Ginásio Jardim Fitness, manhã de julho
A gente chamava de "secretaria", mas na real não passava de um quartinho pra guardar equipamento, roupa e os poucos papéis e documentos necessários pro nosso trampo. Mas o valor dela tava na localização: ficava estrategicamente posicionada atrás da recepção e embaixo da escada, e o único jeito de entrar era por trás do balcão da recepção. Então, era o bunker onde a gente, o pessoal do staff da academia, se reunia quando queria falar longe dos clientes, ou como a gente chamava, "a comunidade".I was quietly having tea in the secretary's office when I heard them arrive. They came in a herd, as always, laughing loudly. I focused on my cup and ignored their conversation (a difficult thing, since they were shouting), until I caught a part that concerned me:
— Nico, para de comer na frente dos pobres —dizia Omar entre risadas—. Todo mundo sabe que hoje você vai embora mais cedo porque tem um encontro.
— E aí, quem pode, pode — respondeu Nico, o dono da academia, com aquele sorriso metido dele.
- Quem toca hoje? A loira peituda? A modelo? Uma das gêmeas?
- As duas gêmeas? – cortou outro, enquanto a galera de risadas festejava.
- Amanhã eles vão se foder – disse Nico, enquanto se levantava – Agora vão trabalhar, que é pra isso que eu pago vocês. Ah, e mais uma coisa, lembra, Tanque, que hoje você tem que ficar pra fechar.
— Hoje não posso — protestou Tanque, que fazia jus ao apelido — Sabe que quinta-feira tenho que cuidar do moleque.
- Porra, mãe, esqueci – Nico segurou a cabeça – Quem mandou colocar e não tirar antes… Bom, não importa. Fica o Virgem.
Nico parou enquanto o coro explodia em gargalhadas. Antes de sair do quartinho, ele se virou pra me olhar e lembrou que 15 minutos antes de fechar eu tinha que avisar o pessoal. Atrás dele, saiu o resto do grupo.
"O Virgem" sou eu, obviamente. Tecnicamente não sou, claro, mas meus queridos colegas me deram esse apelido porque eu era simplesmente o único membro da equipe do Jardim Fitness que nunca tinha comido nenhuma das "alunas". É verdade que não tava há tanto tempo trabalhando lá, mas de qualquer forma não tava muito interessado nisso. Ainda mantinha um mínimo de profissionalismo.
- Você não pode deixar que te tratem assim – uma voz seca me repreendeu da altura dos meus peitorais.
— Oi, Flor.
- Sério. Não podem te tratar assim, não sei por que você não fala nada pra eles.
— Não tô nem aí — menti, dando de ombros.
— Se você não der uma resposta, eles vão passar por cima de você. É o único jeito. Por que você acha que ninguém mexe comigo?
Eu olhei para ela, pensativo. Flor era uma garota muito baixinha (não mais que 1,50m), mas nada de frágil. Tinha um corpo sólido e extremamente musculoso: bíceps e tríceps definidos, braços fortes, abdômen durinho como tábua de passar roupa, coxas largas como a cabeça dela e perfeitamente torneadas, e panturrilhas de jogadora de futebol profissional. Mas o que mais intimidava era o rosto dela: não era feia, de jeito nenhum, mas a mandíbula sempre cerrada e travada, os olhos pretos com um olhar sempre duro e frio, e a falta de sorriso faziam com que ninguém brincasse com ela. E apesar de tudo, era minha única amiga em todo o lugar.

— Ninguém mexe com você porque você é a mais velha — brinquei. A Flor tinha 28 ou 29 anos.
- Nico tem a minha idade, embora se comporte como um moleque.
- Então por que não te chamam de "Virgem" ou algo assim? Por que eles latem quando chegam perto de você?
- Não é só por isso – respondeu misteriosamente.
Na verdade, é porque esse apelido é reservado só pra quem NÃO comeu alguém que vem pra essa academia – completou enquanto se virava e ia embora.
