Era um sábado como qualquer outro, um fim de semana comum. Mateo tinha acabado de sair da escola fazia apenas um mês, com seus 16 anos, a idade normal em que se termina a escola na Colômbia. A mãe dele é a única pessoa importante na vida dele; criou ele sozinha porque o pai sumiu e eles não têm mais parentes próximos. Ela saiu pra trabalhar mesmo sendo fim de semana, pra cobrir a falta de um colega. Mateo é um garoto normal. Quem conhece ele o define como carismático, mas ele parece mais ser tímido; isso contrasta, no entanto, com o porte dele, já que, apesar de não ser muito alto, é bem avantajado em termos de corpulência. Sem ser extraordinariamente bonito, "está acima da média" em questão de beleza. Isso, porém, nunca trouxe sorte no amor, porque ele nunca teve uma namorada sequer na vida. Ele se despediu da mãe naquele dia de forma totalmente normal, com um "até logo". No meio do dia, ligam pro Mateo; ao atender, ele ouve a voz de uma garota explicando que liga do hospital; o primeiro pensamento dele é que ela deve ter errado o número, mas rapidamente ele fica desnorteado ao ouvir o nome da mãe dele. Ela explica que a mãe dele, a única pessoa na vida dele, foi atropelada atravessando uma faixa de pedestres, morrendo na hora. Ele fica em choque, a mente dele fica completamente em branco, sem dizer uma palavra por pelo menos um minuto; só sai desse choque quando a pessoa do outro lado da linha diz "sinto muito pela sua perda". Imediatamente, ele desaba no chão, chorando desesperadamente. Pedem pra ele ir ao hospital pra testemunhar que a mulher é realmente a mãe dele, ele vai ainda esperançoso de que a mulher não seja ela, numa fase de negação. Ao chegar, era realmente a mãe dele que estava deitada na maca. A polícia explica que o assassino fugiu e que não havia câmeras que gravassem a placa, mas alguns vizinhos disseram como era o carro; dizem que Eventualmente vão encontrar o culpado. Ao voltar pra casa, todos os pensamentos sobre a mãe começam a invadir a cabeça dele. Saber que naquela manhã ele saiu achando que seria um dia normal faz ele desabar em lágrimas; que poderia ter sido evitado facilmente se um colega dele tivesse ido trabalhar. Que aquela mulher tão carinhosa, que o criou com tanto amor, já não está mais. "Por que logo ela?", esse é o pensamento que mais dói, que tenha sido justamente uma mulher como ela. De repente, todos esses pensamentos são interrompidos pela batida na porta de casa. Ao abrir, é a vizinha dele, Valéria. Era uma grande amiga da mãe dele. É uma mulher de 34 anos, mas que ainda se mantém muito bem, não aparenta a idade. É uma mulher branca, bem gostosa mesmo sem ter um corpo exuberante, pela personalidade e, principalmente, pelo rostinho bonito. —Oi, Mateus. Fiquei sabendo do que aconteceu com sua mãe — ela diz entre lágrimas. Mateus fica calado, com um nó na garganta que não deixava ele falar nada. —Olha, não sei o que te dizer, você sabe que ela era minha melhor amiga. Pode vir morar comigo pelo tempo que quiser, até você se estabilizar — propõe Valéria, parando de chorar. Mateus, ainda sem conseguir falar, só balança a cabeça que sim. Imediatamente pega algumas coisas em casa pra sair, mostrando que vai com ela na hora. Assim, eles começam a morar juntos. Na casa dela, ele ganha um quarto pra ficar. —Bom, Mateus. Qualquer coisa que precisar, pode me falar, estou aqui pra você — ela fala com um carinho que mostra a maturidade dela, mesmo com a dor de ter perdido a melhor amiga. Ela sai do quarto e Mateus fica sentado na beira da cama, em silêncio. As vozes na cabeça dele não param, o barulho é insuportável. Milhares falam ali dentro, coisas diferentes, mas todas com o mesmo significado: tristeza total, frustração e raiva. Ele apaga. a luz e se deita na cama. De barriga pra cima, fica com os olhos abertos sem conseguir controlar o barulho, até que aos poucos, depois de um tempo, consegue pegar no sono. Na manhã seguinte, acorda cedo mas não quer levantar, só fica na cama, se mexendo de vez em quando. Valeria ouve os movimentos e bate na porta, ele dá permissão pra entrar e ela entra. —Fiz o café da manhã, se não quiser comer, tudo bem. —Já vou, me dá um tempo —responde Mateo. Ele se veste (já que Mateo dorme só de cueca) e vai pra mesa. Estão só Valeria e ele, já que ela, apesar de ter 34 anos, mora sozinha. Ela fez ovos fritos com pão, e eles comem devagar, claramente sem apetite, pensando no que aconteceu no dia anterior. Conversam sobre coisas banais enquanto comem, até terminarem, e aí Valeria vai trabalhar. Mateo passa o dia sozinho em casa, sem fazer nada, nem sequer ver TV. Deitado na cama, com cochilos intermitentes, passa o dia assim. Valeria chega às 6 da tarde. Ela cumprimenta ele quando entra e depois vai se trocar no quarto. Um