O DESPERTAR DE UM HOMEM
Capítulo 16: estamos em perigo PARTE 4
– fui até onde ficam as fontes, pra esperar, a mochila deixei no carro da Rocío por via das dúvidas, de repente uma dor forte na cabeça, uma traffic estacionando e tudo ficou preto…
antes de levar outro golpe, ouvi claramente: ;_ pegamos ele, chefe
e tudo se apaga
Rocío Ugarteche ponto de vista
– depois que deixei minha irmã, fui até a fonte em frente à igreja,
passando pela salinha na última curva, vi uma traffic parada, 4 caras de aparência suspeita carregando uma pessoa pra dentro, a traffic saiu rápido, quando estacionei não vi
o Sergio, uma mulher se aproxima ;_ viu, mocinha, sequestraram um rapaz-
– caralho, é o Sergio, acelerei queimando pneu, peguei o rádio e chamei o chefe
R;_ chefe, me escuta? temos um 10-18, chefe-câmbio
C;_ informe, cabo-câmbio
R;_ temos um 10-16, acabaram de sequestrar o Sergio-câmbio
C;_ reporte um 10-0 e coordene com a PFA, pra localizarem ele-câmbio
R;_ sim, meu chefe-câmbio
– mudei o rádio pro da PFA, pra pedir ajuda, quando cheguei na avenida Roca, avistei a traffic
R;_ chefe, tenho ele na mira-câmbio
C;_ pediu reforços?-câmbio
R;_ não, meu chefe, cancelei o reporte-câmbio
C;_ persiga ele, mantenha distância, informe sobre a trajetória-câmbio
R;_ sim, meu chefe-câmbio, fora
– persegui a caminhonete a uma distância segura, pra não perceberem
minha presença, ela tinha pegado pela General Paz sentido Liniers,
ia informando a localização
R;_ 10-20 a caminhonete tá indo pro oeste-câmbio
C;_ 10-4 mantenha distância, achamos que sabemos onde vão-câmbio
R;_ 10-4 copiado-câmbio e fora
– como o chefe disse, a caminhonete foi pro campo de golfe, entrando pelo portão velho da fábrica
R;_ 10-20 o veículo entrou na fábrica abandonada-câmbio
C;_ 10-4 copiado, vá pra delegacia-câmbio
R;_ copiado-câmbio fora
Sergio Santamarina ponto de vista
- me encontrava com os olhos vendados, minhas mãos amarradas e minhas pernas também,
acho que estava sentado numa espécie de poltrona, não entendia muito, mas logo as dúvidas sumiram,
Chefe- quantos problemas você nos causa, Sergio
Ser- eu gosto de causar problemas
Chefe- já vi, sabe que temos um grande problema
Ser- o que foi, não sabe nada de matemática, precisa de ajuda?
- senti um tapa, uma mão grande
Chefe- parece que você não tá entendendo, acha que a polícia vai te ajudar?
Ser- pode ser que sim ou que não
- senti um tapa
Chefe- acha que isso é um jogo, cara? Por sua culpa e da sua família, tô perdendo milhares de dólares
Ser- não mete a minha família nisso, e a Luz você nunca vai ter
Chefe- agora parece um herói, não tá em posição de exigir nada
Ser- por que não me solta e descobre?
- levei um soco na barriga e outro na cara,
me deixando caído e inconsciente
Enquanto isso, na delegacia
Carlos Malagueira, principal,
- bem, temos a posição. Segundo nosso informante e os vigias,
sequestraram Sergio Santamarina, tem três garotas a mais, menores de idade, que
foram sequestradas ontem. A localização do puteiro é dentro do campo de golfe, aqui e aqui. O GRUPO HALCÃO vai entrar pela frente,
O GRUPO GEAT vai entrar por aqui, e na frente do portão esperam a ordem
pra entrar. Nós vamos ser vigia e ataque direto, vocês cobrem nossas costas. Acreditamos que eles estão nessa parte do depósito,
o delegado vai dar apoio com os homens dele nos arredores, um helicóptero do estado vai voar por perto, os serviços de emergência vão ficar em alerta vermelho. Alguma pergunta?
- não, senhor
- bem, todos para suas posições, boa sorte
Carlos M- bem, vamos avançar. Vamos ficar em contato nessa frequência
De volta ao depósito
- senti alguém me segurando nos braços, alguém me dando uns tapinhas suaves
- mãe, é você?
- não, não sou Encerrado.
Abri meus olhos, estava rodeado por três garotas. Tinha uma quarta mulher sentada encostada na parede, chorando. Olhei pras três garotas e era óbvio que ia perguntar quem eram. A que me segurava nos braços: "Eu sou Lucia Martinez" (16 anos, magra, morena). A que me dava tapas: "Ela é Micaela Díaz" (17 anos, era loira e também magra). E a outra garota que me olhava, sacudindo meu corpo: "E ela é Valery Garcia" (16 anos, também magra, cabelo castanho; o sotaque dela me dizia que não era argentina). "E ela, quem é?" "Ela é Solange Vargas (peruana, 30 anos). Já estava aqui quando nos trouxeram."
Eu: "Vocês estão bem?"
Lucia M.: "Sim, estamos bem. Machucadas, mas bem."
Mica D.: "Quem é você? Sabe por que nos sequestraram?"
Eu: "Eu sou Sergio Santamarina. Acho que foi porque não entreguei minha irmã adotiva."
Valery G.: "Sua irmã? Queriam ela?"
Eu: "Sim. É uma banda que prostitui mulheres, além de tráfico de droga."
Solange V.: "Por sua culpa estou aqui."
Fiquei surpreso com essa acusação.
Eu: "Desculpa, por que você diz que é por minha culpa? Se nem sei quem você é. Se não percebeu, estamos todos trancados no mesmo lugar."
Solange V.: "Sabe sim. Sou a empregada do chinês, da verdureira. Não me reconhece?"
Eu: "Como quer que eu te reconheça, se não consigo ver seu rosto? Por que te trouxeram pra cá?"
