O dado...

Vocês lembram daquela informação que eu estava esperando no dia em que recebi a ligação do Cholo da cadeia? Finalmente chegou. Foi o Julio quem me passou: o sócio que uma tarde chegou no escritório alucinado, querendo quebrar tudo porque o guincho tinha deixado ele esperando por mais de três horas. Depois de "atender" ele com a experiência e profissionalismo que me caracterizam, ele se acalmou, acabou me pedindo desculpas pelos surtos e, principalmente, ficamos amigos. A informação era sobre uma frota de táxis, uns vinte carros. O dono queria mudar de companhia e o Julio, que tinha trabalhado pra ele antes de ter o próprio táxi, me recomendou. O dono se chama Tony, um cara que deve estar mais ocupado que o presidente, porque me mudou umas três vezes a data e hora da reunião. Finalmente, quando ele confirmou, depois de tanta enrolação, larguei tudo e fui até o escritório dele na rua Ecuador, decidida a conseguir aquelas apólices. O lugar parece uma concessionária. Uma secretária me atende, pega meus dados e me faz esperar num espaço por onde passam funcionários o tempo todo. Depois de uns dez ou quinze minutos, a porta do escritório abre e saem dois homens: um de terno e o outro de jeans e camisa. Eles se despedem com um aperto de mão; com certeza acabaram de fechar algum negócio. O de terno vai embora, então o que fica, de camisa, deve ser o Tony. Uns 60 anos, robusto, barrigudo, cabelo preto tingido, comprido atrás, ralo na frente, e com um bigodão que dá uma certa vibe de ator pornô dos anos setenta. Ele percebe que estou sentada esperando e fica me encarando. -A senhora (meu sobrenome) está esperando o senhor- informa a secretária. -Ah sim, a do seguro, né?- -A mesma...- confirmo me levantando -O Julio nos colocou em contato- -Esse Julinho...- responde me olhando de um jeito que eu já estou acostumada -Se ele tivesse sido mais específico, eu te chamava antes...- Ele indica pra secretária não passar ligações, que não está pra ninguém, e entramos no escritório dele. oficina. Ele me convida a sentar e pergunta se quero uma dose. —São onze da manhã…— observo, com um sorriso. —Não tem horário para um Blue Label…— responde, se aproximando de um bar bem abastecido. —Tá bom, aceito um…— falo, pra não desprezar. Ele serve dois copos, me entrega o meu e senta com o dele do outro lado da escrivaninha. —E então, vamos ver… começa a se vender…— Entre idas e vindas, e depois de quase uma hora negociando isso, aquilo e mais um pouco, chegamos a um acordo: a frota inteira seria segurada por mim. —O Julito tinha razão, você é muito boa no que faz…— diz, depois de fechar o acordo com um aperto de mão. Já estava me levantando pra me despedir quando ele solta: —Sabe de uma coisa? Gostei do seu jeito, da sua forma de negociar… Tenho uma coleção de carros clássicos. Queria segurá-los com você também…— —Sim, claro. Quando eu poderia vê-los?— —Agora mesmo, se você não estiver com pressa…— responde, pegando um chaveiro da escrivaninha. Saímos do escritório. Antes, ele vira o copo de uísque de uma vez só. Eu mal molho os lábios. Ele avisa a secretária que vamos estar na garagem e entramos num elevador. Ele libera com uma chave o segundo subsolo e descemos. O primeiro é para os táxis, a frota que vou segurar. O segundo, para a coleção privada dele: um Chevrolet Corsa, um Falcón, um Torino, um Fiat 600, um Dodge 1500, um Peugeot 504, um Citroën 3CV, todos restaurados como novos, como se nunca tivessem saído da fábrica. As luzes da garagem têm sensor de movimento e vão acendendo conforme avançamos, por isso o último que vejo, bem no fundo, como escondido, é um Renault 12 vermelho. Fiquei emocionada ao reconhecê-lo, porque meu tio Carlos tinha um igual, até da mesma cor. —Gostou?— pergunta Tony ao notar meu interesse. Fico em silêncio por um momento, contornando o carro, acariciando a lataria, tentando recuperar as lembranças daqueles anos tão maravilhosos. —Você não vai acreditar, mas num igual a este… eu tive minha primeira vez...