Capítulo 8: Minha Prima, Mara 3

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hiphop911ok

Se você não leu "Minha prima, Mara: O caminho da tentação", não continue...

Deixo o oitavo capítulo completo da terceira parte da história. Sempre estará sujeito a alguma revisão final, então pode ter algum acréscimo depois e correções.

Mas a ideia principal do capítulo está lá.

Abraços!!

PS: Não vou postar todos, hein... Só faço isso pela espera que tá longa hehe

Tô quase chegando nos 40 capítulos. Falta pouco já...

CAPÍTULO VIII

O olhar de tristeza e desânimo que ela carregava me deu muita pena.
Não era dó. Claro que não. Mas me tocou.
Acho que por um momento, deixei de lado a raiva que tava sentindo porque me impactou vê-la assim.
Não me veio outra coisa a não ser abraçá-la.
Não precisava de palavras.
Claro que ela deixou eu fazer isso e me apertou forte com os braços.
Percebi um suspiro enorme da parte dela. Senti como se ela não quisesse se soltar.
EU: Fica tranquila! – falei enquanto a acolhia.
Sentia o peso do corpo todo dela sobre o meu. O cheiro tão característico do cabelo dela, também.
A respiração dela parecia meio sofrida. Como quando você tá fungando.
E apesar de ter uns peitões enormes, dava pra sentir o batimento acelerado do coração dela.
MAR: Queria que você se apaixonasse por mim de novo. – falou com a cabeça apoiada no meu ombro.
Cada coisa que ela dizia me fazia sentir um merda.
Era óbvio que podia rolar algo assim.
Quem me mandou? Deus...
Não sabia o que dizer pra ela.
Provavelmente, se nossa briga tivesse sido por qualquer outro motivo, agora a gente estaria se rolando numa cama ou sofá ou em qualquer lugar, navegando num mar de reconciliação.
Mas não era o caso.
E mesmo que, às vezes, eu sentisse vontade de abraçar ela e acolher, logo vinham lembranças daquela noite fatídica.
EU: Acho que tenho que ir, Mar, já... – falei calmo.
Ela me olhou com aqueles olhos verdes.
Tinham uma profundidade tão enorme quanto o oceano Atlântico.
Os lábios dela... tremiam, igual quando você faz força pra segurar algo que tá prestes a sair.
Eu me dobrava no meio…
EU: Um rostinho tão lindo como o seu não merece ficar assim… — falei apertando o nariz dela com a mão.
Sempre fazia isso. Ou beliscava as maçãs do rosto dela.
Ela riu, meio emocionada.
Mas não sei se o que eu falava adiantava muito.
Eu fazia o que vinha na hora. Não sei se por costume ou por outra coisa.
Mas não conseguia ser tão duro com ela.
E aí ela disse algo que me deu um aperto no peito.
MAR: Você me dá um beijo? — exclamou com tanta tristeza nos olhos que me doía respirar.
Ela tava vermelha, não sei se pelas lágrimas que escorriam ou pelo calor do momento.
Engoli seco.
EU: Não é assim que funciona, Mar. — falei tentando ser gentil.
MAR: Só um… Você não faz ideia do quanto… eu sinto sua falta… — disse quase chorando.
Eu olhava pra ela. Não sabia o que fazer, de verdade.
Claramente não sentia mais aquele tesão doido que tinha por ela antes.
Mas no fundo, bem lá no fundo, eu duvidava. E me odiava por isso.
Também não queria criar falsas expectativas.
EU: Não quero que você… — ela me interrompeu. Ia dizer que não queria que ela se confundisse.
MAR: Não me fala nada… Só quero isso… — e se aproximou de mim, olhando pra baixo.
Dava pra sentir a tensão nos músculos do rosto dela.
Era ela, Mara.
Não sei o que me fez fazer aquilo, mas resolvi dar o que ela queria.
Com a mão direita, segurei o rosto dela e puxei pra perto de mim.
Fiz devagar.
Quase na mesma hora, ela me abraçou.
Não foi um beijo de paixão ou de luxúria.
Ela se agarrou na minha boca com muita ternura.
Tentei não pensar em nada. Só fechei os olhos.
Quando a boca dela encaixou na minha, senti uma certa nostalgia.
Os peitos dela apertaram contra o meu peito e deixaram eu sentir como o coração dela batia rápido.
Ela fechou os olhos e me beijou com tudo que tinha.
Ninguém na face da terra poderia dizer que não gosta de um beijo de uma mina como a Mara. Nunca.
A respiração tava mais ofegante do que nunca.
Ela enfiou a língua até minha faringe.
“Oomm mm chuik”, se ouvia.
De novo, a gente tava se beijando.
Ela suspirava como na primeira vez que a gente fez.
Abri os olhos por um momento e vi como os dela, fechados, deixavam escapar uma ou outra lágrima.
Tava errado o que eu tava fazendo. Muito errado.
Mas como muitas vezes, não sabia mais o que fazer.
Não sei se foi o momento ou o quê, mas senti, na minha área baixa, um tipo de excitação.
Afinal, a Mara é uma gostosa. E qualquer um ia ficar duro se tivesse no meu lugar.
Ficamos assim por uns meio minuto.
Quando de novo, flashes daquela noite invadiram minha cabeça.
Ela contra a porta do chuveiro ou no chão, enfiando a pica do Franco no pelo.
Era uma tortura sem fim.
Parei de beijar ela.
Não dava pra continuar.
Me desgrudei dela.
EU: Não consigo, me desculpa…
Ela se apoiou em mim, respirando pesado.
Tava com todo o gosto da boca dela impregnado em mim.
MAR: Tá de boa, eu precisava disso… demais…
Eu não queria ser grosso com ela. Pelo menos não sendo cruel.
Mas alguma coisa não me deixava. Não conseguia fazer ela se sentir mal de propósito.
Não entendo o que tava rolando comigo.
Talvez outra pessoa, no meu lugar, fosse mais agressivo, sem coração. Mas comigo não era assim com ela, apesar de tudo. Queria fugir.
MAR: Gostei muito… Ninguém na minha vida inteira me beijou como você… – Ela disse com olhinhos de cachorro molhado.
Tava muito linda, pra ser sincero.
Não sei o que ia rolar se eu ficasse mais tempo.
Nem queria descobrir.
Embora toda vez que lembro daquela noite de merda, tudo desmorona.
EU: Eu também… Você sabe… – Falei como dava.
Ela sorriu pra mim.
Quando naquele momento, lembrei que não tinha trazido meu remédio.
EU: Ah, que idiota! –
MAR: O que foi? – Ela perguntou, estranhando. Já não tava me abraçando, mas tinha uma mão na minha cintura.
EU: Tinha que tomar o remédio há 40 minutos…
MAR: Uhhh… Toma logo!
EU: Deixei em casa… – Respondi com uma cara de “sou um otário”.
Na hora ela colocou Cara de "não quero que você vá".
A gente ficou se olhando por uns segundos.
Fiz uma careta de lado e toquei o queixo dela de leve com meu punho.
Esses gestos saíam de mim automaticamente. Sem pensar.
Já faziam parte do meu jeito de ser. Acho.
MAR: Bom... Outro dia a gente se vê, quer?
Ai, Deus...
Tinha que ir embora logo, antes de fazer algo que pudesse me arrepender.
EU: Fechou, a gente se fala...
Enquanto andava, senti na minha virilha que ainda tava meio duro por causa do beijo.
Mas sentia uma espécie de cansaço no peito.
Não acho que por ter tomado o remédio uma vez 1 hora atrasado, fosse me causar um problema.
Não?
Mas sentia uma pressão... Não quis me agarrar na frente dela, mas doía um pouco...
Ela me acompanhou até o portão dos fundos, com o controle da cerca elétrica.
De novo, tava saindo da casa dela. Só que dessa vez, em condições bem melhores.
Eu ia entrar no carro.
MAR: Gostei muito de você ter vindo... Pena que não fica pra comer.
EU: Na próxima! – Falei baixinho.
MAR: Quando você quiser... – Disse com um sorriso de orelha a orelha.
Não respondi, só concordei com a cabeça.
Não queria que ela pensasse que isso ia virar rotina. Não era justo.
Se eu não me importasse com nada, ficaria com a Mara. A noite tava convidativa.
Mas além de não estar a fim de fazer isso agora, por razões óbvias, também não era tão sem coração pra me aproveitar dela.
Me inclinei pra me despedir.
Ela me deu um beijo na bochecha, roçando meu lábio.
“Mmmuack” fez com a voz.
MAR: Depois queria te contar uma coisa...
Parei.
EU: Que coisa?
MAR: É uma bobagem, depois te conto numa boa... Vai que você precisa tomar o remédio.
EU: Tem certeza?
MAR: Sim, sim... Se não for dormir, te conto pelo whats...
EU: Beleza, fechou. – Dei um sorriso de despedida de novo e entrei no carro.
Ela abriu o portão e eu saí, buzinando pra ela.
Falei comigo mesmo: “pra que diabos eu fui...”.
É verdade que amei ela loucamente, mas não era justo pra ela que essas coisas acontecessem.
Eu ainda a queria, mas toda vez que via ela, sentia que uma montanha de sensações ruins caía sobre mim.
Outras vezes, ao vê-la, dava vontade de meter nela. Em qualquer lugar e a toda hora.
Agora não era assim.
E não achava que fosse certo continuar falando com ela ou vendo ela.
Mas, ao mesmo tempo, não conseguia cortar de vez. Algo não me deixava fazer isso. Não conseguia fazer algo que magoasse ela.
Acho que deve ser por tudo que vivemos. Sei lá.
E meu pau parecia querer contribuir pra minha confusão...

