ODESPERTARDE UM HOMEM CAP.24 notícias, uma visita inesperada
Mariela ficou pálida ao ver a mãe e a irmã na porta daquela cozinha. Assim que as viu, cobriu o rosto, pegou as roupas e saiu correndo. Que porra acabou de acontecer? Ela, que parecia tão liberal e adorava observar os outros transando, parece que não gosta de ser observada. Açucena se aproximou de mim.
Azucena:parece que você tava se divertindo
Sergio:Foi divertido sim, só não entendo por que ela saiu correndo.
Azucena:Aí não sei se devo contar, patrão. Mas o senhor precisa saber, só que tem que prometer que vai guardar segredo e, por mais que fique puto, não pode revelar nada. Tem que ser um segredo. Quando eu terminar de contar, o senhor vai entender por que ninguém pode ficar sabendo.
Sergio:juro pela minha avó, - fiz o sinal da cruz nos meus lábios -,
Azucena:Bem, há muito tempo atrás, José, nosso filho mais velho, teve um episódio especial na adolescência dele. Sabe como é, os hormônios adolescentes estavam à flor da pele, ele vivia com o pau duro o tempo todo, e as mulheres mais próximas eram as irmãs dele e eu. À noite, ele se enfiava no quarto das meninas, deitava com elas pra brincar, uma brincadeira sexual. Primeiro com Solé, depois com Mariela. Não rolava penetração, só se tocavam. Uma noite, Solé e Mari não estavam em casa, então ele viu caminho livre pra ficar a sós com Valéria. Naquela noite, foram além daquelas apalpadelas. Valéria não queria, não queria perder a virgindade com ele, não tava afim daquilo. Mas as palavras de José foram tão convincentes que Valéria se deixou levar, com a única condição de que ele não gozasse dentro dela. Eu estava atrás daquela porta. Não sei o que me segurou ou o que passava pela minha cabeça pra não interromper aquele ato que eles estavam prestes a cometer. Sabia que se aquilo viesse a público, as pessoas não iam aceitar bem. Eu abri a porta e, em silêncio, fiquei na soleira. Tava vendo com meus próprios olhos como José possuía a própria irmã. O ato não durou muito, e dava pra ver que Valéria sofreu, não curtiu nada daquele encontro incestuoso. José tem o pau bem grande, acima da média. Ele gozou, ela não. O que aconteceu em seguida é que Valéria me viu ali parada. Levou um susto danado, começou a chorar. Sabia que tinha sido descoberta e que ia ter represália. Ela saiu correndo. Aí eu entendi que deveria ter parado. Minha vontade dizia que sim, mas minha consciência travava meu corpo inteiro. Desde aquele dia, Valéria se escondia pra transar. Por isso ela tem tanto medo e ficou com esse trauma. Veja bem, na nossa família, o incesto é bem visto. A sociedade não aceita, mas pra gente é algo natural. Tempo depois, o caso se desenrolou. José achou que todas nós tínhamos que estar disponíveis pra ele, e é aí que ele se engana. Ele pensa que é nosso dono, mas não é. Um dia, ele tava no bar da cidade e, numa bebedeira, falou demais. Você pode imaginar, cidade pequena... Inferno grande, fomos assediadas, apontadas, tivemos que nos aliar com o povo, ir e fazer o que fosse preciso. Ainda assim, José continuava transando com elas, só que mantêm isso em segredo, mas não permite que ninguém da fazenda, exceto o pai dele, possa tocá-las. Por isso José reagiu contra a Carmela, ele descobriu que a Mariela tinha ficado com você. Imagina se ele descobre que você ficou com a Valéria? Eu não posso impedir as garotas de escolherem com quem querem se deitar, ele não entende isso. Espero que ele não nos prejudique e que você compreenda.
Sergio:Azucena, seu segredo está seguro, não vou contar nada pra ninguém, esse segredo vou levar comigo pro túmulo.
Azucena:valeu, Sérgio, vou ali dar uma descansada
Ela se afastou me dando um beijo bem perto dos lábios, e antes disso deu uma olhada no que balança entre minhas pernas.
Azucena:nada mal pra um adolescente
Ela foi embora, percebi que a solidão já tinha ido antes, me retirei pro meu quarto, a Carmela ainda dormia pelada e, do jeito que tava, me deitei do lado dela. Naquela noite, sonhei com a Paola, na verdade eram lembranças, dormi tranquilão naquela noite.
De manhã eu acordei, senti meu corpo se mexendo, abri os olhos bem devagar, a Carmela tava montada em mim, sorrindo e de olhos fechados, curtindo a cavalgada que tava me dando. Ela se assustou quando sentiu minhas mãos nos peitos dela.
Sergio:Bom dia, — com um sorriso, eu disse a ela.
Carmela:bom dia, não consegui resistir, senti a necessidade de fazer isso
Sergio:por mim não para, mas sinto que tô perto de gozar
Carmela:Me enche, aaa aah aahhaaa
Sergio:se continuar assim,
Carmela:Siiim, meu Deus, aaaaaa ahhhhh aaaaaaaa,
Ela se recostou em mim, o peito ofegante e a respiração pesada, teve um orgasmo forte. Eu ainda estava dentro dela e minha ereção não tinha baixado completamente, pulsando lá dentro. Um gemido escapou.
Carmela:não seja mau, tô sensível
Sergio:Não fiz nada, foi ele.
Ela saiu devagar, aproveitando cada deslizada até tirar ele completamente, se deitou do meu lado, acariciou meu peito e me beijou.
Ela se levantou e foi pro banheiro, daí a pouco tava tomando banho e eu precisava de uma ducha, entrei com ela e entre beijos e carícias a gente se ensaboou, vontade não faltava, mas a gente tava exausto.
Depois daquele banho fabuloso, desci pra tomar café, preparei uns mate e fui pra sala ver TV. Tava passando o noticiário, e uma notícia me deixou alarmado.
Foi desbaratada uma rede de prostituição na capital federal. A gangue VIP recrutava meninas novas com a promessa de serem modelos. Graças ao trabalho da polícia federal e da gendarmaria nacional, fizeram batidas em hotéis importantes e no bairro da Recoleta, conseguindo resgatar as jovens. Isso tudo graças a um episódio ocorrido no início de abril em Retiro, depois de encontrarem 3 indivíduos em estado grave. Ainda estão tentando localizar o quarto suspeito, que teria fugido com uma das garotas. Ele foi captado por uma câmera de segurança com a moça abraçada nele. Entrevistamos os pais dela. Em instantes, ampliaremos.
Fiquei de pau duro e de boca aberta ao ouvir essa notícia, saí do meu espanto e saí correndo pro quarto procurar a Carmela.
Sergio:Carmela, cê tem que ligar pros seus pais agora mesmo.
Carmela:Por que, se no fim de abril elas voltavam
Sérgio:Já voltaram e a gente apareceu nas notícias.
Carmela me olhou com os olhos arregalados. Nós dois descemos para a sala de estar, onde estava a TV. Bem na hora que chegamos, passaram no noticiário a reportagem com os pais da Carmela.
