O segredo da AprilCapítulo 1:http://www.poringa.net/posts/relatos/5026790/Terapia-Especial-Capitulo-I.htmlCapítulo anterior:http://www.poringa.net/posts/relatos/5124644/Terapia-Especial-Capitulo-XVIII.htmlEnquanto aquela garota cuspia no meu pau e com a mão direita acariciava ele com ternura, foi impossível não lembrar da minha esposa por alguns segundos. O fantasma dela de alguma forma começou a me atormentar, ouvia a voz dela no meu ouvido como se estivesse sussurrando, me repreendendo pela traição, perguntando desde quando eu tinha parado de olhar pra ela com desejo e comecei a me sentir completamente atraído pela Rosita. Sabia que era uma imaginação idiota minha, um delírio, talvez por culpa ou por querer dizer o que sentia naquele momento.
Nunca quis te trair em primeiro lugar, jamais passou pela minha cabeça aquela ideia no momento em que coloquei o anel no seu dedo e selamos nosso compromisso com o beijo mais adorável e amoroso. Naquela época, éramos só uns moleques de 20 anos, uns que mal tinham experimentado coisas na vida. Você foi durante toda a sua infância e adolescência uma prisioneira debaixo do teto do seu pai, ele controlava absolutamente tudo de você, seus horários e rotinas.
Eu, por outro lado, por decisão própria, nunca interagi com muitas pessoas. Na minha infância, costumava passar horas lendo livros de psicologia e sobre a mente humana. Eram textos complicados de ler, pelos termos e conceitos que usavam, tornando um mundo desconhecido para mim, mas esse mesmo desconhecimento me fascinava pela psique humana. Meu pai achava que eu só pegava esses livros para me achar intelectual e muitas vezes os tirava de mim para que eu me relacionasse com outras crianças.
Minha mãe, por outro lado, me deixava ler tranquilo, embora tenha tido um momento em que ela também ficou muito enjoada e, para que eu não fosse um antissocial, me comprou consoles de videogame, para que eu pudesse convidar colegas de classe e assim fazer amigos. Infelizmente, não me dava bem com ninguém na minha escola, inconscientemente criei uma barreira entre meus colegas e eu, embora tenha tido uma pessoa que sempre falou comigo, essa foi a Isidora.
Só agora, aos meus 40 anos, percebo que usei a Isi. pra mim, sabendo que era a única que falava comigo, convidei ela umas duas vezes pra casa, pra gente jogar algum videogame e assim evitar que minha mãe arrumasse algum amigo pra mim e me forçasse a criar amizade com um desconhecido. Não percebi o estrago que tava fazendo, nem que a Isidora ia se apaixonar por mim, sendo que eu era só um esquisito, onde a única coisa que se destacava na minha aparência física eram meus olhos cor de avelã.
Quando eu era adolescente, as coisas acalmaram, meus pais de algum jeito se conformaram em me ver lendo livros sobre a mente humana e vários transtornos. Além disso, diferente do meu irmão Ricardo, minhas notas eram muito boas, não era o cara mais inteligente, isso eu tenho certeza, mas as horas que eu dedicava aos estudos e os livros que já tinha devorado faziam tudo ser mais fácil pra mim. Quando chegou a hora de decidir meu futuro, soube que tinha que sair de casa pra descobrir o que realmente queria.
Nunca pensei que na universidade, todo meu mundo fosse ser transformado. Te ver naquela sala fez meu coração bater forte pela primeira vez, mas num ritmo calmo. Uma coisa levou à outra e, sem perceber, acabei sendo seu marido. Não me arrependo de ter me apaixonado por você, nem de ter te seguido nas suas loucuras e jogos. Pra ser sincero, acho que nosso casamento ainda tem conserto, você só precisa parar de ser tão indiferente e distante comigo.
É a única coisa que peço, April, porque enquanto você tá em casa, sem aquele brilho que sempre te marcou, eu tô me enroscando com a filha da Laura. Nos braços dela encontrei paz e nos beijos dela, vida. Porque vamos ser sinceros, desde uns meses atrás, aquela faísca que tinha entre nós apagou. Tudo ficou chato e hostil do seu lado, já com a Rosita, não tem um dia que eu não me divirta e vá me apaixonando por ela.
Sim, me apaixonando, April. A Rosita conseguiu tocar meu coração e fazer com que todas essas Noites de paixão carnal se transformam numa verdadeira dança de amor. Nossos corpos se encaixam e se fundem num só, meu pau chega bem no fundo da sua buceta, e seus carinhos nas minhas costas substituem aquelas marcas já desgastadas que eram suas, amor. Eu gemo de prazer cada vez que movimento minha pélvis, seja pra tirar ou meter meu membro nessa vagina quente e apertada.
Minhas mãos agarram esses peitões negros e os apertam, enquanto você deve estar em casa, vendo algum programa de TV ou deitada na nossa cama fria. Aquele ninho de amor que construímos por 20 anos hoje é o lugar mais desconfortável pra dormir pra mim. E não, não é porque minha mente me tortura com a ideia de ter manchado nosso lugar mais especial, que era nossa cama de casal, com o cheiro de outra. Pelo contrário, sentir o perfume da Rosita nos lençóis me ajuda a pegar no sono.
É porque você não me abraça mais, não me acaricia como antes, não me dá um beijo ou me olha com aquela doçura que tanto me aliviava. Toda essa falta de carinho fez da nossa cama um lugar tão gelado quanto a Antártida. As únicas vezes que senti calor nela foi quando transei com a Rosita. Tua frieza comigo fez com que eu tivesse que buscar refúgio em outra, que tivesse que te trair e te fazer de corna com uma mina de 23 anos.
Nesse instante, ela acaricia com os dedos suavemente meus ombros e costas, continua desenhando na minha pele, enquanto eu não paro de remexer as entranhas dela com meu vai e vem. Nossos lábios se roçam enquanto gememos, e nossos olhos se encaram fixamente. Ver o rostinho lindo dela tremer e se contorcer de prazer me faz feliz, igual quando eu tava contigo e a gente compartilhava aqueles momentos que hoje só vivem na minha memória e parecem longe de se repetir.–“Meu Deeeus… Mais, mais, mais!”–Ela exclama, arqueando seu corpo jovem e volumoso, arranhando meu pescoço. Eu mordendo os lábios dela de prazer, satisfaço ela com uma martelada intensa, que a faz gritar ainda mais alto. Nossas línguas se tocam timidamente, antes de se entrelaçarem e darem um nó, onde compartilhamos nossas salivas e abafamos os gemidos ardentes. O jeito que ela me beija é muito diferente do seu último beijo, sinto a paixão e o amor dela por mim, não melancolia.
O que aconteceu com a gente, April? Em que momento você parou de me amar e eu comecei a me distanciar de você? Não te odeio e nunca vou odiar, mas entenda que eu não aguentava mais o clima desagradável que nos cercava. Eu precisava de uma fuga, um lugar onde o ar não fosse difícil de respirar, e encontrei isso na Rosita. Cada momento que vivo com ela, tudo brilha e não tem amargor no meu paladar. Agora mesmo ela vibra de tesão com minhas estocadas, e eu também.–“Aaahh… Deus… Que beijo gostoso”–Sussurrei, mordendo a orelha dela e sentindo como as dobras da buceta dela se apossam do meu pau, impedindo que ele saia completamente dessa caverna apertada. Podia ser você, April, e deveria ter sido você, mas não, você prefere ficar calada toda vez que a gente se vê e se afastar cada dia mais de mim. Se você já não me ama, por que não tem pena de mim e me fala na cara? Assim a gente poupa os dois dessa agonia lenta em que nosso casamento se transformou.
Já faz uns dez minutos que a gente tá transando nessa cama que não é nossa. Nossos corpos suam, mas não querem se afastar um do outro, pelo contrário, a gente queria ficar assim encaixado pra sempre. Meu pau duro pulsa forte dentro dela, enquanto eu bato de leve no útero dela e ela se contorce de prazer, soltando suspiros longos. Se você nos visse agora, ia ficar claro que essa mina não é um simples capricho pra mim.
Amo tudo nela: o corpo escultural, a pele morena, os lábios grossos, os olhos escuros, o nariz grego. Amo a inocência dela, a ternura, o humor, a astúcia, a alegria, a timidez, a ousadia e as perversões. Amo quando ela sussurra pra mimte amoele me dizmeu amor, também amo quando ela me olha fixamente e nos lábios dela floresce um sorriso, amo que ela fique corada ou queira esconder de mim seu lado mais frágil porque no fundo ela sabe que isso não passa de uma aventura.
Amo passar meu tempo com ela e conversar, amo criar memórias com essa garota que substituem os momentos que vivi com você, April. Amo ser seu amante e, se me permite, gostaria de ser mais que só seu amante, adoraria ser o homem dela, o marido dela, por isso cada dia que passa, me iludo com a ideia de que ela me diga que está grávida, que espera um filho meu, para assim ter a desculpa de me separar de você, April, e parar de nos torturar numa relação que já não faz mais nenhum dos dois pulsar.
Sei que para as crianças será difícil no começo aceitar que você e eu não estaremos mais juntos, que nossos caminhos se separam. Principalmente para o Axel, ao ter que descobrir que meu novo love é a Rosita, meia-irmã dele. Mas com o tempo eles vão se acostumar e vão perceber que será o melhor para todos. Todas essas ideias passaram pela minha cabeça, enquanto meu pau endurecia dentro dela e eu olhava fixamente nos olhos dela. Lentamente nossos lábios foram se aproximando e, com timidez, nos roçamos.
Não demoramos para nos beijar de novo e te juro que quando enfio meu pau no fundo dela, sua imagem aparece na minha mente. Mas não, não há arrependimento nem dor pelo que estou fazendo, só há prazer, porque eu precisava foder e essa garota esteve disponível para mim por dois meses e meio, e cada tarde que passei com ela foi inesquecível, porque ela manda muito bem. As mãos dela acariciam minhas nádegas e os dedos dela tocam suavemente minhas coxas, enquanto eu bombeio com mais força.
Paramos por alguns segundos para mudar de posição. Agora é ela quem está por cima de mim e eu me deito no colchão. Meu pau ereto e lambuzado pelos fluidos dela é segurado pelas mãos delicadas dela e, safadamente, ela o roça contra a buceta dela. Adorei esse toque suave desliza, antes de ir se sentando devagar no meu pau e mergulhando ele dentro dela de novo.–“Meu Deus, que gostoso!”-expresso, segurando a cintura dela com minhas mãos e ela uivando de prazer.
