Capítulo 8: Minha Prima, Mara 3

ALERTA DE SPOILER

ALERTA DE SPOILER

ALERTA DE SPOILER

hiphop911ok

Se você não leu "Minha Prima, Mara: O Caminho da Tentação", não continue...

Deixo aqui o oitavo capítulo completo da terceira parte da história. Ele sempre estará sujeito a alguma revisão final, então pode receber algum acréscimo depois e correções.

Embora a ideia principal do capítulo já esteja aí.

Saudações!!

PS: Não vou postar todos, hein... Só estou fazendo isso porque a espera está ficando longa, hehe

Estou chegando perto dos 40 capítulos. Já falta pouco...



CAPÍTULO VIII



O olhar de tristeza e desânimo que ela carregava me deu muita pena.
Não era dó. Claro que não. Mas me tocou.
Acho que por um momento, deixei de lado a raiva que sentia porque fiquei impactado em vê-la assim.
Não me saiu outra coisa senão abraçá-la.
Palavras não eram necessárias.
Claro que ela deixou que eu fizesse isso e me apertou forte com seus braços.
Percebi um suspiro enorme da parte dela. Senti como se ela não quisesse se soltar.
EU: Fica tranquila! - Disse enquanto a acolhia.
Sentia o peso de todo o corpo dela sobre o meu. O aroma tão característico do cabelo dela, também.
Sua respiração parecia meio abalada. Como quando a gente fica com o nariz escorrendo.
E apesar de ter uns peitos importantes, dava pra sentir a batida acelerada do coração dela.
MAR: Eu gostaria que você se apaixonasse por mim de novo. - Expressou com a cabeça apoiada no meu ombro.
Cada coisa que ela dizia me fazia me sentir um lixo.
Era óbvio que podia acontecer algo assim.
Quem mandou? Deus...
Não sabia o que dizer pra ela.
Provavelmente, se nossa briga tivesse sido por qualquer outro motivo, agora estaríamos rolando numa cama ou sofá ou em qualquer lugar, navegando num mar de reconciliação.
Mas não era o caso.
E embora às vezes eu sentisse vontade de abraçá-la e acolhê-la, logo me vinham lembranças daquela noite fatídica.
EU: Acho que eu teria que ir, Mar, já... - Disse calmamente.
Ela me olhou com aqueles olhos verdes.
Tinham uma profundidade tão enorme quanto o oceano Atlântico.
Seus lábios l elas tremiam, como quando você faz força pra segurar algo que tá prestes a vazar.
Me dobrava em dois…
EU: Um rosto lindo como o seu não merece ficar assim… – falei, apertando o nariz dela com a mão.
Sempre fazia isso com ela. Ou beliscava as bochechas.
Ela riu, meio emocionada.
Mas não sei se o que eu dizia adiantava muito.
Eu fazia o que vinha na cabeça. Não sei se por costume ou por que outra coisa.
Mas não conseguia ser tão duro com ela.
E aí ela soltou uma que me deu uma facada no peito.
MAR: Você me daria um beijo? – exclamou com uma tristeza nos olhos que até doía de ver, e me fez sentir uma dor pra respirar.
Ela tava toda corada, não sei se pelas lágrimas que escaparam ou pelo calor do momento.
Engoli seco.
EU: Não é assim que funciona, Mar – falei, tentando ser gentil.
MAR: Só um… Você não tem ideia de como… sinto sua falta… – disse quase chorando.
Eu olhei pra ela. Na real, não sabia o que fazer.
Claramente, não sentia mais aquela vontade louca que tinha por ela antes.
Mas algo lá no fundo, bem dentro de mim, ficou na dúvida. E me odiei por isso.
