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Bom, chegaram os dois últimos capítulos.
A explicação tá nesses sites, por favor, vai lá dar uma olhada.
Aqui deixo o primeiro capítulo, totalmente completo e reescrito.
Abraços!!Erica, minha meia-irmãde hiphop911
CAPÍTULO 1
Buenos Aires, pleno verão.
Meu velho vinha morar um tempo com a outra parceira dele e a filha dela, num bairro nobre da Cidade.
Fazia tempo que ele tinha se separado da minha mãe e formou outra família, em Córdoba.
Não era afastado dele, mas não o via com muita frequência desde que ele casou de novo.
Aliás, nunca tive a chance de conhecer sequer a nova filha dele, ou seja, minha meia-irmã.
Erica… Esse é o nome dela. Tem a minha idade. 20 anos.
É inacreditável que eu nunca a tenha conhecido, ainda mais quando a mãe dela já estava com meu pai, Carlos, há quase 10 anos.
Nem nos seguíamos no Instagram ou no Facebook.
Ela nunca se envolveu comigo, nem eu com ela.
Enfim, por questões de trabalho, uma oportunidade profissional muito importante do meu pai, eles vinham pra cá.
Quem sabe por quanto tempo.
A mãe dela, Sandra, eu conhecia e gostava bastante.
Nas duas ou três vezes que a vi, foi muito atenciosa comigo. A verdade é que não tenho nada de ruim pra falar dela.
Minha velha, Laura, também tinha refeito a vida, então a relação com meu pai se mantinha nos melhores termos. Tanto que ele comentou com ela que a enteada não estava muito feliz em voltar pra Buenos Aires.
E é compreensível, já que voltar pra San Isidro, onde nasceu, depois de ter construído a vida em outra província, não era algo muito agradável…
Uma tarde, estávamos tomando uns mates com a minha mãe. Eu estava de férias da faculdade e tinha bastante tempo livre.
MA: Bom, Julián, você vai conhecer sua irmã!
EU: Parece que sim, depois de quase 10 anos… Mas ela não é minha irmã.
MA: Não seja mau, filho… Ela é filha do seu pai.
EU: Política…
MA: Por que você está tão resistente? – Ela perguntou, surpresa.
EU: Não, só estou dizendo… Não a conheço… Ela nunca quis me conhecer também… Por que eu ia ficar animado?
MA: Coisas da vida. Acontece… Além disso, segundo seu pai, ela é uma excelente pessoa.
EU: Vamos ver, haha.
MA: Ele me manda fotos, às vezes. Ela é uma bonequinha…
Era verdade.
De vez em quando, a curiosidade me levava a ver as redes dela.
Não tinha muita coisa, já que eu não seguia ela, nem tinha ela entre meus amigos, mas dava pra ver que era gostosa.
De olhos verdes… Parecia alta nas fotos.
Tinha cara de ser bem antipática.
Daquelas minas que passam andando do teu lado e nem te notam.
Nas imagens que vi, tinha cabelo castanho, meio avermelhado.
Usava franja.
No fim, era como minha mãe dizia… Uma bonequinha.
Mentiria se dissesse que não tava nervoso pra conhecê-la.
Imaginava ela com uma personalidade forte. Não sei por quê.
Tanto que, dias depois, quando minha mãe ia recebê-los em casa, acordei com uma dorzinha de estômago.
Tomei banho e me troquei pra ocasião.
Minha mãe me olhava e ria.
Mas não queria causar uma má impressão logo de cara. Principalmente porque eu era de andar sempre largado em casa.
Mas como não conseguia controlar meu jeito, fiquei horas pra me decidir.
Finalmente, coloquei uma camiseta preta com o desenho de "DE VOLTA PARA O FUTURO" e o DeLorean com fogo. Embaixo, uma jeans.
Que fosse o que Deus quisesse…
Imaginava ela chegando toda arrumada, mó produção.
Mas fazer o quê, também não ia me fantasiar de algo que não sou, né…
Quando a campainha tocou, senti como se fosse um sino do inferno.
Os nervos que vinham eram mais fortes do que os que senti naquela vez que perdi a virgindade.
Mas por quê?
Minha mãe foi recebê-los.
Como disse, tinha uma relação muito boa com eles.
Quando abriu a porta, entrou uma luz parecida com a da entrada do paraíso. Tipo um clarão que inundou a casa.
Nem vi meu pai, nem a esposa dele.
Vi ela.
Parecia um anjo.
Fiquei parado, imóvel.
Era alta, como eu pensava, com um olhar luciferino.
Muito gostosa. A verdade é que chamava a atenção de qualquer um que a visse.
Inclusive a minha.
Engoli seco…
Por que eu sentia aquilo?
MA: Ei! Não vai cumprimentar? – Ela disse.
Eu tava totalmente besta.
Erica ficou na Entrada do hall, com as mãos juntas na frente.
EU: Ei... Sim... Oi! – Falei saindo do transe.
Fazia um tempão que não via meu velho e quase nem percebi.
Que idiota! Não conseguia parar de olhar pra ela feito um otário.
Era minha meia-irmã, Erica.
Mas, como um ímã, minha atenção não largava ela.
Cumprimentei meu pai e a Sandra.
Depois, virei o olhar pra ela.
Acho que ela percebeu que eu tava encarando igual um retardado.
Já que ela me olhou de cima a baixo com cara estranha.
Me aproximei e cumprimentei com um beijo na bochecha.
"Oi", ela disse.
Um sorriso saiu do fundo da minha alma quando a cumprimentei.
O que tava rolando comigo?
Ela riu de leve por causa disso.
Deve ter pensado: "Meu Deus, mas que otário esse cara".
EU: Tudo bem?? – Falei tentando não gaguejar.
ERI: Gostei da sua camiseta… – Ela falou e continuou andando, olhando a casa.
Claro que fiquei parado ali feito uma estátua.
Pelo menos não tinha vacilado na camiseta.
Nunca tinha ficado tão nervoso. Na real…
Até minha mãe percebeu.
A atitude dela, meio rebelde, pelo menos de primeira, parecia ser como eu imaginava.
Não me deu muita bola.
Ela tava vestida normal também, tanto drama que fiz.
Uma calça jeans com um vestidinho curto por cima.
O cabelo dela era bem ruivo. Mais do que na foto que vi.
Tinha umas sardas no rosto.
Sim, eu reparei nela. Completamente.
Um estilo Bella Thorne ou Jennifer Lawrence combinava com a franjinha, mas mais gostosa, hehe.
Com certeza, ela me impactou.
MÃE: Vai ficar aí parado? – Falou, rindo de leve.
Eu ainda tava parado na porta de entrada feito um idiota.
EU: Sim, sim…
Fui na frente com eles.
Minha mãe conversava com a Sandra e meu pai comigo.
A Erica ia na frente.
Tinha cara de "O que tô fazendo aqui?".
Mais ou menos eu me atualizava com ele, apesar de a gente falar por telefone. Enquanto eu ouvia, olhava pra ela e a calça jeans apertada.
Parecia ter umas pernas muito bonitas.
Eu sabia que tinha que parar de olhar. Mas fazia automático.
Era filha do meu pai e não podia ter esse tipo de pensamentos.
Bom, por afinidade, mas a filha dele, afinal.
Não é?
Num instante, falou com a minha velha e por pouco me vê com meus olhos no rabo dela.
Se não posso ser mais imbecil.
Safei por um microssegundo. Muito perto esteve…
Parecia ter uma boa bunda.
É inacreditável, continuo falando dela desse jeito.
Deus…
O que havia comigo? Tinha ficado louco, por acaso?
Andamos pela casa como se fosse um museu.
Não era uma mansão, mas era bem grande. Além de que a cada dois metros paravam
contando coisas da vida e não acabavam mais.
A cara da Erica dizia tudo.
Não ia ser mal-educada, mas a cara de poucos amigos dela, dava pra notar. Não tinha a menor intenção de estar ali socializando.
Quando eu olhava pra ela pra incluir na conversa com meu pai, ela olhava pra outro lado e continuava na dela.
Uff… Isso ia ser difícil…
Ficava me perguntando se ela tinha namorado.
Com certeza sim, dado o quanto era gostosa.
Aliás, era provável que parte da frustração dela de estar em Buenos Aires fosse por causa disso.
Mas tava divagando. Não sabia se era verdade.
Só tentava decifrar ela.
Outro atributo que me chamava muita atenção era a frente dela.
Parece muito punheta, mas de verdade o corpo dela era um imã. O perfume que sentia quando tava perto dela…
Eu me sentia o pior. Tentava consolar minha punhetice me convencendo de que ela não era minha
irmã de sangue.
Mas não deixava de ser errado.
Sei lá…
Também não ia me auto julgar.
Era uma mina que chamava muita atenção e quem estiver livre de pecado…
Lá no fundo (a gente tem uma casa grande), ela se aproximou de mim.
Acho que depois de tudo, ia falar comigo.
Finalmente!
Juro que ver ela andando na minha direção me intimidava. E eu não era uma pessoa fácil de amedrontar…
1,70m ela media com certeza.
Me olhou com uma cara como se tivesse cometido um homicídio e me disse:
ERI: Você gosta muito da minha calça jeans, né? – E levantou uma sobrancelha.
A puta mãe…
Ela percebeu que Ele tinha olhado pra ela.
E agora, o que eu fazia? De que me disfarçava?
Senti que tudo podia ir pro caralho. Que ela ia me acusar e a vergonha que ia dar.
ERI: Cê acha certo ficar olhando a bunda da sua irmã postiça? — Falou com veemência, mas baixinho.
Minha pressão foi pro chão. Pro subsolo, diria…
EU: Ei! Não! Que isso? Tá maluca! — Soltei, desesperado.
Fiquei a mil graus de temperatura.
Tinha que me livrar daquela de qualquer jeito.
ERI: Que sem noção, cara!!
EU: Juro que não foi nada disso…
Já tava ferrado.
Ela ficou uns cinco segundos em silêncio, me encarando com cara de incredulidade.
Que jeito de me apresentar pra ela…
Aí, finalmente, ela falou.
ERI: É zuera, moleque… Que cara que a gente fez, hein! — Exclamou, sorrindo de leve e saindo satisfeita com a maldade dela.
Como assim?
Era uma brincadeira o que ela tava fazendo?
Já tava me sentindo super suado…
Que desgraçada!
Entrei feito um cavalo…
Caí que nem um pato.
Já tava me vendo saindo de casa, igual o Chaves quando chamaram ele de ladrão.
Que filha da puta…
Como ela me zuou!
Mas bom, isso quer dizer que ela não percebeu quando eu olhei, hehe.
Respirei aliviado pra caralho.
Meu Deus…
Caminhei até onde todo mundo tava. Quando cheguei, a Erica me olhou com cara de "que baita descanso que te dei" e tava rindo baixinho.
Claro que eu também.
