Daisy e Saeko

E aí, não tenho desculpa por demorar tanto, já faz um ano e peço desculpas, mas antes de escrever essa parte extra, me concentrei em escrever outra história que perdi o interesse rapidão. Prefiro não encher o saco de vocês e já deixar direto com o conto.

Si apenas encuentras este relato, es mejor que comiences con los primeros:
http://www.poringa.net/posts/relatos/4105810/Casa-compartida-parte-I.html

http://www.poringa.net/posts/relatos/4109453/Amante-japonesa-parte-I.html
Quando fui buscar o Miguel no aeroporto no dia da volta dele do Japão, estava ansioso pra ouvir sobre a aventura dele no Japão com a amante japonesa. A história dele me deixou de queixo caído, porque não esperava ouvir que, de certa forma, ele tinha pedido a tal da Saeko em casamento, e minha única reação foi comemorar, abraçando ele no momento que descemos do táxi.

Nosso táxi parou na frente da casa dos meus pais, que praticamente pularam de alegria ao ver meu irmão, nossa mãe quase o sufocou de tão forte que o segurou, enquanto o pai só descansou a mão no ombro do Miguel, mostrando uma expressão de orgulho. O Miguel, por sua parte, não conseguiu evitar chorar, feliz de voltar pra Colômbia com a gente e de poder nos ver de perto, algo que afetou todo mundo e não conseguimos evitar chorar juntos enquanto entrávamos na casa.

No mesmo dia, contei pra ele sobre meu relacionamento com a Daisy, e a reação dele foi tão engraçada que dói não conseguir descrever. Expliquei tudo que aconteceu, até o fato de que tanto a mãe quanto o pai estavam sabendo, e mesmo que ele tenha ficado chateado por ser o último a descobrir, imediatamente me parabenizou, já que a Daisy era a mulher pela qual nós dois nos apaixonamos desde crianças.

No dia seguinte, enquanto almoçávamos juntos, bateram na porta, e como era o único que tinha terminado de comer, me levantei e abri a porta, me deparando com a Daisy, que me abraçou com carinho antes de perguntar onde estava o "Miguelzinho", como ela sempre chamava ele por ser bem mais baixo que eu. Meu irmão esticou o braço da sala de jantar, cumprimentando a Daisy, e ela, sem esperar um segundo, correu pra sala de jantar pra vê-lo, abraçando o Miguel com o mesmo carinho que a mim, dando beijinhos na bochecha dele.

O dia continuou e as outras amigas da minha mãe chegaram em casa, junto com o Marcelo, já que nós três éramos amigos desde o colégio. Enquanto meus pais atendiam os... As amigas no quarto de jantar, Miguel, Marcelo e eu conversávamos na sala, pondo o papo em dia depois de três anos sem nos falarmos muito. A maior surpresa pro meu irmão foi descobrir que nosso velho amigo arrumou uma namorada.

– Sério? Vai lá! – disse Miguel, esticando a mão pra bater um high five com Marcelo – Tô muito feliz por você, como ela se chama?

– Selene, é amiga do Daniel e ele nos apresentou… Ela é muito gata, não mereço.

– Haha! Não liga pra ele, Miguel, foi ele quem se declarou pra Selene – falei sorrindo, e Marcelo não conseguiu evitar ficar um pouco sem graça.

– Marcelo tomou a iniciativa? – Miguel não conseguiu disfarçar a cara de surpresa ao me ouvir, olhando pro nosso amigo sem acreditar – Quem é você e o que fez com meu melhor amigo?

Nós três não conseguimos evitar sorrir com a piadinha dele. Os três anos de distância não conseguiram estragar a amizade de Marcelo e Miguel, o que me deixou bem feliz. Continuamos conversando um tempo até que Marcelo decidiu perguntar sobre o anel no dedo anular do meu irmão, então Miguel explicou que fez uma promessa no Japão, uma promessa de casamento.

– O QUÊ?! – Os gritos vieram do quarto de jantar. Todas as amigas da nossa mãe olharam na nossa direção, tendo ouvido as palavras do meu irmão – O pequeno Miguel vai casar?!

Tanto Marcelo quanto eu tivemos que sair da sala antes que todas começassem a bombardear o Miguel com perguntas. As reações delas eram de se esperar – elas eram amigas da minha mãe desde antes de a gente nascer, e crescemos rodeados por elas, então elas gostavam muito da gente. A única que não reagiu assim foi a Daisy, já que minha mãe já tinha nos contado no dia em que Daisy e eu revelamos nosso relacionamento.

Miguel levou algumas horas pra explicar tudo, desde o momento em que conheceu a famosa Saeko, até quando prometeu voltar ao Japão pra recuperar seu outro anil e pedir ela em casamento – uma história que derreteu todo mundo completamente. os presentes, até o Marcelo, que sempre foi bem sentimental.

Ao cair da noite, todos os convidados decidiram ir embora, todos menos a Daisy, que resolveu ficar para conversar con a gente até bem mais tarde. Enquanto conversávamos, decidi roubar um beijinho da Daisy na frente dos meus pais e do Miguel, o que deixou ela toda vermelha, meio sem graça com a galera.

– Então é verdade mesmo – disse o Miguel, nos encarando com uma cara de inveja – Fico até mal de ir embora, se eu tivesse ficado, talvez…

Enquanto ele falava, a mãe deu um tapa na cabeça dele com a mão aberta – Você tem uma mulher, nem pense em ficar de olho em outras.

– Não tô pensando não! É só que não consigo parar de pensar na Daisy! – respondeu o Miguel, se afastando da nossa mãe antes que ela batesse de novo – Eu gostava dela desde antes da adolescência.

– Ai, meu Deus, não acredito que nunca percebi isso – disse a mãe, se aproximando do pai enquanto fingia que isso a afetava de algum jeito – E você, Daisy? Sabia?

A Daisy balançou a cabeça, olhou pra mim e pro meu irmão antes de soltar um suspiro longo – Não, só sabia do Daniel, por razões óbvias, e ele me contou há pouco que o Miguel sentia o mesmo – Diante das palavras da Daisy, meu irmão me olhou com uma carinha de irritação – Mas… tenho que admitir que, pensando agora, talvez os sentimentos dele fossem meio óbvios quando a Carolina ou o Henry não estavam por perto.

– Nossa, a gente era um bando de pré-adolescente – falamos eu e meu irmão ao mesmo tempo, rindo, fazendo nossos pais rirem à beça.

