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Capítulo 44.
Sabrina.
Os dias que se seguiram foram de um desconforto extremo. Brenda almoçava e jantava com a gente, mas dava pra ver que tava fazendo um puta esforço pra não olhar nos olhos da minha mãe, da Cristela ou de mim.
Pilar e Gisela perguntaram pela Ayelén, ainda não tinham entendido direito por que a mina tinha decidido, tão de repente, ir morar com a avó. Cristela só disse: "Talvez ela precisasse dar uma mudada depois de passar tantas semanas trancada nessa casa.
Minha mãe era a que tava mais preocupada, o humor dela tinha ido pro buraco. A única coisa que animou ela um pouco foi ouvir no jornal que já tavam falando de uma vacina russa que ia ajudar a gente a combater a Covid. Talvez esse isolamento esteja perto de acabar… e isso na real me dá medo. Sou um idiota? Será que quero ficar a vida inteira trancado em casa? A lógica me leva a dizer que não; mas tem uma parte dentro de mim que não quer sair na rua e prefere ficar aqui.
Por isso resolvi falar com a Macarena, além disso queria saber se nesses dias ela conseguiu algum progresso com a psicóloga da Brenda.
Entrei no quarto da minha irmã, ela tava pelada como sempre. Parecia tranquila, tava vendo uma série na Netflix.
— Como é que você tá se divertindo? — perguntei.
—Mais ou menos. Já não sei mais o que assistir. Com tanto tempo livre, já vi o catálogo inteiro da Netflix.
Sentei do lado dela e, instintivamente, admirei o corpo nu inteiro. Tava coberto por uma camada fina de suor, que fazia a pele dela brilhar, e a região da buceta mostrava sinais claros de umidade. Tenho certeza de que a Macarena tava se masturbando instantes antes de eu entrar.
— Queria te perguntar uma coisa — falei.
—Pergunta. Vamos ver se pelo menos me dá algo divertido pra pensar.
—É sobre a quarentena. Tô passando por uma parada estranha. No começo, quando minha mãe decretou que ninguém ia sair, eu tava morrendo de vontade de ir pra rua. O que eu mais queria era jogar uma partida de futebol com meus amigos. Agora, pelo contrário… não quero sair. Ouvi as notícias sobre a vacina. Na TV falaram que quando todo mundo estiver vacinado, a gente vai poder sair na rua e viver mais ou menos normal. Isso devia me deixar feliz. Mas não deixa… Será que eu fiquei maluco… igual minha mãe?
—Mmmm… interessante. Não acho que você seja louco. Estive lendo várias páginas na internet, notícias, redes sociais, fóruns… e por aí vai. Como futura psicóloga, me interessa como a pandemia e o isolamento afetam as pessoas, no nível psicológico. E uma coisa que me chamou a atenção foi exatamente o que você disse. Muita gente morre de vontade de sair na rua, não aguenta mais o confinamento. Alguns até saem desrespeitando as regras sanitárias. Não culpo eles. Eu também tive vontade de ir pra uma praia mais de uma vez. E o senso comum nos leva a pensar que essa deveria ser a forma mais lógica de pensar. Que todo mundo já devia estar de saco cheio do isolamento.
—Exatamente.
Eu adorava falar desses assuntos com a Macarena e, ao mesmo tempo, vê-la completamente pelada, sabendo que há alguns minutos ela estava se masturbando gostoso. Será que eu curto mulheres inteligentes? Ou será que só me excito com minhas irmãs? Bom, nesse caso, dava no mesmo.
—Mas os seres humanos somos animais de hábito. A gente consegue se acostumar com praticamente qualquer coisa. Durante esses meses, o isolamento virou algo normal pra nós. Muita gente desenvolveu um certo medo de sair na rua, porque passaram meses entre quatro paredes e ali se sentem mais seguros. Por isso, mesmo que tenha vacina, vai ter gente que vai preferir ficar em casa por mais um tempão, ou talvez a vida delas tenha mudado pra sempre e, de agora em diante, prefiram passar mais tempo dentro de casa do que fora. Uma amiga minha comentou outro dia: "Fiquei viciada em delivery. Me acostumei tanto a receber tudo em casa que, quando a pandemia acabar, nem vou querer pisar num supermercado.
— A gente também compra tudo com entrega em casa — falei.
—Sim, e é super confortável. Deixar outro fazer o trabalho por você — ela sorriu —. Então, não se sinta mal, Nahuel. O que está acontecendo com você está acontecendo com muita gente no mundo. É compreensível. Além disso… você tem outro motivo pra ficar em casa. — Sem aviso, ela enfiou a mão dentro da minha calça e começou a massagear meu pau —. Você se acostumou a ver bucetas e peitos o tempo todo, e tem medo que isso acabe. Também tem medo que suas queridas irmãs saiam pra viver a vida delas. O que aconteceria se a Gisela decidisse ir morar com a Brenda? O que aconteceria se a Tefi arrumasse um namorado? O que aconteceria se eu fosse morar num apartamento com amigas? Até a Pilar, que adora ficar trancada, poderia ter um surto repentino de liberdade e ir embora, sei lá, viajar pelo mundo.
Todas essas possibilidades me deram arrepios. Será que me acostumei a ter minhas irmãs por perto… bem perto?
—E não te culpo, não — disse Maca, puxando minha rola pra fora da calça. Já tava ficando bem dura —. Também gosto do jeito que a gente arrumou pra se relacionar. Com a Gise, antes da Brenda chegar, tive umas conversas bem picantes, onde rolou… uns amassos intensos. Durante os dias que a tia Cristela passou no meu quarto, bom… foi quase como ter uma namorada por uns dias. Sei que parece loucura, ela é minha tia… mas pra que vou mentir se você já imagina o que rolou. A gente transava igual coelha, o dia inteiro, porra. Aprendi pra caralho sobre sexo lésbico. Me ajudou a entender que, na minha vida sexual e amorosa, vai ter tanto homem quanto mulher, porque sinceramente, o gênero da pessoa tanto faz. O que eu gosto é de me divertir.
—Com a Pilar você também fez umas coisinhas.
―Bom, é… com a Pilar eu tive que fazer de professora de educação sexual, mais ou menos como fiz com você. Até com a mamãe eu me diverti pra caralho. É muito louco, né? Comi a minha mãe… bom, você também comeu. Pelo jeito que as coisas estão rolando nessa casa, é totalmente compreensível que você queira que a quarentena dure pra sempre.
—Sim, tirando o rolê com a Brenda, e as brigas com a idiota da Ayelén, o resto tá me agradando.
A única com quem não tive uma relação mais… íntima foi a Tefi. Não sei o que se passa na cabeça dessa mina. Às vezes tenho a sensação de que essa parada de andar de peitos de fora pela casa não agrada ela nem um pouco, e outros dias ela me dá a entender que adora e que é a melhor ideia do mundo.
―É… sim, a Tefi é complicada.
Imaginei que essa contradição devia depender de se a Tefi tá excitada ou não. Porque quando não tá, ela se sente muito culpada por tudo que faz ou pode vir a fazer no nível sexual. Mas quando ela fica com tesão, é como se esquecesse de toda essa culpa que tanto atormenta ela.
—E aí, como foi com a psicóloga, hum… Samantha?
—Sabrina.
—Sim, essa.
—Tá bom —garantiu Maca, com um sorrisão—. É uma mina muito gostosa. Esses dias a gente conversou pra caramba. No começo achei que tava enchendo o saco dela, mas quando ela falou que tá passando a quarentena sozinha, percebi que tava fazendo bem ter alguém pra trocar ideia.
—Além disso, você é uma pessoa muito peculiar, já imagino sobre quais assuntos vocês devem ter falado.
—E você já imagina bem. Ah, a propósito. Prometi pra ela que um dia desses a gente faria uma conversa com você presente.
—Eu? Por que eu?
—Sério que eu tenho que explicar pra você, Nahuel? Quem a Brenda viu transando com a mãe?
—Pra mim.
―E quem veio me pedir ajuda com esse assunto?
―É. Tá bom, já entendi. Beleza, quando você quiser a gente pode falar com ela, mas não sei o que dizer.
—Se quiser, a gente pode fazer agora.
—Agora mesmo?
—Sim. Pego o notebook e a gente faz uma videochamada.
Ela se levantou, pegou o computador que estava em cima da escrivaninha e colocou na cama. Levantou a tela e eu percebi que ela tava decidida a ligar pra Sabrina.