tempo depois, chama ele pra jantar, repetindo o ciclo do café da manhã. Depois do jantar, agradece a Valeria e vai dormir. E assim, com essa rotina, os dias de Mateo vão passando. Acordar, tomar café com Valeria, dormir o dia todo e jantar pra depois ir dormir. Repetindo isso por pelo menos um mês, até que Valeria percebe que Mateo não consegue se reerguer. Aos poucos, ela tenta se conectar com ele pra ajudá-lo a lidar com o luto. Mateo não muda no começo, a perda foi tão dolorosa que ele só pensa nisso, sem conseguir se levantar. Valeria não desiste, mesmo sem ver mudanças, e ao longo das semanas Mateo vai se abrindo. A rotina muda um pouco: agora, em vez de dormir o dia todo, ele via TV, o que já é uma mudança, mesmo que pequena. Alguns dias, ele até cozinhava pra Valeria. Além disso, algo que ele não fazia tanto antes, agora Toma banho todo dia. Uma noite, durante o jantar, eles têm uma conversa especialmente mais profunda. Mateo começa a se abrir sobre seus sentimentos, sobre sua dor. —Não vejo sentido em nada. Nessas semanas, percebi como você queria melhorar meu humor. Me ajudou um pouco, mas não sei até que ponto. Só me sinto um pouco menos mal, o suficiente pra fazer mais coisas além de dormir o dia inteiro — explica Mateo. —Mateo, sua vida não tem que acabar por causa do que aconteceu. É uma perda pesada, mas isso não significa que tudo acabou — argumenta Valeria. —E qual é o sentido? Agora estou sozinho. Nem sei o que fazer da minha vida nem qual é o sentido dela. —Isso depende de você. O sentido da vida são os objetivos que você cria nela. Busca seus objetivos, o que você quer fazer? —Nada, não quero fazer nada. —Você já pensou, por exemplo, em ir pra faculdade? —Não tenho dinheiro pra isso. —Então aí você pode ter um objetivo. Trabalha e junta grana pra conseguir esse dinheiro, você ainda é muito novo. Mateo fica em silêncio, a conversa fez ele refletir. Ele se despede da Valeria e vai dormir no quarto dele. Pensa a noite inteira sobre o papo que tiveram, até concluir que ela tem razão. No dia seguinte, já sai procurando emprego em qualquer coisa e, em uma semana de busca, consegue um trampo de garçom num restaurante caro, onde o pagamento não é grande coisa, mas dá pra juntar uma grana e ajudar um pouco a Valeria com os gastos dela. Os meses passam e, graças a estar focado em algo agora, Mateo melhora o humor consideravelmente. Volta a ser parcialmente o garoto que era antes da tragédia. Isso também é bem influenciado pela ajuda que a Valeria dá, com conversas cada vez mais profundas conforme o tempo passa. Um dia, por causa dessa proximidade, rola uma conversa sobre amor. —Posso te perguntar uma coisa? — propõe Mateo. —Já perguntou — responde Valeria, sarcástica. —Não, mas, você me entende. —Claro, claro. Me pergunte o que quiser. — Por que, sendo que você é tão gostosa, nunca se casou? Aliás, te conheço desde pequeno, nunca nem te vi morando com ninguém. Valéria fica em silêncio por um momento, fazendo Mateo duvidar se a pergunta foi adequada. — Não valem a pena. Conheci muitos caras, nenhum vale a pena. Ainda não desisti, saio em encontros de vez em quando, mas não encontro aquele alguém. — Entendo. Por que você acha que é assim? — Pra ser sincera, não sei. Acho que quero mais do que algo básico e nem todo mundo consegue oferecer isso. E você, como tá no love? — Na real, não sei. Tive umas experiências, mas nada sério. Terminada a conversa, os dois decidem ir dormir, mas Mateo não consegue; fica pensando um tempão sobre o que falaram, chegando à conclusão de que gosta dessa mulher. É a única pessoa que ajudou ele nesse evento tão traumático, ofereceu a casa dela, deu o calor dela. No entanto, ele não tem coragem de encarar os sentimentos e se declarar, afinal não quer estragar uma relação como a que tem agora com essa mina que ainda é o sustento da vida dele. Chega o fim de semana, Valéria, por causa da conversa que teve com Mateo, decide aceitar um encontro com um cara do trabalho que achava atraente e interessante. Quando o encontro termina, até antes da hora que disse que ia chegar, já tava em casa. Entra chorando, mas sem fazer drama, se mete no quarto dela sem falar nada. Mateo, no entanto, percebe e vai bater na porta dela. — Valéria, posso entrar? — Não é um bom momento, Mateo. — Por favor, deixa eu te ajudar. — Tá bom, entra. Quando ele entra, a mina, que normalmente é serena e simpática, tava com a maquiagem toda borrada de tanto chorar. — Me diz, o que aconteceu, Valéria? — Nada, nada. De verdade. — Então por que você tá chorando? — É que... Não aguento mais. Cada encontro que tive na minha vida sempre termina mal. Todos são uns babacas. Não quero viver assim, Mateo. Não quero. Morrer sozinha e já tô chegando numa idade onde provavelmente vai ser assim.
