O DESPERTAR DE UM HOMEM
Capítulo 6: aniversário, suspeitas, certezas e reconciliação? PARTE 1
- Na manhã seguinte, acordei cedo como sempre.
Minha mãe devia ter chegado tarde, nem ouvi ela ou nos viu dormindo,
não resolveu nos acordar. Fui pra cozinha preparar o mate,
como toda manhã, me encontrei com a Natália e a Analía, que estavam
tomando café. Dei bom dia e elas se assustaram com minha presença.
S- Parece que viram um fantasma.
N- Desculpa, achei que você não tava, por isso o susto de repente.
A- Bom dia, pensamos que você tava com sua mãe.
S- Cheguei ontem, acho que umas oito, não lembro direito.
- A Analía arregalou os olhos.
N- Cheguei bem depois, a Vivi ficou de plantão,
provavelmente fez plantão com sua mãe.
S- Não sei nada da minha mãe, sábado falei com ela por telefone.
- A Analía saiu meio assustada e vi de canto que foi pro quarto da Paola.
N- Pode ser, o Jorge chegou ontem.
S- Imagino que vou conhecê-lo depois.
- Me despedi dela e fui pro meu quarto, algo não batia
nessa história toda.
- Minha mãe não apareceu, embora seja estranho, a Viviana ia tirar
minhas suspeitas.
- O susto da Analía ao saber que cheguei ontem e ir pro quarto da Paola.
- Coisas estranhas tão rolando e só faz duas semanas que tô aqui,
vou ter que vigiar mais de perto.
- A semana passou como num piscar de olhos e naquele fim de semana não fui pro meu bairro.
Minha mãe nos convidou pra passear, enquanto isso ainda não tinha conhecido o padrasto das meninas, parecia que tava se escondendo, pelo menos pra mim.
Meu aniversário era em dois dias, minha mãe disse que tinha uma surpresa pra mim.
A promessa dela de me ensinar mais sobre sexo tava atrasada e eu não tava tão
desesperado. Lembrei que ainda tinha o envelope da Yamila que não tinha aberto.
- Fui pro banheiro fingindo que ia tomar banho,
sentei e abri o envelope. O que tava tão volumoso era um conjunto de calcinha e sutiã, muito bonito, com borda branca e tecido vermelho. Desenhos da Hello Kitty,
dentro tinha uma carta cheia de coraçõezinhos com um poema
A coisa mais linda de estar apaixonado é o silêncio.
Aquele silêncio que se cria quando duas pessoas se olham nos olhos. Porque você sabe que, não importa o que diga,
mesmo que tente falar da forma mais espetacular possível,
nunca nada vai chegar perto de explicar como você se sente.
E acho que isso é o amor: sorrir calada.
A verdade é que morri de amor, senti a flecha atravessando meu coração
instantaneamente, lá embaixo continuava
Te vi desde sempre de longe, observava seu comportamento
te olhava em silêncio, você não era igual aos outros,
é generoso e compreensivo, disposto a ajudar
os outros, foi isso que me flechou em você
imaginei um futuro contigo, vi ele maravilhoso
mas falta algo pra isso e isso pode ser o começo
Te deixo uma coisa bem minha, no sutiã você vai encontrar
o aroma da minha pele. no outro você vai encontrar meu cheiro,
no dia que você foi embora e só de pensar que te veria na
saída me molhei, espero que você guarde, não quero
que pense que sou fácil, pense como um ato de amor
de uma garota apaixonada pela primeira vez, te amo
Fiquei tão emocionado que meu coração bateu rápido,
levei o sutiã ao nariz, aspirei e o aroma dela estava lá,
peguei a calcinha, e o cheiro de sexo estava nela, não hesitei
e minha punheta foi tremenda, a explosão do meu orgasmo me deixou tremendo
,-de repente a porta se abriu, Natália me olhou e dirigiu o olhar
pro meu pau que eu segurava nas mãos terminando a punheta
,-ela tapou a boca, com cara de susto
S- devia tapar os olhos e não a boca,- ela ficou vermelha
,-fechou a porta, antes de piscar um olho pra mim
,-no dia do meu aniversário, chegou, me prepararam algo simples,
não queria festa grande, algo básico, fizeram um bolo do que eu gostava, bolo de mil folhas, me levaram de olhos fechados até a cozinha, as luzes estavam apagadas e as velas acesas, todo mundo estava lá,
inclusive O famoso padrastro e parceiro da Vivi, na hora de apagar as luzes, tomei um susto. Analía e Paola me olhavam de um jeito estranho. Do lado da Vivi estava ele, o mesmo cara que eu tinha visto naquela noite, nesta mesma cozinha. — Que presente, hein — pensei comigo. Minhas irmãs se aproximaram para me cumprimentar e me deram o presente delas, feito com as próprias mãos: um porta-retrato com uma foto nossa, de nós três. Também me deram uma correntinha com um pingente de coração que se divide em três. Verdade, elas são um amor. Minha mãe me deu uma carteira com algumas notas de 100. — Verdade, eu tava precisando de uma. A Naty chegou rápido, me deu um abraço bem forte e um beijo em cada bochecha. Me presenteou com uma camisa preta muito estilosa. A Analía se aproximou junto com a Paola, as duas vieram, me abraçaram e me deram um beijo no rosto. Antes delas se afastarem, falei no ouvido delas: — O segredo de vocês tá seguro. Adoraria ter visto a cara delas. Antes de irem, me entregaram um envelope lacrado e disseram pra eu abrir quando estivesse sozinho. — É uma proposta indecente — falei. Todo mundo riu, alguns fizeram piada na medida do possível. A Vivi chegou, me cumprimentou e trouxe um pacote de presente grande, da parte dela e do parceiro. VIVI: — Você já conheceu o Léo na semana. Ele me olhou como quem pede socorro. EU: — Não ainda, não tive o prazer de conhecê-lo — estendi a mão e me apresentei. LEO: — Prazer em te conhecer. Acho que vi ele suando. Eu ria por dentro da situação. A noite foi passando e avisei que ia até a cabine telefônica ligar pra minha avó. Estranhamente, a Paola e a Analía se ofereceram pra me acompanhar, com a desculpa de comprar cigarros. O Jorge quis ir também, mas a Viviana não deixou, falou algo no ouvido dele. Saímos pela porta da frente pra ir mais direto. A cabine ficava a três quadras, na avenida principal. Andamos uma quadra, eu na frente delas. De repente, senti elas se posicionarem cada uma de um lado. A Analía se agarrou forte em mim, sentindo os peitos durinhos dela, e a Paola roçava os peitos dela em mim. Percebi que não Tava de sutiã,