– Filho – ao parar de rir, a voz séria do meu pai fez a gente olhar pra ele na hora, já que nós dois fomos praticamente treinados pra escutar sempre que ele falava com um de nós – Para de pensar um pouco com o de baixo e toma um momento pra decidir de acordo com o que o coração manda. Você ainda tá interessado na Daisy, ou realmente quer casar com a Saeko?

Diante Ao ouvir as palavras do papai, Miguel suspirou aliviado e relaxou todo o corpo, olhou para Daisy por alguns segundos e depois para meu pai, balançando a cabeça antes de falar.

- Saeko, nem preciso pensar.

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Depois de uma semana para me aclimatar à Colômbia novamente, comecei a ajudar no spa do papai, e exatamente como Daniel me disse, ele me pagava menos que o salário mínimo por não poder me dar mais. Mesmo assim, não me importava, precisava ganhar quanto dinheiro pudesse enquanto procurava outro trabalho.

Muitos dos clientes habituais do spa me reconheceram facilmente como filho do Henry, só para se surpreenderem ao notar que eu era uns vinte centímetros mais baixo da última vez que me viram, ficando chocados ao descobrir que era o gêmeo do Daniel.

Meu irmão e eu crescemos ajudando o papai com o spa, então não foi difícil trabalhar, conseguindo até alguns clientes que perguntavam por mim e até me davam gorjetas. Continuei ajudando por alguns meses até que consegui outro trabalho, um relacionado à minha formação universitária, medicina.

Um dos amigos do meu pai é diretor de um hospital, e ao ouvir que eu tinha voltado, nos visitou em casa e comentou que quando o papai mencionou que eu iria para o Japão estudar medicina, ele mesmo se ofereceu para me dar trabalho quando eu terminasse a faculdade. No começo, recusei, não queria um cargo no hospital todo graças a nepotismo, mas o amigo do meu pai me convenceu, explicando que leu sobre minha universidade e viu o diploma, ficando impressionado com minhas notas.

Depois de conversar bastante com ele, me oferecendo um cargo bem baixo no hospital para começar do zero junto com um salário tão chamativo que me deixou de boca aberta, um que superava até o salário mínimo e, em suas próprias palavras, era para me ajudar, já que meu pai contou a ele sobre meu relacionamento com a Saeko poucos dias antes de nos visitar.

Pouco tempo depois de Depois da sua visita, comecei a trabalhar no hospital como enfermeiro, recebendo muitos olhares dos meus colegas que aparentemente perceberam que consegui o cargo muito mais fácil que eles, mas nunca tiveram coragem de me perguntar. Continuei trabalhando no hospital, conversando de vez em quando com Lisandro e os outros, que também conseguiram emprego. Saiba e Takao trabalhavam juntos no mesmo hospital, Wilfrido trabalhava num hospital pequeno na cidade dele e Lisandro trabalhava no hospital do pai dele.

Enquanto conversávamos, recebi uma mensagem da Saeko perguntando sobre meu trabalho. Contei sobre a sorte que tive graças aos contatos do meu pai e falei sobre quanto me pagavam, convertendo pra iene pra ficar mais fácil de entender, deixando ela surpresa com a quantia.

- <É sério que tão te pagando isso?>

- - Ao dizer isso, pude ver a Saeko tentando escrever várias mensagens, apagando rápido até finalmente se decidir.

-

Fiquei encarando a mensagem e soltei um suspiro. Já tinha olhado as passagens, e não eram baratas, ainda mais se eu quisesse ficar mais de duas semanas no Japão. Então só pedi paciência, prometendo que no final desse ano tentaria economizar o suficiente pra ir e não me preocupar com dinheiro nem com quanto tempo ficaria.

-

Lendo essa última mensagem, mandei um coração e desliguei meu celular, voltando pro trabalho. Os meses passaram, voltei pra Colômbia quase no meio do verão japonês, no final de abril, e agora estávamos em julho. Só tinha cinco ou seis meses pra tentar cumprir minha promessa.

Me matei de trabalhar feito um louco, até fazendo hora extra quando dava pra ganhar um pouco mais, e o dono do hospital, sabendo os motivos por trás da minha insistência em trabalhar tanto, me deu a grana. Continuei trabalhando assim até que um dia, alguns dos meus colegas se aproximaram e me ofereceram ir com eles a um bar com a intenção de me convidar, e mesmo recusei, acabaram me arrastando à força.

Bebemos por um tempo até que todos estivéssemos um pouco bêbados, mas em comparação com eles, eu estava quase fechando os olhos, com certeza pediram drinks muito mais fortes para me embebedar mais rápido. Aproveitando-se do meu estado, começaram a me fazer algumas perguntas, como em qual universidade consegui meu diploma e algumas informações da minha família, até que me perguntaram se eu conhecia o médico geral antes.

Tentei recusar, dizer que não tinha que responder enquanto me levantava para ir ao banheiro e lavar o rosto, mas a tontura de beber tanto e os agarres de todos para me forçar a sentar me deixaram tão desorientado, que ao começarem a me bombardear com a mesma pergunta repetidamente, acabei cedendo. No início me olharam com raiva, até que um deles decidiu me perguntar qual era meu salário e quanto me davam pelas horas extras que tenho feito, e ao responder, senti como seus olhares de raiva se contorciam para uns de surpresa.

Pararam de falar comigo, alguns começaram a pedir drinks tão fortes quanto os que pediram para mim, enquanto os outros só olhavam seus celulares, com certeza com a intenção de fazer alguma reclamação. Minha única solução foi falar, mostrando o anel no meu dedo, coisa pela qual alguns me olharam com uma expressão óbvia de que não ligavam, até que mencionei Saeko.

Essa foi a terceira vez que tive que contar sobre meu relacionamento com Saeko no Japão, falei sem nenhum tipo de censura, afinal, todos éramos adultos e eu estava muito bêbado para dar importância. Enquanto falava, os efeitos do álcool começaram a desaparecer ao mesmo tempo que tomava um pouco de água, passando de mal formar algumas frases completas a soar muito mais eloquente, me recuperando bem no momento da história em que descobri o quarto da Mai.

Olhei para cada um dos meus colegas e agora estavam completamente interessados, me acalmando um pouco ao ver que a raiva deles tinha desaparecido por enquanto. Terminei de falar, explicando a razão por trás de contar sobre a Saeko e a Mai e por que o plantão do hospital me pagava tanto.