—Você ainda vai encontrar o cara certo, pode aparecer a qualquer momento —exclama enquanto abraça ela, fazendo a cabeça dela descansar no peito dele.
Passam minutos com Valéria grudada no Mateo, chorando sobre a qualidade dos homens que apareceram na vida dela, até que ela percebe a situação em que está. Levanta o olhar pro Mateo e vê ele com os olhos brilhando, e numa ação impulsiva, sem pensar, beija ele.
—Desculpa, Mateo! Foi sem noção, me perdoa.
Mateo, sem falar nada, encara ela e beija de volta. Nunca tinha tido tanta coragem na vida, os instintos tomaram conta dele pra conseguir fazer isso. Diante dessa atitude ousada, ela não se afasta, não fala nada e corresponde ao beijo; ele, mesmo sem experiência, consegue se sair muito bem.
Vai intensificando aos poucos, os lábios viram só o caminho pra transmitir o fogo que começa a queimar entre os dois. Começam assim uma noite de putaria. Ela toca a virilha do Mateo enquanto ele brinca com os peitos dela.
—Tira essa roupa! —exclama Valéria enquanto tira a dela.
Quando se veem pelados, Mateo começa a lamber os peitos dela. Ela se ajoelha e começa a chupar o pau do Mateo da base até a ponta, com uma habilidade que nem ela sabia que tinha; deixando o membro do cara completamente molhado. Fica assim por uns 4 minutos, até que Mateo não aguenta mais e goza na cara da Valéria.
A noite não para por aí, porque animado, o pau do Mateo endurece de novo. Valéria se deita na cama agora com intenção de ir pro evento principal. Ele, sem querer fazer ela esperar, vai direto penetrar ela. A buceta dela, molhada por toda a brincadeira anterior, absorve o ferro duro e quente do Mateo que, mesmo tendo gozado há pouco, continua totalmente ereto.
O ato dura um tempão, até que Mateo goza bem fundo. a buceta da Valéria, soltando ela um gemido final pra mostrar que tá na mesma. Assim, terminando a noite gozando os dois ao mesmo tempo, ficam deitados na cama e sem falar mais uma palavra, caem no sono. No dia seguinte, Mateo acorda com a Valéria nua do lado dele, olhando pra ele. — Bom dia, campeão — fala Valéria com um sorriso meigo. — Bom dia — responde Mateo. — Vou fazer o café, vem? — pergunta ela com a voz quente de sempre. — Claro, vou tomar um banho e te acompanho. Mateo, enquanto toma banho, fica pensando em tudo que rolou na noite anterior, tá com medo. "E se foi tudo um erro?", "Talvez eu devia ter parado", "Não pensei direito", todos esses pensamentos passam pela cabeça dele, até que termina o banho e chega a hora de encarar o que fez e ir tomar café com essa mulher que ele acabou de perceber que tá apaixonado. Quando chega, a mesa já tá posta. Ela fez umas panquecas. Ele senta na frente dela na mesa. — Que noite, hein? — fala ela de forma brincalhona. — É... — responde Mateo, tímido. — Tô te vendo nervoso, o que foi? — Nada, nada. — Tá pensando na noite passada? Será que não gostou? — Não, claro que gostei. Na verdade, o que me dá medo é que você não tenha gostado, por isso tô assim. — Mateo, foi espetacular. Provavelmente a noite mais intensa da minha vida. — E o que vai rolar daqui pra frente? — O que você quiser que role, Mateo. — E se o que eu quiser for oficializar uma relação contigo, Valéria? Dá um breve silêncio na cozinha, até que Valéria levanta, vai até o Mateo e dá um beijo na boca dele. — Se você quer, eu quero — responde de forma safada, contrastando com o tom meigo de sempre. — Então assim vai ser. Voltam a comer os dois depois de ter resolvido essa parada. Mateo tranquilo, sabendo que já não pode dar mais nada de errado, curte a comida que a agora amada Valéria preparou pra ele. Ela vai trabalhar, quando volta a rotina continua, mas com a diferença de que naquela noite eles repetem a dose. O sexo do dia anterior. Assim vão passando os dias, os meses. A relação deles, apesar da