S- tão muito carinhosas
P- tem que agradar o aniversariante
A- exato, dar um bom agrado pra ele
- a gente continuou andando
P- espero que você goste do nosso presente
A- é um presentinho da nossa parte, não fazemos isso com qualquer um
P- é verdade, nunca tínhamos dado um presente assim
S- obrigado, meninas. Você, Paola, me surpreendeu desde que a gente chegou
é a primeira vez que você fala comigo. Você também, Analia, exceto no outro dia que você se assustou e eu pude ouvir sua voz
- as duas se olharam
- esse aqui não é otário
- chegamos na cabine, me preparei pra falar com minha avó, que me cumprimentava chorando, e que tinha um presente muito especial pra mim. Ela perguntou como eu tava e se eu iria no fim de semana, e eu disse que sim
a gente se despediu e se veria no fim de semana
- as meninas estavam comprando, avisei que já tava pronto pra voltar
- as duas se posicionaram de cada lado e, antes de virar a esquina, eu parei
S- o que vocês querem de mim? Paola, desde que você chegou, você me olha com desprezo, e você, Ana, fica por aí, mas é mais por implicância
- Ana, que era a mais ousada, falou
A- quero que você me diga o que viu no domingo, e me fala a verdade, porque você vai se dar muito mal
S- ah, saíram as verdadeiras. O circo não me enganou nem um pouco
P- vejo que você é esperto
S- sim, muito esperto, com bons olhos e boa memória
querem a versão curta ou a longa?
A- a longa, a gente quer saber
S- sim, claro, a gente chama a Vivi e o Jorge pra ver se eles gostam
da cena tripla xxx que vocês montaram
- Ana deu um passo pra trás pra me dar um tapa, Paola segurou a mão dela
P- não, Analia, o que você tá fazendo?
A- não vê que esse moleque tá te chantageando? Depois do presente que a gente deu
S- se quiser, eu devolvo o envelope. Chantagem não é comigo, e pra ser sincero, não me interessa o que vocês duas fazem com a buceta de vocês, escondido da sua mãe. Vocês são umas filhas da puta. A Viviana é uma mulher excelente, uma mãe excelente, eu queria que minha mãe tivesse
um pouco dela, mas vocês são o pior, ainda vêm me apertar,
o que foi, o Jorge não tem bolas? ah, não vai ter se vocês ficam espremendo ele
– a cara de fúria da Analía era o próprio demônio
A – maldito fedelho, vou te esmagar
P – não, Analía, se acalma, o que você tem
A – como pode falar uma besteira dessas, sem nos conhecer
S – eu falei o que vocês me mostraram até agora,
se tivessem vindo de outro jeito falar comigo, não teria dito toda a verdade
A – sim, mas é problema nosso se a gente transa com ele
S – obrigado por confirmar que você também faz isso
A – quêêê, maldito fedelho
– a Paola se meteu no meio e deu um tapa nele
P – se acalma, garota, você está piorando as coisas e falando demais, te falei pra me deixar falar com ele, você sempre acaba estragando tudo
A – sim, mas esse cara, que com certeza tem uma pica queimada
– nessa hora eu abaixei a parte da calça
e mostrei minha pica queimada
S – aqui está sua pica queimada – ela estava dura, notei mais comprida e grossa
– a Paola ficou impressionada com o que viu
A – haha, não me impressiona, já vi maior no verde do mato
– balançando a cabeça, como quem diz que burra que é essa mulher
S – você é tonta e agora me prova mais ainda, lembra que tenho 13 e ainda não terminei de me desenvolver
A – aiiii – fazendo birra
A – te odeio, maldito fedelho
S – eu também te quero – ela se virou e foi embora resmungando
como uma menina mimada
– fiquei com a Paola na esquina
S – Paola, vejo que você é mais sensata e sei que é inteligente
P – é que, não sei o que te dizer
S – não precisa dizer nada, eu guardaria o segredo numa boa e com certeza tentaria convencer vocês de que o que estavam fazendo era errado
P – sim, sei que é errado, mas não consigo evitar, gosto de homens mais velhos, mas agora é difícil explicar
S – fica tranquila, sou fedelho como a Analía diz, mas consigo entender as pessoas como um adulto
P – você me surpreende, pra ser sincera, posso te perguntar uma coisa?
S – sim, fala
P – o que você viu Realmente
S- Quando cheguei em casa, estava tudo em silêncio, entramos pela outra porta, deixei as meninas no quarto e fui pra cozinha. Da cozinha, ouvi os gemidos, e pela voz dava pra deduzir que era a Ana. Depois de um tempo, voltei pro quarto e as meninas já estavam dormindo. Me aproximei da cozinha porque ouvi barulhos, sons, gemidos, e você estava parada na frente da bancada, nua, só de tanguinha preta, e o Jorge te pegava por trás. Fiquei uns segundos olhando até que me retirei, me tranquei no quarto e só levantei no dia seguinte.
P- Foi só isso que você viu?
S- Se você pensou que eu vi mais, não foi só isso. Posso te falar uma coisa.
P- A verdade é que você tem um corpo espetacular.
- Ela corou e me disse:
P- Obrigada, é a primeira vez que me falam algo bonito. A verdade é que sempre me falam putaria, eu gostaria que me tratassem com mais carinho e, sinceramente, se você não tivesse 13, eu daria em cima de você. Você nunca me faltou com respeito e isso me agrada. Por isso me fecho na minha casca de estudo, acho que todo mundo é igual.
