Voltamos da Espanha, passamos as festas e aí comecei a sentir os primeiros sintomas. Os enjôos, os bicos dos peitos inchados, a aversão à comida. Fiz um teste caseiro e deu positivo. Repeti, só por garantia, e de novo as duas listrinhas. Tava grávida, mas... de quem? Comecei a fazer as contas, lembrava que a última menstruação tinha sido antes de viajar, então enquanto estávamos em Madri eu tava ovulando. Tinha transado com meu marido e também com os sócios espanhóis dele, e com nenhum eu tinha me protegido, então qualquer um podia ter entupido a minha buceta. Quando contei pro meu marido que teríamos outro filho, saímos pra comemorar. A gente precisava daquela alegria. O relacionamento já vinha se desgastando há um tempão, e nem a pseudo lua de mel em Madri serviu pra melhorar. Quando a barriga começou a aparecer, mandei uma foto pros espanhóis com uma mensagem clara e direta: "Vocês vão ser papais...". Tava convencida de que um deles era o pai. Com meu marido a gente tinha tido altos e baixos, mas não a ponto de me deixar prenha. Isso se sente. É tipo um sexto sentido que a gente, mulher, tem. Na hora, os três se ofereceram pra me ajudar, até chegaram a propor que eu me mudasse pra Madri e desse à luz lá. Agradeci o gesto, mas falei que aqui tava tudo bem e que ia manter eles informados. Então todo mês eu mandava uma foto pra eles acompanharem, de longe, a evolução da gravidez. Também mandava os resultados dos exames e, na época, o vídeo da primeira ultrassom. Quando a Romina nasceu e me entregaram ela, soube que o pai era o Manuel. Senti nas entranhas, mas principalmente por certos traços que foram ficando mais evidentes com o passar dos dias e das semanas. Quando não tive mais dúvidas, mandei uma selfie nossa, com uma única mensagem: "É tua filha...". Não sabia como ele ia receber a notícia, que uma mulher que ele nem conhecia direito, com quem só tinha transado Fodi duas vezes, uma delas na companhia de dois outros caras, e ele disse que a filha que tive é dele — é um assunto delicado. Na boa, ele podia muito bem ter me mandado pastar, afinal tava do outro lado do Atlântico, noutro continente, mas a resposta dele foi na hora. Ele ia assumir tudo. Claro que falei que não era isso que eu queria, só queria que ele soubesse que era o pai. Desde então, a gente manteve contato quase direto, até que uns dias atrás ele disse que não aguentava mais, que vinha pra Buenos Aires conhecer a filha. Nisso, eu e meu marido tivemos a tal conversa que já tínhamos adiado umas duas vezes. A gente se juntou e falou sem rodeios... bom, quase. Óbvio que a paternidade do Ro e da Romina ficou de fora da discussão. Pra ele, são filhos dele, e pra eles, ele é o pai, embora eu saiba que num futuro não muito distante vai dar uma puta confusão. Mas fazer o quê, espero que demore pra isso. Então, quando o Manuel marcou a viagem, eu já tinha me reconciliado com meu marido. Mais pelos meus filhos do que por mim mesma, embora já fosse claro que a relação tinha ficado bem ferida. Ele mesmo me deu a notícia de que "um dos galegos" vinha supervisionar o funcionamento da vinícola: — Coisa de rotina, me disseram, fazem isso com todas as empresas deles. Não perguntei a qual "galego" ele se referia. Não precisava, eu já sabia. Ele chegou com a filha já com sete meses. Meu marido foi buscá-lo no aeroporto e trouxe ele direto pra casa pra jantar. Quando a gente se viu, nos cumprimentamos numa boa, do jeito certo, um aperto de mão e um beijo em cada bochecha, mas quando meu marido foi pra outro cômodo atender uma ligação, a gente não se segurou e se beijou como se o tempo e a distância nunca tivessem existido. A Romina ainda tava acordada, então ele pôde conhecê-la, passar tempo com ela, pegá-la no colo, fazê-la brincar. — Olha só o galego, quem diria, com essa cara de bunda que ele tem, até baba. babo pela gatinha - comenta meu marido quando me acompanha