Bom dia, Mônica e César. Estamos aqui com os pais da Carmela. Eles estão muito angustiados por causa da filha, ainda não têm novidades. Estão tentando seguir o rastro, a polícia está procurando intensamente. Contem pra gente como vocês souberam que a filha de vocês foi raptada. (MÃE) – Recebemos uma ligação da nossa governanta, contando que a Carmela não aparecia há dias. Nós cancelamos a viagem e voltamos correndo pra Buenos Aires. Fomos fazer a denúncia, fomos muito bem atendidos. Perguntamos pra todas as amigas dela, e uma delas contou que um produtor de modelos tinha levado ela. Aí fomos com a amiga Stefânia fazer a denúncia…
Carmela tava prestando atenção na reportagem, quando mencionaram a treinadora dela e ex-melhor amiga, acho que nunca vi ela tão puta, começou a xingar em todas as línguas, pegou o telefone e ligou pra casa, sabiam que ela tava fazendo a reportagem ao vivo, Carmela discou e na TV deu pra ouvir o toque do telefone.
Empregada domésticaOlá, Residência Hidalgo.
Carmela:Edith, sou eu, a Carmela. Me passa pra minha mãe.
Na televisão, deu pra ouvir o grito de alegria da empregada, dava pra escutar claramente ela correndo pra onde tava fazendo a reportagem.
Empregada domésticaSenhora, senhora, é a Carmela! — aos gritos de alegria
Mamãe:filha, é você, Carmelita — ele desabou em lágrimas, o pai tinha pegado o telefone e tudo ao vivo, o jornalista estava ansioso, assim como César e Mônica.
Papai:filha, cadê você? te fizeram alguma coisa?
Carmela:Sim, papai, tô bem. Tô com o cara que me salvou. Aquele que tão mostrando no vídeo não é o sequestrador, aquele cara é quem salvou minha vida. — Tudo isso tá sendo transmitido ao vivo.
O Papa tá dedurando a Stefânia, aquela puta me entregou, tô te vendo na TV, - foi isso que o pai repetiu pro repórter, e o repórter tava dando a notícia de que ela tava bem, que conseguiu escapar, que um moleque salvou ela. O repórter perguntou qual era o nome, e a Carmela respondeu,
Carmela:Ele é o Sergio, Sergio Santamarina.
O pai agradeceu tanto quanto a mãe, foi um mar de lágrimas, até que aconteceu o que eu temia que fosse acontecer. Mônica e César, os motoristas, lembraram do meu nome. Quem leu a história sabe do que estou falando. Já tinham cortado a entrevista e a Carmela continuava falando ao telefone, indicando onde estava, e que naquele mesmo dia viriam buscá-la. Na TV, o noticiário continuava. O criminalista nas notícias policiais revelou quem eu era. Enquanto contava uma série de lembranças, voltavam à minha mente as partes que faltavam lembrar — ou pelo menos era o que eu achava. Elas vieram de uma vez só na minha memória, e eu perdi a consciência. Minha mente continuou trabalhando e lembrei de cada detalhe daquela festa. E o meu ódio por... Alejandro e Walter? E foi aí que percebi por que odiava a Fabiana, por que minha raiva contra ela — sua imaturidade, sua falta de empatia e egoísmo — levou a todo esse caos que estava acontecendo. Por que tive que me afastar da família? Ninguém percebeu o que realmente estava rolando. Enfim...
Pouco depois acordei, a Carmela me olhava com os olhos cheios de lágrimas.
Carmela:Como você tá se sentindo, tá bem?
Sergio:Sim, acho que foi isso que aconteceu.
Carmela:Uns minutos, você me assustou pra caralho, sabia?
Sergio:Tranquila, gostosa, já acordei.
Carmela me abraçou e me deu um beijo, daqueles beijos ternos e suaves.
Carmela:não me contou que era um herói
Sergio:Sinceramente, não lembrava disso até agora, acho que foi esse o motivo de eu ter apagado.
CarmelaDesculpe, não posso ajudar com essa solicitação.acho que você devia ver um especialista, se faz tempo que saiu de um coma, não é normal isso acontecer contigo.
Sergio:quando eu voltar pra Buenos Aires, vou te deixar gostosa, você falou com seus pais?
Carmela:Se já tão vindo pra cá, no fim da tarde chegam.
Sergio:Te convido pra comer na cidade pra gente se despedir, cê curte?
Carmela:sim, adoro
Procurei pela Azucena e não achei em lugar nenhum, elas tinham ido pra cidade com o carro e a caminhonete o José tava usando nos campos, então tive que chamar um remis, fomos andando até a estrada onde ele viria me buscar. Pedi pro remisero nos levar pro melhor restaurante de Venado Tuerto, ele nos levou numa churrascaria que ficava quase na entrada de Venado Tuerto. Comemos, conversamos sobre tudo, o que eu lembrava recentemente, ela me contou um pouco mais da história dela. Almoçamos massa, sobremesa de tiramisu e um café pra descer a comida. Já tinham se passado umas 2 horas ali, saímos e fomos caminhar pela estrada, pra ajudar a digestão. Andávamos abraçados feito dois pombinhos, o povo olhando pra gente quando passava. Umas 10 quadras do lugar, passamos pelo destacamento da Gendarmaria Nacional, quando de repente ouvimos as sirenes dos carros. 3 viaturas saíram a toda velocidade em direção à cidade, alguma coisa tava rolando. Chegamos no centro, mais precisamente na praça, sentamos e ficamos conversando, trocando piada, nos beijando, mais de uma vez perdendo o controle das mãos. Fomos pra uma sorveteria tomar um sorvete, sentamos lá dentro pra aproveitar e na TV tava passando o canal local. Quando, num flash informativo, uma repórter tava na porta da estância, no lugar tinha uma viatura da Gendarmaria e policiais, comentando que ali estaria a Carmela sequestrada. — Que porra tá acontecendo, que idiotice, do que tão falando? — A Carmela ficou tão surpresa quanto eu ao ouvir aquilo. Saímos da sorveteria sem terminar o sorvete, liguei pra estância, a Azucena atendeu.
Sergio:Oi, Açucena, o que que tá rolando aí?
Azucena:A polícia veio te procurar, você e a Carmela. Não deixamos eles entrarem porque não tinham um mandado.
Sergio:Tá bom, perfeito, aí tem outra entrada pra sala, assim eles vêm nos buscar.
Azucena:Se tiver outra entrada, já vou atrás delas.
Aos 30 minutos ela chegou, subimos e pegamos a estrada, dessa vez por um caminho de terra, dava uma trilha atrás dos campos, aquela parte era usada pelos caminhões de gado. Entramos na casa e a Carmela subiu pra fazer as malas dela, o Mario veio até a casa.
Mario:Sergio, boa tarde, cê pode me explicar mais sobre o que tá rolando?
Explica pro Mario o negócio da Carmela, a parada do noticiário, com certeza vão querer falar comigo pra saber o que rolou, mas como sou menor de idade, não podem mexer comigo. No fim, contei tudo pra ele.
Mario:Falei com a Luísa, ela disse que vai chegar um corpo policial, que você já conhece eles, pra te dar proteção.
Sergio: "É, já sei quem são, vão demorar um pouco pra chegar." — mal terminou de falar essas palavras, aquele som incomum já se ouvia —
Mario:isso é um
Sergio:Se um helicóptero, e eu sei quem tá chegando, vamo vazar.