– Não quero deixá-las sozinhas por muito tempo… Amo as duas igualmente, tanto a Saeko como minha namorada quanto a Mai, que amo como se fosse minha filha – Ao dizer isso, eu mesmo me surpreendi ao declarar em voz alta, suspirando para relaxar – Pensem o que quiserem de mim, consegui meu cargo por ajuda, sim, mas me formei com honras, sei o que faço e farei o que for para poder voltar para elas rápido.

Ao terminar de falar, fomos inundados por um silêncio tão grande que comecei a me preocupar. Meus olhos saltaram entre cada um até que ouvi um soluço, seguido de um choro incontrolável. Olhei ao meu lado e recebi um abraço tão forte que me assustou pela repentinidade. Todos os presentes soltaram um suspiro de cansaço ao nos olhar.

– Quem deixou o Felipe beber?

– Ninguém, parece que ele pediu uns shots de uísque sem a gente perceber.

Os mais próximos de nós me ajudaram a me soltar, explicando que ele fica muito sentimental quando exagera na bebida e que o fato de estar solteiro o afeta muito, então minha história foi demais para ele.

Quando o Felipe finalmente se acalmou, acabou dormindo na mesa por um tempo enquanto continuamos conversando. Os outros me contaram que não estavam muito felizes com o óbvio favoritismo que eu estava recebendo, mas expliquei que não pretendia me aproveitar mais do hospital, que pararia de pegar horas extras quando conseguisse economizar o suficiente para visitar o Japão com uma estadia de três meses. Eles, surpresos com quão decidido e sério eu soava, prometeram não me importunar mais.

Desde aquele dia, exatamente como prometeram, as os olhares de irritação pararam e se transformaram em perguntas sobre como eu estava e quanto dinheiro eu tinha, até formei algumas amizades com meus colegas, que tinham bastante em comum com meus amigos da faculdade, então dei os números de Lisandro e Wilfrido e eles se deram super bem rapidinho.

Expliquei tudo que aconteceu pra Saeko numa ligação e a reação dela era de se esperar, ela ficou brava comigo por ficar contando sobre a gente e mencionar tudo que fizemos, me fazendo rir um pouco, o que só me rendeu uma bronca da parte dela.

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-

- <É, são boas pessoas e entendo por que estavam tão irritados>

- - perguntou Saeko, o tom cheio de preocupação.

- - falei, tentando acalmá-la, até que lembrei que disse que considerava a Mai como minha própria filha pros meus colegas de trabalho, me fazendo soltar uma risadinha.

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Entendendo lentamente onde eu queria chegar, a voz de Saeko começou a ficar um pouco mais safada

-

Diante das minhas palavras, ela ficou em silêncio por um bom tempo, até que pude ouvir como ela disfarçava um pequeno grito de felicidade, seguido de me dizer que já não aguentava mais esperar, ao que só pude responder pra ela ter paciência, que eu estava prestes a conseguir todo o dinheiro.

Depois daquele dia, chegamos a dezembro, quando finalmente tinha todo o dinheiro necessário pra ficar três meses no Japão, mais uma grana extra que consegui de toda minha família e amigos quando fiz 24 anos junto com o Daniel em outubro. Parece que, todo mundo tinha combinado de me ajudar, dando todo o dinheiro que conseguissem juntar, mas meus pais não, eles me deram a passagem de presente, então todo o dinheiro que eu tinha me permitia ficar quanto tempo quisesse no Japão.

Escrevi para Wilfrido e os outros, contando sobre o presente que recebi e eles comemoraram, Saiba e Takao foram os mais felizes ao saber que poderíamos nos ver de novo, mas no meu caso, só conseguia pensar em vê-las de novo, então decidi fazer algumas compras antes de dar a notícia para Saeko, além de fazer uma pequena proposta pro meu irmão.

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Eram oito da noite do dia dezoito de dezembro, eu ainda estava trabalhando no bar quando senti a vibração do celular no bolso, então peguei pra olhar, e meus olhos saltaram quando reconheci o nome do Miguel. Infelizmente, ainda não podia fechar o bar, precisava aproveitar as festas de dezembro pra ganhar uma grana, então me vi obrigada a deixar o celular de lado até meia-noite, quando a maioria dos clientes já tinha ido embora e os únicos que sobraram eram uns oficineiros tão bêbados que mal conseguiam formar uma frase coerente.

Apertei a notificação e olhei a mensagem do Miguel, que era só uma foto de duas passagens e uma data, "23 de dezembro", o que deve ter me deixado muito feliz, já que os oficineiros me perguntaram por que eu tava tão alegre.

Eles continuaram bebendo por mais uma hora até que eu os chutei do bar pra evitar que causassem algum problema e poder fechar, indo pra estação de trem pra voltar pro meu apartamento, onde encontrei a Mai dormindo no sofá, com certeza me esperando. Peguei ela com cuidado e deixei no quarto dela, indo pro meu dormir, mas não sem antes mandar duas mensagens pro Miguel, uma dizendo o quanto eu tava feliz de ver ele pessoalmente de novo, e outra perguntando sobre a segunda passagem de avião.

No dia seguinte comentei com a Mai o fato que Miguel voltaria e viria para o Japão em uma semana, o que a alegrou muito, já que os dois tinham interagido o suficiente para que ela acabasse se apegando a ele, razão pela qual ela me fazia perguntas de vez em quando sobre Miguel ao saber que ainda mantínhamos contato.

Também avisei a Saori, que ficou surpresa com o retorno tão cedo de Miguel, mas quando contei sobre minhas exigências para vê-lo novamente, minha irmã entendeu rapidamente a razão. Enquanto conversávamos, Saori decidiu me perguntar se tínhamos algum plano para nosso relacionamento, e decidi dizer a verdade, que já havíamos tentado ter um filho antes de Miguel voltar para a Colômbia, algo que deixou ela de olhos arregalados com minha revelação, imaginando por sua parte uma resposta para sua pergunta.

Dois dias antes da chegada de Miguel, decidi mencionar seu retorno para Natsuki e Kaori. A segunda não ficou muito surpresa, já que continuava namorando Takao, que já tinha dito que seu amigo voltaria em breve, enquanto Natsuki ficou muito feliz por mim ao ouvir a notícia, oferecendo-se para me fazer companhia no dia 23 de dezembro no aeroporto para eu não esperar sozinha, mas recusei, porque queria receber Miguel sozinha junto com Mai.

Finalmente chegou o dia 23 de dezembro no Japão, enquanto na Colômbia ainda era dia 22 por causa do fuso horário, Miguel me contou que pegou seu voo no dia 21 na Colômbia para poder chegar no dia que me prometeu. Saí do meu apartamento junto com Mai às cinco da tarde, vestindo roupas quentes o suficiente para o inverno rigoroso e as duas fomos para o aeroporto, onde esperamos por algumas horas até receber uma mensagem de Miguel avisando que já tinha sinal, então já tinham aterrissado.

