadia. O jeito dela me dominar e a porrada que ela tinha me dado. Não conseguia parar de pensar nisso enquanto os dedos dele já brincavam com minha buceta, entrando e saindo cada vez mais molhados.
Não aguentei mais. Deitei ele de costas e, virando de costas pra ele, enquanto eu mesma apertava meus peitos como se fosse a primeira vez que tinha uns nas mãos, enfiei o pau dele até o fundo, soltando um suspiro de prazer e alívio. Como se tivesse acabado de apagar um fogo interno. Um incêndio que outra pessoa tinha provocado.
Pulei nele como nunca. Enquanto minha rabeta batia na pélvis dele como se quisesse quase machucá-lo, minhas mãos brincavam com meu clitóris e meus bicos. Meus gemidos eram escandalosos.
Senti o Fede gozar jorros enormes de porra dentro de mim. Acho que ele tinha dito que ia gozar, mas a verdade é que eu estava no meu mundo e não lembrava de nada.
Quase como se aquele momento não tivesse existido, continuei cavalgando. Sentia os espasmos dele por causa da minha insistência e o pau dele quase pedindo clemência, entrava e saía do meu jeito. Num ritmo frenético que já fazia minhas pernas cãibrarem de tanto agachamento.
Finalmente consegui o que tanto precisava. Comecei a gozar e caí de costas em cima dele, com o pau ainda dentro de mim, dando pulinhos. Ou talvez fosse eu dando pequenos espasmos.
Fede me beijou e me agradeceu por aquele arroubo todo. Naquele momento, bateu aquela culpa, uma culpa enorme. Em nenhum momento tinha pensado nele, só na Nadia.
Pra piorar, o Fede me tirou de cima dele e foi pra cozinha. Quando voltou, trouxe 1/4 de pote de sorvete! Queria me matar de amor e de culpa.
Os dois pelados na cama, curtimos aquela delícia gelada e, por sorte, o assunto da noite anterior não voltou à tona.
Com a barriga cheia, dormi de novo até de manhã, quando, bem descansada, saí direto da casa dele com a roupa da empresa. Cheguei na hora e o dia foi tão bom quanto ontem. Até passou rápido, acho que por eu ter dormido melhor.
O que, entre pensamentos de culpa e flashbacks sexuais, eu tinha esquecido, era do encontro que o Miguel me pediu!
Faltando só 10 minutos pra acabar o expediente, me toquei. Tinha que responder alguma coisa. O que fazer? O normal seria recusar a oferta. Mas e se não fosse nada sexual? No fim das contas, era um restaurante.
Com um timing perfeito, senti alguém atrás de mim:
— "Conseguiu decidir com o travesseiro se a gente vai jantar?"
— "Ai, Migue! Que susto, hahaha"
— "Eu, que não sou tão feio..."
— "Não, nada disso! Se só de sentir seu perfume já..." O que você tá dizendo, Cecilia, pelo amor de Deus! Na hora me segurei pra achar um jeito de terminar a frase. "Já te reconheço" foi o melhor que consegui inventar...
— "Ah, que bom então! Fico feliz que você goste"
— "Bom, sobre hoje à noite, claro que sim, mas preciso ir me trocar, porque não trouxe outra roupa além dessa" — apontei pro uniforme da empresa (de novo, ele aproveitou pra olhar meu decote chamativo)
— "Faz o seguinte: saímos daqui e compramos algo pra você direto. O que acha?"
— "Nãoooo, você é louco! Valeu, mas não, imagina você gastar com isso!"
— "Esquece, resolvido"
E ele foi embora.
Só vi ele de novo na hora de ir, quando me levou a um shopping perto da Rural, vocês devem imaginar qual. Eu tava morrendo de vergonha, me perguntava a cada dois minutos se aquilo era um sugar daddy, se eu era uma puta, se tava errado o que fazia com o Fede. Tinha mil dúvidas na minha cabeça.
Entramos e ele disse "escolhe". Não entendia nada de marcas, nunca tinha ido fazer compras daquele jeito na vida. Tudo parecia muito coisa de filme. Acho que minha cara de não entender me entregou, e ele me levou a uma loja que ele disse "achava a roupa muito bonita e que com certeza ia ficar incrível em mim".
Entramos e só tinham duas moças atendendo, ambas muito gostosas. Com o tempo, aprendi que isso já dava uma ideia de quão caro ia ser.
- "Migue, vou ser sincera, com roupa sou um lixo. No final, você vai comprar e me convidou pra jantar. O mais justo é você escolher!"
