

Há quase sete anos, aconteceu uma coisa que mudou completamente minha vida e me doeu muito na época. Naqueles dias, minha esposa trabalhava na Elektra como caixa. Por essa época, eu já tinha meu negócio de conserto de celulares e fechava às 19h, enquanto ela só saía às 21h, então eu sempre passava para buscá-la. Eu a esperava em frente à loja e todos os colegas dela me conheciam e me cumprimentavam, incluindo o gerente e o subgerente. Até que, às vezes, algum deles se sentava comigo para bater papo e a gente fumava um cigarro enquanto eu a esperava. Até que um dia, eu já estava lá, no meu lugar de sempre esperando por ela, quando um dos colegas dela me disse que minha esposa não estava mais na loja. Aquilo me pareceu muito estranho, principalmente quando ele disse que era melhor eu ligar para ela e perguntar onde a encontraria, mas ele não soube ou não quis me dizer mais nada. Foi desesperador ligar para o telefone dela e, depois de tocar algumas vezes, ela desligar e me mandar para a caixa postal. Todo mundo da loja já tinha saído, o subgerente apagou as luzes e, quando ele estava saindo, eu me aproximei para perguntar. Ele parecia um pouco nervoso, me disse que estava com pressa, mas quando perguntei pela Rosa, ele disse que não estava autorizado a me contar. Comecei a pensar em mil coisas, desde que tinha acontecido algum acidente, que tinham sido assaltados, que faltava dinheiro com ela ou qualquer coisa ruim. Voltei para casa a pé (eu não tinha carro), pensando e pensando. A Rosa chegou quase à meia-noite e, assim que me viu, começou a chorar e correu para me abraçar. Eu estava puto da vida, porque ela nem tinha atendido o telefone e eu teria falado umas boas para ela, se não fosse porque, ao me ver, ela começou a chorar. Mesmo assim, ela me disse que não iam descontar nada e que simplesmente tinham mandado ela embora. Aquilo foi estranho, porque naquela empresa, nenhum funcionário sai sem receber o que a empresa deve. Uns dois dias depois, ela me disse que tinha que ir ver sobre sua rescisão, mas não quis que eu a acompanhasse, mesmo eu tendo dito que não tinha serviço pendentes de entregar e que eu tinha tempo de ir com ela. Ela deu mil desculpas para eu não ir e, quando não conseguiu me convencer a não ir com ela, preferiu ir outro dia. No fim, ela esperou mais alguns dias e foi sem me dizer nada, e isso me irritou muito, mas não falei mais nada. Como era muito suspeito, uma tarde apareci no Elektra onde ela trabalhava para falar com o gerente sobre os motivos de ela ter sido demitida e perguntar como a falta tinha sido coberta. Para minha surpresa, o subgerente me disse que agora o gerente era ele e que o antigo gerente, que se chama Germán, não trabalhava mais na empresa, e me contou que demitiram ele, mais alguns funcionários e minha esposa. Mas quando perguntei se também tinha sido por causa da falta, ele não conseguiu segurar um sorriso e me disse, um pouco ironicamente, que sim. Fiquei com mais dúvidas do que respostas e, no mesmo dia, voltei à noite para tentar investigar mais com um dos ex-colegas da minha esposa, com quem eu mais conversava de vez em quando. Não o vi saindo, mas vi uma garota que, embora não a conhecesse muito bem, sabia que se dava mais ou menos bem com minha esposa. Tive que insistir um pouco para que ela me contasse o que tinha acontecido, mas, no final, ela disse que me contaria tudo, mas que eu não dissesse à minha esposa quem tinha me contado. Quando ela aceitou me contar, prometi não dizer nada, mas pedi que, por favor, me contasse tudo que sabia. Não mencionei, mas eu tinha a suspeita de que, talvez, minha esposa tivesse se envolvido em algum tipo de fraude com os colegas. Pelo que eu sabia, no Elektra já tinha acontecido situações em que os funcionários faziam fraudes com créditos e coisas assim. Quando a garota me pediu que, por favor, eu levasse as coisas com calma, eu estava muito nervioso pelo que ela ia me contar, mas não imaginava o que ela disse. Aparentemente, alguém tinha denunciado que, na filial, o gerente e outros funcionários se metiam em horas de trabalho na loja para transar com minha esposa. Ao ouvir isso, a adrenalina percorreu todo meu corpo, mas mesmo assim duvidei que fosse verdade. Disse à moça que não era possível demitirem alguém só por boatos daqueles e perguntei se alguém tinha algum tipo de prova. Ela me disse que sim, que, na verdade, quando eles foram denunciados, apresentaram dois vídeos da minha esposa, que supostamente outro funcionário gravou com o celular. Em um, dá pra ver claramente quando a Rosa está dando pro gerente. E outro, onde ela estava chupando o pau de dois colegas ao mesmo tempo. Mas ela não quis me dizer quem tinha gravado os vídeos, porque supostamente a denúncia foi anônima. Embora eu praticamente tenha implorado pra ela me contar, porque queria ver com meus próprios olhos, ela manteve a mesma história, de não saber quem gravou. Mas me disse que um dos funcionários que a Rosa estava chupando no vídeo era justamente o idiota com quem mais conversei e que fui procurar. O outro era um vendedor que já me sacaneava antes mesmo de eu descobrir, simplesmente porque sempre tinha uma atitude de cu doce comigo quando me via. Ela também me explicou que ela, sim, sabia que a Rosa andava com o gerente e que quando ele a chamava pra supostamente conversar, ou a Rosa pegava meia hora de café, era pra comer ela. Como quase não me conhecia, nunca quis se meter. Mas que, naquela altura, com tudo já vazado, achou muita sacanagem eu ficar perguntando e ninguém me contar nada. Também me disse que, sobre os outros funcionários, ela não sabia de nada, pois a Rosa só tinha contado da relação com o gerente. Na verdade, me disse que todo mundo sabia que a Rosa andava transando com o gerente, mas não sabiam que também dentro da filial. Mas dos outros dois, todo mundo ficou surpreso, porque desses, aparentemente, ninguém sabia. ninguém sabia. Voltando pra casa a pé, eu não tinha ideia do que fazer, porque obviamente estava extremamente puto e queria mandar ela pra puta que pariu, aliás, queria quebrar ela toda por ser uma puta. Mas, por outro lado, eu realmente a amava, ela era minha esposa, minha amiga, a mulher que qualquer um teria sonhado e eu não queria machucá-la de forma alguma, mesmo ela tendo me machucado. Fiquei enrolando, mas finalmente entrei num boteco a algumas quadras de casa pra ficar bêbado. Voltei pra casa por volta das 3 da manhã e a Rosa me recebeu gritando e me xingando por chegar bêbado. Não aguentei mais e disse que sabia que tinham tirado ela da Elektra por andar de puta...
5 comentários - Mis inicios de cornudo ( parte I)