S- Nunca se sabe as voltas que a vida dá. Fica tranquila que eu te respeito. Você nunca me insultou em nenhum momento e me trata com respeito, isso eu valorizo. Talvez agora que você me conhece mais, pode falar comigo que prometo não morder.
Nós dois rimos. - Ao longe, vi a Ana se contorcendo de inveja.
S- Vou te dar um conselho que dei pra uma amiga outro dia: você é uma mulher inteligente, se valorize mais. Tem homem bom e homem ruim nesse mundo. Não se deixe influenciar pela Analia, sei que é sua irmã, ela é doida - rimos - mas talvez você ainda esteja a tempo de ajudar ela. Acredita em mim, sei que sou meio inexperiente na vida, mas de uma coisa eu entendo. Vamos.
P- Vamos entrar, senão vão pensar que vocês dois estão me estuprando - rimos pra caralho.
P- Sim, vamos. Obrigada, você é um amor - ela se abaixou e me deu um selinho como agradecimento.
P- O envelope, não precisa devolver, você mereceu.
S- Valeu, Pao. Vamos.
A- O que vocês dois tanto conversam?
S- Duas pessoas civilizadas. discutindo temas de adulto
,- entramos sem dar tempo pra ela falar nada,
,- minha mãe e a Vivi, é, viraram umas perseguidoras, estavam estuprando ele,
a Paola corou com uma risada linda, enquanto a Analia disfarçou
S- a verdade é que me espremeram,- as gargalhadas que deram pela sacada,- quem não gostou muito foi o Jorge, deve achar que sou concorrência, pobre infeliz
,- agradeço a todos por esse aniversário e claro pelos presentes, me diverti pra caralho
mas esse corpinho vai pra cama, me despedi de todo mundo e fui pra minha cama
,- as meninas já estavam dormindo, me preparei pra abrir os presentes que ainda não tinha visto,
abri primeiro o da Vivi e do Jorge, uma jaqueta de couro preta MURILLO 666, tava alucinante, linda pra cacete, e uma calça jeans preta original Lewis
,- minha cara de espanto foi foda, eles se superaram, quando eu ver eles vou agradecer à altura, vi o envelope que as minhas me deram, quase morri quando vi 500 dólares e 1000 pesos, era uma puta grana, porra, tão querendo me calar, fui me deitar quando lembrei do encontro com minha mãe, fui tomar banho e subi silenciosamente, encontrei minha mãe de costas de lingerie, ela não tinha percebido que eu tava ali, e sem falar nada agarrei ela por trás,- ela se assustou, segurou minhas mãos tirando do peito dela
e falou baixinho
M- agora não, Jorge, meu filho vai subir
,- fiquei chocado ao ouvir o nome dele
,- ela se virou e percebeu a merda que fez, a cara de horror dela
dizia tudo, e minha cara de ódio, acho que assustou ela ainda mais,
S- você é o pior, acabou de estragar tudo
M- filho, deixa eu explicar
S- não precisa falar nada, até amanhã
,- desci as escadas, fui pro meu quarto, me vesti e saí pra rua
era umas 11 da noite e andei sem rumo,
ouvi alguém correndo atrás de mim, gritando meu nome
,- não liguei, tava afundado na minha mente, sem me importar com o que rolava ao redor, o que ouvi foi um tapa, uma faca atravessando meu peito Alguém chegou do meu lado, não olhei quem era, tava falando comigo
não escutei o que tava dizendo, meus olhos estavam cheios de lágrima, de repente parou na minha frente, era a Paola, me abraçou, sabendo que alguma coisa tava errada comigo,
- me sacudiu um pouco, levantou meu rosto e viu que eu tava chorando,
P- Sergio, o que aconteceu, o que você tem,
- me agarrei nela e desabei a chorar, minhas lágrimas caíam na pele dela, ela continuava me abraçando sem falar nada, quando parei de chorar, enxuguei as lágrimas
com a manga do meu moletom,- só consegui falar,- valeu, tava precisando de um abraço,
ela levantou meu queixo, me olhou com carinho e me deu um beijo, e eu correspondi
S- obrigado pelo beijo,
P- depois do que rolou hoje, você merece
S- não foi nada, agi como um cavalheiro, do jeito que tem que ser
P- pra onde você tava indo
S- sei lá, verdade, não sei, tava pensando numa praça e sentar pra refletir sobre o que acabei de viver
P- uhh, praça só tem uma e tá cheia de bêbado a essa hora
S- uhh, não me importaria se eles não enchessem o saco
P- eles são muito chatos, mas posso te mostrar um lugar secreto
S- sim, por que não
P- se sinta privilegiado, vai ser nosso segredo
- caminhamos pro outro lado até chegar num mural, ficava numa fábrica abandonada, lá tinha um tanque de água velho abandonado, subimos até o topo, diria que era tipo uns 8 andares, tinha um colchão coberto com uma lona, uns almofadões, bem arrumado
S- uauuu, que vista foda que tem daqui,
P- viu, aqui eu venho pra pensar e relaxar
S- é um lugar bom pra relaxar e esvaziar a mente, valeu por compartilhar esse lugar comigo,
P- é um prazer, mas na verdade quem tem que agradecer sou eu, hoje você me fez pensar pra caralho, refleti sobre o que você me disse
S- obrigado, fiz com a melhor das intenções
P- por isso quando te vi descendo as escadas e depois saindo vestido pra rua, soube na hora que alguma coisa tinha rolado, acho que sei o que é
S- me explica
P- você sabe bem que minha mãe e a sua são colegas de trabalho há anos, então minha mãe quando conhece alguém às Durante uma semana, ele trouxe ele pra morar em casa, mas não duravam muito tempo. O motivo é que sua mãe, e me desculpa soar assim, a pedido da minha mãe, pedia pra ela seduzir o parceiro pra ver se era fiel ou não. E a verdade é que sua mãe é uma gostosa. Isso virou rotina entre elas, até que um dia ela disse que não queria mais saber de nada. Aí minha mãe deixou de conhecer homens por um tempo. Foi aí que entrou a Analia e o que você viu. Minha mãe tava desesperada pra não ficar sozinha. A Ana propôs que ela mesma seduzisse os caras, mas minha mãe não quis nem saber, não ia expor as filhas a isso. Mas ela insistiu e me envolveu. Minha mãe aceitou, fazendo prometer que seria só um teste, até que ele tentasse algo com ela. Mas a Analia foi além, provocava os caras levando pra cama, transava com eles. Queria que eu participasse, mas eu recusava. Muitas vezes eu ficava só olhando enquanto eles faziam, eu observava. Não vou negar, me excitava pra caralho, me tocava e gozava igual uma louca. O último parceiro da minha mãe me chamou a atenção, achei ele bonito e acabei transando com ele. Ele era fogoso, intenso, fez eu baixar a guarda e me entregar. Me fez delirar de prazer, mas me decepcionou. Ele queria a Ana, ela é voluptuosa, tem uma bunda boa e ainda dá fácil. Tive que me contentar em me tocar. Minha mãe não sabia de nada disso, a gente não contava que transava com eles e mandava eles pastar. Minha mãe começou a desconfiar que algo tava errado, por isso pediu pra sua mãe vir aqui, porque sabia que ela conseguia seduzir sem levar pra cama. Então, contando isso, espero que guarde segredo. Confio em você, você me passa confiança. Então acho que quando você subiu, sua mãe te confundiu com ele. É verdade.
