Clara Fernandez tinha crescido e se tornado uma garota magra e atlética, com cachos castanhos que emolduravam um rostinho muito bonito, delimitado por grandes olhos cor de avelã. Recentemente, ela tinha completado 18 anos e agora era caloura na Universidade de Barcelona. Seus planos para a faculdade eram meio confusos, mas ela estava animada para aprender e ficar sozinha. Embora sua especialização em saúde ainda não estivesse definida, ela conseguiu, inesperadamente, um estágio de meio período no laboratório do professor Mark Gasols. O Dr. Gasols era um professor extraordinariamente jovem, doutor em bioquímica e biologia molecular. Ele tinha um rosto atraente e marcante e era um supervisor de laboratório muito gentil, embora um tanto reservado. Seu cabelo era grosso e escuro, de vez em quando ele usava um par de óculos de carey, era bem alto e tinha um corpo bonito. Ele tinha uma atitude calma e simples com os alunos, mas era conhecido por soltar, de vez em quando, um comentário sarcástico que parecia quase... provocante. Muitas das universitárias gostavam muito dele, e até o desejavam. Claro, como convém a um professor, ele parecia não notar, mas às vezes sorria quando pegava mulheres desprevenidas olhando para ele com olhares cheios de tesão. Clara Fernandez ia de bicicleta a cada dois dias para o trabalho no laboratório. Ela tinha decidido não morar no alojamento estudantil, mas sim perto do campus, em um apartamento com sua melhor amiga do ensino médio, Bea Lagunes. Ela e Bea tinham muito em comum: ambas eram magras, com peitos de copa A, para começar. Nenhuma das duas nunca falou sobre isso, mas Clara achava que ela e Bea deviam ter tido problemas parecidos com os caras por causa disso. Muito poucos caras pareciam interessados em qualquer uma delas. Elas eram magricelas demais, tímidas demais e só pensavam em estudar. Ainda assim, faziam o possível para fazer amigos no campus, e ambas participavam do grupo de estudantes da sua Igreja em Girona, onde elas costumavam estudar e dividir lanches com outras minas e até, de vez em quando, com algum rapaz saudável, mas nenhum deles pedia o número delas. No fim de semana do Dia do Trabalho, Clara e Bea trocaram a parte de cima do biquíni para passar o último fim de semana na piscina. Clara percebeu que ela e Bea ainda usavam o mesmo tamanho de sutiã, uma parada que continuava desde o baile de formatura, quando trocaram vestidos de última hora. Clara adorava ter uma amiga tão próxima e com as mesmas proporções. Três vezes por semana, Clara chegava na hora certa no laboratório do Dr. Gasols. A pesquisa lá era sobre estimulação dos ovários de sapos, e Clara não entendia muito daquilo. Ela trabalhava mais na parte do escritório, onde ainda dava pra sentir o cheiro dos químicos misteriosos que usavam, mas não precisava ver nenhuma dissecação de sapo. Ela imaginava que os sapos deviam nojar muita gente. Toda vez que contava pra outros alunos sobre o trampo no laboratório, a cara deles ficava estranha. Clara não entendia por quê, mas parecia que o laboratório do Dr. Gasols tinha algum mistério no ar. O fim de agosto passou num piscar de olhos, setembro foi indo devagar e, em outubro, Clara planejou um fim de semana prolongado com os pais. Ia dirigir uma hora até a casa deles e curtir um tempo legal fazendo compras com a mãe e jogando tênis com o pai, dois aposentados que tinham se mudado com a família há dez anos pra um chalé chique no bairro de Montjuïc, na parte nobre da cidade. Enquanto arrumava as malas, Clara se sentiu meio frustrada. Estava experimentando umas camisas, garantindo que levaria a roupa íntima certa, e notou, confusa, que nenhum dos sutiãs parecia servir. O elástico estava apertado demais pra fechar. ao redor dela, mas o mais importante é que os peitos dela simplesmente não cabiam nos bojos A. Eles vazavam toda hora, mostrando os bicos mesmo com a camiseta. Ela já vinha reparando nesse problema, mas ficou confusa quando olhou