Aqui vai o segundo capítulo da história da Fany, a corna, e do seu namorado garanhão, o Mario. Dessa vez em uma parte só. Aproveitem.
—Mmm, só tô falando pra você tomar cuidado — dizia Rocío pra Julián no telefone.
—Heh… Por quê? Só viram eles no cinema, amanhã vou falar com ela e deixar bem claro que não quero que ela se encontre com aquele cara de novo — respondia Julián, nervoso, o namorado da Eliza.
—E você tem certeza que ela não tá na casa com ele agora? Você disse que ela tá sozinha em casa — argumentava Rocío.
—Ela nunca faria isso — respondeu o jovem, de mal jeito.
—Ela falou pra você chegar mais tarde, não foi? Talvez ela esteja com ele.
A amiga se enfiava, Eliza nunca caiu nas graças dela, porque roubou a atenção do melhor amigo.
—Nah, ela nunca faria isso, sério, eu te falei que ela me contou que ia sair com ele, não escondeu de mim — argumentava o jovem, mais tentando se convencer do que a ela — Só foram no cinema, inclusive foi ideia da louca da Fany, algo pra aliviar o ciúme ou algo assim, Eliza nem queria — completou rápido.
—Você me falou, você disse pra ela não fazer e ela fez mesmo assim… — insistia a garota — Talvez até tenha sido ideia da Eliza, quem sabe — finalizou cruelmente a amiga.
—Por que ela pediria isso pra Fany? Kkkk Por que ela ia querer sair com aquele idiota? Que puta merda — rebatia o garoto, sabe como é, uma discussão amigável, mas sempre no limite da hostilidade.
—Porque o Mario é uma gostosura — disse Rocío cruelmente, sabia que Julián odiava ele, igual vários outros caras da turma, só por ser o mais bonito — Quem sabe por que ele tá com a Fany, ele pode pegar quem quiser — finalizou com a mesma maldade.
—Sei lá, e não acho essa maravilha toda esse babaca, tem cara de imbecil — dizia Julián furioso — O Luis viu eles entrando no cinema, os horários batem, ela devia estar chegando de lá quando me falou pra ir mais tarde, talvez quisesse se arrumar pra mim, sei lá — completou nervoso.
—Olha, os fatos são… — disse começando melodramaticamente — O Luis viu os dois SOZINHOS no cinema, ela não te falou que ia ver ele hoje, depois te disse pra Você chega mais tarde e diz que ela não atende as ligações nem as mensagens, eu digo que ela tava… Ou tá com ele.
A garota enumerou friamente, Julián sabia que fazia sentido, mas se recusava com todas as forças a acreditar, Eliza nunca tinha dado motivos pra ele pensar algo assim antes.
—Nah, eu conheço ela, não atende porque tá de birra porque eu cancelei com ela, ela sempre faz birra assim, sei do que tô falando — disse o jovem tentando parecer descolado.
—Ok — respondeu a garota, seca.
A ligação não durou muito mais, Julián tava meio puto com a crueldade da amiga e ela com a óbvia burrice dele. E quando Julián desligou com ela, ligava nervoso pela enésima vez pra namorada Eliza, enquanto ele não sabia, mas ela tava limpando o esperma grosso do Mario do rosto naquele exato momento e o celular dela continuava largado no quarto.
Quando Eliza voltou do ponto de ônibus depois de acompanhar o Mario, só olhou pras 35 ligações perdidas do Julián e pras 53 mensagens, todas exigindo saber o que ela tava fazendo, pedindo pra ela atender, algumas pedindo desculpa, as últimas chamando ela de puta, ela não respondeu, pra deixar claro que ele tava sendo um idiota e pra se acalmar, tudo tinha sido tão surreal e tão recente. A garota tomou um banho, enquanto do outro lado da cidade, Mario chegava em casa, nervoso, mentindo pros pais que tinha estado com a Fany, finalmente abrindo a conversa com a namorada, nem uma mensagem nova dela, enquanto Fany do outro lado se esforçava pra dormir, não sabia o que pensar, não queria pensar, nem pressionar o Mario ou a Eliza.
No dia seguinte na escola, de manhã, Mario tentou cumprimentar a mina dele com toda a naturalidade do mundo, culpa é um inquilino desconfortável, Fany talvez não percebeu, ou talvez não quis. Eliza não procurou o Julián, preferiu fingir que ainda tava puta em vez de encarar ele, e por sorte nenhum professor faltou, uma aula atrás da outra fluiu naturalmente, impedindo os dois casais de se resolverem. Confrontar... Mas o intervalo chegou.
—Preciso falar com você — disse Julián seriamente para Eliza, abordando-a.
Eliza estava indo em direção à Fany naquele momento, mas Julián parecia falar sério, então ela o seguiu.
—O que foi? — respondeu Eliza, fingindo estar irritada ainda, sem olhar pra ele e de braços cruzados. Julián bufou sarcasticamente, sem acreditar. — ¡O quê?! — perguntou furiosa a garota gostosa.
—Você vai mesmo bancar a ofendida? — perguntou ele, encarando-a.
—Ontem você foi super chato, a gente fica sozinho em casa uma ou duas vezes por mês e você estragou tudo, ainda tinha uma surpresa pra você — disse ela reclamando, tentando ganhar vantagem. Julián não ligou nem um pouco.
—Você sabe por que cancelei.
Disse ele, ainda encarando-a furioso. Ela tentou manter a cara de paisagem, apavorada por dentro.
—Nem ideia, você fez birra porque eu falei que era mais tarde — disse ela com toda a confiança que conseguiu.
Ele ficou olhando pra ela. Ela olhou de volta, primeiro disposta a confrontá-lo com a mesma raiva, mas viu como a expressão dele mudou devagar de furiosa para decepcionada. Nossos parceiros podem nos ver de vários jeitos, mas nada destrói mais do que sermos vistos com decepção. Ela desabou.
—O quê? O que foi, amor? — perguntou apavorada, o lábio inferior tremendo.
Julián se levantou e foi embora sem olhar pra ela. Ela sentiu o sangue gelar. Ele sabia! Porra! Mas como?! Foi na casa dela! Sim! Com certeza viu o Mario saindo tarde da noite de lá e deduziu tudo. Devia ser isso.
Eliza correu sem pensar em direção ao Mario e à Fany. Olhou pra eles de longe, pareciam bem, embora os dois fossem um monte de nervos por dentro, pareciam bem por fora. Ambos se recusavam a sequer mencionar algo sobre Eliza, eram felizes na negação a cada segundo um pouco mais, mas a viram vindo, de braços cruzados, encarando-os e apertando o passo. A feliz negação deles desmoronava a cada passo dela.
—Mario... — disse Eliza nervosa, olhou de relance pra Fany, mas não a —Oi, posso falar com você? — disse ela, desviando o olhar da melhor amiga.
Mário olhou nervoso para Fany, que assentiu de mal jeito. Seu pior medo estava se concretizando, havia consequências, ele não fazia ideia de quais, não queria pensar nisso, mas algo estava rolando e ela odiava aquela sensação. Mário soltou a mão da mina dele e foi até a amiga, a uns 5 passos de distância.
—O Julião sabe — disse Eliza, olhando para ele apavorada, implorando ajuda.
—O quê?! Como assim?! Por que você contou?! — disse ele, igualmente apavorado.
—Claro que não contei! — respondeu irritada — Não sei como, mas ele sabe — disse baixando a voz.
—Porra! — disse Mário, olhando por trás de Eliza. Julião passava de um corredor para outro e os encarava sem parar.
—O quê?! — disse ela, virando o olhar para trás e vendo o namorado desviar o olhar no último segundo — Puta merda! — disse, olhando triste para o chão, deixando cair uma lágrima.
—O que a gente faz?
Perguntou Mário, histérico, sentindo Fany atrás dele, como se a presença da namorada pesasse uma tonelada. Eliza pensou por 2 segundos, Mário esperou.
—Ok, calma, o máximo que ele pode saber é que você estava na minha casa — disse Eliza, tentando se recompor.
—Ele sabe disso?! Pensei que só sabia do cinema! — disse desesperado — Vou ter que contar toda a verdade pra Fany — acrescentou apavorado, o garoto olhava para todos os lados.
—Não! — disse a garota, segurando ele pelos ombros para que a olhasse — A gente só vai dizer que fomos na minha casa ver Netflix, ok? — disse ela, encarando ele, que desviava o olhar — Mário — insistiu sem parar de olhar.
—Ok — respondeu de má vontade, sem olhar para ela.
—Tem certeza? — insistiu, olhando para ele, ele não olhava — Por favor! Eu amo o Julião! — implorou, deixando cair outra lágrima.
—Sim, ok, fica tranquila, a gente só viu Netflix.
Disse ele, olhando para ela, sorrindo, acalmando-a. Mário era um cavalheiro à moda antiga, não havia nada na terra que o comovesse mais do que uma lágrima feminina.
—Valeu!
Raramente ele tinha dito essas palavras. palavras mais honestas que Eliza nunca disse na vida, e ela foi embora sem se despedir, não queria encarar a Fany, o que dizer? Mario ficou parado e depois de 2 segundos, Fany segurou o braço dele, ele deu um pulo de susto.
—Tô com fome, vamos comer logo — disse a mina sem olhar pra ele.
—Você não quer...? — perguntou ele, todo medroso.
—Não quero saber de nada — ela falou, encarando ele firme — Mais te vale que eu não fique sabendo de nada.
A namorada dele terminou olhando pra ele com uma expressão que ele nunca tinha visto, tão difícil de decifrar, seriedade total, determinação, sei lá de onde aquela mulherzinha de 1,65m tirava tanta determinação, ela nunca era assim, ele concordou nervoso.
O casal comeu, Fany tentando manter a normalidade, perguntando como tava a comida, falando sobre a mãe dela e sobre aquela série que ela via, Mario só balançava a cabeça, não sabia o que pensar, se ficava puto com a atitude estranha dela, se amava ela mais por causa disso ou se contava tudo, mesmo ela não querendo ouvir, num egoísmo de se livrar da culpa e num masoquismo de levar castigo. Enquanto isso, Eliza tava sentada no vaso, sem querer olhar pro celular, chorando um pouco, se xingando por ter sido tão idiota. Ela olhava pro teto, respirava fundo, se acalmando, pensando que Julián ia ficar furioso, mas nem tanto, só viram Netflix, ela ia morrer dizendo isso e nunca mais chegaria perto do Mario, tinha que dar certo, ela amava de verdade o Julián, ele era a vida dela, "todo mundo tem direito de errar" ela repetia como um mantra aquela frase que um dia leu num livro de autoajuda. Julián tava sentado atrás das arquibancadas, fumando, os monitores nunca iam lá.
Os 4 adolescentes estavam nervosos, apavorados, confusos e putos, Fany viu com terror uma mensagem do Julián na caixa de spam do Facebook, sei lá o que dizia, não abriu e foi bloquear o cara direto, não queria saber o que ele tinha pra falar, mas Mario abriu a mensagem que também recebeu daquele adolescente.
—Fica longe da minha mina. O ciumento do Julián tinha escrito, Mario tentou responder na boa, porque a Fany tava na frente dele na aula e porque não queria foder com a Eliza, nem que a merda respingasse nele.
— Qualé? — Mario escreveu e mandou, se sentindo um idiota — Relaxa, a gente só viu Netflix, ok? Até a Fany sabia que a gente ia no cinema e depois fomos na casa dela só pra ver um filme, é isso.
Mario escreveu, releu 5 vezes antes de enviar, queria que soasse amigável e sem maldade, não achou palavras melhores, tudo era um telefone sem fio, já não sabia mais quem sabia o quê, deu um salto de fé com aquela mensagem.
— Te vejo no treino.
Respondeu Julián e na hora se desconectou, no final usou um emoji de sorriso sem mostrar os dentes, todo mundo sabe que esse emoji é o "sorriso de psicopata", Mario torceu a boca preocupado.
As aulas foram passando devagar depois do intervalo, o tempo é relativo e anda na proporção inversa da diversão que você tá tendo. Tá se divertindo pra caralho? Aproveita, porque toda vez que você olhar o celular já passou uma hora e meia, mas tá esperando alguma coisa? Tá nervoso ou com medo? Então melhor se armar de paciência, porque cada segundo parece 10 minutos. A Fany tava no segundo tempo quântico relativo que eu falei, cada segundo parecia se esticar até limites inimagináveis, ela tava puta, furiosa pra falar a verdade, não sabia o que tinha acontecido e agora, mais do que nunca, não queria saber, não queria o drama, não merecia aquilo, odiava ter que procurar a cara da Eliza e ela fingir que não via, quando tentava falar com o namorado ele tava distante, era óbvio que alguma coisa tava rolando e ela sentia que era culpa deles, dava uma raiva danada quererem fazer ela pagar, nunca pensou que essas seriam as consequências, agora os ciúmes dela pareciam tão idiotas e bestas, e por trás de toda aquela fúria, uma tristeza imensa esperava, só de pensar que podia ter estragado a relação com as duas pessoas favoritas dela de uma vez por causa daquela ideia estúpida. Ideia. que, embora ela continuasse dizendo que tinha sido culpa da Eliza, bem sabia que tinha sido dele.
Eliza não sabia o que pensar, Julián nem olhava pra ela, Mario a evitava como praga, e Fany parecia procurar ela demais. Se sentia sufocada, tinha sido uma idiota, todo mundo ia saber, Julián ia largar ela, Fany nunca mais ia falar com ela, e Mario com certeza nem ia lembrar daquela tarde daqui a alguns meses. Ia estragar a vida dela, e por nada. Queria chorar.
Julián não parava de olhar pro idiota do Mario. Sério que ele era tão gostoso assim? Era enorme, isso sim, as costas pareciam um armário, a cabeça passava do quadro quando ele ficava de pé, mais branco que ele, com aquele sorriso insuportável que parecia saído de um comercial da Colgate. Se sentia inseguro, ele sendo mais baixinho, bem magro, até demais, basicamente do mesmo tamanho da amada Eliza, nela isso era bonito, nele nem tanto. A cor da pele? Mais perto de chamarem ele de "moreno" do que branco... imaginava aquele homem enorme beijando a mina dele, abraçando ela, tirando a roupa dela... Balançava a cabeça tentando afastar essas imagens da mente... Porra, definitivamente aquele idiota era gostoso pra caralho.
Mario se sentia sobrecarregado. Eliza parecia procurar ele com o olhar o tempo todo, como se ele pudesse ajudar ela com o quê?! Que ela deixasse ele em paz. Julián também não tirava os olhos dele, mas enquanto o olhar da mina era sutil, o do Julián era definitivamente um olhar fixo de ódio. E no meio de tudo, Fany parecia querer que ele agisse com toda naturalidade, exigia sutil, mas firmemente, que ele fosse o de sempre. Como é que ele ia fazer isso?! Isso também era culpa dele! Foi ideia da Eliza, mas a Fany pressionou pra acontecer, ela também era responsável. Odiava que ela quisesse jogar toda a culpa nele e ainda exigir que ela não soubesse de nada.