Solange V.: "Lembra da briga com os policiais e sua namorada? Eu saí como testemunha. Dias depois, passou uma caminhonete branca e me sequestraram. Por declarar a seu favor, estou aqui."
Eu: "Me desculpa, mas não sabíamos que você estava aqui. A garota que me acompanhava não era minha namorada, é policial. E agora, ao ver que desapareci, vão vir nos buscar." "Vocês, garotas, de onde são?"
Lucia M.: "Somos três amigas. Estávamos voltando pra casa quando apareceu a van branca. Nos meteram as três lá dentro, e aqui estamos. Até agora não nos maltrataram."
Eu: "Bom, isso por um lado. Alguém viu alguma coisa quando te meteram aqui?"
Mica D.: "Não muito. Nos meteram e... Uma porta, subimos uma escada, tinha três portas. Numa dava pra ver o depósito e a outra é igual a esta, com aquela janelinha.
Sérgio — Beleza, preciso chegar lá e ver o que encontro.
— Tentei subir como dava, as minhas me ajudaram, consegui ver os fundos do depósito. A janela abria pra cima, consegui entrar e sair lá em cima no telhado. Era tipo uma sala de controle do depósito. Vi uma escada que dava pro telhado, subi na maciota, espiei a laje, primeiro olhando se não tinha ninguém. Sabia que no tanque tava o vigia, fiz sinal pra ele e tentei explicar onde a gente tava preso, mexendo os lábios. Vi uma equipe da polícia entrando pelo tanque. Espero que ele tenha me entendido. Voltei pras minas, vi uns caixotes que dava pra usar pra subir pro terraço pela janela. Peguei três e me aproximei da janela, fiz sinal pra elas, passei os caixotes um por um, entrei de novo.
Sérgio — Beleza, minas, temos que vazar daqui. A polícia tá chegando e podem vir nos matar pra apagar as provas. Vocês vão subir pro terraço, vai ter uma escada que sobe. Fiquem abaixadas, cheguem no final, mas não se espie.
— Elas começaram a subir, uma por uma. A Solange relutou um pouco, tive que convencer ela a sair. Depois que saíram, empilhei os caixotes e subi também. Lá em cima, o quarto do lado tava com a janela quebrada. Vi duas meninas de uns 10 anos, mais ou menos. Não dava pra deixar elas lá. Entrei pela janela e desci. Elas se assustaram, pedindo pra eu não machucar. Não sabia como falar pra ganhar a confiança delas.
Sérgio — Meninas, sou o Sérgio Santamarina. Tava aqui do lado sequestrado com outras quatro minas.
Meninas — Sabe da minha mãe?
Sérgio — Quem é sua mãe, como ela se chama?
Meninas — Solange Vargas.
Sérgio — São as filhas da Solange do mercado?
Meninas — Conhece ela? Quando ela vem nos buscar?
Sérgio — Acabei de ajudar ela a sair daqui. Agora mesmo ela tá no terraço. Temos que vazar daqui rápido. A polícia vem aí e a gente corre perigo.
— Apontei pra elas. onde subir e pra onde ir, ajudei elas a subir, ambas saíram pra cima, arrastei um móvel como pude sem fazer barulho, quando tava saindo, alguém abriu a porta, ;_ quieto aí filho da puta - e o tiro soou, corri pra escada
Brigada Ponto de Vista
R.M;_ principal me copia urgente-câmbio
C.M;_ Tô ouvindo vigia-câmbio
R.M;_ vi o sergio sair na laje do depósito-câmbio
C.M;_ repete sargento-câmbio
R.M;_ que o sergio apareceu na laje do depósito-câmbio
C.M;_ ainda tá aí sargento-câmbio
R.M;_ negativo principal, fez uns sinais e desceu de volta-câmbio
C.M;_ que sinais sargento-câmbio
R.M;_ pelo que entendi, tem mais quatro mulheres com ele-câmbio
C.M;_ bom trabalho vigia-câmbio
R.M;_ aviso se aparecer de novo-câmbio
C.M;_ afirmativo principal-câmbio e fora
;- o principal avança rápido, atrás dele vem Melisa S. (Sargento), Rocio U.(cabo 1º), Oscar G.(cabo 1º) e Alan Baez (cabo 1º), chegaram num dos acessos do depósito, na entrada principal tava Sabrina M.(cabo 1º) com o grupo falcão, tavam entrando, derrubando portas, no grito,
ALTO POLÍCIA, TÃO CERCADOS, reduzindo todo mundo que tava lá,
o grupo Falcão tava cercando o lugar todo, lá fora se ouve tiro
BRIGADA Ponto de Vista
Carlos M- Beleza, vamos avançar, tu e tu por aqui, vem comigo,
;- assim que o grupo GEAT entrou pelo portão principal, alertaram quem tava lá no depósito, pegaram as armas e se posicionaram, pra pegar de surpresa quem entrava pela frente, a surpresa foi deles,
aparecer por trás,
Carlos M- POLÍCIA FEDERAL LARGUEM AS ARMAS, TÃO CERCADOS
,- o tiroteio começou, um monte de bala, a gangue tinha metralhadoras,
o grupo GEAT tinha submetralhadora IWI ACE-N 22, a outra parte do grupo já tinha cercado a frente, tava seguro, o tiroteio acabou, temos alguns
feridos na força, do lado deles alguns mortos e feridos, a gente reduziu eles a todos, foi o que pensamos,
ENQUANTO ISSO, NO TERRAÇO
, - assim que consegui subir e encontrar o resto, a Solange abraçava as filhas dela,
me viu aparecendo correndo e me abraçou também ;_ valeu, Sérgio, valeu-
Ser- calma, isso ainda não acabou
Matão- para aí, filho da puta ,- soou um tiro e depois disso um tiroteio
, - corremos, tinha uma espécie de quarto, tampado com madeira, corremos pra
nos proteger e ao chegar demos de cara com uma surpresa, três caras
amarrados pelos braços, pelados, um tava inconsciente,
ensanguentado, espancados, amordaçados, a cena era de arrepiar
Ser- porra, têm mais três aqui
Lucia M- meu deus do céu, coitados dos meninos
Ser- vamos soltar eles, alguém tem roupa sobrando pra cobrir eles,
, - tiramos algumas peças e cobrimos eles como deu, descemos eles
como deu, o mais ferrado deitamos no chão, os outros dois sentamos
Ser- rapazes, quem são vocês? , - o mais ferrado tava inconsciente, não respondia mas respirava, tinha pulso, outro dos caras tava na mesma, um a gente conseguiu acordar, o coitado se assustou,
tapando os olhos e gritando ;_ não vi eles, não vi eles, não me machuca, por favor- desabou num choro
Ser- calma, garoto, você tá seguro, a polícia já entrou no lugar, a gente tava
sequestrado igual a vocês, olha, vê as minas, elas também tavam sequestradas, o cara olhou, ainda em pânico, e me perguntou ;_ você é viado-
e eu respondi que não, ;_ por que a pergunta? ;_ pegaram a gente por causa disso, por ser viado, bateram na gente, humilharam a gente,-
Calma, amigo, eu não vou te julgar, em casa tenho um casal de sapatão, minha mãe e minha tia adotiva, fica tranquilo, vou tentar pedir ajuda pra sair daqui
;-quem tava falando era Mateo Zabala, 21 anos, de Merlo, o irmão dele que tava inconsciente era Lucas Zabala, 18 anos, também de Merlo, e o que tava ferido
era o amigo deles, Marcelino Paniagua, 25 anos, de Morón,
, - saí de Aí, deixando as minas e os caras, naquele instante apareceram 2 pela escada, tentei me esconder mas já era tarde, tinham me pegado.