o guarda-roupa e viu que a situação era a mesma com todos os outros sutiãs. Meio sem querer, usou uma regata por baixo da camiseta no primeiro dia em casa. A mãe dela, dona Fernandez, nunca deixava passar nada. "Querida, parece que você ainda está crescendo!" exclamou quando Clara, toda corada, admitiu que precisavam comprar sutiãs novos. Elas foram em várias lojas provar e descobriram que Clara tinha passado de um bojo A para um C em só cinco meses. "Isso é normal, mãe?" Clara perguntou, sem graça. "Parece um salto enorme, sendo que mal cresceram no colégio." "Bobagem, filha", disse dona Fernandez. "Provavelmente é que você finalmente está amadurecendo e deixando de ser menina pra virar mulher! Você deu sorte de ganhar peso onde valoriza! Os caras vão aparecer do nada atrás de você agora, então é melhor tomar cuidado. Não deixa ninguém te seguir até em casa!" Elas riram juntas. Clara voltou do intervalo pra continuar o trabalho no laboratório do Dr. Gasols. Ela tinha aprendido bastante sobre algumas necessidades administrativas do laboratório: arquivo, análise de dados, noções básicas de gestão de verbas e programação. Gostava do serviço, mas não entendia direito por que tantas universitárias, todas sem formação científica específica, trabalhavam lá. Sabia que nos outros laboratórios, qualquer ajuda administrativa costumava ser alguém com muito mais experiência ou vivência na área. Mesmo assim, continuou fazendo suas tarefas sem questionar. O fim de outubro foi maravilhoso. Desde que voltou com os sutiãs novos, ultimamente ela se sentia mais arrumada. Seu peito empinado enchia de glamour suas camisas sob medida e seus lindos tops. Bea estava de olho nela e, finalmente, as trocas de roupa tinham acabado. Clara não conseguia usar as roupas justas que tanto favoreciam Bea, a de peito chato, e Bea se sentia intimidada pela presença dos seios nas blusas elegantes de Clara. Nenhuma das duas admitia, mas a diferença tinha prejudicado um pouco a camaradagem amigável delas. O Dia da Castanha estava chegando rápido e Clara estava ocupada demais estudando para as provas e se atualizando no laboratório para perceber sua aparência. Agora ela tinha notado que mais caras jovens falavam com ela, mas achava que todas as garotas na universidade eram assediadas por caras muito ansiosos. Ela manteve amizade com alguns deles no centro de estudantes cristãos e, no geral, ignorava em grande parte que seu corpo continuava passando por uma transformação dramática. Finalmente, ela percebeu enquanto fazia as malas para as férias da festa da Castanha. Ela passou por uma repetição do desastre de outubro, só que dessa vez o problema parecia ainda mais constrangedor porque a mãe dela tinha acabado de gastar uma grana ajudando a escolher roupas novas. Ela ficou profundamente angustiada ao descobrir que suas blusas novas mal fechavam no peito. Seus suéteres, antes largos, agora estavam escandalosamente apertados, esticando-se lascivamente sobre seu peito generoso de um jeito que fazia cada peito pender como se estivesse suspenso como um balão grande. Ela não acreditava. Como ela tinha perdido isso? Os peitos dela estavam GRANDES. Passando as mãos sobre eles, eles transbordavam seu punho, subindo e descendo com uma forte resistência à gravidade, formando um decote profundo e sedutor quando ela os apertava. Ela se sentia envergonhada demais para pedir Ajuda a Bea. Ela encontrou uns sutiãs esportivos que ajudaram a comprimir um pouco as coisas e enfiou umas roupas volumosas que não entregariam de cara pra mãe dela que o peito da filha tava alcançando proporções pornográficas. Mesmo com esses cuidados, a dona Fernandez não perdeu o ritmo. "Clara! Tão maiores, pelo amor de Deus!" Foi quase a primeira coisa que saiu da boca da mãe dela. "O que houve, querida?" Clara só conseguiu dar de ombros e sentiu lágrimas de vergonha começando a se formar nos olhos. "Não sei, mãe. Tô usando os sutiãs que a senhora comprou, mas