até a cozinha pra me ajudar a servir a sobremesa. -Ele não é galego, é madrilenho, e acho que não tem cara de bunda, é só sério - corrijo. Depois da sobremesa, levanto os pratos, alguns talheres e vou de novo pra cozinha. Meu marido se levanta pra me ajudar, mas Manuel o segura. Levanta também, entrega o bebê pra ele e diz: -Por favor, você já ajudou antes, deixa eu pelo menos fazer alguma coisa- Meu marido não contesta, sentando de novo com Romina no colo. Manuel pega um par de pratos e vem atrás de mim. Na cozinha, quando deixamos a louça na pia, ele acaricia minha bunda. -Te fodia aqui mesmo!- ele garante. Me viro e beijo ele. -Pode me foder quando quiser...- falo. -Por que você não vem pro hotel comigo? Podemos passar a noite lá- ele propõe. -E o que eu digo pro meu marido? Cuida da neném que vou dar pra tua chefe?- -Adoraria ouvir você dizer isso- ele brinca. Beijo ele de novo e dou uma garrafa de vinho pra ele abrir na mesa. -Toma, leva e bebe com o M......, não quero que ele comece a se perguntar o que a gente tá fazendo tanto tempo aqui trancados- falo. -Um ano excelente...!- ouço ele dizer pro meu marido quando sai, se referindo à safra do vinho. Demoro um pouco, pra me acalmar, e volto pra sala. Romina já tá dormindo, então levo ela pro quarto e coloco no berço. -Vocês realmente têm uma filha linda, parabéns- Manuel nos diz quando volto pra sala. E me olhando com certa cumplicidade, completa: -Que orgulho pro pai- e obviamente ele tá se referindo a ele mesmo, não ao meu marido. Quando o táxi chega pra levá-lo pro hotel, ele pede um momento pra se despedir "da menina". Quando sai do quarto, dá pra ver que ele tá realmente emocionado. Manuel tem filhos na Espanha, mas já são adultos, e pelo que ele me contou uma vez, não se dá muito bem com eles, então também não vê os netos com frequência. -Dessa vez Pensei em fazer as coisas diferente — cheguei a falar pra ele numa das várias conversas que tivemos por videochamada. No dia seguinte, cedo, assim que meu marido sai pra vinícola, eu levanto a Romina e, com toda minha tralha, vou pro Sheraton, que é onde o Manuel tá hospedado. Chego lá com a neném, o carrinho e a bolsa onde levo brinquedos, fraldas, o trocador, mudas de roupa, babadores e tudo que precisa pra cuidar de um bebê fora de casa. O Manuel acabou de acordar, mas o rosto dele se ilumina quando nos vê. — Não dava mais pra esperar — falo. Ele manda a gente entrar e pede café da manhã pra dois no serviço de quarto. Enquanto a gente come, percebo que é a mesma suíte onde estive com o Alfonso e o Vicente na tarde da tempestade, quando transei com eles pela primeira vez, quando ainda não conhecia o Manuel. Quando comento isso, ele diz que reservou de propósito. — Pra criar memórias novas aqui — fala. A Romina fica agitada, já é hora dela mamar, então tiro ela do carrinho, coloco no meu colo, abaixo as alças do vestido e dou o peito. Primeiro um, depois o outro. — Me deixa com um tesão do caralho te ver assim, toda mãezona — — Espera eu terminar que continuo contigo — falo, como promessa. — Kkkkk...! — ele ri — Adoro essa sua dualidade, entre a mãe e a puta, me excita mais do que se você fosse só puta — Quando a Romi termina, coloco ela no peito e arroto ela. Só aí deito ela, já dormindo. Sem levantar o vestido, vou até o Manuel com os peitos escorrendo leite materno. Sento de pernas abertas sobre as pernas dele, de frente, e coloco os peitos na cara dele. Tenho os mamilos molhados, inchados, roxos de tanto sugar. Ele pega um com cada mão, aperta, como se fosse ordenhar, e chupa, engolindo o que nossa filha não tomou e que continua saindo em jatos. O leite escorre pelo canto da boca dele, então aproveito pra beijar e provar também o néctar materno. Passo a mão no volume dele por Entre minhas pernas, sentindo ele já duro e crescido. Um verdadeiro pau espanhol. Eu me mexo por cima, fazendo ele gemer de tesão.