Além do mais, depois de tudo, ela tinha gastado um tempinho dela pra me pregar uma peça. Me senti importante por um segundo.
Que linda ela tava sorrindo, por sinal…
Conversamos todos juntos por um tempo. Ela não tava me dando muita bola. De vez em quando me olhava e ria do que tinha me feito.
Eu tentava puxar assunto, mas ela se fazia de difícil.
O personagem de rebelde, desinteressada do mundo, caía perfeitamente nela…
Mas alguém resolveu quebrar esse gelo.
MA: Gente, por que vocês não vão ali na padaria comprar uns pães doces? Aproveita e mostra um pouco do bairro pra ela.
A Erica pulou na hora.
ERI: Também não faz tanto tempo que fui embora pra não conhecer, haha. — Respondeu. sincera e educada.
Parecia que não queria nem fudendo me acompanhar. Que sensação horrível…
Foi aí que a Sandra interveio.
SAN: Vai, filha! De quebra você conhece um pouco mais o Julián… – Exclamou, sendo uma espécie de mediadora.
Ela se virou e olhou com cara de “é necessário?”
Meu velho fez sinal pra ela ir.
Nunca tinha me sentido tão rejeitado na vida. Horrível, hein.
Mas finalmente, ela cedeu.
ERI: Tá bom… – Ela se limitou a dizer.
Eu, bem desconfortável com a situação, me levantei e comecei a andar.
Ela, com cara de certo desgosto, ou pelo menos parecia, veio atrás de mim.
Não tava mais nervoso, mas sim meio irritado.
Senti como se ela fosse obrigada a me dar trela…
Ao cruzar a porta de entrada, comentei:
EU: Você não precisa vir se não quiser. Vou sozinho comprar. – Olhei nos olhos dela diretamente.
Além disso, deixei claro que o desgosto dela com a situação, eu tinha captado perfeitamente.
ERI: Também não tenho nada melhor pra fazer… Vamos! – Falou. E começou a andar em direção à rua.
Bom, obrigado!, pensei ironicamente. Isso me deixa mais tranquilo…
Aquela tarde foi um compêndio de momentos constrangedores. Sério, não lembrava de ter tido tantos na vida… E tão seguidos um do outro..
Não sabia se falava com ela ou não.
Pensei em tentar só uma vez. Também não ia ficar aturando as esnobadas dela.
EU: Você tá chateada por ter voltado de Córdoba, né?
Ela me olhou meio de lado. Ela também não tinha muitos pudores em olhar fixamente…
ERI: Um pouco, mas fazer o quê…
A gente ia andando. Ela um pouco na frente que eu.
EU: Eu estaria igual, tendo toda a sua vida num lugar só…
ERI: É, tá, quem tá com fome? – Me disse, mostrando que não tava a fim de falar daquele assunto.
Apesar de ter gostado da frase cinéfila dela, fiquei em silêncio.
Porra, como era difícil acompanhar o ritmo dela desse jeito.
Além disso, eu me irritava rápido, então preferi calar a boca e aguentar o momento desconfortável.
Acho que ela percebeu. E decidiu, finalmente, ceder um pouco na sua atitude.
ERI: Qual é a tua, tem namorada ou algo assim? — Perguntou sem filtro.
Primeiro me surpreendeu ela querer conversar. E segundo, essa pergunta.
EU: Não, e você?
ERI: Não, não tenho namorada, hehe.
Pelo menos soltou uma piada.
EU: Haha... e namorado?
ERI: Isso te importa? — Disse com aquele gesto de levantar uma sobrancelha.
EU: É só uma pergunta... — Respondi sério, olhando pra frente.
Se ela ia ter essa atitude de desinteresse comigo, então eu ia fazer o mesmo.
Não ia deixar que me afetasse.
ERI: Não... — Se limitou a dizer.
EU: E por aqui você tem amigos?
ERI: Você é do FBI? haha
EU: Bom, se quiser, posso falar de futebol, sei lá... — Falei meio irritado.
ERI: Cê é pavio curto... Gostei... — Disse com um ar de satisfação. É, tenho amigas que não vejo há mil anos…
Acho que seria mais fácil se ela respondesse direito toda vez que eu perguntava algo, em vez de me fazer sofrer em cada resposta…
Chegamos na padaria.
Entrei pra comprar e ela ficou na porta com o celular.
Parece que não curtia muito socializar e, menos ainda, sendo a novata.
Era uma pessoa difícil de lidar. Ia me custar muito. Disso não tinha dúvida.
E agora que íamos ser vizinhos de bairro, ia ter que me acostumar de um jeito ou de outro.
Depois de comprar, no caminho de volta, ela quase não falou comigo. Ficou no telefone, viajando.
Fazia um tempão que não sentia essa desconforto com alguém.
De certa forma, era compreensível. Não me conhecia e não tinha por que falar da vida dela. Além de que praticamente a obrigaram a sair comigo.
Só esperava que isso mudasse. Porque queria me dar bem com ela.
O resto da tarde passou mais ou menos normal, dadas as circunstâncias.
De vez em quando ela me dirigia a palavra e eu respondia de boa.
Talvez, aos poucos, ela começasse a se soltar mais. Embora sempre mantivesse aquela espécie de distância.
Talvez fizesse isso por obrigação, já que dava pra ver o enorme respeito que sentia pelo meu velho.
E era lógico, ele a tinha adotado como filha. Durante o jantar, em alguns momentos, sentia que meu olhar escapava pra ela.
Não sei o que era, de todos os atributos dela, tanto pessoais quanto físicos, que me pareciam tão interessantes.
Mas alguma coisa ela tinha. Claramente.
Pra começar, tinha uma beleza natural que funcionava como um ímã pros meus sentidos.
Muito gostosa…
Além disso, se tinha uma coisa que eu gostava nas mulheres, era quando usavam franja.
Mas, o que é que eu tô falando disso?
Não devia ser assim.
Antes de ir embora, a Erica falou comigo uma última vez.
Meio que me olhou de cima a baixo.
ERI: Ei! Tem alguma academia por aqui perto?
EU: Sim, descendo essa rua, umas três quadras pra lá, tem uma… Não sabia que você malhava (embora desse pra perceber).
ERI: É, você vai lá, né?
EU: Como você sabe? haha
Ela me olhou como quem não queria responder.
Fez uma cara meio estranha, que eu interpretei como se desse pra notar que eu malhava. Mas ela não quis dizer.
Gostei disso…
E a real é que ela tava bem em forma.
"Bom, a gente se vê…", falou sem conseguir dizer meu nome.
Será que ela realmente não lembrava meu nome?
Nunca contaram pra ela?
EU: Juliano… — completei pra ela.
Ela deu um sorriso de lado e se virou pra sair com a mãe e meu pai.
Sorriso?
Aquele olhar que ela fez, de alguma forma, me fez corar.
Senti isso.
O que significava?
Não pareceu aquele olhar que você dá pra um primo ou um irmão.
Tinha um outro tipo de intenção, embora eu ache que fui o único que percebeu.
Como se fosse um primeiro e pequeno sinal de cumplicidade comigo.
Não sei por quê, mas aquela careta ficou gravada na minha mente.
Tanto que não parei de pensar nela.
E a última vez que lembro de me sentir assim foi quando queria que uma mina me desse bola.
Muito estranho…
Será que eu podia sentir isso?
Acho que não. Mas era assim.
Ou talvez eu esteja exagerando e tenha visto algo que não era, já que ter uma irmã nova é algo atípico pra mim.
Quando finalmente se despediram e eu entrei em casa, fiquei tipo no piloto automático pelo resto do dia.
Na real Fiquei impactado por ter conhecido ela pessoalmente.
Era uma mistura de fascinação e intriga que eu nunca tinha sentido. Não sabia o que pensar. Embora, claro, também tinha a questão de que ia ser difícil ganhar a confiança dela, dada a personalidade dura dela…
Naquela mesma noite, já quase de madrugada, tava zuando no face.
Fiquei tentado a bisbilhotar o perfil dela, mas com certeza ia aparecer pra ela em “sugestões”, que é mó vacilo isso. E decidi não fazer.
Por que ela me causava tanta curiosidade?
Claramente eu tinha depositado minha atenção nela…
Apareceu uma notificação pra mim.
Olhei pro sininho e não vi nada.
Alguém comentou algo e apagou arrependido, pensei.
Mas não era isso.
Era um pedido de amizade.
Tinha alguns pendentes, mas qual foi minha surpresa quando vi que quem tinha mandado era a “Erica Herrera”.
Sim, aquela Erica…
Fiquei tipo “What?”
Era só um pedido de amizade numa rede social. Não era um pedido de compromisso. Mas, mesmo assim, me pegou de surpresa. E pra melhor. Não tava nos meus planos naquele momento.
Pensei em aceitar na hora, mas não queria parecer um desesperado. Então decidi esperar.
Continuei na minha por ali, enquanto pensava no quão louco tinha sido aquele dia.
Depois de um tempo, enquanto via vídeos de chinesinhos fazendo casinhas de barro, chegou uma mensagem no inbox.
“Você aparece online, neném… Tá se fazendo de difícil pra aceitar??? Vou cancelar, hein”
Quase caí da cama.
Que young lady!
E eu não tinha percebido isso, que ela podia me ver.
Respondi me fazendo de otário.
“Haha desculpa!! Não tinha visto.”
Na hora parei o que tava fazendo e fui aceitar.
Não queria dar motivo pra uma briga besta, já que a gente mal se conhecia.
“Confirmar.”
Fiz isso.
Agora sim, já aparecia todo o conteúdo dela online.
EU: Prontinho haha
ERI: Ainda bem… Já ia cancelar
EU: Kkkk
ERI: Queria te perguntar uma coisa
Hmmm…
EU: Fala, pode dizer.
O que será que ela Dizer? E a essa hora?
Tava me deixando curioso.
ERI: Como é essa academia que você vai? É boa?
Aahh. Era isso.
Já tava achando estranho.
EU: Aah... Sim, é grande, bons equipamentos, espaçosa... por quê?
ERI: O que você pensou que era?
Sempre tão afiada nas suas expressões.
EU: Nada não, kkkk
ERI: Ok, e vai muita gente??
EU: Mais ou menos... não cabe gente, kkkk
ERI: Mmmm, sei lá, que que eu sei... Bom, valeu!
EU: De nada!
ERI: Beijos
Era só isso?
Sem mais?
Assim, cortante, ela se despediu.
Me despedi e segui minha vida. Soube na hora que aquilo ia ser rotineiro. Então decidi não dar muita importância.
O que me dava curiosidade, mesmo, era ver o perfil dela.
Então fui dar uma olhada.
Como esperava, tinha milhares de fotos.
Mas uma em particular me pegou.
Ela tava na praia, de biquíni.
Fiquei vermelho na hora.
Tanto que decidi não olhar mais.
Tava com quem parecia ser uma amiga.