Cheguei em casa com aquele gosto ruim na boca.
Ainda sentia o gosto da saliva dela na minha boca.
Claro que não me desagradava, mas toda vez que ela tava perto, minha mente me atacava com imagens que queria esquecer.

Tomei o remédio e mandei mensagem pra Mara que já tinha chegado.

EU: Cheguei, desculpa ter saído assim! Mais otário impossível 🤦‍♂️
MAR: 😊
MAR: De boa, me fez bem te ver um pouco e falar de algumas coisas…
EU: Que bom…
EU: No final nem vimos o filme kkk
MAR: Não, coitado do Arsenio kkkk
EU: 🤣
MAR: Jeje
MAR: O que eu ia te contar… Espero que não fique bravo 😔

Verdade! Ela ia me contar algo.
Fiquei me perguntando o que era tanto mistério.

EU: Fala, pode falar!

Não tava com muita fome, então fui deitar assim mesmo.
Tava indo pro quarto, com o celular na mão.

MAR: Não sabia o que fazer, espero que não te incomode
EU: O que kkk
MAR: Franco me mandou mensagem umas vezes… Ficou sabendo que a gente…
MAR: Isso…
MAR: E cansei de falar que não queria papo com ele nem nada, mas como ele insistia, falei que a gente tava junto…

Como assim?
Eu sabia que aquele urubu tava rondando ela, mas tinha esquecido completamente dele.
Fiquei gelado quando li isso.

EU: Te incomoda?
MAR: Não, agora não… Desde que falei isso, ele não me procurou mais. Problema resolvido! jeje
MAR: Te incomoda?
EU: Não, de boa…

Era lógico que isso ia acontecer.
Consequências…
Agora, não sei quanto tempo essa mentira vai durar, pensei.
Uma hora ela ia perceber.