—Você é a mãe que eu queria para todos os meus filhos — ele me garante.
—Mesmo que eu te meta chifre? — pergunto.
—É exatamente por isso que você é perfeita... — ele confirma.
Eu me ajoelho no carpete e desabotoo a calça dele. O pau aparece todo inchado, com a cabeça vermelha, já molhada pelas gotas que escorrem sem parar do furinho da ponta. Passo a língua nele, saboreando, e depois meto na boca e chupo ele inteiro, sugando, mastigando cada pedaço desse manjar glorioso. Levanto, tiro a tanga e sento no colo dele, enfiando o pau até o fundo. Não quero camisinha, quero sentir assim, a pele na pele, e se eu engravidar de novo, é porque o destino quis assim. Me agarro no pescoço dele e me mexo, tentando enfiar mais, mas já está tudo dentro, bem guardado, pulsando de frenesi. A gente se beija, querendo recuperar, na base do chupão, aqueles momentos que a distância teimou em roubar da gente. Nos braços dele, me sinto mulher de novo, do jeito que já não consigo nem quero me sentir com meu marido. Quando a gente se reconciliou, voltamos a transar depois de muito tempo, mas, mesmo tentando e me esforçando ao máximo, não senti nada. Ele gozou, claro, mas eu fiquei sem prazer nem consolo. Ainda assim, demos uma chance, porque não queria que meus filhos crescessem com os pais separados. Mas ali, com o Manuel, a paixão do meu corpo explode como se nunca tivesse ido embora, como se estivesse ali, agachada, esperando a gente se reencontrar. Tudo volta a fazer sentido, e, mesmo sem querer, finalmente entendo por que engravidei daquele homem. A gente tenta ir pro quarto, mas não aguenta o tesão. Eu dou de quatro no chão, ele me faz gozar uma transa mais intensa que a outra. As batidas do corpo dele contra o meu são a música que meus ouvidos estavam esperando. -Sim... Siiiiiiim... Siiiiiiiiiiiiim...!!!- eu grito, uivo, me estremeço ao sentir essas investidas que me enlouquecem, que me partem ao meio, que me quebram a nuca a cada golpe. A trepada que a gente dá é a consagração absoluta do nosso amor, do que sentimos um pelo outro. Não é uma trepada qualquer, daquelas que você dá como se fosse um trâmite, mas uma explosão multissensorial que, além do físico, envolve sentimentos e emoções. A gente levanta e de mãos dadas vai pro quarto. Nossa filha dorme profundamente, como se soubesse que tem que deixar os pais dela curtirem aquele reencontro. Na cama, a gente faz um 69 e se chupa mutuamente, saboreando o mais íntimo dos nossos corpos. Adoro me empanturrar com a pica do Manuel, sentir como ela me atravessa e raspa a garganta, como bate nas minhas amígdalas a cada estocada. Sinto a língua e os lábios dele percorrerem toda a minha fenda, os dentes dele mordendo aqui e ali com uma suavidade deliciosa. Sou toda dele e ele é todo meu, reféns ambos de uma paixão irresistível cujo fruto dorme no quarto ao lado. Beijo o pai da minha filha e subo em cima dele. Seguro a pica dele e encaixo ela dentro de mim. Solto um suspiro calmo e profundo ao sentir como ela se enterra em mim. Manuel me agarra pela cintura enquanto mete, se movendo debaixo de mim. A gente se olha, sorri um pro outro. A felicidade não pode ser mais plena e absoluta. Quando começo a me mexer, é como se viajasse pra outra dimensão, pra outro mundo, pra um universo paralelo onde meu corpo faz parte do dele, unidos e indissolúveis. As mãos dele sobem pros meus peitos, me agarra e aperta, torcendo meus bicos. Fico de cócoras e pulo como se estivesse numa cama elástica, enfiando toda aquela pica bem até as bolas, me enchendo com a carne dele até o fundo, desvairada, arrebatadamente. Não quero parar, quero continuar pra sempre, por toda a eternidade, ficar ali encaixada e não pensar em nada mais além dessa satisfação plena e absoluta que ele me proporciona. Quando a pica sai, de tanto quicar, eu seguro ela e coloco na minha bunda. Sem soltar, vou encaixando ela dentro de mim, pedaço por pedaço, curtindo essa sensação de