— digo então, direta, sem filtro. Não é verdade, não me desvirgaram num carro. Mas por alguma razão estranha, me senti tentada a provocá-lo daquele jeito. E embora meu tio não tenha me feito mulher dentro de um Renault, é verdade que a gente tinha passado bons momentos num carro como aquele. Lembrava dele me buscando pra ir pra um hotel quando eu já tinha feito dezoito, ou me levando pra casa dele quando a tia Edith não estava, antes de eu completar a idade. — Posso ver o interior? — pergunto. Ele mesmo abre a porta e fica parado ali, como me convidando a me aproximar. Me inclino pra olhar pra dentro, empinando a bunda pro lado dele. Não sei por quê, se pelos lembranças, se porque veio tudo à tona do que vivi com meu tio, mas de repente deu uma vontade de comer aquele cara ali mesmo, naquela garagem meio escura, num carro que fazia parte importante das minhas lembranças de juventude. Obviamente ele tinha me levado pro subsolo pra mesma coisa. Não sou boba. Talvez não pra me comer de cara, mas sim pra tentar algum truque de sedução. Então ia facilitar o trabalho dele. — Até cheira igual... — digo, ainda inclinada, deixando ele contemplar à vontade toda a parte de trás do meu corpo. Ele ainda deve estar processando minhas palavras, porque não diz nada. Mas consigo sentir o olhar dele cravado em mim, percorrendo a curva das minhas costas e o jeito que minha bunda se levanta tentadora enquanto me inclino mais pra dentro do carro. — E foi bom...? Digo, sua primeira vez — ele pergunta com a voz mais grave. — A melhor experiência da minha vida... — respondo — Embora estranhamente nunca mais fiz de novo num carro... — Sinto o calor do corpo dele atrás de mim. Ele não me toca, mas está perto o bastante pra presença dele arrepiar minha pele. O cheiro de couro do banco se mistura com o perfume dele. — Você gostaria de reviver esse momento? — ele propõe, apoiando uma mão na minha cintura. Me levanto, mas não afasto a mão dele. Deixo ele continuar me tocando. — O que você tá querendo dizer, Tony? Eu respondo, olhando sério para ele. —Nada. Só que você teve uma experiência gostosa num carro assim… A gente pode reviver isso— —Reviver como?— —Exatamente como foi…— —Transando, quer dizer?— Ele concorda com um sorriso perverso. —Cê tá louco, Tony? E se desce um dos seus funcionários e nos pega… eu morro…— Não digo que ele tá se passando, que o que ele propõe é fora de lugar, que é um sem-vergonha… Não. Em vez disso, minha preocupação é sermos descobertos. —Ninguém vem a essa garagem sem minha autorização— ele me garante. —Sério?— —Sou o único que tem a chave…— Eu olho pra ele fingindo hesitação, como se estivesse prestes a tomar uma decisão de alto risco. Então, sem dizer nada, tiro o blazer, deixo em cima do teto e, me abaixando, entro no carro. Quando ele tá prestes a entrar comigo, eu o seguro colocando uma mão no peito dele. —O que foi? Se arrependeu?— ele se assusta. —Primeiro as primeiras coisas…— eu sorrio. Sentada, com as pernas pra fora, desabotoo a calça dele. Tony solta uma exclamação quando meto a mão pra dentro pra tirar a pica dele. Ela tá toda molhada, meio borrachuda ainda, mas quando começo a chupar, ela fica dura que nem um ferro. Ele fica ali parado, um braço apoiado na porta aberta e o outro no teto, enquanto eu dou uma chupada que arranca uns gemidos bem excitados dele. Então desabotoo minha camisa, solto o sutiã, que tem um botãozinho na frente, e juntando os peitos com as mãos, faço uma espanhola nele. —Que puta que pariu, Julito! Por que não me avisou antes…!— ele exclama divertido. Então ele tira a pica de entre os peitos e, me agarrando pelos cabelos, me faz engolir até meu nariz afundar na mata escura e grossa dos pelos dele. —¡¡¡Aaagggghhhhh… Aaagggghhhhh… Aaagggghhhhh…!!!— eu me engasgo, quase chorando. Cada estocada quica na minha glote, fazendo minha saliva espirrar pra todo lado. Quando ele tira da minha boca, toda lambuzada com minha baba, eu suspiro aliviada: ¡¡¡Ahhhhhhhhhh…!!! Eu subo A minissaia, eu puxo a calcinha pro lado e, me recostando de costas, me ofereço toda molhada e quente. Ele se ajoelha, se inclina entre minhas pernas e me chupa a buceta voraz, desaforado. Me trabalha com a língua e os dedos, arrancando uns gemidos por demais excitados. —Tony... me diz que você tem camisinha!