—Ei, cê percebeu que tá pelada, né?
—Ah, sim. Já sei. Não sou tão idiota assim.
—E você não vai se vestir?
—Não, pra quê? Já expliquei pra Sabrina minha paixão pelo nudismo.
— Quanto você contou pra ela?
—O suficiente pra ela entender a complexidade da situação.
―Isso me dá medo.
—Não se preocupa, Nahuel. A Sabrina até pode ser uma psicóloga excêntrica, mas também é uma profissional. Sabe guardar segredos.
—É o que eu espero.
—Pronto pra videochamada?
—Não —eu disse, guardando minha piroca dura na calça—. Me dá um minuto.
Macarena apertou o botão de "Ligar", sem nem esperar minha resposta.
Na tela apareceu uma mina gordinha de óculos grandão e cabelo liso castanho, tinha um sorriso encantador e uns olhos curiosos.
—Ei, fala aí, Maca! —cumprimentou—. Não esperava que ligasse tão cedo. Ainda falta um tempão pras oito.
—Já sei, espero não te incomodar. Não dava pra esperar tanto, porque… olha quem tá aqui comigo.
Ela girou o notebook pra câmera me focar direitinho. Sabrina abriu um sorrisão e falou:
—Esse deve ser o Nahuel. Prazer em te conhecer. Sua irmã falou muito bem de você.
—Que estranho —falei—. Minhas irmãs não costumam falar bem de mim. Só a Gisela faz isso.
—Eu também faço —disse a Maca—. E não fica desconfortável, não seja otário —ela deve ter dito isso porque eu não parava de torcer meus próprios dedos, além de tentar, de todo jeito, esconder minha ereção—. A Sabrina já sabe que tipo de relação a gente tem…
—E já deve achar que a gente é maluco — comentei.
—Pode até não acreditar, Nahuel, mas não tô aqui pra julgar questões éticas ou morais — Sabrina falou num tom entre amigável e profissional. — Mas também não vou negar que tudo que a Macarena me contou me chama muita atenção.
Não fazia sentido esconder nada nem tentar disfarçar. Tava convencido de que a Macarena tinha contado absolutamente tudo pra Sabrina, até a última sessão de sexo anal que eu tive com ela. Senão, minha irmã não teria começado essa videochamada estando completamente pelada do meu lado.
—É a primeira vez que você se depara com um caso de incesto? —Perguntei.
Ela ficou surpresa, parecia que não esperava que eu tocasse no assunto de forma tão direta.
―Não. Não é a primeira vez. Já lidei com vários casos envolvendo incesto e outras questões sexuais que o pessoal não costuma falar. E como eu disse antes: não tô aqui pra julgar vocês. Só quero ouvir, aprender, conhecer a relação que vocês têm e o que pensam sobre isso. Ah, e claro, ajudar a Brenda. Tecnicamente, ela é minha paciente.
—E a gente, o que seria? Suas cobaias? — perguntei.
—Algo assim, sim. Olhando de uma forma relaxada e sem preconceitos, eles seriam tipo meus cobaias.
— O que a Sabrina quer dizer — cortou Maca — é que você leve na brincadeira. Não é pra se sentir uma cobaia.
—Tá bom, vou tentar —garanti. —E o que eu tenho que fazer?
—Agora a única coisa que você precisa fazer é me contar sua versão dos fatos. Já conheço o ponto de vista da Macarena; mas quem mais se envolveu com a Brenda foi você.
―Mmm, tá bom. Tenho que começar contando desde o dia que a Brenda chegou em casa?
—Não, começa a me contar desde o começo. Quando a quarentena começou.
—O quê? Tudo isso eu tenho que te contar?
—Pode me dar uma versão resumida, se eu precisar de mais informação sobre algum assunto específico, eu te aviso.
—Mmm… tá bom, beleza.
Preciso admitir que, no começo, me senti bem desconfortável em contar pra Sabrina tudo o que rolou na minha casa desde o início da quarentena. Mas dá pra ver que ela é uma psicóloga foda. Com uns comentários e perguntas certeiras, foi me mostrando que o assunto era interessante pra ela e que não tava me julgando. Por isso, criei coragem pra dar mais detalhes. Contei como a Macarena, minha tia e minha mãe me ajudaram com meu problema de ejaculação precoce. Falei sobre as conversas que tive com a Pilar e como, com ela, pude experimentar umas paradas básicas do sexo. Até comentei da Gisela e dos jogos eróticos estranhos dela com a amiga Celeste. Da parte da Macarena, contei um pouco; mas como ela já sabia, não pediu pra eu me aprofundar muito. A única coisa que não toquei foi na Tefi. Só falei que geralmente me dava muito mal com ela, mas que a quarentena ajudou a gente a se conectar melhor. Por sorte, ela não me pressionou nesse assunto, mesmo percebendo que eu tava escondendo informação. Acho que é isso que os psicólogos fazem nesses casos. Deixam você contar o que quiser e são pacientes, esperando pelo resto.
Quanto mais eu entrava em detalhes explícitos sobre minhas aventuras na quarentena, mais minha pica ia endurecendo. E a Macarena, que já parecia de saco cheio de ficar ali em silêncio, não teve ideia melhor do que puxar minha pica pra fora da calça.
―Epa! ―exclamou Sabrina―. Então aqui temos um dos principais responsáveis por tanta treta.
— O que cê tá fazendo, Maca? — Protestei, tentando me cobrir de novo. Tô acostumado com as mulheres da minha família me vendo de pau duro, mas é foda com gente que não conheço… e a Sabrina eu conheci hoje.
Não se preocupa, maninho — disse ela —. Eu sei o que tô fazendo. A Sabrina não vai se importar de ver sua pica por um tempo… e eu também não.
―Deixa eu te parabenizar, Nahuel, tu tem uma rola linda. Vi ela em algumas das fotos que a Macarena me mandou, e ver ao vivo é ainda mais impressionante. Nem quero imaginar como deve ser ver ela pessoalmente, ter ela por perto.
—Se você conseguir ter ela ao alcance da mão, te garanto que molha toda a pussy dela —disse Macarena.
—É bem provável — admitiu Sabrina, com um sorriso.
Fiquei de boca aberta. Nunca imaginei que uma psicóloga pudesse falar daquele jeito com seu… paciente? Cobaia? Foi estranho, porque ela disse como se o comentário sobre minha pica fosse parte (de alguma forma) de uma sessão de terapia. Teve um tom entre cordial e profissional que arrepiou os pelos dos meus braços. É difícil explicar.
Pra piorar, a Macarena não teve ideia melhor do que engolir uma boa parte da minha rola, bem na frente da câmera. Quase parei ela. Não parei, principalmente por dois motivos: o primeiro é que eu não queria, tava com muito tesão mesmo e ter alguém me fazendo um boquete era uma delícia. O segundo motivo: eu tava contando pra Sabrina exatamente como minhas irmãs me chuparam a rola. Achei que ia ajudar a ilustrar bem a situação.
— Relaxa —disse Sabrina, como se tivesse lido meus pensamentos—. Pra mim não tem problema nenhum ver uma parada dessas. Não é a primeira vez que vejo alguém fazendo sexo oral em outra pessoa.
—Imagino, mas isso é meio que uma "conversa terapêutica", não saberia bem como classificar. Não acho que isso seja o mais adequado num momento como este — apontei para a Macarena, que já estava levando meu pau até o fundo da garganta dela.
—Esse termo é bom, papo terapêutico. Gosto pra ocasião. E não seria a primeira vez que vejo algo assim durante uma conversa como essa.
―Então quer dizer que… no seu consultório você já viu gente chupando pica?
—Sim, e mais de uma vez.
―Isso eu nunca vi chegando. Imagino que não deve ser o normal na terapia.
―Não é. Mas meus métodos não são os comuns. Eu gosto de encarar os problemas sexuais de um jeito muito mais direto. Isso ajuda a construir confiança. Além disso, me permite ver em primeira mão essa pessoa, ou essas pessoas, durante o ato sexual. Então você… relaxa, curte, que eu sei que sua irmã deve estar se saindo muito bem, e continua me contando sobre o que rolou na sua casa.
—Tá bom, vou tentar.