Também não queria criar falsas esperanças.
EU: Não quero que você… – ela me cortou. Ia dizer que não queria que ela se confundisse.
MAR: Não fala nada… Só quero isso… – e se aproximou de mim, olhando pra baixo.
Dava pra ver a tensão nos músculos do rosto dela.
Era ela, a Mara.
Não sei o que me deu, mas decidi fazer a vontade dela.
Com a mão direita, segurei o rosto dela e puxei pra perto de mim.
Fiz devagar.
Quase na mesma hora, ela me abraçou.
Não foi um beijo de paixão ou de tesão.
Ela grudou na minha boca com uma doçura enorme.
Tentei não pensar em nada. Só fechei os olhos.
Quando a boca dela encaixou na minha, senti uma pontada de saudade.
Os peitos dela apertaram contra meu peito e deixaram eu sentir o quão rápido o coração dela batia.
Ela fechou os olhos e me beijou com tudo que tinha.
Ninguém nesse mundo poderia dizer que não gosta de um beijo de uma mina como a Mara. Nunca.
Seus minha respiração estava mais ofegante que nunca.
Ela enfiou a língua até minha garganta.
“Oomm mm chuik”, dava pra ouvir.
De novo, estávamos nos beijando.
Ela suspirava como na primeira vez que fizemos isso.
Abri os olhos por um instante e vi os dela, fechados, deixando escapar uma lágrima ou outra.
Isso que eu estava fazendo era errado. Muito errado.
Mas, como tantas vezes, eu não sabia o que mais fazer.
Não sei se foi o momento ou o quê, mas senti, lá embaixo, um tipo de excitação.
Afinal, a Mara é um docinho. E qualquer um ficaria de pau duro no meu lugar.
Ficamos uns trinta segundos assim.
Quando, de novo, flashes daquela noite invadiram minha cabeça.
Ela contra a porta do box ou no chão, engolindo o pau do Franco até o talo.
Era uma tortura sem fim.
Parei de beijá-la.
Não dava mais pra continuar.
Me soltei dela.
EU: Não consigo, me desculpa…
Ela se apoiou em mim, respirando pesado.
Eu tinha todo o gosto da boca dela impregnado em mim.
MAR: Tudo bem, eu precisava… demais…
Eu não queria ser grosso com ela. Pelo menos não de propósito.
Mas algo não me deixava. Não conseguia magoá-la de caso pensado.
Não entendo o que estava acontecendo comigo.
Talvez outra pessoa, no meu lugar, seria mais cruel, sem coração. Mas comigo não rolava isso com ela, apesar de tudo. Eu queria fugir.
MAR: Eu gostei muito… Ninguém na minha vida inteira me beijou como você… – Disse com olhos de cachorrinho molhado.
Ela estava muito gata, pra falar a verdade.
Não sei o que aconteceria se eu ficasse mais tempo.
Nem quero descobrir.
Embora toda vez que lembro daquela noite de merda, tudo desmorona.
EU: Eu também… Você sabe… – Falei como pude.
Ela sorriu.
Foi quando lembrei que não tinha trazido a medicação.
EU: Puta que pariu, que burro!
MAR: O que foi? – Ela perguntou, estranhando. Já não estava me abraçando, mas tinha uma mão na minha cintura.
EU: Eu tinha que tomar o remédio há 40 minutos…
MAR: Eita… Toma logo!
EU: Deixei em casa… – Respondi com cara de “que idiota”.
Imediatamente ela botou cara de "não quero que você vá".
Ficamos nos olhando por alguns segundos.
Fiz uma careta de lado e toquei suavemente o queixo dela com meu punho.
Esses gestos saíam automaticamente. Sem pensar.
Já eram parte do meu jeito de ser. Acho.