Esperamos por mais uma hora até que finalmente começaram a sair os passageiros do voo de Miguel, que eram uma infinidade de turistas, mas não prestei muita atenção neles, até que meus olhos pousaram em duas figuras, uma de Eu a reconhecia muito bem por tê-la visto durante um ano e meio, então não pude evitar me jogar em seus braços com lágrimas nos olhos quando ela chegou perto o suficiente.

— disse Miguel sorrindo, me fazendo soltar uma risadinha ao ouvir sua voz tão de perto novamente.

— falei enquanto o abraçava, sem intenção de soltá-lo, então encaixei minha cabeça em seu ombro enquanto olhava para Mai.

—Oi, Miguel, que bom te ver de novo — Mai se aproximou de nós um pouco tímida, tentando agir madura como sempre, só para receber um abraço forte de Miguel.

—Também fico feliz em te ver, Mai, senti muito sua falta.

Diante de suas palavras, Mai abandonou seu ato de maturidade e se agarrou a Miguel por um bom tempo, me enchendo de ternura ao vê-los assim, até que me lembrei da segunda figura, que havia parado em frente a nós, coberta com roupas tão grossas junto com uma máscara, era impossível vê-lo direito.

—Vocês estão muito fofos assim, irmão, e mesmo você tendo me dito que a garota sabia espanhol, não imaginei que seria tão boa — disse a figura enquanto os observava, passando a me olhar antes de baixar a máscara, me assustando um pouco ao me mostrar o mesmo rosto que Miguel — Imagino que você seja Saeko, prazer.

—Ah, é verdade, nunca contei a ela — disse Miguel ao mesmo tempo que soltava Mai e se aproximava da figura —

Naquele momento, lembrei que Miguel me contou que seu irmão viria com ele, o que eu não esperava era me deparar com a imagem viva dele em outra pessoa, mas pelo que pude ver, mesmo sem entender por só falar espanhol, ele parecia uma boa pessoa.

— disse fazendo uma pequena reverência como sinal de respeito.

— O que ela disse? Só entendi meu nome.

— Que foi um prazer conhecê-lo — respondeu Mai se aproximando de Daniel, que a olhou surpreso com sua fluência. Falar e seu quase inexistente sotaque.

- Bom, como eu disse, o prazer é meu - comentou Daniel antes de se ajoelhar para conversar com Mai, enquanto Miguel se aproximou para sussurrar algo no meu ouvido.

- - disse, me mostrando um sorriso ao mesmo tempo que virava para olhar Daniel e Mai, que continuavam falando espanhol e pareciam estar começando a se dar bem.

Durante a semana de visita de Daniel, ele ficou em um hotel pago pelos dois. Nos primeiros dias, Miguel mostrou ao irmão a universidade onde se formou, apresentou Saiba e Takao e, junto com eles, levaram-no a um onsen e a um karaokê - algo de que se arrependeram ao ouvi-lo tentar cantar uma única música.

O sexto dia de sua visita caiu em 25 de dezembro, então Miguel e eu decidimos convidá-lo para o meu bar junto com Takao e Saiba, para que ele conhecesse Saori, Natsuki e Kaori e assim nos despedirmos dele com uma celebração. Tanto minha irmã quanto minhas amigas se surpreenderam ao ver Miguel e Daniel lado a lado, mas se acostumaram rapidamente ao ver como eram diferentes, já que enquanto o primeiro era bom ouvinte e se deixava levar mais pela corrente, o segundo preferia manter longas conversas e conseguia manter qualquer um interessado no que tinha a dizer.

Passamos o dia no bar juntos, Daniel se ajudava com o irmão e um tradutor para conseguir nos entender, e pelo visto, com quem ele mais se deu bem foi com Saori, Natsuki e Takao, já que passou mais tempo conversando com eles até ficar bêbado. Decidimos terminar mais cedo do que planejado para que Daniel pudesse se recuperar algumas horas antes de partir no dia seguinte.

- - dizia Daniel por meio do tradutor enquanto todos iam embora, a última a sair sendo minha irmã, que pelo visto sussurrou algo no ouvido de Miguel antes de ir embora, mas ele apenas sussurrou de volta, fazendo Saori partir com um sorriso.

Tentei perguntar sobre o que conversaram, mas Miguel só me beijou na bochecha antes de dizer: "Te conto amanhã, tenho uma surpresa pra você". Ele se virou para ajudar o irmão a andar.

No dia seguinte, enquanto me preparava para sair às quatro da manhã e me despedir de Daniel, Mai me surpreendeu ao estar acordada e pronta para sair antes de mim, implorando para que a levasse comigo ao aeroporto. Aceitei, pegamos o trem para ir até a prefeitura onde ficava o hotel em que ele estava hospedado, e quando chegamos, Miguel e seu irmão estavam na porta nos esperando.

Os quatro seguimos para o aeroporto uma hora e meia antes do voo de Daniel, onde cada um deu suas últimas palavras.

"Obrigado por tudo, Saeko. Foi um prazer passar essa semana aqui, consigo entender por que Miguel se apaixonou por você e que tudo que ele me contou sobre você não era só coisa de quem está muito apaixonado."

"Igualmente, Daniel. E eu é que devo agradecer a você, me diverti muito conversando com você, e fico feliz em saber que Miguel fala tão bem de mim para a família." Ao dizer isso, olhei para Miguel com o canto do olho, só para vê-lo bastante envergonhado enquanto desviava o olhar.

"O mesmo tenho que dizer de você, Mai. Você é possivelmente minha pessoa favorita de todas que conheci no Japão, e me diverti muito jogando e conversando com você." E sejam quais forem suas palavras, acabaram deixando Mai sentimental, que não conseguiu evitar dar-lhe um abraço.

"Promete por favor que você vai voltar."

"Isso é difícil, a única razão pela qual vim foi porque Miguel pagou minha passagem. Ainda não me formei na universidade e continuo sem trabalho."

"Então promete que vai voltar quando conseguir trabalho e dinheiro suficiente."

"Prometo."

Depois de dizer isso, Miguel se aproximou dos dois e conversou um momento com Daniel em espanhol, e pelo que pude perceber pela A reação da Mai ao ouvir aquilo parecia ser uma boa notícia, ela abraçou o Miguel imediatamente e me olhou com um sorriso de orelha a orelha enquanto ele sussurrava algo para ela. Eles se separaram e a Mai correu para me abraçar, se recusando a traduzir o que tinham conversado, então tive que me contentar em esperar que o Miguel o fizesse.