abertura, de rasgo que tanto me agrada. Manuel me segura pela cintura, dominante, possessivo, e empurrando de baixo pra cima, enfia até o talo. Solto um grito tão alto que por um momento temo ter acordado a Romina, mas não escuto nenhum choro, nada, então me deixo perfurar até onde a luz do Sol não alcança. Bem empoleirada em cima do corpo dele, me movo pra frente e pra trás, sentindo como ele atravessa todo meu reto, ida e volta, me fazendo delirar de prazer. O jeito que ele me come é uma delícia, como um ourives trabalhando sua joia mais preciosa, ele não me quebra nem rasga, mas flui, concentrando toda a energia viril dele naquela parte do meu corpo. PLAP PLAP PLAP... o barulho dos nossos corpos se chocando se mistura e confunde com o dos nossos beijos. Não paramos de nos beijar em nenhum momento, de saborear nossas bocas, nossas línguas, de sentir o fôlego excitado um do outro. Enfio ele de novo na minha buceta e explodo... Jogo a cabeça pra trás, arqueio as costas e, segurando meus peitos com as duas mãos, solto um gemido que sai do fundo das minhas entranhas. Manuel acabou comigo. Senti ele se esvaziar, preenchendo todos os meus canais com aquela matéria-prima com a qual já tínhamos gerado uma filha. Recebi com gosto, limpando minha mente de qualquer coisa que não fosse aquele momento, aquele instante, com a essência dele fluindo dentro de mim. Como eu disse, não me importava se engravidasse de novo. Se acontecesse, se ele me fizesse outro filho, iria com ele pra Espanha, não poderia negar aquele novo sinal do destino. Depois do orgasmo, fico em branco, mergulhada naquele doce devaneio que te embriaga depois de um gozo como aquele, tão impressionante, tão primordial. Manuel se levanta e, nu, serve duas taças de vinho. Bebemos sem parar de nos olhar, sorrindo, felizes. A pica, que estava descansando nas coxas dela, cresce de repente. Ela se joga em cima de mim, fazendo eu derrubar a taça, e me segurando firme pelos pulsos, me domina de costas na cama. Abro as pernas pra receber quando ela me penetra, enfiando a carne dela com um empurrão forte e agressivo. Agora sim, ela me fode na brutalidade, com força, com raiva, tirando de cima toda a frustração acumulada durante todo o tempo que ficamos separados. Meus peitos estão cheios de novo, não só pela excitação, mas também porque já tá perto da hora de amamentar a Romina. Por isso eles explodem quando ela chupa eles. Sem parar de me comer, ela chupa um peito e depois o outro, se lambuzando com o leite materno que jorra como um rio. Fico toda arrepiada ao sentir os lábios dela sugando meus mamilos. Um formigamento e de novo o orgasmo, uma explosão carregada, potente, triunfal. Ela continua me fodendo enquanto eu aproveito essa nova onda de prazer. Ela coloca minhas pernas nos ombros dela e me arromba com tudo. De novo ela goza dentro de mim, e dessa vez acho que com mais ímpeto e empolgação que antes. Ficamos parados, um dentro do outro, misturando nossas essências, nos sentindo, nos elevando a um estado que vai além do físico. — Te amo...! — falo depois de um beijo sentido, emocionado. Durante o tempo que ele ficou na cidade, a gente se encontrou várias vezes, seja no hotel dele ou em alguma praça, onde ele babava quando eu deixava ele empurrar sozinho o carrinho da nossa filha. Quando a gente se via no hotel dele, claro que deixávamos a Romina dormindo num quarto, enquanto a gente fodía no outro. Até uma vez, que eu tinha deixado a Romi com minha sogra, meu marido apareceu de surpresa na suíte pra convidar ele pra almoçar. Embora já passasse do meio-dia, o Manuel atendeu ele de roupão, porque... ele tava fodendo comigo no outro quarto! — Me desculpa, mas vamos deixar o almoço pra outro dia, é que conheci uma conterrânea. Sua noite passada e, bem... já viu, ainda estamos nos conhecendo — Manuel se desculpa. Meu marido pede desculpas pela interrupção, sem imaginar que aquela compatriota que está nua a