agora nenhum dos novos parece servir. Acho que eles não encolheram, não." Ela olhou pra baixo. Se sentia profundamente envergonhada do novo corpo voluptuoso. A dona Fernandez deu uns tapinhas carinhosos nas costas dela. "Não se preocupa, querida, a gente vai fazer mais testes. Quero saber o quanto você cresceu. Acho que podemos marcar uma consulta com o médico só pra garantir que não tem nada estranho rolando." Novas visitas ao shopping revelaram que Clara tava num copa DD. Como ela adoraria ter tido os peitos tão cheios no verão passado, quando tava na praia tentando paquerar o Michel Lleira, o jovem salva-vidas crente por quem ela tinha sido apaixonada durante tantas aulas de escola dominical. Agora, na vida universitária, quando as roupas de outono e inverno são caras e ela tem tantas responsabilidades, esse crescimento acelerado dos peitos era totalmente inconveniente. E pior ainda, vergonhoso. Uma boa quantidade de homens virava pra devorar Clara com os olhos quando ela saía do shopping com a mãe, a sacola cheia de sutiãs enormes com arame e copas durinhas, pra dar estrutura e sustentação. Clara nunca tinha usado arame antes. Nem a mãe dela nem nenhuma outra mulher da família nunca tinha tido um copa DD. Isso ficou ainda mais evidente quando Clara ficou a sós com o pai, o senhor Victor Fernandez. "Pobre pai", pensou ela. Parecia que ele não conseguia olhar nos olhos dela. Sabia o quão devoto ele era e o quanto falava sobre resistir à tentação e à sedução do pecado. Sentia-se responsável pelo desconforto dele, como se sua nova filha cheinha fosse mais pecadora do que a adolescente de peito chato que ele conhecia antes. Por sua vez, Clara nunca tinha se acostumado de verdade com a forma como os peitos grandes e pesados (será que ainda estão crescendo?) mudavam a mecânica do corpo dela. Subir escadas rápido ou correr com um peito tão grande era uma atividade bem desconfortável, com muitos quiques dolorosos. Ela sentia que, de algum jeito, podia perder o equilíbrio facilmente. A prateleira pesada do peito dela parecia especialmente grande e incômoda quando dirigia, o cinto de segurança cortava desconfortavelmente entre os dois globos desenfreados. Durante o período daquele mês, os peitos incharam quase um tamanho inteiro de taça e estavam tão sensíveis que ela mal aguentava usar uma camisa. Nunca tinha passado por esses problemas físicos intensos com o peito chato de antes. Antes das férias terminarem, a senhora Fernandez levou Clara ao médico de família, o Dr. Bordeau. Clara se sentiu profundamente envergonhada por o Dr. Bordeau, o médico dela desde a infância, inspecionar o peito agora feminino dela. Pelo menos, felizmente, ele tinha pedido pra senhora Fernandez sair do quarto. O Dr. Bordeau demorou o tempo dele, passando as duas mãos ao longo de cada peito grande, amoldando e levantando eles um por um, apertando de leve, depois com força, depois ritmicamente, acariciando levemente os lados, passando o dedo em volta de cada mamilo distendido e rosa escuro, puxando cada mamilo, passando os polegares em círculos em volta de cada mamilo enquanto as mãos dele levantavam e amoldavam o grande peito inchado da paciente que se contorcia. Ele parecia hipnotizado por eles, e Clara não tinha certeza se a inspeção dele era totalmente apropriada ou necessária do ponto de vista médico. Clara tossiu. "Doutor Bordeau, o que acha que eu deveria fazer? O que causou isso?" O doutor Bordeau a olhou por cima dos óculos. "Querida, isso é perfeitamente normal. Você já é uma mulher em crescimento." Quando a mãe dela voltou ao consultório, o doutor garantiu à senhora Fernandez que os seios mudam de tamanho e forma ao longo da vida de uma mulher, e que Clara era simplesmente o que chamavam de uma pessoa de floração tardia. Ao sair, Clara podia jurar que ele piscou um olho para ela quando ela foi embora. De volta ao campus, Clara se sentiu aliviada por retomar sua rotina. Os novos sutiãs pareciam ser grandes