Ela mordeu os lábios pra não fazer escândalo e as tetonas de chocolate dela balançavam pra todo lado, naquela cavalgada intensa.Uuufff… Meu amor, que delícia!!eu disse, querendo encher e pintar de branco o útero dela com meu esperma, enquanto ela me apertava com as coxas e os músculos da buceta prendiam meu pau. As pernas dela tremiam cada vez que se enchia com minha vara e eu, enfeitiçado por essa dança afrodisíaca das tetonas dela, me sentei e enterrei meu rosto nelas.—"Ai, meu amor!Rosita reclamou ao sentir umas mordidinhas, mas não parou a cavalgada e parecia que me apertava ainda mais do que antes.—"Que peitos mais gostosos você tem, Cinderelaafirmei, disfarçando um sorriso, para me perder de novo entre aquelas tetas gordas e firmes. A respiração e os gemidos dos dois foram aumentando, a ponto de sentir que não tinha mais força pra gritar e o ar tava faltando naquela bolha de amor que a gente tinha criado.
Já não tinha mais força pra prolongar o inevitável, tinha aproveitado cada minuto e cada segundo daquela foda tão maravilhosa que tinha compartilhado com a Rosita. Envolvendo a cintura dela com meus braços, me segurei nela pra gozar, enquanto ela, pronta pra receber minhas descargas, me agarrou pela nuca, me enfiando de novo entre os peitos dela. Por uns segundos, só se ouviu a orquestra dos nossos corpos se chocando, porque os dois tavam alucinando de prazer.–"M-me... Tô gozando!"–exclamei, entre os peitos dela e ela puxando meu cabelo gritou:—“Siiiiim!!!… Buceta… Isso!!… Goza dentro de mim!!”—Rosita teve outro orgasmo naquela noite, mas foi o mais intenso. Ficamos abraçados na mesma posição em que gozamos por alguns segundos. Finalmente, nossos corpos exaustos caíram na cama, ela por cima de mim, ofegante e beijando meu peito, enquanto eu fechava os olhos de cansaço, esquecendo de vez o seu rosto.
Na manhã seguinte, acordei feliz, com um sorriso de orelha a orelha. Tomei banho, me vesti e me despedi de Rosita com um beijo, ansioso para me livrar logo dos compromissos e continuar curtindo a companhia dela. Durante toda a palestra, me senti desconfortável e observado; não foi difícil descobrir quem estava me encarando. Era aquele casal que me viu ontem à noite quando jantava com Rosita.
Tanto o cara quanto a mulher pareciam hipnotizados por mim. Mesmo irritado por ser perseguido, não falei nada. Fiquei calado e tentei me concentrar na palestra, afinal, não queria trocar uma palavra com eles. Não é que não gostasse deles, só não queria socializar com ninguém daquele lugar — algo que não sentia desde que conheci April. Ela mudou minha atitude arrogante e solitária, me tornou mais amigável e confiável só de compartilhar o tempo comigo.
Quando a palestra terminou, peguei minhas coisas e queria vazar dali o mais rápido possível. Mas então, alguém puxou meu braço. Quando me virei, percebi que era a esposa do babaca que ficou besta com a Rosita. O normal seria cumprimentá-la e perguntar o que ela queria, mas, como se eu fosse um adolescente de 18 anos, baixei o olhar perdido e, num tom frio como um iceberg, pedi que me soltasse porque tinha coisas importantes pra fazer.
Me virei de novo e me desvencilhei do aperto dela, indo em direção à saída e me perguntando: que porra tá acontecendo comigo? Essa atitude não era normal. Tava quase saindo do salão quando... Pronto, ouvi da boca da mulher o nome da minha esposa. Fiquei paralisado, o coração gelou e a pele arrepiou. Como ela conhece a minha mulher?, me perguntei, tentando fugir antes que tivesse que dar alguma explicação e inventar uma mentira.—"April Harper é sua esposa, né?disse, fazendo com que eu sentisse uma dor aguda no peito e minhas pernas tremessem.—"Ela e eu, há uns anos, nos conhecemos num curso de sexologia. Viramos amigas, mas quando o curso acabou, paramos de nos falar e nos distanciamos por causa do trampo.revelou, me dando conta de como o mundo era pequeno.—"Há pouco tempo encontrei ela e, mesmo conversando bem pouco, percebi que ela perdeu o sorriso dela. O que aconteceu? Será que ela tá doente? Foi por isso que você trocou ela?Fechou.
Ser questionado e recriminado me caiu mal, muito mal, tanto que a dor no meu peito ficou ainda mais dilacerante. Feito um covarde, fugi dali, não queria discutir com ninguém, na verdade não tinha argumentos pra responder nem como me defender. Tava tão destruído que, quando cheguei no hotel onde tava com a Rosita, abracei ela e desabei a chorar. Durante a tarde, fiquei me perguntando por que aquelas últimas palavras doeram tanto; se eu tivesse usado um pouco a cabeça, teria me desculpado de algum jeito.
Mas, depois de fugir, ficou claro que eu tava traindo minha mulher ou a tinha abandonado e trocado pela Rosita, como se fosse um par de sapatos ou uma roupa. Durante todo aquele tempo, minha jovem amante me consolou nos braços dela, sem perguntar o que tinha me deixado vulnerável. Não quis sair pra lugar nenhum, então pedimos serviço de quarto e, enquanto eu tava deitado no colo dela, ela colocou na TV *A Culpa é das Estrelas*.
Sinceramente, odeio esse filme e, no geral, todos os filmes de romance. Nunca foram do meu gosto, com exceção de um, que era o favorito da minha mulher: *10 Coisas que Odeio em Você*. Na real, não sei se gosto do filme ou se só me fascinava porque assistia com a April, mas se a Rosita, por algum motivo, tivesse colocado ele naquele momento, eu teria afundado numa tristeza ainda maior e, inevitavelmente, ia querer voltar pra casa pra ver minha esposa, mesmo que dez segundos depois eu detestasse a indiferença dela.
Lembrando que meu celular tava sem bateria desde ontem à noite, sentei na cama pra colocar ele pra carregar. Quando liguei, percebi que tinha várias chamadas perdidas da Vanessa e uma porrada de mensagens dela e dos meus outros dois filhos. Não quis ler nenhuma mensagem e só liguei pra minha filha pra saber por que queriam falar comigo. Mal ela atendeu, já me xingou por não ter respondido por quase um dia inteiro. Na voz dela, notei mais angústia do que raiva e também preocupação.
Eu: Desculpa, Vane. Mas fiquei sem bateria e esqueci de carregar o celular até agora.
Falei me jogando na cama.
Vanessa: Esqueci como você é dependente da mamãe e que sem ela é incapaz de fazer algo tão simples quanto carregar o celular.
Eu: Ah, qual é, filha. Já me desculpei, não fica me enchendo o saco e me diz por que estava me ligando tanto.
Vanessa: Você não leu as mensagens?
Eu: Não… Tô muito cansado, foi um dia bem puxado, por isso te liguei, minha princesa.
Vanessa: Mamãe…
Só de ouvir essa palavra, meu coração disparou e, como uma mola, me sentei de novo na cama.
Eu: O que houve com sua mãe?
Teve um silêncio curto, que me deixou irritado. Minhas mãos suaram frio e meu corpo inteiro tremia de preocupação.
Eu: Porra, Vanessa! O que houve com sua mãe?!
Insisto, enquanto ouço minha princesinha soluçar, fazendo minha respiração ficar ofegante.
Axel: Oi, pai. É o Axel. Desculpa te incomodar, mas a mamãe na segunda-feira teve um desmaio no chuveiro e bateu a cabeça.
Eu: O quê?! Ela tá bem?! Não é nada grave?!
Axel: (Suspira) Não… Foi só uma descompensação, de tanto trabalhar. Ela ainda tá no hospital, mas amanhã já recebe alta. A mamãe não queria que a gente te avisasse, porque não queria te atrapalhar no treinamento, mas você conhece a Vanessa.
Falou, me fazendo sentir pior do que já estava.
Eu: E o Simão, com quem tá?
Axel: Com a gente. Ele tá bem, então não se preocupa, pai. Foca só na especialização, tchau.
Desligou de repente, o que claramente não me agradou, mas talvez fosse necessário, porque sem perguntar nada pra Rosita, que me olhava preocupada da cama, comprei as primeiras passagens pra voltar amanhã mesmo pra capital. Sabia que estava sendo egoísta e impulsivo, mas não conseguia ficar tranquilo sem ver a April primeiro e confirmar que foi só um desmaio.–“Voltamos amanhã, né?”Disse Rosita desligando a televisão e a tristeza se refletiu nos olhos dela.–“Sim. Desculpa”respondi, abaixando a cabeça e suspirando.Relaxa, entendo a situação. É uma emergência e, afinal, ela é sua esposa.afirmou, tentando disfarçar um sorriso, mas não conseguiu. Era evidente que toda aquela ilusão da viagem tinha se desfeito por minha culpa. Sentei na cama, abracei ela e pedi perdão de novo, prometendo que ia compensar com outra viagem bem em breve. Ela não disse nada, só me abraçou.
Na manhã seguinte, nós dois fizemos as malas e fomos embora. A volta foi longa e tortuosa, tanto que os únicos momentos em que encontrava paz era quando Rosita acariciava minhas mãos. No aeroporto, me separei da minha amante, ela voltou pra casa dela e eu pra minha, a despedida foi tão fria que só dissemos "a gente se vê" e não teve nenhum beijo. Não sabia se a April já estava em casa, mas tanto fazia, porque se não a encontrasse, ia pegar o carro e ir buscá-la no hospital, além de garantir que ela não tava escondendo nada de mim.
Mas quando cheguei em casa, o carro da Vanessa estava estacionado, então entendi que a April já estava em casa. Mal abri a porta, senti um vento gelado que envolveu meu corpo. Não quis falar nada e só caminhei na ponta dos pés até meu quarto, onde notei uma aglomeração de gente. Eram meus filhos e cunhadas que estavam rodeando a April, que estava deitada na cama. Ela, de cabeça baixa, pediu que ficassem em silêncio, algo me chamou a atenção.