VIGIA Ricardo Maza PONTO DE VISTA
,- são as mulheres que ele mencionou, tem 2 meninas também
R.M;_ Principal, vigia com novidade-câmbio
C.M;_ afirmativo, escuto-câmbio
R.M;_ Sergio, com 4 minas e 2 meninas saíram pro terraço-câmbio
C.M;_ posição vigia-câmbio
R.M;_ oeste no final da fábrica-câmbio
C.M;_ afirmativo-câmbio
,- correram pra um quarto que tinha no outro lado, entraram lá,
pela escada tinha saído dois, um de terno com uma arma na mão e o outro
com uma metralhadora, se esconderam de novo pra ver se entravam no
quarto, de repente o Sergio sai pra buscar ajuda
R.M;_ principal, principal, vai pro terraço urgente-câmbio
C.M;_ afirmativo sargento, que que tá rolando-câmbio
R.M;_ vão matar o Sergio-câmbio
C.M;_ porra, chegaram os franco-atiradores, informe enquanto a gente avança-câmbio
R.M;_ Sim senhor, tão preparando as armas
C.M;_ atire pra matar se precisar-câmbio
R.M;_ Afirmativo principal-câmbio
,- ouviram se precisar a gente derruba ele, eu tinha meu fuzil, não era grande mas servia, o Sergio chegou na escada e tava cercado, pegaram ele pelo pescoço, levando pra beirada, temos que agir agora, pela escada aparecem mais 2 atirando, um cai morto o outro corre, o Sergio tava com o cara de terno segurando o pescoço dele com a pistola apontada na cabeça, o terceiro se aproximou, tavam conversando alguma coisa
, os 2 restantes foram pra onde estavam os reféns,
;_ atirem pra matar- dois tiros certeiros, caíram mortos
,- o principal e a sargento com um punhado do grupo GEAT apareceram cercando
o Sergio e o captor dele, um grupo foi atrás das reféns cobrindo a entrada,
tavam chegando 2 helicópteros, um da PFA e o outro de canal de notícias
R.M;_ principal, tão chegando 2 helicópteros, um da PFA e um civil-Câmbio C.M;_ copiado, sargento-câmbio
Principal Carlos Malaver Ponto de vista
- Nós fomos pela escada, atrás de mim vinham Melisa Sanches, Oscar Galarza, Alan Baez e Rocio Ugarteche, um punhado do grupo GEAT nos seguia com os escudos. A gente tava se aproximando do final da escada, quando ouvimos 2 tiros dos franco-atiradores. Avistei os 3 no tanque, me inclinei e vi os dois marginais abatidos, vi o Sergio e o sequestrador dele. Avançamos na direção deles, ordenei pro grupo GEAT proteger os reféns.
Carlos M- Tá cercado, comissário, larga a arma
Comissário- hahahaha cê não tá em posição de pedir nada
Carlos M- Não tem saída, cê tá cercado, a gente tomou o lugar
Comissário- Tem certeza? Ou me deixa ir ou a família desse moleque morre
Carlos M- Como cê tem tanta certeza? Seus homens tão abatidos
Comissário- Tem certeza? O sangue deles vai ficar nas suas mãos
Carlos M- Isso é impossível
Horas antes…
Carlos M- Beleza, família, a gente tem que tirar vocês daqui agora. As coisas a gente vem buscar depois
Mãe- O que tá rolando? Não mente pra mim, Carlos, o que tá rolando?
Carlos M- Tá bom, não posso mentir. Hoje a gente ia dar o golpe na banda, enquanto vocês eram levadas pra outro lugar, mas aconteceu algo que a gente não esperava. Seguiram o cabo Ugarteche e o Sergio até Lugano, capturaram eles
;- Minha mãe desabou no choro, e o grito dos outros- Por favor, peço calma agora. A cabo tá seguindo ele, a gente tem ele na mira. Precisamos tirar vocês agora pela terceira saída, já abrimos ela e uma caminhonete tá esperando pra deixar vocês a salvo. Confia em mim, vou trazer seu filho são e salvo
Mãe- Cê me promete, principal?