Apesar da estranheza da situação, em poucos segundos consegui me sintonizar de novo com a história. Nessa segunda parte da conversa, me permiti ser bem mais explícito nos meus comentários, e as perguntas da Sabrina também foram. Ela me perguntou se minha mãe engolia a porra quando eu gozava na boca dela, se eu tinha ficado excitado ao ver o cu dilatado da Pilar, se eu batia uma pensando nas tetas da Gisela, se eu tinha ficado com vontade de meter de novo no cu da Macarena.
Para tudo isso, a resposta foi um sonoro "Sim".
Macarena não disse nada quando falei da vontade que tava de meter na bunda dela de novo; mas ela deixou claro que ouviu o recado, porque na hora começou a chupar minha pica num ritmo mais acelerado, quase se engasgando de tanta vontade de chupar tudo. Eu fui obrigado a fechar os olhos por uns segundos. Esqueci da Sabrina e só me entreguei ao talento da Macarena pra chupar rola. Quando abri os olhos, tive a impressão de que, na tela, um dos braços da Sabrina se mexia. Mesmo vendo só o rosto dela e parte dos ombros, parecia que ela tava se masturbando. Será que ela realmente faria isso? Mas também, não julgo, eu também ia querer bater uma se tivesse vendo uma cena dessas ao vivo, mesmo que pela tela.
A partir daí, a conversa foi pro esquecimento. Fiquei de olhos fechados porque achei que assim tava dando mais privacidade pra Sabrina, se é que ela realmente tava se masturbando. Além disso, me livrava da vergonha de saber que uma desconhecida tava olhando minha irmã chupando minha pica.
Somando a tesão que eu tava, mais a experiência da Macarena chupando pica, em questão de minutos meu pau explodiu dentro da boca dela. Ela recebeu toda a porra com maestria e sem deixar escapar nem uma gota. Depois mostrou pra Sabrina tudo que tinha conseguido juntar e engoliu.
—Uau! —exclamou a psicóloga. Já não parecia que ela estava se tocando, embora suas bochechas estivessem bem vermelhas. — Embora não seja a primeira vez que vejo algo assim, nunca vai deixar de me dar umas "vibrações especiais" ver uma mina engolindo o leite do próprio irmão.
Já que a gente tava na frente de uma psicóloga (uma formada, não uma em treinamento que nem a Macarena), me veio na cabeça perguntar uma coisa que tava martelando na minha mente desde que a quarentena começou.
—Cê acha que isso de incesto tá de boa?
—Uai, é uma pergunta bem complicada. De cara te falo que não. Não é certo —isso apertou meu peito. Principalmente porque agora minha irmã tava dando os últimos chupões na minha pica, pra tirar até a última gota de porra—. Mas esse assunto a gente deixa pra depois. Agora o que importa é o que vai rolar com a Brenda.
—Sim, é verdade —eu disse, acariciando o cabelo da Macarena.
Minha irmã decidiu dar por encerrada a breve, mas eficaz, sessão de boquete. Não sei se fez isso pra esquentar a Sabrina ou pra mostrar pra ela que tudo que a gente tava contando é verdade. Mas, vindo da Maca, o mais provável é que tenha feito porque sim, porque deu na telha dela fazer aquilo, e ponto final.
— O que a gente vai fazer com a Brenda? — perguntei.
—Durante as conversas que tive com a Macarena, fiquei pensando em algum método que pudesse servir pra vocês ganharem a confiança da Brenda.
—Você não acha que ela vai nos denunciar ou algo assim? —Perguntei.
—Acho que não vai tão longe não, no máximo, vai tentar se afastar de vocês.
—E isso é ruim —falei—, porque a Gisela perderia uma boa amiga.
Além disso, a mamãe ficaria ultra paranoica — comentou a Maca —. Todo dia ela ia pensar que a Brenda vai contar pra alguém o que viu.
—Sim, por isso o melhor vai ser vocês tentarem ganhar a confiança dela — continuou Sabrina —, embora o método que tenho em mente seja arriscado.
—A esta altura —falei—, qualquer coisa que a gente fizer com a Brenda vai ser arriscada.
—É um bom ponto, sim. Bom, tem uma coisa que você precisa saber sobre a Brenda. Ela é uma mina muito tímida…
―Sim, isso eu notei. Mas também tem umas atitudes estranhas, tipo entrar quase pelada no quarto da minha mãe. Aí já não parece tão tímida.
—É exatamente sobre isso que queria falar com você. O motivo da Brenda fazer isso é porque, mesmo sendo tão tímida, ela é uma exibicionista. Igual a Macarena. Só que a Maca é muito mais extrovertida.
—Você imagina o quão difícil deve ser pra uma pessoa tímida admitir que curte exibicionismo? — Perguntou a Maca.
— Não deve ser nada fácil — respondi.
— Não é — disse Sabrina —. Brenda teve muita dificuldade em aceitar que gosta de ser vista nua por outras pessoas, especialmente durante o sexo. Um dia ela me contou que tinha uma garota no trabalho dela que curtia umas brincadeiras sexuais, mas que, por ser muito tímida, só fazia isso porque outra amiga a empurrava pra isso. Tô falando da relação entre Gisela e Celeste. Nunca conversei com elas, mas pelo que a Brenda me contou, entendi perfeitamente como é que essa parada de "brincadeiras sexuais" podia funcionar. A Gisela encontrou na Celeste uma pessoa de confiança que a incentiva nessas brincadeiras eróticas. Como a Gisela tem um jeito bem submisso, o mais fácil pra ela é depositar toda a confiança na Celeste e deixar que a amiga decida por ela.
—Ah, por isso a Gisela se animou a tirar essas fotos comigo — comentei.
—Sim. Ela nem deve ter pensado muito —disse Sabrina—. Só se deixou levar pela situação. Quem tomou a decisão foi a Celeste. A relação entre a Brenda e a Gisela é muito parecida. A Gisela toma as decisões por ela, a Brenda só confia e se deixa levar.
—Já entendi. Mas tem uma coisa que não saco —falei—. A Gisela é muito tímida. Como é que ela muda tanto o jeito dela quando tá com a Brenda? Será que é verdade essa história de que a Gisela e a Celeste são a mesma pessoa?
—Sabe uma coisa, maninho? —Disse a Maca—. Por mais que pareça loucura, eu também pensei nessa possibilidade. Até comentei com a Sabrina.
—E você, o que acha? — perguntei pra psicóloga.
—Acho que é uma possibilidade muito remota. Faz sentido, do ponto de vista psicológico, que a Gisela tenha criado um “alter ego” pra lidar com os problemas pessoais dela.
—Então a Gisela poderia ter dupla personalidade? Ser duas pessoas numa só? —Isso soava pra mim como ficção científica.
— Não exatamente — disse Sabrina —. Na cultura popular, exageraram muito essa história de transtorno dissociativo. Não é que a pessoa tenha duas mentes vivendo dentro dela e que, quando passa de uma mente pra outra, perde as lembranças e tudo mais. A divisão de "personalidades" na verdade é consciente. A pessoa sabe que está fazendo isso. — Fiquei mudo, com uma cara de confusão total —. Olha, vou te dar um exemplo com sua irmã. Se for verdade que ela e a Celeste são a mesma pessoa, a Gisela saberia perfeitamente que a Celeste não existe, que é um personagem que ela inventou pra conseguir lidar com a vida dela. Ela usaria esse personagem em certas situações; mas, no fundo, sempre continuaria sendo a Gisela.
—Como se estivesse atuando? —Perguntei.
—É isso mesmo. Como se a Gisela fosse uma atriz num palco interpretando o papel de Celeste. Algumas pessoas se envolvem tanto nesses personagens que às vezes têm dificuldade pra sair deles. Mas elas sabem que é um personagem e compartilham as mesmas lembranças e tudo. Não são duas pessoas diferentes.
—Isso me dá um pouco de medo —falei—. Como a gente faz pra descobrir se a Gisela e a Celeste são a mesma pessoa?
—Bem, o primeiro passo é simples — disse Sabrina —. Perguntar pra Brenda.
―Claro! Faz sentido! Afinal, a Brenda supostamente pegou a Gisela transando com a Celeste.
―Exato. Por isso já perguntei pra Brenda sobre a Celeste.
—E aí, o que ela te disse? —Quis saber.
—Primeiro ela ficou muito tensa, depois começou a gaguejar e a balbuciar incoerências. Aí me disse que fazia tempo que não via a Celeste, por causa da pandemia. Então perguntei quando foi a última vez que viu ela. Ficou nervosa de novo e me deu umas respostas evasivas. Psicólogos não somos detectores de mentiras (nem temos que ser), mas, às vezes, a gente percebe quando o paciente mente… ou tenta esconder alguma coisa.