Na minha burrice, em vez de ficar atrás da porta ouvindo com atenção o que diziam, interrompi, perguntando por que tinham que ficar em silêncio. Todos me olharam surpresos, mas foi a April a única que falou.—"De nada, só achei que tinha ouvido algum barulho e era vocêEla apontou com o semblante sombrio e evitando olhar nos meus olhos. Eu, em vez de continuar interrogando, calei a boca, me aproximei dela com a intenção de querer beijar a cabeça dela, mas não consegui.
Só me limitei a tocar o cabelo dela e depois peguei o Simão no colo. Não houve mais nenhuma troca de palavras entre nós e, apesar de me sentir magoado com a frieza dela, não saí de casa nem me arrependi de ter interrompido minha viagem e voltado pra casa. Meus filhos me garantiram que a mãe deles não tinha nada grave, mas antes de irem embora, a Vanessa me abraçou e murmurou pra eu cuidar da mãe dela. Me senti estranho com essas palavras, podiam significar um monte de coisas, mas não soube como interpretá-las.
Quando a lua brilhou junto com as estrelas no céu, minha mente voltou um pouco pra minha adolescência. A Isi tocava piano e eu, do meu quarto, ficava ouvindo. A melodia era angustiante e amarga, e meu coração se agitou. Me perdi entre as notas, que me fizeram imaginar uma história. A de um casal passando por uma crise e o homem se refugiando nos braços de outra. Era irônico, estar vivendo exatamente a mesma coisa que aquela melodia me transmitiu há 23 anos.–"Sei que tem alguém na sua vida te mudando e que roubou seu coração, Tom. Não precisa mais ficar mentindo pra mim ou escondendo ela, só me diz: quem é?"–Ouvi de repente. Atônito e com o corpo todo dormente, virei o pescoço para olhar pra April.–"Disse alguma coisa?"–Perguntei pra ela, ela de costas pra mim, só murmurou friamente que não. Toda essa confusão desse assunto tava me deixando louco e eu já não sabia até quando ia manter em segredo meu adultério.
Já faz uma semana desde então e só encontrei minha amante duas vezes, mas só pra conversar. Nessa semana, me questionei mais de uma vez sobre o que realmente sinto por essa garota e se meus sentimentos pela April mudaram. Também não sei se minha esposa sabe de alguma coisa sobre minha infidelidade, ou se tem alguma suspeita, porque não fui nada cuidadoso. Depois de terminar o trabalho, peguei meu carro e decidi dirigir até o apartamento da Rosita.
Igual aos outros dois dias em que me encontrei com ela, tava distraído, cheio de dúvidas, mais do que vontade de comer aquela garota que tem sido um verdadeiro consolo. Não conseguia evitar me sentir um lixo, que tava brincando com os sentimentos de uma novinha e me aproveitando dela, enquanto mentia e traía minha mulher. Quando cheguei no prédio onde a Rosita mora, bati na porta e, mal dei uns toques, ela abriu. No rostinho lindo e meigo dela, percebi a felicidade por me ver. Sem me dar tempo, ela se jogou em mim e me beijou.
Os lábios doces e carnudos dela me fizeram, por uns segundos, esquecer toda aquela agitação na minha cabeça. Quando se afastou de mim, me deu aquele sorriso safado, que me deixou bobão. Acordei desse torpor no momento em que ela me disse:—Você é ruim, amor, não respondeu minhas mensagens, pensei que não ia vir hoje., de novo eu me sentia sobrecarregado e enojado por não ser claro com ela. Tudo piorou, ao ver seus olhinhos brilhantes, cheios de ilusões falsas, por uma aventura.—"Aconteceu alguma coisa, amor?consulto, preocupada ao me notar calado, imóvel e estranho.—"Não… NadaEu menti pra ela, com muita facilidade. Olhando pro chão, fui andando atrás dela, enquanto pensava em algumas palavras que fizessem aquela garota acordar. Que ela visse que eu estava me aproveitando dela, que só estava usando ela como um objeto, um objeto sexual e de consolo, porque minha mulher apagou aquela chama gostosa que me satisfazia.
A gente sentou na mesa, a Rosita já tinha a janta pronta, que tava espetacular e muito apetitosa. Mas eu não tava com vontade de comer, tava com o estômago e a barriga revirados, com tanta confusão interna. Por que agora eu tava questionando tudo? Por que não fiz isso antes? Será que eu teria culhão suficiente pra quebrar o coração daquela mina? Essas foram algumas das perguntas que passaram pela minha cabeça, enquanto ela comia e falava do dia dela. Eu só balançava a cabeça concordando, cada vez que ela dizia alguma coisa, e pra não parecer um ingrato, dei umas duas garfadas na janta.—"Você não tá com muita fome hoje, né?interpelo educadamente—"NãoSó me limite a responder, balançando a cabeça de um lado pro outro e sem olhar na cara dela.—"Hoje foi um dia bem cansativo no trampo, pelo visto.afirmo ela, tentando esconder a raiva dela, pela minha falta total de interação com ela.–“Sim”Novamente respondi de forma seca, talvez de propósito, pra ver se ela ficava pistola e pedia pra eu vazar, assim evitando a treta. Mas a Rosita, em vez de se irritar, se identificou comigo e sentou no meu colo, levantando minha cara pra eu olhar nos olhos dela.Qual é, amor? Tá com algum problema de família? A April voltou a ter complicação de saúde? Ou talvez, alguém descobriu a nossa parada e cê tá com medo de irem fofocar pro meu pai? Porque se for isso, não se preocupa comigo, gostosa.Murmuro. A fragrância que ela exalava, seus lábios carnudos e seus olhos penetrantes me hipnotizavam. Sua juba preta, sua pele de chocolate e suas curvas de matar me animavam e me enfeitiçavam; não demorou pra eu ficar de pau duro.
Sem dizer nada, abracei ela e dei um beijo tão intenso que parecia que eu tava devorando a boquinha dela. Minhas mãos passavam desajeitadas pelas costas dela, procurando o zíper do vestido pra poder puxar pra baixo. Ela, por outro lado, foi tirando minha jaqueta do terno, deixando cair no chão, depois soltou o nó da minha gravata e desabotoou minha camisa. Os segundos passavam e eu ainda não achava o fecho; me sentia preso pela língua doce dela que se entrelaçava com a minha e compartilhava aquela saliva quente e pegajosa.–"Amo, quando você me beija com tanta paixão. Me faz sentir desejada e queridaSussurro, mordendo meus lábios. Rosita deixou metade da minha camisa sem desabotoar, porque preferiu abrir meu cinto e liberar meu pau que estava enrolado dentro da minha cueca. Mas, naqueles segundos de calma, a imagem da April voltou a me perturbar, todo o tesão que eu tinha foi embora, como vapor. Segurando as mãos dela, pedi pra Rosita parar, porque não tava no clima.
Rosita: É brincadeira, né?
Eu: Não… Não é, me desculpa.
Falei me afastando dela. Sabia que ia machucar ela com minha rejeição e fazer ela chorar, mas eu não tava em condições de transar com ela. Evitei olhar na cara dela, porque sentia que ia me pesar ainda mais do que já tava. Me sentia um monstro, que se aproveitava de uma pobre garota que desesperadamente buscava amor. Comecei a abotoar minha camisa, enquanto ouvia baixinho, como a Rosita soluçava nas minhas costas.
Eu: Rosita… Não chora, por favor. Você não tem culpa de nada, porra. Sou eu, sou eu o maldito problema, não sei por quê, mas minha cabeça tá uma bagunça.
Falei quase desesperado e parei de abotoar a camisa, pra levar as mãos à cabeça. Esperava alguma pergunta daquela garota, alguma reclamação, que me xingasse e dissesse que a gente tinha acabado. Mas, em vez disso, Rosita me abraçou, o que me fez sentir pior e ao mesmo tempo feliz. Feliz porque com aquele gesto ela mostrava que me amava incondicionalmente, mas eu não merecia o amor dela, só era um babaca, um idiota, que tava brincando com os sentimentos dela, tinha que parar com isso.
Eu: Rosita, eu…
Rosita: Sshhh… Não fala nada, amor. Só respira e pensa, toma seu tempo e depois fala o que tiver que falar.
De novo, ela mostrava ser mais madura e adulta do que eu. Durante aqueles minutos de silêncio, eu me perguntava: o que era certo e o que não era? O que eu devia fazer? Quem escolher? Como uma chuva de meteoros, fui vendo na minha frente os momentos que tinha compartilhado com as duas. com aquela morena gostosa como minha esposa. Não consegui segurar mais as lágrimas e desabei no choro, a Rosita podia ter tirado vantagem naquele momento em que eu tava quebrado e confuso, mas não fez isso, ficou calada me abraçando.
Quando terminei de me desabafar, ela sem me soltar começou a murmurar:—"Juro que tenteiForam as primeiras declarações dela.–"Tentei não me apaixonar por você, de largar esse romance, enquanto ainda dava. Mas me acostumei a te ver todo dia, a dividir minha vida contigo, a te beijar e deixar você me fazer sua.acrescentou, com a voz trêmula.–“Me acostumei a esse love de horas escondidas, aos teus carinhos e teus mimos. Nenhum homem tinha me feito sentir tantas emoções e sentimentos ao mesmo tempo, mas entendo que isso acabou”–Concluí.
Pensei que ao ouvir essas palavras, ia me sentir aliviado, mas foi o contrário. Fiquei puto, porque não queria que meu love com ela terminasse daquele jeito. Estúpido e metido, me virei pra abraçar ela e beijar igual um louco. Sem dar tempo pra ela reagir ou falar algo que me parasse, carreguei ela e levei até a cama dela, onde já tínhamos escrito mil horas do nosso love. Abri o zíper do vestido dela e arranquei ele, pra depois cobrir o corpo sedoso dela de beijos.
A bucetinha dela tava encharcada e inchada, só de tocar com a ponta dos dedos, ela tremeu, soltando um gemido hipnótico. Minha vontade por ela ficou infinita e minhas dúvidas foram sumindo.–“Nada disso, foi um erro”–Disse baixinho pra mim mesmo, dando uma lambida em toda a extensão da buceta dela e terminando de desafivelar meu cinto.–“Aaaiii Meu Deeeus!”-Ela reclamou, arqueando as costas e cravando as mãos no meu cabelo, enquanto eu me livrava da camisa e da calça.
Já pelado, parei de chupar a bucetinha dela e voltei pros lábios grossos dela, onde me afundei num beijo intenso e fervoroso. Minhas mãos tocavam com carinho o corpo ardente da Rosita, e meu pau se preparava pra meter nela. Ela pegou no meu tronco e guiou até a entrada da buceta dela, deixando pra mim a decisão de continuar ou parar por ali. Era absurdo naquele momento pensar que eu não terminaria o que tinha começado, mas eu entendia que ela tivesse dúvidas.