Saímos e vimos ao longe o helicóptero chegando. Procurei um lugar pra pousar perto da casa. O helicóptero aterrissou sem problemas e dele desceram 6 pessoas, entre elas: Carlos Malaver (principal), Oscar Galarza (sargento), Melisa Sanchez (sargento 1°), Rocio Ugarteche (cabo 1°), Ricardo Maza (sargento 1°) e Fabiana, minha prima. Cocei a cabeça pensando o que ela tava fazendo ali, por que tinha vindo com eles, não entendia. Eles se aproximaram de mim e já era sabido que esse encontro ia ser emocionante. Eu lembrava de todos eles, dos momentos que vivemos. Eram família e assim ia ser.
Sergio:que lindo é ver vocês de novo
Carlos:nos lembra, garoto
Sergio:sim, para cada um de vocês
Melisa:Excelente notícia, a gente tava com medo de como você ia reagir.
Sergio:mais cedo ou mais tarde tinha que acontecer, somos família
Melisa me abraçou forte, igual todo mundo. Ainda faltava alguém: era a Fabiana. Ela tinha ficado pra trás, de cabeça baixa, o cabelo cobrindo o rosto, as mãos juntas na frente e uma mala do lado. Me emocionei vê-la parada ali. Se eu queria lidar com tudo isso que tava rolando, tinha que dar o passo. Ela tava buscando meu perdão, eu precisava perdoá-la, e ela também precisava disso tanto quanto eu. Caminhei até ela, todo mundo esperando pra ver o que ia rolar. Ela não levantou os olhos quando ficou na minha frente. Do rosto dela caíam lágrimas, uma atrás da outra. O choro dela mal dava pra ouvir. Estendi minha mão até o queixo dela, levantei pra ela me olhar. Dei um sorriso tão cheio de energia. A última lágrima escorreu dos olhos dela. Beijei ela na boca. Ela se deixou levar por aquele beijo. Abracei ela, ela me abraçou de volta, e eu falei:
Sergio:Para de chorar, eu te perdoo, não foi sua culpa, para de se culpar por tudo que aconteceu, eu também sou culpado por te abandonar, sei que você precisava de mim e eu não estive aqui pra você, tô aqui e vou estar quando você precisar, pela minha avó eu te prometo.
Fabi:Me senti tão culpada que mais de uma vez tentei me matar, não sei se devo ser perdoada, mas ao mesmo tempo precisava tanto de você, fui egoísta, não mereço você como família e como mulher, agi sem pensar e olha o que aconteceu com você por minha culpa, me deixei influenciar por eles por ser uma pirralha, agora seu perdão acalma um pouco essa dor que carrego dentro de mim.
Sergio:Tranquila, pequena, para de sofrer, já sofreu demais, tá na hora de viver, de renascer, vai fazer isso por mim, quero te ver sorrir de novo — ela assentiu com a cabeça —
Beijei ela de novo, sem parar de nos abraçar. A gente se separou, eu me virei e abracei ela pelo lado, e o pessoal aplaudiu. Caminhamos todos juntos: Oscar, Rocío e Ricardo foram pra entrada da fazenda no carro com o Mario. Já eu, Melisa, Carlos e Fabi fomos pra casa. Na sala de estar, a Carmela tava vendo o jornal. Tavam esperando os pais dela e eu chegar pra fazer uma reportagem.
Apresentei a Carmela pra minha prima, falei pra minha prima ir pro meu quarto, arrumar as coisas e descansar que depois eu subia. Ela subiu pro quarto com um sorriso no rosto que fazia tempo que não via. Carmela se aproximou.
Carmela:alguém me parece que vai ter festa essa noite, - me dando uma piscada
Sergio:acho que hoje à noite não, as próximas podem ser
Carmela:Espero que você não se esqueça de mim, da sua amiga com benefícios.
Sergio:Nunca vou te esquecer, amigovia" — pisquei um olho pra ela, deixando ela na sala de estar. Fui falar com a Melisa e o Carlos, eles me colocaram a par da situação.
Carlos:Moleque, cê tá aqui. Beleza, vou te atualizar sobre a situação. Olha, é de conhecimento público o que rolou em Retiro com a rede de prostituição. Faz tempo que tavam atrás deles, e tinha um infiltrado, o Alan, cê lembra dele? Ele é um dos caras que foi espancado até quase morrer. Acharam ele com os quatro homens na praça de Retiro. Isso foi há duas semanas. Ele tá internado, todo ferrado e inconsciente. Quando seu nome veio à tona, ficamos tão surpresos quanto o resto da equipe. Nós somos família, e família se protege. E tinha algo que não batia nessa história toda. A gendarmaria queria vir te prender, mas a gente impediu. Nós respondemos por você, cê sabe disso. Quero que cê conte pra gente o que aconteceu, porque a gente duvida que foi você quem bateu no Alan naquela noite. Cê teria reconhecido ele, e ele, você.
SergioÉ verdade, Alan. Eu teria reconhecido ele em qualquer lugar, assim como vocês. Não lembro de ter deixado quatro feridos, só três. O quarto escapou, e posso garantir que não era o Alan, nem nenhum dos outros três que nos seguiram.
Melisa:Mais 3 tinham
Sergio:Sim, exato. Levei a Carmela comigo, dei umas roupas pra ela e fomos pra rodoviária. Esse vídeo que mostra é quando a gente tava andando até lá. O vídeo tá cortado, não dá pra ver quem tava nos seguindo. Quando a gente ouviu o grito de um homem, foi na hora que corremos pra rodoviária. A gente se escondeu num banheiro. Policial, não vi nenhum. Deixei a Carmela num dos cubículos e saí pra procurar alguma força de segurança. Encontrei dois e avisei, passei a descrição e eles saíram atrás dos caras. Daí não soube mais de nada. Propus pra Carmela vir comigo pro sítio até os pais dela voltarem da viagem. Então a gente ficou escondido aqui até ver o jornal.
Carlos:Bem, imagina que não tinha sido você. Acho que descobriram o bagulho e aproveitaram pra te coagir.
Melisa:sim, mas nunca nos deram as imagens da câmera do terminal de ônibus, lá estariam os outros cúmplices.
Carlos:Bem, vamos chamar o promotor. Com as novas evidências e o que rolou naquela noite, vamos colocar os outros de sobreaviso pra procurarem os rastros desses 3 caras. E se eles estiverem entre os detidos...
Melisa:Já tô falando com ele.
Melisa foi até o telefone e ligou pro promotor, enquanto isso a Carmela já tinha tudo pronto pra partir, os pais dela já tinham chegado e passado na sala.
Carmela:é hora de dar tchau.
Sergio:sim, gostosa, sabe que não vou te esquecer
Carmela:nem eu vou esquecer, aqui te deixei anotado meu número de telefone, o endereço da minha casa, meu e-mail e quando tiver o número de celular, te passo
- agora que eu lembrava, eu tinha um celular, o que será que aconteceu com aquele telefone
Sergio:O que é um e-mail?
;- solto uma gargalhada, que me fez rir também
Carmela:Achei que você tinha e-mail, é tipo mandar cartas, mas pela internet, pelo computador.
Conhecia os computadores e em algum momento ouvi falar da Internet, acho que preciso me atualizar um pouco.