o suficiente, e ela tinha camisas largas o bastante para que não houvesse perigo imediato se eles crescessem um pouco mais. Ainda estava perturbada o suficiente para mencionar isso para uma de suas novas amigas de peitões, outra garota do laboratório chamada Candelária. "Cande, isso vai soar idiota. Você já sentiu que teve um crescimento incomum nos peitos? Tipo, seus peitos crescendo muito mais rápido?" Cande bufou e revirou os olhos. "Quer dizer que você não percebeu?" Clara a encarou. Clara olhou para o suéter azul de Cande esticado sobre grandes melões ousados. Eles pareciam mais cheios que os DD de Clara, mas Cande tinha um corpo mais largo, então era meio difícil saber. No banco ao lado, sua amiga Aida estava digitando num laptop. Seu perfil sugeria um peito bem cheio, talvez o dobro do tamanho do de Cande. Clara se perguntou com compaixão como era possível Aida encontrar sutiãs que servissem. O único peito pequeno na sala era o da garota nova, Carmen. Ela tinha se transferido há dois meses, mas já estava começando a ficar mais voluptuosa do que uma jogadora de vôlei competitiva deveria. direito de ter. "Nossa", disse Clara para Cande. "O que tá rolando com tudo isso? Todas as minas que trabalham no laboratório tão com os peitos cada vez maiores?" Cande concordou e falou "Quanto mais tempo você fica, maiores eles ficam". Clara ficou meio horrorizada. Ela gostava do trabalho no laboratório, mas não queria mesmo encarar outra rodada de compras de sutiã com a mãe. "Bom, POR QUÊ? Por que isso acontece?" Cande deu de ombros. "Acho que tem a ver com os compostos que o Dr. Gasols tá usando pra estimular os ovários das rãs". Clara pensou na reserva silenciosa (quase segredo) do Dr. Gasols sobre o trabalho que o laboratório tava fazendo. Percebeu que só as universitárias trabalhavam nas áreas expostas aos compostos. Também se perguntou por que não tinha notado antes que todos os pós-graduandos eram homens e usavam máscaras e óculos de proteção quando faziam trabalho de laboratório. As mulheres ficavam desprotegidas e expostas a qualquer vapor ou químico no ar. Clara ficou angustiada com essas descobertas, mas não pôde agir na hora. Tinha que terminar pelo menos o semestre e pedir uma transferência em janeiro. Um dia daquela semana, Clara ficou até tarde e se abaixou pra limpar uma gaveta, se escondendo da vista do resto do laboratório. De repente, ouviu um pós-graduando e o Dr. Gasols entrarem na sala, falando alto de um jeito que não costumavam fazer quando tinha mulher por perto. Clara ficou escondida, com vergonha de estar escutando e também curiosa sobre o que podia ouvir. O Dr. Gasols tava dando instruções rápidas com a voz cortada e profissional. "Se você conseguir acompanhar o crescimento dos peitos da número 19 durante as férias de dezembro, quero adicionar esses resultados ao banco de dados para o análise. Estamos quase prontos pra apresentar esses resultados preliminares pros testes farmacêuticos, mas precisamos de mais dados. Também precisamos de recrutas extras pro "Estudo de Expansão. Preciso que alguém pegue os suprimentos pro meu estudo de fertilidade noturno no número 16 amanhã". O aluno de pós-graduação disse ansioso: "Aquela medição de dados no número 19. Quer que eu rastreie manualmente? Tô, hum... não sei quando vou vê-la de novo". Clara quase conseguia ouvir o aluno corar. Ela ouviu o Dr. Gasols soltar um bufado. "Invade o armário de remédios se precisar deixar ela de molho por um tempo. Funciona que é uma maravilha. Divirta-se enquanto faz isso". O aluno soltou uma risadinha cúmplice. Eles se afastaram antes que Clara levantasse a cabeça, de queixo caído. Ela mal conseguia respirar. Rapidamente pegou seus livros e saiu apressada do laboratório agora vazio. Não percebeu que um par de olhos escuros a observava do corredor oposto enquanto ela se apressava (a alça da bolsa cortando desajeitadamente o peito inchado) em direção às escadas.