Com um conjunto turquesa.
Um corpo divino.
Fiquei chocado, de verdade.
Tava com o cabelo igual agora, comprido e com franja.
Mas o que mais me perturbava, de algum jeito, eram os peitos dela.
Era errado eu ficar olhando. Eu sabia. Mas não conseguia parar.
Ela tinha um baita peito. Sério mesmo. Era isso ou um push-up.
Mas eu tava mais inclinado pra primeira opção. Ou era o que eu queria, kkkk.
Se eu já não conseguia tirar aquele sorriso lindo da cabeça, agora os peitos dela, menos ainda.
E, além disso, me sentia culpado por causa disso.
Sentia o pau subindo e não tinha controle.
Como que aconteceu?
Deus ia me castigar, com certeza.
E eu merecia.
Mas o que eu faço agora?
Normalmente, quando fico excitado, eu bato uma, com certeza.
Posso admitir, fazia isso direto.
O problema é que a ereção que eu tava tendo era por causa da minha meia-irmã. E isso soava horrível.
Eu não era um degenerado, muito menos um viciado em punheta. E agora me sentia assim…
Desliguei tudo e tentei pensar em outra coisa.
Rolei pra lá e pra cá na cama, mas não conseguia focar em mais nada. Que punheta! Pensei. Só por causa de uns peitos tava assim.
Mas no fundo, era um pouco mais que isso.
Não eram só os peitos dela, também achava ela muito gostosa.
No fundo, era o tipo de mulher que eu mais olhava sempre.
Com todas as características dela. Alta, com raba, peitos, cabelo ruivo e olhos claros.
Parecia feito de propósito.
Quanto mais eu pensava nisso, pior ficava.
Tava durasso.
Puxei um pouco pra fora da cueca. Talvez assim passasse um pouco.
Tava grossa, toda esticada pela pressão…
Lembro que uma vez uma mina me disse que eu tinha uma rola "muito bonita", ha.
É. Ela usou essas palavras.
Mas, enfim, naquele dia foi difícil me concentrar em outra coisa pra conseguir dormir.
Mas no fim, consegui, sem bater uma.
Nos dias seguintes, não tive notícias da Erica.
Ela não falou comigo de novo nem nada do tipo.
Vi meu velho duas vezes, quase de passagem, mas dela, nada.
A gente morava a duas quadras de distância, mas nem na rua eu tinha cruzado com ela.
Minha mãe também perguntava se eu tava falando com ela. Tinha esperança de que a gente se desse bem.
Pensei em escrever pra ela e chamar pra dar um rolê por aí, pra mostrar o bairro e tal.
Tinha vários lugares legais que podiam agradar ela.
Mas como falar isso sem parecer um chato?
Olhava os contatos do face e ela tava online.
Ficava pensando na minha cabeça como dizer "Oi, quer dar uma volta no bairro? Assim você conhece", "Oi, cê tá afim de sair por aí?".
Nenhuma me convencia.
Até que me veio uma boa ideia.
EU: Oi!
Só precisava me responder e pronto.
E depois de dois minutos, foi o que aconteceu.
ERI: Oi, como cê tá??
Já começava a ficar nervoso de novo.
EU: Bem, e você??
ERI: Bem, em casa 😒
E é, onde mais ia estar…
EU: No fim, cê foi ver como é a academia??.- Essa era minha arma secreta. Quack.
ERI: Nope...
EU: Se quiser, te acompanho pra você dar uma olhada 😂
ERI: Kkkk
Parece que ela achou graça.
Não sei por quê, hein.
EU: Que foi? kk
ERI: Vai me apresentar pra gente?? Nem louca 😜
EU: Nada... Só tô falando, talvez você esteja entediada
ERI: E você sabe lá se eu tô entediada kkkkk
EU: Sei lá, como você é nova aqui...
ERI: Quer me integrar??
Não dava conta do jeito dela, hein.
Que mina, pensei.
EU: Bom... Só tô dizendo, quando quiser sair um pouco é só falar...
Tinha me irritado um pouco.
ERI: Kkk aí vai o tarado... Beleza, vou considerar!
Ela me tirava do sério respondendo assim.
A gente tenta socializar. Deus...
EU: Nada... Não tô afim não... Mas beleza, qualquer coisa...
ERI: Oka, valeu mesmo assim
EU: 👍
Me senti um otário.
Óbvio que ia ser a última vez que mandava mensagem pra ela.
Não podia ser tão antissocial.
Se já me travava assim estando normal, imagina se descobrisse que eu fiquei de pau duro com uma foto dela de biquíni...
Com certeza seria minha morte.
Que bom que ela nunca ia saber.
Ja.
Enfim, eu já tinha oferecido pra gente se ver, ficava por conta dela aceitar ou não.
Mas admito que essa atitude, mesmo me irritando, eu achava de certa forma
interessante.
Mais tarde, naquele dia, joguei futebol com os amigos.
Tive a má ideia de contar sobre a situação atual.
A única coisa que consegui deles foi “Ela é gostosa? Como é? Tem namorado?”
Não vale a pena contar detalhes. Só que praticamente mandei eles tomarem no cu pra me livrar.
Enquanto tomava uma coca na quadra e mexia besta no celular, vi que a Erica tinha postado uma foto.
Ela tava com umas amigas e a legenda dizia "Sinto falta de vocês 😢".
Era compreensível. Eu, por mais que às vezes quisesse matar meus amigos, não conseguiria ficar sem eles.
E ela agora tava com eles a quilômetros e quilômetros de distância.
Isso queria dizer que eu tinha que ser mais compreensivo com ela?
Talvez.
Mas também não curtia a rejeição constante.
Enfim, se surgisse uma chance de ser gentil com ela, eu ia fazer. E só.
O que dava pra pensar era que, desde que conheci ela naquele dia na minha casa, seja por um motivo ou outro, não conseguia tirar ela da cabeça.
Por momentos tentava me convencer de que era uma coisa proibida, ter pensamentos por ela.
Pelo menos, os pensamentos que eu tinha. Tipo o rosto dela sorrindo, suas sardas, suas... tetas.
Caralho! Só de falar isso já sinto uma vergonha do caralho.
Não podia ver ela como uma mulher comum.
Precisava fazer meu cérebro entender isso, que toda hora me fazia reviver aquela foto de maiô que eu tinha visto no Facebook.
Já sabia de cor.
Admito. Várias vezes tinha entrado de novo no perfil dela pra ver.
Igual agora, que todos meus amigos estavam esperando pra jogar o segundo tempo e eu, feito um otário, no celular.
Que merda!
Me pergunto o que diriam se soubessem em quem eu tava pensando.
Iam cair de bunda. "Olhando pra irmã dele". Na real, meia-irmã. Tem uma diferença grande…
Assim, ia surgir outra chance de interagir com a Erica.
Meu velho tinha organizado o primeiro churrasco dele desde que voltou e queria unir as duas famílias.
Talvez pudesse ser uma boa oportunidade pra confraternizar um pouco. Mas claro, dessa vez, eu ia estabelecer os limites.
Não ia deixar ela me tratar de novo como se eu fosse um nada.
Aliás, talvez fosse isso que, de algum jeito, me atraía nela. O desinteresse dela.
Embora isso não explicasse minha excitação ao ver ela ou imaginá-la de pouca roupa.
Enfim, aquele dia ia ser, no mínimo, interessante.
E o tempo ia me dar razão…
Chegamos na casa nova dela, perto do meio-dia.
Naquele bairro, todas as casas eram sobradões.
Quem recebeu eu e minha mãe foi a mulher do meu velho.
Sempre atenciosa, ofereceu uns aperitivos no jardim dos fundos.
Meu pai tava na churrasqueira, montando tudo.
Quem não tava era a Erica, que segundo a Sandra, tava fazendo umas coisas no quarto dela.
Tinham um fundo bonito, com piscina e tudo.
Muito foda pra fazer festas. Principalmente com o quincho ou "zoom", como chamam agora.
Papei um tempo com meu pai, que comentou o grande sacrifício que tinham feito com a família dele. pra vir pra Buenos Aires. Embora se justificasse, com o trampo que tinha conseguido. Era uma oportunidade foda financeiramente.
Me encheu um pouco com os detalhes, mas deixou claro que foi uma daquelas chances que raramente aparecem na vida. E eles decidiram agarrar.
Depois me falou pra ter paciência com a Erica, fazer ela se sentir em casa e blá blá blá. Coisas de pai. Adotivo nesse caso, mas pai é pai.
Com o sermão do meu pai, tinha bebido tanto líquido que bateu uma vontade do caralho de ir no banheiro.
Pedii licença pra Sandra e fui pra lá.
Casa foda que eles tinham. Imensa.
Tive que caminhar um tempão até achar o corredor que levava ao banheiro.
Que por sorte tava vazio.
A porta tava entreaberta e a luz, apagada.
Tava com tanta vontade que comecei a tirar o pau antes de entrar.
Tinha esse vício de puta.
Mas ia rolar algo que mudaria totalmente meus planos. E minha vida!
Jamais vou esquecer aquele momento.
O banheiro não tava vazio. Porra nenhuma…
Era a Erica, enrolada numa toalha. Tinha acabado de sair do chuveiro.
Arregalei os olhos que nem um otário.
Ela tava toda molhada e os cabelos ruivos caíam na frente do corpo, por cima dos peitos e da toalha.
Não dava pra ver nada. Mas tava ali, na cara.
E ainda por cima, um idiota eu. Em vez de virar e sair na hora, fiquei olhando pra ela, besta.
Claro que foi reflexo, mas consegui ver a pele branca dos peitos dela.
A lisura das pernas.
— O que cê tá fazendo, cara! — Ela gritou furiosa.
A cara que ela fez…
Quando consegui reagir, queria morrer.
Ela tava com uma cara de ódio do caralho.
EU: — Me desculpa! A luz tava apagada…
ERI: — Não tomo banho com a luz acesa, não vê a luz que entra de fora? — Ela reclamou, segurando a toalha com força pra não cair.
EU: — Mil perdões… É que tava aberto e eu entrei. — Falei, todo nervoso.
ERI: — Para de dar desculpa e sai logo do banheiro… cara! — Ela disse, muito puta.
E ainda por cima, eu ainda tava ali. parado.
Agora sim, era a minha morte.
Saí antes que ela me matasse.
Lembro da frustração que senti.
Se antes eu já tava remando, agora precisava da força de um foguete pra conseguir avançar com ela.
Que azar do caralho!
E ainda por cima, os gestos dela… Não queria nem imaginar o que viria agora…
Quando eu tava saindo e andando pelo corredor, ela saiu também.
ERI: Usa agora… Seu degenerado! – Falou como se quisesse me enforcar num galho, indo pro quarto dela.
Andou de costas, descalça.
A toalha mal cobria a bunda dela.
Dava pra ver a curva perfeita que fazia naquela parte.