Os dois irmãos deram um último abraço e o Daniel se perdeu na multidão de passageiros que começavam a se dirigir para seus voos.

- - Decidi perguntar enquanto caminhávamos para a saída do aeroporto.

- Hmm?

- - Reclamou a Mai, enquanto o Miguel simplesmente acariciou a cabeça dela sorrindo, fazendo com que ela fizesse beicinho, me derretendo de ternura ao ouvir o quanto ela tinha se apegado ao Daniel.

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- Mai!

- - Foi tudo que consegui perguntar ao mesmo tempo que parei, olhando nos olhos do Miguel enquanto meus olhos começavam a se encher de lágrimas de felicidade.

O Miguel só soltou um suspiro pesado enquanto olhava para a Mai - - Disse sorrindo, esticando os braços ao perceber que eu me aproximava para abraçá-lo.

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- - Ao ouvir ele dizer isso, não pude evitar aumentar a força do meu abraço e esconder meu rosto no peito dele, já que as lágrimas as coisas tinham começado a fluir -- continuou Miguel, afastando-se um momento para pegar a mão onde eu ainda tinha o anel que ele me deu antes de ir embora

Eu desabei em lágrimas, não conseguia acreditar na sorte que eu tinha de ter conhecido Miguel e sua família, tudo por simplesmente pará-lo na rua para transar, e mesmo que minha intenção fosse que fosse só uma experiência de uma noite, um impulso bem no fundo da minha mente me obrigou a dar o cartão do meu bar, e vê-lo entrar pela porta no dia seguinte me fez saber que acertei em seguir esse impulso.

Quando voltamos pro meu apartamento nós três, peguei o celular do Miguel para ligar pros pais dele e agradecer por tudo, mas eles só agiram como se não fosse grande coisa, especialmente Carolina, a mãe dele, que me desejou um feliz natal e que eu aproveitasse o tempo com ele.

Quando a noite caiu e a Mai adormeceu, me aproximei do Miguel e o beijei de língua, interrompendo o beijo por um momento para me concentrar um pouco no pescoço dele e excitá-lo. Eu precisava senti-lo de novo depois de oito ou nove meses, me masturbar não era tão gostoso, mas ele recusou.

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- - ele disse ao mesmo tempo que me beijava, aproximando-se do meu ouvido devagar para sussurrar -.

Ouvir ele sussurrar isso no meu ouvido mandou um calafrio gostoso por todo o meu corpo ao mesmo tempo que me lembrava do que ele me disse numa das nossas ligações antes de voltar pro Japão. Entendendo as razões dele, decidi não continuar pressionando com o assunto já que não ia funcionar e simplesmente fomos pra cama, nos dando um último beijo antes de dormir.

As semanas passaram e o novo ano começou, e com ele, um novo ciclo se iniciou, então mantive Miguel informado, e ele foi se preparando para o dia prometido. Por sua parte, ele começou a resolver algumas coisas sobre sua residência e seu novo trabalho no hospital com Takao e Saiba, que o ajudaram durante todo o processo.

Quando o dia finalmente chegou, pedi a Saori mais uma vez que cuidasse de Mai, deixando-a com ela na estação e voltando para o apartamento antes que Miguel retornasse, esperando por ele usando apenas uma de suas camisas, sem nada por baixo e com o cabelo solto, o que me deixou nervosa de vez em quando ao pensar que alguém poderia bater na porta, mas por sorte nunca aconteceu.

Passadas duas da tarde, Miguel voltou de resolver seus últimos documentos de residência, caminhando pelo corredor até chegar na sala, se surpreendendo um pouco ao me encontrar parada no meio da sala praticamente nua.

-... - Foram as únicas palavras que ele conseguiu pronunciar ao me ver, então sorri e concordei com a cabeça, o que o alegrou bastante -

Seguindo, sentei na cama, esperando por alguns minutos até que Miguel passou pela porta, colocando algo na mesa de cabeceira sem que eu pudesse ver exatamente o que era, me dando um pequeno beijo na testa antes de conectar nossos lábios, me deitando lentamente na cama e apoiando seu peso sobre mim sem me machucar.

Enquanto me beijava, uma das mãos que ele usava para acariciar minhas bochechas se moveu aos poucos em direção ao meu peito, roçando as unhas por cima da camisa ao redor dos meus seios em espiral até chegar no meu mamilo, onde se concentrou em apenas circular ao redor, mas nunca o tocou.

O atrito do tecido e dos dedos dele ao redor do meu mamilo aos poucos foi me excitando, me deixando na expectativa do momento em que ele decidiria tocá-lo ou apertá-lo, mas ele nunca fez isso, em vez disso, Ele só tirou a mão do meu peito e passou pelo meu lado por cima da camisa, me dando uma leve cócegas com a sensação.

A gente só parou de se beijar quando precisou de ar, ofegando ao mesmo tempo que nos olhávamos, limpando a saliva dos nossos lábios. Quando tentei perguntar o que ele tinha planejado, Miguel cobriu minha boca, balançando a cabeça para me dizer que deixasse ele fazer o que tinha em mente, e eu fiz, levando uma grata surpresa ao sentir as mãos dele se movendo por todo o meu corpo.

Com as mãos cobertas de óleo de massagem, ele começou a massagear minhas pernas devagar, subindo até minhas coxas onde se concentrou por um bom tempo, muitas vezes roçando os dedos perto da minha virilha sem dar muita importância. Usando os nós dos dedos, ele foi movendo em círculos até voltar a subir para minha cintura, levantando um pouco a camisa para ver de perto minha buceta, que estava consideravelmente molhada pela estimulação.

Sorrindo, ele passou a ponta dos dedos pelos meus lábios, separando-os um pouco e até introduzindo o polegar, mandando uma onda forte de prazer por todo o meu corpo ao finalmente senti-lo tocando minhas zonas mais sensíveis, só para ficar ofegante ao sentir as mãos dele rodeando minha cintura. As palmas das mãos dele pressionaram levemente acima do meu monte de vênus, entre minha cintura e barriga, mandando outra onda de prazer por alguma razão que nem eu mesma conheço, me deixando tremendo enquanto Miguel continuou pressionando mais cinco vezes, usando os dedos especificamente na última, me obrigando a soltar um leve gemido.