A resposta dela me deixou pasmo e pregado no chão. Enquanto tentava processar o que aquilo significava, meu olhar se perdeu vendo a bunda musculosa dela se afastar. Como o resto do corpo, a bunda dela era perfeita, mas não do tipo de perfeição que os caras costumam preferir. Não era fofinha nem macia, mas dura e forte. As nádegas dela não eram balões que davam vontade de acariciar ou massagear, e sim balas de canhão que ameaçavam triturar tudo que ousasse chegar perto.
- Vê se para de olhar pra minha bunda parado aí e, em vez disso, me segue – a voz da Flor me tirou do devaneio – Lembra que tenho que te apresentar sua nova aluna, e não quero que ela pense que você é um tarado.
- Não tava olhando pra sua bunda – menti, embora minhas bochechas vermelhas me entregassem – E de qualquer forma, por que essa mina vai ser minha aluna?
A Flor sempre dava aula de manhã, mas a partir do dia seguinte ia mudar o horário dela pra tarde por motivos pessoais (nem pra mim ela quis explicar quais eram os motivos). Então os alunos que estavam sob responsabilidade dela iam ser distribuídos pros outros professores, menos pra mim, claro. Menos aquela aluna em particular, por algum motivo.
- Porque não posso deixar essa garota com nenhum dos outros animais.
- Por quê? Porque vão tentar levar ela pra cama?
- Não, porque essa mina tem coração.
…Quando cheguei no destino e vi minha nova aluna, tive uma ótima primeira impressão. A garota tinha aquele tipo de corpo que gera polêmica. Uns diriam que era gorda ou feia, mas não era bem assim. Talvez "curvy" fosse melhor, mas odeio esse termo. É verdade que era cheinha, mas não chegava a ser gorda. Não tinha estrias nem pele "caída". Os quadris eram largos, mas não demais. Era uma mulher com muitas curvas, mas proporcionadas. O cabelo dela era escuro e bem liso, batendo exatamente nos ombros, dando um ar de delicadeza e estilo. Mas o que mais me marcou foi o rosto. Os traços dela eram realmente muito bonitos, mesmo escondidos atrás de uns óculos grandes e elegantes, mais próprios de um escritório ou biblioteca do que de uma atividade física. E o olhar… era daquele tipo que impressiona porque transmite ao mesmo tempo inteligência, orgulho, sensibilidade e, acima de tudo, profundidade. Na hora percebi que não era a típica garota vazia de academia que tanto me irritava e que lotava o Jardim Fitness.

- Oi Ani, esse é o Jonathan. Ele vai ser seu novo professor.
- Oi – disse Ani, me olhando de cima a baixo.
Não parecia animada em me ver, mas também não me reprovava. Acho que só estava me analisando, me encarando firme.
- Oi! Bom, a Flor deve ter te falado que a partir de amanhã ela não vai mais estar de manhã, então de agora em diante sou eu quem vai te ajudar.
- Sim, ela tinha me falado algo – Ani era meio seca nas respostas, mas não parecia de mau humor. Acho que tava triste porque a Flor ia embora.
— Jonathan é um professor muito bom, e acima de tudo um cara muito gente boa e profissional — comentou Flor. — Você está nas melhores mãos.
- Que bom- Ani esboçou um sorriso pela primeira vez na conversa. Um sorriso muito gostoso, por sinal.
— Bom, vou deixar vocês pra irem praticando. Aqui tá seu plano, Jony. Boa sorte! – Flor se despediu e eu fiquei com a Ani.
Foi uma sessão bem produtiva. A Ani era uma mina que dava gosto trabalhar. Sabia que ela tava treinando há pouco tempo, então tinha dificuldade com várias técnicas, mas era uma aluna dedicada. Prestava atenção nas minhas correções e se concentrava em melhorar cada vez mais. Dava pra ver que aprendia rápido e queria se superar, que é o que mais importa.
- Ei, e você tem algum objetivo específico pra treinar? Saúde, ganhar músculo, definir, ou faz algum esporte talvez?