Sergio: vou ter que comprar uma quando voltar pra bs as e me atualizar, quando tiver uma conta de email te escrevo,
Carmela:é hora, de me despedir,
- saímos pela porta, o carro acabou de estacionar, Carmela desceu as escadarias e, antes de chegar ao final, parou, largou as coisas da mão, correu até mim. Me abraçou pendurada no meu pescoço, me beijou, aqueles beijos que saem da alma, aquele beijo de amor, aquele beijo de uma garota apaixonada, os olhos dela brilhavam, um brilho de felicidade. - Tchau, meu salvador - desci com ela, ela correu para os pais, que tinham visto o espetáculo que Carmela deu. Eles se abraçaram, a mãe chorava, o pai soltou umas lágrimas. A mãe se aproximou de mim, me abraçou e agradeceu por ter protegido a filha dela, disse que eu era bem-vindo na casa, que já fazia parte da família. O pai também se aproximou, apertamos as mãos.
Padre:Cara, muito obrigado, tô eternamente em dívida, o que você fez pela minha filha vale demais, valeu mesmo.
Sergio:Ajoelhei e estive no momento certo, o destino queria que eu estivesse lá. Proteja ela, mais do que quem tá ao redor dela. Uma das amigas dela entregou ela. Logo a gente se vê. Se cuidem e tenham uma boa viagem.
Padre:tchau, gatinho
A família partiu, suponho que devem ter entrevistado eles, porque tinha muitos jornalistas. Carlos e Melisa apareceram atrás de mim, já tinham passado as informações, precisavam voltar pra Buenos Aires. Rocio e Oscar iam ficar por proteção.
CarlosCara, chegou a hora. Os jornalistas e a Argentina querem saber sua versão dos fatos, então não poupe detalhes.
Aí fomos, tinha um monte de jornalista, me entrevistaram e ficou por isso mesmo, alguns ficaram de plantão e você consegue uma entrevista mais íntima.
De volta pra casa, pedi pra eles não falarem nada que eu tinha recuperado a memória completamente, ia pegar eles de surpresa e eu mesmo daria a boa notícia pessoalmente. Subiram no helicóptero e seguiram viagem pra Buenos Aires.
Eu ia entrando em casa quando a Rocío me parou, me pegou pela mão e me levou pra área das árvores, tava escuro e naquela parte não tinha ninguém, ela me abraçou e apoiou a cabeça no meu peito.
Rocío:Sério, você me lembra,
Sergio: não acredita que eu recuperei a memória?
Rocio:A verdade é que não sei, naquele dia que te vi partir, vi teus olhos, de frieza e raiva, tu tem esse mesmo olhar.
Sergio:vejo que tenho que refrescar sua memória então, bora ver o que acha disso - (cap. 14) acordei de manhã, cê tava treinando com uma legging preta e um top bem colado no corpo, me cumprimentou respeitosamente, a gente conversou sobre o treino, que cê tava bem confiante, se virou e falou,Acha que assim vai me intimidar?Já vi maior, melhor dizendo, já peguei maior.
E te falei: não tô tentando te impressionar, costumo andar assim quando acordo, mas você também não para de olhar pra ele — lembra? — ou vê que você tava furiosa, que deixei você me bater pra acalmar sua raiva, lembra? — ela olhou nos meus olhos e com um movimento disse que sim — isso aqui talvez te convença — quando reduzimos os 3 policiais no mercado chinês, depois disso você me deu um beijo — lembra? ou isso aqui talvez te convença de vez — (cap.15) aquela tarde, saímos pra Lugano, fomos trocando tiros até você pegar a General Paz, saiu e estacionamos debaixo de umas árvores, você se jogou em cima de mim, e gozou como nunca tinha gozado antes —
Ali encostado numa árvore, a gente se beijou, enquanto eu tirava a calça dela e ela a minha, passo a mão no meu pau por cima da cueca, ouvir ela suspirar na minha boca era totalmente delicioso, a buceta dela tava ensopada, virei ela, apoiei as mãos dela no tronco, me agachei atrás dela, brinquei com a boca por toda a bunda dela, abri as nádegas e passei a língua no meio dos glúteos, minha boca encontrou a buceta molhada dela, enfiei a língua o mais fundo que pude, - aaaaai sim, sim, que gostoso, continua, não para - continuei chupando até a buceta dela se contrair, mexendo a cintura junto - aaaaaaa, não perdeu a sua magia - me levantei, agarrei ela pela cintura e empinei a bunda dela.
Sergio:agora você vai ver que eu lembro de você,
- apoiei a ponta na entrada da buceta dela e fui enfiando devagar, ela abriu a boca, suspirando, sentindo cada centímetro que ia entrando
Rocío:aí você tá me enchendo, tô sentindo ela maior, ahhhh ahhhh
Sergio:agora você vai sentir ela todinha,
Assim como estava, entrou quase toda, a penetração era lenta e constante, a lubrificação dela me permitia um bom ritmo.
Rocio:me dá mais forte, não me faz implorar pra você aaaa aaaa aaa
Sergio:Acho que não te ouvi.
Rocio:aaah aaah me parte a buceta, aaahhh a a aaa aaaa me dá duro
Assim comecei a meter mais forte, mais duro, com uma mão agarrei a teta dela e fiquei amassando sem parar, com a outra mão, peguei no cabelo dela, virei a cabeça pra beijá-la, devorava a boca dela com o gosto da buceta.
Sergio:agora vou encher essa sua buceta de porra, vai transbordar de leite
Rocío:Se enche toda de porra, aaaahh siii, continua gozando, gozando aaaaarrrrrr aaaahhhh
O peito dela ofegante, apoiada contra a árvore, os quadris ainda se mexiam, penetrando mais e mais fundo. Ela foi se levantando devagar e tirando bem devagarinho, se virou e me beijou.
Não trocamos palavras, nos vestimos e voltamos pra casa. O rosto dela dizia tudo, não precisava perguntar o que tinha acontecido. O jantar estava servido, todo mundo na mesa, fizemos as apresentações. Aquela noite foi muito agradável, com algumas histórias. O pastel de batata estava realmente delicioso. Falei pra eles pegarem qualquer quarto da casa. Fabiana ia dormir comigo naquela noite. Vi nela o brilho nos olhos, talvez aquela noite ela pudesse cumprir a promessa de que eu fosse o primeiro, daquilo tão desejado que ela tanto queria, que eu fosse a primeira vez dela. Será que existia uma admiração assim por mim? Desde pequenos fomos unidos, brincamos na praça muitas vezes e agora que lembro, aquelas brincadeiras sempre eram infantis e ao mesmo tempo como se fôssemos namorados. Será que a Fabi estava apaixonada por mim? Tem uma grande chance. Ela esperava o mesmo de mim? Acha que posso estar apaixonado por ela? Eu tenho sentimentos e sempre tive. Gosto muito dela, mais que uma prima, não sei se chega a ser mais que isso. O mais forte que senti foi com a Yami. Será que foi a primeira garota que eu gostei? A Sofia sempre me atraiu, pra mim era inalcançável até acontecer aquela sequência. Meus sentimentos por ela iam além, queria ela tanto quanto a Yami. Com a Paola as coisas foram diferentes, não conseguia definir. Aquela mulher me atraía e não sei por quê. Aquela mulher me deixava louco em todos os aspectos. Enfim, teria que descobrir quando voltasse pra Buenos Aires.