Levantando mais minha camisa para deixar abaixo dos meus seios, ele passou a se concentrar no meu abdômen, onde começou a fazer movimentos em forma de triângulo desde o mesmo ponto de antes até chegar no início das minhas costelas, só para voltar e fazer de novo, repetindo por alguns minutos. Depois, massageou a mesma área com outra estratégia, empurrando os dedos aos poucos desde o lado da minha... cintura até chegar no centro das minhas costelas, aplicando a mesma pressão e mudando a ordem ou a direção dos movimentos.

Eu estava completamente perdida, só conseguia gemer e implorar ofegante para Miguel parar, mas era inútil, porque ele sabia que, na verdade, meu corpo estava implorando por mais. Então ele tirou minha camisa e começou a se despir, ficando só de cueca. Ele me pegou pelos braços e me posicionou no seu colo, forçando minhas pernas com as dele para mantê-las abertas. Finalmente pude sentir uma das mãos dele agarrando meu peito por completo, apoiando todo o peso nele e apertando um pouco, enquanto a outra mão percorria meu abdômen até chegar na minha virilha, esfregando o dedo do meio por toda a abertura antes de introduzi-lo, fazendo-me sentir cada centímetro enquanto entrava, contraindo minhas paredes de prazer.

— ele disse, me beijando de língua novamente enquanto seu dedo continuava dentro.

— perguntei com a voz entrecortada, mal conseguia me concentrar de tão excitada que estava.

Sem aviso prévio, Miguel me pegou pelas pernas e me levantou, me posicionando de forma que ficássemos cara a cara. Então, abracei sua cintura com minhas pernas para não cair, enquanto ele sustentava todo o meu peso com as mãos na minha bunda. Baixando a cueca, finalmente libertou seu membro ereto, aquele mesmo que me surpreendeu no dia em que nos conhecemos, cheio de veias e com uma cabeça tão grossa que eu não conseguia desgrudar os olhos. E agora ele apontava direto para a minha virilha enquanto pulsava, implorando para entrar.

— sussurrou Miguel no meu ouvido ao mesmo tempo que começava a baixar meu corpo para me penetrar.

Seguindo o mesmo jogo de Miguel, aproximei lentamente meu rosto do ouvido dele, mordendo um pouco antes de sussurrar — — pegando-o de surpresa ao me ouvir dizer em espanhol, que aprendi com Mai e Daniel.

Não dissemos mais nada, demos um pequeno beijo enquanto seu pau abria caminho. Dentro de mim de novo depois de tanto tempo, então não pude evitar soltar um gemido ao senti-lo no pelo outra vez. Minhas paredes se fecharam em volta do tronco dele ao sentir o último centímetro entrar, me transformando num boneco de pano que não parava de tremer de prazer. Para minha sorte, Miguel estava igual a mim, esperando se acostumar com meu calor.

Depois de nos acostumarmos um ao outro, Miguel respirou fundo e começou a me mover, empurrando os quadris no mesmo ritmo que os meus, mantendo o compasso por um tempo até que eu mesmo comecei a me mexer por conta própria. O som dos nossos corpos batendo um no outro encheu o quarto por vários minutos. Da minha parte, não consegui continuar me movendo, já que tive um orgasmo que me deixou tremendo, fazendo perder a força nas pernas.

Começando a se cansar, Miguel me deitou na cama com cuidado e levantou minhas pernas para continuar transando numa posição de pressão, puxando todo o pau lentamente até chegar na cabeça, deixando cair todo o peso sobre mim e retomando o mesmo ritmo de antes.

Sem conseguir aguentar mais, Miguel terminou me enfiando, penetrando até o mais profundo da minha buceta para gozar, com cada jato quente batendo nas minhas paredes. O pau dele ficou pulsando dentro por um tempo até que ele tirou, deitando ao meu lado ofegante, se mexendo um pouco para me abraçar pela cintura e, sem ter forças para outra coisa, correspondi ao abraço.

Descansamos por alguns minutos até recuperar o fôlego, sendo eu a primeira a conseguir, então me levantei da cama para ajudá-lo a sentar, me ajoelhando na frente dele e me aproximando o suficiente para ficar com o membro dele na frente do meu rosto, dando um beijinho na cabeça.

Embora estivesse completamente mole, o tamanho impressionante por ser um pau de carne me permitia dar alguns beijos e lambidas sem problemas, coisa que continuei fazendo até que a dureza dele voltou, permitindo-me agora enfiá-lo na minha boca e chupei até limpar qualquer resíduo. Com meus lábios envolvendo todo seu tronco, movi minha cabeça para frente e para trás, passando minha língua por baixo cada vez que recuava para dobrar o estímulo, começando a tirá-lo da minha boca só para envolver meus braços em sua cintura e dar um deep throat.

Vê-lo se contorcer de prazer e sentir seu pau completamente duro dentro da minha boca, afastei meus lábios deixando Miguel ofegante com um sorriso. Me levantei e nos acomodamos na cama, Miguel ficou deitado enquanto eu me posicionei sobre ele, ficando na posição de cowgirl, abaixando o suficiente para enfiá-lo, me movendo de cima para baixo de cócoras.

Mantive essa posição por um bom tempo já que não estava acostumada a trabalhar minhas coxas por causa do atletismo que fiz na faculdade, então aumentei a velocidade dos meus quadris até ficar sem fôlego e sentir minhas pernas implorando por descanso, razão pela qual Miguel me pegou pelos ombros e me deitou, ficando na posição de missionário e empurrando seus quadris até gozar dentro de novo, descansando sobre mim enquanto acariciava minha cabeça. Seguimos transando por um longo tempo, passando por várias posições, até usamos o gel estimulante da última vez, dessa vez aplicando nos dois antes de fazer um 69.

Algumas semanas depois, decidi usar um teste de gravidez, me trancando no banheiro por um tempo enquanto esperava o resultado do teste com Miguel, que me esperava do lado de fora do banheiro, brincando um pouco com Mai. Quando o teste finalmente deu o resultado, não pude evitar dar um pulo, saindo do banheiro com ele na mão e um sorriso no rosto, algo que Miguel entendeu imediatamente, correndo na minha direção para me abraçar, enquanto Mai simplesmente nos olhava sem entender muito bem porque estávamos tão felizes.

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A notícia de que Daniel iria ao Japão com Miguel por uma semana nos pegou a todos de surpresa, já que ninguém esperava que sua primeira decisão ao conseguir tanto dinheiro seria levar o irmão, mas todos ficamos felizes por eles, todos menos eu, já que a primeira coisa que pensei foi que me sentiria um pouco sozinha sem o Daniel ao meu lado por uma semana.