- Ahh não, só queria malhar – respondeu, embora pela primeira vez tenha desviado o olhar enquanto falava. Não soou muito convincente.
- Ah, perfeito – percebi que ela não queria falar sobre o assunto – Isso é o mais importante, e dá pra ver sua vontade. Você aprende muito rápido.
- Obrigada – ela sorriu, me encarando de volta nos olhos – E dá pra ver que você é um puta professor bom.
No final, a Ani terminou a rotina dela de forma perfeita e ganhou meus parabéns, que ela agradeceu com um sorriso tímido. Falei pra ela dar uma alongada pra finalizar, enquanto eu dava uma saída por um segundo.
Fui na secretaria e procurei a Flor. Ela tava na recepção, dando uma olhada nuns papéis.
— Como é que tá tudo com a Ani?
- Muito bem, é uma ótima aluna! Muito boa, e dá pra ver que ela gosta e se esforça.
- Ela é uma foda. Fiquei pouco tempo com ela, mas deu pra virar amiga. Então é melhor você tratar ela direitinho! – falou enquanto me dava um tapa no peito que me pegou de surpresa e me apontava com o dedo indicador.
Olhei pra ela assustado e meio irritado, porque a Flor era muito forte e a palmada dela tinha me machucado. Mas quando vi o rosto dela e o sorrisinho irônico que ela carregava, me acalmei.
— Vou tratar ela superbem, e vou mostrar que sou o melhor professor daqui — falei sorrindo.
— Ah, e mais uma pergunta, cê sabe por que ela resolveu começar a treinar? Perguntei pra ela e não quis responder.
- Ehh, é um assunto complicado – Flor baixou a voz de repente – Supostamente ela só queria treinar, mas acho que no fundo tem a ver com o fato de o namorado ter largado ela por outra mina uns meses atrás, e isso gerou uma insegurança nela com ela mesma e com o corpo dela. Parece durona, mas no fundo é uma garota muito sensível.
Sacudi a cabeça, meio triste. Não me surpreendi com nada, infelizmente. Muitas minas costumam passar por uns momentos assim, mas por algum motivo me deu mais pena que fosse uma mina tipo a Ani. Me despedi da Flor e voltei com minha nova aluna.
Quando vi ela, tive outra surpresa gostosa. A Anino não só tava se alongando direitinho, mas também mostrando uma elasticidade impressionante. As pernas dela estavam abertas praticamente 180°, e a técnica era tão delicada que parecia uma bailarina de balé. Não tinha nada que invejar da mina que tava se alongando bem atrás dela, uma gostosa tão esbelta e graciosa que os próprios professores da academia chamavam de "a modelo"..
—Bom, Ani, é só isso por hoje. Uma primeira aula incrível, tenho que te parabenizar.
- Valeu – ela respondeu, com um sorriso de orelha a orelha – Também me senti muito à vontade.
Ani me deu um beijo na bochecha (que perfume suave) antes de soltar um gritinho.
- Preciso me despedir da Flor! Me desculpa! Te vejo amanhã!
E na mesma hora saiu quase correndo. Fiquei divertido, enquanto acompanhava seu trote. Percebi na hora que ela não estava acostumada a correr. Tinha zero técnica e seu trote parecia quase cômico.
Mas o que mais me chamou a atenção foi a parte de baixo. Aquela bunda generosa se mexia de forma bem descoordenada, mas nem por isso menos hipnotizante. Subia e descia, pulava e quicava pesadamente, quase que em câmera lenta. Subia e descia. Quicava. Mais um quique. Outro. Um pulinho. Quique…

— Gostou do que tá vendo? — Uma voz fria me tirou do devaneio. Era a Vale, a mina que tava se espreguiçando atrás da Ani um segundo atrás. Ela apontou pro meio das minhas pernas, onde, pra minha vergonha, dava pra ver um belo volume. Confesso que tenho um pau bem grande, tão grande que mesmo sem estar totalmente duro já fica um tamanho considerável.