poucos metros é a própria esposa dele. Diz pra ele continuar com o que estava fazendo, que já vai embora. — É, porque senão... Bem, você já sabe como as argentinas são gulosas — responde Manuel. Quando volta pro quarto, está com uma ereção tão forte que as veias parecem querer saltar da pele. No resto do tempo, quando não estávamos trepando, a gente passeava com a Romina. — Já tinha esquecido como é segurar um filho no colo — ele me dizia enquanto embalava ela no banco de alguma praça portenha. — Não é um filho qualquer, é sua filha — eu lembrava. Claro que a gente tinha conversado, e eu insisti que não ia pedir nada, nenhuma pensão nem nada disso, que a única coisa que queria era que ele soubesse que era filha dele. E quando ela tivesse idade suficiente, poder contar quem era o pai de verdade. — Vou esperar por esse dia com ansiedade — ele comentou. Mesmo eu tendo sido insistente, ele queria ajudar de alguma forma, se sentir pai no sentido mais pleno da palavra, então a gente chegou a um acordo: ele depositaria dinheiro numa conta que ela poderia acessar quando fosse maior de idade. Além de viajar todo ano pra vê-la e mandar presentes com alguma desculpa que a gente inventaria na hora. Na noite que ele voltou pra Espanha, a gente passou o dia inteiro no hotel dele, trepando, tentando reter no corpo a essência um do outro. Sabia que a gente ia se ver de novo, disso não tinha dúvida, mas mesmo assim a separação doía. Saí da suite um pouco antes do meu marido passar pra buscá-lo e levá-lo ao aeroporto. Me sentia tão apaixonada que não me importava se ele me visse. Até queria que me visse, pra contar a verdade e acabar de uma vez com toda aquela farsa. Mas a gente não se cruzou. Não fui ao aeroporto me despedir do Manuel, porque meu coração ia se despedaçar vendo ele partir. Deixei passar uns Dias e fiz o teste de gravidez, mas deu negativo. Dessa vez o destino não me mandou nenhum sinal...
—Você é a mãe que eu queria para todos os meus filhos — ele me garante.
—Mesmo que eu te meta chifre? — pergunto.
—É exatamente por isso que você é perfeita... — ele confirma.
Eu me ajoelho no carpete e desabotoo a calça dele. O pau aparece todo inchado, com a cabeça vermelha, já molhada pelas gotas que escorrem sem parar do furinho da ponta. Passo a língua nele, saboreando, e depois meto na boca e chupo ele inteiro, sugando, mastigando cada pedaço desse manjar glorioso. Levanto, tiro a tanga e sento no colo dele, enfiando o pau até o fundo. Não quero camisinha, quero sentir assim, a pele na pele, e se eu engravidar de novo, é porque o destino quis assim. Me agarro no pescoço dele e me mexo, tentando enfiar mais, mas já está tudo dentro, bem guardado, pulsando de frenesi. A gente se beija, querendo recuperar, na base do chupão, aqueles momentos que a distância teimou em roubar da gente. Nos braços dele, me sinto mulher de novo, do jeito que já não consigo nem quero me sentir com meu marido. Quando a gente se reconciliou, voltamos a transar depois de muito tempo, mas, mesmo tentando e me esforçando ao máximo, não senti nada. Ele gozou, claro, mas eu fiquei sem prazer nem consolo. Ainda assim, demos uma chance, porque não queria que meus filhos crescessem com os pais separados. Mas ali, com o Manuel, a paixão do meu corpo explode como se nunca tivesse ido embora, como se estivesse ali, agachada, esperando a gente se reencontrar. Tudo volta a fazer sentido, e, mesmo sem querer, finalmente entendo por que engravidei daquele homem. A gente tenta ir pro quarto, mas não aguenta o tesão. Eu dou de quatro no chão, ele me faz gozar uma transa mais intensa que a outra. As batidas do corpo dele contra o meu são a música que meus ouvidos estavam esperando. -Sim... Siiiiiiim... Siiiiiiiiiiiiim...!!!