MAR: Bom, obrigada ☺
EU: De nada! E come alguma coisa, que você tá magrinha kkk
MAR: Kkkk ia dormir assim 😳
EU: Eu também! Mas não fica sem comer…
MAR: Com o beijo que você me deu, já me basta por hoje 🤗
Uff…
Fiquei olhando pro celular com cara de “sabia”.
Falsas ilusões… Nunca quis que ela pensasse isso.
Reconheço que gostei do beijo dela. Mas se eu dissesse que tava pensando numa possível reconciliação, no futuro, seria um mentiroso contumaz.
Fiquei parado. Pensando no que responder.
Mas ela foi mais rápida.
MAR: Desculpa, não liga pra mim. Foi mó cringe kkk
EU: Kkk
EU: Se aquele babaca te incomodar, me avisa!
Saiu natural falar isso.
Pra pelo menos ela não sentir como uma rejeição.
MAR: Acho que não, mas beleza, pode ser!
MAR: Valeu ❤
EU: De nada!
EU: A gente se fala, beijos!
MAR: Beijinhos, te amo!
MAR: 😘😘
De novo aquela pontada…
O que tava rolando comigo?
Eu tava me recuperando bem…
“Eu também” respondi e parei de escrever.
Espero que não dê mais nenhum problema pra mim. Que a situação com o tratamento não tenha complicado.
Mas naquele dia, várias vezes, senti aquela dor… É uma merda…
Fiquei enrolando com o celular, vendo vídeos na maior parte.
Não sabia o que pensar daquela noite, sinceramente. Minha vida era um caos e eu não sabia pra que lado correr.
Acho que acabei dormindo em algum momento.
De madrugada acordei, com tudo ligado.
Já não sentia mais aquela fadiga no peito.
Fui ao banheiro, tomei água e comi alguma coisa.
A fossa volta uma hora ou outra, né.
Tava apoiado na pia comendo um filé de frango frio, quando vi que no Facebook tinha um pedido de amizade.
Admito que a primeira coisa que pensei foi “Sabrina?”.
Mesmo achando impossível. Por que ela faria isso?
Mas não era ela.
Era a “Sofía Machado”, uma ex-colega do colégio.
Me surpreendi bastante.
Principalmente porque o pedido de amizade foi enviado perto da meia-noite.
Lembro que ela era uma garota muito, mas muito gostosa.
Naquela época, todos os olhos estavam na Mara, mas ela era linda também.
Loira quase transparente, olhos azuis. Mas azuis de verdade.
Fazia mil anos que não falava com ela. Aliás, duvidava se a última vez tinha sido na nossa festa de formatura, hehe.
Aceitei e entrei no perfil dela pra ver como tava a vida dela.
Ela quase sumiu depois da formatura.
Não tinha muita atividade. Parece que não era muito fã de redes sociais.
Mas tinha muitas fotos.
Uma em particular chamou minha atenção.
Ela tava de biquíni, na praia.
Era um verde, pequenininho.
Não lembrava que ela era tão alta…
O cabelo loiro, meio cacheado, era tão comprido quanto o da Mara. Talvez um pouco menos, mas bem longo.
E o corpo dela bem proporcionado.
Quase como a Lorena, talvez.
Linda, pra falar a verdade…
Sem dúvida, o passar dos anos foi bom pra ela.
Também percebi que ela tinha pouquíssimos ex-colegas no face.
Três, contando comigo.
Senti que alguém vinha.
Era meu irmão, Mike.
MIK: Era você o rato que eu tava ouvindo…
EU: Olha ele, mano… Mais respeito que sou o mais velho. Vou te dar um tapa!
MIK: Você não bate em ninguém, otário…
Ele me fez rir.
Que mano de merda…
EU: Bateu a fome?
MIK: Demais kkk sobrou alguma coisa ou você comeu tudo?
EU: Sim, tem…
Ia abrir a geladeira.
EU: Onde cê vai?
MIK: Sai, praga…
EU: Me pede licença, putinha kkk
Começamos a brigar. Claramente na zoeira.
EU: Não, sabe que não…
Não deixava ele passar.
MIK: Usa a palavra: boceta da sua irmã… Ele riu.
O filho da puta, vendo que não conseguia passar, tirou o pedaço de bife que eu tinha na mão.
EU: Ei, o que cê tá fazendo? kkk
MIK: Tomou no cu com o bife, por otário! E foi andando pro quarto dele, fazendo careta igual o Mayweather.
Era engraçado demais pra eu ficar puto.
Lavei as mãos e fui pro quarto.
Quando senti o verdadeiro terror.
Olhando o celular, notei que sem querer tinha dado “curtir” na foto da Sofia.
Não podia ser mais idiota.
Foi na briga, com certeza.
E agora?
Era só um like. Mas logo depois que adicionei? Ficou como um cu.
Já era, vou tirar, falei pra mim mesmo.
E tirei.
Antes de fazer mais merda, fui dormir.