- Não, só a vejo como aluna – respondi rapidamente, desviando o olhar.
— Ah, não tava falando dela — respondeu Vale com desdém — Tô falando agora há pouco, quando você supostamente tava olhando sua aluna gordinha se espreguiçar, na real cê tava me olhando. Óbvio que essa reação não vem de ver a quatrinhos gordinha, e sim de mim — enquanto apontava pro próprio corpo. A verdade é que a Vale tinha um corpo perfeito, daqueles que só se vê em desfile. Magra e quase tão alta quanto eu, sempre esbelta e de cabeça erguida. Não tinha um único grama de gordura no corpo todo. As pernas dela pareciam não ter fim, a barriga era totalmente lisa e os braços eram tão finos quanto macios. A pele totalmente pálida contrastava com o cabelo comprido e preto como azeviche. Os olhos eram incrivelmente azuis e se destacavam junto com um nariz empinado e perfeito, como se tivesse sido feito à mão. Ela não sorria muito, mas quando sorria mostrava uma fileira infinita de dentes branquíssimos e perfeitos. Mas o mais chamativo eram os peitos dela, incrivelmente grandes pra um corpo tão magro. E perfeitamente proporcionados, altivos e elegantes, como o resto do corpo. A Vale sabia disso e sempre usava roupas apertadas, de cores que combinavam com os olhos dela, e tops justos que realçavam os balões dela.

—Não percebi que você estava aí — respondi seco. A Vale não me descia bem, ainda mais depois de chamar a Ani de "gordinha quatro olhos".
- Como quiser – respondeu revirando os olhos.
- Tanto faz, não tenho tempo pra punheteiro.
Vale foi embora com seu andar típico, delicado e elegante, como se estivesse desfilando numa passarela. Enquanto eu seguia com os olhos aquela bundinha gostosa, só me veio um pensamento: “Você vai sera modelo, mas a Ani tem uma raba muito mais gostosa que a sua
Continua...
A gente chamava de "secretaria", mas na real não passava de um quartinho pra guardar equipamento, roupa e os poucos papéis e documentos necessários pro nosso trampo. Mas o valor dela tava na localização: ficava estrategicamente posicionada atrás da recepção e embaixo da escada, e o único jeito de entrar era por trás do balcão da recepção. Então, era o bunker onde a gente, o pessoal do staff da academia, se reunia quando queria falar longe dos clientes, ou como a gente chamava, "a comunidade".I was quietly having tea in the secretary's office when I heard them arrive. They came in a herd, as always, laughing loudly. I focused on my cup and ignored their conversation (a difficult thing, since they were shouting), until I caught a part that concerned me:
— Nico, para de comer na frente dos pobres —dizia Omar entre risadas—. Todo mundo sabe que hoje você vai embora mais cedo porque tem um encontro.
— E aí, quem pode, pode — respondeu Nico, o dono da academia, com aquele sorriso metido dele.
- Quem toca hoje? A loira peituda? A modelo? Uma das gêmeas?
- As duas gêmeas? – cortou outro, enquanto a galera de risadas festejava.
- Amanhã eles vão se foder – disse Nico, enquanto se levantava – Agora vão trabalhar, que é pra isso que eu pago vocês. Ah, e mais uma coisa, lembra, Tanque, que hoje você tem que ficar pra fechar.
— Hoje não posso — protestou Tanque, que fazia jus ao apelido — Sabe que quinta-feira tenho que cuidar do moleque.
- Porra, mãe, esqueci – Nico segurou a cabeça – Quem mandou colocar e não tirar antes… Bom, não importa. Fica o Virgem.
Nico parou enquanto o coro explodia em gargalhadas. Antes de sair do quartinho, ele se virou pra me olhar e lembrou que 15 minutos antes de fechar eu tinha que avisar o pessoal. Atrás dele, saiu o resto do grupo.