Depois dessas 3 últimas aulas, que pareceram 2 dias inteiros, tocou a sineta final, dia de treino de futebol. Os 4 foram... Sabiam bem e os 4 sabiam nervosos que teriam que passar por isso. Fany pensou em ir embora, até mesmo em não ir no dia seguinte, mas foi fraca, optou por manter o status quo e ficar no treino, talvez fosse o melhor, que todos fingissem que nada tinha acontecido até se convencerem de que era assim. Claro que quando viu Eliza sentada nas arquibancadas não quis sentar com ela, mas sempre fazia isso e morria de medo de perder a melhor amiga aos poucos.
—E aí, vaca.
Disse Fany fingindo naturalidade, ignorou o semblante histérico de Eliza, odiava que quisessem forçá-la a entrar no drama.
—E aí.
Respondeu Eliza seca, não se olhavam, pela primeira vez sentaram ali pra ver o treino sem se abraçar.
O treino começou, as arquibancadas lotadas principalmente de garotas, amigas, namoradas, apaixonadas e irmãs, que torciam aplaudindo na saída dos caras. Quando Mario olhou pra lá, levantou a mão acenando e sorrindo nervoso, ambas levantaram a mão, nunca tinha acontecido, os 3 notaram, os 3 fingiram que não, os 3 se sentiram idiotas.
Os caras começaram com o aquecimento, passes curtos, passes longos, corridas curtas e finalmente os inter-equipes, normalmente Eliza e Fany estariam conversando, zoando, até tirando fotos, colocando como status no WhatsApp e no Facebook, mas dessa vez estavam só uma do lado da outra vendo o treino sem se mexer, desconfortáveis, separadas por um muro hipotético e invisível sem se olhar.
—Dessa vez, pares com pares, ímpares com ímpares.
Disse o técnico em voz alta pros caras, mandando eles formarem 2 times e os caras obedeceram, passaram rapidamente a faixa de capitão em cada equipe e se reuniram no centro pro saque inicial.
—Pares sacam.
Gritou o homem do apito, Mario se reuniu no centro com a faixa de capitão, Julião concordou de mal jeito, com a outra faixa de capitão. Do time do non. Deram o pontapé inicial, o jogo começou e, como qualquer inter-esquadrões aleatório, era disputado.
— Vamos, love!
Gritou Fany animada, esquecendo tudo de repente, não sabia por que estava tão empolgada, nem gostava de futebol, hormônios.
Jogadas divididas, algumas bolas na trave, uma defesa épica de um dos goleiros e Mario finalizou satisfatoriamente no gol a bola que o goleiro deixou quicando, a arquibancada gritou um pouco e aplaudiu, Mario levantou os braços comemorando um gol que não significava nada.
— Mario sempre jogou super bem — disse Eliza de repente, timidamente, achou natural, que seria um comentário que sempre faria, nem de brincadeira, Fany só sorriu sem mostrar os dentes — Você tá brava? — perguntou Eliza com medo.
— De jeito nenhum — disse a garota sem olhar pra ela — Te amo!
Gritou Fany pro Mario e algumas riram na arquibancada, o garoto virou e sorriu nervoso, Fany nunca fazia isso.
— Então o que foi? — perguntou Eliza sem perder o tom de medo.
— Nada, Eliza, não foi nada… Nem aconteceu, ok? — disse olhando pra ela irritada.
— A gente só viu Netflix na minha casa — disse Eliza baixando o olhar, Fany bufou irritada.
— Não quero saber de nada! Eu avisei! Nem que fossem na sua casa! — negou irritada, com raiva.
— Desculpa! — disse a garota implorando — Olha pra mim, você tá puta — disse Eliza com a boca seca.
Fany olhou firme pra ela por um segundo, mas desabou diante da cara patética da amiga, território virgem, todas as brigas tinham sido culpa de Fany, todos os pedidos de desculpa tinham vindo dela, Eliza nunca era a que estava ali desabada pedindo clemência.
— Te amo, ok? Sempre vai ser assim.
Disse docemente Fany, o que ia ser um sermão foda, virou palavras de love, um abraço firme e um olhar carinhoso.
— Eu também te amo… — disse Eliza sorrindo, uma lágrima escorreu pela bochecha.
Elas adoravam dizer isso, até pra Paulina e pra Gabriela falavam que amavam, dizer que se amavam. O amor que elas sentiam era só delas e dos seus homens. Elas se olharam intensamente, Fany abraçou a melhor amiga com força de novo, e Eliza derramou outra lágrima no ombro dela.
—Desculpa, a gente nunca devia ter feito aquela merda.
Disse Eliza. Fany não queria tocar naquele assunto nem a pau, resistiu pra não falar de novo pra ela não mencionar, queria dar pelo menos um pouco de consolo.
—Já foi, não tem importância, nem lembro mais de quem foi a ideia — disse Fany com culpa, lembrando que tinha sido ideia dela, sim, era culpa dela.
Ela lembrava que tinha sido ideia dela e continuava negando, se sentia mal por pensar que tinha dito aquela mentira tantas vezes, que com certeza já tinha convencido todo mundo de que foi ideia da Eliza e não dela. Lembrar daquele simples fato fazia ela passar de defensiva pra se sentir mal de novo. Ela odiava isso. Pela primeira vez, o drama não era culpa dela e aquilo era bom, ela se recusava a se sentir mal por isso.
—Por que você tá chorando? Não tô brava — disse Fany ao ver os olhos vidrados da amiga.
Quis perguntar sobre o Julián, era óbvio que eles tinham brigado, não tinha visto ela sentada no colo do cara como sempre entre as aulas. Quis dizer que não importava o que tivesse acontecido, que perdoava eles, que tudo ia ficar bem, falar isso honestamente, dar um perdão sem nem saber o que tinha rolado. Queria normalidade, voltar a ter tudo como antes, mas falar mais ia soltar a língua da amiga, foi egoísta.
—É que Fany…
Gaguejou Eliza levantando o olhar. Fany sentiu o coração apertar, temia a verdade ominosa.
—Não, não quero saber de nada… Por favor — disse Fany desviando o olhar, com semblante histérico.
Eliza não disse mais nada. Fany não deixou ela se aliviar tanto quanto queria. As duas odiavam que a outra fosse tão egoísta. Eliza odiava que Fany não deixasse ela ter paz, e Fany odiava que Eliza quisesse se livrar do peso às custas dela.
Elas assistiam ao jogo em silêncio. Mario e Julián se recusavam a virar para as suas minas. Mario, pra não causar outra bizarrice. Momento em que as duas cumprimentaram e Julián tentando dar um toque na namorada, ia fazer a Eliza pagar caro, a tensão entre os quatro só aumentava.
Bola dividida, Rafael e Gonzalo se chocaram bloqueando o chute um do outro, típico carrinho, mas bem feio, os dois caíram no chão e os dois times correram pro meio gritando e se empurrando. No meio da confusão, Julián calculou e chutou forte na coxa do Mario, o gato sentiu dor, mas não ia dar o gosto de se jogar no chão, Mario encarou ele, Julián sorriu e sumiu no meio da galera do time dele. O coroa do apito ficava esgoelando no apito e separando os 22 moleques como dava, quando os jovens se acalmaram, o técnico apitou de novo e marcou bola ao chão.
Julián e Mario se posicionaram pro saque, os dois capitães, tava claramente do lado do campo do Julián, Mario devolveu a bola ao chão como manda o fairplay, sem ir na bola, se segurando pra não ser um idiota.
"Ok, você mereceu esse chute, sabe que mereceu", pensava Mario, olhando a bola pra não ver o Julián.
Ele nem fingiu que ia na bola, Julián percebeu que ele tava distraído olhando a bola e chutou com toda força a bola de couro duro, bem na cara bonita do Mario. Um som seco e forte, um grito alto da arquibancada e a cabeça do Mario balançou forte, Eliza baixou o olhar envergonhada, Fany observava tudo atenta, enquanto o preparatoriano tropeçou no próprio pé e caiu sentado no chão de cimento. Levantou a cara furioso, Julián encarava ele com uma careta macabra que quase parecia um sorriso, enquanto corria de costas pra longe dele. Tudo enquanto os dois times corriam pro meio de novo entre empurrões e reclamações, mas Mario se levantou e, como bom mártir, levantou os braços pra acalmar todo mundo, usando todas as forças pra não passar a mão no rosto, mesmo estando claramente marcado. O colorado e o coroa rapidamente sacaram um cartão amarelo pro Julián, o que acabou de vez com os ânimos.
— Na próxima você tá fora, não pense que não vi o chute de antes — disse o coroa do apito em voz baixa pro Julián, que só concordou sério com a cara no chão.
Eliza e Fany em silêncio, se sentindo um lixo por terem causado um literal "barraco de saia", mas também ambas pensando que era bom, que botassem o veneno pra fora, nada melhor pra curar o ego ferido de um homem do que uns bons socos. O jogo recomeçou, vários encontrões aqui e ali, uma vez que o pavio acende, a dinamite vai explodindo aos poucos, assim é o futebol.
O técnico anunciou os últimos 5 minutos, não queria terminar com uma briga generalizada, as minas respiravam, Mario vigiava o Julián com o olhar. Escanteio.
Rafael mandou a bola pro meio da pequena área, Julián pulou e cabeceou pro outro lado do goleiro, que só viu a bola entrar, o time comemorou, enquanto Julián pegou a bola e correu pro meio de campo pra reiniciar o jogo, mas o coroa do apito parou ele, tomou a bola e apitou decretando o fim da partida, empate em 1.
A arquibancada aplaudiu, alguns comentavam como tinha sido emocionante, mais que a final do semestre passado, nem Mario nem Julián chegaram perto da arquibancada, foram direto pros chuveiros. O corno entrou primeiro, deu uma olhada nos armários e identificou o pôster ridículo de um videogame que o Mario tinha pendurado no dele.
— Que ninguém entre.
Disse Julián rapidamente pro Rafael, Aquele palhaço patético que sofre bullying? Aquele.
Correu pro armário do Mario sem ter uma ideia muito clara do que ia fazer, um cadeado grosso protegia a portinha, torceu a boca decepcionado, mas ia dar um jeito.
— Por quê? Sai daí, tenho um encontro daqui a 2 horas — reclamou Esteban pro Rafael na porta do vestiário, com o Mario atrás. Observando tudo.
—Não podem entrar, ainda não — dizia Rafael, mantendo-se firme, encontrava um orgulho patético em nunca falhar com Julián.
—Vou te empurrar — disse Esteban, olhando nos olhos dele. Rafael firmou os pés no chão e o olhar nos olhos do outro garoto, pesava o dobro que ele.
—O que estão esperando? Ninguém sai sem um banho, já sabem, vocês fedem, se apressem, caralho — dizia o técnico chegando na confusão na porta.
Os jovens entravam, Rafael correu primeiro e viu Julián de pé em um banco, que deu um pulo no chão ao vê-lo.
—Desculpa, o técni—
—Não importa, senta, você precisa ver isso — disse Julián rapidamente, rindo com sarcasmo.
Os adolescentes entravam, Julián e Rafael esperavam sentados vendo tudo, Rafael curioso, Julián segurando o riso. Mario chegava no armário dele, abriu calmamente e notou umidade na porta. Quando abriu completamente e viu a troca de roupa completamente encharcada, não entendia o que tinha acontecido. Julián começou a rir às gargalhadas vendo Mario que olhava atentamente a roupa, e Rafael o seguiu só porque era um idiota.
—Foi você que fez isso? — disse Mario se virando, 2 ou 3 garotos pararam pra olhar. Mario segurava a blusa favorita dele na mão, encharcada, Julián ria mais — Grande coisa, molhou minha roupa — disse Mario sem entender a risada histérica de Julián, que só aumentou ainda mais ao ouvi-lo, mais garotos paravam a cada segundo pra olhar — O quê?!
Perguntou Mario furioso em voz alta, deu um passo em direção a Julián, que ria tanto que tinha o rosto apontado pro chão e os olhos fechados. Rafael ria como o idiota que era olhando pra Mario, mesmo sem entender completamente o que estava rolando. Mas então Mario olhou a camiseta de perto, pingava… Amarelo.
Mario cheirou a blusa com terror, todo mundo olhava. Tirou o rosto por causa do fedor de mijo tão forte da blusa. Julián tinha mijado por uma das frestas do armário dele. Mario soltou a blusa por reflexo, caiu pesadamente. no chão e o impacto fez transbordar o líquido amarelado, 3 caras olharam de perto.
—Cagou na roupa dela?
Perguntou Esteban confuso pro Julián vendo a blusa no chão, com um sorriso que não sabia se era pra achar porra nenhuma de engraçado ou se Julián era dodói da cabeça. Julián confirmava rindo igual um maluco e vários riram, outros olhavam incrédulos pra situação, dois acharam que eram maduros demais praquilo e entraram nos chuveiros.
—Viado doido do caralho — falou Mario pro Julián, o imbecil do Julián limpava uma lágrima de tanto rir ignorando ele.
—Ignora, é um moleque, enxágua a roupa no chuveiro, lava em casa, não é nada demais — falou Esteban segurando o ombro dele.
Mario olhava pra blusa no chão, olhos injetados de raiva, prestes a pular em cima do Julián, ele até aceitava as porradas, até entendia, mas isso já era demais, passava do físico, era pra humilhar, machucar, não era uma vingança "saudável", era um truque torcido que foi longe demais. Esteban percebeu, apertou o ombro dele.
—Não — falou firme e Mario olhou pra ele perguntando por quê com o olhar — Ele tá com ciúme, é óbvio que você vai ser o camisa 9 do time esse semestre, não dá o gosto, vão expulsar os dois do time, acerta onde dói — falou Esteban e com a última frase, Mario sorriu.
—Bom, acho que também não tenho cueca pro banho — falou num tom debochado e alto o bastante pro Julián ouvir, ele ouviu e olhou sorrindo confuso — Vou ter que tomar banho pelado — falou Mario e Esteban ria confuso do lado.
Mario olhava pro Julián, o sorriso idiota confuso dele foi virando uma cara fechada enquanto o gostoso tirava a camisa esportiva e depois o short sem vergonha na frente dele, Julián bufou confuso e debochado.
—Tá querendo seduzir a gente? — falou Rafael debochado tentando fazer o superior rir, mas Esteban e Julián olhavam igualmente confusos. Silêncio.
Mario segurava o olhar de Julián, se recompôs já só de cueca preta justa, olhou pra ele pela última vez, quase sorrindo, esperando que aquilo que planejava desse tão certo quanto via na mente e não passasse por idiota. Os chuveiros já estavam cheios e os vestiários quase vazios, exceto por eles 4.