—Agora entendo ainda menos — falei.
— O que a Sabrina tá tentando explicar — comentou a Macarena — é que talvez a Brenda saiba que a Celeste não existe, mas se você perguntar, ela fala que sim, pra encobrir a Gisela.
—Tudo isso é muito suspeito. É difícil acreditar que minha irmã seja tão louca.
—Não é que eu seja louca —disse Sabrina. —Se é verdade que ela inventou essa personagem, na verdade fez isso como uma alternativa pra lidar com a vida dela. O problema é o quanto ela se envolve nessa personagem, que tipo de coisa isso leva ela a fazer, e quais consequências negativas traz.
—E… talvez tirar foto pornô com o irmão seja uma consequência negativa — disse Macarena —. E não me interpretem mal, que eu tô bem ligada no que fiz com o Nahuel, e não me arrependo. Mas eu tenho uma personalidade muito diferente da Gisela.
—Claro, tu é que é doida —falei pra ela—. Você não liga pras consequências. Faz o que quer, quando quer.
—Tá me psicanalisando, maninho?
Sabrina deu uma risada.
—Não quero que discutam. Aí vocês têm um bom ponto: pelo jeito dela, é bem improvável que a Gisela tivesse topado tirar essas fotos com o Nahuel, a menos que tivesse uma influência externa (ou interna) muito forte. Algo tão forte que a fizesse esquecer os próprios medos e preconceitos por um tempo.
—Se ela é celeste —eu disse—, isso explicaria como ela consegue ser tão dominante com a Brenda.
—Sim, e talvez você, quando se trancou no quarto com a Gisela — comentou a Maca —, na verdade tava com a Celeste.
—Que medo… —meu olhar se fixou no infinito. Tentei recapitular tudo o que aconteceu com a Gisela, e é realmente muito difícil de entender—. E qual seria a alternativa? —perguntei—. Quer dizer: se a Celeste realmente existe, porque eu tenho fotos dela.
Fotos suspeitamente parecidas com a Gisela, mas com cabelo loiro" — disse a Maca —. A Sabrina pensa a mesma coisa. Já mostrei pra ela.
—E de onde você tirou elas? — perguntei.
—Do seu celular. De onde mais?
—Você mexeu no meu celular? —Fiquei pálido, lá tem um monte de foto pornô da Tefi.
—Sim, porque eu precisava das fotos da Celeste, acabei de te explicar. Aliás, sua senha ser a data do aniversário da Gisela me dói como irmã, e ainda te deixa muito fácil de hackear.
—Não vou colocar a data do teu aniversário pra ficar ainda mais fácil de você mexer no meu celular. Mas já vou trocar ela agora.
—Como quiser —disse Maca, dando de ombros—. Até porque já tenho o que preciso. A gente ficou analisando essas fotos com a Sabrina, e realmente parece muito com a Gisela.
—E eu que achei que nunca mostrava a cara porque é casada. Ei, e se a Gisela tem um marido escondido?
—Acho que o assunto não vai tão longe assim —disse Macarena—. Essa história de que a Celeste é casada, com certeza ela falou só pra justificar não mostrar o rosto nas fotos. Só isso.
—Nahuel disse Sabrina, você lembra de algo específico que a Gisela tenha atribuído à Celeste? Ou se ela descreveu alguma coisa em particular sobre o jeito da Celeste…
―Mmm, deixa eu ver. Ela me contou várias coisas. O que mais me vem à cabeça agora é que, supostamente, a Gisela ajudou ela com sexo lésbico. Ela me disse que transou com a Celeste, mesmo a Celeste não sendo lésbica.
—Esse é um ponto interessante — destacou Macarena —. Se ela diz “Celeste não é sapatão”, é um jeito de fugir da própria orientação sexual.
—Claro, faz sentido que o alter-ego dela seja hétero —disse Sabrina—. Embora em algum momento ela devia ter virado o jogo, pra ajudar ela a "sair do armário". O que mais ela te falou sobre a Celeste?
―Mmm… em várias ocasiões ela me disse que a Celeste é muito puta. Que adora sexo e que já transou com um monte de caras. Será que a Gisela fez essas coisas?
―Pode ser ―respondeu Sabrina―. Talvez ela tenha usado a Celeste pra se relacionar, sem culpa, com vários amantes. É bem possível que a Celeste também seja muito mais segura do próprio corpo.
—Sim, isso ela também falou! —Exclamei—. A Celeste sabe muito bem que consegue esquentar os outros… e adora fazer isso. Já a Gisela tem vergonha de admitir que alguém pode ficar excitado com os peitos dela, ou com a bunda dela.
―Pra mim, cada vez fica mais claro que são a mesma pessoa ―afirmou Macarena―. Na Celeste, ela encontrou uma saída pra se sentir muito mais segura de si mesma, pra experimentar o sexo sem culpa. Talvez a Gisela (usando a Celeste de desculpa) tenha dado pra mil caras, achando que assim ia se livrar de ser lésbica. Mas no fim, acabou usando ela pra admitir que gosta de mulher.
—A Gisela me descreveu a primeira vez dela na cama com a Celeste, tudo aquilo era mentira? — perguntei.
―Talvez ―disse Sabrina―. Pode ser uma história que ela montou na cabeça dela… ou talvez ela transou com outra mulher; mas fez isso assumindo o papel de Celeste.
—Tudo isso é muito confuso —afirmei—. Então a Brenda sabe que a Celeste não existe?
—É provável —respondeu Sabrina —, e se realmente existe, ela esconde alguma coisa. Não saberia dizer o quê. Por isso não quero que a gente fique remoendo muito esse assunto. Talvez esteja viajando numa ideia que não é verdade.
―Claro ―disse a Maca―. A gente podia passar por uns otários se encarar a Gisela e no fim a Celeste existir de verdade. E ela ia ficar puta com a gente. Por isso a gente tem que ter certeza absoluta antes de perguntar qualquer coisa. Mas se ela não existir, e no fim forem a mesma pessoa, explicaria direitinho por que a Brenda entra na onda e por que a Gisela tem esse lado tão dominador.
I still don't know what option would explain Gisela's attitude if Celeste exists. How can she be so shy and submissive at times, and so dominant at others?
―Isso ―disse Sabrina―, dava pra explicar com a própria Celeste. A de verdade. Seria tipo uma cadeia de comando. A Celeste daria ordens pra Gisela, que ela tem que cumprir sem questionar, e essas ordens seriam as que a Brenda recebe depois, através da Gisela.
—Ah, já entendi. Como se fossem soldados no exército, recebendo ordens do superior.
—Algo assim —disse Sabrina—. Por isso temos que manter a mente aberta. De um jeito ou de outro, tudo faria sentido se a Celeste existe, ou se não.
Depois disso, ela começou a me contar os detalhes do plano dela pra gente ganhar a confiança da Brenda. Era arriscado, tudo podia dar muito errado; mas se desse certo, a gente não teria motivo pra se preocupar com ela. A Sabrina nos deu uns detalhes muito importantes sobre a personalidade da Brenda, umas dicas pequenas que podiam ajudar a gente a desenvolver o plano. E o mais curioso foi que, pra conseguir fazer isso, a gente precisava da ajuda, direta ou indireta, de todas as minas da casa.
Então isso também serviria pra esclarecer umas paradas entre a gente. A Sabrina chegou na conclusão, pelo que a Macarena contou pra ela e por tudo que eu contei, que talvez pra nós, como família, o melhor seja botar as cartas na mesa. Reconhecer que o incesto tá virando parte da rotina diária nessa casa, assim a gente pode decidir como lidar com o assunto daqui pra frente.
Tô com muito medo, mas ela tem razão. Quando tive aquela conversa intensa com a Tefi, descobri que falar sobre o assunto com outra pessoa é tirar um peso enorme das costas.
Antes eu tinha muito medo da minha mãe descobrir tudo. Isso já não faz muito sentido. A Alicia é quem está mais envolvida em todos os atos sexuais que rolam nessa casa. É a que menos pode reclamar.
—Vou fazer de tudo pra dar certo —falei pra Sabrina e pra Macarena; mas essas palavras eu tava dizendo mais pra mim mesmo, pra me dar coragem. Tinha um trampo complicado pela frente, que podia resolver uns pepinos de família e trazer outros à tona.
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Capítulo 44.
Sabrina.
