As férias da minha coroa

baseado em uma história real

naquele feriadão, minha mãe tinha me falado que a gente ia passar na chácara de um tio, em mendoza
fazia anos que a gente não ia, eu era pequena da última vez, antes dos meus pais se separarem
não tava muito a fim, mas dessa vez aceitei

viagem longa pra caralho, a gente se perdeu um pouco antes de achar o lugar no meio do nada
mas chegamos sem problemas na sexta-feira umas 11 da noite
quem abriu foi meu "primo", que na verdade não é filho do meu tio, mas sim da mulher dele, muito gente boa, ajudou a tirar as malas e levou a gente até a casa que ficava no fundo
não tinha mais ninguém na chácara, a reunião de família só ia ser no domingo

assim que entrei no meu quarto, fechei a porta e me joguei na cama, tava destruída da viagem
de lá eu ouvia meu primo e minha mãe conversando, morrendo de rir, sobre a viagem, sobre não sei o quê... no final acabei esquecendo e fiquei vendo merda no celular

— a gente vai no povoado comprar umas coisas, quer que eu compre algo?
— nada, não — respondi gritando

ouvi a caminhonete do meu primo saindo e foi isso
não sei em que porra de momento eu dormi
quando acordei, o celular ainda tava rodando vídeos, a casa tava em silêncio, eram 7 da manhã
saí pra sala toda sonolenta, tava clareando agora
fui até a cozinha e vi tudo que tinham comprado na mesa, tinha umas latas de cerveja abertas e pensei "foda-se, não tem problema se eu adiantar uma também"

e quando me aproximei da mesa, senti que pisei em algo frio
pulei de susto e um pano preto voou pro outro lado
"porra, pano de bunda" fui resmungando pra ver onde tinha jogado aquilo
e aí fui eu que fiquei fria...

no chão tava jogada a calcinha fio dental da minha mãe, uma preta com renda nas bordas e um lacinho na frente
peguei ela pela ponta e, com certeza, tava molhada na parte da buceta
enrolei tentando não tocar em nada e fui procurar minha mãe, não sabia se xingava ela ou perguntava que porra ela tinha feito Pra tirar a tanga molhada dela no chão da cozinha
bati na porta do quarto dela, ninguém respondeu
nem um barulho em lugar nenhum
bati de novo e nada
—vou entrar!— gritei antes de abrir a porta devagar
lá dentro tava tudo impecável, a cama sem um amassado

—mãe! cê tá no banheiro?— silêncio total
abri a porta do banheiro e também não tinha ninguém
já mais acordada saí pra fora, a caminhonete não tava, só dava pra ouvir o vento soprando
decidi ir até a entrada ver qual era, enquanto andava mandei uma mensagem no zap pra minha mãe
a última vez que ela tava online foi quando a gente chegou

no portão só dava pra ver a rua de terra vazia e as árvores dos dois lados, tava voltando quando me deu na telha de olhar nas outras casas do terreno, são daquelas casinhas que alugam por dia
a primeira tava fechada
vou pra segunda quando vejo que o portão de tela tava aberto
"que porra a filha da puta veio fazer aqui" tava pensando quando passo pela janela e me dá vontade de olhar

lá dentro tava minha mãe, no chão tavam a blusa e o sutiã dela, ela tava dormindo completamente pelada com a bunda pra cima

"puta merda!" não sabia se saía correndo ou sentava pra respirar
no fim a curiosidade venceu e bati na porta, nem ouvi ela se mexer, então entrei
tava quentinho lá dentro
tentei chegar perto quase sem respirar
ela dormia profundamente, o cabelo dela tava todo bagunçado, os lençóis tavam molhados, a beirada dos peitos dela tinha marcas de chupão e na bunda tinha restos de porra seca, nas duas nádegas e entrando no meio delas, dava pra ver muito pouco da buceta, a única pele dos lábios que dava pra ver tava bem depilada
"então era isso que cê veio buscar..." pensei
fiquei curiosa pra saber como era a porra do meu primo, estendi a mão como quem quer tocar a bunda dela devagar

de repente ouvi uma caminhonete longe
"puta que pariu" saí rápido e voltei pra casa
umas horas depois ela chegou Minutos depois, meu primo chegou. Do meu quarto, ouvi ele descer umas coisas e se afastar na direção onde minha mãe estava.

Saí pra devolver a tanga no lugar, mas quando revirei meus bolsos, já não estava mais lá. Não sabia onde tinha deixado cair, achei que foi quando encontrei a mãe pelada.

Não saí mais do meu quarto até ouvir minha mãe lá fora quase uma hora depois. A gente se cumprimentou como se nada tivesse acontecido. Ela tinha acabado de tomar banho e parecia bem relaxada.

Depois disso, tudo voltou ao normal, exceto por uns olhares cúmplices e umas brincadeiras de duplo sentido entre eles, até durante o encontro de família.

Mesmo assim, a gente se divertiu. Sábado à noite saí com meu primo e os amigos dele, "conheci" uns caras (e uns mais velhos também, haha) e nas três noites que ficamos naquela casa, minha mãe nunca amanheceu no quarto dela.

Eu só fingia que não tava vendo nada.

Agora ela tá planejando outra viagem pras festas de fim de ano. Diz que quer se reencontrar com a família.

Eu tenho certeza que sim, ela quer muitos encontros.

3 comentários - As férias da minha coroa

Por que no comparten al primo vos y tu mama? Sería una reverends fiesta, al menos para el chabon.