Mario segurou as laterais da cueca, pronto pra baixar, lembrando das palavras cruéis de Eliza sobre Julián ter a rola menor que a dele, "minúscula perto da sua", pedia a todos os deuses que a diferença fosse tão notável que o movimento impactasse e valesse a pena…
E baixou a cueca na frente dele até os tornozelos, tirou ela por completo se ajudando com os pés, encarou ele fixamente, e pôde ver com satisfação como Julián olhou por 2 segundos pra sua magnífica rola mole. Mesmo assim, era longa o bastante pra se destacar, com uma grossura bem decente e as bolas enormes também estavam ali.
— Caralho, qual é a sua?! — disse Julián levantando o olhar, sorrindo incrédulo, prestes a explodir.
— Nada, não tenho outra roupa, vou ter que tomar banho assim — disse Mario sorrindo com sarcasmo, sabendo que o tiro tinha acertado o alvo.
Rafael e Esteban não entendiam nada, viam tudo confusos e admirados, como se fosse um evento cósmico. Eles nem se incomodaram com a rola evidentemente enorme do Mario, o fato de ele ter se pelado na frente do Julián já era suficiente. Mario foi pros chuveiros, outro cara por ali notou ele pelado e riu um pouco, mas ninguém deu muita atenção. Quem tomava banho completamente nu era atípico, muitas vezes de brincadeira querendo perturbar ou gritando que nem loucos depois de uma grande vitória. Era incomum, mas não a coisa mais estranha do mundo entre adolescentes idiotas depois de fazer esporte. Simplesmente ignoraram um pouco, claro, até o Julián fazer "grande" a parada, nunca tão bem dito.
— Qual é a sua?! Isso significa?! — gritou Julián, histérico, seguindo Mario.
O ciumento namorado de Eliza o confrontou, sabendo que ambos sabiam exatamente o que aquilo significava. Mario literalmente mediu o pau contra o dele, e embora Julián não tenha tirado o dele, ficou claro quem era o vencedor pela reação. Naquele momento, todo mundo virou, alguns até vieram dos chuveiros. Silêncio total, olhos fixos no espetáculo.
— Nada, me deixa em paz — disse Mario, sem interesse, mais pra encher o saco do que por estar realmente tranquilo.
— O quê?! É viado, é?! — disse o jovem desesperado, girando Mario pelo ombro — Tá procurando um parceirinho aqui ou o quê? — perguntou, tentando machucar, disfarçando o próprio ego ferido.
Todo mundo olhava, a maioria animada. Seria uma fofoca épica.
"Lembra quando Mario brigou pelado com o Julián? Kkkkk"
Todo mundo olhava, silêncio de sepultura. Por isso quase ninguém notou, só Esteban e Rafael viram o treinador. Rafael quase abriu a boca, mas o coroa de quarenta anos mandou ele calar a boca, colocando um dedo nos lábios.
— Tá procurando uma boa bunda por aqui? — insistiu Julián, sorrindo com sarcasmo.
— Acredite… Tenho bucetas suficientes à minha disposição — disse o mais gato, sorrindo com malícia. O sorriso de Julián sumiu na hora.
O jovem magoado cuspiu na cara de Mario, um cuspe enorme e viscoso que cobriu metade da visão dele, fazendo-o fechar um olho. O treinador avançou decidido em direção a eles. O coroa caminhou firmemente até os dois adolescentes idiotas, entre os gritos animados de todo mundo, que foram silenciando aos poucos enquanto finalmente notavam o homem se aproximando dos que brigavam. Mario viu o homem atrás de Julián se aproximando e encarando ele, ameaçando com o olhar para que não revidasse a agressão, mas ele não ligou. Já tinha aguentado o bastante, já era o suficiente… Deu uma cabeçada firme com toda a força, usando as costas e deixando o pescoço bem travado. Ouviu o nariz de Julián estalar e o Jovem caía no chão se contorcendo com gemidos patéticos, e quando Julián caiu, o treinador furioso olhava pra ele com o companheiro aos seus pés.
— Os dois pro meu escritório — disse o homem furioso, nem precisou levantar a voz, ninguém fazia um pio.
— Ele Quebrou Meu Na-!! — tentou falar Julián do chão.
— AGORA!! — gritou o homem enfurecido, Mario até deu um pulo de susto.
Mario entrava (já vestido com o uniforme suado) no escritório do treinador, o homem ainda furioso o via entrar, tinha os 2 relatórios prontos em cima da mesa, as mãos descansando sobre cada um, Julián estava sentado numa das cadeiras segurando uma bola enorme de papel higiênico cheia de sangue sobre o nariz, Mario sentou sem virar pra olhar ele.
— Obviamente os dois tão fora, não sei que merda foi aquela no vestiário, mas não vou tolerar isso aqui — olhou pra Julián — 3 meses fora — e entregou o relatório cheio pra ele — E você tá 2 meses fora — disse entregando o dele pra Mario.
— Por que eu 3 meses e ele 2?! — perguntou Julián, com um sotaque patético.
— Vaza pra enfermaria antes que virem 5, vi como você provocou ele — disse o homem pra Julián, o jovem olhou furioso pra ele, levantou e saiu batendo a porta do escritório, o homem barbudo esperou 2 segundos, olhou fixo pra Mario — Não sei que treta vocês dois têm, com certeza é por causa de uma mina, na idade de vocês é sempre isso, acredita em mim, não vale a pena, nenhuma buceta vale a pena, parem de ser uns idiotas e já sabe, amanhã quero isso assinado pelos seus pais — disse o homem pra Mario, ele só escutou e pegou o relatório da mesa, o homem fez um gesto com a mão pra ele vazar e o garoto assim fez.
Saiu devagar do escritório do treinador, lá fora no jardim, seu pior medo sentado ali, sua pequena Fany, com cara de quem já sabia de tudo. Os jovens caminharam de mãos dadas em silêncio até a casa dela, mais por costume do que por vontade, não disseram nada até chegar na casa da Ela também não fez isso nos primeiros 15 minutos que ficaram lá dentro.
— Deixa eu ver… — Fany pedia, pedindo o relatório que ele ainda segurava na mão. Ele entregou sem olhar pra ela, e ela leu — “O jovem Mario Mendivil e seu colega de equipe, Julián Jaras, brigaram nos vestiários da escola. Trocaram palavras, Julián cuspiu na cara do jovem Mario, e ele respondeu com uma cabeçada no jovem Julián. Ainda aguardamos o laudo médico do jovem Julián, embora ele parecesse bem e estivesse consciente” — leu Fany com seriedade e devolveu o papel ao namorado, que o pegou sem interesse.
— Desculpa — disse Mario, finalmente olhando pra ela.
— Por quê? Se desculpa com o Julián, ele já tem o nariz feio pra começo de conversa… — disse Fany, tentando animar o rapaz, mas ele não sorria.
— Sei que isso pode te causar problemas com a Eliza — ele disse, e ela baixou o olhar.
— O que aconteceu ontem, Mario?
Perguntou Fany, apavorada, mas tudo já tinha chegado a um ponto de ruptura, literalmente. Ela deu um segundo e ergueu o olhar pra encarar o namorado com uma cara séria.
— Tá doendo muito? — perguntou Eliza, preocupada, pro Julián.
O médico da escola terminava de colocar a tala nasal no rapaz. A cada minuto que passava, a aparência dele piorava: o septo claramente desviado, umas sombras roxas intensas, quase pretas, debaixo dos olhos do garoto.
— Duas semanas e volta pra revisão, jovem — disse o cinquentão de jaleco e estendeu uma receita médica — Só em caso de dor forte — finalizou e sorriu, indicando de forma passivo-agressiva que ele saísse dali.
O casalzinho caminhava fora da escola, a meio metro de distância, e todo mundo olhava pro Julián como se ele fosse um bicho estranho. O rapaz andou até uma esquina meio deserta, parou e virou pra encarar a mina dele.
— Você vai me largar? — perguntou Fany, melancólica. Ele a encarou com seriedade.
— Não sei… Você vai ver ele de novo? — perguntou sem perder nenhum detalhe da cara dela.
— Não — disse ela rapidamente. Ele segurou as mãos dela com delicadeza, olhou fundo nos olhos dela, ela não queria encará-lo, doía mais nela do que nele todos aqueles hematomas ao redor do nariz dele, culpa. Mas ela olhou porque ele estava olhando, os dois sabiam que o grande momento estava chegando, os dois sabiam que se ele perguntasse algo naquele instante ela diria a verdade, toda a verdade, porque tudo tinha escalado. As travessuras ficam em segredo e negação quando são divertidas e inofensivas, é só um vaso idiota quebrado, mas quando acontece que exatamente aquele vaso era um presente inestimável de 5 gerações atrás, os tios começam a gritar se culpando uns aos outros e confrontam todos juntos o principal suspeito, o menino travesso se encolhe, só a verdade pode salvá-lo daquela tortura que parece não ter fim, a culpa e o medo o invadem, ele vê tudo que causou e quer que pare, sabe que só a verdade o libertará. A menina travessa se sentia assim naquele momento e Julián abriu a boca para perguntar, mas ao notar o olhar suplicante de Eliza para que não fizesse isso, ele teve pena.
— Nunca mais veja ele — disse ele com clemência e ela concordou quase sorrindo, abraçou ele com cuidado e soltou uma lágrima no ombro dele.
— Você disse que não queria saber — disse Mario nervoso, ela olhava para ele.
— Não quero… Mas provavelmente Eliza vai contar para Julián porque tudo foi pro caralho, preciso saber, não quero, preciso — disse Fany ainda olhando para ele, torceu a boca sem querer.
— Fomos ao cinema — disse ele com a boca seca, ela concordava — Vimos aquele filme idiota de meninas — disse tentando rir, aliviar, ir devagar, preparar o golpe.
— "Paixão de Verão"? — perguntou ela rindo nervosa, ele concordou — Ugh! Ainda bem que você viu com ela, nem fodendo vou ver isso com você — acrescentou comicamente.
— Só pedi ingressos para a sessão mais próxima e era essa, eu também não queria ver — disse nervoso, riam um pouco, um ao lado do outro sentados nervosos na cama dela, silêncio de 2. Segundos, ele olhava pras mãos dela, ela pros pés dele.
— E depois? — perguntou nervosa.
— A gente comeu uns hambúrguer gigante da Jhonny's — falou sorrindo, Fany odiava eles.
— Com certeza você aproveitou pra fazer tudo que eu odeio — disse ela rindo, mas veio um silêncio mortal, os dois perceberam o quanto aquilo soava como uma sentença profética — São super gordurosos, não entendo como você gosta — completou séria — Foram na casa dela? Ela me disse que viram Netflix — soltou, as mãos tremendo, se agarrou com força na cama.
— É... — falou ele nervoso, se recusavam com todas as forças a se olhar — Mas... — começou hesitante.
— Ok, não me dá detalhes — disse ela rapidamente, apavorada, queria ser corajosa, mas não conseguia — Só hmmm... Aconteceu alguma coisa? — falou com o coração na boca.
— Sim — disse ele ainda sem olhar pra ela.
— Tudo? — perguntou apavorada, uma lágrima escapou, ela se odiava por ser tão fraca.
— Bom, é que... Tipo, ela me- — gaguejava sem jeito.
— Sem detalhes, Mario! — gritou furiosa, bufou, olhando pra frente — Só me fala se rolou tudo! TUDO, já sabe... — encarava ele fixamente.
— Não, não, tudo não — disse ele se sentindo pelo menos um pouco aliviado.
— Ok, já basta — falou desviando o olhar finalmente, se agarrava naquela esperança mixuruca que dava um alívio ridículo de que não rolou "tudo".
— Tem certeza? — perguntou ele agora olhando pra ela.
— Sim — disse a garota decidida e se levantou da cama — Quer ver alguma coisa? — perguntou forçando a normalidade de novo.
— Não — disse ele confuso, olhando pra namorada como se ela fosse uma psicopata — É melhor eu ir, tenho que entregar isso pros meus pais, meu pai vai ficar puto — falou caindo na realidade nojenta.
— Então, vamos ver algo, talvez você não possa vir por um tempo — disse ela sorrindo melancólica, já sabe, tragédias adolescentes kkkk.
Ele concordou sorrindo do mesmo jeito. Deitou na cama enquanto ela procurava o controle da smartTV e se deitava do lado dele. Colocavam qualquer coisa, como sempre, olhavam em silêncio enquanto ele a abraçava calorosamente e ela ouvia, deitada no peito dele, o coração bater. Ela começou a ofensiva, levantou o rosto e beijou ele, subiu em cima dele e ficaram se sorrindo.
Tiravam a roupa, riam nervosos e se beijavam, ele tentava não comparar, odiava aquilo, uma culpa torta misturada com decepção e tesão tomava conta dele agora que tinha os peitos pontudos e raros da namorada na frente dele e lembrava dos lindos seios perfeitamente redondos da Eliza. Ele tirava a calça rápido e ela passava a mão na cock enorme dele, completamente dura, benditas ereções adolescentes, sempre prontas. Ela mesma tirava a saia e a calcinha branca de vovó, deitava de lado na cama e descia até a altura da cock dele.
— A Eliza te chupou? — perguntou ela nervosa, ele arregalou os olhos histérico, respondendo sem responder, ela sentiu uma facada no coração e uma pontada confusa na buceta — Se ela te chupou, eu também vou fazer — disse nervosa, pressionando, exigindo que ele terminasse de atravessar o peito dela com aquela adaga.
— Sim — disse ele sem saber qual de todos os pensamentos confusos considerar.
Fany olhava o pedaço enorme de carne na mão dela, não tava nem um pouco afim de colocar aquela vara deformada perto do rosto, mas ver a cara animada dele fez ela mudar de ideia.
— Monta em mim — dizia Julián em voz baixa e animado pra Eliza.
Tentavam ficar em silêncio no quarto dele com os pais dele na sala. Ela tava há 20 minutos torturando ele, acariciando a cock dele devagar com aquele lubrificante que deram na aula de educação sexual.
— Tem certeza? — perguntou animada e sorrindo a garota.
— Não, com certeza não quero meter em você — dizia ele sarcástico ainda em voz baixa, ela ria um pouco.
— Mas você sabe que eu sou bem barulhenta — disse ela e beijava ele apaixonadamente — E o nariz... Não vai doer por causa do movimento? — perguntou mais séria.
— Me — Aguenta — disse ele, sorrindo, e os dois riram um pouco.
A garota se levantou animada, foi até a porta do quarto do namorado e conferiu se o trinco estava encaixado, era sempre assim, ela já tinha feito isso mil vezes, sempre ficava mais com medo do que ele de que os pais entrassem, não importava, aqueles pais compreensivos e modernos jamais fariam isso, não é como se não soubessem o que rolava ali dentro, mas preferiam pensar que era melhor assim, a alternativa era o filhote deles se arriscar em motéis duvidosos ou lugares públicos, eram bons pais, bom, depende do ponto de vista.