Clara Fernandez tinha crescido e se tornado uma garota magra e atlética, com cachos castanhos que emolduravam um rostinho muito bonito, delimitado por grandes olhos cor de avelã. Recentemente, ela tinha completado 18 anos e agora era caloura na Universidade de Barcelona. Seus planos para a faculdade eram meio confusos, mas ela estava animada para aprender e ficar sozinha. Embora sua especialização em saúde ainda não estivesse definida, ela conseguiu, inesperadamente, um estágio de meio período no laboratório do professor Mark Gasols. O Dr. Gasols era um professor extraordinariamente jovem, doutor em bioquímica e biologia molecular. Ele tinha um rosto atraente e marcante e era um supervisor de laboratório muito gentil, embora um tanto reservado. Seu cabelo era grosso e escuro, de vez em quando ele usava um par de óculos de carey, era bem alto e tinha um corpo bonito. Ele tinha uma atitude calma e simples com os alunos, mas era conhecido por soltar, de vez em quando, um comentário sarcástico que parecia quase... provocante. Muitas das universitárias gostavam muito dele, e até o desejavam. Claro, como convém a um professor, ele parecia não notar, mas às vezes sorria quando pegava mulheres desprevenidas olhando para ele com olhares cheios de tesão. Clara Fernandez ia de bicicleta a cada dois dias para o trabalho no laboratório. Ela tinha decidido não morar no alojamento estudantil, mas sim perto do campus, em um apartamento com sua melhor amiga do ensino médio, Bea Lagunes. Ela e Bea tinham muito em comum: ambas eram magras, com peitos de copa A, para começar. Nenhuma das duas nunca falou sobre isso, mas Clara achava que ela e Bea deviam ter tido problemas parecidos com os caras por causa disso. Muito poucos caras pareciam interessados em qualquer uma delas. Elas eram magricelas demais, tímidas demais e só pensavam em estudar. Ainda assim, faziam o possível para fazer amigos no campus, e ambas participavam do grupo de estudantes da sua Igreja em Girona, onde elas costumavam estudar e dividir lanches com outras minas e até, de vez em quando, com algum rapaz saudável, mas nenhum deles pedia o número delas. No fim de semana do Dia do Trabalho, Clara e Bea trocaram a parte de cima do biquíni para passar o último fim de semana na piscina. Clara percebeu que ela e Bea ainda usavam o mesmo tamanho de sutiã, uma parada que continuava desde o baile de formatura, quando trocaram vestidos de última hora. Clara adorava ter uma amiga tão próxima e com as mesmas proporções. Três vezes por semana, Clara chegava na hora certa no laboratório do Dr. Gasols. A pesquisa lá era sobre estimulação dos ovários de sapos, e Clara não entendia muito daquilo. Ela trabalhava mais na parte do escritório, onde ainda dava pra sentir o cheiro dos químicos misteriosos que usavam, mas não precisava ver nenhuma dissecação de sapo. Ela imaginava que os sapos deviam nojar muita gente. Toda vez que contava pra outros alunos sobre o trampo no laboratório, a cara deles ficava estranha. Clara não entendia por quê, mas parecia que o laboratório do Dr. Gasols tinha algum mistério no ar. O fim de agosto passou num piscar de olhos, setembro foi indo devagar e, em outubro, Clara planejou um fim de semana prolongado com os pais. Ia dirigir uma hora até a casa deles e curtir um tempo legal fazendo compras com a mãe e jogando tênis com o pai, dois aposentados que tinham se mudado com a família há dez anos pra um chalé chique no bairro de Montjuïc, na parte nobre da cidade. Enquanto arrumava as malas, Clara se sentiu meio frustrada. Estava experimentando umas camisas, garantindo que levaria a roupa íntima certa, e notou, confusa, que nenhum dos sutiãs parecia servir. O elástico estava apertado demais pra fechar. ao redor dela, mas o mais importante é que os peitos dela simplesmente não cabiam nos bojos A. Eles vazavam toda hora, mostrando os bicos mesmo com a camiseta. Ela já vinha reparando nesse problema, mas ficou confusa quando olhou o guarda-roupa e viu que