"O Virgem" sou eu, obviamente. Tecnicamente não sou, claro, mas meus queridos colegas me deram esse apelido porque eu era simplesmente o único membro da equipe do Jardim Fitness que nunca tinha comido nenhuma das "alunas". É verdade que não tava há tanto tempo trabalhando lá, mas de qualquer forma não tava muito interessado nisso. Ainda mantinha um mínimo de profissionalismo.
- Você não pode deixar que te tratem assim – uma voz seca me repreendeu da altura dos meus peitorais.
— Oi, Flor.
- Sério. Não podem te tratar assim, não sei por que você não fala nada pra eles.
— Não tô nem aí — menti, dando de ombros.
— Se você não der uma resposta, eles vão passar por cima de você. É o único jeito. Por que você acha que ninguém mexe comigo?
Eu olhei para ela, pensativo. Flor era uma garota muito baixinha (não mais que 1,50m), mas nada de frágil. Tinha um corpo sólido e extremamente musculoso: bíceps e tríceps definidos, braços fortes, abdômen durinho como tábua de passar roupa, coxas largas como a cabeça dela e perfeitamente torneadas, e panturrilhas de jogadora de futebol profissional. Mas o que mais intimidava era o rosto dela: não era feia, de jeito nenhum, mas a mandíbula sempre cerrada e travada, os olhos pretos com um olhar sempre duro e frio, e a falta de sorriso faziam com que ninguém brincasse com ela. E apesar de tudo, era minha única amiga em todo o lugar.

— Ninguém mexe com você porque você é a mais velha — brinquei. A Flor tinha 28 ou 29 anos.
- Nico tem a minha idade, embora se comporte como um moleque.
- Então por que não te chamam de "Virgem" ou algo assim? Por que eles latem quando chegam perto de você?
- Não é só por isso – respondeu misteriosamente.
Na verdade, é porque esse apelido é reservado só pra quem NÃO comeu alguém que vem pra essa academia – completou enquanto se virava e ia embora.
A resposta dela me deixou pasmo e pregado no chão. Enquanto tentava processar o que aquilo significava, meu olhar se perdeu vendo a bunda musculosa dela se afastar. Como o resto do corpo, a bunda dela era perfeita, mas não do tipo de perfeição que os caras costumam preferir. Não era fofinha nem macia, mas dura e forte. As nádegas dela não eram balões que davam vontade de acariciar ou massagear, e sim balas de canhão que ameaçavam triturar tudo que ousasse chegar perto.
- Vê se para de olhar pra minha bunda parado aí e, em vez disso, me segue – a voz da Flor me tirou do devaneio – Lembra que tenho que te apresentar sua nova aluna, e não quero que ela pense que você é um tarado.
- Não tava olhando pra sua bunda – menti, embora minhas bochechas vermelhas me entregassem – E de qualquer forma, por que essa mina vai ser minha aluna?
A Flor sempre dava aula de manhã, mas a partir do dia seguinte ia mudar o horário dela pra tarde por motivos pessoais (nem pra mim ela quis explicar quais eram os motivos). Então os alunos que estavam sob responsabilidade dela iam ser distribuídos pros outros professores, menos pra mim, claro. Menos aquela aluna em particular, por algum motivo.
- Porque não posso deixar essa garota com nenhum dos outros animais.
- Por quê? Porque vão tentar levar ela pra cama?
- Não, porque essa mina tem coração.
…Quando cheguei no destino e vi minha nova aluna, tive uma ótima primeira impressão. A garota tinha aquele tipo de corpo que gera polêmica. Uns diriam que era gorda ou feia, mas não era bem assim. Talvez "curvy" fosse melhor, mas odeio esse termo. É verdade que era cheinha, mas não chegava a ser gorda. Não tinha estrias nem pele "caída". Os quadris eram largos, mas não demais. Era uma mulher com muitas curvas, mas proporcionadas. O cabelo dela era escuro e bem liso, batendo exatamente nos ombros, dando um ar de delicadeza e estilo. Mas o que mais me marcou foi o rosto. Os traços dela eram realmente muito bonitos, mesmo escondidos atrás de uns óculos grandes e elegantes, mais próprios de um escritório ou biblioteca do que de uma atividade física. E o olhar… era daquele tipo que impressiona porque transmite ao mesmo tempo inteligência, orgulho, sensibilidade e, acima de tudo, profundidade. Na hora percebi que não era a típica garota vazia de academia que tanto me irritava e que lotava o Jardim Fitness.