Eliza voltou até ele enquanto Juliano abaixava a calça até os tornozelos, colocava a camisinha e ela tirava a calcinha fio-dental roxa com renda por baixo da saia, tentou não olhar pro pau dele, não queria pensar no Mário, então foi direto nele pra montar, sem se ajoelhar dessa vez na frente dele. A garota encarou ele intensamente como sempre fazia enquanto subia nele, pegava o pau dele por baixo com a mão e sentava, ele amava isso. Juliano sentia o calor gostoso e molhado da garota envolvendo o pau dele e os dois gemiam baixinho quando ela terminava de sentar sobre as bolas dele com o pau bem enterrado, se olhavam intensamente e se beijavam do mesmo jeito.
Ele segurava a bunda gostosa dela com as duas mãos, subia e descia devagar, ela fazia aquela cara de tesão de sempre, como se estivesse sendo queimada com um cigarro e não aguentasse a dor, ele penetrava o mais fundo que podia nela e a garota soltava um suspiro misturado com gemido, ele sorria e ela ria nervosa pelos próprios barulhos. Pegavam um ritmo, uns sons molhados baixinhos vinham de lá de baixo, se beijavam com paixão, ela mexia a cintura no ritmo e ele curtia, se olharam, ele não segurou o impulso.
— Só viram Netflix? — perguntou nervoso, ela parou por meio segundo, olhar apavorado, continuou pra tentar disfarçar.
— O quê? — perguntou se fazendo de sonsa.
— Ele me disse que Foram na sua casa — disse ele, nervoso, olhando para ela.
— Você falou com ele? Quando ele te contou? — perguntou na defensiva, deixou a pica dele dentro e parou de rebolhar, sem saber se pulava fora dali e encarava ele, ou pedia perdão.
— Não tô bravo — disse ele, encarando ela, nem ele sabia se aquilo era verdade.
Julián se ajeitou, pegou na bunda dela e enfiou a pica um pouco mais fundo de uma vez, ela se contorceu sem fazer barulho, sem desviar o olhar. Ele abriu a blusa dela devagar, passou as mãos por trás e soltou o sutiã, ela olhava fixo pra ele, tentando adivinhar o que ele tava pensando, apavorada, confusa, nervosa, triste, culpada, mas a buceta dela não deixava ela se concentrar. Julián começou a chupar os peitos dela, e ela se retorcia, queria fugir, empurrava ele fraquinho no peito e gemia baixinho, ele apertou as bundinhas gostosas dela e meteu forte duas vezes seguidas. Ela se perdia, estímulo demais, a boca deliciosa do namorado ia de um mamilo pro outro, as mãos dele apertavam com força a bunda dela e ele começava a acelerar, mexendo a cintura pra meter a pica, bom demais, pelo menos pros padrões dela.
Porque Julián não era exatamente o melhor amante, era um bom namorado, atencioso, bonitinho, cavalheiro, não esquecia uma data sequer e não passava um dia sem dizer que ela tava linda, bom, talvez naquele dia com toda essa treta, mas só naquele dia. Ele pagava tudo, sabe Deus que ele se virava sempre arrumando grana de um lado e de outro, dava flores pra ela às vezes sem motivo e nunca levantou a voz, mesmo puto. Era meio histérico e ciumento, mas qual adolescente não é? Como eu disse, um namorado excelente.
Só que na parte de amante ele deixava a desejar. Ela sempre pulava na pica dele até arrancar a alma, chupava a pica dele como uma campeã e nunca teve medo de foder em silêncio no quarto. Mas ele nunca tinha comido a buceta dela, quiçá o cu, não era exatamente o cara com mais resistência antes de gozar, ele não tinha a melhor piroca, era magro demais e quando ela montava, ele só se deixava levar, o que fazia naquele momento deixava ela louca em 2 minutos.
— Espera, espera — disse ela com os dentes batendo um pouco, ele chupava o mamilo direito dela e enfiava a piroca o mais fundo que podia ao mesmo tempo — Isso! Assim! — disse ela naturalmente e ele olhou pra ela com histeria sarcástica porque ela levantou a voz e os dois riram.
— Só viram Netflix? — perguntou ele e afundou o rosto no pescoço delicado da garota pra lamber.
— Só vimos Netflix, juro — mentiu desesperada entre os gemidos sexuais dela, ele enfiou a piroca com força, ela cravou as unhas nos antebraços dele.
— Tem certeza? — disse ele olhando com tesão, enfiou a piroca mais duas vezes e eles se contorceram — Você tem a chance de falar a verdade sem castigo agora, tá com sorte porque tô super tarado — disse ele conscientemente.
Ele deu tempo pra ela pensar, não quis pressionar, mas também não desviar a atenção falando de outra coisa, afundou o rosto no pescoço dela, segurava uma nádega com uma mão, penetrava devagar, mas fundo, e acariciava um peito com a outra mão, ele sabia que era demais, nunca tinha se esforçado tanto porque nunca sentiu necessidade, se sentiu idiota ao pensar naquilo na hora vendo como ela ficava.
— A gente se beijou — disse ela abraçando ele, encostando a bochecha na do namorado, não queria olhar pra ele.
Ele sentiu exatamente o mesmo que a Fany, um tiro no coração e a piroca dando um pulo.
Fany passava a língua desajeitadamente por cima da piroca do Julián, mesmo assim o garoto se contorcia um pouco e olhava pra ela animado, não existe boquete ruim, não importa o que te digam, não existe boquete ruim. E se ela tivesse visto a cara dele, teria rido, qualquer um teria rido, uma cara genuína de idiota tarado, com o sorriso de guy e tudo. Fany passava a língua nas bolas enormes dele e ele gemia honestamente, ela levantava o olhar. ao ver que ele levantava o rosto na direção da cabeceira da cama, ela se sentiu corajosa sem o olhar do garoto "em cima" dela.
— Eliza... Ela te chupou muito? — perguntou nervosa.
— Sim! — disse ele, enquanto ela passava a língua por todo o comprimento e ele a olhava sorrindo — Pra caralho, uns 20 minutos, um boquete daqueles, sério — falou sem pensar, não tinha certeza do que estava rolando, pisava em terreno minado e ganhava mais confiança a cada passo.
— Você gostou? Foi você quem pediu? — perguntou nervosa, começando a sentir prazer naquela tortura deliciosa.
— Adorei, ela chupa muito bem... engolia tudo.
Disse ele jogando uma pista, ela entendeu e finalmente parou de passar a língua só por fora e meteu de uma vez aquela pica na boca, ele se contorcia, olhava pra ela e acariciava a cabeça dela.
— Vocês se apalparam gostoso? — perguntou Julián olhando fixamente pra Eliza.
— Sim — disse ela nervosa, se olhavam fixamente, olhos bem abertos, era difícil se concentrar — Ele até enfiou as mãos por baixo da minha saia e segurou minha bunda com as duas mãos — completou buscando reação, sem saber o que esperar de verdade, tudo era confuso demais.
O jovem sentia a faca se cravando mais no peito e a pica prestes a explodir, começou a tirar desesperadamente a blusa da garota e ela deixava, jogou no chão, peitos de fora como Deus manda, sem nada atrapalhando, e ela arrancava a camisa dele, se desesperavam, ele saía de dentro dela e ficavam de pé, terminavam de se despir se olhando e sorrindo animados, nunca tinham ficado completamente pelados no quarto dele, perigoso demais, bom, era o que eles pensavam.
Ele a colocou violentamente de quatro, sempre com metade do corpo em cima da cama, joelhos no carpete e a bunda virada pra ele. Julián não se cansava da vista da bunda linda dela assim, nenhum homem hétero se cansaria, a bundinha pequena, redonda e gostosa da Eliza era um espetáculo naquela posição. Ele separou uma nádega desesperado e meteu a pica de uma vez, se deitou. sobre as costas dela, aproximando a boca no ouvido dela e lambendo a orelha superficialmente, enquanto mexia delicadamente os quadris penetrando ela.
—A gente tava se beijando no meu sofá da sala — ela dizia, ele beijava o pescoço dela — A gente se apalpou tudo… TUDO — ela enfatizou cheia de tesão.
—Você viu o pau dele? — perguntou nervoso e enfiou a rola de uma vez, dando a recompensa adiantada pra mina.
—Sim! — ela falou quase sem dar pra entender entre os gemidos — E ofereci um boquete pra ele — completou com maldade.
—Você falou isso pra ele?... puta.
Disse ele animado, os dois sentiram um arrepio gostoso, sempre é um pulo de fé chamar sua mina de "puta" pela primeira vez, essa foi a primeira vez deles.
—Sim, eu falei, ele tem uma piroca enorme, chupei ela toda — ela disse já de olhos fechados, além da razão, mesmo se quisesse, não teria conseguido calar a boca.
Julián lembrava do Mario pelado no vestiário, pensava com raiva e tesão misturados, como aquele pau era grande… Ela tava falando a verdade. Ele virou ela desesperado, ela cooperou, deitada na cama, levantando as pernas, pernas que ele pegou e colocou nos ombros dele, enquanto ele continuava de joelhos no tapete na frente dela, sacrificou a vista linda da bunda redonda dela pra olhar o rosto dela.
—Isso! Assim! Mais! — exigia Mario segurando a cabeça da Fany que tentava engolir o máximo que podia da rola dele.
—Coloca a camisinha — ela disse sorrindo pra ele.
—Não, chupa mais — ele falou com autoridade, ela olhou confusa pra ele, ele não era assim.
Mario pegou a cabeça da mina dele e a colocou de volta no trabalho oral, a mina se submetia, de algum jeito gostava, Mario nunca era assim, mas ela amava. Ele enfiava a rola na boca dela com gosto até ela engasgar, gemia fundo e adorava a vista da mina dele com a rola na boca, ela olhava pra ele de baixo.
—Ela sozinha me ofereceu o boquete, amou minha piroca e disse que eu tenho maior que o Julián — disse ele, olhando luxuriosamente nos olhos dela, e ela ia mais fundo, de algum jeito torto, ficava com tesão que o macho dela triunfasse sobre outro — Ela engoliu minha gozada — disse o adolescente, e a Fany deu uma chupada firme de cima pra baixo como recompensa pela declaração deliciosa, uma chupada forte, barulhenta e molhada, ele se contorceu, pronto pra dar mais, outra palmada — Ela até me pediu pra tirar fotos e vídeos — disse animado, ela se soltou com força do aperto dele, desesperada.
— Você tem eles? — perguntou, animada, confusa, furiosa, com tesão.
— Não, porque você mexe nas minhas coisas, sua louca ciumenta — ele disse, e riram — Ela que tem, ela pediu — completou rápido.
— Pede pra ela e me mostra — disse ela, sorrindo sem jeito — Pra gente rir, com certeza ela deve ser gostosa — completou rápido, rindo falso e obviamente mentindo, os dois sabiam.
— Só se você engolir minha gozada — ele disse, sorrindo malicioso.
— Gostou de chupar a pica dela, sua puta? — disse Julián com confiança e luxúria, segurando as pernas da mina dele e metendo de uma vez.
— Adorei o pau dela… — ela disse, se olharam — Ela tem maior que o seu — disse ela, sorrindo cruel.
Ele devolveu o sorriso e se deixou cair sobre ela, esticando as pernas, se apoiando nas pontas dos dedos no tapete, dobrando as pernas dela, deixando os joelhos da mina perto do próprio rosto e os dois rostos perto, se beijavam apaixonadamente.
— Você engoliu a gozada dela? — perguntou ele, animado.
— Chupa minha buceta — exigiu ela de repente, ele olhou confuso — Chupa minha buceta e eu conto tudo… TUDO — completou rápido, desafiando ele com o olhar.
Mario se levantou, pegando a mão da mina dele, ela engatinhava, ele sentiu uma onda de poder ao ver aquilo, parou, ofereceu o pau com a mão e ela pegou com uma mão e começou a chupar, ele tirou a mão dela com um movimento rápido, pegou as mãos da mina e colocou sobre a bunda firme dela, as mãos dele sobre a cabeça dela. e começou a foder a cara dela, devagar e delicado, mas também o mais fundo que conseguia.
Julián saiu de Eliza e se ajoelhou na frente da garota, ela sorriu com malícia, ele arqueou as costas pra alcançar com a cara a buceta linda da namorada e começou a lamber desesperado a virilha dela.
— Chupei a pica toda por um tempão — dizia Eliza se deliciando, abria as pernas o máximo que podia, curtindo a visão do cara ali embaixo — Lambi as bolas dele — falava, gemia e se contorcia quando Julián passava a língua no clitóris dela — Falei que queria engolir o leite dele, eu mesma falei — dizia olhando o homem satisfazê-la, ele sugava a buceta dela com força e ela se torcia — Chupei a rola até tirar o gozo dele — falou desesperada.
— Você engoliu o leite dele? — perguntou Julián desesperado, Eliza sorriu, pegou a cabeça dele e o devolveu pra buceta dela.
— Engoli toda a porra dele… Tinha um gosto nojento, mas fiz mesmo assim — disse ela olhando nos olhos do homem enquanto ele comia a buceta dela.
— Eu comi o cu e a buceta dela — dizia Julián indo até onde sabia que podia ir na garganta de Fany, ela se separava violentamente.
— Sério? Você gostou? — perguntou assombrada, olhando pra ele, ele a devolveu com força pro pau dele.
— Depois tirei a calcinha e fiz ele comer minha buceta… igual você agora — disse Eliza rindo um pouco, Julián sorriu nervoso lá de baixo.
— Sério? Então ele te viu toda pelada — perguntou nervoso Julián, Eliza pegou gentilmente a nuca dele e o afundou na buceta dela.
— Ela ficou de quatro pra eu comer o cu dela — disse Mario indo um pouco além do permitido, gemeu e Fany deu uma arcada escandalosa, respirava histericamente, olhou pra ele, quase disse algo, ele enfiou a pica na boca dela de novo.
— Coloquei toda minha bunda linda na cara dele, ele lambia bem safado entre as nádegas.
Dizia Eliza de olhos fechados, só curtindo, igual ao Mario, os dois aproveitando a chupação oral dos parceiros, perdidos, mais. Além da razão, do pudor ou da gentileza com seus parceiros, contando com todos os detalhes do que aconteceu, sentindo o orgasmo cada vez mais perto, curtindo torturar seus parceiros e ser egoisticamente satisfeitos.
“O cara tava com a cara bem enfiada no meio da minha bunda”
“Adorei ter a bunda dele na minha cara, e ela tinha um gostinho delicioso entre as nádegas”
“Me deu um orgasmo só de lambidas”
“Até as pernas tremeram enquanto eu lambia a buceta dele”
“Ele encheu minha cara de porra no final”
“Joguei toda a minha gozada na cara daquela putinha no final”
Eles contavam e contavam, seus parceiros só ouviam e se esforçavam para agradá-los, sabendo-se submissos, curtindo aquilo, querendo ouvir mais, sem interromper mais, em muito pouco tempo aprenderam que eles responderiam a todas as suas perguntas sem que eles as fizessem, contanto que não parassem, sofrendo, curtindo, desejando.