Os dias que se seguiram foram de um desconforto extremo. Brenda almoçava e jantava com a gente, mas dava pra ver que tava fazendo um puta esforço pra não olhar nos olhos da minha mãe, da Cristela ou de mim.
Pilar e Gisela perguntaram pela Ayelén, ainda não tinham entendido direito por que a mina tinha decidido, tão de repente, ir morar com a avó. Cristela só disse: "Talvez ela precisasse dar uma mudada depois de passar tantas semanas trancada nessa casa.
Minha mãe era a que tava mais preocupada, o humor dela tinha ido pro buraco. A única coisa que animou ela um pouco foi ouvir no jornal que já tavam falando de uma vacina russa que ia ajudar a gente a combater a Covid. Talvez esse isolamento esteja perto de acabar… e isso na real me dá medo. Sou um idiota? Será que quero ficar a vida inteira trancado em casa? A lógica me leva a dizer que não; mas tem uma parte dentro de mim que não quer sair na rua e prefere ficar aqui.
Por isso resolvi falar com a Macarena, além disso queria saber se nesses dias ela conseguiu algum progresso com a psicóloga da Brenda.
Entrei no quarto da minha irmã, ela tava pelada como sempre. Parecia tranquila, tava vendo uma série na Netflix.
— Como é que você tá se divertindo? — perguntei.
—Mais ou menos. Já não sei mais o que assistir. Com tanto tempo livre, já vi o catálogo inteiro da Netflix.
Sentei do lado dela e, instintivamente, admirei o corpo nu inteiro. Tava coberto por uma camada fina de suor, que fazia a pele dela brilhar, e a região da buceta mostrava sinais claros de umidade. Tenho certeza de que a Macarena tava se masturbando instantes antes de eu entrar.
— Queria te perguntar uma coisa — falei.
—Pergunta. Vamos ver se pelo menos me dá algo divertido pra pensar.
—É sobre a quarentena. Tô passando por uma parada estranha. No começo, quando minha mãe decretou que ninguém ia sair, eu tava morrendo de vontade de ir pra rua. O que eu mais queria era jogar uma partida de futebol com meus amigos. Agora, pelo contrário… não quero sair. Ouvi as notícias sobre a vacina. Na TV falaram que quando todo mundo estiver vacinado, a gente vai poder sair na rua e viver mais ou menos normal. Isso devia me deixar feliz. Mas não deixa… Será que eu fiquei maluco… igual minha mãe?
—Mmmm… interessante. Não acho que você seja louco. Estive lendo várias páginas na internet, notícias, redes sociais, fóruns… e por aí vai. Como futura psicóloga, me interessa como a pandemia e o isolamento afetam as pessoas, no nível psicológico. E uma coisa que me chamou a atenção foi exatamente o que você disse. Muita gente morre de vontade de sair na rua, não aguenta mais o confinamento. Alguns até saem desrespeitando as regras sanitárias. Não culpo eles. Eu também tive vontade de ir pra uma praia mais de uma vez. E o senso comum nos leva a pensar que essa deveria ser a forma mais lógica de pensar. Que todo mundo já devia estar de saco cheio do isolamento.
—Exatamente.
Eu adorava falar desses assuntos com a Macarena e, ao mesmo tempo, vê-la completamente pelada, sabendo que há alguns minutos ela estava se masturbando gostoso. Será que eu curto mulheres inteligentes? Ou será que só me excito com minhas irmãs? Bom, nesse caso, dava no mesmo.
—Mas os seres humanos somos animais de hábito. A gente consegue se acostumar com praticamente qualquer coisa. Durante esses meses, o isolamento virou algo normal pra nós. Muita gente desenvolveu um certo medo de sair na rua, porque passaram meses entre quatro paredes e ali se sentem mais seguros. Por isso, mesmo que tenha vacina, vai ter gente que vai preferir ficar em casa por mais um tempão, ou talvez a vida delas tenha mudado pra sempre e, de agora em diante, prefiram passar mais tempo dentro de casa do que fora. Uma amiga minha comentou outro dia: "Fiquei viciada em delivery. Me acostumei tanto a receber tudo em casa que, quando a pandemia acabar, nem vou querer pisar num supermercado.
— A gente também compra tudo com entrega em casa — falei.
—Sim, e é super confortável. Deixar outro fazer o trabalho por você — ela sorriu —. Então, não se sinta mal, Nahuel. O que está acontecendo com você está acontecendo com muita gente no mundo. É compreensível. Além disso… você tem outro motivo pra ficar em casa. — Sem aviso, ela enfiou a mão dentro da minha calça e começou a massagear meu pau —. Você se acostumou a ver bucetas e peitos o tempo todo, e tem medo que isso acabe. Também tem medo que suas queridas irmãs saiam pra viver a vida delas. O que aconteceria se a Gisela decidisse ir morar com a Brenda? O que aconteceria se a Tefi arrumasse um namorado? O que aconteceria se eu fosse morar num apartamento com amigas? Até a Pilar, que adora ficar trancada, poderia ter um surto repentino de liberdade e ir embora, sei lá, viajar pelo mundo.
Todas essas possibilidades me deram arrepios. Será que me acostumei a ter minhas irmãs por perto… bem perto?
—E não te culpo, não — disse Maca, puxando minha rola pra fora da calça. Já tava ficando bem dura —. Também gosto do jeito que a gente arrumou pra se relacionar. Com a Gise, antes da Brenda chegar, tive umas conversas bem picantes, onde rolou… uns amassos intensos. Durante os dias que a tia Cristela passou no meu quarto, bom… foi quase como ter uma namorada por uns dias. Sei que parece loucura, ela é minha tia… mas pra que vou mentir se você já imagina o que rolou. A gente transava igual coelha, o dia inteiro, porra. Aprendi pra caralho sobre sexo lésbico. Me ajudou a entender que, na minha vida sexual e amorosa, vai ter tanto homem quanto mulher, porque sinceramente, o gênero da pessoa tanto faz. O que eu gosto é de me divertir.
—Com a Pilar você também fez umas coisinhas.
―Bom, é… com a Pilar eu tive que fazer de professora de educação sexual, mais ou menos como fiz com você. Até com a mamãe eu me diverti pra caralho. É muito louco, né? Comi a minha mãe… bom, você também comeu. Pelo jeito que as coisas estão rolando nessa casa, é totalmente compreensível que você queira que a quarentena dure pra sempre.
—Sim, tirando o rolê com a Brenda, e as brigas com a idiota da Ayelén, o resto tá me agradando.
A única com quem não tive uma relação mais… íntima foi a Tefi. Não sei o que se passa na cabeça dessa mina. Às vezes tenho a sensação de que essa parada de andar de peitos de fora pela casa não agrada ela nem um pouco, e outros dias ela me dá a entender que adora e que é a melhor ideia do mundo.
―É… sim, a Tefi é complicada.
Imaginei que essa contradição devia depender de se a Tefi tá excitada ou não. Porque quando não tá, ela se sente muito culpada por tudo que faz ou pode vir a fazer no nível sexual. Mas quando ela fica com tesão, é como se esquecesse de toda essa culpa que tanto atormenta ela.
—E aí, como foi com a psicóloga, hum… Samantha?
—Sabrina.
—Sim, essa.
—Tá bom —garantiu Maca, com um sorrisão—. É uma mina muito gostosa. Esses dias a gente conversou pra caramba. No começo achei que tava enchendo o saco dela, mas quando ela falou que tá passando a quarentena sozinha, percebi que tava fazendo bem ter alguém pra trocar ideia.
—Além disso, você é uma pessoa muito peculiar, já imagino sobre quais assuntos vocês devem ter falado.
—E você já imagina bem. Ah, a propósito. Prometi pra ela que um dia desses a gente faria uma conversa com você presente.
—Eu? Por que eu?
—Sério que eu tenho que explicar pra você, Nahuel? Quem a Brenda viu transando com a mãe?
—Pra mim.
―E quem veio me pedir ajuda com esse assunto?
―É. Tá bom, já entendi. Beleza, quando você quiser a gente pode falar com ela, mas não sei o que dizer.
—Se quiser, a gente pode fazer agora.
—Agora mesmo?
—Sim. Pego o notebook e a gente faz uma videochamada.
Ela se levantou, pegou o computador que estava em cima da escrivaninha e colocou na cama. Levantou a tela e eu percebi que ela tava decidida a ligar pra Sabrina.
—Ei, cê percebeu que tá pelada, né?