Dias…
Passaram alguns, onde fiquei focado em me recuperar.
Treinei pra caralho, fui no médico e trabalhei de casa.
Mas o mais importante, talvez, foi que a senhora que alugava o chalé que eu tinha gostado me ligou.
Não sei se foi coincidência da vida ou o quê, mas acabou que ela era conhecida da minha avó.
“Que mundo pequeno”, pensei na hora.
Elas se conheciam do clube de idosos…
Bom, ela me falou um pouco sobre a casa e contou que nos próximos três meses ia passar na casa dela na praia, com os netos.
Mas como a casa tava vazia, me fez uma oferta impossível de recusar.
Claro, ajudou o fato de eu ser neto da minha avó…
Senão, não teria sido possível. Mas ela propôs eu entrar sem caução, pagando só os meses que eu morasse lá e, se eu gostasse, quando ela voltasse, a gente fazia um contrato.
Achei uma ideia genial.
Excelente, diria.
O que eu tinha visto nas fotos me encantou.
A gente conversou um tempão e combinamos que naquela tarde eu iria ver a casa.
O aluguel era bem acessível e não precisava mobiliar. Pelo menos não muito.
Acho que era uma boa hora pra me mudar sozinho.
Lembro que fiquei muito ansioso até chegar a hora.
Contei pra minha velha e ela ficou pasma com a possibilidade de eu sair.
Tipo, ela ficou feliz, mas ficou.
Embora eu praticamente passasse o tempo todo com a Mara, nunca “me mudei” de vez.
Antes de sair, vi que no celular tinha uma mensagem dela.
“Oi 😊”
Uns dias tinham passado e eu não tinha respondido.
Claro que pensei no que rolou na casa dela.
Como não pensar?
Mas não falei com ela..
EU: Oi!
EU: Como cê tá??
Enquanto isso, me trocava pra sair.
Queria causar uma boa impressão na Sra.
MAR: Bem, em casa e você?
EU: Tô saindo agora haha
MAR: Ah, beleza! Sem problema 😊
EU: Não de boa kkkk
EU: Vou ver um apê pra alugar 😀
MAR: Sério?
EU: Sim sim, na verdade uma casinha, pequenininha.
EU: Já tô na hora de ter meu espaço.
Demorou um pouco pra responder.
Muitas vezes a gente tinha procurado apartamentos pra alugar juntos.
Era uma das nossas metas num momento.
Agora a gente tava separado e eu tava procurando um pra mim.
Uma vez, a gente quase fez isso, mas os tios convenceram a gente a morar lá, já que eles quase nunca estavam e achavam um desperdício a gente pagar aluguel.
MAR: Que legal! Fico muito feliz!
Meu inconsciente me traiu de novo.
Mais uma vez.
EU: Quer ir comigo ver ele?
Por que eu falei isso?
Por que eu fazia essas merdas? Parecia idiota…
Já era tarde pra me arrepender.
MAR: Você gostaria que eu fosse?
Agora eu tinha que diminuir a importância.
EU: Sim, se você não tiver nada pra fazer, vamos…
MAR: Tô mó largada kkkkk
EU: Logo você? Não acredito…
MAR: 😊
MAR: Daqui a 5 minutos tô aí
O mundo conspirava pra que tudo que eu falasse pra ela fosse bonito. Pra parecer que eu sempre pensava nela.
Prometi pra mim mesmo não criar nenhum tipo de situação dessa vez.
A gente tinha que se acostumar com essa nova fase. Não fazia mal.
Esperei uns minutos pra dar tempo dela se trocar.
Vesti minha jaqueta de couro preta e fui pra lá.
Tava tão empolgado com a casa, que nem pensava em outra coisa.
A gente morava muito perto, então avisei que tava saindo pra casa dela e que já já chegava.
Quando cheguei, ela já tava na porta, do lado de dentro, esperando.
Ainda bem que tava largada…
Tava com uma jeans azul claro desgastada, apertada na cintura, sem cinto. Uma regatinha branca justa, que fazia os peitões dela aparecerem, e uma jaquetinha de couro, igual a minha.
Muito gostosa ela tinha se arrumado. Simples, mas gostosa.
O cabelo, tão liso como se tivesse passado dias alisando.
Fiquei olhando pra ela até ela subir, óbvio.
Travei na hora de cumprimentar.
Sempre tão provocante…
“Oi” ela disse, toda sorridente.
Admito que me Me deixou deslumbrado. É.
Mas logo voltei à realidade.
"Oi, como você tá linda" falei, mais por educação que outra coisa.
MAR: Obrigada... Você também...
Já tinha ficado nervoso.
Era complicado manter a sanidade e a postura com uma mina como ela.
De verdade. Te fazia tremer as pernas a figura tão imponente dela. Tão gostosa.
E me lembrou uma das primeiras vezes que saí com ela. Que fui buscá-la na casa de uma amiga dela na Capital...
Partimos.
Eu não falava uma palavra.
MAR: Você fez alguma coisa no interior? — Perguntou surpresa pelo brilho e renovação do carro.
EU: Haha, eu não! O Mike que tava usando...
MAR: Parece bom... Bem Michael haha
EU: De algum jeito ele tem que pagar pra usar a nave haha
Sempre enchia o saco dela com o carro.
Claro que não se comparava com um zero ou de outra categoria.
Mas o Fiat é história, cultura... E ela sempre viu assim. Principalmente por causa do nosso avô.
Carinhosamente ela chamava de "a máquina", em homenagem a ele, que teve um Fiat Duna SCL, branco, de 1993, que chamava assim e que carregava milhares de histórias na nossa família.
Como sentia falta do velho... E ainda mais numa época como essa, tão triste pra mim.
Enfim, falando sobre ele, chegamos na casa da Dona Elba, a proprietária.
MAR: É essa? — Perguntou surpresa.
Até agora ela não falou nada sobre os planos que a gente tinha feito antes.
EU: Sim, parece maior que na foto...
Tinha um portão de correr num lado pra entrar um carro.
A frente era enorme. Talvez por dentro não fosse tão fundo, digamos. Porque senão não bateria com as fotos.
À primeira vista, me impactou pra caralho.Capítulo 8: Minha Prima, Mara 3MAR: A frente é gigante kkk
EU: Pois é…
Subimos o carro na calçada e descemos.
Não parecia ter muito fundo, isso sim.
Mas também não tava muito interessado.
EU: Parece tipo um quintalão, né?
MAR: Kkk sim…
Ela olhava. Parecia que tinha gostado também.
EU: Vamos ver como é por dentro, mas tem banheiro, cozinha, sala e um quarto.
MAR: Parece bonito.
A senhora saiu pra nos receber.
Acho que ela confiou ainda mais ao me ver com uma mina.
Sorriu e nos fez entrar com um cumprimento carinhoso.
Mara olhava tudo, parecia que era ela quem ia se mudar.
Era como eu imaginava.
A casa era de frente larga, mas não tão funda, mesmo assim dava pra duas pessoas viverem bem confortáveis.
O fundo não era tão pequeno e tava coberto de grama, bem verdinha.