Mariela ficou pálida ao ver a mãe e a irmã na porta daquela cozinha. Assim que as viu, cobriu o rosto, pegou as roupas e saiu correndo. Que porra acabou de acontecer? Ela, que parecia tão liberal e adorava observar os outros transando, parece que não gosta de ser observada. Açucena se aproximou de mim.
Azucena:parece que você tava se divertindo
Sergio:Foi divertido sim, só não entendo por que ela saiu correndo.
Azucena:Aí não sei se devo contar, patrão. Mas o senhor precisa saber, só que tem que prometer que vai guardar segredo e, por mais que fique puto, não pode revelar nada. Tem que ser um segredo. Quando eu terminar de contar, o senhor vai entender por que ninguém pode ficar sabendo.
Sergio:juro pela minha avó, - fiz o sinal da cruz nos meus lábios -,
Azucena:Bem, há muito tempo atrás, José, nosso filho mais velho, teve um episódio especial na adolescência dele. Sabe como é, os hormônios adolescentes estavam à flor da pele, ele vivia com o pau duro o tempo todo, e as mulheres mais próximas eram as irmãs dele e eu. À noite, ele se enfiava no quarto das meninas, deitava com elas pra brincar, uma brincadeira sexual. Primeiro com Solé, depois com Mariela. Não rolava penetração, só se tocavam. Uma noite, Solé e Mari não estavam em casa, então ele viu caminho livre pra ficar a sós com Valéria. Naquela noite, foram além daquelas apalpadelas. Valéria não queria, não queria perder a virgindade com ele, não tava afim daquilo. Mas as palavras de José foram tão convincentes que Valéria se deixou levar, com a única condição de que ele não gozasse dentro dela. Eu estava atrás daquela porta. Não sei o que me segurou ou o que passava pela minha cabeça pra não interromper aquele ato que eles estavam prestes a cometer. Sabia que se aquilo viesse a público, as pessoas não iam aceitar bem. Eu abri a porta e, em silêncio, fiquei na soleira. Tava vendo com meus próprios olhos como José possuía a própria irmã. O ato não durou muito, e dava pra ver que Valéria sofreu, não curtiu nada daquele encontro incestuoso. José tem o pau bem grande, acima da média. Ele gozou, ela não. O que aconteceu em seguida é que Valéria me viu ali parada. Levou um susto danado, começou a chorar. Sabia que tinha sido descoberta e que ia ter represália. Ela saiu correndo. Aí eu entendi que deveria ter parado. Minha vontade dizia que sim, mas minha consciência travava meu corpo inteiro. Desde aquele dia, Valéria se escondia pra transar. Por isso ela tem tanto medo e ficou com esse trauma. Veja bem, na nossa família, o incesto é bem visto. A sociedade não aceita, mas pra gente é algo natural. Tempo depois, o caso se desenrolou. José achou que todas nós tínhamos que estar disponíveis pra ele, e é aí que ele se engana. Ele pensa que é nosso dono, mas não é. Um dia, ele tava no bar da cidade e, numa bebedeira, falou demais. Você pode imaginar, cidade pequena... Inferno grande, fomos assediadas, apontadas, tivemos que nos aliar com o povo, ir e fazer o que fosse preciso. Ainda assim, José continuava transando com elas, só que mantêm isso em segredo, mas não permite que ninguém da fazenda, exceto o pai dele, possa tocá-las. Por isso José reagiu contra a Carmela, ele descobriu que a Mariela tinha ficado com você. Imagina se ele descobre que você ficou com a Valéria? Eu não posso impedir as garotas de escolherem com quem querem se deitar, ele não entende isso. Espero que ele não nos prejudique e que você compreenda.
Sergio:Azucena, seu segredo está seguro, não vou contar nada pra ninguém, esse segredo vou levar comigo pro túmulo.
Azucena:valeu, Sérgio, vou ali dar uma descansada
Ela se afastou me dando um beijo bem perto dos lábios, e antes disso deu uma olhada no que balança entre minhas pernas.
Azucena:nada mal pra um adolescente
Ela foi embora, percebi que a solidão já tinha ido antes, me retirei pro meu quarto, a Carmela ainda dormia pelada e, do jeito que tava, me deitei do lado dela. Naquela noite, sonhei com a Paola, na verdade eram lembranças, dormi tranquilão naquela noite.
De manhã eu acordei, senti meu corpo se mexendo, abri os olhos bem devagar, a Carmela tava montada em mim, sorrindo e de olhos fechados, curtindo a cavalgada que tava me dando. Ela se assustou quando sentiu minhas mãos nos peitos dela.
Sergio:Bom dia, — com um sorriso, eu disse a ela.
Carmela:bom dia, não consegui resistir, senti a necessidade de fazer isso
Sergio:por mim não para, mas sinto que tô perto de gozar
Carmela:Me enche, aaa aah aahhaaa
Sergio:se continuar assim,
Carmela:Siiim, meu Deus, aaaaaa ahhhhh aaaaaaaa,
Ela se recostou em mim, o peito ofegante e a respiração pesada, teve um orgasmo forte. Eu ainda estava dentro dela e minha ereção não tinha baixado completamente, pulsando lá dentro. Um gemido escapou.
Carmela:não seja mau, tô sensível
Sergio:Não fiz nada, foi ele.
Ela saiu devagar, aproveitando cada deslizada até tirar ele completamente, se deitou do meu lado, acariciou meu peito e me beijou.
Ela se levantou e foi pro banheiro, daí a pouco tava tomando banho e eu precisava de uma ducha, entrei com ela e entre beijos e carícias a gente se ensaboou, vontade não faltava, mas a gente tava exausto.
Depois daquele banho fabuloso, desci pra tomar café, preparei uns mate e fui pra sala ver TV. Tava passando o noticiário, e uma notícia me deixou alarmado.
Foi desbaratada uma rede de prostituição na capital federal. A gangue VIP recrutava meninas novas com a promessa de serem modelos. Graças ao trabalho da polícia federal e da gendarmaria nacional, fizeram batidas em hotéis importantes e no bairro da Recoleta, conseguindo resgatar as jovens. Isso tudo graças a um episódio ocorrido no início de abril em Retiro, depois de encontrarem 3 indivíduos em estado grave. Ainda estão tentando localizar o quarto suspeito, que teria fugido com uma das garotas. Ele foi captado por uma câmera de segurança com a moça abraçada nele. Entrevistamos os pais dela. Em instantes, ampliaremos.
Fiquei de pau duro e de boca aberta ao ouvir essa notícia, saí do meu espanto e saí correndo pro quarto procurar a Carmela.
Sergio:Carmela, cê tem que ligar pros seus pais agora mesmo.
Carmela:Por que, se no fim de abril elas voltavam
Sérgio:Já voltaram e a gente apareceu nas notícias.
Carmela me olhou com os olhos arregalados. Nós dois descemos para a sala de estar, onde estava a TV. Bem na hora que chegamos, passaram no noticiário a reportagem com os pais da Carmela.