S- É verdade. Quando subi e abracei ela por trás, em vez de falar meu nome, falou o do Jorge. Achei que ia ser nossa noite especial.
P- Como seria essa noite especial?
S- Acho que você merece ouvir essa história. E é um segredo que você vai levar pro túmulo, assim como eu vou levar o seu. Fechamos um trato, amiga.
P- Fechamos um trato,- selamos com um beijo de língua bem excitante.
,. Comecei a contar tudo do começo ao fim, sem omitir nada. Ela me olhava bem atenta ao que eu narrava.
S- E foi assim que eu debutai, e hoje a gente ia ter uma sessão de sexo. Na real, ela ia me ensinar mais coisas que eu ainda não sei. Você vai dizer que sou um bicho estranho, que sou um inseto.
,- Ela se aproximou, me abraçou e me jogou no colchão, me dando um beijo lindo, cheio de doçura e amor.
P- Não te vejo como um bicho estranho. Eu também cometi incesto. É mórbido, é excitante, e agora você me dá mais ternura. Me deixa ser sua professora hoje, posso te ensinar mais coisinhas.
S- Hoje você pode ser minha professora. Hoje e sempre, quando você quiser.
,- A gente riu às gargalhadas.
P- Isso a gente vai ver. Me diz o que você aprendeu até agora.
S- Fuck you, uma pequena demonstração.
,- Me aproximei dela, dando um beijo profundo. Com a mesma mão, acariciava o pescoço dela, desci dando beijos, chupando o pescoço dela. Peguei o lóbulo dela com a boca, ouvi um gemido. Continuei beijando, desci a mão e acariciei o peito dela por cima da roupa. Ela gostou da minha ousadia. Voltei pra boca dela.
,- Beijar os lábios dela era uma delícia.
S- O que você achou da minha pequena demonstração?
P- Nada mal. É só isso?
S- Eu queria mais, mas tem muita roupa, e aqui em cima você vai congelar.
,- Ela me olhou e depois se tocou onde a gente estava.
P- Você tem razão. Vamos pra casa e nos trancamos no meu quarto.
,- Descemos quase correndo. Chegamos na esquina, na porta estava minha mãe, com a Natália. Que estranho, a Natália com minha mãe. A gente foi se aproximando, ela segurou minha mão.
M- Onde você estava?,- Ela se jogou em cima de mim e me abraçou. O semblante dela era de tristeza.
S- Saí pra caminhar, não se preocupa, já voltei.
N- Você nos preocupou. Sua mãe tava desesperada, até minha mãe saiu com o Jorge pra te procurar de carro.,- Nisso a gente se olhou, e aquele olhar bastou pra gente se entender.
S- Já voltei, tô bem e em casa. Excelente companhia,
é tarde, hora de ir dormir,
- Minha mãe percebeu minha raiva de verdade, não falou mais nada, entrou primeiro. Paola seguiu ela pra conversar.
- Fiquei com a Natália na porta esperando pra ver se elas voltavam.
N- Você me assustou pra caralho, mesmo te conhecendo pouco, já gostei muito de você.
S- Valeu por se preocupar, temos muito pela frente pra continuar nos conhecendo.
- Ela se surpreendeu com minha resposta.
- Virando a esquina, vinha o Jorge com a Viviana.
- Vivi desceu rápido, me abraçou forte, assustada, e no olhar dela tinha um pouco de culpa.
- No ouvido, falei baixinho que tava tudo bem, depois a gente conversava sobre o assunto.
V- Você assustou todo mundo, sua mãe se desesperou quando não te encontrou, e tava gritando.
V- Eu fodi tudo, fodi tudo, ela contou uma coisa, quando a gente percebeu, a Paola saiu atrás de você e acho que te achou.
S- Sim, Vivi, a Paola me alcançou rápido, mas valeu por se preocupar.
S- Já que tão aqui, valeu pelos presentes, tavam muito bons. Não precisavam ter gasto tudo isso, ainda mais por minha causa.
J- Não foi nada, campeão.
- Pensei: esse aí ficou amigável.
S- O dia foi longo, vamos entrar e dormir. Olha a confusão toda que causei.
V- Você é parte da família, e se alguém tá mal, a gente vai ajudar.
- Natália me abraçou por trás e disse: "Assim que a gente é, Sérgio."
- Entramos todos. Paola desceu de cima, parece que conversou com minha mãe.
Natália me deu um beijo bem perto dos meus lábios e me desejou boa noite. Vivi e Jorge foram pro quarto deles. Paola ainda ficou comigo até ter certeza de que todo mundo tava nos seus aposentos.
- Paola me levou pro quarto dela e trancou a porta. Me olhou.