—Mmm, só tô falando pra você tomar cuidado — dizia Rocío pra Julián no telefone.—Heh… Por quê? Só viram eles no cinema, amanhã vou falar com ela e deixar bem claro que não quero que ela se encontre com aquele cara de novo — respondia Julián, nervoso, o namorado da Eliza.
—E você tem certeza que ela não tá na casa com ele agora? Você disse que ela tá sozinha em casa — argumentava Rocío.
—Ela nunca faria isso — respondeu o jovem, de mal jeito.
—Ela falou pra você chegar mais tarde, não foi? Talvez ela esteja com ele.
A amiga se enfiava, Eliza nunca caiu nas graças dela, porque roubou a atenção do melhor amigo.
—Nah, ela nunca faria isso, sério, eu te falei que ela me contou que ia sair com ele, não escondeu de mim — argumentava o jovem, mais tentando se convencer do que a ela — Só foram no cinema, inclusive foi ideia da louca da Fany, algo pra aliviar o ciúme ou algo assim, Eliza nem queria — completou rápido.
—Você me falou, você disse pra ela não fazer e ela fez mesmo assim… — insistia a garota — Talvez até tenha sido ideia da Eliza, quem sabe — finalizou cruelmente a amiga.
—Por que ela pediria isso pra Fany? Kkkk Por que ela ia querer sair com aquele idiota? Que puta merda — rebatia o garoto, sabe como é, uma discussão amigável, mas sempre no limite da hostilidade.
—Porque o Mario é uma gostosura — disse Rocío cruelmente, sabia que Julián odiava ele, igual vários outros caras da turma, só por ser o mais bonito — Quem sabe por que ele tá com a Fany, ele pode pegar quem quiser — finalizou com a mesma maldade.
—Sei lá, e não acho essa maravilha toda esse babaca, tem cara de imbecil — dizia Julián furioso — O Luis viu eles entrando no cinema, os horários batem, ela devia estar chegando de lá quando me falou pra ir mais tarde, talvez quisesse se arrumar pra mim, sei lá — completou nervoso.
—Olha, os fatos são… — disse começando melodramaticamente — O Luis viu os dois SOZINHOS no cinema, ela não te falou que ia ver ele hoje, depois te disse pra Você chega mais tarde e diz que ela não atende as ligações nem as mensagens, eu digo que ela tava… Ou tá com ele.
A garota enumerou friamente, Julián sabia que fazia sentido, mas se recusava com todas as forças a acreditar, Eliza nunca tinha dado motivos pra ele pensar algo assim antes.
—Nah, eu conheço ela, não atende porque tá de birra porque eu cancelei com ela, ela sempre faz birra assim, sei do que tô falando — disse o jovem tentando parecer descolado.
—Ok — respondeu a garota, seca.
A ligação não durou muito mais, Julián tava meio puto com a crueldade da amiga e ela com a óbvia burrice dele. E quando Julián desligou com ela, ligava nervoso pela enésima vez pra namorada Eliza, enquanto ele não sabia, mas ela tava limpando o esperma grosso do Mario do rosto naquele exato momento e o celular dela continuava largado no quarto.
Quando Eliza voltou do ponto de ônibus depois de acompanhar o Mario, só olhou pras 35 ligações perdidas do Julián e pras 53 mensagens, todas exigindo saber o que ela tava fazendo, pedindo pra ela atender, algumas pedindo desculpa, as últimas chamando ela de puta, ela não respondeu, pra deixar claro que ele tava sendo um idiota e pra se acalmar, tudo tinha sido tão surreal e tão recente. A garota tomou um banho, enquanto do outro lado da cidade, Mario chegava em casa, nervoso, mentindo pros pais que tinha estado com a Fany, finalmente abrindo a conversa com a namorada, nem uma mensagem nova dela, enquanto Fany do outro lado se esforçava pra dormir, não sabia o que pensar, não queria pensar, nem pressionar o Mario ou a Eliza.
No dia seguinte na escola, de manhã, Mario tentou cumprimentar a mina dele com toda a naturalidade do mundo, culpa é um inquilino desconfortável, Fany talvez não percebeu, ou talvez não quis. Eliza não procurou o Julián, preferiu fingir que ainda tava puta em vez de encarar ele, e por sorte nenhum professor faltou, uma aula atrás da outra fluiu naturalmente, impedindo os dois casais de se resolverem. Confrontar... Mas o intervalo chegou.
—Preciso falar com você — disse Julián seriamente para Eliza, abordando-a.
Eliza estava indo em direção à Fany naquele momento, mas Julián parecia falar sério, então ela o seguiu.
—O que foi? — respondeu Eliza, fingindo estar irritada ainda, sem olhar pra ele e de braços cruzados. Julián bufou sarcasticamente, sem acreditar. — ¡O quê?! — perguntou furiosa a garota gostosa.
—Você vai mesmo bancar a ofendida? — perguntou ele, encarando-a.
—Ontem você foi super chato, a gente fica sozinho em casa uma ou duas vezes por mês e você estragou tudo, ainda tinha uma surpresa pra você — disse ela reclamando, tentando ganhar vantagem. Julián não ligou nem um pouco.
—Você sabe por que cancelei.
Disse ele, ainda encarando-a furioso. Ela tentou manter a cara de paisagem, apavorada por dentro.
—Nem ideia, você fez birra porque eu falei que era mais tarde — disse ela com toda a confiança que conseguiu.
Ele ficou olhando pra ela. Ela olhou de volta, primeiro disposta a confrontá-lo com a mesma raiva, mas viu como a expressão dele mudou devagar de furiosa para decepcionada. Nossos parceiros podem nos ver de vários jeitos, mas nada destrói mais do que sermos vistos com decepção. Ela desabou.
—O quê? O que foi, amor? — perguntou apavorada, o lábio inferior tremendo.
Julián se levantou e foi embora sem olhar pra ela. Ela sentiu o sangue gelar. Ele sabia! Porra! Mas como?! Foi na casa dela! Sim! Com certeza viu o Mario saindo tarde da noite de lá e deduziu tudo. Devia ser isso.
Eliza correu sem pensar em direção ao Mario e à Fany. Olhou pra eles de longe, pareciam bem, embora os dois fossem um monte de nervos por dentro, pareciam bem por fora. Ambos se recusavam a sequer mencionar algo sobre Eliza, eram felizes na negação a cada segundo um pouco mais, mas a viram vindo, de braços cruzados, encarando-os e apertando o passo. A feliz negação deles desmoronava a cada passo dela.
—Mario... — disse Eliza nervosa, olhou de relance pra Fany, mas não a —Oi, posso falar com você? — disse ela, desviando o olhar da melhor amiga.
Mário olhou nervoso para Fany, que assentiu de mal jeito. Seu pior medo estava se concretizando, havia consequências, ele não fazia ideia de quais, não queria pensar nisso, mas algo estava rolando e ela odiava aquela sensação. Mário soltou a mão da mina dele e foi até a amiga, a uns 5 passos de distância.
—O Julião sabe — disse Eliza, olhando para ele apavorada, implorando ajuda.
—O quê?! Como assim?! Por que você contou?! — disse ele, igualmente apavorado.
—Claro que não contei! — respondeu irritada — Não sei como, mas ele sabe — disse baixando a voz.
—Porra! — disse Mário, olhando por trás de Eliza. Julião passava de um corredor para outro e os encarava sem parar.
—O quê?! — disse ela, virando o olhar para trás e vendo o namorado desviar o olhar no último segundo — Puta merda! — disse, olhando triste para o chão, deixando cair uma lágrima.
—O que a gente faz?
Perguntou Mário, histérico, sentindo Fany atrás dele, como se a presença da namorada pesasse uma tonelada. Eliza pensou por 2 segundos, Mário esperou.
—Ok, calma, o máximo que ele pode saber é que você estava na minha casa — disse Eliza, tentando se recompor.
—Ele sabe disso?! Pensei que só sabia do cinema! — disse desesperado — Vou ter que contar toda a verdade pra Fany — acrescentou apavorado, o garoto olhava para todos os lados.
—Não! — disse a garota, segurando ele pelos ombros para que a olhasse — A gente só vai dizer que fomos na minha casa ver Netflix, ok? — disse ela, encarando ele, que desviava o olhar — Mário — insistiu sem parar de olhar.
—Ok — respondeu de má vontade, sem olhar para ela.
—Tem certeza? — insistiu, olhando para ele, ele não olhava — Por favor! Eu amo o Julião! — implorou, deixando cair outra lágrima.
—Sim, ok, fica tranquila, a gente só viu Netflix.
Disse ele, olhando para ela, sorrindo, acalmando-a. Mário era um cavalheiro à moda antiga, não havia nada na terra que o comovesse mais do que uma lágrima feminina.
—Valeu!
Raramente ele tinha dito essas palavras. palavras mais honestas que Eliza nunca disse na vida, e ela foi embora sem se despedir, não queria encarar a Fany, o que dizer? Mario ficou parado e depois de 2 segundos, Fany segurou o braço dele, ele deu um pulo de susto.
—Tô com fome, vamos comer logo — disse a mina sem olhar pra ele.
—Você não quer...? — perguntou ele, todo medroso.
—Não quero saber de nada — ela falou, encarando ele firme — Mais te vale que eu não fique sabendo de nada.
A namorada dele terminou olhando pra ele com uma expressão que ele nunca tinha visto, tão difícil de decifrar, seriedade total, determinação, sei lá de onde aquela mulherzinha de 1,65m tirava tanta determinação, ela nunca era assim, ele concordou nervoso.
O casal comeu, Fany tentando manter a normalidade, perguntando como tava a comida, falando sobre a mãe dela e sobre aquela série que ela via, Mario só balançava a cabeça, não sabia o que pensar, se ficava puto com a atitude estranha dela, se amava ela mais por causa disso ou se contava tudo, mesmo ela não querendo ouvir, num egoísmo de se livrar da culpa e num masoquismo de levar castigo. Enquanto isso, Eliza tava sentada no vaso, sem querer olhar pro celular, chorando um pouco, se xingando por ter sido tão idiota. Ela olhava pro teto, respirava fundo, se acalmando, pensando que Julián ia ficar furioso, mas nem tanto, só viram Netflix, ela ia morrer dizendo isso e nunca mais chegaria perto do Mario, tinha que dar certo, ela amava de verdade o Julián, ele era a vida dela, "todo mundo tem direito de errar" ela repetia como um mantra aquela frase que um dia leu num livro de autoajuda. Julián tava sentado atrás das arquibancadas, fumando, os monitores nunca iam lá.
Os 4 adolescentes estavam nervosos, apavorados, confusos e putos, Fany viu com terror uma mensagem do Julián na caixa de spam do Facebook, sei lá o que dizia, não abriu e foi bloquear o cara direto, não queria saber o que ele tinha pra falar, mas Mario abriu a mensagem que também recebeu daquele adolescente.
—Fica longe da minha mina. O ciumento do Julián tinha escrito, Mario tentou responder na boa, porque a Fany tava na frente dele na aula e porque não queria foder com a Eliza, nem que a merda respingasse nele.
— Qualé? — Mario escreveu e mandou, se sentindo um idiota — Relaxa, a gente só viu Netflix, ok? Até a Fany sabia que a gente ia no cinema e depois fomos na casa dela só pra ver um filme, é isso.
Mario escreveu, releu 5 vezes antes de enviar, queria que soasse amigável e sem maldade, não achou palavras melhores, tudo era um telefone sem fio, já não sabia mais quem sabia o quê, deu um salto de fé com aquela mensagem.
— Te vejo no treino.
Respondeu Julián e na hora se desconectou, no final usou um emoji de sorriso sem mostrar os dentes, todo mundo sabe que esse emoji é o "sorriso de psicopata", Mario torceu a boca preocupado.
As aulas foram passando devagar depois do intervalo, o tempo é relativo e anda na proporção inversa da diversão que você tá tendo. Tá se divertindo pra caralho? Aproveita, porque toda vez que você olhar o celular já passou uma hora e meia, mas tá esperando alguma coisa? Tá nervoso ou com medo? Então melhor se armar de paciência, porque cada segundo parece 10 minutos. A Fany tava no segundo tempo quântico relativo que eu falei, cada segundo parecia se esticar até limites inimagináveis, ela tava puta, furiosa pra falar a verdade, não sabia o que tinha acontecido e agora, mais do que nunca, não queria saber, não queria o drama, não merecia aquilo, odiava ter que procurar a cara da Eliza e ela fingir que não via, quando tentava falar com o namorado ele tava distante, era óbvio que alguma coisa tava rolando e ela sentia que era culpa deles, dava uma raiva danada quererem fazer ela pagar, nunca pensou que essas seriam as consequências, agora os ciúmes dela pareciam tão idiotas e bestas, e por trás de toda aquela fúria, uma tristeza imensa esperava, só de pensar que podia ter estragado a relação com as duas pessoas favoritas dela de uma vez por causa daquela ideia estúpida. Ideia. que, embora ela continuasse dizendo que tinha sido culpa da Eliza, bem sabia que tinha sido dele.
Eliza não sabia o que pensar, Julián nem olhava pra ela, Mario a evitava como praga, e Fany parecia procurar ela demais. Se sentia sufocada, tinha sido uma idiota, todo mundo ia saber, Julián ia largar ela, Fany nunca mais ia falar com ela, e Mario com certeza nem ia lembrar daquela tarde daqui a alguns meses. Ia estragar a vida dela, e por nada. Queria chorar.
Julián não parava de olhar pro idiota do Mario. Sério que ele era tão gostoso assim? Era enorme, isso sim, as costas pareciam um armário, a cabeça passava do quadro quando ele ficava de pé, mais branco que ele, com aquele sorriso insuportável que parecia saído de um comercial da Colgate. Se sentia inseguro, ele sendo mais baixinho, bem magro, até demais, basicamente do mesmo tamanho da amada Eliza, nela isso era bonito, nele nem tanto. A cor da pele? Mais perto de chamarem ele de "moreno" do que branco... imaginava aquele homem enorme beijando a mina dele, abraçando ela, tirando a roupa dela... Balançava a cabeça tentando afastar essas imagens da mente... Porra, definitivamente aquele idiota era gostoso pra caralho.
Mario se sentia sobrecarregado. Eliza parecia procurar ele com o olhar o tempo todo, como se ele pudesse ajudar ela com o quê?! Que ela deixasse ele em paz. Julián também não tirava os olhos dele, mas enquanto o olhar da mina era sutil, o do Julián era definitivamente um olhar fixo de ódio. E no meio de tudo, Fany parecia querer que ele agisse com toda naturalidade, exigia sutil, mas firmemente, que ele fosse o de sempre. Como é que ele ia fazer isso?! Isso também era culpa dele! Foi ideia da Eliza, mas a Fany pressionou pra acontecer, ela também era responsável. Odiava que ela quisesse jogar toda a culpa nele e ainda exigir que ela não soubesse de nada.