— falo quando o tesão me domina e já não consigo me controlar. A cara dele quando aparece entre minhas coxas, o bigode molhado com meu caldo íntimo, diz tudo. Não, ele não tem camisinha. —Não importa, vem, me come mesmo assim, mas goza fora...— aviso. Ele abaixa a calça até os joelhos e, se jogando sobre mim, dentro do Renault, me enfia com um empurrão forte. O Tony é um bom comedor. Ele se move de um jeito que não busca só o próprio prazer, mas também o meu, batendo no meu clitóris cada vez que se enterra até o fundo. Eu tenho os pés apoiados no estribo, mas logo levanto e, envolvendo o corpo largo e pesado dele, me mexo junto, sentindo a pica batendo brutalmente dentro de mim. O cheiro de couro do estofado, o óleo de carro, o barulho das lâmpadas fluorescentes... tudo se junta pra fazer daquele um momento deliciosamente erótico. —Vai... Vai... Me come... Siiiiim... Toda... Me dá toda... Siiiiim... Ahhhhhhh...!!!— eu o exalto, guiando ele pra uma foda urgente, necessária. E mesmo com o aviso, ele goza dentro. Mas tudo bem, faz poucos dias que troquei o adesivo, então deixo ele se descarregar por completo dentro de mim, os dois aproveitando um orgasmo que, mesmo inesperado, transborda intensidade e veemência. —Que transa gostosa, Tony...!— falo entre suspiros tranquilos, e depois beijo ele com sentimento genuíno. Não se parece em nada com meu tio Carlos, meu tio era um gato danado, mas o jeito dele, o trato... por um momento pareceu que eu estava com ele de novo. —Mariela, não exagero se te digo que você é a melhor corretora de seguros com quem já tive o prazer de trabalhar— me elogia. —Pode me chamar de Mary… —digo, sorrindo, ainda impactada pelo orgasmo. A gente se beija de novo, gostoso, intensamente. Quando ele se levanta, eu passo a mão na minha buceta, notando como a porra começa a escorrer. —E aí, como foi? Mais ou menos como sua primeira vez? —ele pergunta enquanto sobe a calça e abotoa. Eu também me levanto, ajeito a calcinha, abaixo a minissaia, aliso ela pelos lados e fico olhando pra ele como quem diz: sério que você acreditou nisso? —Tony, ninguém me desvirginou num carro… —Ele fica me olhando sem entender. —Quando a gente se cumprimentou no seu escritório, eu soube que você e eu íamos acabar transando. Por que não aqui? —Como você me fez entrar…! —Você vai me dizer que me fez descer até aqui só pra me mostrar os carros…? —respondo, vestindo o blazer. O sorriso dele diz tudo... Enquanto subimos no elevador, tentando nos arrumar o melhor possível, depois de termos nos esfregado no banco de trás de um carro, Tony me abraça e, me colando no corpo dele, propõe: —A gente tem que ir pra um hotel, pra ter mais tempo e ficar mais confortáveis... —Fechou, me liga durante a semana e a gente combina —digo, beijando ele. Ele me solta bem quando a porta abre no andar principal. Saímos e eu não sinto só o olhar da secretária, mas também dos funcionários que passam por ali, e de umas duas pessoas que estão esperando onde eu tinha sentado antes. Todo mundo percebe que a gente transou. Dá pra notar não só no rubor das nossas caras, mas também em alguma desarrumação na roupa, já que eu, por exemplo, tinha ficado com a minissaia toda amassada. Me despeço do Tony e saio do lugar tentando não cruzar o olhar com ninguém. Embora eu possa ser bem sem vergonha em certos momentos, em situações assim eu fico meio envergonhada. Naquela mesma semana o Tony me liga e a gente vai pra um hotel. Se a foda no Renault tinha sido dez, agora, sem pressa e com mais conforto, foi mil. Não sei quantas vezes a gente transou, mas ficamos Fodendo por mais de um turno. Só de dizer que entramos com o sol ainda lá em cima, e saímos no meio da noite, com a lua mais brilhante do que nunca. Dizem que não se deve misturar negócios com prazer... Têm certeza?...O dado...
vadia

4 comentários - O dado...

Increíble tu relato como siempre. Quedó muy conforme con el trato
Van 10 puntos Marita sos la mejor zorra como disfrutas de coger es un poema me dejas siempre con la verga dura escuchando tus relatos

El dato...