Capítulo 6: aniversário, suspeitas, certezas e reconciliação? PARTE 1
- Na manhã seguinte, acordei cedo como sempre.
Minha mãe devia ter chegado tarde, nem ouvi ela ou nos viu dormindo,
não resolveu nos acordar. Fui pra cozinha preparar o mate,
como toda manhã, me encontrei com a Natália e a Analía, que estavam
tomando café. Dei bom dia e elas se assustaram com minha presença.
S- Parece que viram um fantasma.
N- Desculpa, achei que você não tava, por isso o susto de repente.
A- Bom dia, pensamos que você tava com sua mãe.
S- Cheguei ontem, acho que umas oito, não lembro direito.
- A Analía arregalou os olhos.
N- Cheguei bem depois, a Vivi ficou de plantão,
provavelmente fez plantão com sua mãe.
S- Não sei nada da minha mãe, sábado falei com ela por telefone.
- A Analía saiu meio assustada e vi de canto que foi pro quarto da Paola.
N- Pode ser, o Jorge chegou ontem.
S- Imagino que vou conhecê-lo depois.
- Me despedi dela e fui pro meu quarto, algo não batia
nessa história toda.
- Minha mãe não apareceu, embora seja estranho, a Viviana ia tirar
minhas suspeitas.
- O susto da Analía ao saber que cheguei ontem e ir pro quarto da Paola.
- Coisas estranhas tão rolando e só faz duas semanas que tô aqui,
vou ter que vigiar mais de perto.
- A semana passou como num piscar de olhos e naquele fim de semana não fui pro meu bairro.
Minha mãe nos convidou pra passear, enquanto isso ainda não tinha conhecido o padrasto das meninas, parecia que tava se escondendo, pelo menos pra mim.
Meu aniversário era em dois dias, minha mãe disse que tinha uma surpresa pra mim.
A promessa dela de me ensinar mais sobre sexo tava atrasada e eu não tava tão
desesperado. Lembrei que ainda tinha o envelope da Yamila que não tinha aberto.
- Fui pro banheiro fingindo que ia tomar banho,
sentei e abri o envelope. O que tava tão volumoso era um conjunto de calcinha e sutiã, muito bonito, com borda branca e tecido vermelho. Desenhos da Hello Kitty,
dentro tinha uma carta cheia de coraçõezinhos com um poema
A coisa mais linda de estar apaixonado é o silêncio.
Aquele silêncio que se cria quando duas pessoas se olham nos olhos. Porque você sabe que, não importa o que diga,
mesmo que tente falar da forma mais espetacular possível,
nunca nada vai chegar perto de explicar como você se sente.
E acho que isso é o amor: sorrir calada.
A verdade é que morri de amor, senti a flecha atravessando meu coração
instantaneamente, lá embaixo continuava
Te vi desde sempre de longe, observava seu comportamento
te olhava em silêncio, você não era igual aos outros,
é generoso e compreensivo, disposto a ajudar
os outros, foi isso que me flechou em você
imaginei um futuro contigo, vi ele maravilhoso
mas falta algo pra isso e isso pode ser o começo
Te deixo uma coisa bem minha, no sutiã você vai encontrar
o aroma da minha pele. no outro você vai encontrar meu cheiro,
no dia que você foi embora e só de pensar que te veria na
saída me molhei, espero que você guarde, não quero
que pense que sou fácil, pense como um ato de amor
de uma garota apaixonada pela primeira vez, te amo
Fiquei tão emocionado que meu coração bateu rápido,
levei o sutiã ao nariz, aspirei e o aroma dela estava lá,
peguei a calcinha, e o cheiro de sexo estava nela, não hesitei
e minha punheta foi tremenda, a explosão do meu orgasmo me deixou tremendo
,-de repente a porta se abriu, Natália me olhou e dirigiu o olhar
pro meu pau que eu segurava nas mãos terminando a punheta
,-ela tapou a boca, com cara de susto
S- devia tapar os olhos e não a boca,- ela ficou vermelha
,-fechou a porta, antes de piscar um olho pra mim
,-no dia do meu aniversário, chegou, me prepararam algo simples,
não queria festa grande, algo básico, fizeram um bolo do que eu gostava, bolo de mil folhas, me levaram de olhos fechados até a cozinha, as luzes estavam apagadas e as velas acesas, todo mundo estava lá,
inclusive O famoso padrastro e parceiro da Vivi, na hora de apagar as luzes, tomei um susto. Analía e Paola me olhavam de um jeito estranho. Do lado da Vivi estava ele, o mesmo cara que eu tinha visto naquela noite, nesta mesma cozinha. — Que presente, hein — pensei comigo. Minhas irmãs se aproximaram para me cumprimentar e me deram o presente delas, feito com as próprias mãos: um porta-retrato com uma foto nossa, de nós três. Também me deram uma correntinha com um pingente de coração que se divide em três. Verdade, elas são um amor. Minha mãe me deu uma carteira com algumas notas de 100. — Verdade, eu tava precisando de uma. A Naty chegou rápido, me deu um abraço bem forte e um beijo em cada bochecha. Me presenteou com uma camisa preta muito estilosa. A Analía se aproximou junto com a Paola, as duas vieram, me abraçaram e me deram um beijo no rosto. Antes delas se afastarem, falei no ouvido delas: — O segredo de vocês tá seguro. Adoraria ter visto a cara delas. Antes de irem, me entregaram um envelope lacrado e disseram pra eu abrir quando estivesse sozinho. — É uma proposta indecente — falei. Todo mundo riu, alguns fizeram piada na medida do possível. A Vivi chegou, me cumprimentou e trouxe um pacote de presente grande, da parte dela e do parceiro. VIVI: — Você já conheceu o Léo na semana. Ele me olhou como quem pede socorro. EU: — Não ainda, não tive o prazer de conhecê-lo — estendi a mão e me apresentei. LEO: — Prazer em te conhecer. Acho que vi ele suando. Eu ria por dentro da situação. A noite foi passando e avisei que ia até a cabine telefônica ligar pra minha avó. Estranhamente, a Paola e a Analía se ofereceram pra me acompanhar, com a desculpa de comprar cigarros. O Jorge quis ir também, mas a Viviana não deixou, falou algo no ouvido dele. Saímos pela porta da frente pra ir mais direto. A cabine ficava a três quadras, na avenida principal. Andamos uma quadra, eu na frente delas. De repente, senti elas se posicionarem cada uma de um lado. A Analía se agarrou forte em mim, sentindo os peitos durinhos dela, e a Paola roçava os peitos dela em mim. Percebi que não Tava de sutiã,