diferença de idade, é muito estável. Mateo, mesmo com pouca experiência amorosa, tem uma maturidade que mantém o relacionamento saudável. Graças ao apoio que um dá ao outro, ele consegue sair completamente da depressão. Continua trabalhando como garçom no restaurante, com o mesmo objetivo: pagar a faculdade, enquanto também ajuda financeiramente em casa. Passam-se alguns anos, Mateo faz 18 anos e, por essa época, com dinheiro suficiente para pagar alguns semestres da universidade, ele se inscreve em algumas faculdades. Valeria, por sua vez, sem contar pra Mateo, se candidatou a um emprego no exterior, com um salário que ela não podia recusar. Ambos são aceitos, sendo forçados a terminar o relacionamento, com a esperança de um dia, talvez, retomá-lo. Passam-se uns 5 anos e Mateo se forma na faculdade. No mesmo dia, ele posta uma foto com o diploma. Valeria vê a foto e decide ligar pra ele. Depois de uma conversa rápida, ela oferece pagar uma viagem pra ele ir visitá-la, oferta que Mateo aceita. Agora, com a liberdade de ficarem juntos sem nada os separar, eles conversam sobre a possibilidade de Mateo se mudar pra morar com ela no exterior e, assim, ficarem juntos de novo. Isso se torna realidade. Dessa forma, eles podem ter aquele relacionamento dos sonhos que tiveram um dia. Sei que essa história é bem diferente de qualquer outra que já postei antes. Isso é principalmente por causa de uma influência que tive, já que vi um conto de @ChicoAmericano no estilo "romance" que gostei muito e pensei: "Por que não fazer um também?". Se vocês gostaram e querem mais histórias assim, lembrem-se de que a melhor forma de me apoiar é deixando pontos. Além disso, quero me desculpar com quem vem me seguindo, porque prometi um conto por semana, no mínimo, e fiquei duas semanas sem publicar. Mas é que tirei férias e queria relaxar completamente. Já vou voltar ao ritmo, então não se preocupem. Vale deixar claro que este relato é fictício e, além disso, é único, não vai virar saga. Muito obrigado a todos por lerem. Como não tive a oportunidade até agora, desejo a todos feliz ano novo.
—Você ainda vai encontrar o cara certo, pode aparecer a qualquer momento —exclama enquanto abraça ela, fazendo a cabeça dela descansar no peito dele.
Passam minutos com Valéria grudada no Mateo, chorando sobre a qualidade dos homens que apareceram na vida dela, até que ela percebe a situação em que está. Levanta o olhar pro Mateo e vê ele com os olhos brilhando, e numa ação impulsiva, sem pensar, beija ele.
—Desculpa, Mateo! Foi sem noção, me perdoa.
Mateo, sem falar nada, encara ela e beija de volta. Nunca tinha tido tanta coragem na vida, os instintos tomaram conta dele pra conseguir fazer isso. Diante dessa atitude ousada, ela não se afasta, não fala nada e corresponde ao beijo; ele, mesmo sem experiência, consegue se sair muito bem.
Vai intensificando aos poucos, os lábios viram só o caminho pra transmitir o fogo que começa a queimar entre os dois. Começam assim uma noite de putaria. Ela toca a virilha do Mateo enquanto ele brinca com os peitos dela.
—Tira essa roupa! —exclama Valéria enquanto tira a dela.
Quando se veem pelados, Mateo começa a lamber os peitos dela. Ela se ajoelha e começa a chupar o pau do Mateo da base até a ponta, com uma habilidade que nem ela sabia que tinha; deixando o membro do cara completamente molhado. Fica assim por uns 4 minutos, até que Mateo não aguenta mais e goza na cara da Valéria.
A noite não para por aí, porque animado, o pau do Mateo endurece de novo. Valéria se deita na cama agora com intenção de ir pro evento principal. Ele, sem querer fazer ela esperar, vai direto penetrar ela. A buceta dela, molhada por toda a brincadeira anterior, absorve o ferro duro e quente do Mateo que, mesmo tendo gozado há pouco, continua totalmente ereto.