Carlos M- Prometo pela minha família. A gente precisa sair agora, um grupo de polícia vai esperar vocês à paisana, são de confiança e vão levar pra um lugar seguro. Aqui vai ficar outro grupo esperando, com certeza vão vir sequestrar vocês
Viviana- Vamos, gurias, não temos tempo a perder
;- Graças ao informante podemos nos antecipar aos movimentos dele e o do Sergio, se ele já sabia, se ele sabia, já tinha tido uma conversa com ele, decidimos manter em segredo, ele tava por dentro da operação e ia fazer parte dela, ele tinha a informação de onde estavam os reféns e pra onde levar, sabíamos que não eram vigiados, prometi que responderia por ele, e que a gente ia cuidar dele do ar e do chão, ele sabia bem onde tava o vigia e os atiradores de elite, por onde entrariam, posso dizer que tem um puta futuro pela frente, seria um agente foda, diria que dos melhores, inquebrável, contra ele não teriam chance, se ele seguisse essa carreira, eu seria o padrinho dele, tinha a parada da família dele, quando você entra nisso, coloca em risco tudo ao seu redor, inimigos pra caralho e o alvo principal seria sempre a família dele,
DE VOLTA NO TERRAÇO Sergio
,- depois de ver os dois caírem abatidos, o chefão e o grupo dele aparecem em cena, acompanhados por um grupo de combate, nos cercam, ele não tem mais saída, enquanto eu ouvia o que diziam..
Carlos M- tá cercado, comissário, larga a arma
Comissário- hahaha você não tá em posição de pedir nada,
Carlos M- não tem saída, tá cercado, tomamos o lugar
Comissário- tem certeza? ou me deixa ir ou a família desse moleque morre
Carlos M- como você tá tão seguro? seus homens tão abatidos
Comissário- tem certeza? o sangue deles vai estar nas suas mãos
Carlos M- cê tá muito confiante, quer ligar e saber o que tá rolando?
,- naquele momento, na distração dele ao sacar o celular, agarrei a mão dele onde tava a arma, puxei pra trás das costas dele, soltei a arma e ele ficou de joelhos
Ser- fim de jogo, comissário ;- peguei o telefone dele- discando o número e coloquei no ouvido dele-
,- a cara dele mudou na hora
Ser- que foi, comissário, os ratos comeram sua língua?
Comissário- como isso é possível?
Carlos M- estamos um passo à frente do senhor, comissário, e dessa vez não tem escapatória
Ser- nunca mais volte me aproximar da minha família de novo
- eu dei um chute nos ovos dele
- o que posso dizer, a operação saiu melhor do que eu esperava, o chefe vai ser um grande comissário inspetor, trocamos um aperto de mão, com um grande abraço, cumprimentei o resto também, a Melissa me deu vários beijos, me dedicou um sorriso lindo, a Rocío se aproximou me abraçando, chorando
Sergio - calma, amiga, tudo acabou
Rocío - eu tive medo de te perder pra sempre
Sergio - sim, eu sei, Ro, aqui estou e não vai me perder
Rocío - me senti com medo, e até que não te visse de volta, esse medo não ia embora
Sergio - já foi, Ro, tudo terminou, agora é hora de comemorar
;- ela me olhou com aqueles olhos lindos cheios de lágrimas, me beijou, um beijo doce e suave
e eu correspondi
;- depois que terminamos os cumprimentos e também cumprimentei o grupo GEAT,
fomos com as reféns, eu tinha trazido água e cobertores, elas estavam esperando a equipe médica
Sergio - galera, tudo acabou, apresento a vocês o chefe Malaver, ele comandou a operação
ela é a Ugarteche, também fez parte da operação
Malaver - olá a todos, vocês estão a salvo agora, devem agradecer ao Sergio, sem ele essa operação não teria funcionado
;- a Rocío me olhou como se não entendesse, eu fiz parte da operação?
Sergio - sim, como ele disse, eu sabia onde vocês estavam e meu trabalho era tirar vocês de lá e colocar num lugar seguro, e a única forma que eu tinha de me aproximar de vocês
era me deixar capturar
;- enquanto eu falava, a Rocío tinha saído
;- o chefe
contou que elas sairiam dali, lá embaixo estão as ambulâncias pra levar elas pro hospital pra fazer os curativos
Sergio - Rocío, o que foi?
Rocío - me usaram, você me usou, como sempre, você fez parte da operação
Sergio - calma, posso explicar, o plano era esse, ir pra Lugano e me deixar capturar lá,
a Melissa ia vir no seu lugar, eu ia me deixar capturar e ela ia me seguir de longe se tudo desse certo, como você se ofereceu, o plano teve que mudar, eu gostei da ideia de você vir, eu sei que você não ia me deixar ser capturado, por isso Mudei o lugar, e o negócio da sua irmã caiu como uma luva pra mim.
Rocío – quem sabia era todo mundo, menos eu.
Ser – só eu e o Carlos sabiam, nem a família, ninguém ficou sabendo disso.
Rocío – entendo. E o que rolou entre a gente também foi real.
Ser – mais real do que você imagina. E a primeira pessoa com quem quero comemorar é você. Você e eu, a sós. Avancei na boca dela, devorando ela, e me aproximei do ouvido dela.
Ser – cê sabe que eu gosto de você, né? – me afastei dela, sem dar tempo dela responder.
– Já tinham descido os reféns. Os três caras desceram na maca.
O resto das minas tava na ambulância.
Passando pelo depósito, pude ver tudo o que tinha: pacotes de droga, uma mesa cheia de dinheiro, os corpos dos bandidos, os oficiais fazendo a perícia. Já tinham colocado os que sobraram vivos num camburão. Vi uma caminhonete da penitenciária, tavam colocando eles lá dentro.
O comissário Bomprezzi tinha subido. Quando me viu, veio falar comigo.
Bomprezzi – Sergio, que bom te ver vivo. A gente tava com medo do pior.
Ser – fica tranquilo, Roberto. Tava tudo planejado.
Bomprezzi – planejado? Não entendi.
Ser – calma, Roberto, depois a gente explica.
Bomprezzi – quero ouvir isso. Depois a gente conversa sobre essa putaria toda.
Ser – e vai ser assim. Excelente trabalho, comissário.
– Infelizmente, aconteceu o que eu temia. Os canais de notícia já estavam lá e já tinham me fotografado e filmado junto com o chefe da operação e o comissário da área.