S- tão muito carinhosas
P- tem que agradar o aniversariante
A- exato, dar um bom agrado pra ele
- a gente continuou andando
P- espero que você goste do nosso presente
A- é um presentinho da nossa parte, não fazemos isso com qualquer um
P- é verdade, nunca tínhamos dado um presente assim
S- obrigado, meninas. Você, Paola, me surpreendeu desde que a gente chegou
é a primeira vez que você fala comigo. Você também, Analia, exceto no outro dia que você se assustou e eu pude ouvir sua voz
- as duas se olharam
- esse aqui não é otário
- chegamos na cabine, me preparei pra falar com minha avó, que me cumprimentava chorando, e que tinha um presente muito especial pra mim. Ela perguntou como eu tava e se eu iria no fim de semana, e eu disse que sim
a gente se despediu e se veria no fim de semana
- as meninas estavam comprando, avisei que já tava pronto pra voltar
- as duas se posicionaram de cada lado e, antes de virar a esquina, eu parei
S- o que vocês querem de mim? Paola, desde que você chegou, você me olha com desprezo, e você, Ana, fica por aí, mas é mais por implicância
- Ana, que era a mais ousada, falou
A- quero que você me diga o que viu no domingo, e me fala a verdade, porque você vai se dar muito mal
S- ah, saíram as verdadeiras. O circo não me enganou nem um pouco
P- vejo que você é esperto
S- sim, muito esperto, com bons olhos e boa memória
querem a versão curta ou a longa?
A- a longa, a gente quer saber
S- sim, claro, a gente chama a Vivi e o Jorge pra ver se eles gostam
da cena tripla xxx que vocês montaram
- Ana deu um passo pra trás pra me dar um tapa, Paola segurou a mão dela
P- não, Analia, o que você tá fazendo?
A- não vê que esse moleque tá te chantageando? Depois do presente que a gente deu
S- se quiser, eu devolvo o envelope. Chantagem não é comigo, e pra ser sincero, não me interessa o que vocês duas fazem com a buceta de vocês, escondido da sua mãe. Vocês são umas filhas da puta. A Viviana é uma mulher excelente, uma mãe excelente, eu queria que minha mãe tivesse
um pouco dela, mas vocês são o pior, ainda vêm me apertar,
o que foi, o Jorge não tem bolas? ah, não vai ter se vocês ficam espremendo ele
– a cara de fúria da Analía era o próprio demônio
A – maldito fedelho, vou te esmagar
P – não, Analía, se acalma, o que você tem
A – como pode falar uma besteira dessas, sem nos conhecer
S – eu falei o que vocês me mostraram até agora,
se tivessem vindo de outro jeito falar comigo, não teria dito toda a verdade
A – sim, mas é problema nosso se a gente transa com ele
S – obrigado por confirmar que você também faz isso
A – quêêê, maldito fedelho
– a Paola se meteu no meio e deu um tapa nele
P – se acalma, garota, você está piorando as coisas e falando demais, te falei pra me deixar falar com ele, você sempre acaba estragando tudo
A – sim, mas esse cara, que com certeza tem uma pica queimada
– nessa hora eu abaixei a parte da calça
e mostrei minha pica queimada
S – aqui está sua pica queimada – ela estava dura, notei mais comprida e grossa
– a Paola ficou impressionada com o que viu
A – haha, não me impressiona, já vi maior no verde do mato
– balançando a cabeça, como quem diz que burra que é essa mulher
S – você é tonta e agora me prova mais ainda, lembra que tenho 13 e ainda não terminei de me desenvolver
A – aiiii – fazendo birra
A – te odeio, maldito fedelho
S – eu também te quero – ela se virou e foi embora resmungando
como uma menina mimada
– fiquei com a Paola na esquina
S – Paola, vejo que você é mais sensata e sei que é inteligente
P – é que, não sei o que te dizer
S – não precisa dizer nada, eu guardaria o segredo numa boa e com certeza tentaria convencer vocês de que o que estavam fazendo era errado
P – sim, sei que é errado, mas não consigo evitar, gosto de homens mais velhos, mas agora é difícil explicar
S – fica tranquila, sou fedelho como a Analía diz, mas consigo entender as pessoas como um adulto
P – você me surpreende, pra ser sincera, posso te perguntar uma coisa?
S – sim, fala
P – o que você viu Realmente
S- Quando cheguei em casa, estava tudo em silêncio, entramos pela outra porta, deixei as meninas no quarto e fui pra cozinha. Da cozinha, ouvi os gemidos, e pela voz dava pra deduzir que era a Ana. Depois de um tempo, voltei pro quarto e as meninas já estavam dormindo. Me aproximei da cozinha porque ouvi barulhos, sons, gemidos, e você estava parada na frente da bancada, nua, só de tanguinha preta, e o Jorge te pegava por trás. Fiquei uns segundos olhando até que me retirei, me tranquei no quarto e só levantei no dia seguinte.
P- Foi só isso que você viu?
S- Se você pensou que eu vi mais, não foi só isso. Posso te falar uma coisa.
P- A verdade é que você tem um corpo espetacular.
- Ela corou e me disse:
P- Obrigada, é a primeira vez que me falam algo bonito. A verdade é que sempre me falam putaria, eu gostaria que me tratassem com mais carinho e, sinceramente, se você não tivesse 13, eu daria em cima de você. Você nunca me faltou com respeito e isso me agrada. Por isso me fecho na minha casca de estudo, acho que todo mundo é igual.