- Oi Ani, esse é o Jonathan. Ele vai ser seu novo professor.
- Oi – disse Ani, me olhando de cima a baixo.
Não parecia animada em me ver, mas também não me reprovava. Acho que só estava me analisando, me encarando firme.
- Oi! Bom, a Flor deve ter te falado que a partir de amanhã ela não vai mais estar de manhã, então de agora em diante sou eu quem vai te ajudar.
- Sim, ela tinha me falado algo – Ani era meio seca nas respostas, mas não parecia de mau humor. Acho que tava triste porque a Flor ia embora.
— Jonathan é um professor muito bom, e acima de tudo um cara muito gente boa e profissional — comentou Flor. — Você está nas melhores mãos.
- Que bom- Ani esboçou um sorriso pela primeira vez na conversa. Um sorriso muito gostoso, por sinal.
— Bom, vou deixar vocês pra irem praticando. Aqui tá seu plano, Jony. Boa sorte! – Flor se despediu e eu fiquei com a Ani.
Foi uma sessão bem produtiva. A Ani era uma mina que dava gosto trabalhar. Sabia que ela tava treinando há pouco tempo, então tinha dificuldade com várias técnicas, mas era uma aluna dedicada. Prestava atenção nas minhas correções e se concentrava em melhorar cada vez mais. Dava pra ver que aprendia rápido e queria se superar, que é o que mais importa.
- Ei, e você tem algum objetivo específico pra treinar? Saúde, ganhar músculo, definir, ou faz algum esporte talvez?
- Ahh não, só queria malhar – respondeu, embora pela primeira vez tenha desviado o olhar enquanto falava. Não soou muito convincente.
- Ah, perfeito – percebi que ela não queria falar sobre o assunto – Isso é o mais importante, e dá pra ver sua vontade. Você aprende muito rápido.
- Obrigada – ela sorriu, me encarando de volta nos olhos – E dá pra ver que você é um puta professor bom.
No final, a Ani terminou a rotina dela de forma perfeita e ganhou meus parabéns, que ela agradeceu com um sorriso tímido. Falei pra ela dar uma alongada pra finalizar, enquanto eu dava uma saída por um segundo.
Fui na secretaria e procurei a Flor. Ela tava na recepção, dando uma olhada nuns papéis.
— Como é que tá tudo com a Ani?
- Muito bem, é uma ótima aluna! Muito boa, e dá pra ver que ela gosta e se esforça.
- Ela é uma foda. Fiquei pouco tempo com ela, mas deu pra virar amiga. Então é melhor você tratar ela direitinho! – falou enquanto me dava um tapa no peito que me pegou de surpresa e me apontava com o dedo indicador.
Olhei pra ela assustado e meio irritado, porque a Flor era muito forte e a palmada dela tinha me machucado. Mas quando vi o rosto dela e o sorrisinho irônico que ela carregava, me acalmei.
— Vou tratar ela superbem, e vou mostrar que sou o melhor professor daqui — falei sorrindo.
— Ah, e mais uma pergunta, cê sabe por que ela resolveu começar a treinar? Perguntei pra ela e não quis responder.
- Ehh, é um assunto complicado – Flor baixou a voz de repente – Supostamente ela só queria treinar, mas acho que no fundo tem a ver com o fato de o namorado ter largado ela por outra mina uns meses atrás, e isso gerou uma insegurança nela com ela mesma e com o corpo dela. Parece durona, mas no fundo é uma garota muito sensível.