Depois dessas 3 últimas aulas, que pareceram 2 dias inteiros, tocou a sineta final, dia de treino de futebol. Os 4 foram... Sabiam bem e os 4 sabiam nervosos que teriam que passar por isso. Fany pensou em ir embora, até mesmo em não ir no dia seguinte, mas foi fraca, optou por manter o status quo e ficar no treino, talvez fosse o melhor, que todos fingissem que nada tinha acontecido até se convencerem de que era assim. Claro que quando viu Eliza sentada nas arquibancadas não quis sentar com ela, mas sempre fazia isso e morria de medo de perder a melhor amiga aos poucos.
—E aí, vaca.
Disse Fany fingindo naturalidade, ignorou o semblante histérico de Eliza, odiava que quisessem forçá-la a entrar no drama.
—E aí.
Respondeu Eliza seca, não se olhavam, pela primeira vez sentaram ali pra ver o treino sem se abraçar.
O treino começou, as arquibancadas lotadas principalmente de garotas, amigas, namoradas, apaixonadas e irmãs, que torciam aplaudindo na saída dos caras. Quando Mario olhou pra lá, levantou a mão acenando e sorrindo nervoso, ambas levantaram a mão, nunca tinha acontecido, os 3 notaram, os 3 fingiram que não, os 3 se sentiram idiotas.
Os caras começaram com o aquecimento, passes curtos, passes longos, corridas curtas e finalmente os inter-equipes, normalmente Eliza e Fany estariam conversando, zoando, até tirando fotos, colocando como status no WhatsApp e no Facebook, mas dessa vez estavam só uma do lado da outra vendo o treino sem se mexer, desconfortáveis, separadas por um muro hipotético e invisível sem se olhar.
—Dessa vez, pares com pares, ímpares com ímpares.
Disse o técnico em voz alta pros caras, mandando eles formarem 2 times e os caras obedeceram, passaram rapidamente a faixa de capitão em cada equipe e se reuniram no centro pro saque inicial.
—Pares sacam.
Gritou o homem do apito, Mario se reuniu no centro com a faixa de capitão, Julião concordou de mal jeito, com a outra faixa de capitão. Do time do non. Deram o pontapé inicial, o jogo começou e, como qualquer inter-esquadrões aleatório, era disputado.
— Vamos, love!
Gritou Fany animada, esquecendo tudo de repente, não sabia por que estava tão empolgada, nem gostava de futebol, hormônios.
Jogadas divididas, algumas bolas na trave, uma defesa épica de um dos goleiros e Mario finalizou satisfatoriamente no gol a bola que o goleiro deixou quicando, a arquibancada gritou um pouco e aplaudiu, Mario levantou os braços comemorando um gol que não significava nada.
— Mario sempre jogou super bem — disse Eliza de repente, timidamente, achou natural, que seria um comentário que sempre faria, nem de brincadeira, Fany só sorriu sem mostrar os dentes — Você tá brava? — perguntou Eliza com medo.
— De jeito nenhum — disse a garota sem olhar pra ela — Te amo!
Gritou Fany pro Mario e algumas riram na arquibancada, o garoto virou e sorriu nervoso, Fany nunca fazia isso.
— Então o que foi? — perguntou Eliza sem perder o tom de medo.
— Nada, Eliza, não foi nada… Nem aconteceu, ok? — disse olhando pra ela irritada.
— A gente só viu Netflix na minha casa — disse Eliza baixando o olhar, Fany bufou irritada.
— Não quero saber de nada! Eu avisei! Nem que fossem na sua casa! — negou irritada, com raiva.
— Desculpa! — disse a garota implorando — Olha pra mim, você tá puta — disse Eliza com a boca seca.
Fany olhou firme pra ela por um segundo, mas desabou diante da cara patética da amiga, território virgem, todas as brigas tinham sido culpa de Fany, todos os pedidos de desculpa tinham vindo dela, Eliza nunca era a que estava ali desabada pedindo clemência.
— Te amo, ok? Sempre vai ser assim.
Disse docemente Fany, o que ia ser um sermão foda, virou palavras de love, um abraço firme e um olhar carinhoso.
— Eu também te amo… — disse Eliza sorrindo, uma lágrima escorreu pela bochecha.
Elas adoravam dizer isso, até pra Paulina e pra Gabriela falavam que amavam, dizer que se amavam. O amor que elas sentiam era só delas e dos seus homens. Elas se olharam intensamente, Fany abraçou a melhor amiga com força de novo, e Eliza derramou outra lágrima no ombro dela.
—Desculpa, a gente nunca devia ter feito aquela merda.
Disse Eliza. Fany não queria tocar naquele assunto nem a pau, resistiu pra não falar de novo pra ela não mencionar, queria dar pelo menos um pouco de consolo.
—Já foi, não tem importância, nem lembro mais de quem foi a ideia — disse Fany com culpa, lembrando que tinha sido ideia dela, sim, era culpa dela.
Ela lembrava que tinha sido ideia dela e continuava negando, se sentia mal por pensar que tinha dito aquela mentira tantas vezes, que com certeza já tinha convencido todo mundo de que foi ideia da Eliza e não dela. Lembrar daquele simples fato fazia ela passar de defensiva pra se sentir mal de novo. Ela odiava isso. Pela primeira vez, o drama não era culpa dela e aquilo era bom, ela se recusava a se sentir mal por isso.
—Por que você tá chorando? Não tô brava — disse Fany ao ver os olhos vidrados da amiga.
Quis perguntar sobre o Julián, era óbvio que eles tinham brigado, não tinha visto ela sentada no colo do cara como sempre entre as aulas. Quis dizer que não importava o que tivesse acontecido, que perdoava eles, que tudo ia ficar bem, falar isso honestamente, dar um perdão sem nem saber o que tinha rolado. Queria normalidade, voltar a ter tudo como antes, mas falar mais ia soltar a língua da amiga, foi egoísta.
—É que Fany…
Gaguejou Eliza levantando o olhar. Fany sentiu o coração apertar, temia a verdade ominosa.
—Não, não quero saber de nada… Por favor — disse Fany desviando o olhar, com semblante histérico.
Eliza não disse mais nada. Fany não deixou ela se aliviar tanto quanto queria. As duas odiavam que a outra fosse tão egoísta. Eliza odiava que Fany não deixasse ela ter paz, e Fany odiava que Eliza quisesse se livrar do peso às custas dela.
Elas assistiam ao jogo em silêncio. Mario e Julián se recusavam a virar para as suas minas. Mario, pra não causar outra bizarrice. Momento em que as duas cumprimentaram e Julián tentando dar um toque na namorada, ia fazer a Eliza pagar caro, a tensão entre os quatro só aumentava.
Bola dividida, Rafael e Gonzalo se chocaram bloqueando o chute um do outro, típico carrinho, mas bem feio, os dois caíram no chão e os dois times correram pro meio gritando e se empurrando. No meio da confusão, Julián calculou e chutou forte na coxa do Mario, o gato sentiu dor, mas não ia dar o gosto de se jogar no chão, Mario encarou ele, Julián sorriu e sumiu no meio da galera do time dele. O coroa do apito ficava esgoelando no apito e separando os 22 moleques como dava, quando os jovens se acalmaram, o técnico apitou de novo e marcou bola ao chão.
Julián e Mario se posicionaram pro saque, os dois capitães, tava claramente do lado do campo do Julián, Mario devolveu a bola ao chão como manda o fairplay, sem ir na bola, se segurando pra não ser um idiota.
"Ok, você mereceu esse chute, sabe que mereceu", pensava Mario, olhando a bola pra não ver o Julián.
Ele nem fingiu que ia na bola, Julián percebeu que ele tava distraído olhando a bola e chutou com toda força a bola de couro duro, bem na cara bonita do Mario. Um som seco e forte, um grito alto da arquibancada e a cabeça do Mario balançou forte, Eliza baixou o olhar envergonhada, Fany observava tudo atenta, enquanto o preparatoriano tropeçou no próprio pé e caiu sentado no chão de cimento. Levantou a cara furioso, Julián encarava ele com uma careta macabra que quase parecia um sorriso, enquanto corria de costas pra longe dele. Tudo enquanto os dois times corriam pro meio de novo entre empurrões e reclamações, mas Mario se levantou e, como bom mártir, levantou os braços pra acalmar todo mundo, usando todas as forças pra não passar a mão no rosto, mesmo estando claramente marcado. O colorado e o coroa rapidamente sacaram um cartão amarelo pro Julián, o que acabou de vez com os ânimos.
— Na próxima você tá fora, não pense que não vi o chute de antes — disse o coroa do apito em voz baixa pro Julián, que só concordou sério com a cara no chão.
Eliza e Fany em silêncio, se sentindo um lixo por terem causado um literal "barraco de saia", mas também ambas pensando que era bom, que botassem o veneno pra fora, nada melhor pra curar o ego ferido de um homem do que uns bons socos. O jogo recomeçou, vários encontrões aqui e ali, uma vez que o pavio acende, a dinamite vai explodindo aos poucos, assim é o futebol.
O técnico anunciou os últimos 5 minutos, não queria terminar com uma briga generalizada, as minas respiravam, Mario vigiava o Julián com o olhar. Escanteio.
Rafael mandou a bola pro meio da pequena área, Julián pulou e cabeceou pro outro lado do goleiro, que só viu a bola entrar, o time comemorou, enquanto Julián pegou a bola e correu pro meio de campo pra reiniciar o jogo, mas o coroa do apito parou ele, tomou a bola e apitou decretando o fim da partida, empate em 1.
A arquibancada aplaudiu, alguns comentavam como tinha sido emocionante, mais que a final do semestre passado, nem Mario nem Julián chegaram perto da arquibancada, foram direto pros chuveiros. O corno entrou primeiro, deu uma olhada nos armários e identificou o pôster ridículo de um videogame que o Mario tinha pendurado no dele.
— Que ninguém entre.
Disse Julián rapidamente pro Rafael, Aquele palhaço patético que sofre bullying? Aquele.
Correu pro armário do Mario sem ter uma ideia muito clara do que ia fazer, um cadeado grosso protegia a portinha, torceu a boca decepcionado, mas ia dar um jeito.
— Por quê? Sai daí, tenho um encontro daqui a 2 horas — reclamou Esteban pro Rafael na porta do vestiário, com o Mario atrás. Observando tudo.
—Não podem entrar, ainda não — dizia Rafael, mantendo-se firme, encontrava um orgulho patético em nunca falhar com Julián.
—Vou te empurrar — disse Esteban, olhando nos olhos dele. Rafael firmou os pés no chão e o olhar nos olhos do outro garoto, pesava o dobro que ele.
—O que estão esperando? Ninguém sai sem um banho, já sabem, vocês fedem, se apressem, caralho — dizia o técnico chegando na confusão na porta.
Os jovens entravam, Rafael correu primeiro e viu Julián de pé em um banco, que deu um pulo no chão ao vê-lo.
—Desculpa, o técni—
—Não importa, senta, você precisa ver isso — disse Julián rapidamente, rindo com sarcasmo.
Os adolescentes entravam, Julián e Rafael esperavam sentados vendo tudo, Rafael curioso, Julián segurando o riso. Mario chegava no armário dele, abriu calmamente e notou umidade na porta. Quando abriu completamente e viu a troca de roupa completamente encharcada, não entendia o que tinha acontecido. Julián começou a rir às gargalhadas vendo Mario que olhava atentamente a roupa, e Rafael o seguiu só porque era um idiota.
—Foi você que fez isso? — disse Mario se virando, 2 ou 3 garotos pararam pra olhar. Mario segurava a blusa favorita dele na mão, encharcada, Julián ria mais — Grande coisa, molhou minha roupa — disse Mario sem entender a risada histérica de Julián, que só aumentou ainda mais ao ouvi-lo, mais garotos paravam a cada segundo pra olhar — O quê?!
Perguntou Mario furioso em voz alta, deu um passo em direção a Julián, que ria tanto que tinha o rosto apontado pro chão e os olhos fechados. Rafael ria como o idiota que era olhando pra Mario, mesmo sem entender completamente o que estava rolando. Mas então Mario olhou a camiseta de perto, pingava… Amarelo.
Mario cheirou a blusa com terror, todo mundo olhava. Tirou o rosto por causa do fedor de mijo tão forte da blusa. Julián tinha mijado por uma das frestas do armário dele. Mario soltou a blusa por reflexo, caiu pesadamente. no chão e o impacto fez transbordar o líquido amarelado, 3 caras olharam de perto.
—Cagou na roupa dela?
Perguntou Esteban confuso pro Julián vendo a blusa no chão, com um sorriso que não sabia se era pra achar porra nenhuma de engraçado ou se Julián era dodói da cabeça. Julián confirmava rindo igual um maluco e vários riram, outros olhavam incrédulos pra situação, dois acharam que eram maduros demais praquilo e entraram nos chuveiros.
—Viado doido do caralho — falou Mario pro Julián, o imbecil do Julián limpava uma lágrima de tanto rir ignorando ele.
—Ignora, é um moleque, enxágua a roupa no chuveiro, lava em casa, não é nada demais — falou Esteban segurando o ombro dele.
Mario olhava pra blusa no chão, olhos injetados de raiva, prestes a pular em cima do Julián, ele até aceitava as porradas, até entendia, mas isso já era demais, passava do físico, era pra humilhar, machucar, não era uma vingança "saudável", era um truque torcido que foi longe demais. Esteban percebeu, apertou o ombro dele.
—Não — falou firme e Mario olhou pra ele perguntando por quê com o olhar — Ele tá com ciúme, é óbvio que você vai ser o camisa 9 do time esse semestre, não dá o gosto, vão expulsar os dois do time, acerta onde dói — falou Esteban e com a última frase, Mario sorriu.
—Bom, acho que também não tenho cueca pro banho — falou num tom debochado e alto o bastante pro Julián ouvir, ele ouviu e olhou sorrindo confuso — Vou ter que tomar banho pelado — falou Mario e Esteban ria confuso do lado.
Mario olhava pro Julián, o sorriso idiota confuso dele foi virando uma cara fechada enquanto o gostoso tirava a camisa esportiva e depois o short sem vergonha na frente dele, Julián bufou confuso e debochado.
—Tá querendo seduzir a gente? — falou Rafael debochado tentando fazer o superior rir, mas Esteban e Julián olhavam igualmente confusos. Silêncio.
Mario segurava o olhar de Julián, se recompôs já só de cueca preta justa, olhou pra ele pela última vez, quase sorrindo, esperando que aquilo que planejava desse tão certo quanto via na mente e não passasse por idiota. Os chuveiros já estavam cheios e os vestiários quase vazios, exceto por eles 4.