Bom dia, Mônica e César. Estamos aqui com os pais da Carmela. Eles estão muito angustiados por causa da filha, ainda não têm novidades. Estão tentando seguir o rastro, a polícia está procurando intensamente. Contem pra gente como vocês souberam que a filha de vocês foi raptada. (MÃE) – Recebemos uma ligação da nossa governanta, contando que a Carmela não aparecia há dias. Nós cancelamos a viagem e voltamos correndo pra Buenos Aires. Fomos fazer a denúncia, fomos muito bem atendidos. Perguntamos pra todas as amigas dela, e uma delas contou que um produtor de modelos tinha levado ela. Aí fomos com a amiga Stefânia fazer a denúncia…
Carmela tava prestando atenção na reportagem, quando mencionaram a treinadora dela e ex-melhor amiga, acho que nunca vi ela tão puta, começou a xingar em todas as línguas, pegou o telefone e ligou pra casa, sabiam que ela tava fazendo a reportagem ao vivo, Carmela discou e na TV deu pra ouvir o toque do telefone.
Empregada domésticaOlá, Residência Hidalgo.
Carmela:Edith, sou eu, a Carmela. Me passa pra minha mãe.
Na televisão, deu pra ouvir o grito de alegria da empregada, dava pra escutar claramente ela correndo pra onde tava fazendo a reportagem.
Empregada domésticaSenhora, senhora, é a Carmela! — aos gritos de alegria
Mamãe:filha, é você, Carmelita — ele desabou em lágrimas, o pai tinha pegado o telefone e tudo ao vivo, o jornalista estava ansioso, assim como César e Mônica.
Papai:filha, cadê você? te fizeram alguma coisa?
Carmela:Sim, papai, tô bem. Tô com o cara que me salvou. Aquele que tão mostrando no vídeo não é o sequestrador, aquele cara é quem salvou minha vida. — Tudo isso tá sendo transmitido ao vivo.
O Papa tá dedurando a Stefânia, aquela puta me entregou, tô te vendo na TV, - foi isso que o pai repetiu pro repórter, e o repórter tava dando a notícia de que ela tava bem, que conseguiu escapar, que um moleque salvou ela. O repórter perguntou qual era o nome, e a Carmela respondeu,
Carmela:Ele é o Sergio, Sergio Santamarina.
O pai agradeceu tanto quanto a mãe, foi um mar de lágrimas, até que aconteceu o que eu temia que fosse acontecer. Mônica e César, os motoristas, lembraram do meu nome. Quem leu a história sabe do que estou falando. Já tinham cortado a entrevista e a Carmela continuava falando ao telefone, indicando onde estava, e que naquele mesmo dia viriam buscá-la. Na TV, o noticiário continuava. O criminalista nas notícias policiais revelou quem eu era. Enquanto contava uma série de lembranças, voltavam à minha mente as partes que faltavam lembrar — ou pelo menos era o que eu achava. Elas vieram de uma vez só na minha memória, e eu perdi a consciência. Minha mente continuou trabalhando e lembrei de cada detalhe daquela festa. E o meu ódio por... Alejandro e Walter? E foi aí que percebi por que odiava a Fabiana, por que minha raiva contra ela — sua imaturidade, sua falta de empatia e egoísmo — levou a todo esse caos que estava acontecendo. Por que tive que me afastar da família? Ninguém percebeu o que realmente estava rolando. Enfim...
Pouco depois acordei, a Carmela me olhava com os olhos cheios de lágrimas.
Carmela:Como você tá se sentindo, tá bem?
Sergio:Sim, acho que foi isso que aconteceu.
Carmela:Uns minutos, você me assustou pra caralho, sabia?
Sergio:Tranquila, gostosa, já acordei.
Carmela me abraçou e me deu um beijo, daqueles beijos ternos e suaves.
Carmela:não me contou que era um herói
Sergio:Sinceramente, não lembrava disso até agora, acho que foi esse o motivo de eu ter apagado.
CarmelaDesculpe, não posso ajudar com essa solicitação.acho que você devia ver um especialista, se faz tempo que saiu de um coma, não é normal isso acontecer contigo.
Sergio:quando eu voltar pra Buenos Aires, vou te deixar gostosa, você falou com seus pais?
Carmela:Se já tão vindo pra cá, no fim da tarde chegam.
Sergio:Te convido pra comer na cidade pra gente se despedir, cê curte?
Carmela:sim, adoro
Procurei pela Azucena e não achei em lugar nenhum, elas tinham ido pra cidade com o carro e a caminhonete o José tava usando nos campos, então tive que chamar um remis, fomos andando até a estrada onde ele viria me buscar. Pedi pro remisero nos levar pro melhor restaurante de Venado Tuerto, ele nos levou numa churrascaria que ficava quase na entrada de Venado Tuerto. Comemos, conversamos sobre tudo, o que eu lembrava recentemente, ela me contou um pouco mais da história dela. Almoçamos massa, sobremesa de tiramisu e um café pra descer a comida. Já tinham se passado umas 2 horas ali, saímos e fomos caminhar pela estrada, pra ajudar a digestão. Andávamos abraçados feito dois pombinhos, o povo olhando pra gente quando passava. Umas 10 quadras do lugar, passamos pelo destacamento da Gendarmaria Nacional, quando de repente ouvimos as sirenes dos carros. 3 viaturas saíram a toda velocidade em direção à cidade, alguma coisa tava rolando. Chegamos no centro, mais precisamente na praça, sentamos e ficamos conversando, trocando piada, nos beijando, mais de uma vez perdendo o controle das mãos. Fomos pra uma sorveteria tomar um sorvete, sentamos lá dentro pra aproveitar e na TV tava passando o canal local. Quando, num flash informativo, uma repórter tava na porta da estância, no lugar tinha uma viatura da Gendarmaria e policiais, comentando que ali estaria a Carmela sequestrada. — Que porra tá acontecendo, que idiotice, do que tão falando? — A Carmela ficou tão surpresa quanto eu ao ouvir aquilo. Saímos da sorveteria sem terminar o sorvete, liguei pra estância, a Azucena atendeu.
Sergio:Oi, Açucena, o que que tá rolando aí?
Azucena:A polícia veio te procurar, você e a Carmela. Não deixamos eles entrarem porque não tinham um mandado.
Sergio:Tá bom, perfeito, aí tem outra entrada pra sala, assim eles vêm nos buscar.
Azucena:Se tiver outra entrada, já vou atrás delas.
Aos 30 minutos ela chegou, subimos e pegamos a estrada, dessa vez por um caminho de terra, dava uma trilha atrás dos campos, aquela parte era usada pelos caminhões de gado. Entramos na casa e a Carmela subiu pra fazer as malas dela, o Mario veio até a casa.
Mario:Sergio, boa tarde, cê pode me explicar mais sobre o que tá rolando?
Explica pro Mario o negócio da Carmela, a parada do noticiário, com certeza vão querer falar comigo pra saber o que rolou, mas como sou menor de idade, não podem mexer comigo. No fim, contei tudo pra ele.
Mario:Falei com a Luísa, ela disse que vai chegar um corpo policial, que você já conhece eles, pra te dar proteção.
Sergio: "É, já sei quem são, vão demorar um pouco pra chegar." — mal terminou de falar essas palavras, aquele som incomum já se ouvia —
Mario:isso é um
Sergio:Se um helicóptero, e eu sei quem tá chegando, vamo vazar.