a situação era a mesma com todos os outros sutiãs. Meio sem querer, usou uma regata por baixo da camiseta no primeiro dia em casa. A mãe dela, dona Fernandez, nunca deixava passar nada. "Querida, parece que você ainda está crescendo!" exclamou quando Clara, toda corada, admitiu que precisavam comprar sutiãs novos. Elas foram em várias lojas provar e descobriram que Clara tinha passado de um bojo A para um C em só cinco meses. "Isso é normal, mãe?" Clara perguntou, sem graça. "Parece um salto enorme, sendo que mal cresceram no colégio." "Bobagem, filha", disse dona Fernandez. "Provavelmente é que você finalmente está amadurecendo e deixando de ser menina pra virar mulher! Você deu sorte de ganhar peso onde valoriza! Os caras vão aparecer do nada atrás de você agora, então é melhor tomar cuidado. Não deixa ninguém te seguir até em casa!" Elas riram juntas. Clara voltou do intervalo pra continuar o trabalho no laboratório do Dr. Gasols. Ela tinha aprendido bastante sobre algumas necessidades administrativas do laboratório: arquivo, análise de dados, noções básicas de gestão de verbas e programação. Gostava do serviço, mas não entendia direito por que tantas universitárias, todas sem formação científica específica, trabalhavam lá. Sabia que nos outros laboratórios, qualquer ajuda administrativa costumava ser alguém com muito mais experiência ou vivência na área. Mesmo assim, continuou fazendo suas tarefas sem questionar. O fim de outubro foi maravilhoso. Desde que voltou com os sutiãs novos, ultimamente ela se sentia mais arrumada. Seu peito empinado enchia de glamour suas camisas sob medida e seus lindos tops. Bea estava de olho nela e, finalmente, as trocas de roupa tinham acabado. Clara não conseguia usar as roupas justas que tanto favoreciam Bea, a de peito chato, e Bea se sentia intimidada pela presença dos seios nas blusas elegantes de Clara. Nenhuma das duas admitia, mas a diferença tinha prejudicado um pouco a camaradagem amigável delas. O Dia da Castanha estava chegando rápido e Clara estava ocupada demais estudando para as provas e se atualizando no laboratório para perceber sua aparência. Agora ela tinha notado que mais caras jovens falavam com ela, mas achava que todas as garotas na universidade eram assediadas por caras muito ansiosos. Ela manteve amizade com alguns deles no centro de estudantes cristãos e, no geral, ignorava em grande parte que seu corpo continuava passando por uma transformação dramática. Finalmente, ela percebeu enquanto fazia as malas para as férias da festa da Castanha. Ela passou por uma repetição do desastre de outubro, só que dessa vez o problema parecia ainda mais constrangedor porque a mãe dela tinha acabado de gastar uma grana ajudando a escolher roupas novas. Ela ficou profundamente angustiada ao descobrir que suas blusas novas mal fechavam no peito. Seus suéteres, antes largos, agora estavam escandalosamente apertados, esticando-se lascivamente sobre seu peito generoso de um jeito que fazia cada peito pender como se estivesse suspenso como um balão grande. Ela não acreditava. Como ela tinha perdido isso? Os peitos dela estavam GRANDES. Passando as mãos sobre eles, eles transbordavam seu punho, subindo e descendo com uma forte resistência à gravidade, formando um decote profundo e sedutor quando ela os apertava. Ela se sentia envergonhada demais para pedir Ajuda a Bea. Ela encontrou uns sutiãs esportivos que ajudaram a comprimir um pouco as coisas e enfiou umas roupas volumosas que não entregariam de cara pra mãe dela que o peito da filha tava alcançando proporções pornográficas. Mesmo com esses cuidados, a dona Fernandez não perdeu o ritmo. "Clara! Tão maiores, pelo amor de Deus!" Foi quase a primeira coisa que saiu da boca da mãe dela. "O que houve, querida?" Clara só conseguiu dar de ombros e sentiu lágrimas de vergonha começando a se formar nos olhos. "Não sei, mãe. Tô usando os sutiãs que a senhora comprou, mas agora nenhum dos novos parece