Mario segurou as laterais da cueca, pronto pra baixar, lembrando das palavras cruéis de Eliza sobre Julián ter a rola menor que a dele, "minúscula perto da sua", pedia a todos os deuses que a diferença fosse tão notável que o movimento impactasse e valesse a pena…
E baixou a cueca na frente dele até os tornozelos, tirou ela por completo se ajudando com os pés, encarou ele fixamente, e pôde ver com satisfação como Julián olhou por 2 segundos pra sua magnífica rola mole. Mesmo assim, era longa o bastante pra se destacar, com uma grossura bem decente e as bolas enormes também estavam ali.
— Caralho, qual é a sua?! — disse Julián levantando o olhar, sorrindo incrédulo, prestes a explodir.
— Nada, não tenho outra roupa, vou ter que tomar banho assim — disse Mario sorrindo com sarcasmo, sabendo que o tiro tinha acertado o alvo.
Rafael e Esteban não entendiam nada, viam tudo confusos e admirados, como se fosse um evento cósmico. Eles nem se incomodaram com a rola evidentemente enorme do Mario, o fato de ele ter se pelado na frente do Julián já era suficiente. Mario foi pros chuveiros, outro cara por ali notou ele pelado e riu um pouco, mas ninguém deu muita atenção. Quem tomava banho completamente nu era atípico, muitas vezes de brincadeira querendo perturbar ou gritando que nem loucos depois de uma grande vitória. Era incomum, mas não a coisa mais estranha do mundo entre adolescentes idiotas depois de fazer esporte. Simplesmente ignoraram um pouco, claro, até o Julián fazer "grande" a parada, nunca tão bem dito.
— Qual é a sua?! Isso significa?! — gritou Julián, histérico, seguindo Mario.
O ciumento namorado de Eliza o confrontou, sabendo que ambos sabiam exatamente o que aquilo significava. Mario literalmente mediu o pau contra o dele, e embora Julián não tenha tirado o dele, ficou claro quem era o vencedor pela reação. Naquele momento, todo mundo virou, alguns até vieram dos chuveiros. Silêncio total, olhos fixos no espetáculo.
— Nada, me deixa em paz — disse Mario, sem interesse, mais pra encher o saco do que por estar realmente tranquilo.
— O quê?! É viado, é?! — disse o jovem desesperado, girando Mario pelo ombro — Tá procurando um parceirinho aqui ou o quê? — perguntou, tentando machucar, disfarçando o próprio ego ferido.
Todo mundo olhava, a maioria animada. Seria uma fofoca épica.
"Lembra quando Mario brigou pelado com o Julián? Kkkkk"
Todo mundo olhava, silêncio de sepultura. Por isso quase ninguém notou, só Esteban e Rafael viram o treinador. Rafael quase abriu a boca, mas o coroa de quarenta anos mandou ele calar a boca, colocando um dedo nos lábios.
— Tá procurando uma boa bunda por aqui? — insistiu Julián, sorrindo com sarcasmo.
— Acredite… Tenho bucetas suficientes à minha disposição — disse o mais gato, sorrindo com malícia. O sorriso de Julián sumiu na hora.
O jovem magoado cuspiu na cara de Mario, um cuspe enorme e viscoso que cobriu metade da visão dele, fazendo-o fechar um olho. O treinador avançou decidido em direção a eles. O coroa caminhou firmemente até os dois adolescentes idiotas, entre os gritos animados de todo mundo, que foram silenciando aos poucos enquanto finalmente notavam o homem se aproximando dos que brigavam. Mario viu o homem atrás de Julián se aproximando e encarando ele, ameaçando com o olhar para que não revidasse a agressão, mas ele não ligou. Já tinha aguentado o bastante, já era o suficiente… Deu uma cabeçada firme com toda a força, usando as costas e deixando o pescoço bem travado. Ouviu o nariz de Julián estalar e o Jovem caía no chão se contorcendo com gemidos patéticos, e quando Julián caiu, o treinador furioso olhava pra ele com o companheiro aos seus pés.
— Os dois pro meu escritório — disse o homem furioso, nem precisou levantar a voz, ninguém fazia um pio.
— Ele Quebrou Meu Na-!! — tentou falar Julián do chão.
— AGORA!! — gritou o homem enfurecido, Mario até deu um pulo de susto.
Mario entrava (já vestido com o uniforme suado) no escritório do treinador, o homem ainda furioso o via entrar, tinha os 2 relatórios prontos em cima da mesa, as mãos descansando sobre cada um, Julián estava sentado numa das cadeiras segurando uma bola enorme de papel higiênico cheia de sangue sobre o nariz, Mario sentou sem virar pra olhar ele.
— Obviamente os dois tão fora, não sei que merda foi aquela no vestiário, mas não vou tolerar isso aqui — olhou pra Julián — 3 meses fora — e entregou o relatório cheio pra ele — E você tá 2 meses fora — disse entregando o dele pra Mario.
— Por que eu 3 meses e ele 2?! — perguntou Julián, com um sotaque patético.
— Vaza pra enfermaria antes que virem 5, vi como você provocou ele — disse o homem pra Julián, o jovem olhou furioso pra ele, levantou e saiu batendo a porta do escritório, o homem barbudo esperou 2 segundos, olhou fixo pra Mario — Não sei que treta vocês dois têm, com certeza é por causa de uma mina, na idade de vocês é sempre isso, acredita em mim, não vale a pena, nenhuma buceta vale a pena, parem de ser uns idiotas e já sabe, amanhã quero isso assinado pelos seus pais — disse o homem pra Mario, ele só escutou e pegou o relatório da mesa, o homem fez um gesto com a mão pra ele vazar e o garoto assim fez.
Saiu devagar do escritório do treinador, lá fora no jardim, seu pior medo sentado ali, sua pequena Fany, com cara de quem já sabia de tudo. Os jovens caminharam de mãos dadas em silêncio até a casa dela, mais por costume do que por vontade, não disseram nada até chegar na casa da Ela também não fez isso nos primeiros 15 minutos que ficaram lá dentro.
— Deixa eu ver… — Fany pedia, pedindo o relatório que ele ainda segurava na mão. Ele entregou sem olhar pra ela, e ela leu — “O jovem Mario Mendivil e seu colega de equipe, Julián Jaras, brigaram nos vestiários da escola. Trocaram palavras, Julián cuspiu na cara do jovem Mario, e ele respondeu com uma cabeçada no jovem Julián. Ainda aguardamos o laudo médico do jovem Julián, embora ele parecesse bem e estivesse consciente” — leu Fany com seriedade e devolveu o papel ao namorado, que o pegou sem interesse.
— Desculpa — disse Mario, finalmente olhando pra ela.
— Por quê? Se desculpa com o Julián, ele já tem o nariz feio pra começo de conversa… — disse Fany, tentando animar o rapaz, mas ele não sorria.
— Sei que isso pode te causar problemas com a Eliza — ele disse, e ela baixou o olhar.
— O que aconteceu ontem, Mario?
Perguntou Fany, apavorada, mas tudo já tinha chegado a um ponto de ruptura, literalmente. Ela deu um segundo e ergueu o olhar pra encarar o namorado com uma cara séria.
— Tá doendo muito? — perguntou Eliza, preocupada, pro Julián.
O médico da escola terminava de colocar a tala nasal no rapaz. A cada minuto que passava, a aparência dele piorava: o septo claramente desviado, umas sombras roxas intensas, quase pretas, debaixo dos olhos do garoto.
— Duas semanas e volta pra revisão, jovem — disse o cinquentão de jaleco e estendeu uma receita médica — Só em caso de dor forte — finalizou e sorriu, indicando de forma passivo-agressiva que ele saísse dali.
O casalzinho caminhava fora da escola, a meio metro de distância, e todo mundo olhava pro Julián como se ele fosse um bicho estranho. O rapaz andou até uma esquina meio deserta, parou e virou pra encarar a mina dele.
— Você vai me largar? — perguntou Fany, melancólica. Ele a encarou com seriedade.
— Não sei… Você vai ver ele de novo? — perguntou sem perder nenhum detalhe da cara dela.
— Não — disse ela rapidamente. Ele segurou as mãos dela com delicadeza, olhou fundo nos olhos dela, ela não queria encará-lo, doía mais nela do que nele todos aqueles hematomas ao redor do nariz dele, culpa. Mas ela olhou porque ele estava olhando, os dois sabiam que o grande momento estava chegando, os dois sabiam que se ele perguntasse algo naquele instante ela diria a verdade, toda a verdade, porque tudo tinha escalado. As travessuras ficam em segredo e negação quando são divertidas e inofensivas, é só um vaso idiota quebrado, mas quando acontece que exatamente aquele vaso era um presente inestimável de 5 gerações atrás, os tios começam a gritar se culpando uns aos outros e confrontam todos juntos o principal suspeito, o menino travesso se encolhe, só a verdade pode salvá-lo daquela tortura que parece não ter fim, a culpa e o medo o invadem, ele vê tudo que causou e quer que pare, sabe que só a verdade o libertará. A menina travessa se sentia assim naquele momento e Julián abriu a boca para perguntar, mas ao notar o olhar suplicante de Eliza para que não fizesse isso, ele teve pena.
— Nunca mais veja ele — disse ele com clemência e ela concordou quase sorrindo, abraçou ele com cuidado e soltou uma lágrima no ombro dele.
— Você disse que não queria saber — disse Mario nervoso, ela olhava para ele.
— Não quero… Mas provavelmente Eliza vai contar para Julián porque tudo foi pro caralho, preciso saber, não quero, preciso — disse Fany ainda olhando para ele, torceu a boca sem querer.
— Fomos ao cinema — disse ele com a boca seca, ela concordava — Vimos aquele filme idiota de meninas — disse tentando rir, aliviar, ir devagar, preparar o golpe.
— "Paixão de Verão"? — perguntou ela rindo nervosa, ele concordou — Ugh! Ainda bem que você viu com ela, nem fodendo vou ver isso com você — acrescentou comicamente.
— Só pedi ingressos para a sessão mais próxima e era essa, eu também não queria ver — disse nervoso, riam um pouco, um ao lado do outro sentados nervosos na cama dela, silêncio de 2. Segundos, ele olhava pras mãos dela, ela pros pés dele.
— E depois? — perguntou nervosa.
— A gente comeu uns hambúrguer gigante da Jhonny's — falou sorrindo, Fany odiava eles.
— Com certeza você aproveitou pra fazer tudo que eu odeio — disse ela rindo, mas veio um silêncio mortal, os dois perceberam o quanto aquilo soava como uma sentença profética — São super gordurosos, não entendo como você gosta — completou séria — Foram na casa dela? Ela me disse que viram Netflix — soltou, as mãos tremendo, se agarrou com força na cama.
— É... — falou ele nervoso, se recusavam com todas as forças a se olhar — Mas... — começou hesitante.
— Ok, não me dá detalhes — disse ela rapidamente, apavorada, queria ser corajosa, mas não conseguia — Só hmmm... Aconteceu alguma coisa? — falou com o coração na boca.
— Sim — disse ele ainda sem olhar pra ela.
— Tudo? — perguntou apavorada, uma lágrima escapou, ela se odiava por ser tão fraca.
— Bom, é que... Tipo, ela me- — gaguejava sem jeito.
— Sem detalhes, Mario! — gritou furiosa, bufou, olhando pra frente — Só me fala se rolou tudo! TUDO, já sabe... — encarava ele fixamente.
— Não, não, tudo não — disse ele se sentindo pelo menos um pouco aliviado.
— Ok, já basta — falou desviando o olhar finalmente, se agarrava naquela esperança mixuruca que dava um alívio ridículo de que não rolou "tudo".
— Tem certeza? — perguntou ele agora olhando pra ela.
— Sim — disse a garota decidida e se levantou da cama — Quer ver alguma coisa? — perguntou forçando a normalidade de novo.
— Não — disse ele confuso, olhando pra namorada como se ela fosse uma psicopata — É melhor eu ir, tenho que entregar isso pros meus pais, meu pai vai ficar puto — falou caindo na realidade nojenta.
— Então, vamos ver algo, talvez você não possa vir por um tempo — disse ela sorrindo melancólica, já sabe, tragédias adolescentes kkkk.
Ele concordou sorrindo do mesmo jeito. Deitou na cama enquanto ela procurava o controle da smartTV e se deitava do lado dele. Colocavam qualquer coisa, como sempre, olhavam em silêncio enquanto ele a abraçava calorosamente e ela ouvia, deitada no peito dele, o coração bater. Ela começou a ofensiva, levantou o rosto e beijou ele, subiu em cima dele e ficaram se sorrindo.
Tiravam a roupa, riam nervosos e se beijavam, ele tentava não comparar, odiava aquilo, uma culpa torta misturada com decepção e tesão tomava conta dele agora que tinha os peitos pontudos e raros da namorada na frente dele e lembrava dos lindos seios perfeitamente redondos da Eliza. Ele tirava a calça rápido e ela passava a mão na cock enorme dele, completamente dura, benditas ereções adolescentes, sempre prontas. Ela mesma tirava a saia e a calcinha branca de vovó, deitava de lado na cama e descia até a altura da cock dele.
— A Eliza te chupou? — perguntou ela nervosa, ele arregalou os olhos histérico, respondendo sem responder, ela sentiu uma facada no coração e uma pontada confusa na buceta — Se ela te chupou, eu também vou fazer — disse nervosa, pressionando, exigindo que ele terminasse de atravessar o peito dela com aquela adaga.
— Sim — disse ele sem saber qual de todos os pensamentos confusos considerar.
Fany olhava o pedaço enorme de carne na mão dela, não tava nem um pouco afim de colocar aquela vara deformada perto do rosto, mas ver a cara animada dele fez ela mudar de ideia.
— Monta em mim — dizia Julián em voz baixa e animado pra Eliza.
Tentavam ficar em silêncio no quarto dele com os pais dele na sala. Ela tava há 20 minutos torturando ele, acariciando a cock dele devagar com aquele lubrificante que deram na aula de educação sexual.
— Tem certeza? — perguntou animada e sorrindo a garota.
— Não, com certeza não quero meter em você — dizia ele sarcástico ainda em voz baixa, ela ria um pouco.
— Mas você sabe que eu sou bem barulhenta — disse ela e beijava ele apaixonadamente — E o nariz... Não vai doer por causa do movimento? — perguntou mais séria.
— Me — Aguenta — disse ele, sorrindo, e os dois riram um pouco.
A garota se levantou animada, foi até a porta do quarto do namorado e conferiu se o trinco estava encaixado, era sempre assim, ela já tinha feito isso mil vezes, sempre ficava mais com medo do que ele de que os pais entrassem, não importava, aqueles pais compreensivos e modernos jamais fariam isso, não é como se não soubessem o que rolava ali dentro, mas preferiam pensar que era melhor assim, a alternativa era o filhote deles se arriscar em motéis duvidosos ou lugares públicos, eram bons pais, bom, depende do ponto de vista.