Saímos e vimos ao longe o helicóptero chegando. Procurei um lugar pra pousar perto da casa. O helicóptero aterrissou sem problemas e dele desceram 6 pessoas, entre elas: Carlos Malaver (principal), Oscar Galarza (sargento), Melisa Sanchez (sargento 1°), Rocio Ugarteche (cabo 1°), Ricardo Maza (sargento 1°) e Fabiana, minha prima. Cocei a cabeça pensando o que ela tava fazendo ali, por que tinha vindo com eles, não entendia. Eles se aproximaram de mim e já era sabido que esse encontro ia ser emocionante. Eu lembrava de todos eles, dos momentos que vivemos. Eram família e assim ia ser.
Sergio:que lindo é ver vocês de novo
Carlos:nos lembra, garoto
Sergio:sim, para cada um de vocês
Melisa:Excelente notícia, a gente tava com medo de como você ia reagir.
Sergio:mais cedo ou mais tarde tinha que acontecer, somos família
Melisa me abraçou forte, igual todo mundo. Ainda faltava alguém: era a Fabiana. Ela tinha ficado pra trás, de cabeça baixa, o cabelo cobrindo o rosto, as mãos juntas na frente e uma mala do lado. Me emocionei vê-la parada ali. Se eu queria lidar com tudo isso que tava rolando, tinha que dar o passo. Ela tava buscando meu perdão, eu precisava perdoá-la, e ela também precisava disso tanto quanto eu. Caminhei até ela, todo mundo esperando pra ver o que ia rolar. Ela não levantou os olhos quando ficou na minha frente. Do rosto dela caíam lágrimas, uma atrás da outra. O choro dela mal dava pra ouvir. Estendi minha mão até o queixo dela, levantei pra ela me olhar. Dei um sorriso tão cheio de energia. A última lágrima escorreu dos olhos dela. Beijei ela na boca. Ela se deixou levar por aquele beijo. Abracei ela, ela me abraçou de volta, e eu falei:
Sergio:Para de chorar, eu te perdoo, não foi sua culpa, para de se culpar por tudo que aconteceu, eu também sou culpado por te abandonar, sei que você precisava de mim e eu não estive aqui pra você, tô aqui e vou estar quando você precisar, pela minha avó eu te prometo.
Fabi:Me senti tão culpada que mais de uma vez tentei me matar, não sei se devo ser perdoada, mas ao mesmo tempo precisava tanto de você, fui egoísta, não mereço você como família e como mulher, agi sem pensar e olha o que aconteceu com você por minha culpa, me deixei influenciar por eles por ser uma pirralha, agora seu perdão acalma um pouco essa dor que carrego dentro de mim.
Sergio:Tranquila, pequena, para de sofrer, já sofreu demais, tá na hora de viver, de renascer, vai fazer isso por mim, quero te ver sorrir de novo — ela assentiu com a cabeça —
Beijei ela de novo, sem parar de nos abraçar. A gente se separou, eu me virei e abracei ela pelo lado, e o pessoal aplaudiu. Caminhamos todos juntos: Oscar, Rocío e Ricardo foram pra entrada da fazenda no carro com o Mario. Já eu, Melisa, Carlos e Fabi fomos pra casa. Na sala de estar, a Carmela tava vendo o jornal. Tavam esperando os pais dela e eu chegar pra fazer uma reportagem.
Apresentei a Carmela pra minha prima, falei pra minha prima ir pro meu quarto, arrumar as coisas e descansar que depois eu subia. Ela subiu pro quarto com um sorriso no rosto que fazia tempo que não via. Carmela se aproximou.
Carmela:alguém me parece que vai ter festa essa noite, - me dando uma piscada
Sergio:acho que hoje à noite não, as próximas podem ser
Carmela:Espero que você não se esqueça de mim, da sua amiga com benefícios.
Sergio:Nunca vou te esquecer, amigovia" — pisquei um olho pra ela, deixando ela na sala de estar. Fui falar com a Melisa e o Carlos, eles me colocaram a par da situação.
Carlos:Moleque, cê tá aqui. Beleza, vou te atualizar sobre a situação. Olha, é de conhecimento público o que rolou em Retiro com a rede de prostituição. Faz tempo que tavam atrás deles, e tinha um infiltrado, o Alan, cê lembra dele? Ele é um dos caras que foi espancado até quase morrer. Acharam ele com os quatro homens na praça de Retiro. Isso foi há duas semanas. Ele tá internado, todo ferrado e inconsciente. Quando seu nome veio à tona, ficamos tão surpresos quanto o resto da equipe. Nós somos família, e família se protege. E tinha algo que não batia nessa história toda. A gendarmaria queria vir te prender, mas a gente impediu. Nós respondemos por você, cê sabe disso. Quero que cê conte pra gente o que aconteceu, porque a gente duvida que foi você quem bateu no Alan naquela noite. Cê teria reconhecido ele, e ele, você.
SergioÉ verdade, Alan. Eu teria reconhecido ele em qualquer lugar, assim como vocês. Não lembro de ter deixado quatro feridos, só três. O quarto escapou, e posso garantir que não era o Alan, nem nenhum dos outros três que nos seguiram.
Melisa:Mais 3 tinham
Sergio:Sim, exato. Levei a Carmela comigo, dei umas roupas pra ela e fomos pra rodoviária. Esse vídeo que mostra é quando a gente tava andando até lá. O vídeo tá cortado, não dá pra ver quem tava nos seguindo. Quando a gente ouviu o grito de um homem, foi na hora que corremos pra rodoviária. A gente se escondeu num banheiro. Policial, não vi nenhum. Deixei a Carmela num dos cubículos e saí pra procurar alguma força de segurança. Encontrei dois e avisei, passei a descrição e eles saíram atrás dos caras. Daí não soube mais de nada. Propus pra Carmela vir comigo pro sítio até os pais dela voltarem da viagem. Então a gente ficou escondido aqui até ver o jornal.
Carlos:Bem, imagina que não tinha sido você. Acho que descobriram o bagulho e aproveitaram pra te coagir.
Melisa:sim, mas nunca nos deram as imagens da câmera do terminal de ônibus, lá estariam os outros cúmplices.
Carlos:Bem, vamos chamar o promotor. Com as novas evidências e o que rolou naquela noite, vamos colocar os outros de sobreaviso pra procurarem os rastros desses 3 caras. E se eles estiverem entre os detidos...
Melisa:Já tô falando com ele.
Melisa foi até o telefone e ligou pro promotor, enquanto isso a Carmela já tinha tudo pronto pra partir, os pais dela já tinham chegado e passado na sala.
Carmela:é hora de dar tchau.
Sergio:sim, gostosa, sabe que não vou te esquecer
Carmela:nem eu vou esquecer, aqui te deixei anotado meu número de telefone, o endereço da minha casa, meu e-mail e quando tiver o número de celular, te passo
- agora que eu lembrava, eu tinha um celular, o que será que aconteceu com aquele telefone
Sergio:O que é um e-mail?
;- solto uma gargalhada, que me fez rir também
Carmela:Achei que você tinha e-mail, é tipo mandar cartas, mas pela internet, pelo computador.
Conhecia os computadores e em algum momento ouvi falar da Internet, acho que preciso me atualizar um pouco.