servir. Acho que eles não encolheram, não." Ela olhou pra baixo. Se sentia profundamente envergonhada do novo corpo voluptuoso. A dona Fernandez deu uns tapinhas carinhosos nas costas dela. "Não se preocupa, querida, a gente vai fazer mais testes. Quero saber o quanto você cresceu. Acho que podemos marcar uma consulta com o médico só pra garantir que não tem nada estranho rolando." Novas visitas ao shopping revelaram que Clara tava num copa DD. Como ela adoraria ter tido os peitos tão cheios no verão passado, quando tava na praia tentando paquerar o Michel Lleira, o jovem salva-vidas crente por quem ela tinha sido apaixonada durante tantas aulas de escola dominical. Agora, na vida universitária, quando as roupas de outono e inverno são caras e ela tem tantas responsabilidades, esse crescimento acelerado dos peitos era totalmente inconveniente. E pior ainda, vergonhoso. Uma boa quantidade de homens virava pra devorar Clara com os olhos quando ela saía do shopping com a mãe, a sacola cheia de sutiãs enormes com arame e copas durinhas, pra dar estrutura e sustentação. Clara nunca tinha usado arame antes. Nem a mãe dela nem nenhuma outra mulher da família nunca tinha tido um copa DD. Isso ficou ainda mais evidente quando Clara ficou a sós com o pai, o senhor Victor Fernandez. "Pobre pai", pensou ela. Parecia que ele não conseguia olhar nos olhos dela. Sabia o quão devoto ele era e o quanto falava sobre resistir à tentação e à sedução do pecado. Sentia-se responsável pelo desconforto dele, como se sua nova filha cheinha fosse mais pecadora do que a adolescente de peito chato que ele conhecia antes. Por sua vez, Clara nunca tinha se acostumado de verdade com a forma como os peitos grandes e pesados (será que ainda estão crescendo?) mudavam a mecânica do corpo dela. Subir escadas rápido ou correr com um peito tão grande era uma atividade bem desconfortável, com muitos quiques dolorosos. Ela sentia que, de algum jeito, podia perder o equilíbrio facilmente. A prateleira pesada do peito dela parecia especialmente grande e incômoda quando dirigia, o cinto de segurança cortava desconfortavelmente entre os dois globos desenfreados. Durante o período daquele mês, os peitos incharam quase um tamanho inteiro de taça e estavam tão sensíveis que ela mal aguentava usar uma camisa. Nunca tinha passado por esses problemas físicos intensos com o peito chato de antes. Antes das férias terminarem, a senhora Fernandez levou Clara ao médico de família, o Dr. Bordeau. Clara se sentiu profundamente envergonhada por o Dr. Bordeau, o médico dela desde a infância, inspecionar o peito agora feminino dela. Pelo menos, felizmente, ele tinha pedido pra senhora Fernandez sair do quarto. O Dr. Bordeau demorou o tempo dele, passando as duas mãos ao longo de cada peito grande, amoldando e levantando eles um por um, apertando de leve, depois com força, depois ritmicamente, acariciando levemente os lados, passando o dedo em volta de cada mamilo distendido e rosa escuro, puxando cada mamilo, passando os polegares em círculos em volta de cada mamilo enquanto as mãos dele levantavam e amoldavam o grande peito inchado da paciente que se contorcia. Ele parecia hipnotizado por eles, e Clara não tinha certeza se a inspeção dele era totalmente apropriada ou necessária do ponto de vista médico. Clara tossiu. "Doutor Bordeau, o que acha que eu deveria fazer? O que causou isso?" O doutor Bordeau a olhou por cima dos óculos. "Querida, isso é perfeitamente normal. Você já é uma mulher em crescimento." Quando a mãe dela voltou ao consultório, o doutor garantiu à senhora Fernandez que os seios mudam de tamanho e forma ao longo da vida de uma mulher, e que Clara era simplesmente o que chamavam de uma pessoa de floração tardia. Ao sair, Clara podia jurar que ele piscou um olho para ela quando ela foi embora. De volta ao campus, Clara se sentiu aliviada por retomar sua rotina. Os novos sutiãs pareciam ser grandes o suficiente, e ela tinha