MAR: Bom… A gente se vê outro dia, quer?
Ai, Deus…
Tinha que ir embora agora, antes de fazer algo de que pudesse me arrepender.

YO: Beleza, a gente se fala…
Enquanto caminhava, notei na minha virilha que ainda estava meio duro pelo beijo.
Mas sentia uma espécie de cansaço no peito.
Não acho que por tomar uma vez 1 hora atrasado o remédio, isso me causaria um problema.
Né?
Mas sentia pressão… Não quis segurar na frente dela, mas doía um pouco…

Ela me acompanhou até o portão de trás, com o controle do portão eletrônico.
De novo, eu saía da casa dela. Embora dessa vez, em termos bem melhores.
Me preparava para entrar no carro.

MAR: Gostei muito que você veio… Pena que não fica pra comer.
YO: Na próxima! – falei suavemente.
MAR: Quando quiser… – disse com um sorriso de orelha a orelha.

Não respondi, só balancei a cabeça afirmando.
Não queria que ela pensasse que isso viraria rotina. Não era justo.
Se eu não me importasse com nada, ficaria com a Mara. A noite pedia.
Mas além de não estar a fim de fazer isso agora, por razões óbvias, também não era tão sem coração pra me aproveitar dela.

Me inclinei pra me despedir.
Ela me deu um beijo na bochecha, tocando meu lábio.
“Mmmuack” ela fez com a voz.

MAR: Depois eu quero te contar uma coisa…
Fiquei parado.
YO: O que?
MAR: É uma bobagem, depois te conto de boa… Vai que você tem que tomar o remédio.
YO: Tem certeza?
MAR: Sim, sim… Se não for dormir, te conto pelo whats…
YO: Tá bom, então.