Minha cabecinha, só de roçar na rachinha dela, já ficou coberta com os suquinhos dela. Senti aqueles lábios se abrirem pra envolver a ponta da minha vara. O desespero tomou conta de mim naqueles segundos em que eu me ajustava pra fazer dela minha. Meus lábios se desgrudaram dos dela, bem na hora em que meu pau mergulhou fundo na bucetinha quente e acolhedora dela.—"Aaahh, siiiim… Papaiii!!… Me faz sua!!"—expresso agitada, ao ir recebendo cada polegada do meu mastro dentro dela.
Estimulado pelo desejo dela e pelo meu, fui metendo com força. Sentia como meu pau se sentia tão confortável dentro daquela buraquinha, que apertava do jeito certo. Minhas mãos amassavam os peitões morenos da Rosita, que balançavam a cada estocada que eu dava, e minha boca explorava o pescoço e a orelha dela.—"Te amo, Rosita. Te amo pra caralho.Eu murmurei, sem pensar no significado da palavra. Ela enlaçou meu pescoço com seus braços finos e me respondeu.–"Eu também te amo, Tomás"–Embriagado de luxúria, continuei dizendo que a amava, enquanto aumentava o ritmo das minhas investidas. Nossos corpos se contorciam de prazer e nossos gemidos tomaram conta do quarto inteiro. Fiz ela ronronar por uns longos minutos, até que gozou e ficou totalmente satisfeita. Depois de gozar dentro dela, fiquei uns minutos por cima, beijando e mordendo a pele dela. Quando quis levantar pra ir embora pra casa, ela me segurou, disse pra eu não ir e que só naquela noite, eu ficasse do lado dela.
Sorri e fiz a vontade dela, dormindo aquela noite junto com ela, onde a gente transou mais uma vez. Terminamos suados e com um sorriso nos lábios, ela subiu em cima de mim e apoiou a cabeça no meu peito. Abracei ela e dormi, dando um beijo na cabeça dela. Meu celular começou a tocar cedo, me acordando. Tomei um banho, sem nenhum arrependimento do que tinha feito, depois de me vestir, fui fazer o café da manhã.
Tinha esquecido como era cozinhar pra alguém com carinho. Rosita saiu do quarto dela, cobrindo a silhueta gostosa com um roupão. Me aproximei dela e dei um beijo.Bom dia, amor. Fiz o café da manhã pra você.falei pra ela, vendo como os olhinhos dela brilhavam de empolgação.Valeu. Mas não precisava se dar ao trabalho, porque você sabe muito bem o que eu queria tomar no café da manhã.Respondo com um sorriso provocante e passando os dedos na minha rola, que ainda tava mole.Porra, não bastou o que a gente fez ontem à noite?respondi, dando outro beijo nela, dessa vez mais longo e apaixonado.—“Claro que me viro sozinha, mas adoro chupar essa buceta”—Afirmo, passando a língua entre seus lábios carnudos e ardentes.—"Queria te dar seu café da manhã, gostoso, mas tenho que ir trabalharEu disse a ela, dando outro beijo.–"Mas à noite você vai poder chupar minha pica, o quanto quiser"–Adicionei, sentindo meu pau endurecer.–"À noite?" –perguntou ela, ingenuamente–"Sim, à noite. Pretendo ficar hoje contigo tambémEu respondi. Se antes os olhos dela brilhavam, naquele instante eram duas pérolas iluminadas, o sorriso dela ficou enorme.—"Tá falando sério?disse ele, querendo não se empolgar mais do que o necessário.Claro, não vou mentir pra você com uma coisa dessas, meu bemAcabei de dizer isso, os lábios dela se grudaram nos meus. Por pouco, quase faltei no trabalho pra ficar com ela.
Rosita ajeitou minha gravata e depois nos despedimos com um beijo curto e carinhoso. Só quando entrei no carro, percebi que a bateria do meu celular tava quase no fim. Pensei em carregar no trabalho. Enquanto dirigia, ia planejando o que podia fazer naquela noite com minha querida e jovem amante, mas esses pensamentos foram interrompidos quando parei num sinal vermelho e desviei o olhar pra esquerda, vendo April subir num carro com um desconhecido.—"Que buceta?Murmurei, o que a April tava fazendo naquela hora com um cara? Foi o que passou pela minha cabeça. Saindo do meu caminho, estacionei num canto pra ver o que eles tavam fazendo dentro do carro. Não dava pra ver direito, mas parecia que tavam conversando.–“A April passou a noite com aquele cara?”–Perguntei em voz alta, enquanto uma raiva tomava conta de mim. Não aguentava a ideia de que a April estivesse me traindo com aquele cara.
Ele parecia ser mais alto do que eu, mais forte e a pele dele era preta. Que ele estivesse atrás da minha esposa, não me surpreenderia, mas ela ter caído nas mãos dele era o que mais me tirava do sério e me irritava. Finalmente ele ligou o carro e eu o segui, queria ver para onde estavam indo. Quanto mais avançava, mais percebia que estavam a caminho de casa. Pensei que ele só ia deixar a April, então hesitei em continuar ou não. Mas decidi seguir, porque queria interrogar minha esposa, saber a identidade daquele sujeito.
Quando chegaram em casa, ele desceu e foi abrir a porta para a April. Ela se apoiou no braço dele, como se precisasse fazer aquilo, porque não tinha forças para andar, ou fez porque queria.—"Se meu marido descobrir isso, vai destruir ele"—Eu consegui ouvir, antes que o cachorro do vizinho começasse a latir pra mim. Já não sabia mais o que pensar, tinha um mar de dúvidas que me frustrava, queria saber por que ela estava tão grudada nele, por que não falava nada, quando descaradamente ele passava a mão na cintura dela. Queria ouvir o que estavam conversando, queria descobrir o segredo da minha esposa.
Sentia uma dor forte no peito, como se estivessem me rasgando com um punhal. Só de pensar que a April levava aquele homem pra nossa cama. Mas por que isso me afetava tanto? Será que eu não fazia o mesmo com a Rosita? Então era hipocrisia minha sentir raiva e tristeza por a April estar fazendo a mesma coisa. A mesma coisa? Será que ela tava mesmo fazendo igual ou era só ideia errada da minha cabeça? Eu tinha que descobrir tudo de uma vez, mesmo que no final doesse pra caralho.
Desci do carro e, dando um suspiro fundo, enchi o peito de coragem pra entrar em casa. Tentei ser o mais silencioso possível e não dar nenhum sinal de que estava ali. Abrindo a porta, senti o ar ficar mais pesado, minhas mãos não paravam de tremer, assim como minhas pernas. Meu estômago deu um nó e comecei a sentir meus pés mais pesados. Queria vazar dali sem mais nem menos, mas não ia saber que tipo de relação a April tinha com aquele cara se não tivesse coragem de avançar.
De novo soltei um suspiro pra me acalmar um pouco, sem pensar muito, percorri o primeiro andar, sem encontrar sinal deles. Meus medos começavam a se confirmar, o que me deixava ainda mais agitado e puto. Subindo as escadas, foram aparecendo na minha cabeça imagens da April se beijando com aquele babaca, o que me destruía por completo. Ao chegar no segundo andar, olhei pro meu quarto, o corredor me pareceu enorme e interminável, mas quando me virei pra lá, bastaram só alguns passos.
Na frente da porta, ouvia uns murmúrios, queria girar a maçaneta e ao mesmo tempo não. As dúvidas, o medo e a covardia se misturavam dentro de mim, nem sabia mais o que O que eu estava fazendo, se era certo ou não. A única coisa que eu tinha certeza era que a imagem que eu ia encontrar ia me destruir. Fechei os olhos, suspirei de novo e abri a porta, pra encarar a realidade e descobrir o segredo da minha esposa. Dos meus olhos, brotaram lágrimas e meu coração se despedaçou, ao vê-la pelada com aquele cara.—"Não… Não é verdade…Eu me disse, negando o que meus olhos contemplavam.—"Ela não faria isso comigo"—Me consolei enquanto via a April fazendo um boquete naquele cara. Ela parecia estar adorando, ter um pau que não era o meu entre os peitos lindos dela, porque ficava mordendo os lábios e passando a língua em volta. Queria falar algo, parar ela, mas as palavras não saíam, nem um gemido pra ela perceber que eu tava ali.
Tudo ficou preto, porque na real, eu ainda tinha a mão na maçaneta e não tive coragem de abrir a porta. Aí ouvi uns passos se aproximando, então me escondi rápido no quarto do Simão. Sem poder ver o que tava rolando, fiquei parado escutando os passos de alguém, achei que era aquele cara, porque depois de tantos anos com a April, já sabia reconhecer o som dos saltos dela. Não tive dúvida de que era ele, porque quando terminou de descer as escadas, foi direto pra saída.
Saí do quarto do meu filho mais novo, bem na hora que ouvi aquele cara ligando o carro. Senti um alíviozinho de que a April não tava me traindo, mas qual era o segredo dela?, o que era que ela tanto temia me contar?, me perguntei, ficando de novo na frente da porta do nosso quarto. Dessa vez, não tive medo de abrir, ela tava deitada na cama, dormindo profundamente. Me aproximei com um sorriso no rosto, ao ver ela tão tranquila descansando.
Queria acariciar a cara linda dela e dar um beijo, mas os remorsos e a culpa de que eu era o único infiel dos dois começaram a me pesar. Me senti um lixo e que não merecia aquela mulher tão gostosa, nem a Rosita, porque eu só tava brincando com ela. Pois naqueles minutos, ficou claro pra mim que meu amor pela April não tinha ido embora e que na real doía ver ela com outro e eu era incapaz de largar ela. Ia sentar na cama, pra pensar em como pedir perdão pras duas, quando vejo na cômoda dela uns papéis.
Peguei eles só por curiosidade e pra prolongar aqueles minutos de caos que tava na minha cabeça. interior. Fiquei chocado ao perceber que um deles era um ultrassom, dava pra ver duas criaturinhas se desenvolvendo. Aí minha cabeça deu um estalo, de tão cego que fui. A April estava grávida de gêmeos, isso explicava um monte de coisas, tipo a mudança dela. Mas da felicidade dessa notícia, fui parar na amargura, quando vi na folha seguinte a coisa mais terrível que eu podia descobrir.—"Não… Não, não, não, não…Repeti em voz baixa, uma e outra vez. Queria que o que tava lendo fosse uma ilusão, um pesadelo, igual quando imaginei há uns minutos a April me traindo. Não queria aceitar o que tava lendo, não podia ser real, devia ser uma piada de mau gosto, era impossível que ela… Que ela… Então era esse o segredo dela, por isso não queria me contar… Não queria me dizer que tinha câncer.