camisas largas o bastante para que não houvesse perigo imediato se eles crescessem um pouco mais. Ainda estava perturbada o suficiente para mencionar isso para uma de suas novas amigas de peitões, outra garota do laboratório chamada Candelária. "Cande, isso vai soar idiota. Você já sentiu que teve um crescimento incomum nos peitos? Tipo, seus peitos crescendo muito mais rápido?" Cande bufou e revirou os olhos. "Quer dizer que você não percebeu?" Clara a encarou. Clara olhou para o suéter azul de Cande esticado sobre grandes melões ousados. Eles pareciam mais cheios que os DD de Clara, mas Cande tinha um corpo mais largo, então era meio difícil saber. No banco ao lado, sua amiga Aida estava digitando num laptop. Seu perfil sugeria um peito bem cheio, talvez o dobro do tamanho do de Cande. Clara se perguntou com compaixão como era possível Aida encontrar sutiãs que servissem. O único peito pequeno na sala era o da garota nova, Carmen. Ela tinha se transferido há dois meses, mas já estava começando a ficar mais voluptuosa do que uma jogadora de vôlei competitiva deveria. direito de ter. "Nossa", disse Clara para Cande. "O que tá rolando com tudo isso? Todas as minas que trabalham no laboratório tão com os peitos cada vez maiores?" Cande concordou e falou "Quanto mais tempo você fica, maiores eles ficam". Clara ficou meio horrorizada. Ela gostava do trabalho no laboratório, mas não queria mesmo encarar outra rodada de compras de sutiã com a mãe. "Bom, POR QUÊ? Por que isso acontece?" Cande deu de ombros. "Acho que tem a ver com os compostos que o Dr. Gasols tá usando pra estimular os ovários das rãs". Clara pensou na reserva silenciosa (quase segredo) do Dr. Gasols sobre o trabalho que o laboratório tava fazendo. Percebeu que só as universitárias trabalhavam nas áreas expostas aos compostos. Também se perguntou por que não tinha notado antes que todos os pós-graduandos eram homens e usavam máscaras e óculos de proteção quando faziam trabalho de laboratório. As mulheres ficavam desprotegidas e expostas a qualquer vapor ou químico no ar. Clara ficou angustiada com essas descobertas, mas não pôde agir na hora. Tinha que terminar pelo menos o semestre e pedir uma transferência em janeiro. Um dia daquela semana, Clara ficou até tarde e se abaixou pra limpar uma gaveta, se escondendo da vista do resto do laboratório. De repente, ouviu um pós-graduando e o Dr. Gasols entrarem na sala, falando alto de um jeito que não costumavam fazer quando tinha mulher por perto. Clara ficou escondida, com vergonha de estar escutando e também curiosa sobre o que podia ouvir. O Dr. Gasols tava dando instruções rápidas com a voz cortada e profissional. "Se você conseguir acompanhar o crescimento dos peitos da número 19 durante as férias de dezembro, quero adicionar esses resultados ao banco de dados para o análise. Estamos quase prontos pra apresentar esses resultados preliminares pros testes farmacêuticos, mas precisamos de mais dados. Também precisamos de recrutas extras pro "Estudo de Expansão. Preciso que alguém pegue os suprimentos pro meu estudo de fertilidade noturno no número 16 amanhã". O aluno de pós-graduação disse ansioso: "Aquela medição de dados no número 19. Quer que eu rastreie manualmente? Tô, hum... não sei quando vou vê-la de novo". Clara quase conseguia ouvir o aluno corar. Ela ouviu o Dr. Gasols soltar um bufado. "Invade o armário de remédios se precisar deixar ela de molho por um tempo. Funciona que é uma maravilha. Divirta-se enquanto faz isso". O aluno soltou uma risadinha cúmplice. Eles se afastaram antes que Clara levantasse a cabeça, de queixo caído. Ela mal conseguia respirar. Rapidamente pegou seus livros e saiu apressada do laboratório agora vazio. Não percebeu que um par de olhos escuros a observava do corredor oposto enquanto ela se apressava (a alça da bolsa cortando desajeitadamente o peito inchado) em direção às escadas.
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