—Ah, sim. Já sei. Não sou tão idiota assim.
—E você não vai se vestir?
—Não, pra quê? Já expliquei pra Sabrina minha paixão pelo nudismo.
— Quanto você contou pra ela?
—O suficiente pra ela entender a complexidade da situação.
―Isso me dá medo.
—Não se preocupa, Nahuel. A Sabrina até pode ser uma psicóloga excêntrica, mas também é uma profissional. Sabe guardar segredos.
—É o que eu espero.
—Pronto pra videochamada?
—Não —eu disse, guardando minha piroca dura na calça—. Me dá um minuto.
Macarena apertou o botão de "Ligar", sem nem esperar minha resposta.
Na tela apareceu uma mina gordinha de óculos grandão e cabelo liso castanho, tinha um sorriso encantador e uns olhos curiosos.
—Ei, fala aí, Maca! —cumprimentou—. Não esperava que ligasse tão cedo. Ainda falta um tempão pras oito.
—Já sei, espero não te incomodar. Não dava pra esperar tanto, porque… olha quem tá aqui comigo.
Ela girou o notebook pra câmera me focar direitinho. Sabrina abriu um sorrisão e falou:
—Esse deve ser o Nahuel. Prazer em te conhecer. Sua irmã falou muito bem de você.
—Que estranho —falei—. Minhas irmãs não costumam falar bem de mim. Só a Gisela faz isso.
—Eu também faço —disse a Maca—. E não fica desconfortável, não seja otário —ela deve ter dito isso porque eu não parava de torcer meus próprios dedos, além de tentar, de todo jeito, esconder minha ereção—. A Sabrina já sabe que tipo de relação a gente tem…
—E já deve achar que a gente é maluco — comentei.
—Pode até não acreditar, Nahuel, mas não tô aqui pra julgar questões éticas ou morais — Sabrina falou num tom entre amigável e profissional. — Mas também não vou negar que tudo que a Macarena me contou me chama muita atenção.
Não fazia sentido esconder nada nem tentar disfarçar. Tava convencido de que a Macarena tinha contado absolutamente tudo pra Sabrina, até a última sessão de sexo anal que eu tive com ela. Senão, minha irmã não teria começado essa videochamada estando completamente pelada do meu lado.
—É a primeira vez que você se depara com um caso de incesto? —Perguntei.
Ela ficou surpresa, parecia que não esperava que eu tocasse no assunto de forma tão direta.
―Não. Não é a primeira vez. Já lidei com vários casos envolvendo incesto e outras questões sexuais que o pessoal não costuma falar. E como eu disse antes: não tô aqui pra julgar vocês. Só quero ouvir, aprender, conhecer a relação que vocês têm e o que pensam sobre isso. Ah, e claro, ajudar a Brenda. Tecnicamente, ela é minha paciente.
—E a gente, o que seria? Suas cobaias? — perguntei.
—Algo assim, sim. Olhando de uma forma relaxada e sem preconceitos, eles seriam tipo meus cobaias.
— O que a Sabrina quer dizer — cortou Maca — é que você leve na brincadeira. Não é pra se sentir uma cobaia.
—Tá bom, vou tentar —garanti. —E o que eu tenho que fazer?
—Agora a única coisa que você precisa fazer é me contar sua versão dos fatos. Já conheço o ponto de vista da Macarena; mas quem mais se envolveu com a Brenda foi você.
―Mmm, tá bom. Tenho que começar contando desde o dia que a Brenda chegou em casa?
—Não, começa a me contar desde o começo. Quando a quarentena começou.
—O quê? Tudo isso eu tenho que te contar?
—Pode me dar uma versão resumida, se eu precisar de mais informação sobre algum assunto específico, eu te aviso.
—Mmm… tá bom, beleza.
Preciso admitir que, no começo, me senti bem desconfortável em contar pra Sabrina tudo o que rolou na minha casa desde o início da quarentena. Mas dá pra ver que ela é uma psicóloga foda. Com uns comentários e perguntas certeiras, foi me mostrando que o assunto era interessante pra ela e que não tava me julgando. Por isso, criei coragem pra dar mais detalhes. Contei como a Macarena, minha tia e minha mãe me ajudaram com meu problema de ejaculação precoce. Falei sobre as conversas que tive com a Pilar e como, com ela, pude experimentar umas paradas básicas do sexo. Até comentei da Gisela e dos jogos eróticos estranhos dela com a amiga Celeste. Da parte da Macarena, contei um pouco; mas como ela já sabia, não pediu pra eu me aprofundar muito. A única coisa que não toquei foi na Tefi. Só falei que geralmente me dava muito mal com ela, mas que a quarentena ajudou a gente a se conectar melhor. Por sorte, ela não me pressionou nesse assunto, mesmo percebendo que eu tava escondendo informação. Acho que é isso que os psicólogos fazem nesses casos. Deixam você contar o que quiser e são pacientes, esperando pelo resto.
Quanto mais eu entrava em detalhes explícitos sobre minhas aventuras na quarentena, mais minha pica ia endurecendo. E a Macarena, que já parecia de saco cheio de ficar ali em silêncio, não teve ideia melhor do que puxar minha pica pra fora da calça.
―Epa! ―exclamou Sabrina―. Então aqui temos um dos principais responsáveis por tanta treta.
— O que cê tá fazendo, Maca? — Protestei, tentando me cobrir de novo. Tô acostumado com as mulheres da minha família me vendo de pau duro, mas é foda com gente que não conheço… e a Sabrina eu conheci hoje.
Não se preocupa, maninho — disse ela —. Eu sei o que tô fazendo. A Sabrina não vai se importar de ver sua pica por um tempo… e eu também não.
―Deixa eu te parabenizar, Nahuel, tu tem uma rola linda. Vi ela em algumas das fotos que a Macarena me mandou, e ver ao vivo é ainda mais impressionante. Nem quero imaginar como deve ser ver ela pessoalmente, ter ela por perto.
—Se você conseguir ter ela ao alcance da mão, te garanto que molha toda a pussy dela —disse Macarena.
—É bem provável — admitiu Sabrina, com um sorriso.
Fiquei de boca aberta. Nunca imaginei que uma psicóloga pudesse falar daquele jeito com seu… paciente? Cobaia? Foi estranho, porque ela disse como se o comentário sobre minha pica fosse parte (de alguma forma) de uma sessão de terapia. Teve um tom entre cordial e profissional que arrepiou os pelos dos meus braços. É difícil explicar.
Pra piorar, a Macarena não teve ideia melhor do que engolir uma boa parte da minha rola, bem na frente da câmera. Quase parei ela. Não parei, principalmente por dois motivos: o primeiro é que eu não queria, tava com muito tesão mesmo e ter alguém me fazendo um boquete era uma delícia. O segundo motivo: eu tava contando pra Sabrina exatamente como minhas irmãs me chuparam a rola. Achei que ia ajudar a ilustrar bem a situação.
— Relaxa —disse Sabrina, como se tivesse lido meus pensamentos—. Pra mim não tem problema nenhum ver uma parada dessas. Não é a primeira vez que vejo alguém fazendo sexo oral em outra pessoa.
—Imagino, mas isso é meio que uma "conversa terapêutica", não saberia bem como classificar. Não acho que isso seja o mais adequado num momento como este — apontei para a Macarena, que já estava levando meu pau até o fundo da garganta dela.
—Esse termo é bom, papo terapêutico. Gosto pra ocasião. E não seria a primeira vez que vejo algo assim durante uma conversa como essa.
―Então quer dizer que… no seu consultório você já viu gente chupando pica?
—Sim, e mais de uma vez.
―Isso eu nunca vi chegando. Imagino que não deve ser o normal na terapia.
―Não é. Mas meus métodos não são os comuns. Eu gosto de encarar os problemas sexuais de um jeito muito mais direto. Isso ajuda a construir confiança. Além disso, me permite ver em primeira mão essa pessoa, ou essas pessoas, durante o ato sexual. Então você… relaxa, curte, que eu sei que sua irmã deve estar se saindo muito bem, e continua me contando sobre o que rolou na sua casa.
—Tá bom, vou tentar.
Apesar da estranheza da situação, em poucos segundos consegui me sintonizar de novo com a história. Nessa segunda parte da conversa, me permiti ser bem mais explícito nos meus comentários, e as perguntas da Sabrina também foram. Ela me perguntou se minha mãe engolia a porra quando eu gozava na boca dela, se eu tinha ficado excitado ao ver o cu dilatado da Pilar, se eu batia uma pensando nas tetas da Gisela, se eu tinha ficado com vontade de meter de novo no cu da Macarena.