- eu grito, uivo, me estremeço ao sentir essas investidas que me enlouquecem, que me partem ao meio, que me quebram a nuca a cada golpe. A trepada que a gente dá é a consagração absoluta do nosso amor, do que sentimos um pelo outro. Não é uma trepada qualquer, daquelas que você dá como se fosse um trâmite, mas uma explosão multissensorial que, além do físico, envolve sentimentos e emoções. A gente levanta e de mãos dadas vai pro quarto. Nossa filha dorme profundamente, como se soubesse que tem que deixar os pais dela curtirem aquele reencontro. Na cama, a gente faz um 69 e se chupa mutuamente, saboreando o mais íntimo dos nossos corpos. Adoro me empanturrar com a pica do Manuel, sentir como ela me atravessa e raspa a garganta, como bate nas minhas amígdalas a cada estocada. Sinto a língua e os lábios dele percorrerem toda a minha fenda, os dentes dele mordendo aqui e ali com uma suavidade deliciosa. Sou toda dele e ele é todo meu, reféns ambos de uma paixão irresistível cujo fruto dorme no quarto ao lado. Beijo o pai da minha filha e subo em cima dele. Seguro a pica dele e encaixo ela dentro de mim. Solto um suspiro calmo e profundo ao sentir como ela se enterra em mim. Manuel me agarra pela cintura enquanto mete, se movendo debaixo de mim. A gente se olha, sorri um pro outro. A felicidade não pode ser mais plena e absoluta. Quando começo a me mexer, é como se viajasse pra outra dimensão, pra outro mundo, pra um universo paralelo onde meu corpo faz parte do dele, unidos e indissolúveis. As mãos dele sobem pros meus peitos, me agarra e aperta, torcendo meus bicos. Fico de cócoras e pulo como se estivesse numa cama elástica, enfiando toda aquela pica bem até as bolas, me enchendo com a carne dele até o fundo, desvairada, arrebatadamente. Não quero parar, quero continuar pra sempre, por toda a eternidade, ficar ali encaixada e não pensar em nada mais além dessa satisfação plena e absoluta que ele me proporciona. Quando a pica sai, de tanto quicar, eu seguro ela e coloco na minha bunda. Sem soltar, vou encaixando ela dentro de mim, pedaço por pedaço, curtindo essa sensação de abertura, de rasgo que tanto me agrada. Manuel me segura pela cintura, dominante, possessivo, e empurrando de baixo pra cima, enfia até o talo. Solto um grito tão alto que por um momento temo ter acordado a Romina, mas não escuto nenhum choro, nada, então me deixo perfurar até onde a luz do Sol não alcança. Bem empoleirada em cima do corpo dele, me movo pra frente e pra trás, sentindo como ele atravessa todo meu reto, ida e volta, me fazendo delirar de prazer. O jeito que ele me come é uma delícia, como um ourives trabalhando sua joia mais preciosa, ele não me quebra nem rasga, mas flui, concentrando toda a energia viril dele naquela parte do meu corpo. PLAP PLAP PLAP... o barulho dos nossos corpos se chocando se mistura e confunde com o dos nossos beijos. Não paramos de nos beijar em nenhum momento, de saborear nossas bocas, nossas línguas, de sentir o fôlego excitado um do outro. Enfio ele de novo na minha buceta e explodo... Jogo a cabeça pra trás, arqueio as costas e, segurando meus peitos com as duas mãos, solto um gemido que sai do fundo das minhas entranhas. Manuel acabou comigo. Senti ele se esvaziar, preenchendo todos os meus canais com aquela matéria-prima com a qual já tínhamos gerado uma filha. Recebi com gosto, limpando minha mente de qualquer coisa que não fosse aquele momento, aquele instante, com a essência dele fluindo dentro de mim. Como eu disse, não me importava se engravidasse de novo. Se acontecesse, se ele me fizesse outro filho, iria com ele pra Espanha, não poderia negar aquele novo sinal do destino. Depois do orgasmo, fico em branco, mergulhada naquele doce devaneio que te embriaga depois de um gozo como aquele, tão impressionante, tão primordial. Manuel se levanta e, nu, serve duas taças de vinho. Bebemos sem parar de nos olhar, sorrindo, felizes. A pica, que estava descansando nas coxas dela, cresce de repente. Ela se joga em cima de mim, fazendo eu derrubar a taça, e me segurando firme pelos pulsos, me domina de costas na cama. Abro as pernas