Capítulo 16: estamos em perigo PARTE 4
– fui até onde ficam as fontes, pra esperar, a mochila deixei no carro da Rocío por via das dúvidas, de repente uma dor forte na cabeça, uma traffic estacionando e tudo ficou preto…
antes de levar outro golpe, ouvi claramente: ;_ pegamos ele, chefe
e tudo se apaga
Rocío Ugarteche ponto de vista
– depois que deixei minha irmã, fui até a fonte em frente à igreja,
passando pela salinha na última curva, vi uma traffic parada, 4 caras de aparência suspeita carregando uma pessoa pra dentro, a traffic saiu rápido, quando estacionei não vi
o Sergio, uma mulher se aproxima ;_ viu, mocinha, sequestraram um rapaz-
– caralho, é o Sergio, acelerei queimando pneu, peguei o rádio e chamei o chefe
R;_ chefe, me escuta? temos um 10-18, chefe-câmbio
C;_ informe, cabo-câmbio
R;_ temos um 10-16, acabaram de sequestrar o Sergio-câmbio
C;_ reporte um 10-0 e coordene com a PFA, pra localizarem ele-câmbio
R;_ sim, meu chefe-câmbio
– mudei o rádio pro da PFA, pra pedir ajuda, quando cheguei na avenida Roca, avistei a traffic
R;_ chefe, tenho ele na mira-câmbio
C;_ pediu reforços?-câmbio
R;_ não, meu chefe, cancelei o reporte-câmbio
C;_ persiga ele, mantenha distância, informe sobre a trajetória-câmbio
R;_ sim, meu chefe-câmbio, fora
– persegui a caminhonete a uma distância segura, pra não perceberem
minha presença, ela tinha pegado pela General Paz sentido Liniers,
ia informando a localização
R;_ 10-20 a caminhonete tá indo pro oeste-câmbio
C;_ 10-4 mantenha distância, achamos que sabemos onde vão-câmbio
R;_ 10-4 copiado-câmbio e fora
– como o chefe disse, a caminhonete foi pro campo de golfe, entrando pelo portão velho da fábrica
R;_ 10-20 o veículo entrou na fábrica abandonada-câmbio
C;_ 10-4 copiado, vá pra delegacia-câmbio
R;_ copiado-câmbio fora
Sergio Santamarina ponto de vista
- me encontrava com os olhos vendados, minhas mãos amarradas e minhas pernas também,
acho que estava sentado numa espécie de poltrona, não entendia muito, mas logo as dúvidas sumiram,
Chefe- quantos problemas você nos causa, Sergio
Ser- eu gosto de causar problemas
Chefe- já vi, sabe que temos um grande problema
Ser- o que foi, não sabe nada de matemática, precisa de ajuda?
- senti um tapa, uma mão grande
Chefe- parece que você não tá entendendo, acha que a polícia vai te ajudar?
Ser- pode ser que sim ou que não
- senti um tapa
Chefe- acha que isso é um jogo, cara? Por sua culpa e da sua família, tô perdendo milhares de dólares
Ser- não mete a minha família nisso, e a Luz você nunca vai ter
Chefe- agora parece um herói, não tá em posição de exigir nada
Ser- por que não me solta e descobre?
- levei um soco na barriga e outro na cara,
me deixando caído e inconsciente
Enquanto isso, na delegacia
Carlos Malagueira, principal,
- bem, temos a posição. Segundo nosso informante e os vigias,
sequestraram Sergio Santamarina, tem três garotas a mais, menores de idade, que
foram sequestradas ontem. A localização do puteiro é dentro do campo de golfe, aqui e aqui. O GRUPO HALCÃO vai entrar pela frente,
O GRUPO GEAT vai entrar por aqui, e na frente do portão esperam a ordem
pra entrar. Nós vamos ser vigia e ataque direto, vocês cobrem nossas costas. Acreditamos que eles estão nessa parte do depósito,
o delegado vai dar apoio com os homens dele nos arredores, um helicóptero do estado vai voar por perto, os serviços de emergência vão ficar em alerta vermelho. Alguma pergunta?
- não, senhor
- bem, todos para suas posições, boa sorte
Carlos M- bem, vamos avançar. Vamos ficar em contato nessa frequência
De volta ao depósito
- senti alguém me segurando nos braços, alguém me dando uns tapinhas suaves
- mãe, é você?
- não, não sou Encerrado.
Abri meus olhos, estava rodeado por três garotas. Tinha uma quarta mulher sentada encostada na parede, chorando. Olhei pras três garotas e era óbvio que ia perguntar quem eram. A que me segurava nos braços: "Eu sou Lucia Martinez" (16 anos, magra, morena). A que me dava tapas: "Ela é Micaela Díaz" (17 anos, era loira e também magra). E a outra garota que me olhava, sacudindo meu corpo: "E ela é Valery Garcia" (16 anos, também magra, cabelo castanho; o sotaque dela me dizia que não era argentina). "E ela, quem é?" "Ela é Solange Vargas (peruana, 30 anos). Já estava aqui quando nos trouxeram."
Eu: "Vocês estão bem?"
Lucia M.: "Sim, estamos bem. Machucadas, mas bem."
Mica D.: "Quem é você? Sabe por que nos sequestraram?"
Eu: "Eu sou Sergio Santamarina. Acho que foi porque não entreguei minha irmã adotiva."
Valery G.: "Sua irmã? Queriam ela?"
Eu: "Sim. É uma banda que prostitui mulheres, além de tráfico de droga."
Solange V.: "Por sua culpa estou aqui."
Fiquei surpreso com essa acusação.
Eu: "Desculpa, por que você diz que é por minha culpa? Se nem sei quem você é. Se não percebeu, estamos todos trancados no mesmo lugar."
Solange V.: "Sabe sim. Sou a empregada do chinês, da verdureira. Não me reconhece?"
Eu: "Como quer que eu te reconheça, se não consigo ver seu rosto? Por que te trouxeram pra cá?"