Uma puta confusão e eu pensando nisso…
Inacreditável. Eu tinha suado pra caralho e a testa tava escorrendo.
A real é que a culpa não era minha.
Mas sem dúvida nenhuma, eu já tava diante de um baita problema.
Depois de fazer minhas necessidades, voltei pra mesa.
Já imaginava a Erica armando um escândalo ali, na frente de todo mundo.
Tava preocupado. Com muita resignação. Queria vazar daquele lugar pra merda.
Depois, ela saiu com cara de poucos amigos.
Já esperava que ela falasse o que tinha acontecido. Que não foi nada, mas que ela podia distorcer de boa.
Me cumprimentou com uma cara de bunda terrível, mas não disse nada.
Sentou e só ficou me olhando feio.
Saí bem barato.
Mas, mesmo assim, tava na mão dela.
Ela veio vestida com uma blusa branca. Era solta embaixo, mas em cima parecia apertada pelo sutiã azul que tava por baixo.
E também tava usando um short jeans bem curto, com umas sandálias pretas.
Pra piorar, o cabelo molhado e os olhos delineados… O que posso dizer?
Muito gostosa.
Mas claro, não falava comigo e de vez em quando me olhava feio.
Eu respondia com um gesto de "o que vou fazer?".
Como já disse, não vou me deixar intimidar por ela.
Tanto que, se ela me tratasse com indiferença, eu ia fazer exatamente a mesma coisa.
E foi assim pelo resto do dia.
Ela deve ter se surpreendido com isso.
Já que não falei nem "a" e ainda me fiz de importante também.
A única coisa que podia me complicar a vida era se ela fizesse um escândalo por causa do banheiro, mas não fez, nem ia fazer. Então, já tinha deixado de me preocupar.
Quando comecei a levantar o que restava na mesa pra ajudar, ela veio suspeitosamente atrás de mim.
ERI: Fica tranquilo que não vou falar nada... — Disse se fazendo de quem controlava a situação.
EU: Sobre o quê? — Respondi indiferente.
ERI: Sobre como você entrou no banheiro enquanto eu me trocava, pelada... — Exclamou séria.
EU: Desculpa, mas não te vi pelada... Além disso, você é a única pessoa que toma banho com a luz apagada e a porta aberta. Culpa minha não é. — Respondi e continuei.
Apoiava as coisas na bancada, sob o olhar dela.
ERI: Ah, não?... — Disse num tom safado.
EU: Nope. — Falei convicto.
ERI: E que você ficou me encarando também não? — Exclamou desafiadora. E pra me complicar mais, ela tava divina fazendo isso...
EU: Não tava te encarando... O que cê tá falando?
ERI: Tava sim... Burra me chamam... Vi como você olhava pras minhas tetas...
Ela tava certa.
Mas será que percebeu tanto assim?
De qualquer jeito, tinha que me livrar.
EU: Nada a ver... Só tava explicando que foi sem querer. — Respondi com uma tentativa de maturidade.
ERI: É, claro, fazia isso olhando nos meus olhos. — E agarrou as próprias tetas, como apertando elas.
Como os peitos se enfiavam entre os dedos dela. Não...
Me surpreendeu que ela fizesse isso. Me chamou a atenção pelo jeito. Como se provocasse, mordendo os lábios.
Mas também me deixou desconfortável. Alguém podia ver.
EU: O que cê tá fazendo?? Cê tá louca??? — Falei meio assustado, olhando pra todo lado.
Parecia que ela curtia fazer aquilo.
ERI: Nervoso? haha
EU: E você, o que acha...
ERI: Mas se você entrou pra isso, não foi? — Disse com uma careta diabólica.
EU: Pra quê? — Respondi sem jeito.
ERI: Pra me ver... Não, seu porco? — E mordia o lábio inferior fazendo "fff" levantando o olhar.
Fiquei pasmo.
Nunca pensei que ela teria uma atitude dessas comigo. Me deixou enrascado. Fiquei vermelho.
E se alguém visse?
ERI: Você fica vermelho... Viu? Eu tava certa...
EU: Eh... Não... Nada a ver
Ela tinha claramente virado o jogo. Me sentindo um bosta.
Inacreditável como meu plano tinha funcionado tão pouco.
Tinha se despedaçado todinho.
E ela tava longe de desistir.
ERI: Se você pedisse, talvez eu mostrasse, em vez de ficar me espiando à toa... – Falou de um jeito super provocativo, quase sem noção, diria.
Sentia que tava afundando no pântano dela.
O jeito que ela me encarou. Senti que ela me deixou pelado só de me olhar.
Assustador.
Mas o que ela tinha dito? Será que tava doida?
Por que ela soltava essas coisas?
EU: O quê? – Respondi gaguejando
ERI: E eu sei...
Era uma situação totalmente inesperada.
Mas alguma coisa tava começando a rolar.
Por baixo daquela vergonha que ela me fazia sentir, eu tava começando a ficar excitado.
Dentro da calça jeans, comecei a sentir o pau subindo.
Não podia ser.
De novo não! E ainda na frente dela...
Ela quase tinha me encurralado contra a pia, só com gestos e palavras.
Tinha que dar um jeito de escapar. Depois eu teria tempo pra pensar.
EU: Você é maluca... – Falei e me preparei pra fugir dali.
ERI: Haha, que alívio... – Soltou uma gargalhada.
Ela não me impediu e ficou rindo da maldade que tinha feito.
Queria fazer parecer que eu tava viajando. Mas eu sabia que não era bem assim.
Algo no olhar dela me dizia.
Percebi ela, digamos, com uma certa perversidade.
Uma perversidade que me prendeu.
Não consegui pensar em outra coisa pelo resto do tempo que fiquei lá.
Comi a sobremesa na base do esforço.
Ela falou duas ou três palavras na frente dos velhos. Mas era só pra se fazer de sonsa.
Dava pra ver nos olhos dela como ela me desafiava o tempo todo.
Será que esse era o jeito dela de fraternizar? Seria muito estranho se fosse. Tem limites.
Ficar passando a mão nos peitos na minha frente? Daquele jeito?
Impossível. Impossível não pensar em outra coisa.
Quando fui embora, ela me cumprimentou como se nada tivesse acontecido. Sem No entanto, os olhares deles falavam por si só.
Fiquei inquieto pelo resto do dia.
E sim. Excitado também. Pra caralho.
Se antes eu não conseguia parar de pensar no inanimado de uma foto, agora não ia tirar da cabeça a Erica me provocando daquele jeito. Se tocando nos peitos assim, tão vulgar.
Falando comigo de forma indecente.
Acho que cheguei a sentir o relevo dos mamilos quando ela se tocou.
Caralho! O que tô falando?
Tô louco?
Outra coisa importante: será que ela era capaz de se mostrar nua pra mim?
Com certeza tava falando só pra me irritar. Ou não?
Como isso me fodia a cabeça.
De novo, repito: não é certo pensar nisso.
Mas qual seria o pior? Afinal, ela não era filha biológica nem do meu pai nem da minha mãe.
Mesmo assim, é muito estranho. Não preciso arrumar desculpas esfarrapadas.
Talvez seja meu jeito de lidar com a culpa.
Mas naquele dia eu não ia conseguir segurar a vontade de me masturbar.
Sério.
Tanto que, já de noite, tava no meu quarto prestes a fazer isso.
Tranquei a porta e tava de cueca na cama, com o notebook.
Por mais que quisesse me controlar, ia ser impossível.
Puxei pra fora, baixando a cueca um pouco, enquanto via uma atriz pornô, uma das mais gostosas da história, a Traci Lords.
Tava pronto pra fazer. Aliás, seria antinatural se não fizesse…
Quando ia começar a puxar meu tronco grosso e cheio de veias, pipocou uma notificação do Messenger do Face.
E agora quem é?
Caralho…
Mais uma vez, era a Erica.
Que estranho me chamar nessa hora.
ERI: Como você ficou hoje 😜
Ainda tava a fim de continuar me provocando.
Inacreditável…
EU: Nada a ver...
Fiz o indiferente, mas tinha ficado bolado, hehe.
ERI: Você não viu sua cara 😂
EU: Não é todo dia que me acusam de tarado...
ERI: E... um pouco você é 🙄
EU: Ah é? E por quê?
ERI: Mesmo que não admita, vi que você me olhou feito um porco 😯
EU: Desculpa, mas eu não comecei a me apalpar na sua frente...
ERI: Faltava mais, haha
EU: Bua...
Tava meio irritado com a atitude dela, mas de algum jeito, já tava me envolvendo com ela.
ERI: Tenho que admitir que você é minha única diversão 😂
EU: É... Percebi 😒
ERI: Só cheguei um pouquinho e você já começou a chorar hehe
EU: Você é sempre tão terrível assim?
ERI: Não. Posso ser pior 😎
EU: Nem quero saber haha
ERI: Mmm te achava mais corajoso...
De novo me provocando?
O que que ela tinha?
EU: Mais corajoso?? Haha
ERI: Sim. Não tão mansinho 🙄
EU: Hahaha vai catar coquinho
ERI: Pois é... haha mas beleza, vou te deixar pra você não chorar mais.
EU: Haha você é maluca...
ERI: Me adiciona no zap
Ela me passou o número.
EU: Beleza
ERI: Agora pode continuar se tocando. Beijinhos 😘
Mas que bruxaria é essa?
Como ela soube que...
Deus haha
EU: Hahaha não parei não... beijinhos!!
Ela desconectou sem mais.
Com certeza falou isso só pra me zoar.
Não era adivinha.
Ou era? Haha
Ela tinha uma foto de perfil muito gostosa.
Que olhão.
Mandei uma mensagem pra ficar registrado.
Apareceu como recebida por um tempo, mas não visualizada.
Desliguei o computador e fiquei com o celular.
Ainda tava muito excitado e com o pau pra fora da cueca, durasso.
Por que eu não conseguia tirar a Erica, minha meia-irmã, da cabeça?
Não queria bater uma pensando nela.
Isso era terrível.
Inaceitável.
Mas, mesmo assim, eu passava a mão na glande por reflexo.
Tinha um lugar reservado no inferno, com certeza.
Parece que num momento eu apaguei. Do jeito que tava.
E dormi que nem um bebê.
Que relaxamento…
De manhã, comecei a acordar do sonho.
Ainda sentia aquele prazer.
Não lembro o que tava sonhando, mas com certeza era divino, porque tava com uma ereção daquelas, igual toda manhã, hehe.
Talvez tivesse sonhando que tava com alguém, porque dava pra sentir uma sensação gostosa descendo pela perna.
Que delícia!
Enquanto voltava a mim, abrindo os olhos, quase pulei da cama.
Do lado, tava sentada a Erica, com um sorriso malvado no rosto e a mão na minha perna.
Eu, só de tava coberto com o lençol e com uma excitação daquelas.
ERI: Bom dia, tarado! – Disse ela, irônica.