pra receber quando ela me penetra, enfiando a carne dela com um empurrão forte e agressivo. Agora sim, ela me fode na brutalidade, com força, com raiva, tirando de cima toda a frustração acumulada durante todo o tempo que ficamos separados. Meus peitos estão cheios de novo, não só pela excitação, mas também porque já tá perto da hora de amamentar a Romina. Por isso eles explodem quando ela chupa eles. Sem parar de me comer, ela chupa um peito e depois o outro, se lambuzando com o leite materno que jorra como um rio. Fico toda arrepiada ao sentir os lábios dela sugando meus mamilos. Um formigamento e de novo o orgasmo, uma explosão carregada, potente, triunfal. Ela continua me fodendo enquanto eu aproveito essa nova onda de prazer. Ela coloca minhas pernas nos ombros dela e me arromba com tudo. De novo ela goza dentro de mim, e dessa vez acho que com mais ímpeto e empolgação que antes. Ficamos parados, um dentro do outro, misturando nossas essências, nos sentindo, nos elevando a um estado que vai além do físico. — Te amo...! — falo depois de um beijo sentido, emocionado. Durante o tempo que ele ficou na cidade, a gente se encontrou várias vezes, seja no hotel dele ou em alguma praça, onde ele babava quando eu deixava ele empurrar sozinho o carrinho da nossa filha. Quando a gente se via no hotel dele, claro que deixávamos a Romina dormindo num quarto, enquanto a gente fodía no outro. Até uma vez, que eu tinha deixado a Romi com minha sogra, meu marido apareceu de surpresa na suíte pra convidar ele pra almoçar. Embora já passasse do meio-dia, o Manuel atendeu ele de roupão, porque... ele tava fodendo comigo no outro quarto! — Me desculpa, mas vamos deixar o almoço pra outro dia, é que conheci uma conterrânea. Sua noite passada e, bem... já viu, ainda estamos nos conhecendo — Manuel se desculpa. Meu marido pede desculpas pela interrupção, sem imaginar que aquela compatriota que está nua a poucos metros é a própria esposa dele. Diz pra ele continuar com o que estava fazendo, que já vai embora. — É, porque senão... Bem, você já sabe como as argentinas são gulosas — responde Manuel. Quando volta pro quarto, está com uma ereção tão forte que as veias parecem querer saltar da pele. No resto do tempo, quando não estávamos trepando, a gente passeava com a Romina. — Já tinha esquecido como é segurar um filho no colo — ele me dizia enquanto embalava ela no banco de alguma praça portenha. — Não é um filho qualquer, é sua filha — eu lembrava. Claro que a gente tinha conversado, e eu insisti que não ia pedir nada, nenhuma pensão nem nada disso, que a única coisa que queria era que ele soubesse que era filha dele. E quando ela tivesse idade suficiente, poder contar quem era o pai de verdade. — Vou esperar por esse dia com ansiedade — ele comentou. Mesmo eu tendo sido insistente, ele queria ajudar de alguma forma, se sentir pai no sentido mais pleno da palavra, então a gente chegou a um acordo: ele depositaria dinheiro numa conta que ela poderia acessar quando fosse maior de idade. Além de viajar todo ano pra vê-la e mandar presentes com alguma desculpa que a gente inventaria na hora. Na noite que ele voltou pra Espanha, a gente passou o dia inteiro no hotel dele, trepando, tentando reter no corpo a essência um do outro. Sabia que a gente ia se ver de novo, disso não tinha dúvida, mas mesmo assim a separação doía. Saí da suite um pouco antes do meu marido passar pra buscá-lo e levá-lo ao aeroporto. Me sentia tão apaixonada que não me importava se ele me visse. Até queria que me visse, pra contar a verdade e acabar de uma vez com toda aquela farsa. Mas a gente não se cruzou. Não fui ao aeroporto me despedir do Manuel, porque meu coração ia se despedaçar vendo ele partir. Deixei passar uns Dias e fiz o teste de gravidez, mas deu negativo. Dessa vez o destino não me mandou nenhum sinal...
15 comentários - O pai da minha filha...
Fueron 10.
esencia 100% Marita
van puntos