Solange V.: "Lembra da briga com os policiais e sua namorada? Eu saí como testemunha. Dias depois, passou uma caminhonete branca e me sequestraram. Por declarar a seu favor, estou aqui."
Eu: "Me desculpa, mas não sabíamos que você estava aqui. A garota que me acompanhava não era minha namorada, é policial. E agora, ao ver que desapareci, vão vir nos buscar." "Vocês, garotas, de onde são?"
Lucia M.: "Somos três amigas. Estávamos voltando pra casa quando apareceu a van branca. Nos meteram as três lá dentro, e aqui estamos. Até agora não nos maltrataram."
Eu: "Bom, isso por um lado. Alguém viu alguma coisa quando te meteram aqui?"
Mica D.: "Não muito. Nos meteram e... Uma porta, subimos uma escada, tinha três portas. Numa dava pra ver o depósito e a outra é igual a esta, com aquela janelinha.
Sérgio — Beleza, preciso chegar lá e ver o que encontro.
— Tentei subir como dava, as minhas me ajudaram, consegui ver os fundos do depósito. A janela abria pra cima, consegui entrar e sair lá em cima no telhado. Era tipo uma sala de controle do depósito. Vi uma escada que dava pro telhado, subi na maciota, espiei a laje, primeiro olhando se não tinha ninguém. Sabia que no tanque tava o vigia, fiz sinal pra ele e tentei explicar onde a gente tava preso, mexendo os lábios. Vi uma equipe da polícia entrando pelo tanque. Espero que ele tenha me entendido. Voltei pras minas, vi uns caixotes que dava pra usar pra subir pro terraço pela janela. Peguei três e me aproximei da janela, fiz sinal pra elas, passei os caixotes um por um, entrei de novo.
Sérgio — Beleza, minas, temos que vazar daqui. A polícia tá chegando e podem vir nos matar pra apagar as provas. Vocês vão subir pro terraço, vai ter uma escada que sobe. Fiquem abaixadas, cheguem no final, mas não se espie.
— Elas começaram a subir, uma por uma. A Solange relutou um pouco, tive que convencer ela a sair. Depois que saíram, empilhei os caixotes e subi também. Lá em cima, o quarto do lado tava com a janela quebrada. Vi duas meninas de uns 10 anos, mais ou menos. Não dava pra deixar elas lá. Entrei pela janela e desci. Elas se assustaram, pedindo pra eu não machucar. Não sabia como falar pra ganhar a confiança delas.
Sérgio — Meninas, sou o Sérgio Santamarina. Tava aqui do lado sequestrado com outras quatro minas.
Meninas — Sabe da minha mãe?
Sérgio — Quem é sua mãe, como ela se chama?
Meninas — Solange Vargas.
Sérgio — São as filhas da Solange do mercado?
Meninas — Conhece ela? Quando ela vem nos buscar?
Sérgio — Acabei de ajudar ela a sair daqui. Agora mesmo ela tá no terraço. Temos que vazar daqui rápido. A polícia vem aí e a gente corre perigo.
— Apontei pra elas. onde subir e pra onde ir, ajudei elas a subir, ambas saíram pra cima, arrastei um móvel como pude sem fazer barulho, quando tava saindo, alguém abriu a porta, ;_ quieto aí filho da puta - e o tiro soou, corri pra escada
Brigada Ponto de Vista
R.M;_ principal me copia urgente-câmbio
C.M;_ Tô ouvindo vigia-câmbio
R.M;_ vi o sergio sair na laje do depósito-câmbio
C.M;_ repete sargento-câmbio
R.M;_ que o sergio apareceu na laje do depósito-câmbio
C.M;_ ainda tá aí sargento-câmbio
R.M;_ negativo principal, fez uns sinais e desceu de volta-câmbio
C.M;_ que sinais sargento-câmbio
R.M;_ pelo que entendi, tem mais quatro mulheres com ele-câmbio
C.M;_ bom trabalho vigia-câmbio
R.M;_ aviso se aparecer de novo-câmbio
C.M;_ afirmativo principal-câmbio e fora
;- o principal avança rápido, atrás dele vem Melisa S. (Sargento), Rocio U.(cabo 1º), Oscar G.(cabo 1º) e Alan Baez (cabo 1º), chegaram num dos acessos do depósito, na entrada principal tava Sabrina M.(cabo 1º) com o grupo falcão, tavam entrando, derrubando portas, no grito,
ALTO POLÍCIA, TÃO CERCADOS, reduzindo todo mundo que tava lá,
o grupo Falcão tava cercando o lugar todo, lá fora se ouve tiro
BRIGADA Ponto de Vista
Carlos M- Beleza, vamos avançar, tu e tu por aqui, vem comigo,
;- assim que o grupo GEAT entrou pelo portão principal, alertaram quem tava lá no depósito, pegaram as armas e se posicionaram, pra pegar de surpresa quem entrava pela frente, a surpresa foi deles,
aparecer por trás,
Carlos M- POLÍCIA FEDERAL LARGUEM AS ARMAS, TÃO CERCADOS
,- o tiroteio começou, um monte de bala, a gangue tinha metralhadoras,
o grupo GEAT tinha submetralhadora IWI ACE-N 22, a outra parte do grupo já tinha cercado a frente, tava seguro, o tiroteio acabou, temos alguns
feridos na força, do lado deles alguns mortos e feridos, a gente reduziu eles a todos, foi o que pensamos,
ENQUANTO ISSO, NO TERRAÇO
, - assim que consegui subir e encontrar o resto, a Solange abraçava as filhas dela,
me viu aparecendo correndo e me abraçou também ;_ valeu, Sérgio, valeu-
Ser- calma, isso ainda não acabou
Matão- para aí, filho da puta ,- soou um tiro e depois disso um tiroteio
, - corremos, tinha uma espécie de quarto, tampado com madeira, corremos pra
nos proteger e ao chegar demos de cara com uma surpresa, três caras
amarrados pelos braços, pelados, um tava inconsciente,
ensanguentado, espancados, amordaçados, a cena era de arrepiar
Ser- porra, têm mais três aqui
Lucia M- meu deus do céu, coitados dos meninos
Ser- vamos soltar eles, alguém tem roupa sobrando pra cobrir eles,
, - tiramos algumas peças e cobrimos eles como deu, descemos eles
como deu, o mais ferrado deitamos no chão, os outros dois sentamos
Ser- rapazes, quem são vocês? , - o mais ferrado tava inconsciente, não respondia mas respirava, tinha pulso, outro dos caras tava na mesma, um a gente conseguiu acordar, o coitado se assustou,
tapando os olhos e gritando ;_ não vi eles, não vi eles, não me machuca, por favor- desabou num choro
Ser- calma, garoto, você tá seguro, a polícia já entrou no lugar, a gente tava
sequestrado igual a vocês, olha, vê as minas, elas também tavam sequestradas, o cara olhou, ainda em pânico, e me perguntou ;_ você é viado-
e eu respondi que não, ;_ por que a pergunta? ;_ pegaram a gente por causa disso, por ser viado, bateram na gente, humilharam a gente,-
Calma, amigo, eu não vou te julgar, em casa tenho um casal de sapatão, minha mãe e minha tia adotiva, fica tranquilo, vou tentar pedir ajuda pra sair daqui
;-quem tava falando era Mateo Zabala, 21 anos, de Merlo, o irmão dele que tava inconsciente era Lucas Zabala, 18 anos, também de Merlo, e o que tava ferido
era o amigo deles, Marcelino Paniagua, 25 anos, de Morón,
, - saí de Aí, deixando as minas e os caras, naquele instante apareceram 2 pela escada, tentei me esconder mas já era tarde, tinham me pegado.