Bom, chegaram os dois últimos capítulos.
A explicação tá nesses sites, por favor, vai lá dar uma olhada.
Aqui deixo o primeiro capítulo, totalmente completo e reescrito.
Abraços!!Erica, minha meia-irmãde hiphop911
CAPÍTULO 1
Buenos Aires, pleno verão.
Meu velho vinha morar um tempo com a outra parceira dele e a filha dela, num bairro nobre da Cidade.
Fazia tempo que ele tinha se separado da minha mãe e formou outra família, em Córdoba.
Não era afastado dele, mas não o via com muita frequência desde que ele casou de novo.
Aliás, nunca tive a chance de conhecer sequer a nova filha dele, ou seja, minha meia-irmã.
Erica… Esse é o nome dela. Tem a minha idade. 20 anos.
É inacreditável que eu nunca a tenha conhecido, ainda mais quando a mãe dela já estava com meu pai, Carlos, há quase 10 anos.
Nem nos seguíamos no Instagram ou no Facebook.
Ela nunca se envolveu comigo, nem eu com ela.
Enfim, por questões de trabalho, uma oportunidade profissional muito importante do meu pai, eles vinham pra cá.
Quem sabe por quanto tempo.
A mãe dela, Sandra, eu conhecia e gostava bastante.
Nas duas ou três vezes que a vi, foi muito atenciosa comigo. A verdade é que não tenho nada de ruim pra falar dela.
Minha velha, Laura, também tinha refeito a vida, então a relação com meu pai se mantinha nos melhores termos. Tanto que ele comentou com ela que a enteada não estava muito feliz em voltar pra Buenos Aires.
E é compreensível, já que voltar pra San Isidro, onde nasceu, depois de ter construído a vida em outra província, não era algo muito agradável…
Uma tarde, estávamos tomando uns mates com a minha mãe. Eu estava de férias da faculdade e tinha bastante tempo livre.
MA: Bom, Julián, você vai conhecer sua irmã!
EU: Parece que sim, depois de quase 10 anos… Mas ela não é minha irmã.
MA: Não seja mau, filho… Ela é filha do seu pai.
EU: Política…
MA: Por que você está tão resistente? – Ela perguntou, surpresa.
EU: Não, só estou dizendo… Não a conheço… Ela nunca quis me conhecer também… Por que eu ia ficar animado?
MA: Coisas da vida. Acontece… Além disso, segundo seu pai, ela é uma excelente pessoa.
EU: Vamos ver, haha.
MA: Ele me manda fotos, às vezes. Ela é uma bonequinha…
Era verdade.
De vez em quando, a curiosidade me levava a ver as redes dela.
Não tinha muita coisa, já que eu não seguia ela, nem tinha ela entre meus amigos, mas dava pra ver que era gostosa.
De olhos verdes… Parecia alta nas fotos.
Tinha cara de ser bem antipática.
Daquelas minas que passam andando do teu lado e nem te notam.
Nas imagens que vi, tinha cabelo castanho, meio avermelhado.
Usava franja.
No fim, era como minha mãe dizia… Uma bonequinha.
Mentiria se dissesse que não tava nervoso pra conhecê-la.
Imaginava ela com uma personalidade forte. Não sei por quê.
Tanto que, dias depois, quando minha mãe ia recebê-los em casa, acordei com uma dorzinha de estômago.
Tomei banho e me troquei pra ocasião.
Minha mãe me olhava e ria.
Mas não queria causar uma má impressão logo de cara. Principalmente porque eu era de andar sempre largado em casa.
Mas como não conseguia controlar meu jeito, fiquei horas pra me decidir.
Finalmente, coloquei uma camiseta preta com o desenho de "DE VOLTA PARA O FUTURO" e o DeLorean com fogo. Embaixo, uma jeans.
Que fosse o que Deus quisesse…
Imaginava ela chegando toda arrumada, mó produção.
Mas fazer o quê, também não ia me fantasiar de algo que não sou, né…
Quando a campainha tocou, senti como se fosse um sino do inferno.
Os nervos que vinham eram mais fortes do que os que senti naquela vez que perdi a virgindade.
Mas por quê?
Minha mãe foi recebê-los.
Como disse, tinha uma relação muito boa com eles.
Quando abriu a porta, entrou uma luz parecida com a da entrada do paraíso. Tipo um clarão que inundou a casa.
Nem vi meu pai, nem a esposa dele.
Vi ela.
Parecia um anjo.
Fiquei parado, imóvel.
Era alta, como eu pensava, com um olhar luciferino.
Muito gostosa. A verdade é que chamava a atenção de qualquer um que a visse.
Inclusive a minha.
Engoli seco…
Por que eu sentia aquilo?
MA: Ei! Não vai cumprimentar? – Ela disse.
Eu tava totalmente besta.
Erica ficou na Entrada do hall, com as mãos juntas na frente.
EU: Ei... Sim... Oi! – Falei saindo do transe.
Fazia um tempão que não via meu velho e quase nem percebi.
Que idiota! Não conseguia parar de olhar pra ela feito um otário.
Era minha meia-irmã, Erica.
Mas, como um ímã, minha atenção não largava ela.
Cumprimentei meu pai e a Sandra.
Depois, virei o olhar pra ela.
Acho que ela percebeu que eu tava encarando igual um retardado.
Já que ela me olhou de cima a baixo com cara estranha.
Me aproximei e cumprimentei com um beijo na bochecha.
"Oi", ela disse.
Um sorriso saiu do fundo da minha alma quando a cumprimentei.
O que tava rolando comigo?
Ela riu de leve por causa disso.
Deve ter pensado: "Meu Deus, mas que otário esse cara".
EU: Tudo bem?? – Falei tentando não gaguejar.
ERI: Gostei da sua camiseta… – Ela falou e continuou andando, olhando a casa.
Claro que fiquei parado ali feito uma estátua.
Pelo menos não tinha vacilado na camiseta.
Nunca tinha ficado tão nervoso. Na real…
Até minha mãe percebeu.
A atitude dela, meio rebelde, pelo menos de primeira, parecia ser como eu imaginava.
Não me deu muita bola.
Ela tava vestida normal também, tanto drama que fiz.
Uma calça jeans com um vestidinho curto por cima.
O cabelo dela era bem ruivo. Mais do que na foto que vi.
Tinha umas sardas no rosto.
Sim, eu reparei nela. Completamente.
Um estilo Bella Thorne ou Jennifer Lawrence combinava com a franjinha, mas mais gostosa, hehe.
Com certeza, ela me impactou.
MÃE: Vai ficar aí parado? – Falou, rindo de leve.
Eu ainda tava parado na porta de entrada feito um idiota.
EU: Sim, sim…
Fui na frente com eles.
Minha mãe conversava com a Sandra e meu pai comigo.
A Erica ia na frente.
Tinha cara de "O que tô fazendo aqui?".
Mais ou menos eu me atualizava com ele, apesar de a gente falar por telefone. Enquanto eu ouvia, olhava pra ela e a calça jeans apertada.
Parecia ter umas pernas muito bonitas.
Eu sabia que tinha que parar de olhar. Mas fazia automático.
Era filha do meu pai e não podia ter esse tipo de pensamentos.
Bom, por afinidade, mas a filha dele, afinal.
Não é?
Num instante, falou com a minha velha e por pouco me vê com meus olhos no rabo dela.
Se não posso ser mais imbecil.
Safei por um microssegundo. Muito perto esteve…
Parecia ter uma boa bunda.
É inacreditável, continuo falando dela desse jeito.
Deus…
O que havia comigo? Tinha ficado louco, por acaso?
Andamos pela casa como se fosse um museu.
Não era uma mansão, mas era bem grande. Além de que a cada dois metros paravam
contando coisas da vida e não acabavam mais.
A cara da Erica dizia tudo.
Não ia ser mal-educada, mas a cara de poucos amigos dela, dava pra notar. Não tinha a menor intenção de estar ali socializando.
Quando eu olhava pra ela pra incluir na conversa com meu pai, ela olhava pra outro lado e continuava na dela.
Uff… Isso ia ser difícil…
Ficava me perguntando se ela tinha namorado.
Com certeza sim, dado o quanto era gostosa.
Aliás, era provável que parte da frustração dela de estar em Buenos Aires fosse por causa disso.
Mas tava divagando. Não sabia se era verdade.
Só tentava decifrar ela.
Outro atributo que me chamava muita atenção era a frente dela.
Parece muito punheta, mas de verdade o corpo dela era um imã. O perfume que sentia quando tava perto dela…
Eu me sentia o pior. Tentava consolar minha punhetice me convencendo de que ela não era minha
irmã de sangue.
Mas não deixava de ser errado.
Sei lá…
Também não ia me auto julgar.
Era uma mina que chamava muita atenção e quem estiver livre de pecado…
Lá no fundo (a gente tem uma casa grande), ela se aproximou de mim.
Acho que depois de tudo, ia falar comigo.
Finalmente!
Juro que ver ela andando na minha direção me intimidava. E eu não era uma pessoa fácil de amedrontar…
1,70m ela media com certeza.
Me olhou com uma cara como se tivesse cometido um homicídio e me disse:
ERI: Você gosta muito da minha calça jeans, né? – E levantou uma sobrancelha.
A puta mãe…
Ela percebeu que Ele tinha olhado pra ela.
E agora, o que eu fazia? De que me disfarçava?
Senti que tudo podia ir pro caralho. Que ela ia me acusar e a vergonha que ia dar.
ERI: Cê acha certo ficar olhando a bunda da sua irmã postiça? — Falou com veemência, mas baixinho.
Minha pressão foi pro chão. Pro subsolo, diria…
EU: Ei! Não! Que isso? Tá maluca! — Soltei, desesperado.
Fiquei a mil graus de temperatura.
Tinha que me livrar daquela de qualquer jeito.
ERI: Que sem noção, cara!!
EU: Juro que não foi nada disso…
Já tava ferrado.
Ela ficou uns cinco segundos em silêncio, me encarando com cara de incredulidade.
Que jeito de me apresentar pra ela…
Aí, finalmente, ela falou.
ERI: É zuera, moleque… Que cara que a gente fez, hein! — Exclamou, sorrindo de leve e saindo satisfeita com a maldade dela.
Como assim?
Era uma brincadeira o que ela tava fazendo?
Já tava me sentindo super suado…
Que desgraçada!
Entrei feito um cavalo…
Caí que nem um pato.
Já tava me vendo saindo de casa, igual o Chaves quando chamaram ele de ladrão.
Que filha da puta…
Como ela me zuou!
Mas bom, isso quer dizer que ela não percebeu quando eu olhei, hehe.
Respirei aliviado pra caralho.
Meu Deus…
Caminhei até onde todo mundo tava. Quando cheguei, a Erica me olhou com cara de "que baita descanso que te dei" e tava rindo baixinho.
Claro que eu também.