O rostinho dele se iluminou. Claro, na hora falei com toda inocência. Me parecia o mais lógico, eu usaria o que ele achasse mais atraente ou o que recomendasse pro lugar. Depois, pela cara dele, entendi que eu tinha dado carta branca pra qualquer coisa, quase me entregando de bandeja.
Ele escolheu dois vestidos e me acompanhou até o provador. Entrei e tirei tudo, só fiquei de fio dental. Os dois vestidos eram pra usar sem sutiã.
O primeiro que experimentei era preto, com um leve corpete e comprido até o chão. Terminava reto de um jeito que meus peitos ficavam bem volumosos. Gostei de como ficou, saí pra mostrar e os olhos dele me percorreram de cima a baixo.
- "Você é incrivelmente linda" ele disse.
- "Nossa! O senhor é muito sortudo!" disse a moça que atendia, assumindo que éramos um casal.
Voltei e experimentei o outro.
Era verde escuro com um efeito meio diferente, a saia já era mais justa na bunda, mas também comprida. Agora, o decote... Praticamente tava de peitos de fora, as costas eram totalmente abertas e amarrava no pescoço, sendo só duas tiras grossas que cobriam meus peitos e deixavam a barriga de fora. Essas tiras, pra alguém com menos busto, talvez fossem pouco reveladoras. Pra mim, era um convite pra não se privar de nada.
Assim que saí, nos olhos dele vi que era aquilo que ele queria. Não conseguiu falar nada, mas o gesto dele deixou tudo claro. A vendedora Também não falou. Acho que se falasse, teria que me chamar de algum sinônimo chique de puta.
- "Pela sua cara, acho que é este, né?" Rompi o silêncio.
- "Já deixa ele vestido direto kkkk".
Foi assim que levei aquele vestido junto com os saltos que combinavam.
Ele não conseguiu tirar os olhos de mim nem enquanto dirigia. Era a primeira vez que ele era tão abertamente sexual comigo. Até aquele dia, nunca tinha me olhado ou tocado com tanta safadeza.
Já no lugar, vários casais me olharam com desprezo, achando que eu era profissional do sexo ou que estava com ele pelo dinheiro. Longe estava de ambas. Talvez da primeira nem tanto, mas da segunda tinha um abismo de distância, nada era tão distante do meu próprio ser quanto um interesse financeiro.
A conversa como sempre foi muito divertida, mas também me permitia aprender muito com ele. Em várias oportunidades senti que ele quis puxar o assunto da "sobremesa" e eu, com a maior graça possível, desviava ou mudava de assunto.
Agora estávamos literalmente prestes a pedir a sobremesa, aproveitei para ir ao banheiro e no meu celular, procurei alguma resposta milagrosa para o meu dilema. Tinha várias mensagens do Fede que escolhi ignorar por não saber o que responder a um simples "o que você estava fazendo?".
Nisso... +54 11... Um número desconhecido me mandou mensagem.
- "Sou a Nadia. Você faz algo hoje?" Ela tinha mandado umas 21:15, uma hora atrás.
- "Estou num jantar! Dá pra você daqui a pouco? Estou na Costanera"
O milagre tinha chegado.
Voltei radiante para a mesa, não por estar fugindo, o Miguel me parecia um amor, mas realmente eu custava a entender a relação dele comigo e escolhia pensar que ele não me via como alguém comprável, mas que ele era só gentil.
Aproveitei e falei:
- "Uma amiga minha da minha cidade me disse que está aqui em Buenos Aires só hoje à noite!"
Sim, foi uma mentira. Custou a sair. Felizmente, ele com muita ternura até se ofereceu para me levar aonde ela estivesse.
Foi assim que esse homem Um casado que me dobrava em idade decidiu me levar da Costanera até Villa Crespo. A viagem foi cheia de insinuações da parte dele. Foi a primeira vez que o vi como um "velho punheteiro". Espero que isso não seja mal interpretado, com ele rolaram umas coisas, sim. Mas foi sempre o respeito dele que fez com que acabassem rolando. Pela primeira vez senti que ele não me via como uma igual.
Sem muita sorte além de uns amassos que ele me deu no caminho, desci daquele carro e toquei a campainha da Nadia. Ela desceu pra me abrir com uma calça larga e uma regata sem sutiã colada no corpo, tudo preto. Maior foi a surpresa dela ao me ver vestida daquele jeito.
- "hahaha de onde você vem? De um teatro de revista?"
Eu ri e abracei ela. A piada dela só me fez entender que aquele era meu lugar certo. Não um jantar chique nem um vestido que custava várias passagens de volta pra minha cidade.
2 comentários - Una chica sencilla (12)