Uma churrasqueira bonita decorava uma das paredes.
Tinha tudo e cada metro de espaço era bem aproveitado.
O quarto era grande. Tinha uma cama de casal, uma TV de LED de pelo menos 40 polegadas,
A sala não era muito espaçosa, mas tinha lugar suficiente pra uns sofás que cabiam umas seis ou sete pessoas de boa.
O banheiro, bem moderno. Chuveiro com banheira e box de vidro. Visivelmente maior que o banheiro comum da casa da Mara.
Na hora, ela me deu a aprovação com o olhar. Principalmente pelo preço que a dona tinha me passado.
ELB: Olha, esse fim de semana vou viajar com a galera… Se quiser, já pode trazer suas coisas. Aluga assim como está…
Olhei pra Mara, que sorria de lado.
EU: Não me deixa muita escolha com uma proposta dessas. – Falei na maior boa vontade.
ELB: Bom… Aqui estão as chaves…
Juro que não acreditei.
Já tinha um lugar pra morar sozinho!
Quando peguei as chaves, senti um bem-estar que não consigo explicar.
Aproveitei cada microssegundo segurando aquele chaveiro.
Olhei pra Mara e ela me deu um sorriso.
Ficava feliz por um lado, mas sinto que por outro, algo passava pela cabeça dela.
EU: Bom, tenho que te pagar agora, né kkk Me transfere pra essa conta, do um ao quatro e já era… Fica tranquila.
Muito educada a mulher.
EU: Ok, mil obrigado por tudo…
ELA: Não, vocês aí, que aproveitem…
Com certeza ela achou que era minha namorada e que a gente ia morar junto lá.
Preferi não falar nada sobre isso. Dessa vez não, haha.
A gente conversou por mais uns minutos e depois subimos no carro pra ir embora.
A Mara tava com um olhar meio triste.
Não tinha pensado que aquele comentário podia incomodar ela. Porque desde que ouviu, ficou assim.
Me veio a ideia de agradecer por ela ter vindo comigo.
EU: Te convido pra tomar um sorvete… — falei olhando nos olhos dela.
Ela me devolveu o olhar meio tímida.
MARA: Te acompanhei na moral, hein, não precisa sair comigo pra me pagar… — respondeu de boa, mas com um certo ressentimento na voz.
EU: Beleza, sem problema… — falei pra não dar mais importância.
MARA: Não falei que não quero… Só que você não precisa ser gentil comigo, não me deve nada.
Me surpreendi com a reação dela, mesmo não tendo sido grossa.
Talvez ela achou que eu me sentia na obrigação de fazer algo por ela, por causa das circunstâncias atuais.
EU: Não tô te vendendo nada… Pela sua boa vontade hoje, me deu na telha te perguntar se queria ir tomar algo, como amigos, só isso…
MARA: Ok… Assim sim, bora! — e sorriu de lado.
Talvez ela se sentiu desconfortável por um momento.
Como se eu “devesse convidar ela por obrigação”.
E nada a ver. Era só um gesto com alguém que conheço há muito tempo.
Esclarecido o mal-entendido, a gente procurou onde parar.
Tinha bastante lugar numa sorveteria conhecida.
Estacionamos na porta e nos preparamos pra descer.
Já não lembro quando foi a última vez que a gente tinha saído.
Esperei ela descer e caminhamos lado a lado até uma das mesas.
De vez em quando meu olhar escapava pra ela.
Tava muito gostosa. Sério.
Mesmo tentando evitar.
Apoiei o celular na mesa e peguei o cardápio.
Eu já sabia qual ela ia pedir, só esperava ela falar.
EU: Faz mó tempão não vínhamos… — falei olhando pro lugar.
MAR: É, acho que desde antes da Covid.
EU: Verdade… Bom, pra mim uma taça gelada de morango com creme e granizado, com uma cereja…
Ela fez uma careta de lado.
Eu ia pedir o de sempre, mas tinha uns sabores novos e tava pensando.
Depois de uns segundos, olhei pra Mara pra perguntar sobre um que não fazia ideia.
Ela tava com uma cara de bunda terrível…
O que será que aconteceu? — me perguntei.
Há instantes tava bem. Não 100% feliz, mas nada a ver com agora.
EU: Aconteceu alguma coisa? — perguntei.
Ela não respondeu.
A moça veio e eu falei os sabores de sorvete que queríamos.
EU: Ei! — falei suave.
MAR: Nada… Chegou uma mensagem tua no Face. — disse olhando pro lado.
Achei estranho.
Uma mensagem no Face?
E ainda por cima, o que poderia ser pra deixar ela assim?
Surpreso, peguei o celular e fui ver.
Era uma mensagem da Sofia.
“Oi, Johnny, quanto tempo!! Como cê tá?? Pra você os anos não passam, hein hehe”.
Fiquei paralisado.
A verdade é que foi uma surpresa ela me escrever.
Também não tava dizendo nada demais. Ou será que tava?
Olhei pra Mara e falei:
EU: Lembra da Sofia Machado, do colégio?
MAR: Sei quem é… — falou irritada. A cara de cu que ela tava.
EU: É ela, tinha sumido kkk. Me adicionou outro dia.
MAR: É, tô vendo…
Continuava irritada.
EU: O que foi, Mar?
MAR: Nada… Cê tem razão, não é da minha conta o que cê faz. Às vezes esqueço que não estamos mais juntos.
A coisa já começava a ficar estranha de novo.
EU: Tudo bem…
MAR: Ela é gostosa… Tá tudo certo.
EU: Só me adicionou no Face, nada mais…
Algo tava incomodando ela.
Era muito estranho ela ficar puta porque uma ex-colega falou comigo.
MAR: Cê tá requisitado ultimamente kkk
Que clima estranho.
Não esperava justo dela uma cena de ciúmes.
Qualquer um diria que eu é que seria o ciumento, com uma mina tão gostosa que nem a Mara.
Desde que sentamos, vários caras que passaram olharam pra ela.
EU: Nada a ver… Além disso, te Acordei como era a Sofia... Mais anti, haha.
Ia me falar algo, mas se calou.
Percebi na cara dela.
EU: O quê?
MAR: Nada... — falou olhando pro lado.
Tava escondendo alguma coisa.
EU: Me fala... o que foi?
MAR: Não tenho que me meter na sua vida. Já foi, não é nada.
EU: Não tá se metendo, eu que tô perguntando... O que foi?
MAR: Ela sempre gostou de você... Não sabia?
Arregalei os olho que nem um otário.
Como? A Sofia?
EU: Cê tá doida, hein... haha
MAR: Sério! Por que eu mentiria? — Pareceu falar com muita credibilidade na cara.
EU: Haha E como cê sabe disso? Vamos ver...
Trouxeram os sorvetes.
Agradecemos a mina e esperei a resposta dela.
Não podia ser verdade aquilo. Certeza que tava bolada ou com ciúme.
Era muito estranho.
MAR: Porque ela falou pra gente anos atrás...
Fiquei duro.
EU: Como?
MAR: É... Ela falou que cê gostava dela, no colégio.
EU: Nunca me falou... Nem você pra mim.