Para tudo isso, a resposta foi um sonoro "Sim".
Macarena não disse nada quando falei da vontade que tava de meter na bunda dela de novo; mas ela deixou claro que ouviu o recado, porque na hora começou a chupar minha pica num ritmo mais acelerado, quase se engasgando de tanta vontade de chupar tudo. Eu fui obrigado a fechar os olhos por uns segundos. Esqueci da Sabrina e só me entreguei ao talento da Macarena pra chupar rola. Quando abri os olhos, tive a impressão de que, na tela, um dos braços da Sabrina se mexia. Mesmo vendo só o rosto dela e parte dos ombros, parecia que ela tava se masturbando. Será que ela realmente faria isso? Mas também, não julgo, eu também ia querer bater uma se tivesse vendo uma cena dessas ao vivo, mesmo que pela tela.
A partir daí, a conversa foi pro esquecimento. Fiquei de olhos fechados porque achei que assim tava dando mais privacidade pra Sabrina, se é que ela realmente tava se masturbando. Além disso, me livrava da vergonha de saber que uma desconhecida tava olhando minha irmã chupando minha pica.
Somando a tesão que eu tava, mais a experiência da Macarena chupando pica, em questão de minutos meu pau explodiu dentro da boca dela. Ela recebeu toda a porra com maestria e sem deixar escapar nem uma gota. Depois mostrou pra Sabrina tudo que tinha conseguido juntar e engoliu.
—Uau! —exclamou a psicóloga. Já não parecia que ela estava se tocando, embora suas bochechas estivessem bem vermelhas. — Embora não seja a primeira vez que vejo algo assim, nunca vai deixar de me dar umas "vibrações especiais" ver uma mina engolindo o leite do próprio irmão.
Já que a gente tava na frente de uma psicóloga (uma formada, não uma em treinamento que nem a Macarena), me veio na cabeça perguntar uma coisa que tava martelando na minha mente desde que a quarentena começou.
—Cê acha que isso de incesto tá de boa?
—Uai, é uma pergunta bem complicada. De cara te falo que não. Não é certo —isso apertou meu peito. Principalmente porque agora minha irmã tava dando os últimos chupões na minha pica, pra tirar até a última gota de porra—. Mas esse assunto a gente deixa pra depois. Agora o que importa é o que vai rolar com a Brenda.
—Sim, é verdade —eu disse, acariciando o cabelo da Macarena.
Minha irmã decidiu dar por encerrada a breve, mas eficaz, sessão de boquete. Não sei se fez isso pra esquentar a Sabrina ou pra mostrar pra ela que tudo que a gente tava contando é verdade. Mas, vindo da Maca, o mais provável é que tenha feito porque sim, porque deu na telha dela fazer aquilo, e ponto final.
— O que a gente vai fazer com a Brenda? — perguntei.
—Durante as conversas que tive com a Macarena, fiquei pensando em algum método que pudesse servir pra vocês ganharem a confiança da Brenda.
—Você não acha que ela vai nos denunciar ou algo assim? —Perguntei.
—Acho que não vai tão longe não, no máximo, vai tentar se afastar de vocês.
—E isso é ruim —falei—, porque a Gisela perderia uma boa amiga.
Além disso, a mamãe ficaria ultra paranoica — comentou a Maca —. Todo dia ela ia pensar que a Brenda vai contar pra alguém o que viu.
—Sim, por isso o melhor vai ser vocês tentarem ganhar a confiança dela — continuou Sabrina —, embora o método que tenho em mente seja arriscado.
—A esta altura —falei—, qualquer coisa que a gente fizer com a Brenda vai ser arriscada.
—É um bom ponto, sim. Bom, tem uma coisa que você precisa saber sobre a Brenda. Ela é uma mina muito tímida…
―Sim, isso eu notei. Mas também tem umas atitudes estranhas, tipo entrar quase pelada no quarto da minha mãe. Aí já não parece tão tímida.
—É exatamente sobre isso que queria falar com você. O motivo da Brenda fazer isso é porque, mesmo sendo tão tímida, ela é uma exibicionista. Igual a Macarena. Só que a Maca é muito mais extrovertida.
—Você imagina o quão difícil deve ser pra uma pessoa tímida admitir que curte exibicionismo? — Perguntou a Maca.
— Não deve ser nada fácil — respondi.
— Não é — disse Sabrina —. Brenda teve muita dificuldade em aceitar que gosta de ser vista nua por outras pessoas, especialmente durante o sexo. Um dia ela me contou que tinha uma garota no trabalho dela que curtia umas brincadeiras sexuais, mas que, por ser muito tímida, só fazia isso porque outra amiga a empurrava pra isso. Tô falando da relação entre Gisela e Celeste. Nunca conversei com elas, mas pelo que a Brenda me contou, entendi perfeitamente como é que essa parada de "brincadeiras sexuais" podia funcionar. A Gisela encontrou na Celeste uma pessoa de confiança que a incentiva nessas brincadeiras eróticas. Como a Gisela tem um jeito bem submisso, o mais fácil pra ela é depositar toda a confiança na Celeste e deixar que a amiga decida por ela.
—Ah, por isso a Gisela se animou a tirar essas fotos comigo — comentei.
—Sim. Ela nem deve ter pensado muito —disse Sabrina—. Só se deixou levar pela situação. Quem tomou a decisão foi a Celeste. A relação entre a Brenda e a Gisela é muito parecida. A Gisela toma as decisões por ela, a Brenda só confia e se deixa levar.
—Já entendi. Mas tem uma coisa que não saco —falei—. A Gisela é muito tímida. Como é que ela muda tanto o jeito dela quando tá com a Brenda? Será que é verdade essa história de que a Gisela e a Celeste são a mesma pessoa?
—Sabe uma coisa, maninho? —Disse a Maca—. Por mais que pareça loucura, eu também pensei nessa possibilidade. Até comentei com a Sabrina.
—E você, o que acha? — perguntei pra psicóloga.
—Acho que é uma possibilidade muito remota. Faz sentido, do ponto de vista psicológico, que a Gisela tenha criado um “alter ego” pra lidar com os problemas pessoais dela.
—Então a Gisela poderia ter dupla personalidade? Ser duas pessoas numa só? —Isso soava pra mim como ficção científica.
— Não exatamente — disse Sabrina —. Na cultura popular, exageraram muito essa história de transtorno dissociativo. Não é que a pessoa tenha duas mentes vivendo dentro dela e que, quando passa de uma mente pra outra, perde as lembranças e tudo mais. A divisão de "personalidades" na verdade é consciente. A pessoa sabe que está fazendo isso. — Fiquei mudo, com uma cara de confusão total —. Olha, vou te dar um exemplo com sua irmã. Se for verdade que ela e a Celeste são a mesma pessoa, a Gisela saberia perfeitamente que a Celeste não existe, que é um personagem que ela inventou pra conseguir lidar com a vida dela. Ela usaria esse personagem em certas situações; mas, no fundo, sempre continuaria sendo a Gisela.
—Como se estivesse atuando? —Perguntei.
—É isso mesmo. Como se a Gisela fosse uma atriz num palco interpretando o papel de Celeste. Algumas pessoas se envolvem tanto nesses personagens que às vezes têm dificuldade pra sair deles. Mas elas sabem que é um personagem e compartilham as mesmas lembranças e tudo. Não são duas pessoas diferentes.
—Isso me dá um pouco de medo —falei—. Como a gente faz pra descobrir se a Gisela e a Celeste são a mesma pessoa?
—Bem, o primeiro passo é simples — disse Sabrina —. Perguntar pra Brenda.
―Claro! Faz sentido! Afinal, a Brenda supostamente pegou a Gisela transando com a Celeste.
―Exato. Por isso já perguntei pra Brenda sobre a Celeste.
—E aí, o que ela te disse? —Quis saber.
—Primeiro ela ficou muito tensa, depois começou a gaguejar e a balbuciar incoerências. Aí me disse que fazia tempo que não via a Celeste, por causa da pandemia. Então perguntei quando foi a última vez que viu ela. Ficou nervosa de novo e me deu umas respostas evasivas. Psicólogos não somos detectores de mentiras (nem temos que ser), mas, às vezes, a gente percebe quando o paciente mente… ou tenta esconder alguma coisa.