Além do mais, depois de tudo, ela tinha gastado um tempinho dela pra me pregar uma peça. Me senti importante por um segundo.
Que linda ela tava sorrindo, por sinal…
Conversamos todos juntos por um tempo. Ela não tava me dando muita bola. De vez em quando me olhava e ria do que tinha me feito.
Eu tentava puxar assunto, mas ela se fazia de difícil.
O personagem de rebelde, desinteressada do mundo, caía perfeitamente nela…
Mas alguém resolveu quebrar esse gelo.
MA: Gente, por que vocês não vão ali na padaria comprar uns pães doces? Aproveita e mostra um pouco do bairro pra ela.
A Erica pulou na hora.
ERI: Também não faz tanto tempo que fui embora pra não conhecer, haha. — Respondeu. sincera e educada.
Parecia que não queria nem fudendo me acompanhar. Que sensação horrível…
Foi aí que a Sandra interveio.
SAN: Vai, filha! De quebra você conhece um pouco mais o Julián… – Exclamou, sendo uma espécie de mediadora.
Ela se virou e olhou com cara de “é necessário?”
Meu velho fez sinal pra ela ir.
Nunca tinha me sentido tão rejeitado na vida. Horrível, hein.
Mas finalmente, ela cedeu.
ERI: Tá bom… – Ela se limitou a dizer.
Eu, bem desconfortável com a situação, me levantei e comecei a andar.
Ela, com cara de certo desgosto, ou pelo menos parecia, veio atrás de mim.
Não tava mais nervoso, mas sim meio irritado.
Senti como se ela fosse obrigada a me dar trela…
Ao cruzar a porta de entrada, comentei:
EU: Você não precisa vir se não quiser. Vou sozinho comprar. – Olhei nos olhos dela diretamente.
Além disso, deixei claro que o desgosto dela com a situação, eu tinha captado perfeitamente.
ERI: Também não tenho nada melhor pra fazer… Vamos! – Falou. E começou a andar em direção à rua.
Bom, obrigado!, pensei ironicamente. Isso me deixa mais tranquilo…
Aquela tarde foi um compêndio de momentos constrangedores. Sério, não lembrava de ter tido tantos na vida… E tão seguidos um do outro..
Não sabia se falava com ela ou não.
Pensei em tentar só uma vez. Também não ia ficar aturando as esnobadas dela.
EU: Você tá chateada por ter voltado de Córdoba, né?
Ela me olhou meio de lado. Ela também não tinha muitos pudores em olhar fixamente…
ERI: Um pouco, mas fazer o quê…
A gente ia andando. Ela um pouco na frente que eu.
EU: Eu estaria igual, tendo toda a sua vida num lugar só…
ERI: É, tá, quem tá com fome? – Me disse, mostrando que não tava a fim de falar daquele assunto.
Apesar de ter gostado da frase cinéfila dela, fiquei em silêncio.
Porra, como era difícil acompanhar o ritmo dela desse jeito.
Além disso, eu me irritava rápido, então preferi calar a boca e aguentar o momento desconfortável.
Acho que ela percebeu. E decidiu, finalmente, ceder um pouco na sua atitude.
ERI: Qual é a tua, tem namorada ou algo assim? — Perguntou sem filtro.
Primeiro me surpreendeu ela querer conversar. E segundo, essa pergunta.
EU: Não, e você?
ERI: Não, não tenho namorada, hehe.
Pelo menos soltou uma piada.
EU: Haha... e namorado?
ERI: Isso te importa? — Disse com aquele gesto de levantar uma sobrancelha.
EU: É só uma pergunta... — Respondi sério, olhando pra frente.
Se ela ia ter essa atitude de desinteresse comigo, então eu ia fazer o mesmo.
Não ia deixar que me afetasse.
ERI: Não... — Se limitou a dizer.
EU: E por aqui você tem amigos?
ERI: Você é do FBI? haha
EU: Bom, se quiser, posso falar de futebol, sei lá... — Falei meio irritado.
ERI: Cê é pavio curto... Gostei... — Disse com um ar de satisfação. É, tenho amigas que não vejo há mil anos…
Acho que seria mais fácil se ela respondesse direito toda vez que eu perguntava algo, em vez de me fazer sofrer em cada resposta…
Chegamos na padaria.
Entrei pra comprar e ela ficou na porta com o celular.
Parece que não curtia muito socializar e, menos ainda, sendo a novata.
Era uma pessoa difícil de lidar. Ia me custar muito. Disso não tinha dúvida.
E agora que íamos ser vizinhos de bairro, ia ter que me acostumar de um jeito ou de outro.
Depois de comprar, no caminho de volta, ela quase não falou comigo. Ficou no telefone, viajando.
Fazia um tempão que não sentia essa desconforto com alguém.
De certa forma, era compreensível. Não me conhecia e não tinha por que falar da vida dela. Além de que praticamente a obrigaram a sair comigo.
Só esperava que isso mudasse. Porque queria me dar bem com ela.
O resto da tarde passou mais ou menos normal, dadas as circunstâncias.
De vez em quando ela me dirigia a palavra e eu respondia de boa.
Talvez, aos poucos, ela começasse a se soltar mais. Embora sempre mantivesse aquela espécie de distância.
Talvez fizesse isso por obrigação, já que dava pra ver o enorme respeito que sentia pelo meu velho.
E era lógico, ele a tinha adotado como filha. Durante o jantar, em alguns momentos, sentia que meu olhar escapava pra ela.
Não sei o que era, de todos os atributos dela, tanto pessoais quanto físicos, que me pareciam tão interessantes.
Mas alguma coisa ela tinha. Claramente.
Pra começar, tinha uma beleza natural que funcionava como um ímã pros meus sentidos.
Muito gostosa…
Além disso, se tinha uma coisa que eu gostava nas mulheres, era quando usavam franja.
Mas, o que é que eu tô falando disso?
Não devia ser assim.
Antes de ir embora, a Erica falou comigo uma última vez.
Meio que me olhou de cima a baixo.
ERI: Ei! Tem alguma academia por aqui perto?
EU: Sim, descendo essa rua, umas três quadras pra lá, tem uma… Não sabia que você malhava (embora desse pra perceber).
ERI: É, você vai lá, né?
EU: Como você sabe? haha
Ela me olhou como quem não queria responder.
Fez uma cara meio estranha, que eu interpretei como se desse pra notar que eu malhava. Mas ela não quis dizer.
Gostei disso…
E a real é que ela tava bem em forma.
"Bom, a gente se vê…", falou sem conseguir dizer meu nome.
Será que ela realmente não lembrava meu nome?
Nunca contaram pra ela?
EU: Juliano… — completei pra ela.
Ela deu um sorriso de lado e se virou pra sair com a mãe e meu pai.
Sorriso?
Aquele olhar que ela fez, de alguma forma, me fez corar.
Senti isso.
O que significava?
Não pareceu aquele olhar que você dá pra um primo ou um irmão.
Tinha um outro tipo de intenção, embora eu ache que fui o único que percebeu.
Como se fosse um primeiro e pequeno sinal de cumplicidade comigo.
Não sei por quê, mas aquela careta ficou gravada na minha mente.
Tanto que não parei de pensar nela.
E a última vez que lembro de me sentir assim foi quando queria que uma mina me desse bola.
Muito estranho…
Será que eu podia sentir isso?
Acho que não. Mas era assim.
Ou talvez eu esteja exagerando e tenha visto algo que não era, já que ter uma irmã nova é algo atípico pra mim.
Quando finalmente se despediram e eu entrei em casa, fiquei tipo no piloto automático pelo resto do dia.
Na real Fiquei impactado por ter conhecido ela pessoalmente.
Era uma mistura de fascinação e intriga que eu nunca tinha sentido. Não sabia o que pensar. Embora, claro, também tinha a questão de que ia ser difícil ganhar a confiança dela, dada a personalidade dura dela…
Naquela mesma noite, já quase de madrugada, tava zuando no face.
Fiquei tentado a bisbilhotar o perfil dela, mas com certeza ia aparecer pra ela em “sugestões”, que é mó vacilo isso. E decidi não fazer.
Por que ela me causava tanta curiosidade?
Claramente eu tinha depositado minha atenção nela…
Apareceu uma notificação pra mim.
Olhei pro sininho e não vi nada.
Alguém comentou algo e apagou arrependido, pensei.
Mas não era isso.
Era um pedido de amizade.
Tinha alguns pendentes, mas qual foi minha surpresa quando vi que quem tinha mandado era a “Erica Herrera”.
Sim, aquela Erica…
Fiquei tipo “What?”
Era só um pedido de amizade numa rede social. Não era um pedido de compromisso. Mas, mesmo assim, me pegou de surpresa. E pra melhor. Não tava nos meus planos naquele momento.
Pensei em aceitar na hora, mas não queria parecer um desesperado. Então decidi esperar.
Continuei na minha por ali, enquanto pensava no quão louco tinha sido aquele dia.
Depois de um tempo, enquanto via vídeos de chinesinhos fazendo casinhas de barro, chegou uma mensagem no inbox.
“Você aparece online, neném… Tá se fazendo de difícil pra aceitar??? Vou cancelar, hein”
Quase caí da cama.
Que young lady!
E eu não tinha percebido isso, que ela podia me ver.
Respondi me fazendo de otário.
“Haha desculpa!! Não tinha visto.”
Na hora parei o que tava fazendo e fui aceitar.
Não queria dar motivo pra uma briga besta, já que a gente mal se conhecia.
“Confirmar.”
Fiz isso.
Agora sim, já aparecia todo o conteúdo dela online.
EU: Prontinho haha
ERI: Ainda bem… Já ia cancelar
EU: Kkkk
ERI: Queria te perguntar uma coisa
Hmmm…
EU: Fala, pode dizer.
O que será que ela Dizer? E a essa hora?
Tava me deixando curioso.
ERI: Como é essa academia que você vai? É boa?
Aahh. Era isso.
Já tava achando estranho.
EU: Aah... Sim, é grande, bons equipamentos, espaçosa... por quê?
ERI: O que você pensou que era?
Sempre tão afiada nas suas expressões.
EU: Nada não, kkkk
ERI: Ok, e vai muita gente??
EU: Mais ou menos... não cabe gente, kkkk
ERI: Mmmm, sei lá, que que eu sei... Bom, valeu!
EU: De nada!
ERI: Beijos
Era só isso?
Sem mais?
Assim, cortante, ela se despediu.
Me despedi e segui minha vida. Soube na hora que aquilo ia ser rotineiro. Então decidi não dar muita importância.
O que me dava curiosidade, mesmo, era ver o perfil dela.
Então fui dar uma olhada.
Como esperava, tinha milhares de fotos.
Mas uma em particular me pegou.
Ela tava na praia, de biquíni.
Fiquei vermelho na hora.
Tanto que decidi não olhar mais.
Tava com quem parecia ser uma amiga.