S- Nunca se sabe as voltas que a vida dá. Fica tranquila que eu te respeito. Você nunca me insultou em nenhum momento e me trata com respeito, isso eu valorizo. Talvez agora que você me conhece mais, pode falar comigo que prometo não morder.
Nós dois rimos. - Ao longe, vi a Ana se contorcendo de inveja.
S- Vou te dar um conselho que dei pra uma amiga outro dia: você é uma mulher inteligente, se valorize mais. Tem homem bom e homem ruim nesse mundo. Não se deixe influenciar pela Analia, sei que é sua irmã, ela é doida - rimos - mas talvez você ainda esteja a tempo de ajudar ela. Acredita em mim, sei que sou meio inexperiente na vida, mas de uma coisa eu entendo. Vamos.
P- Vamos entrar, senão vão pensar que vocês dois estão me estuprando - rimos pra caralho.
P- Sim, vamos. Obrigada, você é um amor - ela se abaixou e me deu um selinho como agradecimento.
P- O envelope, não precisa devolver, você mereceu.
S- Valeu, Pao. Vamos.
A- O que vocês dois tanto conversam?
S- Duas pessoas civilizadas. discutindo temas de adulto
,- entramos sem dar tempo pra ela falar nada,
,- minha mãe e a Vivi, é, viraram umas perseguidoras, estavam estuprando ele,
a Paola corou com uma risada linda, enquanto a Analia disfarçou
S- a verdade é que me espremeram,- as gargalhadas que deram pela sacada,- quem não gostou muito foi o Jorge, deve achar que sou concorrência, pobre infeliz
,- agradeço a todos por esse aniversário e claro pelos presentes, me diverti pra caralho
mas esse corpinho vai pra cama, me despedi de todo mundo e fui pra minha cama
,- as meninas já estavam dormindo, me preparei pra abrir os presentes que ainda não tinha visto,
abri primeiro o da Vivi e do Jorge, uma jaqueta de couro preta MURILLO 666, tava alucinante, linda pra cacete, e uma calça jeans preta original Lewis
,- minha cara de espanto foi foda, eles se superaram, quando eu ver eles vou agradecer à altura, vi o envelope que as minhas me deram, quase morri quando vi 500 dólares e 1000 pesos, era uma puta grana, porra, tão querendo me calar, fui me deitar quando lembrei do encontro com minha mãe, fui tomar banho e subi silenciosamente, encontrei minha mãe de costas de lingerie, ela não tinha percebido que eu tava ali, e sem falar nada agarrei ela por trás,- ela se assustou, segurou minhas mãos tirando do peito dela
e falou baixinho
M- agora não, Jorge, meu filho vai subir
,- fiquei chocado ao ouvir o nome dele
,- ela se virou e percebeu a merda que fez, a cara de horror dela
dizia tudo, e minha cara de ódio, acho que assustou ela ainda mais,
S- você é o pior, acabou de estragar tudo
M- filho, deixa eu explicar
S- não precisa falar nada, até amanhã
,- desci as escadas, fui pro meu quarto, me vesti e saí pra rua
era umas 11 da noite e andei sem rumo,
ouvi alguém correndo atrás de mim, gritando meu nome
,- não liguei, tava afundado na minha mente, sem me importar com o que rolava ao redor, o que ouvi foi um tapa, uma faca atravessando meu peito Alguém chegou do meu lado, não olhei quem era, tava falando comigo
não escutei o que tava dizendo, meus olhos estavam cheios de lágrima, de repente parou na minha frente, era a Paola, me abraçou, sabendo que alguma coisa tava errada comigo,
- me sacudiu um pouco, levantou meu rosto e viu que eu tava chorando,
P- Sergio, o que aconteceu, o que você tem,
- me agarrei nela e desabei a chorar, minhas lágrimas caíam na pele dela, ela continuava me abraçando sem falar nada, quando parei de chorar, enxuguei as lágrimas
com a manga do meu moletom,- só consegui falar,- valeu, tava precisando de um abraço,
ela levantou meu queixo, me olhou com carinho e me deu um beijo, e eu correspondi
S- obrigado pelo beijo,
P- depois do que rolou hoje, você merece
S- não foi nada, agi como um cavalheiro, do jeito que tem que ser
P- pra onde você tava indo
S- sei lá, verdade, não sei, tava pensando numa praça e sentar pra refletir sobre o que acabei de viver
P- uhh, praça só tem uma e tá cheia de bêbado a essa hora
S- uhh, não me importaria se eles não enchessem o saco
P- eles são muito chatos, mas posso te mostrar um lugar secreto
S- sim, por que não
P- se sinta privilegiado, vai ser nosso segredo
- caminhamos pro outro lado até chegar num mural, ficava numa fábrica abandonada, lá tinha um tanque de água velho abandonado, subimos até o topo, diria que era tipo uns 8 andares, tinha um colchão coberto com uma lona, uns almofadões, bem arrumado
S- uauuu, que vista foda que tem daqui,
P- viu, aqui eu venho pra pensar e relaxar
S- é um lugar bom pra relaxar e esvaziar a mente, valeu por compartilhar esse lugar comigo,
P- é um prazer, mas na verdade quem tem que agradecer sou eu, hoje você me fez pensar pra caralho, refleti sobre o que você me disse
S- obrigado, fiz com a melhor das intenções
P- por isso quando te vi descendo as escadas e depois saindo vestido pra rua, soube na hora que alguma coisa tinha rolado, acho que sei o que é
S- me explica
P- você sabe bem que minha mãe e a sua são colegas de trabalho há anos, então minha mãe quando conhece alguém às Durante uma semana, ele trouxe ele pra morar em casa, mas não duravam muito tempo. O motivo é que sua mãe, e me desculpa soar assim, a pedido da minha mãe, pedia pra ela seduzir o parceiro pra ver se era fiel ou não. E a verdade é que sua mãe é uma gostosa. Isso virou rotina entre elas, até que um dia ela disse que não queria mais saber de nada. Aí minha mãe deixou de conhecer homens por um tempo. Foi aí que entrou a Analia e o que você viu. Minha mãe tava desesperada pra não ficar sozinha. A Ana propôs que ela mesma seduzisse os caras, mas minha mãe não quis nem saber, não ia expor as filhas a isso. Mas ela insistiu e me envolveu. Minha mãe aceitou, fazendo prometer que seria só um teste, até que ele tentasse algo com ela. Mas a Analia foi além, provocava os caras levando pra cama, transava com eles. Queria que eu participasse, mas eu recusava. Muitas vezes eu ficava só olhando enquanto eles faziam, eu observava. Não vou negar, me excitava pra caralho, me tocava e gozava igual uma louca. O último parceiro da minha mãe me chamou a atenção, achei ele bonito e acabei transando com ele. Ele era fogoso, intenso, fez eu baixar a guarda e me entregar. Me fez delirar de prazer, mas me decepcionou. Ele queria a Ana, ela é voluptuosa, tem uma bunda boa e ainda dá fácil. Tive que me contentar em me tocar. Minha mãe não sabia de nada disso, a gente não contava que transava com eles e mandava eles pastar. Minha mãe começou a desconfiar que algo tava errado, por isso pediu pra sua mãe vir aqui, porque sabia que ela conseguia seduzir sem levar pra cama. Então, contando isso, espero que guarde segredo. Confio em você, você me passa confiança. Então acho que quando você subiu, sua mãe te confundiu com ele. É verdade.