Nunca quis te trair em primeiro lugar, jamais passou pela minha cabeça aquela ideia no momento em que coloquei o anel no seu dedo e selamos nosso compromisso com o beijo mais adorável e amoroso. Naquela época, éramos só uns moleques de 20 anos, uns que mal tinham experimentado coisas na vida. Você foi durante toda a sua infância e adolescência uma prisioneira debaixo do teto do seu pai, ele controlava absolutamente tudo de você, seus horários e rotinas.
Eu, por outro lado, por decisão própria, nunca interagi com muitas pessoas. Na minha infância, costumava passar horas lendo livros de psicologia e sobre a mente humana. Eram textos complicados de ler, pelos termos e conceitos que usavam, tornando um mundo desconhecido para mim, mas esse mesmo desconhecimento me fascinava pela psique humana. Meu pai achava que eu só pegava esses livros para me achar intelectual e muitas vezes os tirava de mim para que eu me relacionasse com outras crianças.
Minha mãe, por outro lado, me deixava ler tranquilo, embora tenha tido um momento em que ela também ficou muito enjoada e, para que eu não fosse um antissocial, me comprou consoles de videogame, para que eu pudesse convidar colegas de classe e assim fazer amigos. Infelizmente, não me dava bem com ninguém na minha escola, inconscientemente criei uma barreira entre meus colegas e eu, embora tenha tido uma pessoa que sempre falou comigo, essa foi a Isidora.
Só agora, aos meus 40 anos, percebo que usei a Isi. pra mim, sabendo que era a única que falava comigo, convidei ela umas duas vezes pra casa, pra gente jogar algum videogame e assim evitar que minha mãe arrumasse algum amigo pra mim e me forçasse a criar amizade com um desconhecido. Não percebi o estrago que tava fazendo, nem que a Isidora ia se apaixonar por mim, sendo que eu era só um esquisito, onde a única coisa que se destacava na minha aparência física eram meus olhos cor de avelã.
Quando eu era adolescente, as coisas acalmaram, meus pais de algum jeito se conformaram em me ver lendo livros sobre a mente humana e vários transtornos. Além disso, diferente do meu irmão Ricardo, minhas notas eram muito boas, não era o cara mais inteligente, isso eu tenho certeza, mas as horas que eu dedicava aos estudos e os livros que já tinha devorado faziam tudo ser mais fácil pra mim. Quando chegou a hora de decidir meu futuro, soube que tinha que sair de casa pra descobrir o que realmente queria.
Nunca pensei que na universidade, todo meu mundo fosse ser transformado. Te ver naquela sala fez meu coração bater forte pela primeira vez, mas num ritmo calmo. Uma coisa levou à outra e, sem perceber, acabei sendo seu marido. Não me arrependo de ter me apaixonado por você, nem de ter te seguido nas suas loucuras e jogos. Pra ser sincero, acho que nosso casamento ainda tem conserto, você só precisa parar de ser tão indiferente e distante comigo.
É a única coisa que peço, April, porque enquanto você tá em casa, sem aquele brilho que sempre te marcou, eu tô me enroscando com a filha da Laura. Nos braços dela encontrei paz e nos beijos dela, vida. Porque vamos ser sinceros, desde uns meses atrás, aquela faísca que tinha entre nós apagou. Tudo ficou chato e hostil do seu lado, já com a Rosita, não tem um dia que eu não me divirta e vá me apaixonando por ela.
Sim, me apaixonando, April. A Rosita conseguiu tocar meu coração e fazer com que todas essas Noites de paixão carnal se transformam numa verdadeira dança de amor. Nossos corpos se encaixam e se fundem num só, meu pau chega bem no fundo da sua buceta, e seus carinhos nas minhas costas substituem aquelas marcas já desgastadas que eram suas, amor. Eu gemo de prazer cada vez que movimento minha pélvis, seja pra tirar ou meter meu membro nessa vagina quente e apertada.
Minhas mãos agarram esses peitões negros e os apertam, enquanto você deve estar em casa, vendo algum programa de TV ou deitada na nossa cama fria. Aquele ninho de amor que construímos por 20 anos hoje é o lugar mais desconfortável pra dormir pra mim. E não, não é porque minha mente me tortura com a ideia de ter manchado nosso lugar mais especial, que era nossa cama de casal, com o cheiro de outra. Pelo contrário, sentir o perfume da Rosita nos lençóis me ajuda a pegar no sono.
É porque você não me abraça mais, não me acaricia como antes, não me dá um beijo ou me olha com aquela doçura que tanto me aliviava. Toda essa falta de carinho fez da nossa cama um lugar tão gelado quanto a Antártida. As únicas vezes que senti calor nela foi quando transei com a Rosita. Tua frieza comigo fez com que eu tivesse que buscar refúgio em outra, que tivesse que te trair e te fazer de corna com uma mina de 23 anos.
Nesse instante, ela acaricia com os dedos suavemente meus ombros e costas, continua desenhando na minha pele, enquanto eu não paro de remexer as entranhas dela com meu vai e vem. Nossos lábios se roçam enquanto gememos, e nossos olhos se encaram fixamente. Ver o rostinho lindo dela tremer e se contorcer de prazer me faz feliz, igual quando eu tava contigo e a gente compartilhava aqueles momentos que hoje só vivem na minha memória e parecem longe de se repetir.–“Meu Deeeus… Mais, mais, mais!”–Ela exclama, arqueando seu corpo jovem e volumoso, arranhando meu pescoço. Eu mordendo os lábios dela de prazer, satisfaço ela com uma martelada intensa, que a faz gritar ainda mais alto. Nossas línguas se tocam timidamente, antes de se entrelaçarem e darem um nó, onde compartilhamos nossas salivas e abafamos os gemidos ardentes. O jeito que ela me beija é muito diferente do seu último beijo, sinto a paixão e o amor dela por mim, não melancolia.
O que aconteceu com a gente, April? Em que momento você parou de me amar e eu comecei a me distanciar de você? Não te odeio e nunca vou odiar, mas entenda que eu não aguentava mais o clima desagradável que nos cercava. Eu precisava de uma fuga, um lugar onde o ar não fosse difícil de respirar, e encontrei isso na Rosita. Cada momento que vivo com ela, tudo brilha e não tem amargor no meu paladar. Agora mesmo ela vibra de tesão com minhas estocadas, e eu também.–“Aaahh… Deus… Que beijo gostoso”–Sussurrei, mordendo a orelha dela e sentindo como as dobras da buceta dela se apossam do meu pau, impedindo que ele saia completamente dessa caverna apertada. Podia ser você, April, e deveria ter sido você, mas não, você prefere ficar calada toda vez que a gente se vê e se afastar cada dia mais de mim. Se você já não me ama, por que não tem pena de mim e me fala na cara? Assim a gente poupa os dois dessa agonia lenta em que nosso casamento se transformou.
Já faz uns dez minutos que a gente tá transando nessa cama que não é nossa. Nossos corpos suam, mas não querem se afastar um do outro, pelo contrário, a gente queria ficar assim encaixado pra sempre. Meu pau duro pulsa forte dentro dela, enquanto eu bato de leve no útero dela e ela se contorce de prazer, soltando suspiros longos. Se você nos visse agora, ia ficar claro que essa mina não é um simples capricho pra mim.
Amo tudo nela: o corpo escultural, a pele morena, os lábios grossos, os olhos escuros, o nariz grego. Amo a inocência dela, a ternura, o humor, a astúcia, a alegria, a timidez, a ousadia e as perversões. Amo quando ela sussurra pra mimte amoele me dizmeu amor, também amo quando ela me olha fixamente e nos lábios dela floresce um sorriso, amo que ela fique corada ou queira esconder de mim seu lado mais frágil porque no fundo ela sabe que isso não passa de uma aventura.
Amo passar meu tempo com ela e conversar, amo criar memórias com essa garota que substituem os momentos que vivi com você, April. Amo ser seu amante e, se me permite, gostaria de ser mais que só seu amante, adoraria ser o homem dela, o marido dela, por isso cada dia que passa, me iludo com a ideia de que ela me diga que está grávida, que espera um filho meu, para assim ter a desculpa de me separar de você, April, e parar de nos torturar numa relação que já não faz mais nenhum dos dois pulsar.
Sei que para as crianças será difícil no começo aceitar que você e eu não estaremos mais juntos, que nossos caminhos se separam. Principalmente para o Axel, ao ter que descobrir que meu novo love é a Rosita, meia-irmã dele. Mas com o tempo eles vão se acostumar e vão perceber que será o melhor para todos. Todas essas ideias passaram pela minha cabeça, enquanto meu pau endurecia dentro dela e eu olhava fixamente nos olhos dela. Lentamente nossos lábios foram se aproximando e, com timidez, nos roçamos.
Não demoramos para nos beijar de novo e te juro que quando enfio meu pau no fundo dela, sua imagem aparece na minha mente. Mas não, não há arrependimento nem dor pelo que estou fazendo, só há prazer, porque eu precisava foder e essa garota esteve disponível para mim por dois meses e meio, e cada tarde que passei com ela foi inesquecível, porque ela manda muito bem. As mãos dela acariciam minhas nádegas e os dedos dela tocam suavemente minhas coxas, enquanto eu bombeio com mais força.
Paramos por alguns segundos para mudar de posição. Agora é ela quem está por cima de mim e eu me deito no colchão. Meu pau ereto e lambuzado pelos fluidos dela é segurado pelas mãos delicadas dela e, safadamente, ela o roça contra a buceta dela. Adorei esse toque suave desliza, antes de ir se sentando devagar no meu pau e mergulhando ele dentro dela de novo.–“Meu Deus, que gostoso!”-expresso, segurando a cintura dela com minhas mãos e ela uivando de prazer.