— Você vai mesmo sentir tanta saudade? — Daniel perguntou com um sorriso enquanto guardava as roupas na mala — Vai ser só uma semana.

— Eu tenho você perto de mim todos os dias… Óbvio que ficar sem você uma semana vai me deixar triste.

— Entendo — Daniel se aproximou e me beijou por um momento, me dando um abraço forte antes de voltar para a mala — Também vou sentir sua falta, Daisy, mas quero conhecer a famosa Saeko e um pouco do Japão, o Miguel não para de falar maravilhas dos dois, então seria um desperdício não aproveitar o convite.

— Bom… Promete trazer uma lembrancinha?

— Claro.

— E promete não olhar para outra mulher?

— Eu moro com outras duas mulheres e só tenho olhos para você. Por que a preocupação agora?

— Porque aqui eu te mantenho vigiado, lá você estará por conta própria. Lembra que quase aceitou o pedido de certa pessoa sem me perguntar primeiro quando eu não estava olhando? — falei cruzando os braços e encarando-o, fazendo Daniel desviar o olhar sem ousar responder.

— Vamos, Daisy, supera isso — disse Laura aparecendo no batente da porta, sabendo do que aconteceu com Selene — Você mesma disse que gostou da experiência de ser vista enquanto o Daniel transava com você quando eu perguntei.

— Isso é outro assunto, minha reclamação é que esse idiota — puxei a orelha do Daniel antes de continuar — às vezes pensa primeiro com o pau do que com o cérebro.

— Foi só uma vez! E já te falei mil vezes que eu ia dizer sim, mas sabia que precisava perguntar primeiro!

Soltei a orelha do Daniel por um momento para deixá-lo terminar de arrumar as coisas, me aproximei para beijá-lo e sussurrar algo no ouvido, prometendo que se ele se comportasse no Japão, Eu deixaria ele fazer sem camisinha e aceitaria todas as ideias dele na cama, por isso ele me deu um abraço bem forte.

- Aff, e eu achando que a Laura tava vendo algo interessante - disse Alice, que agora também espiava pela porta - Daniel, você pode me trazer umas coisas do Japão?

- Claro, quer algo específico? - Quando perguntei isso, Alice simplesmente tirou uma lista do bolso cheia de coisas diferentes, aí o Daniel olhou meio irritado, e ela só deu um sorrisinho.

A relação de todo mundo melhorou depois que eu e o Daniel assumimos nossos encontros noturnos pra transar, porque agora a gente tinha um certo compromisso com elas de evitar fazer tão direto pra não incomodar. Daniel e Alice até começaram a se dar melhor quando Alice finalmente terminou um dos projetos dela com a ajuda do Daniel.

Pouco tempo depois chegou o dia da despedida, onde eu acompanhei a Carolina, o Henry, o Miguel e o Daniel pro aeroporto, dando um último beijo no Daniel antes dele embarcar, coisa que ele não perdeu a chance de dar uma apertada forte na minha bunda na frente dos pais dele, me deixando com a cara toda vermelha ao sentir alguns olhares da Carolina.

Essa semana foi extremamente lenta, sem ter o Daniel do meu lado, a única coisa que eu podia fazer era conversar com a Laura, a Alice ou até a Selene, ou passar os dias sem fazer nada. A Carolina me ligou no meio da semana, me convidando pra passar uma tarde junto com todas as nossas amigas enquanto o Henry saía com os amigos dele.

Quando cheguei na casa dela me surpreendi que a Maria também tava lá, quando perguntei, ela me contou que aquela vez que eu encontrei ela na sex shop foi só uma visitinha, mas que depois de conversar com o marido, eles decidiram ficar permanentemente na Colômbia, sendo essa a verdadeira razão do nosso encontro.

Passamos a tarde conversando sobre o que tava acontecendo nas nossas vidas desde a última vez que nos vimos, já que a gente tinha se encontrado pra ver o Miguel quando ele voltou do Japão, mas já tinha passado tempo suficiente para termos novidades para conversar, e agora tínhamos a Maria, com quem precisávamos colocar o papo em dia.

- Daisy, imagina minha surpresa quando a Carolina me diz que o grandalhão com quem te vi na sex shop era o Daniel, e que vocês estão num rolo - disse Maria com um sorrisinho malicioso, fazendo eu abrir os olhos bem arregalados ao ouvi-la falar isso em voz alta na frente de todas.

- Você tá transando com o filho da Carolina?! - perguntaram todas ao mesmo tempo, me olhando espantadas sem acreditar no que acabaram de ouvir.

- Poxa… achei que todas já sabiam - comentou Maria com uma expressão meio culpada enquanto olhava para Carolina e para mim.

- Sim, eu transo com o Daniel.

- E a Carolina não se incomoda? - perguntou Angélica, a mais nova do grupo.

- Por que eu me incomodaria? Daniel é adulto e a Daisy não é uma mulher ruim, na verdade, fico feliz que meu filho tenha se interessado por uma mulherão desses com um corpão - Carolina me mandou um beijinho enquanto falava.

- Há quanto tempo vocês estão fazendo isso? - perguntou Camila, a mais magrinha entre nós.

- Se não me engano, menos de um ano, talvez uns nove meses.

- E ele é bom? - perguntou Maria, e todas começaram a perguntar a mesma coisa, até a Carolina, que parecia ser a mais interessada.

- É… ele é muito bom - respondi com um sorrisinho safado, lembrando das mãos do Daniel percorrendo cada parte do meu corpo.

Todas soltaram uma gargalhada ao me ouvirem. Ser a única do grupo sem namorado por tanto tempo sempre foi uma preocupação das minhas amigas, então elas sempre tentavam me oferecer algum tipo de serviço para arrumar um parceiro. Pelo menos agora não vou mais ter que aturá-las, especialmente a Angélica, que era quem sempre puxava o assunto.

- Quem cansa primeiro?

- Ele, mas aos poucos ele vai melhorando nesse aspecto enquanto a gente faz. - É grande?

- Sim, bem grande.

- Quanto?

Para responder a pergunta, movi minhas mãos na frente do rosto e comecei a afastá-las até a distância que lembrava ser a do Daniel, surpreendendo algumas, especialmente a Camila, que olhou para uma Carolina formando um pequeno sorriso orgulhoso.

- E vocês só transam? - perguntou Maria, se mexendo um pouco para ficar mais perto de mim.

- Não, o Daniel prefere tocar meu corpo sempre que pode.