MAR: Você já tinha namoradinha ou sei lá o que era... Não ia te falar, e ela pediu pra mim e pras minas não contar.
Porra.
Que revelação...
EU: Também não me falou depois... Com o tempo...
MAR: Verdade, nem lembrava disso. Foi há mil anos, sei lá.
Que surpresa!
Eu tava com uma mina na época.
Mas se eu soubesse que a Sofia gostava de mim...
Mesmo assim, me surpreendia ela ter ciúme de alguém que não via há anos e não de quem eu tive e que fez parte de toda a treta.
Bom, podia ser também.
Mas qualquer outra pessoa não devia significar nada perto do que rolou com a Sabrina.
Percebia a Mara desconfortável.
Fazia careta como se quisesse me falar mil coisas, mas não falava.
Não foi um rolê muito agradável.
Terminamos os sorvetes mudando de assunto e tal, mas era nítido o desconforto.
Na volta, quase não abriu a boca.
Falei com ela algumas vezes, mas tava emburrada e preferi não encher mais o saco.
Me agradeceu pelo sorvete, isso sim.
Mas foi a única coisa que fez na viagem toda.
Definitivamente, não ia rolar um trisal. Um relacionamento assim com ela. Claramente, as coisas não iam rolar daquele jeito.
Ela me cumprimentou numa boa, mas os olhos dela diziam outra coisa. Eu a conhecia.
"Valeu pelo sorvete e parabéns pelo apê", falou quando desceu.
Fiquei com um gosto amargo.
Não dava pra sair com ela de novo, era óbvio.
Foi aí que eu soube que não ia repetir aquilo...
Não era bom pra nenhum de nós dois. E isso, no fundo, me deixava muito triste.
Esperei ela entrar.
Me deu uma certa pena ver a imagem dela sumindo do meu campo de visão.
Aquela gostosa, aquela pessoa incrível, já tinha sido, um dia, a mulher mais importante da minha vida.
Que final trágico que tudo teve. Sem dúvida nenhuma.
Fui embora mal. Muito puto.
Quando cheguei em casa, fiquei um tempão matutando.
Só quando minha mãe chegou é que consegui me distrair um pouco.
Nem vontade de responder a Sofia eu tive.
Ao ouvir que minha mãe tinha entrado, desci pra contar a novidade.
Ela levou numa boa.
Principalmente, considerando que dois dos meus outros irmãos iam continuar morando lá, sem planos de sair tão cedo.
Ela fez uns mates e a gente conversou um pouco.
Mais sobre o que tinha rolado comigo.
A única preocupação dela comigo saindo de casa era que acontecesse alguma coisa comigo estando sozinho.
Eu não achava que pudesse acontecer mais nada. Era impossível...
Os estudos estavam indo bem e eu me sentia cada vez melhor.
Ela também perguntou sobre a Mara, mas preferi não tocar nesse assunto.
Depois meus irmãos chegaram e eu convidei eles pra umas pizzas, pra comemorar, hehe.
Enfim, me esqueci por um tempo do que tinha acontecido.
Aí sim, respondi a Sofia.
"E aí, Sofi?
Sim, passou uma porrada de tempo!!
Pra você também o tempo não passou, hehe."
Juro que a última frase não foi pra dar em cima.
Simplesmente, escrevi aquilo.
Fiquei vendo TV e foi ficando tarde. O sono começava a tomar conta do meu corpo.
Mas perto da meia-noite, quando eu tava quase apagando, a Mara me escreveu de novo.
Não me incomodava que ela fizesse isso, mas me fodia não conseguir fazer nada pra que tudo voltasse a ser como antes.
Já ao abrir a mensagem dava pra sentir a amargura que ela trazia.
“Tô com saudade 😔” dizia.
Não gostava daquilo.
Primeiro por ela e, segundo, por mim.
Algo dentro de mim se quebrava.
O problema é que eu não conseguia falar normal com ela, dizer coisas bonitas, fazer ela rir como antes.
E se isso não acontecesse, ela não ia se sentir melhor.
EU: 😊
EU: O que cê tá fazendo
Me saiu escrever assim.
MAR: Nada, tava pensando em você… Tô com muita saudade…
MAR: Desculpa se te incomoda eu falar isso, mas não aguento mais essa situação.
Ela tava mais triste do que eu imaginava.
Não parava de amaldiçoar a hora que decidimos sair do nosso caminho.
EU: Também pensei em você hoje…
MAR: Sério?
EU: Sim… Sempre penso em tudo.
MAR: Eu não penso em tudo… A única coisa que me mata é ficar sem você 😔
Doía muito tudo aquilo.
EU: Isso a gente já conversou, Mar… Pra mim também é difícil
MAR: Vejo que você tá tocando sua vida, mais ou menos normal…
MAR: Eu desde que acordo até deitar, não paro de sentir sua falta…
MAR: Dos seus beijos, seus carinhos, suas mensagens…
Que merda.
Não dava pra continuar assim.
O que eu respondia?
O que eu colocava sem mentir? Sem enganar ela?
EU: Cê acha que pra mim é fácil te ver e não querer fazer o mesmo?
EU: Cê acha que pra mim é mole? Que não deu vontade de te abraçar e te beijar quando outro dia eu tava na sua casa?
MAR: Deu vontade de me beijar? 😳
EU: Sim, no fundo e, apesar de tudo que rolou, por um momento eu quase fiz isso, antes de você pedir…
EU: Mas não consigo tirar da cabeça aquelas imagens suas, no chuveiro, no chão, contra a parede… Não consigo.
EU: E toda vez que isso acontece, me dá vontade de me afastar de você.
MAR: Tira tudo que você tem pra dentro…
EU: Não funciona assim, Mar…
EU: Hoje, quando passei pra te pegar, lembrei daquela vez que fui te buscar em CABA na casa da sua amiga.
EU: Você tava vestida quase igual
MAR: Quando a gente foi na feira?
EU: Sim… e cê acha que não me afeta isso?
MAR: Quem dera eu pudesse apagar todas essas coisas ruins da sua mente
EU: Mas não dá… E não consigo ser eu mesmo, com você, quando lembro delas.
EU: Sinto muito, de verdade, mas não consigo
MAR: E então?
EU: A gente não devia mais se falar nem se ver… Não gosto de te ver mal
Quando terminei de escrever isso, senti de novo um cansaço no peito.
Andava sendo recorrente ultimamente.
MAR: Não me fala isso
EU: É que não vejo outra saída… Por mais que tenha acontecido o que aconteceu, me parte ao meio te ver com essa tristeza de merda e sinto que continuo te destruindo
MAR: 😔
EU: Queria que fosse diferente, juro pra você
MAR: Você tem razão…
MAR: E me desculpa por tudo
MAR: Te amo
Uma sensação de raiva tomou conta de mim.
Peguei o celular e joguei na parede.
Ele se partiu em vários pedaços.
Senti uma vontade imensa de gritar com toda a força até desmaiar. Caí de joelhos no chão…
Por que fiz o que fiz?
Eu era feliz com o que tinha…
Queria que nada disso tivesse acontecido.
Como ela arruinou minha vida…