Ela mordeu os lábios pra não fazer escândalo e as tetonas de chocolate dela balançavam pra todo lado, naquela cavalgada intensa.Uuufff… Meu amor, que delícia!!eu disse, querendo encher e pintar de branco o útero dela com meu esperma, enquanto ela me apertava com as coxas e os músculos da buceta prendiam meu pau. As pernas dela tremiam cada vez que se enchia com minha vara e eu, enfeitiçado por essa dança afrodisíaca das tetonas dela, me sentei e enterrei meu rosto nelas.—"Ai, meu amor!Rosita reclamou ao sentir umas mordidinhas, mas não parou a cavalgada e parecia que me apertava ainda mais do que antes.—"Que peitos mais gostosos você tem, Cinderelaafirmei, disfarçando um sorriso, para me perder de novo entre aquelas tetas gordas e firmes. A respiração e os gemidos dos dois foram aumentando, a ponto de sentir que não tinha mais força pra gritar e o ar tava faltando naquela bolha de amor que a gente tinha criado.
Já não tinha mais força pra prolongar o inevitável, tinha aproveitado cada minuto e cada segundo daquela foda tão maravilhosa que tinha compartilhado com a Rosita. Envolvendo a cintura dela com meus braços, me segurei nela pra gozar, enquanto ela, pronta pra receber minhas descargas, me agarrou pela nuca, me enfiando de novo entre os peitos dela. Por uns segundos, só se ouviu a orquestra dos nossos corpos se chocando, porque os dois tavam alucinando de prazer.–"M-me... Tô gozando!"–exclamei, entre os peitos dela e ela puxando meu cabelo gritou:—“Siiiiim!!!… Buceta… Isso!!… Goza dentro de mim!!”—Rosita teve outro orgasmo naquela noite, mas foi o mais intenso. Ficamos abraçados na mesma posição em que gozamos por alguns segundos. Finalmente, nossos corpos exaustos caíram na cama, ela por cima de mim, ofegante e beijando meu peito, enquanto eu fechava os olhos de cansaço, esquecendo de vez o seu rosto.
Na manhã seguinte, acordei feliz, com um sorriso de orelha a orelha. Tomei banho, me vesti e me despedi de Rosita com um beijo, ansioso para me livrar logo dos compromissos e continuar curtindo a companhia dela. Durante toda a palestra, me senti desconfortável e observado; não foi difícil descobrir quem estava me encarando. Era aquele casal que me viu ontem à noite quando jantava com Rosita.
Tanto o cara quanto a mulher pareciam hipnotizados por mim. Mesmo irritado por ser perseguido, não falei nada. Fiquei calado e tentei me concentrar na palestra, afinal, não queria trocar uma palavra com eles. Não é que não gostasse deles, só não queria socializar com ninguém daquele lugar — algo que não sentia desde que conheci April. Ela mudou minha atitude arrogante e solitária, me tornou mais amigável e confiável só de compartilhar o tempo comigo.
Quando a palestra terminou, peguei minhas coisas e queria vazar dali o mais rápido possível. Mas então, alguém puxou meu braço. Quando me virei, percebi que era a esposa do babaca que ficou besta com a Rosita. O normal seria cumprimentá-la e perguntar o que ela queria, mas, como se eu fosse um adolescente de 18 anos, baixei o olhar perdido e, num tom frio como um iceberg, pedi que me soltasse porque tinha coisas importantes pra fazer.
Me virei de novo e me desvencilhei do aperto dela, indo em direção à saída e me perguntando: que porra tá acontecendo comigo? Essa atitude não era normal. Tava quase saindo do salão quando... Pronto, ouvi da boca da mulher o nome da minha esposa. Fiquei paralisado, o coração gelou e a pele arrepiou. Como ela conhece a minha mulher?, me perguntei, tentando fugir antes que tivesse que dar alguma explicação e inventar uma mentira.—"April Harper é sua esposa, né?disse, fazendo com que eu sentisse uma dor aguda no peito e minhas pernas tremessem.—"Ela e eu, há uns anos, nos conhecemos num curso de sexologia. Viramos amigas, mas quando o curso acabou, paramos de nos falar e nos distanciamos por causa do trampo.revelou, me dando conta de como o mundo era pequeno.—"Há pouco tempo encontrei ela e, mesmo conversando bem pouco, percebi que ela perdeu o sorriso dela. O que aconteceu? Será que ela tá doente? Foi por isso que você trocou ela?Fechou.
Ser questionado e recriminado me caiu mal, muito mal, tanto que a dor no meu peito ficou ainda mais dilacerante. Feito um covarde, fugi dali, não queria discutir com ninguém, na verdade não tinha argumentos pra responder nem como me defender. Tava tão destruído que, quando cheguei no hotel onde tava com a Rosita, abracei ela e desabei a chorar. Durante a tarde, fiquei me perguntando por que aquelas últimas palavras doeram tanto; se eu tivesse usado um pouco a cabeça, teria me desculpado de algum jeito.
Mas, depois de fugir, ficou claro que eu tava traindo minha mulher ou a tinha abandonado e trocado pela Rosita, como se fosse um par de sapatos ou uma roupa. Durante todo aquele tempo, minha jovem amante me consolou nos braços dela, sem perguntar o que tinha me deixado vulnerável. Não quis sair pra lugar nenhum, então pedimos serviço de quarto e, enquanto eu tava deitado no colo dela, ela colocou na TV *A Culpa é das Estrelas*.
Sinceramente, odeio esse filme e, no geral, todos os filmes de romance. Nunca foram do meu gosto, com exceção de um, que era o favorito da minha mulher: *10 Coisas que Odeio em Você*. Na real, não sei se gosto do filme ou se só me fascinava porque assistia com a April, mas se a Rosita, por algum motivo, tivesse colocado ele naquele momento, eu teria afundado numa tristeza ainda maior e, inevitavelmente, ia querer voltar pra casa pra ver minha esposa, mesmo que dez segundos depois eu detestasse a indiferença dela.
Lembrando que meu celular tava sem bateria desde ontem à noite, sentei na cama pra colocar ele pra carregar. Quando liguei, percebi que tinha várias chamadas perdidas da Vanessa e uma porrada de mensagens dela e dos meus outros dois filhos. Não quis ler nenhuma mensagem e só liguei pra minha filha pra saber por que queriam falar comigo. Mal ela atendeu, já me xingou por não ter respondido por quase um dia inteiro. Na voz dela, notei mais angústia do que raiva e também preocupação.
Eu: Desculpa, Vane. Mas fiquei sem bateria e esqueci de carregar o celular até agora.
Falei me jogando na cama.
Vanessa: Esqueci como você é dependente da mamãe e que sem ela é incapaz de fazer algo tão simples quanto carregar o celular.
Eu: Ah, qual é, filha. Já me desculpei, não fica me enchendo o saco e me diz por que estava me ligando tanto.
Vanessa: Você não leu as mensagens?
Eu: Não… Tô muito cansado, foi um dia bem puxado, por isso te liguei, minha princesa.
Vanessa: Mamãe…
Só de ouvir essa palavra, meu coração disparou e, como uma mola, me sentei de novo na cama.
Eu: O que houve com sua mãe?
Teve um silêncio curto, que me deixou irritado. Minhas mãos suaram frio e meu corpo inteiro tremia de preocupação.
Eu: Porra, Vanessa! O que houve com sua mãe?!
Insisto, enquanto ouço minha princesinha soluçar, fazendo minha respiração ficar ofegante.
Axel: Oi, pai. É o Axel. Desculpa te incomodar, mas a mamãe na segunda-feira teve um desmaio no chuveiro e bateu a cabeça.
Eu: O quê?! Ela tá bem?! Não é nada grave?!
Axel: (Suspira) Não… Foi só uma descompensação, de tanto trabalhar. Ela ainda tá no hospital, mas amanhã já recebe alta. A mamãe não queria que a gente te avisasse, porque não queria te atrapalhar no treinamento, mas você conhece a Vanessa.
Falou, me fazendo sentir pior do que já estava.
Eu: E o Simão, com quem tá?
Axel: Com a gente. Ele tá bem, então não se preocupa, pai. Foca só na especialização, tchau.
Desligou de repente, o que claramente não me agradou, mas talvez fosse necessário, porque sem perguntar nada pra Rosita, que me olhava preocupada da cama, comprei as primeiras passagens pra voltar amanhã mesmo pra capital. Sabia que estava sendo egoísta e impulsivo, mas não conseguia ficar tranquilo sem ver a April primeiro e confirmar que foi só um desmaio.–“Voltamos amanhã, né?”Disse Rosita desligando a televisão e a tristeza se refletiu nos olhos dela.–“Sim. Desculpa”respondi, abaixando a cabeça e suspirando.Relaxa, entendo a situação. É uma emergência e, afinal, ela é sua esposa.afirmou, tentando disfarçar um sorriso, mas não conseguiu. Era evidente que toda aquela ilusão da viagem tinha se desfeito por minha culpa. Sentei na cama, abracei ela e pedi perdão de novo, prometendo que ia compensar com outra viagem bem em breve. Ela não disse nada, só me abraçou.
Na manhã seguinte, nós dois fizemos as malas e fomos embora. A volta foi longa e tortuosa, tanto que os únicos momentos em que encontrava paz era quando Rosita acariciava minhas mãos. No aeroporto, me separei da minha amante, ela voltou pra casa dela e eu pra minha, a despedida foi tão fria que só dissemos "a gente se vê" e não teve nenhum beijo. Não sabia se a April já estava em casa, mas tanto fazia, porque se não a encontrasse, ia pegar o carro e ir buscá-la no hospital, além de garantir que ela não tava escondendo nada de mim.
Mas quando cheguei em casa, o carro da Vanessa estava estacionado, então entendi que a April já estava em casa. Mal abri a porta, senti um vento gelado que envolveu meu corpo. Não quis falar nada e só caminhei na ponta dos pés até meu quarto, onde notei uma aglomeração de gente. Eram meus filhos e cunhadas que estavam rodeando a April, que estava deitada na cama. Ela, de cabeça baixa, pediu que ficassem em silêncio, algo me chamou a atenção.
Na minha burrice, em vez de ficar atrás da porta ouvindo com atenção o que diziam, interrompi, perguntando por que tinham que ficar em silêncio. Todos me olharam surpresos, mas foi a April a única que falou.—"De nada, só achei que tinha ouvido algum barulho e era vocêEla apontou com o semblante sombrio e evitando olhar nos meus olhos. Eu, em vez de continuar interrogando, calei a boca, me aproximei dela com a intenção de querer beijar a cabeça dela, mas não consegui.