Com um conjunto turquesa.
Um corpo divino.
Fiquei chocado, de verdade.
Tava com o cabelo igual agora, comprido e com franja.
Mas o que mais me perturbava, de algum jeito, eram os peitos dela.
Era errado eu ficar olhando. Eu sabia. Mas não conseguia parar.
Ela tinha um baita peito. Sério mesmo. Era isso ou um push-up.
Mas eu tava mais inclinado pra primeira opção. Ou era o que eu queria, kkkk.
Se eu já não conseguia tirar aquele sorriso lindo da cabeça, agora os peitos dela, menos ainda.
E, além disso, me sentia culpado por causa disso.
Sentia o pau subindo e não tinha controle.
Como que aconteceu?
Deus ia me castigar, com certeza.
E eu merecia.
Mas o que eu faço agora?
Normalmente, quando fico excitado, eu bato uma, com certeza.
Posso admitir, fazia isso direto.
O problema é que a ereção que eu tava tendo era por causa da minha meia-irmã. E isso soava horrível.
Eu não era um degenerado, muito menos um viciado em punheta. E agora me sentia assim…
Desliguei tudo e tentei pensar em outra coisa.
Rolei pra lá e pra cá na cama, mas não conseguia focar em mais nada. Que punheta! Pensei. Só por causa de uns peitos tava assim.
Mas no fundo, era um pouco mais que isso.
Não eram só os peitos dela, também achava ela muito gostosa.
No fundo, era o tipo de mulher que eu mais olhava sempre.
Com todas as características dela. Alta, com raba, peitos, cabelo ruivo e olhos claros.
Parecia feito de propósito.
Quanto mais eu pensava nisso, pior ficava.
Tava durasso.
Puxei um pouco pra fora da cueca. Talvez assim passasse um pouco.
Tava grossa, toda esticada pela pressão…
Lembro que uma vez uma mina me disse que eu tinha uma rola "muito bonita", ha.
É. Ela usou essas palavras.
Mas, enfim, naquele dia foi difícil me concentrar em outra coisa pra conseguir dormir.
Mas no fim, consegui, sem bater uma.
Nos dias seguintes, não tive notícias da Erica.
Ela não falou comigo de novo nem nada do tipo.
Vi meu velho duas vezes, quase de passagem, mas dela, nada.
A gente morava a duas quadras de distância, mas nem na rua eu tinha cruzado com ela.
Minha mãe também perguntava se eu tava falando com ela. Tinha esperança de que a gente se desse bem.
Pensei em escrever pra ela e chamar pra dar um rolê por aí, pra mostrar o bairro e tal.
Tinha vários lugares legais que podiam agradar ela.
Mas como falar isso sem parecer um chato?
Olhava os contatos do face e ela tava online.
Ficava pensando na minha cabeça como dizer "Oi, quer dar uma volta no bairro? Assim você conhece", "Oi, cê tá afim de sair por aí?".
Nenhuma me convencia.
Até que me veio uma boa ideia.
EU: Oi!
Só precisava me responder e pronto.
E depois de dois minutos, foi o que aconteceu.
ERI: Oi, como cê tá??
Já começava a ficar nervoso de novo.
EU: Bem, e você??
ERI: Bem, em casa 😒
E é, onde mais ia estar…
EU: No fim, cê foi ver como é a academia??.- Essa era minha arma secreta. Quack.
ERI: Nope...
EU: Se quiser, te acompanho pra você dar uma olhada 😂
ERI: Kkkk
Parece que ela achou graça.
Não sei por quê, hein.
EU: Que foi? kk
ERI: Vai me apresentar pra gente?? Nem louca 😜
EU: Nada... Só tô falando, talvez você esteja entediada
ERI: E você sabe lá se eu tô entediada kkkkk
EU: Sei lá, como você é nova aqui...
ERI: Quer me integrar??
Não dava conta do jeito dela, hein.
Que mina, pensei.
EU: Bom... Só tô dizendo, quando quiser sair um pouco é só falar...
Tinha me irritado um pouco.
ERI: Kkk aí vai o tarado... Beleza, vou considerar!
Ela me tirava do sério respondendo assim.
A gente tenta socializar. Deus...
EU: Nada... Não tô afim não... Mas beleza, qualquer coisa...
ERI: Oka, valeu mesmo assim
EU: 👍
Me senti um otário.
Óbvio que ia ser a última vez que mandava mensagem pra ela.
Não podia ser tão antissocial.
Se já me travava assim estando normal, imagina se descobrisse que eu fiquei de pau duro com uma foto dela de biquíni...
Com certeza seria minha morte.
Que bom que ela nunca ia saber.
Ja.
Enfim, eu já tinha oferecido pra gente se ver, ficava por conta dela aceitar ou não.
Mas admito que essa atitude, mesmo me irritando, eu achava de certa forma
interessante.
Mais tarde, naquele dia, joguei futebol com os amigos.
Tive a má ideia de contar sobre a situação atual.
A única coisa que consegui deles foi “Ela é gostosa? Como é? Tem namorado?”
Não vale a pena contar detalhes. Só que praticamente mandei eles tomarem no cu pra me livrar.
Enquanto tomava uma coca na quadra e mexia besta no celular, vi que a Erica tinha postado uma foto.
Ela tava com umas amigas e a legenda dizia "Sinto falta de vocês 😢".
Era compreensível. Eu, por mais que às vezes quisesse matar meus amigos, não conseguiria ficar sem eles.
E ela agora tava com eles a quilômetros e quilômetros de distância.
Isso queria dizer que eu tinha que ser mais compreensivo com ela?
Talvez.
Mas também não curtia a rejeição constante.
Enfim, se surgisse uma chance de ser gentil com ela, eu ia fazer. E só.
O que dava pra pensar era que, desde que conheci ela naquele dia na minha casa, seja por um motivo ou outro, não conseguia tirar ela da cabeça.
Por momentos tentava me convencer de que era uma coisa proibida, ter pensamentos por ela.
Pelo menos, os pensamentos que eu tinha. Tipo o rosto dela sorrindo, suas sardas, suas... tetas.
Caralho! Só de falar isso já sinto uma vergonha do caralho.
Não podia ver ela como uma mulher comum.
Precisava fazer meu cérebro entender isso, que toda hora me fazia reviver aquela foto de maiô que eu tinha visto no Facebook.
Já sabia de cor.
Admito. Várias vezes tinha entrado de novo no perfil dela pra ver.
Igual agora, que todos meus amigos estavam esperando pra jogar o segundo tempo e eu, feito um otário, no celular.
Que merda!
Me pergunto o que diriam se soubessem em quem eu tava pensando.
Iam cair de bunda. "Olhando pra irmã dele". Na real, meia-irmã. Tem uma diferença grande…
Assim, ia surgir outra chance de interagir com a Erica.
Meu velho tinha organizado o primeiro churrasco dele desde que voltou e queria unir as duas famílias.
Talvez pudesse ser uma boa oportunidade pra confraternizar um pouco. Mas claro, dessa vez, eu ia estabelecer os limites.
Não ia deixar ela me tratar de novo como se eu fosse um nada.
Aliás, talvez fosse isso que, de algum jeito, me atraía nela. O desinteresse dela.
Embora isso não explicasse minha excitação ao ver ela ou imaginá-la de pouca roupa.
Enfim, aquele dia ia ser, no mínimo, interessante.
E o tempo ia me dar razão…
Chegamos na casa nova dela, perto do meio-dia.
Naquele bairro, todas as casas eram sobradões.
Quem recebeu eu e minha mãe foi a mulher do meu velho.
Sempre atenciosa, ofereceu uns aperitivos no jardim dos fundos.
Meu pai tava na churrasqueira, montando tudo.
Quem não tava era a Erica, que segundo a Sandra, tava fazendo umas coisas no quarto dela.
Tinham um fundo bonito, com piscina e tudo.
Muito foda pra fazer festas. Principalmente com o quincho ou "zoom", como chamam agora.
Papei um tempo com meu pai, que comentou o grande sacrifício que tinham feito com a família dele. pra vir pra Buenos Aires. Embora se justificasse, com o trampo que tinha conseguido. Era uma oportunidade foda financeiramente.
Me encheu um pouco com os detalhes, mas deixou claro que foi uma daquelas chances que raramente aparecem na vida. E eles decidiram agarrar.
Depois me falou pra ter paciência com a Erica, fazer ela se sentir em casa e blá blá blá. Coisas de pai. Adotivo nesse caso, mas pai é pai.
Com o sermão do meu pai, tinha bebido tanto líquido que bateu uma vontade do caralho de ir no banheiro.
Pedii licença pra Sandra e fui pra lá.
Casa foda que eles tinham. Imensa.
Tive que caminhar um tempão até achar o corredor que levava ao banheiro.
Que por sorte tava vazio.
A porta tava entreaberta e a luz, apagada.
Tava com tanta vontade que comecei a tirar o pau antes de entrar.
Tinha esse vício de puta.
Mas ia rolar algo que mudaria totalmente meus planos. E minha vida!
Jamais vou esquecer aquele momento.
O banheiro não tava vazio. Porra nenhuma…
Era a Erica, enrolada numa toalha. Tinha acabado de sair do chuveiro.
Arregalei os olhos que nem um otário.
Ela tava toda molhada e os cabelos ruivos caíam na frente do corpo, por cima dos peitos e da toalha.
Não dava pra ver nada. Mas tava ali, na cara.
E ainda por cima, um idiota eu. Em vez de virar e sair na hora, fiquei olhando pra ela, besta.
Claro que foi reflexo, mas consegui ver a pele branca dos peitos dela.
A lisura das pernas.
— O que cê tá fazendo, cara! — Ela gritou furiosa.
A cara que ela fez…
Quando consegui reagir, queria morrer.
Ela tava com uma cara de ódio do caralho.
EU: — Me desculpa! A luz tava apagada…
ERI: — Não tomo banho com a luz acesa, não vê a luz que entra de fora? — Ela reclamou, segurando a toalha com força pra não cair.
EU: — Mil perdões… É que tava aberto e eu entrei. — Falei, todo nervoso.
ERI: — Para de dar desculpa e sai logo do banheiro… cara! — Ela disse, muito puta.
E ainda por cima, eu ainda tava ali. parado.
Agora sim, era a minha morte.
Saí antes que ela me matasse.
Lembro da frustração que senti.
Se antes eu já tava remando, agora precisava da força de um foguete pra conseguir avançar com ela.
Que azar do caralho!
E ainda por cima, os gestos dela… Não queria nem imaginar o que viria agora…
Quando eu tava saindo e andando pelo corredor, ela saiu também.
ERI: Usa agora… Seu degenerado! – Falou como se quisesse me enforcar num galho, indo pro quarto dela.
Andou de costas, descalça.
A toalha mal cobria a bunda dela.
Dava pra ver a curva perfeita que fazia naquela parte.