VIGIA Ricardo Maza PONTO DE VISTA
,- são as mulheres que ele mencionou, tem 2 meninas também
R.M;_ Principal, vigia com novidade-câmbio
C.M;_ afirmativo, escuto-câmbio
R.M;_ Sergio, com 4 minas e 2 meninas saíram pro terraço-câmbio
C.M;_ posição vigia-câmbio
R.M;_ oeste no final da fábrica-câmbio
C.M;_ afirmativo-câmbio
,- correram pra um quarto que tinha no outro lado, entraram lá,
pela escada tinha saído dois, um de terno com uma arma na mão e o outro
com uma metralhadora, se esconderam de novo pra ver se entravam no
quarto, de repente o Sergio sai pra buscar ajuda
R.M;_ principal, principal, vai pro terraço urgente-câmbio
C.M;_ afirmativo sargento, que que tá rolando-câmbio
R.M;_ vão matar o Sergio-câmbio
C.M;_ porra, chegaram os franco-atiradores, informe enquanto a gente avança-câmbio
R.M;_ Sim senhor, tão preparando as armas
C.M;_ atire pra matar se precisar-câmbio
R.M;_ Afirmativo principal-câmbio
,- ouviram se precisar a gente derruba ele, eu tinha meu fuzil, não era grande mas servia, o Sergio chegou na escada e tava cercado, pegaram ele pelo pescoço, levando pra beirada, temos que agir agora, pela escada aparecem mais 2 atirando, um cai morto o outro corre, o Sergio tava com o cara de terno segurando o pescoço dele com a pistola apontada na cabeça, o terceiro se aproximou, tavam conversando alguma coisa
, os 2 restantes foram pra onde estavam os reféns,
;_ atirem pra matar- dois tiros certeiros, caíram mortos
,- o principal e a sargento com um punhado do grupo GEAT apareceram cercando
o Sergio e o captor dele, um grupo foi atrás das reféns cobrindo a entrada,
tavam chegando 2 helicópteros, um da PFA e o outro de canal de notícias
R.M;_ principal, tão chegando 2 helicópteros, um da PFA e um civil-Câmbio C.M;_ copiado, sargento-câmbio
Principal Carlos Malaver Ponto de vista
- Nós fomos pela escada, atrás de mim vinham Melisa Sanches, Oscar Galarza, Alan Baez e Rocio Ugarteche, um punhado do grupo GEAT nos seguia com os escudos. A gente tava se aproximando do final da escada, quando ouvimos 2 tiros dos franco-atiradores. Avistei os 3 no tanque, me inclinei e vi os dois marginais abatidos, vi o Sergio e o sequestrador dele. Avançamos na direção deles, ordenei pro grupo GEAT proteger os reféns.
Carlos M- Tá cercado, comissário, larga a arma
Comissário- hahahaha cê não tá em posição de pedir nada
Carlos M- Não tem saída, cê tá cercado, a gente tomou o lugar
Comissário- Tem certeza? Ou me deixa ir ou a família desse moleque morre
Carlos M- Como cê tem tanta certeza? Seus homens tão abatidos
Comissário- Tem certeza? O sangue deles vai ficar nas suas mãos
Carlos M- Isso é impossível
Horas antes…
Carlos M- Beleza, família, a gente tem que tirar vocês daqui agora. As coisas a gente vem buscar depois
Mãe- O que tá rolando? Não mente pra mim, Carlos, o que tá rolando?
Carlos M- Tá bom, não posso mentir. Hoje a gente ia dar o golpe na banda, enquanto vocês eram levadas pra outro lugar, mas aconteceu algo que a gente não esperava. Seguiram o cabo Ugarteche e o Sergio até Lugano, capturaram eles
;- Minha mãe desabou no choro, e o grito dos outros- Por favor, peço calma agora. A cabo tá seguindo ele, a gente tem ele na mira. Precisamos tirar vocês agora pela terceira saída, já abrimos ela e uma caminhonete tá esperando pra deixar vocês a salvo. Confia em mim, vou trazer seu filho são e salvo
Mãe- Cê me promete, principal?