Só me limitei a tocar o cabelo dela e depois peguei o Simão no colo. Não houve mais nenhuma troca de palavras entre nós e, apesar de me sentir magoado com a frieza dela, não saí de casa nem me arrependi de ter interrompido minha viagem e voltado pra casa. Meus filhos me garantiram que a mãe deles não tinha nada grave, mas antes de irem embora, a Vanessa me abraçou e murmurou pra eu cuidar da mãe dela. Me senti estranho com essas palavras, podiam significar um monte de coisas, mas não soube como interpretá-las.
Quando a lua brilhou junto com as estrelas no céu, minha mente voltou um pouco pra minha adolescência. A Isi tocava piano e eu, do meu quarto, ficava ouvindo. A melodia era angustiante e amarga, e meu coração se agitou. Me perdi entre as notas, que me fizeram imaginar uma história. A de um casal passando por uma crise e o homem se refugiando nos braços de outra. Era irônico, estar vivendo exatamente a mesma coisa que aquela melodia me transmitiu há 23 anos.–"Sei que tem alguém na sua vida te mudando e que roubou seu coração, Tom. Não precisa mais ficar mentindo pra mim ou escondendo ela, só me diz: quem é?"–Ouvi de repente. Atônito e com o corpo todo dormente, virei o pescoço para olhar pra April.–"Disse alguma coisa?"–Perguntei pra ela, ela de costas pra mim, só murmurou friamente que não. Toda essa confusão desse assunto tava me deixando louco e eu já não sabia até quando ia manter em segredo meu adultério.
Já faz uma semana desde então e só encontrei minha amante duas vezes, mas só pra conversar. Nessa semana, me questionei mais de uma vez sobre o que realmente sinto por essa garota e se meus sentimentos pela April mudaram. Também não sei se minha esposa sabe de alguma coisa sobre minha infidelidade, ou se tem alguma suspeita, porque não fui nada cuidadoso. Depois de terminar o trabalho, peguei meu carro e decidi dirigir até o apartamento da Rosita.
Igual aos outros dois dias em que me encontrei com ela, tava distraído, cheio de dúvidas, mais do que vontade de comer aquela garota que tem sido um verdadeiro consolo. Não conseguia evitar me sentir um lixo, que tava brincando com os sentimentos de uma novinha e me aproveitando dela, enquanto mentia e traía minha mulher. Quando cheguei no prédio onde a Rosita mora, bati na porta e, mal dei uns toques, ela abriu. No rostinho lindo e meigo dela, percebi a felicidade por me ver. Sem me dar tempo, ela se jogou em mim e me beijou.
Os lábios doces e carnudos dela me fizeram, por uns segundos, esquecer toda aquela agitação na minha cabeça. Quando se afastou de mim, me deu aquele sorriso safado, que me deixou bobão. Acordei desse torpor no momento em que ela me disse:—Você é ruim, amor, não respondeu minhas mensagens, pensei que não ia vir hoje., de novo eu me sentia sobrecarregado e enojado por não ser claro com ela. Tudo piorou, ao ver seus olhinhos brilhantes, cheios de ilusões falsas, por uma aventura.—"Aconteceu alguma coisa, amor?consulto, preocupada ao me notar calado, imóvel e estranho.—"Não… NadaEu menti pra ela, com muita facilidade. Olhando pro chão, fui andando atrás dela, enquanto pensava em algumas palavras que fizessem aquela garota acordar. Que ela visse que eu estava me aproveitando dela, que só estava usando ela como um objeto, um objeto sexual e de consolo, porque minha mulher apagou aquela chama gostosa que me satisfazia.
A gente sentou na mesa, a Rosita já tinha a janta pronta, que tava espetacular e muito apetitosa. Mas eu não tava com vontade de comer, tava com o estômago e a barriga revirados, com tanta confusão interna. Por que agora eu tava questionando tudo? Por que não fiz isso antes? Será que eu teria culhão suficiente pra quebrar o coração daquela mina? Essas foram algumas das perguntas que passaram pela minha cabeça, enquanto ela comia e falava do dia dela. Eu só balançava a cabeça concordando, cada vez que ela dizia alguma coisa, e pra não parecer um ingrato, dei umas duas garfadas na janta.—"Você não tá com muita fome hoje, né?interpelo educadamente—"NãoSó me limite a responder, balançando a cabeça de um lado pro outro e sem olhar na cara dela.—"Hoje foi um dia bem cansativo no trampo, pelo visto.afirmo ela, tentando esconder a raiva dela, pela minha falta total de interação com ela.–“Sim”Novamente respondi de forma seca, talvez de propósito, pra ver se ela ficava pistola e pedia pra eu vazar, assim evitando a treta. Mas a Rosita, em vez de se irritar, se identificou comigo e sentou no meu colo, levantando minha cara pra eu olhar nos olhos dela.Qual é, amor? Tá com algum problema de família? A April voltou a ter complicação de saúde? Ou talvez, alguém descobriu a nossa parada e cê tá com medo de irem fofocar pro meu pai? Porque se for isso, não se preocupa comigo, gostosa.Murmuro. A fragrância que ela exalava, seus lábios carnudos e seus olhos penetrantes me hipnotizavam. Sua juba preta, sua pele de chocolate e suas curvas de matar me animavam e me enfeitiçavam; não demorou pra eu ficar de pau duro.
Sem dizer nada, abracei ela e dei um beijo tão intenso que parecia que eu tava devorando a boquinha dela. Minhas mãos passavam desajeitadas pelas costas dela, procurando o zíper do vestido pra poder puxar pra baixo. Ela, por outro lado, foi tirando minha jaqueta do terno, deixando cair no chão, depois soltou o nó da minha gravata e desabotoou minha camisa. Os segundos passavam e eu ainda não achava o fecho; me sentia preso pela língua doce dela que se entrelaçava com a minha e compartilhava aquela saliva quente e pegajosa.–"Amo, quando você me beija com tanta paixão. Me faz sentir desejada e queridaSussurro, mordendo meus lábios. Rosita deixou metade da minha camisa sem desabotoar, porque preferiu abrir meu cinto e liberar meu pau que estava enrolado dentro da minha cueca. Mas, naqueles segundos de calma, a imagem da April voltou a me perturbar, todo o tesão que eu tinha foi embora, como vapor. Segurando as mãos dela, pedi pra Rosita parar, porque não tava no clima.
Rosita: É brincadeira, né?
Eu: Não… Não é, me desculpa.
Falei me afastando dela. Sabia que ia machucar ela com minha rejeição e fazer ela chorar, mas eu não tava em condições de transar com ela. Evitei olhar na cara dela, porque sentia que ia me pesar ainda mais do que já tava. Me sentia um monstro, que se aproveitava de uma pobre garota que desesperadamente buscava amor. Comecei a abotoar minha camisa, enquanto ouvia baixinho, como a Rosita soluçava nas minhas costas.
Eu: Rosita… Não chora, por favor. Você não tem culpa de nada, porra. Sou eu, sou eu o maldito problema, não sei por quê, mas minha cabeça tá uma bagunça.
Falei quase desesperado e parei de abotoar a camisa, pra levar as mãos à cabeça. Esperava alguma pergunta daquela garota, alguma reclamação, que me xingasse e dissesse que a gente tinha acabado. Mas, em vez disso, Rosita me abraçou, o que me fez sentir pior e ao mesmo tempo feliz. Feliz porque com aquele gesto ela mostrava que me amava incondicionalmente, mas eu não merecia o amor dela, só era um babaca, um idiota, que tava brincando com os sentimentos dela, tinha que parar com isso.
Eu: Rosita, eu…
Rosita: Sshhh… Não fala nada, amor. Só respira e pensa, toma seu tempo e depois fala o que tiver que falar.
De novo, ela mostrava ser mais madura e adulta do que eu. Durante aqueles minutos de silêncio, eu me perguntava: o que era certo e o que não era? O que eu devia fazer? Quem escolher? Como uma chuva de meteoros, fui vendo na minha frente os momentos que tinha compartilhado com as duas. com aquela morena gostosa como minha esposa. Não consegui segurar mais as lágrimas e desabei no choro, a Rosita podia ter tirado vantagem naquele momento em que eu tava quebrado e confuso, mas não fez isso, ficou calada me abraçando.
Quando terminei de me desabafar, ela sem me soltar começou a murmurar:—"Juro que tenteiForam as primeiras declarações dela.–"Tentei não me apaixonar por você, de largar esse romance, enquanto ainda dava. Mas me acostumei a te ver todo dia, a dividir minha vida contigo, a te beijar e deixar você me fazer sua.acrescentou, com a voz trêmula.–“Me acostumei a esse love de horas escondidas, aos teus carinhos e teus mimos. Nenhum homem tinha me feito sentir tantas emoções e sentimentos ao mesmo tempo, mas entendo que isso acabou”–Concluí.
Pensei que ao ouvir essas palavras, ia me sentir aliviado, mas foi o contrário. Fiquei puto, porque não queria que meu love com ela terminasse daquele jeito. Estúpido e metido, me virei pra abraçar ela e beijar igual um louco. Sem dar tempo pra ela reagir ou falar algo que me parasse, carreguei ela e levei até a cama dela, onde já tínhamos escrito mil horas do nosso love. Abri o zíper do vestido dela e arranquei ele, pra depois cobrir o corpo sedoso dela de beijos.
A bucetinha dela tava encharcada e inchada, só de tocar com a ponta dos dedos, ela tremeu, soltando um gemido hipnótico. Minha vontade por ela ficou infinita e minhas dúvidas foram sumindo.–“Nada disso, foi um erro”–Disse baixinho pra mim mesmo, dando uma lambida em toda a extensão da buceta dela e terminando de desafivelar meu cinto.–“Aaaiii Meu Deeeus!”-Ela reclamou, arqueando as costas e cravando as mãos no meu cabelo, enquanto eu me livrava da camisa e da calça.
Já pelado, parei de chupar a bucetinha dela e voltei pros lábios grossos dela, onde me afundei num beijo intenso e fervoroso. Minhas mãos tocavam com carinho o corpo ardente da Rosita, e meu pau se preparava pra meter nela. Ela pegou no meu tronco e guiou até a entrada da buceta dela, deixando pra mim a decisão de continuar ou parar por ali. Era absurdo naquele momento pensar que eu não terminaria o que tinha começado, mas eu entendia que ela tivesse dúvidas.