S- É verdade. Quando subi e abracei ela por trás, em vez de falar meu nome, falou o do Jorge. Achei que ia ser nossa noite especial.
P- Como seria essa noite especial?
S- Acho que você merece ouvir essa história. E é um segredo que você vai levar pro túmulo, assim como eu vou levar o seu. Fechamos um trato, amiga.
P- Fechamos um trato,- selamos com um beijo de língua bem excitante.
,. Comecei a contar tudo do começo ao fim, sem omitir nada. Ela me olhava bem atenta ao que eu narrava.
S- E foi assim que eu debutai, e hoje a gente ia ter uma sessão de sexo. Na real, ela ia me ensinar mais coisas que eu ainda não sei. Você vai dizer que sou um bicho estranho, que sou um inseto.
,- Ela se aproximou, me abraçou e me jogou no colchão, me dando um beijo lindo, cheio de doçura e amor.
P- Não te vejo como um bicho estranho. Eu também cometi incesto. É mórbido, é excitante, e agora você me dá mais ternura. Me deixa ser sua professora hoje, posso te ensinar mais coisinhas.
S- Hoje você pode ser minha professora. Hoje e sempre, quando você quiser.
,- A gente riu às gargalhadas.
P- Isso a gente vai ver. Me diz o que você aprendeu até agora.
S- Fuck you, uma pequena demonstração.
,- Me aproximei dela, dando um beijo profundo. Com a mesma mão, acariciava o pescoço dela, desci dando beijos, chupando o pescoço dela. Peguei o lóbulo dela com a boca, ouvi um gemido. Continuei beijando, desci a mão e acariciei o peito dela por cima da roupa. Ela gostou da minha ousadia. Voltei pra boca dela.
,- Beijar os lábios dela era uma delícia.
S- O que você achou da minha pequena demonstração?
P- Nada mal. É só isso?
S- Eu queria mais, mas tem muita roupa, e aqui em cima você vai congelar.
,- Ela me olhou e depois se tocou onde a gente estava.
P- Você tem razão. Vamos pra casa e nos trancamos no meu quarto.
,- Descemos quase correndo. Chegamos na esquina, na porta estava minha mãe, com a Natália. Que estranho, a Natália com minha mãe. A gente foi se aproximando, ela segurou minha mão.
M- Onde você estava?,- Ela se jogou em cima de mim e me abraçou. O semblante dela era de tristeza.
S- Saí pra caminhar, não se preocupa, já voltei.
N- Você nos preocupou. Sua mãe tava desesperada, até minha mãe saiu com o Jorge pra te procurar de carro.,- Nisso a gente se olhou, e aquele olhar bastou pra gente se entender.
S- Já voltei, tô bem e em casa. Excelente companhia,
é tarde, hora de ir dormir,
- Minha mãe percebeu minha raiva de verdade, não falou mais nada, entrou primeiro. Paola seguiu ela pra conversar.
- Fiquei com a Natália na porta esperando pra ver se elas voltavam.
N- Você me assustou pra caralho, mesmo te conhecendo pouco, já gostei muito de você.
S- Valeu por se preocupar, temos muito pela frente pra continuar nos conhecendo.
- Ela se surpreendeu com minha resposta.
- Virando a esquina, vinha o Jorge com a Viviana.
- Vivi desceu rápido, me abraçou forte, assustada, e no olhar dela tinha um pouco de culpa.
- No ouvido, falei baixinho que tava tudo bem, depois a gente conversava sobre o assunto.
V- Você assustou todo mundo, sua mãe se desesperou quando não te encontrou, e tava gritando.
V- Eu fodi tudo, fodi tudo, ela contou uma coisa, quando a gente percebeu, a Paola saiu atrás de você e acho que te achou.
S- Sim, Vivi, a Paola me alcançou rápido, mas valeu por se preocupar.
S- Já que tão aqui, valeu pelos presentes, tavam muito bons. Não precisavam ter gasto tudo isso, ainda mais por minha causa.
J- Não foi nada, campeão.
- Pensei: esse aí ficou amigável.
S- O dia foi longo, vamos entrar e dormir. Olha a confusão toda que causei.
V- Você é parte da família, e se alguém tá mal, a gente vai ajudar.
- Natália me abraçou por trás e disse: "Assim que a gente é, Sérgio."
- Entramos todos. Paola desceu de cima, parece que conversou com minha mãe.
Natália me deu um beijo bem perto dos meus lábios e me desejou boa noite. Vivi e Jorge foram pro quarto deles. Paola ainda ficou comigo até ter certeza de que todo mundo tava nos seus aposentos.
- Paola me levou pro quarto dela e trancou a porta. Me olhou.
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