Sacudi a cabeça, meio triste. Não me surpreendi com nada, infelizmente. Muitas minas costumam passar por uns momentos assim, mas por algum motivo me deu mais pena que fosse uma mina tipo a Ani. Me despedi da Flor e voltei com minha nova aluna.
Quando vi ela, tive outra surpresa gostosa. A Anino não só tava se alongando direitinho, mas também mostrando uma elasticidade impressionante. As pernas dela estavam abertas praticamente 180°, e a técnica era tão delicada que parecia uma bailarina de balé. Não tinha nada que invejar da mina que tava se alongando bem atrás dela, uma gostosa tão esbelta e graciosa que os próprios professores da academia chamavam de "a modelo"..

—Bom, Ani, é só isso por hoje. Uma primeira aula incrível, tenho que te parabenizar.
- Valeu – ela respondeu, com um sorriso de orelha a orelha – Também me senti muito à vontade.
Ani me deu um beijo na bochecha (que perfume suave) antes de soltar um gritinho.
- Preciso me despedir da Flor! Me desculpa! Te vejo amanhã!
E na mesma hora saiu quase correndo. Fiquei divertido, enquanto acompanhava seu trote. Percebi na hora que ela não estava acostumada a correr. Tinha zero técnica e seu trote parecia quase cômico.
Mas o que mais me chamou a atenção foi a parte de baixo. Aquela bunda generosa se mexia de forma bem descoordenada, mas nem por isso menos hipnotizante. Subia e descia, pulava e quicava pesadamente, quase que em câmera lenta. Subia e descia. Quicava. Mais um quique. Outro. Um pulinho. Quique…

— Gostou do que tá vendo? — Uma voz fria me tirou do devaneio. Era a Vale, a mina que tava se espreguiçando atrás da Ani um segundo atrás. Ela apontou pro meio das minhas pernas, onde, pra minha vergonha, dava pra ver um belo volume. Confesso que tenho um pau bem grande, tão grande que mesmo sem estar totalmente duro já fica um tamanho considerável.
- Não, só a vejo como aluna – respondi rapidamente, desviando o olhar.
— Ah, não tava falando dela — respondeu Vale com desdém — Tô falando agora há pouco, quando você supostamente tava olhando sua aluna gordinha se espreguiçar, na real cê tava me olhando. Óbvio que essa reação não vem de ver a quatrinhos gordinha, e sim de mim — enquanto apontava pro próprio corpo. A verdade é que a Vale tinha um corpo perfeito, daqueles que só se vê em desfile. Magra e quase tão alta quanto eu, sempre esbelta e de cabeça erguida. Não tinha um único grama de gordura no corpo todo. As pernas dela pareciam não ter fim, a barriga era totalmente lisa e os braços eram tão finos quanto macios. A pele totalmente pálida contrastava com o cabelo comprido e preto como azeviche. Os olhos eram incrivelmente azuis e se destacavam junto com um nariz empinado e perfeito, como se tivesse sido feito à mão. Ela não sorria muito, mas quando sorria mostrava uma fileira infinita de dentes branquíssimos e perfeitos. Mas o mais chamativo eram os peitos dela, incrivelmente grandes pra um corpo tão magro. E perfeitamente proporcionados, altivos e elegantes, como o resto do corpo. A Vale sabia disso e sempre usava roupas apertadas, de cores que combinavam com os olhos dela, e tops justos que realçavam os balões dela.

—Não percebi que você estava aí — respondi seco. A Vale não me descia bem, ainda mais depois de chamar a Ani de "gordinha quatro olhos".
- Como quiser – respondeu revirando os olhos.
- Tanto faz, não tenho tempo pra punheteiro.
Vale foi embora com seu andar típico, delicado e elegante, como se estivesse desfilando numa passarela. Enquanto eu seguia com os olhos aquela bundinha gostosa, só me veio um pensamento: “Você vai sera modelo, mas a Ani tem uma raba muito mais gostosa que a sua
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