Eliza voltou até ele enquanto Juliano abaixava a calça até os tornozelos, colocava a camisinha e ela tirava a calcinha fio-dental roxa com renda por baixo da saia, tentou não olhar pro pau dele, não queria pensar no Mário, então foi direto nele pra montar, sem se ajoelhar dessa vez na frente dele. A garota encarou ele intensamente como sempre fazia enquanto subia nele, pegava o pau dele por baixo com a mão e sentava, ele amava isso. Juliano sentia o calor gostoso e molhado da garota envolvendo o pau dele e os dois gemiam baixinho quando ela terminava de sentar sobre as bolas dele com o pau bem enterrado, se olhavam intensamente e se beijavam do mesmo jeito.
Ele segurava a bunda gostosa dela com as duas mãos, subia e descia devagar, ela fazia aquela cara de tesão de sempre, como se estivesse sendo queimada com um cigarro e não aguentasse a dor, ele penetrava o mais fundo que podia nela e a garota soltava um suspiro misturado com gemido, ele sorria e ela ria nervosa pelos próprios barulhos. Pegavam um ritmo, uns sons molhados baixinhos vinham de lá de baixo, se beijavam com paixão, ela mexia a cintura no ritmo e ele curtia, se olharam, ele não segurou o impulso.
— Só viram Netflix? — perguntou nervoso, ela parou por meio segundo, olhar apavorado, continuou pra tentar disfarçar.
— O quê? — perguntou se fazendo de sonsa.
— Ele me disse que Foram na sua casa — disse ele, nervoso, olhando para ela.
— Você falou com ele? Quando ele te contou? — perguntou na defensiva, deixou a pica dele dentro e parou de rebolhar, sem saber se pulava fora dali e encarava ele, ou pedia perdão.
— Não tô bravo — disse ele, encarando ela, nem ele sabia se aquilo era verdade.
Julián se ajeitou, pegou na bunda dela e enfiou a pica um pouco mais fundo de uma vez, ela se contorceu sem fazer barulho, sem desviar o olhar. Ele abriu a blusa dela devagar, passou as mãos por trás e soltou o sutiã, ela olhava fixo pra ele, tentando adivinhar o que ele tava pensando, apavorada, confusa, nervosa, triste, culpada, mas a buceta dela não deixava ela se concentrar. Julián começou a chupar os peitos dela, e ela se retorcia, queria fugir, empurrava ele fraquinho no peito e gemia baixinho, ele apertou as bundinhas gostosas dela e meteu forte duas vezes seguidas. Ela se perdia, estímulo demais, a boca deliciosa do namorado ia de um mamilo pro outro, as mãos dele apertavam com força a bunda dela e ele começava a acelerar, mexendo a cintura pra meter a pica, bom demais, pelo menos pros padrões dela.
Porque Julián não era exatamente o melhor amante, era um bom namorado, atencioso, bonitinho, cavalheiro, não esquecia uma data sequer e não passava um dia sem dizer que ela tava linda, bom, talvez naquele dia com toda essa treta, mas só naquele dia. Ele pagava tudo, sabe Deus que ele se virava sempre arrumando grana de um lado e de outro, dava flores pra ela às vezes sem motivo e nunca levantou a voz, mesmo puto. Era meio histérico e ciumento, mas qual adolescente não é? Como eu disse, um namorado excelente.
Só que na parte de amante ele deixava a desejar. Ela sempre pulava na pica dele até arrancar a alma, chupava a pica dele como uma campeã e nunca teve medo de foder em silêncio no quarto. Mas ele nunca tinha comido a buceta dela, quiçá o cu, não era exatamente o cara com mais resistência antes de gozar, ele não tinha a melhor piroca, era magro demais e quando ela montava, ele só se deixava levar, o que fazia naquele momento deixava ela louca em 2 minutos.
— Espera, espera — disse ela com os dentes batendo um pouco, ele chupava o mamilo direito dela e enfiava a piroca o mais fundo que podia ao mesmo tempo — Isso! Assim! — disse ela naturalmente e ele olhou pra ela com histeria sarcástica porque ela levantou a voz e os dois riram.
— Só viram Netflix? — perguntou ele e afundou o rosto no pescoço delicado da garota pra lamber.
— Só vimos Netflix, juro — mentiu desesperada entre os gemidos sexuais dela, ele enfiou a piroca com força, ela cravou as unhas nos antebraços dele.
— Tem certeza? — disse ele olhando com tesão, enfiou a piroca mais duas vezes e eles se contorceram — Você tem a chance de falar a verdade sem castigo agora, tá com sorte porque tô super tarado — disse ele conscientemente.
Ele deu tempo pra ela pensar, não quis pressionar, mas também não desviar a atenção falando de outra coisa, afundou o rosto no pescoço dela, segurava uma nádega com uma mão, penetrava devagar, mas fundo, e acariciava um peito com a outra mão, ele sabia que era demais, nunca tinha se esforçado tanto porque nunca sentiu necessidade, se sentiu idiota ao pensar naquilo na hora vendo como ela ficava.
— A gente se beijou — disse ela abraçando ele, encostando a bochecha na do namorado, não queria olhar pra ele.
Ele sentiu exatamente o mesmo que a Fany, um tiro no coração e a piroca dando um pulo.
Fany passava a língua desajeitadamente por cima da piroca do Julián, mesmo assim o garoto se contorcia um pouco e olhava pra ela animado, não existe boquete ruim, não importa o que te digam, não existe boquete ruim. E se ela tivesse visto a cara dele, teria rido, qualquer um teria rido, uma cara genuína de idiota tarado, com o sorriso de guy e tudo. Fany passava a língua nas bolas enormes dele e ele gemia honestamente, ela levantava o olhar. ao ver que ele levantava o rosto na direção da cabeceira da cama, ela se sentiu corajosa sem o olhar do garoto "em cima" dela.
— Eliza... Ela te chupou muito? — perguntou nervosa.
— Sim! — disse ele, enquanto ela passava a língua por todo o comprimento e ele a olhava sorrindo — Pra caralho, uns 20 minutos, um boquete daqueles, sério — falou sem pensar, não tinha certeza do que estava rolando, pisava em terreno minado e ganhava mais confiança a cada passo.
— Você gostou? Foi você quem pediu? — perguntou nervosa, começando a sentir prazer naquela tortura deliciosa.
— Adorei, ela chupa muito bem... engolia tudo.
Disse ele jogando uma pista, ela entendeu e finalmente parou de passar a língua só por fora e meteu de uma vez aquela pica na boca, ele se contorcia, olhava pra ela e acariciava a cabeça dela.
— Vocês se apalparam gostoso? — perguntou Julián olhando fixamente pra Eliza.
— Sim — disse ela nervosa, se olhavam fixamente, olhos bem abertos, era difícil se concentrar — Ele até enfiou as mãos por baixo da minha saia e segurou minha bunda com as duas mãos — completou buscando reação, sem saber o que esperar de verdade, tudo era confuso demais.
O jovem sentia a faca se cravando mais no peito e a pica prestes a explodir, começou a tirar desesperadamente a blusa da garota e ela deixava, jogou no chão, peitos de fora como Deus manda, sem nada atrapalhando, e ela arrancava a camisa dele, se desesperavam, ele saía de dentro dela e ficavam de pé, terminavam de se despir se olhando e sorrindo animados, nunca tinham ficado completamente pelados no quarto dele, perigoso demais, bom, era o que eles pensavam.
Ele a colocou violentamente de quatro, sempre com metade do corpo em cima da cama, joelhos no carpete e a bunda virada pra ele. Julián não se cansava da vista da bunda linda dela assim, nenhum homem hétero se cansaria, a bundinha pequena, redonda e gostosa da Eliza era um espetáculo naquela posição. Ele separou uma nádega desesperado e meteu a pica de uma vez, se deitou. sobre as costas dela, aproximando a boca no ouvido dela e lambendo a orelha superficialmente, enquanto mexia delicadamente os quadris penetrando ela.
—A gente tava se beijando no meu sofá da sala — ela dizia, ele beijava o pescoço dela — A gente se apalpou tudo… TUDO — ela enfatizou cheia de tesão.
—Você viu o pau dele? — perguntou nervoso e enfiou a rola de uma vez, dando a recompensa adiantada pra mina.
—Sim! — ela falou quase sem dar pra entender entre os gemidos — E ofereci um boquete pra ele — completou com maldade.
—Você falou isso pra ele?... puta.
Disse ele animado, os dois sentiram um arrepio gostoso, sempre é um pulo de fé chamar sua mina de "puta" pela primeira vez, essa foi a primeira vez deles.
—Sim, eu falei, ele tem uma piroca enorme, chupei ela toda — ela disse já de olhos fechados, além da razão, mesmo se quisesse, não teria conseguido calar a boca.
Julián lembrava do Mario pelado no vestiário, pensava com raiva e tesão misturados, como aquele pau era grande… Ela tava falando a verdade. Ele virou ela desesperado, ela cooperou, deitada na cama, levantando as pernas, pernas que ele pegou e colocou nos ombros dele, enquanto ele continuava de joelhos no tapete na frente dela, sacrificou a vista linda da bunda redonda dela pra olhar o rosto dela.
—Isso! Assim! Mais! — exigia Mario segurando a cabeça da Fany que tentava engolir o máximo que podia da rola dele.
—Coloca a camisinha — ela disse sorrindo pra ele.
—Não, chupa mais — ele falou com autoridade, ela olhou confusa pra ele, ele não era assim.
Mario pegou a cabeça da mina dele e a colocou de volta no trabalho oral, a mina se submetia, de algum jeito gostava, Mario nunca era assim, mas ela amava. Ele enfiava a rola na boca dela com gosto até ela engasgar, gemia fundo e adorava a vista da mina dele com a rola na boca, ela olhava pra ele de baixo.
—Ela sozinha me ofereceu o boquete, amou minha piroca e disse que eu tenho maior que o Julián — disse ele, olhando luxuriosamente nos olhos dela, e ela ia mais fundo, de algum jeito torto, ficava com tesão que o macho dela triunfasse sobre outro — Ela engoliu minha gozada — disse o adolescente, e a Fany deu uma chupada firme de cima pra baixo como recompensa pela declaração deliciosa, uma chupada forte, barulhenta e molhada, ele se contorceu, pronto pra dar mais, outra palmada — Ela até me pediu pra tirar fotos e vídeos — disse animado, ela se soltou com força do aperto dele, desesperada.
— Você tem eles? — perguntou, animada, confusa, furiosa, com tesão.
— Não, porque você mexe nas minhas coisas, sua louca ciumenta — ele disse, e riram — Ela que tem, ela pediu — completou rápido.
— Pede pra ela e me mostra — disse ela, sorrindo sem jeito — Pra gente rir, com certeza ela deve ser gostosa — completou rápido, rindo falso e obviamente mentindo, os dois sabiam.
— Só se você engolir minha gozada — ele disse, sorrindo malicioso.
— Gostou de chupar a pica dela, sua puta? — disse Julián com confiança e luxúria, segurando as pernas da mina dele e metendo de uma vez.
— Adorei o pau dela… — ela disse, se olharam — Ela tem maior que o seu — disse ela, sorrindo cruel.
Ele devolveu o sorriso e se deixou cair sobre ela, esticando as pernas, se apoiando nas pontas dos dedos no tapete, dobrando as pernas dela, deixando os joelhos da mina perto do próprio rosto e os dois rostos perto, se beijavam apaixonadamente.
— Você engoliu a gozada dela? — perguntou ele, animado.
— Chupa minha buceta — exigiu ela de repente, ele olhou confuso — Chupa minha buceta e eu conto tudo… TUDO — completou rápido, desafiando ele com o olhar.
Mario se levantou, pegando a mão da mina dele, ela engatinhava, ele sentiu uma onda de poder ao ver aquilo, parou, ofereceu o pau com a mão e ela pegou com uma mão e começou a chupar, ele tirou a mão dela com um movimento rápido, pegou as mãos da mina e colocou sobre a bunda firme dela, as mãos dele sobre a cabeça dela. e começou a foder a cara dela, devagar e delicado, mas também o mais fundo que conseguia.
Julián saiu de Eliza e se ajoelhou na frente da garota, ela sorriu com malícia, ele arqueou as costas pra alcançar com a cara a buceta linda da namorada e começou a lamber desesperado a virilha dela.
— Chupei a pica toda por um tempão — dizia Eliza se deliciando, abria as pernas o máximo que podia, curtindo a visão do cara ali embaixo — Lambi as bolas dele — falava, gemia e se contorcia quando Julián passava a língua no clitóris dela — Falei que queria engolir o leite dele, eu mesma falei — dizia olhando o homem satisfazê-la, ele sugava a buceta dela com força e ela se torcia — Chupei a rola até tirar o gozo dele — falou desesperada.
— Você engoliu o leite dele? — perguntou Julián desesperado, Eliza sorriu, pegou a cabeça dele e o devolveu pra buceta dela.
— Engoli toda a porra dele… Tinha um gosto nojento, mas fiz mesmo assim — disse ela olhando nos olhos do homem enquanto ele comia a buceta dela.
— Eu comi o cu e a buceta dela — dizia Julián indo até onde sabia que podia ir na garganta de Fany, ela se separava violentamente.
— Sério? Você gostou? — perguntou assombrada, olhando pra ele, ele a devolveu com força pro pau dele.
— Depois tirei a calcinha e fiz ele comer minha buceta… igual você agora — disse Eliza rindo um pouco, Julián sorriu nervoso lá de baixo.
— Sério? Então ele te viu toda pelada — perguntou nervoso Julián, Eliza pegou gentilmente a nuca dele e o afundou na buceta dela.
— Ela ficou de quatro pra eu comer o cu dela — disse Mario indo um pouco além do permitido, gemeu e Fany deu uma arcada escandalosa, respirava histericamente, olhou pra ele, quase disse algo, ele enfiou a pica na boca dela de novo.
— Coloquei toda minha bunda linda na cara dele, ele lambia bem safado entre as nádegas.
Dizia Eliza de olhos fechados, só curtindo, igual ao Mario, os dois aproveitando a chupação oral dos parceiros, perdidos, mais. Além da razão, do pudor ou da gentileza com seus parceiros, contando com todos os detalhes do que aconteceu, sentindo o orgasmo cada vez mais perto, curtindo torturar seus parceiros e ser egoisticamente satisfeitos.
“O cara tava com a cara bem enfiada no meio da minha bunda”
“Adorei ter a bunda dele na minha cara, e ela tinha um gostinho delicioso entre as nádegas”
“Me deu um orgasmo só de lambidas”
“Até as pernas tremeram enquanto eu lambia a buceta dele”
“Ele encheu minha cara de porra no final”
“Joguei toda a minha gozada na cara daquela putinha no final”
Eles contavam e contavam, seus parceiros só ouviam e se esforçavam para agradá-los, sabendo-se submissos, curtindo aquilo, querendo ouvir mais, sem interromper mais, em muito pouco tempo aprenderam que eles responderiam a todas as suas perguntas sem que eles as fizessem, contanto que não parassem, sofrendo, curtindo, desejando.
1 comentários - Fany, a corna. Cap 2.