Comentários em Destaque

Tremendo capítulo! El pibe necesita terapia URGENTE. De otra manera va a seguir siempre igual, sufriendo y haciendo sufrir, una lástima. Luego de esta última conversación y viendo los celos de Mara (esa frase "Veo que estás haciendo tu vida, más o menos normal…" lo confirma), no hará que ella busque al pijudo en forma de revancha? Qué pasará por la cabeza de Jon si los ve juntos por ahí? Tal vez sea eso que lo haga reaccionar: o le mueve el piso y se da cuenta que la sigue amando y lucha por ella, o definitivamente entierra toda posibilidad de un futuro con ella. Muy bueno hiphop911ok, gracias!
Si Mara se manda otra con Franco ya pierde a Jonas para siempre
yo creo que con un poquuto de terapia y yendose a vivir bien lejos, ellos podrían reconciliarse
@VIDENTE1979. no leíste que el flaco le escribió y ella le dijo que volvieron, para sacárselo de encima.

18 comentários - Capítulo 8: Minha Prima, Mara 3

Tremendoooo.. es increíble como me atrapa esta historia..!!!También pensaba q Jonas así se está destruyendo y destruyendo a mara..creo q si viera a mara con Fran u algún otro reaccionaria y se daría cuenta cuanto en verdad la ama.y lucharia por ella..
@Nemocabezon ya se lo dijo en el final de este capítulo
JukUik
@Nemocabezon . No bro, no dijiste eso, diste a entender, q Mara dbería volver a ver (Supongo q a cgerselo tmbn) a Franco o en su caso a alguien +, para q así cuando Jonás la vea se d cuenta q la ama mucho y luche x ella... eso fue lo q ntndí yo d lo q scribist.
O sea, cn eso yo concluyo q lo q quieres decir es q Jonás es el q la cagó y por culpa de él terminarn, q es él, el q debe luchar x Mara, y comerse todas las cagadas q hizo, haga o pueda hacer Mara.
JukUik
Yo por otra parte, como hombre, opino que si apenas hayamos terminado veo a mi ex-novia o me entero que está saliendo o viendose con el pibe, por el cual, en gran medida terminamos (ya que Franco no fue la única razón, sino la gota que rebosó el vaso). Simple y llanamente, le hago la cruz y ahí si ni le vuelvo a dirigir la palabra...
Eso me daría a entender que ya yo era su 2da opción.
Otro capitulazo! Y creo que todo apuntaba a esto.
Mara, tal y como le dijo a Fernanda, siente claramente que traicionó a Jonás y, si bien no fue exactamente una infidelidad, con todo el contexto de la situación es lógico que lo sienta así, al igual que Jonás, el tema es que es muy común en situaciones de ese tipo que quien traicionó se vuelve celoso o tiene algunas escenas de celos, porque inconscientemente está el temor a que la otra persona "les devuelva la mano", porque ellos mismos sienten que están en deuda al haber traicionado, claramente necesita la terapia a la que está yendo.
Jonás por otro lado va parecido, toda la rabia que siente al haberse sentido traicionado no se irá facilmente, menos si no va a terapia, y es que aun que ya no está conteniendo tanto lo que lo hace enojar y se lo comunica a Mara, eso no basta para que esa ira se vaya, y lo más autodestructivo es que gran parte de esa rabia la siente hacia sí mismo por haberle dado luz verde a toda esa cadena de eventos que terminó en lo del baño.
Creo que si hay la más mínima posibilidad de que fuesen a
bien plsnteado lo que decís en la primera parte.
JukUik
Muy bueno capítulo! Aunque la historia no ha avanzado mucho en cuestión de días, poco a poco va dando incidios de que por lo menos en el corto plazo (próximos meses) los caminos de Mara y Jonas no van a estar ligados, creo que cada uno seguirá por su lado, que quizás después vuelva a unirse, es muy probable pero por ahora no.

@pepegom1 Amigo, lo llevo comentando desde los capítulos anteriores, Mara está clara que ella SI LE CAGÓ LA CARA A JONAS, por eso esa paranoia de que Jonas esté hablando o viendose con otra mujer (sea esto así o no) cuando en estos momentos no son pareja, si ahora pasa eso, se imaginan si llegan a juntarse nuevamente?

Por otra parte yo si pienso que lo engañó al Jonny, desde el momento que (PARA MI, y esto es una teoría mía, aunque no creo que hiphop revele esa información) Mara convence a Gabi para que no termine a Brian, y que a partir de ahí empezó ella a coger con Franco. Desde el momento que decidió hacer cosas a espaldas de Jonas (así él estuviera en la misma casa, Mara esperaba a que él se durmiera y/o saliera a comprar algo, por ejemplo: la ultima chupada en el baño donde Franco se puso de intenso), desde el momento que, a espaldas de Jonás confabuló con sus amigas para los examenes de sangre, y que le pudieran llenar el útero y las tripas de leche (y no precisamente de la de Jonás), esas conversaciones con sus "amigas" donde no hacían más que insinuarle y decirle una y otra vez que siguiera cogiendo con Franco a espaldas del Jonny, y que ella no las cortara de raíz, sino que dejara una ventanita ahí abierta de que si podía llegar a pasar. Todo eso para mí es engañar, y parece que Mara siente lo mismo, porque si no fuera así, ella no sentiría ese remordimiento de conciencia, y esos celos y desconfianza hacía Jonas. (OJO ESTO ES TODO UNA OPINIÓN PERSONAL, PUEDE QUE ESTÉ EQUIVOCADISIMO)

Jonas no tendrá confianza en Mara ni en las amigas de esta, y Mara se la pasará con celos estupidos debido a su remordimiento de conciencia que le genera esa paranoia de que Jonas le va a devolver el engaño (Por cierto ese beso que se dieron, me da toda la impresión que Mara lo comparó con el de Franco, como tratando de convencerse una vez más de que por este no siente nada, cosa que no entiendo esa necesidad de estarse recordando eso, solo me hace pensar mal de ella y que sigue encaprichada con Franco).



@Corredor_1718 Bro yo pienso que si Mara por vengarse (sin sentido e injustificadamente) de Jonás llega a empezar a salir en público con Franco para que los vean juntos; Jonás ahí si ni le dirigiría la palabra a Mara, siento que eso sería la gota que revalsaría el vaso y acabaría con todas las posibiidades de una reconciliación. En mi opinión que Mara hiciera eso, para Jonas, significaría que siempre hubo algo más entre Ella y Franco y que no era solo por "la pija" y que era solo "sexo" como le repetía Mara una y otra vez. Si solo con recordar lo que pasó el pibe se siente para la mierda, si los llega a ver juntos en la calle o le llega el comentario mínimo se pone a llorar, ahí si se le termina de hacer polvo el corazón.
Amigo creo que te haces mucho la cabeza,para mí la historia es más simple, mara quiso probar la liberalidad sexual influenciada por Fernanda y se terminó calentando con franco y se le fue de las manos y ahora se quiere matar,
Y para mí que le dijo que le escribe Franco para ver si Jonas demostraba algo de celos,no se para ver si la sigue queriendo
Mara se mando al frente sola al decir que franco le mando mensajes. Ahí no dijo toda la verdad. Se sigue viendo y cogiendo con franco y se hace la víctima putaaaaaaá
pol2839 +1
esa aaaaaaaaaaaaaaaaaa repetida es genial todos lo pensamos jajajajajaja
JukUik
Repito, para mi, algo tuvo que pasar en esas semanas entre el rompimiento de Jonás y Mara y el momento en que Jonás sufrió el infarto. Alguna cagada se tuvo que haber mandado Mara, algo hizo y muy probablemente con Franco para tomar la decisión de ir al psicólogo.