Minha cabecinha, só de roçar na rachinha dela, já ficou coberta com os suquinhos dela. Senti aqueles lábios se abrirem pra envolver a ponta da minha vara. O desespero tomou conta de mim naqueles segundos em que eu me ajustava pra fazer dela minha. Meus lábios se desgrudaram dos dela, bem na hora em que meu pau mergulhou fundo na bucetinha quente e acolhedora dela.—"Aaahh, siiiim… Papaiii!!… Me faz sua!!"—expresso agitada, ao ir recebendo cada polegada do meu mastro dentro dela.
Estimulado pelo desejo dela e pelo meu, fui metendo com força. Sentia como meu pau se sentia tão confortável dentro daquela buraquinha, que apertava do jeito certo. Minhas mãos amassavam os peitões morenos da Rosita, que balançavam a cada estocada que eu dava, e minha boca explorava o pescoço e a orelha dela.—"Te amo, Rosita. Te amo pra caralho.Eu murmurei, sem pensar no significado da palavra. Ela enlaçou meu pescoço com seus braços finos e me respondeu.–"Eu também te amo, Tomás"–Embriagado de luxúria, continuei dizendo que a amava, enquanto aumentava o ritmo das minhas investidas. Nossos corpos se contorciam de prazer e nossos gemidos tomaram conta do quarto inteiro. Fiz ela ronronar por uns longos minutos, até que gozou e ficou totalmente satisfeita. Depois de gozar dentro dela, fiquei uns minutos por cima, beijando e mordendo a pele dela. Quando quis levantar pra ir embora pra casa, ela me segurou, disse pra eu não ir e que só naquela noite, eu ficasse do lado dela.
Sorri e fiz a vontade dela, dormindo aquela noite junto com ela, onde a gente transou mais uma vez. Terminamos suados e com um sorriso nos lábios, ela subiu em cima de mim e apoiou a cabeça no meu peito. Abracei ela e dormi, dando um beijo na cabeça dela. Meu celular começou a tocar cedo, me acordando. Tomei um banho, sem nenhum arrependimento do que tinha feito, depois de me vestir, fui fazer o café da manhã.
Tinha esquecido como era cozinhar pra alguém com carinho. Rosita saiu do quarto dela, cobrindo a silhueta gostosa com um roupão. Me aproximei dela e dei um beijo.Bom dia, amor. Fiz o café da manhã pra você.falei pra ela, vendo como os olhinhos dela brilhavam de empolgação.Valeu. Mas não precisava se dar ao trabalho, porque você sabe muito bem o que eu queria tomar no café da manhã.Respondo com um sorriso provocante e passando os dedos na minha rola, que ainda tava mole.Porra, não bastou o que a gente fez ontem à noite?respondi, dando outro beijo nela, dessa vez mais longo e apaixonado.—“Claro que me viro sozinha, mas adoro chupar essa buceta”—Afirmo, passando a língua entre seus lábios carnudos e ardentes.—"Queria te dar seu café da manhã, gostoso, mas tenho que ir trabalharEu disse a ela, dando outro beijo.–"Mas à noite você vai poder chupar minha pica, o quanto quiser"–Adicionei, sentindo meu pau endurecer.–"À noite?" –perguntou ela, ingenuamente–"Sim, à noite. Pretendo ficar hoje contigo tambémEu respondi. Se antes os olhos dela brilhavam, naquele instante eram duas pérolas iluminadas, o sorriso dela ficou enorme.—"Tá falando sério?disse ele, querendo não se empolgar mais do que o necessário.Claro, não vou mentir pra você com uma coisa dessas, meu bemAcabei de dizer isso, os lábios dela se grudaram nos meus. Por pouco, quase faltei no trabalho pra ficar com ela.
Rosita ajeitou minha gravata e depois nos despedimos com um beijo curto e carinhoso. Só quando entrei no carro, percebi que a bateria do meu celular tava quase no fim. Pensei em carregar no trabalho. Enquanto dirigia, ia planejando o que podia fazer naquela noite com minha querida e jovem amante, mas esses pensamentos foram interrompidos quando parei num sinal vermelho e desviei o olhar pra esquerda, vendo April subir num carro com um desconhecido.—"Que buceta?Murmurei, o que a April tava fazendo naquela hora com um cara? Foi o que passou pela minha cabeça. Saindo do meu caminho, estacionei num canto pra ver o que eles tavam fazendo dentro do carro. Não dava pra ver direito, mas parecia que tavam conversando.–“A April passou a noite com aquele cara?”–Perguntei em voz alta, enquanto uma raiva tomava conta de mim. Não aguentava a ideia de que a April estivesse me traindo com aquele cara.
Ele parecia ser mais alto do que eu, mais forte e a pele dele era preta. Que ele estivesse atrás da minha esposa, não me surpreenderia, mas ela ter caído nas mãos dele era o que mais me tirava do sério e me irritava. Finalmente ele ligou o carro e eu o segui, queria ver para onde estavam indo. Quanto mais avançava, mais percebia que estavam a caminho de casa. Pensei que ele só ia deixar a April, então hesitei em continuar ou não. Mas decidi seguir, porque queria interrogar minha esposa, saber a identidade daquele sujeito.
Quando chegaram em casa, ele desceu e foi abrir a porta para a April. Ela se apoiou no braço dele, como se precisasse fazer aquilo, porque não tinha forças para andar, ou fez porque queria.—"Se meu marido descobrir isso, vai destruir ele"—Eu consegui ouvir, antes que o cachorro do vizinho começasse a latir pra mim. Já não sabia mais o que pensar, tinha um mar de dúvidas que me frustrava, queria saber por que ela estava tão grudada nele, por que não falava nada, quando descaradamente ele passava a mão na cintura dela. Queria ouvir o que estavam conversando, queria descobrir o segredo da minha esposa.
Sentia uma dor forte no peito, como se estivessem me rasgando com um punhal. Só de pensar que a April levava aquele homem pra nossa cama. Mas por que isso me afetava tanto? Será que eu não fazia o mesmo com a Rosita? Então era hipocrisia minha sentir raiva e tristeza por a April estar fazendo a mesma coisa. A mesma coisa? Será que ela tava mesmo fazendo igual ou era só ideia errada da minha cabeça? Eu tinha que descobrir tudo de uma vez, mesmo que no final doesse pra caralho.
Desci do carro e, dando um suspiro fundo, enchi o peito de coragem pra entrar em casa. Tentei ser o mais silencioso possível e não dar nenhum sinal de que estava ali. Abrindo a porta, senti o ar ficar mais pesado, minhas mãos não paravam de tremer, assim como minhas pernas. Meu estômago deu um nó e comecei a sentir meus pés mais pesados. Queria vazar dali sem mais nem menos, mas não ia saber que tipo de relação a April tinha com aquele cara se não tivesse coragem de avançar.
De novo soltei um suspiro pra me acalmar um pouco, sem pensar muito, percorri o primeiro andar, sem encontrar sinal deles. Meus medos começavam a se confirmar, o que me deixava ainda mais agitado e puto. Subindo as escadas, foram aparecendo na minha cabeça imagens da April se beijando com aquele babaca, o que me destruía por completo. Ao chegar no segundo andar, olhei pro meu quarto, o corredor me pareceu enorme e interminável, mas quando me virei pra lá, bastaram só alguns passos.
Na frente da porta, ouvia uns murmúrios, queria girar a maçaneta e ao mesmo tempo não. As dúvidas, o medo e a covardia se misturavam dentro de mim, nem sabia mais o que O que eu estava fazendo, se era certo ou não. A única coisa que eu tinha certeza era que a imagem que eu ia encontrar ia me destruir. Fechei os olhos, suspirei de novo e abri a porta, pra encarar a realidade e descobrir o segredo da minha esposa. Dos meus olhos, brotaram lágrimas e meu coração se despedaçou, ao vê-la pelada com aquele cara.—"Não… Não é verdade…Eu me disse, negando o que meus olhos contemplavam.—"Ela não faria isso comigo"—Me consolei enquanto via a April fazendo um boquete naquele cara. Ela parecia estar adorando, ter um pau que não era o meu entre os peitos lindos dela, porque ficava mordendo os lábios e passando a língua em volta. Queria falar algo, parar ela, mas as palavras não saíam, nem um gemido pra ela perceber que eu tava ali.
Tudo ficou preto, porque na real, eu ainda tinha a mão na maçaneta e não tive coragem de abrir a porta. Aí ouvi uns passos se aproximando, então me escondi rápido no quarto do Simão. Sem poder ver o que tava rolando, fiquei parado escutando os passos de alguém, achei que era aquele cara, porque depois de tantos anos com a April, já sabia reconhecer o som dos saltos dela. Não tive dúvida de que era ele, porque quando terminou de descer as escadas, foi direto pra saída.
Saí do quarto do meu filho mais novo, bem na hora que ouvi aquele cara ligando o carro. Senti um alíviozinho de que a April não tava me traindo, mas qual era o segredo dela?, o que era que ela tanto temia me contar?, me perguntei, ficando de novo na frente da porta do nosso quarto. Dessa vez, não tive medo de abrir, ela tava deitada na cama, dormindo profundamente. Me aproximei com um sorriso no rosto, ao ver ela tão tranquila descansando.
Queria acariciar a cara linda dela e dar um beijo, mas os remorsos e a culpa de que eu era o único infiel dos dois começaram a me pesar. Me senti um lixo e que não merecia aquela mulher tão gostosa, nem a Rosita, porque eu só tava brincando com ela. Pois naqueles minutos, ficou claro pra mim que meu amor pela April não tinha ido embora e que na real doía ver ela com outro e eu era incapaz de largar ela. Ia sentar na cama, pra pensar em como pedir perdão pras duas, quando vejo na cômoda dela uns papéis.
Peguei eles só por curiosidade e pra prolongar aqueles minutos de caos que tava na minha cabeça. interior. Fiquei chocado ao perceber que um deles era um ultrassom, dava pra ver duas criaturinhas se desenvolvendo. Aí minha cabeça deu um estalo, de tão cego que fui. A April estava grávida de gêmeos, isso explicava um monte de coisas, tipo a mudança dela. Mas da felicidade dessa notícia, fui parar na amargura, quando vi na folha seguinte a coisa mais terrível que eu podia descobrir.—"Não… Não, não, não, não…Repeti em voz baixa, uma e outra vez. Queria que o que tava lendo fosse uma ilusão, um pesadelo, igual quando imaginei há uns minutos a April me traindo. Não queria aceitar o que tava lendo, não podia ser real, devia ser uma piada de mau gosto, era impossível que ela… Que ela… Então era esse o segredo dela, por isso não queria me contar… Não queria me dizer que tinha câncer.
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