O ato dura um tempão, até que Mateo goza bem fundo. a buceta da Valéria, soltando ela um gemido final pra mostrar que tá na mesma. Assim, terminando a noite gozando os dois ao mesmo tempo, ficam deitados na cama e sem falar mais uma palavra, caem no sono. No dia seguinte, Mateo acorda com a Valéria nua do lado dele, olhando pra ele. — Bom dia, campeão — fala Valéria com um sorriso meigo. — Bom dia — responde Mateo. — Vou fazer o café, vem? — pergunta ela com a voz quente de sempre. — Claro, vou tomar um banho e te acompanho. Mateo, enquanto toma banho, fica pensando em tudo que rolou na noite anterior, tá com medo. "E se foi tudo um erro?", "Talvez eu devia ter parado", "Não pensei direito", todos esses pensamentos passam pela cabeça dele, até que termina o banho e chega a hora de encarar o que fez e ir tomar café com essa mulher que ele acabou de perceber que tá apaixonado. Quando chega, a mesa já tá posta. Ela fez umas panquecas. Ele senta na frente dela na mesa. — Que noite, hein? — fala ela de forma brincalhona. — É... — responde Mateo, tímido. — Tô te vendo nervoso, o que foi? — Nada, nada. — Tá pensando na noite passada? Será que não gostou? — Não, claro que gostei. Na verdade, o que me dá medo é que você não tenha gostado, por isso tô assim. — Mateo, foi espetacular. Provavelmente a noite mais intensa da minha vida. — E o que vai rolar daqui pra frente? — O que você quiser que role, Mateo. — E se o que eu quiser for oficializar uma relação contigo, Valéria? Dá um breve silêncio na cozinha, até que Valéria levanta, vai até o Mateo e dá um beijo na boca dele. — Se você quer, eu quero — responde de forma safada, contrastando com o tom meigo de sempre. — Então assim vai ser. Voltam a comer os dois depois de ter resolvido essa parada. Mateo tranquilo, sabendo que já não pode dar mais nada de errado, curte a comida que a agora amada Valéria preparou pra ele. Ela vai trabalhar, quando volta a rotina continua, mas com a diferença de que naquela noite eles repetem a dose. O sexo do dia anterior. Assim vão passando os dias, os meses. A relação deles, apesar da diferença de idade, é muito estável. Mateo, mesmo com pouca experiência amorosa, tem uma maturidade que mantém o relacionamento saudável. Graças ao apoio que um dá ao outro, ele consegue sair completamente da depressão. Continua trabalhando como garçom no restaurante, com o mesmo objetivo: pagar a faculdade, enquanto também ajuda financeiramente em casa. Passam-se alguns anos, Mateo faz 18 anos e, por essa época, com dinheiro suficiente para pagar alguns semestres da universidade, ele se inscreve em algumas faculdades. Valeria, por sua vez, sem contar pra Mateo, se candidatou a um emprego no exterior, com um salário que ela não podia recusar. Ambos são aceitos, sendo forçados a terminar o relacionamento, com a esperança de um dia, talvez, retomá-lo. Passam-se uns 5 anos e Mateo se forma na faculdade. No mesmo dia, ele posta uma foto com o diploma. Valeria vê a foto e decide ligar pra ele. Depois de uma conversa rápida, ela oferece pagar uma viagem pra ele ir visitá-la, oferta que Mateo aceita. Agora, com a liberdade de ficarem juntos sem nada os separar, eles conversam sobre a possibilidade de Mateo se mudar pra morar com ela no exterior e, assim, ficarem juntos de novo. Isso se torna realidade. Dessa forma, eles podem ter aquele relacionamento dos sonhos que tiveram um dia. Sei que essa história é bem diferente de qualquer outra que já postei antes. Isso é principalmente por causa de uma influência que tive, já que vi um conto de @ChicoAmericano no estilo "romance" que gostei muito e pensei: "Por que não fazer um também?". Se vocês gostaram e querem mais histórias assim, lembrem-se de que a melhor forma de me apoiar é deixando pontos. Além disso, quero me desculpar com quem vem me seguindo, porque prometi um conto por semana, no mínimo, e fiquei duas semanas sem publicar. Mas é que tirei férias e queria relaxar completamente. Já vou voltar ao ritmo, então não se preocupem. Vale deixar claro que este relato é fictício e, além disso, é único, não vai virar saga. Muito obrigado a todos por lerem. Como não tive a oportunidade até agora, desejo a todos feliz ano novo.
2 comentários - A vizinha, o amor platônico.