Creí que había sido el único en pensar mal cuando Mara le dijo a Jonás que Franco le había estado escribiendo.
En lo personal, ya me relajo tanto sentimentalismo novelero, está bueno pero yo creo que necesita más fluidez sexual en mi humilde pensamiento, antes me leí cada punto coma y ahora hasta me salteo párrafos.
Después aparecen comentarios de “esto de dónde salió?” “Cuando dijo eso?” “En qué momento hizo tal cosa?” Jajaja
JukUik
Yo lo he dicho acá varias veces, hay que poner atención a lo que parece sin importancia, ya que despues tiene relación lo algo realmente importante, como por ejemplo las fintas de confesión de Gabi y Mara hacia Jonas con respecto a la relación entre Brian y Gabi,
creo que todos, en algun momento sentimos la bronca de Jonas cuando se fue de la casa en el libro "el camino de la tentacion" y quisimos gritar MARA LRCDTPM, pero aca todos queremos lo mismo, escribile a sabri contale que estuviste casi tocando el arpa y veanse, y que se vaya todo a tomar por culo. Posta muy muy buena historia que nos tiene en vilo a tus suscriptores. PD ponele precio ya a los 40 capitulos asi los leemos todito de corrido por favor
Y porq no aparecieron más fernanda.martin.gabi ..etc.. ellos saben bien lo q mara anda haciendo con Brian y franco. Por eso siquiera le mandan mensaje a Jonas. La siguen cubriendo a mara y la siguen enfiestando entre todos. Es mi opinion
Porque no son verdaderos amigos,en las malas es donde sabemos quiénes son nuestros amigos.
porque no son los protagonistas y ya cumplieron con lo suyo, aca lo importante es Mara Jonas y el amor, el smor heterosexual como diria un filósofo
@garcheskikpo Todo marchaba relativamente bien, hasta que comenzó a marchar relativamente mal 🤣
Me gustaría que Jonas le pegará un par de sopapos a Franco, aunque Franco no es tan culpable,en parte lo es,yo me preguntó,Jonas ya no ama a Mara o solo tiene bronca por ella por lo que hizo???
vos leíste el texto con la visión de Franco??
@garcheskikpo si,no me cae nada bien ese tipo
jajaja a mi tampoco, pero leíste completo? con la versión paga tambien?
emmaq
No me eata gustando la actitud de jonas. Otra vez esta siendo pasivo. Piensa una cosa y hace otra. Y se esta poniendo a Mara en un papel de victima q no le corresponde. Mas sin saber todo lo q realmente paso o queria q pase con Franco.
@emmaq Lee los de “una mirada…”
@hiphop911 ah, no… Ahí no se menciona!! Jaja es material inédito aún
emmaq
@hiphop911 buuu jeje. Eso q quiere decir. Q se explica en una mirada
JukUik +1
@emmaq Si Mara era la que quería que le llenaran el útero y las tripas de leche, de quien crees que fue la idea de los examenes?🤔🙄

Por eso yo digo, muchos acá intentan justificar a Mara, diciendo que Jonás también es culpable, y si el tiene culpa, pero el en ningún momento le dijo a Mara que hiciera a su espalda todo lo que ella hizo, la mamada a franco en el baño mientras el dormia, los examenes, tragarse la leche de franco, dejarlo que le llenara el útero, prepararse el orto para que la dejara sangrando lo menos posible.

Y lo más critico sería: Y si Mara en serio convenció a Gabi para que no terminara a Brian (Como digo en mi teoría). ¿No habría estado Mara cagandole la cara a Jonás durante todas las juntadas?

Cuando hiphop911 revele la información de porque Gabi decidió no terminar a Brian antes de la juntada donde Mara empezó a coger con Franco, Mucho de los que defienden acá a Mara a capa y espada, se van a quedar sin argumentos para hacerlo, o los que no creemos en Mara vamos a tener 1 argumento menos para desconfiar de ella.
JukUik
Bueno yo sigo creyendo que lo que escribes, así algunas veces se vea sencillo y que algunos piensen que la historia no es nada muy complicado ni para matarse la cabeza, tu has demostrado que lo simple lo conviertes en complejo. Porque después nos enteramos que cosas que se veian sin importancia o de las cuales no escribes mucho para no dar spoilers resultan siendo muy importantes en futuros acontecimientos.
JukUik
Bueno @hiphop911 Nos queda seguir disfrutando de la trama, seguir con nuestras teorias locas, y esperar para conocer el desenlace que le diste a la relación de Jonás y Mara, y de toda esta historia en general.
@JukUik Estoy pensando en dividirlo en dos partes… Es demasiado… Veré qué hago…
Otro detalle. Cuando Jonas solo que mara lo cagaba con un pujido del gym. Eso fue una premonición en sus sueños
cuando largas, ce haciendo extenso la espera, quiero leerlo completo, esperonque este pronto
Sigo diciendo que es muy duro jonás. Tendría que ir el también con psicólogo así lo hacen recapacitar
Más alla de que es un relato, de hecho uno muy bueno, queda claro lo casi imposible que es remontar una traición. La Parte traicionada nunca volverá a tener confianza en su pareja por lo recurrente de la imagen de la traición, lo cual es la muerte de la relación. Y la parte que se mandó la cagada si quiere volver, vivirá el resto de su vida arrastrándose para obtener el perdón. Una vida de mierda dicho en criollo.
Iba a decir "salí de ahï maravilla"!!! pero parece que va a salir solito de ahi jaja
Creo que mara está embarazada
a menos que estuvieran vencidas sus pastillas.... No lo creería
@garcheskikpo nose
emmaq
Para mi Jonas cada dia esta mas pasivo. Todo lo hace por lo que quieren los demas, o porque no quiere q los demas se sientan mal. Q paso con el jonas q tomaba las iniciativa?
emmaq
Por ejemplo al principio el tomaba toda la iniciativa en la relacion y despues puf un pasivo q hace lo q quiere mara y nunca dice q no jamas. Y se enamora de la nada de Sabrina q ni la conoce fuera del sexo