—Agora entendo ainda menos — falei.
— O que a Sabrina tá tentando explicar — comentou a Macarena — é que talvez a Brenda saiba que a Celeste não existe, mas se você perguntar, ela fala que sim, pra encobrir a Gisela.
—Tudo isso é muito suspeito. É difícil acreditar que minha irmã seja tão louca.
—Não é que eu seja louca —disse Sabrina. —Se é verdade que ela inventou essa personagem, na verdade fez isso como uma alternativa pra lidar com a vida dela. O problema é o quanto ela se envolve nessa personagem, que tipo de coisa isso leva ela a fazer, e quais consequências negativas traz.
—E… talvez tirar foto pornô com o irmão seja uma consequência negativa — disse Macarena —. E não me interpretem mal, que eu tô bem ligada no que fiz com o Nahuel, e não me arrependo. Mas eu tenho uma personalidade muito diferente da Gisela.
—Claro, tu é que é doida —falei pra ela—. Você não liga pras consequências. Faz o que quer, quando quer.
—Tá me psicanalisando, maninho?
Sabrina deu uma risada.
—Não quero que discutam. Aí vocês têm um bom ponto: pelo jeito dela, é bem improvável que a Gisela tivesse topado tirar essas fotos com o Nahuel, a menos que tivesse uma influência externa (ou interna) muito forte. Algo tão forte que a fizesse esquecer os próprios medos e preconceitos por um tempo.
—Se ela é celeste —eu disse—, isso explicaria como ela consegue ser tão dominante com a Brenda.
—Sim, e talvez você, quando se trancou no quarto com a Gisela — comentou a Maca —, na verdade tava com a Celeste.
—Que medo… —meu olhar se fixou no infinito. Tentei recapitular tudo o que aconteceu com a Gisela, e é realmente muito difícil de entender—. E qual seria a alternativa? —perguntei—. Quer dizer: se a Celeste realmente existe, porque eu tenho fotos dela.
Fotos suspeitamente parecidas com a Gisela, mas com cabelo loiro" — disse a Maca —. A Sabrina pensa a mesma coisa. Já mostrei pra ela.
—E de onde você tirou elas? — perguntei.
—Do seu celular. De onde mais?
—Você mexeu no meu celular? —Fiquei pálido, lá tem um monte de foto pornô da Tefi.
—Sim, porque eu precisava das fotos da Celeste, acabei de te explicar. Aliás, sua senha ser a data do aniversário da Gisela me dói como irmã, e ainda te deixa muito fácil de hackear.
—Não vou colocar a data do teu aniversário pra ficar ainda mais fácil de você mexer no meu celular. Mas já vou trocar ela agora.
—Como quiser —disse Maca, dando de ombros—. Até porque já tenho o que preciso. A gente ficou analisando essas fotos com a Sabrina, e realmente parece muito com a Gisela.
—E eu que achei que nunca mostrava a cara porque é casada. Ei, e se a Gisela tem um marido escondido?
—Acho que o assunto não vai tão longe assim —disse Macarena—. Essa história de que a Celeste é casada, com certeza ela falou só pra justificar não mostrar o rosto nas fotos. Só isso.
—Nahuel disse Sabrina, você lembra de algo específico que a Gisela tenha atribuído à Celeste? Ou se ela descreveu alguma coisa em particular sobre o jeito da Celeste…
―Mmm, deixa eu ver. Ela me contou várias coisas. O que mais me vem à cabeça agora é que, supostamente, a Gisela ajudou ela com sexo lésbico. Ela me disse que transou com a Celeste, mesmo a Celeste não sendo lésbica.
—Esse é um ponto interessante — destacou Macarena —. Se ela diz “Celeste não é sapatão”, é um jeito de fugir da própria orientação sexual.
—Claro, faz sentido que o alter-ego dela seja hétero —disse Sabrina—. Embora em algum momento ela devia ter virado o jogo, pra ajudar ela a "sair do armário". O que mais ela te falou sobre a Celeste?
―Mmm… em várias ocasiões ela me disse que a Celeste é muito puta. Que adora sexo e que já transou com um monte de caras. Será que a Gisela fez essas coisas?
―Pode ser ―respondeu Sabrina―. Talvez ela tenha usado a Celeste pra se relacionar, sem culpa, com vários amantes. É bem possível que a Celeste também seja muito mais segura do próprio corpo.
—Sim, isso ela também falou! —Exclamei—. A Celeste sabe muito bem que consegue esquentar os outros… e adora fazer isso. Já a Gisela tem vergonha de admitir que alguém pode ficar excitado com os peitos dela, ou com a bunda dela.
―Pra mim, cada vez fica mais claro que são a mesma pessoa ―afirmou Macarena―. Na Celeste, ela encontrou uma saída pra se sentir muito mais segura de si mesma, pra experimentar o sexo sem culpa. Talvez a Gisela (usando a Celeste de desculpa) tenha dado pra mil caras, achando que assim ia se livrar de ser lésbica. Mas no fim, acabou usando ela pra admitir que gosta de mulher.
—A Gisela me descreveu a primeira vez dela na cama com a Celeste, tudo aquilo era mentira? — perguntei.
―Talvez ―disse Sabrina―. Pode ser uma história que ela montou na cabeça dela… ou talvez ela transou com outra mulher; mas fez isso assumindo o papel de Celeste.
—Tudo isso é muito confuso —afirmei—. Então a Brenda sabe que a Celeste não existe?
—É provável —respondeu Sabrina —, e se realmente existe, ela esconde alguma coisa. Não saberia dizer o quê. Por isso não quero que a gente fique remoendo muito esse assunto. Talvez esteja viajando numa ideia que não é verdade.
―Claro ―disse a Maca―. A gente podia passar por uns otários se encarar a Gisela e no fim a Celeste existir de verdade. E ela ia ficar puta com a gente. Por isso a gente tem que ter certeza absoluta antes de perguntar qualquer coisa. Mas se ela não existir, e no fim forem a mesma pessoa, explicaria direitinho por que a Brenda entra na onda e por que a Gisela tem esse lado tão dominador.
I still don't know what option would explain Gisela's attitude if Celeste exists. How can she be so shy and submissive at times, and so dominant at others?
―Isso ―disse Sabrina―, dava pra explicar com a própria Celeste. A de verdade. Seria tipo uma cadeia de comando. A Celeste daria ordens pra Gisela, que ela tem que cumprir sem questionar, e essas ordens seriam as que a Brenda recebe depois, através da Gisela.
—Ah, já entendi. Como se fossem soldados no exército, recebendo ordens do superior.
—Algo assim —disse Sabrina—. Por isso temos que manter a mente aberta. De um jeito ou de outro, tudo faria sentido se a Celeste existe, ou se não.
Depois disso, ela começou a me contar os detalhes do plano dela pra gente ganhar a confiança da Brenda. Era arriscado, tudo podia dar muito errado; mas se desse certo, a gente não teria motivo pra se preocupar com ela. A Sabrina nos deu uns detalhes muito importantes sobre a personalidade da Brenda, umas dicas pequenas que podiam ajudar a gente a desenvolver o plano. E o mais curioso foi que, pra conseguir fazer isso, a gente precisava da ajuda, direta ou indireta, de todas as minas da casa.
Então isso também serviria pra esclarecer umas paradas entre a gente. A Sabrina chegou na conclusão, pelo que a Macarena contou pra ela e por tudo que eu contei, que talvez pra nós, como família, o melhor seja botar as cartas na mesa. Reconhecer que o incesto tá virando parte da rotina diária nessa casa, assim a gente pode decidir como lidar com o assunto daqui pra frente.
Tô com muito medo, mas ela tem razão. Quando tive aquela conversa intensa com a Tefi, descobri que falar sobre o assunto com outra pessoa é tirar um peso enorme das costas.
Antes eu tinha muito medo da minha mãe descobrir tudo. Isso já não faz muito sentido. A Alicia é quem está mais envolvida em todos os atos sexuais que rolam nessa casa. É a que menos pode reclamar.
—Vou fazer de tudo pra dar certo —falei pra Sabrina e pra Macarena; mas essas palavras eu tava dizendo mais pra mim mesmo, pra me dar coragem. Tinha um trampo complicado pela frente, que podia resolver uns pepinos de família e trazer outros à tona.
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6 comentários - Ilhado no Meio das Gostosas[44]Buceta Gostosa Pra Você[/44]
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