- Isso explica por que ele apertou sua bunda como se nada na minha frente antes de ir embora - comentou Carolina, fazendo todas rirem ao me ver corar por um momento.

- É... e eu adoro o toque dele, ele é muito bom dando massagens.

- É filho do Henry, a surpresa seria se ele não fosse bom.

- Ai, você e a mulher japonesa do Miguel são tão sortudas... Podem receber massagens sempre que quiserem - disse Angélica, soltando um longo suspiro - É você quem pede ou ele que oferece?

- Ele oferece na maioria das vezes, não perde a oportunidade de me masturbar quando estou relaxada.

As quatro me olharam com um sorriso malicioso, me bombardeando com mais perguntas até que me imploraram para contar mais sobre nossas noites juntos, então acabei cedendo sob pressão e contei tudo, desde como é sentir o pau dele dentro de mim, como ele aos poucos muda de alguém doce para simplesmente mover os quadris como um animal em busca de prazer, e expliquei sobre as semanas ou meses sem transar que às vezes imponho ao Daniel.

- Coitado do meu Daniel - disse Carolina, me fazendo rir por um momento enquanto a abraçava.

Continuamos conversando e decidi tocar no assunto da Selene, ganhando alguns olhares de surpresa ao dizer - A garota é muito gata, e embora no começo eu não quisesse, quando o momento chegou, ter alguém presente enquanto o Daniel e eu fazíamos foi interessante.

- Nossa, Daisy, você sempre foi a mais quieta quando o assunto era sexo. Quando você mudou? Tanto? - Angélica me perguntou, tentando segurar a risada.

- Bom, a culpa é do Daniel, e tenho certeza que ele é assim por causa da Carolina.

- Culpada.

Passamos a tarde e a conversa continuou sobre meu relacionamento com o Daniel, o que não me incomodou. Quando a noite caiu, todas nos despedimos, saindo de casa justo quando o Henry voltava de estar com os amigos. Por alguma razão, Carolina, María e Camila começaram a conversar com ele sobre tudo que eu tinha contado, enquanto eu escapulía.

Daniel voltou do Japão alguns dias depois, sendo buscado pela Laura e pelo namorado dela, amigo do Daniel, trazendo lembranças e tudo que a Alice tinha pedido. Minha primeira reação ao vê-lo passar pela porta foi beijá-lo. Falar tanto dele com minhas amigas só me fez sentir mais saudades, então não aguentei ao ouvir sua voz.

Passamos algumas horas conversando enquanto a Alice revirava tudo que ele trouxe, ao mesmo tempo que Laura e Juan Camilo perguntavam sobre cada coisa. Em um momento, Daniel me puxou para conversar em particular, mostrando seu celular cheio de mensagens da mãe dele falando sobre o desempenho dele na cama comigo.

- Do que diabos você falou com minha mãe?

- De tudo... E não só com ela, todas sabem.

Naquele dia, Daniel sentiu tanta vergonha que acabou desligando o celular depois que a Carolina começou a dar conselhos. Quando a noite caiu, Daniel entrou no meu quarto com um envelope, explicando que era um gel frio para aumentar o prazer que o Miguel tinha recomendado, e acabamos usando. Fiquei como uma boneca de pano na cama por causa da sensação no meu clitóris, enquanto ele tentava segurar a risada.

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Já se passaram três anos desde minha primeira viagem ao Japão. Miguel ainda mora junto com a Saeko e a Mai, e de vez em quando vou visitá-lo com meus pais, que não conseguem evitar de derreter ao conversar com a Mai.

- Ei Daniel, e seus primos? Já faz um tempo desde que eu - Já ouviu falar desses dois gigantes? - perguntou Daisy enquanto acariciava minha cabeça, eu sentado no chão. Os quatro estávamos assistindo um filme.

- Você se refere à Natalia ou ao Oscar? Bom, não muito. A Natalia está na universidade e, pelo que ouvi, não está indo muito bem. Quanto ao Oscar, o trabalho do meu tio o mandou para Cuba, então não posso dizer muito sobre ele.

- E quem são esses? - perguntou Alice, voltando do banheiro e sentando ao meu lado.

- Meus primos mais altos.

- Mais altos que você?

- Gigantes. A Natalia tem um metro e noventa e cinco, e o Oscar deu um esticão e agora tem dois metros.

- Sério?! Mostra!

Comecei a pegar meu celular para mostrar algumas fotos que tinha guardadas de reuniões familiares, só para ver uma mensagem do Miguel implorando para falar comigo, explicando que a Saeko tinha acabado de encontrar a aliança de noivado que ele comprou há três anos. Pulei do chão de repente olhando a mensagem, ganhando alguns olhares das três até que expliquei a mensagem do Miguel, fazendo com que Laura e Daisy também se levantassem, mas Alice continuou vendo o filme, aumentando o volume.

Continuei olhando meu celular, querendo escrever uma mensagem rápida para saber a resposta da Saeko, mas antes que pudesse escrever, Miguel me enviou um emoji batendo palmas, seguido de uma mensagem dizendo "Ela disse sim" e uma selfie dele com uma pequena barba abraçando a Saeko enquanto os dois choravam, com uma Mai ao fundo, carregando uma menininha de três anos.Finalmente, levei nove dias pra terminar esse finalzinho com os quatro personagens, tenho que admitir que tô orgulhoso de conseguir entregar o que prometi pra vocês, mas ao mesmo tempo não tô feliz, porque tinha várias ideias que acabei descartando já que não via uma boa razão pra fazê-las. Um exemplo é que eu pensava em fazer o Miguel levar a Saeko pra Colômbia e eles terem uma mini pseudo-orgia com eles, igual fizeram com Wilfrido, Lisandro, Takao e Saiba, mas não deu.

Como eu disse no começo, não posso dizer nada, e não adianta eu me desculpar por fazer vocês esperarem um ano por esse final, só espero que tenham gostado. Deixando isso de lado, os personagens mencionados no final são os protagonistas das duas próximas histórias que tenho em mente, mas também tenho outras duas que quero escrever que não têm nada a ver com a família de Miguel e Daniel e que são um pouco mais fantasiosas. Vou lançar as primeiras partes das histórias uma atrás da outra e depois vou me concentrar em escrever os capítulos na ordem que eu quiser, prometo tentar não demorar tanto.

Pra terminar, eu quero agradecer por tudo. Fico muito feliz de ver como esses dois contos foram bem e como o pessoal se apegou à Saeko. Prometo melhorar nos próximos. Tchau!

1 comentários - Daisy e Saeko