Sergio: vou ter que comprar uma quando voltar pra bs as e me atualizar, quando tiver uma conta de email te escrevo,
Carmela:é hora, de me despedir,
- saímos pela porta, o carro acabou de estacionar, Carmela desceu as escadarias e, antes de chegar ao final, parou, largou as coisas da mão, correu até mim. Me abraçou pendurada no meu pescoço, me beijou, aqueles beijos que saem da alma, aquele beijo de amor, aquele beijo de uma garota apaixonada, os olhos dela brilhavam, um brilho de felicidade. - Tchau, meu salvador - desci com ela, ela correu para os pais, que tinham visto o espetáculo que Carmela deu. Eles se abraçaram, a mãe chorava, o pai soltou umas lágrimas. A mãe se aproximou de mim, me abraçou e agradeceu por ter protegido a filha dela, disse que eu era bem-vindo na casa, que já fazia parte da família. O pai também se aproximou, apertamos as mãos.
Padre:Cara, muito obrigado, tô eternamente em dívida, o que você fez pela minha filha vale demais, valeu mesmo.
Sergio:Ajoelhei e estive no momento certo, o destino queria que eu estivesse lá. Proteja ela, mais do que quem tá ao redor dela. Uma das amigas dela entregou ela. Logo a gente se vê. Se cuidem e tenham uma boa viagem.
Padre:tchau, gatinho
A família partiu, suponho que devem ter entrevistado eles, porque tinha muitos jornalistas. Carlos e Melisa apareceram atrás de mim, já tinham passado as informações, precisavam voltar pra Buenos Aires. Rocio e Oscar iam ficar por proteção.
CarlosCara, chegou a hora. Os jornalistas e a Argentina querem saber sua versão dos fatos, então não poupe detalhes.
Aí fomos, tinha um monte de jornalista, me entrevistaram e ficou por isso mesmo, alguns ficaram de plantão e você consegue uma entrevista mais íntima.
De volta pra casa, pedi pra eles não falarem nada que eu tinha recuperado a memória completamente, ia pegar eles de surpresa e eu mesmo daria a boa notícia pessoalmente. Subiram no helicóptero e seguiram viagem pra Buenos Aires.
Eu ia entrando em casa quando a Rocío me parou, me pegou pela mão e me levou pra área das árvores, tava escuro e naquela parte não tinha ninguém, ela me abraçou e apoiou a cabeça no meu peito.
Rocío:Sério, você me lembra,
Sergio: não acredita que eu recuperei a memória?
Rocio:A verdade é que não sei, naquele dia que te vi partir, vi teus olhos, de frieza e raiva, tu tem esse mesmo olhar.
Sergio:vejo que tenho que refrescar sua memória então, bora ver o que acha disso - (cap. 14) acordei de manhã, cê tava treinando com uma legging preta e um top bem colado no corpo, me cumprimentou respeitosamente, a gente conversou sobre o treino, que cê tava bem confiante, se virou e falou,Acha que assim vai me intimidar?Já vi maior, melhor dizendo, já peguei maior.
E te falei: não tô tentando te impressionar, costumo andar assim quando acordo, mas você também não para de olhar pra ele — lembra? — ou vê que você tava furiosa, que deixei você me bater pra acalmar sua raiva, lembra? — ela olhou nos meus olhos e com um movimento disse que sim — isso aqui talvez te convença — quando reduzimos os 3 policiais no mercado chinês, depois disso você me deu um beijo — lembra? ou isso aqui talvez te convença de vez — (cap.15) aquela tarde, saímos pra Lugano, fomos trocando tiros até você pegar a General Paz, saiu e estacionamos debaixo de umas árvores, você se jogou em cima de mim, e gozou como nunca tinha gozado antes —
Ali encostado numa árvore, a gente se beijou, enquanto eu tirava a calça dela e ela a minha, passo a mão no meu pau por cima da cueca, ouvir ela suspirar na minha boca era totalmente delicioso, a buceta dela tava ensopada, virei ela, apoiei as mãos dela no tronco, me agachei atrás dela, brinquei com a boca por toda a bunda dela, abri as nádegas e passei a língua no meio dos glúteos, minha boca encontrou a buceta molhada dela, enfiei a língua o mais fundo que pude, - aaaaai sim, sim, que gostoso, continua, não para - continuei chupando até a buceta dela se contrair, mexendo a cintura junto - aaaaaaa, não perdeu a sua magia - me levantei, agarrei ela pela cintura e empinei a bunda dela.
Sergio:agora você vai ver que eu lembro de você,
- apoiei a ponta na entrada da buceta dela e fui enfiando devagar, ela abriu a boca, suspirando, sentindo cada centímetro que ia entrando
Rocío:aí você tá me enchendo, tô sentindo ela maior, ahhhh ahhhh
Sergio:agora você vai sentir ela todinha,
Assim como estava, entrou quase toda, a penetração era lenta e constante, a lubrificação dela me permitia um bom ritmo.
Rocio:me dá mais forte, não me faz implorar pra você aaaa aaaa aaa
Sergio:Acho que não te ouvi.
Rocio:aaah aaah me parte a buceta, aaahhh a a aaa aaaa me dá duro
Assim comecei a meter mais forte, mais duro, com uma mão agarrei a teta dela e fiquei amassando sem parar, com a outra mão, peguei no cabelo dela, virei a cabeça pra beijá-la, devorava a boca dela com o gosto da buceta.
Sergio:agora vou encher essa sua buceta de porra, vai transbordar de leite
Rocío:Se enche toda de porra, aaaahh siii, continua gozando, gozando aaaaarrrrrr aaaahhhh
O peito dela ofegante, apoiada contra a árvore, os quadris ainda se mexiam, penetrando mais e mais fundo. Ela foi se levantando devagar e tirando bem devagarinho, se virou e me beijou.
Não trocamos palavras, nos vestimos e voltamos pra casa. O rosto dela dizia tudo, não precisava perguntar o que tinha acontecido. O jantar estava servido, todo mundo na mesa, fizemos as apresentações. Aquela noite foi muito agradável, com algumas histórias. O pastel de batata estava realmente delicioso. Falei pra eles pegarem qualquer quarto da casa. Fabiana ia dormir comigo naquela noite. Vi nela o brilho nos olhos, talvez aquela noite ela pudesse cumprir a promessa de que eu fosse o primeiro, daquilo tão desejado que ela tanto queria, que eu fosse a primeira vez dela. Será que existia uma admiração assim por mim? Desde pequenos fomos unidos, brincamos na praça muitas vezes e agora que lembro, aquelas brincadeiras sempre eram infantis e ao mesmo tempo como se fôssemos namorados. Será que a Fabi estava apaixonada por mim? Tem uma grande chance. Ela esperava o mesmo de mim? Acha que posso estar apaixonado por ela? Eu tenho sentimentos e sempre tive. Gosto muito dela, mais que uma prima, não sei se chega a ser mais que isso. O mais forte que senti foi com a Yami. Será que foi a primeira garota que eu gostei? A Sofia sempre me atraiu, pra mim era inalcançável até acontecer aquela sequência. Meus sentimentos por ela iam além, queria ela tanto quanto a Yami. Com a Paola as coisas foram diferentes, não conseguia definir. Aquela mulher me atraía e não sei por quê. Aquela mulher me deixava louco em todos os aspectos. Enfim, teria que descobrir quando voltasse pra Buenos Aires.
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