Uma puta confusão e eu pensando nisso…
Inacreditável. Eu tinha suado pra caralho e a testa tava escorrendo.
A real é que a culpa não era minha.
Mas sem dúvida nenhuma, eu já tava diante de um baita problema.
Depois de fazer minhas necessidades, voltei pra mesa.
Já imaginava a Erica armando um escândalo ali, na frente de todo mundo.
Tava preocupado. Com muita resignação. Queria vazar daquele lugar pra merda.
Depois, ela saiu com cara de poucos amigos.
Já esperava que ela falasse o que tinha acontecido. Que não foi nada, mas que ela podia distorcer de boa.
Me cumprimentou com uma cara de bunda terrível, mas não disse nada.
Sentou e só ficou me olhando feio.
Saí bem barato.
Mas, mesmo assim, tava na mão dela.
Ela veio vestida com uma blusa branca. Era solta embaixo, mas em cima parecia apertada pelo sutiã azul que tava por baixo.
E também tava usando um short jeans bem curto, com umas sandálias pretas.
Pra piorar, o cabelo molhado e os olhos delineados… O que posso dizer?
Muito gostosa.
Mas claro, não falava comigo e de vez em quando me olhava feio.
Eu respondia com um gesto de "o que vou fazer?".
Como já disse, não vou me deixar intimidar por ela.
Tanto que, se ela me tratasse com indiferença, eu ia fazer exatamente a mesma coisa.
E foi assim pelo resto do dia.
Ela deve ter se surpreendido com isso.
Já que não falei nem "a" e ainda me fiz de importante também.
A única coisa que podia me complicar a vida era se ela fizesse um escândalo por causa do banheiro, mas não fez, nem ia fazer. Então, já tinha deixado de me preocupar.
Quando comecei a levantar o que restava na mesa pra ajudar, ela veio suspeitosamente atrás de mim.
ERI: Fica tranquilo que não vou falar nada... — Disse se fazendo de quem controlava a situação.
EU: Sobre o quê? — Respondi indiferente.
ERI: Sobre como você entrou no banheiro enquanto eu me trocava, pelada... — Exclamou séria.
EU: Desculpa, mas não te vi pelada... Além disso, você é a única pessoa que toma banho com a luz apagada e a porta aberta. Culpa minha não é. — Respondi e continuei.
Apoiava as coisas na bancada, sob o olhar dela.
ERI: Ah, não?... — Disse num tom safado.
EU: Nope. — Falei convicto.
ERI: E que você ficou me encarando também não? — Exclamou desafiadora. E pra me complicar mais, ela tava divina fazendo isso...
EU: Não tava te encarando... O que cê tá falando?
ERI: Tava sim... Burra me chamam... Vi como você olhava pras minhas tetas...
Ela tava certa.
Mas será que percebeu tanto assim?
De qualquer jeito, tinha que me livrar.
EU: Nada a ver... Só tava explicando que foi sem querer. — Respondi com uma tentativa de maturidade.
ERI: É, claro, fazia isso olhando nos meus olhos. — E agarrou as próprias tetas, como apertando elas.
Como os peitos se enfiavam entre os dedos dela. Não...
Me surpreendeu que ela fizesse isso. Me chamou a atenção pelo jeito. Como se provocasse, mordendo os lábios.
Mas também me deixou desconfortável. Alguém podia ver.
EU: O que cê tá fazendo?? Cê tá louca??? — Falei meio assustado, olhando pra todo lado.
Parecia que ela curtia fazer aquilo.
ERI: Nervoso? haha
EU: E você, o que acha...
ERI: Mas se você entrou pra isso, não foi? — Disse com uma careta diabólica.
EU: Pra quê? — Respondi sem jeito.
ERI: Pra me ver... Não, seu porco? — E mordia o lábio inferior fazendo "fff" levantando o olhar.
Fiquei pasmo.
Nunca pensei que ela teria uma atitude dessas comigo. Me deixou enrascado. Fiquei vermelho.
E se alguém visse?
ERI: Você fica vermelho... Viu? Eu tava certa...
EU: Eh... Não... Nada a ver
Ela tinha claramente virado o jogo. Me sentindo um bosta.
Inacreditável como meu plano tinha funcionado tão pouco.
Tinha se despedaçado todinho.
E ela tava longe de desistir.
ERI: Se você pedisse, talvez eu mostrasse, em vez de ficar me espiando à toa... – Falou de um jeito super provocativo, quase sem noção, diria.
Sentia que tava afundando no pântano dela.
O jeito que ela me encarou. Senti que ela me deixou pelado só de me olhar.
Assustador.
Mas o que ela tinha dito? Será que tava doida?
Por que ela soltava essas coisas?
EU: O quê? – Respondi gaguejando
ERI: E eu sei...
Era uma situação totalmente inesperada.
Mas alguma coisa tava começando a rolar.
Por baixo daquela vergonha que ela me fazia sentir, eu tava começando a ficar excitado.
Dentro da calça jeans, comecei a sentir o pau subindo.
Não podia ser.
De novo não! E ainda na frente dela...
Ela quase tinha me encurralado contra a pia, só com gestos e palavras.
Tinha que dar um jeito de escapar. Depois eu teria tempo pra pensar.
EU: Você é maluca... – Falei e me preparei pra fugir dali.
ERI: Haha, que alívio... – Soltou uma gargalhada.
Ela não me impediu e ficou rindo da maldade que tinha feito.
Queria fazer parecer que eu tava viajando. Mas eu sabia que não era bem assim.
Algo no olhar dela me dizia.
Percebi ela, digamos, com uma certa perversidade.
Uma perversidade que me prendeu.
Não consegui pensar em outra coisa pelo resto do tempo que fiquei lá.
Comi a sobremesa na base do esforço.
Ela falou duas ou três palavras na frente dos velhos. Mas era só pra se fazer de sonsa.
Dava pra ver nos olhos dela como ela me desafiava o tempo todo.
Será que esse era o jeito dela de fraternizar? Seria muito estranho se fosse. Tem limites.
Ficar passando a mão nos peitos na minha frente? Daquele jeito?
Impossível. Impossível não pensar em outra coisa.
Quando fui embora, ela me cumprimentou como se nada tivesse acontecido. Sem No entanto, os olhares deles falavam por si só.
Fiquei inquieto pelo resto do dia.
E sim. Excitado também. Pra caralho.
Se antes eu não conseguia parar de pensar no inanimado de uma foto, agora não ia tirar da cabeça a Erica me provocando daquele jeito. Se tocando nos peitos assim, tão vulgar.
Falando comigo de forma indecente.
Acho que cheguei a sentir o relevo dos mamilos quando ela se tocou.
Caralho! O que tô falando?
Tô louco?
Outra coisa importante: será que ela era capaz de se mostrar nua pra mim?
Com certeza tava falando só pra me irritar. Ou não?
Como isso me fodia a cabeça.
De novo, repito: não é certo pensar nisso.
Mas qual seria o pior? Afinal, ela não era filha biológica nem do meu pai nem da minha mãe.
Mesmo assim, é muito estranho. Não preciso arrumar desculpas esfarrapadas.
Talvez seja meu jeito de lidar com a culpa.
Mas naquele dia eu não ia conseguir segurar a vontade de me masturbar.
Sério.
Tanto que, já de noite, tava no meu quarto prestes a fazer isso.
Tranquei a porta e tava de cueca na cama, com o notebook.
Por mais que quisesse me controlar, ia ser impossível.
Puxei pra fora, baixando a cueca um pouco, enquanto via uma atriz pornô, uma das mais gostosas da história, a Traci Lords.
Tava pronto pra fazer. Aliás, seria antinatural se não fizesse…
Quando ia começar a puxar meu tronco grosso e cheio de veias, pipocou uma notificação do Messenger do Face.
E agora quem é?
Caralho…
Mais uma vez, era a Erica.
Que estranho me chamar nessa hora.
ERI: Como você ficou hoje 😜
Ainda tava a fim de continuar me provocando.
Inacreditável…
EU: Nada a ver...
Fiz o indiferente, mas tinha ficado bolado, hehe.
ERI: Você não viu sua cara 😂
EU: Não é todo dia que me acusam de tarado...
ERI: E... um pouco você é 🙄
EU: Ah é? E por quê?
ERI: Mesmo que não admita, vi que você me olhou feito um porco 😯
EU: Desculpa, mas eu não comecei a me apalpar na sua frente...
ERI: Faltava mais, haha
EU: Bua...
Tava meio irritado com a atitude dela, mas de algum jeito, já tava me envolvendo com ela.
ERI: Tenho que admitir que você é minha única diversão 😂
EU: É... Percebi 😒
ERI: Só cheguei um pouquinho e você já começou a chorar hehe
EU: Você é sempre tão terrível assim?
ERI: Não. Posso ser pior 😎
EU: Nem quero saber haha
ERI: Mmm te achava mais corajoso...
De novo me provocando?
O que que ela tinha?
EU: Mais corajoso?? Haha
ERI: Sim. Não tão mansinho 🙄
EU: Hahaha vai catar coquinho
ERI: Pois é... haha mas beleza, vou te deixar pra você não chorar mais.
EU: Haha você é maluca...
ERI: Me adiciona no zap
Ela me passou o número.
EU: Beleza
ERI: Agora pode continuar se tocando. Beijinhos 😘
Mas que bruxaria é essa?
Como ela soube que...
Deus haha
EU: Hahaha não parei não... beijinhos!!
Ela desconectou sem mais.
Com certeza falou isso só pra me zoar.
Não era adivinha.
Ou era? Haha
Ela tinha uma foto de perfil muito gostosa.
Que olhão.
Mandei uma mensagem pra ficar registrado.
Apareceu como recebida por um tempo, mas não visualizada.
Desliguei o computador e fiquei com o celular.
Ainda tava muito excitado e com o pau pra fora da cueca, durasso.
Por que eu não conseguia tirar a Erica, minha meia-irmã, da cabeça?
Não queria bater uma pensando nela.
Isso era terrível.
Inaceitável.
Mas, mesmo assim, eu passava a mão na glande por reflexo.
Tinha um lugar reservado no inferno, com certeza.
Parece que num momento eu apaguei. Do jeito que tava.
E dormi que nem um bebê.
Que relaxamento…
De manhã, comecei a acordar do sonho.
Ainda sentia aquele prazer.
Não lembro o que tava sonhando, mas com certeza era divino, porque tava com uma ereção daquelas, igual toda manhã, hehe.
Talvez tivesse sonhando que tava com alguém, porque dava pra sentir uma sensação gostosa descendo pela perna.
Que delícia!
Enquanto voltava a mim, abrindo os olhos, quase pulei da cama.
Do lado, tava sentada a Erica, com um sorriso malvado no rosto e a mão na minha perna.
Eu, só de tava coberto com o lençol e com uma excitação daquelas.
ERI: Bom dia, tarado! – Disse ela, irônica.
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