Carlos M- Prometo pela minha família. A gente precisa sair agora, um grupo de polícia vai esperar vocês à paisana, são de confiança e vão levar pra um lugar seguro. Aqui vai ficar outro grupo esperando, com certeza vão vir sequestrar vocês
Viviana- Vamos, gurias, não temos tempo a perder
;- Graças ao informante podemos nos antecipar aos movimentos dele e o do Sergio, se ele já sabia, se ele sabia, já tinha tido uma conversa com ele, decidimos manter em segredo, ele tava por dentro da operação e ia fazer parte dela, ele tinha a informação de onde estavam os reféns e pra onde levar, sabíamos que não eram vigiados, prometi que responderia por ele, e que a gente ia cuidar dele do ar e do chão, ele sabia bem onde tava o vigia e os atiradores de elite, por onde entrariam, posso dizer que tem um puta futuro pela frente, seria um agente foda, diria que dos melhores, inquebrável, contra ele não teriam chance, se ele seguisse essa carreira, eu seria o padrinho dele, tinha a parada da família dele, quando você entra nisso, coloca em risco tudo ao seu redor, inimigos pra caralho e o alvo principal seria sempre a família dele,
DE VOLTA NO TERRAÇO Sergio
,- depois de ver os dois caírem abatidos, o chefão e o grupo dele aparecem em cena, acompanhados por um grupo de combate, nos cercam, ele não tem mais saída, enquanto eu ouvia o que diziam..
Carlos M- tá cercado, comissário, larga a arma
Comissário- hahaha você não tá em posição de pedir nada,
Carlos M- não tem saída, tá cercado, tomamos o lugar
Comissário- tem certeza? ou me deixa ir ou a família desse moleque morre
Carlos M- como você tá tão seguro? seus homens tão abatidos
Comissário- tem certeza? o sangue deles vai estar nas suas mãos
Carlos M- cê tá muito confiante, quer ligar e saber o que tá rolando?
,- naquele momento, na distração dele ao sacar o celular, agarrei a mão dele onde tava a arma, puxei pra trás das costas dele, soltei a arma e ele ficou de joelhos
Ser- fim de jogo, comissário ;- peguei o telefone dele- discando o número e coloquei no ouvido dele-
,- a cara dele mudou na hora
Ser- que foi, comissário, os ratos comeram sua língua?
Comissário- como isso é possível?
Carlos M- estamos um passo à frente do senhor, comissário, e dessa vez não tem escapatória
Ser- nunca mais volte me aproximar da minha família de novo
- eu dei um chute nos ovos dele
- o que posso dizer, a operação saiu melhor do que eu esperava, o chefe vai ser um grande comissário inspetor, trocamos um aperto de mão, com um grande abraço, cumprimentei o resto também, a Melissa me deu vários beijos, me dedicou um sorriso lindo, a Rocío se aproximou me abraçando, chorando
Sergio - calma, amiga, tudo acabou
Rocío - eu tive medo de te perder pra sempre
Sergio - sim, eu sei, Ro, aqui estou e não vai me perder
Rocío - me senti com medo, e até que não te visse de volta, esse medo não ia embora
Sergio - já foi, Ro, tudo terminou, agora é hora de comemorar
;- ela me olhou com aqueles olhos lindos cheios de lágrimas, me beijou, um beijo doce e suave
e eu correspondi
;- depois que terminamos os cumprimentos e também cumprimentei o grupo GEAT,
fomos com as reféns, eu tinha trazido água e cobertores, elas estavam esperando a equipe médica
Sergio - galera, tudo acabou, apresento a vocês o chefe Malaver, ele comandou a operação
ela é a Ugarteche, também fez parte da operação
Malaver - olá a todos, vocês estão a salvo agora, devem agradecer ao Sergio, sem ele essa operação não teria funcionado
;- a Rocío me olhou como se não entendesse, eu fiz parte da operação?
Sergio - sim, como ele disse, eu sabia onde vocês estavam e meu trabalho era tirar vocês de lá e colocar num lugar seguro, e a única forma que eu tinha de me aproximar de vocês
era me deixar capturar
;- enquanto eu falava, a Rocío tinha saído
;- o chefe
contou que elas sairiam dali, lá embaixo estão as ambulâncias pra levar elas pro hospital pra fazer os curativos
Sergio - Rocío, o que foi?
Rocío - me usaram, você me usou, como sempre, você fez parte da operação
Sergio - calma, posso explicar, o plano era esse, ir pra Lugano e me deixar capturar lá,
a Melissa ia vir no seu lugar, eu ia me deixar capturar e ela ia me seguir de longe se tudo desse certo, como você se ofereceu, o plano teve que mudar, eu gostei da ideia de você vir, eu sei que você não ia me deixar ser capturado, por isso Mudei o lugar, e o negócio da sua irmã caiu como uma luva pra mim.
Rocío – quem sabia era todo mundo, menos eu.
Ser – só eu e o Carlos sabiam, nem a família, ninguém ficou sabendo disso.
Rocío – entendo. E o que rolou entre a gente também foi real.
Ser – mais real do que você imagina. E a primeira pessoa com quem quero comemorar é você. Você e eu, a sós. Avancei na boca dela, devorando ela, e me aproximei do ouvido dela.
Ser – cê sabe que eu gosto de você, né? – me afastei dela, sem dar tempo dela responder.
– Já tinham descido os reféns. Os três caras desceram na maca.
O resto das minas tava na ambulância.
Passando pelo depósito, pude ver tudo o que tinha: pacotes de droga, uma mesa cheia de dinheiro, os corpos dos bandidos, os oficiais fazendo a perícia. Já tinham colocado os que sobraram vivos num camburão. Vi uma caminhonete da penitenciária, tavam colocando eles lá dentro.
O comissário Bomprezzi tinha subido. Quando me viu, veio falar comigo.
Bomprezzi – Sergio, que bom te ver vivo. A gente tava com medo do pior.
Ser – fica tranquilo, Roberto. Tava tudo planejado.
Bomprezzi – planejado? Não entendi.
Ser – calma, Roberto, depois a gente explica.
Bomprezzi – quero ouvir isso. Depois a gente conversa sobre essa putaria toda.
Ser – e vai ser assim. Excelente trabalho, comissário.
– Infelizmente, aconteceu o que eu temia. Os canais de notícia já estavam lá e já tinham me fotografado e filmado junto com o chefe da operação e o comissário da área.
2 comentários - O despertar de um homem - Capítulo 16