Sorri como gesto de despedida, mais uma vez, e entrei no carro.
Ela abriu o portão e eu saí, buzinando.
Me disse a mim mesmo: “pra que caralhos eu fui…”.
É verdade que a amei loucamente, mas não era justo pra ela que essas coisas acontecessem.
Eu ainda a eu queria, mas toda vez que eu via ela, sentia uma montanha de sensações adversas caindo sobre mim.
Em outras ocasiões, ao vê-la, me dava vontade de fazer amor com ela. Em qualquer lugar e a qualquer hora.
Agora não era assim.
E eu não achava que estivesse certo continuar falando ou vendo ela.
No entanto, também não conseguia cortar pela raiz. Algo não me deixava fazer isso. Não podia fazer algo que a machucasse.
Acho que deve ser por tudo que vivemos. Não sei.
E, meu membro, parecia querer contribuir para o meu problema...
Cheguei em casa com aquele gosto amargo na boca.
Ainda sentia o gosto da saliva dela na minha boca.
Claro que não me desagradava, mas toda vez que ela estava perto, minha mente me atacava com imagens que eu queria esquecer.
Tomei o remédio e mandei mensagem pra Mara dizendo que já tinha chegado.
EU: Cheguei, desculpa ter ido embora assim! Mais otário eu não posso ser 🤦‍♂️
MAR: 😊
MAR: Não importa, me fez bem te ver um pouquinho e conversar sobre algumas coisas…
EU: Fico feliz…
EU: No final nem assistimos o filme haha
MAR: Não, coitado do Arsenio hahaha
EU: 🤣
MAR: Hehe
MAR: O que eu ia te contar… Espero que não fique bravo 😔
Ah, é! Ela queria me contar algo.
Eu me perguntava o que era tanto mistério.
EU: Sim, me conta!
Não estava com muita fome, então fui deitar assim mesmo.
Estava indo pro quarto, com o celular na mão.
MAR: Não sabia o que mais fazer, tomara que não te incomode
EU: O que haha
MAR: O Franco me mandou mensagem algumas vezes… Ele soube que a gente…
MAR: Isso…
MAR: E eu cansei de dizer que não queria falar com ele nem nada, mas como ele insistia, eu disse que a gente estava junto...
Como assim?
Eu sabia que aquele urubu andava perto dela, mas tinha me esquecido completamente dele.
Fiquei gelado quando li aquilo.
EU: Te incomoda?
MAR: Não, mais não… Desde que eu disse isso, ele não falou mais comigo. Solução santa! hehe
MAR: Te incomoda?
EU: Não, tá tudo bem…
Era lógico que isso ia acontecer.
Repercussões…
Agora, não sei quanto tempo essa mentira vai durar, pensei.
Ele ia perceber em algum momento.
MAR: Bom, obrigada ☺
EU: De nada! E come alguma coisa, você tá magrinha haha
MAR: Hahaha eu ia dormir assim mesmo 😳
EU: Eu também! Mas não fica sem comer…
MAR: Com o beijo que você me deu, já tá bom por hoje 🤗
Uff…
Fiquei olhando pro celular com cara de “sabia”.
Ilusões falsas… Nunca teria querido que ela pensasse isso.
Reconheço que gostei do beijo dela. Mas se dissesse que pensei numa possível reconciliação, no futuro, seria um mentiroso compulsivo.
Fiquei parado. Pensando no que responder.
Mas ela me ganhou de mão.
MAR: Desculpa, não liga pra isso. Tô muito aleatória haha
EU: Haha
EU: Se aquele babaca te incomodar, me avisa!
Saiu isso naturalmente.
Pra pelo menos ela não sentir como uma rejeição.
MAR: Acho que não, mas tudo bem, combinado!
MAR: Obrigada ❤
EU: De nada!
EU: A gente se fala, beijos!
MAR: Beijinhos, te amo!
MAR: 😘😘
De novo aquele aperto no peito…
O que tava acontecendo comigo?
Eu tava me recuperando bem…
“Eu também” respondi e parei de escrever.
Espero que não tenha mais nenhum problema pra mim. Que não tenha complicado minha situação com o tratamento.
Mas naquele dia, várias vezes, tive aquela sensação de dor… É uma merda…
Fiquei enrolando no celular um tempão, mais vendo vídeos mesmo.
Não sabia o que pensar daquela noite, sinceramente. Minha vida era um caos e não sabia pra onde ir.
Acho que dormi em algum momento.
De madrugada acordei, com tudo ainda ligado.
Já não sentia mais aquela fadiga no peito.
Fui ao banheiro, bebi água e belisquei alguma coisa.
A bad hora ou outra volta, né.
Tava apoiado na pia comendo uma milanesa de frango fria, quando vi que no Facebook tinha uma solicitação de amizade.
Admito que primeiro pensei “Será a Sabrina?”.
Mesmo parecendo impossível. Por que ela faria isso?
Mas não era ela.
Era “Sofia Machado”, uma ex-colega do ensino médio.
Fiquei bem surpreso.
Principalmente porque ela tinha mandado a solicitação perto da meia-noite.
Lembro que ela era uma garota muito, muito gata.
Naquela época, todos os olhos estavam em Mara, mas ela era linda também.
Loirinha quase transparente, de olhos azuis. Mas azuis de verdade.
Fazia mil anos que eu não falava com ela. Aliás, duvidava se a última vez tinha sido na nossa festa de formatura, hehe.
Aceitei e entrei no perfil dela pra ver como tava a vida.
Ela quase tinha sumido depois da formatura.
Não tinha muita atividade. Parece que não era muito fã de redes sociais.
Mas tinha muitas fotos.
Uma em particular chamou minha atenção.
Ela estava de biquíni, na praia.
Era um verde, minúsculo.
Não lembrava que ela fosse tão alta…
O cabelo loiro, meio cacheado, era tão comprido quanto o da Mara. Talvez um pouco menos, mas bem extenso.
E o corpo dela era bem definido.
Quase como o da Lorena, talvez.
Linda, pra falar a verdade…
Sem dúvidas, o passar dos anos foi melhor pra ela.
Também percebi que ela tinha no Facebook muito poucos ex-colegas.
Três, contando comigo.
Senti que alguém vinha.
Era meu irmão, Mike.
MIK: Era você o rato que tava ouvindo…
EU: Olha ele, cara… Mais respeito que eu sou o mais velho. Vou te dar um tapa!
MIK: Você não bate em ninguém, otário…
Ele me fez rir.
Que cara de merda…
EU: Deu fome?
MIK: Demais kkkk sobrou alguma coisa ou você devorou tudo?
EU: Sim, tem…
Ia abrir a geladeira.
EU: Aonde você vai?
MIK: Sai da frente, praga…
EU: Pede licença, putinha kkkk
Começamos a brigar. Claramente na zoeira.
EU: Não, você sabe que não…
Não deixava ele passar.
MIK: Usei a palavra: buceta da sua irmã… — Ele riu.
O filho da puta, vendo que não conseguia passar, pegou o pedaço de milanesa que eu tinha na mão.
EU: Ei, o que você tá fazendo? kkkk
MIK: Se fodeu com a milanesa, por trouxa! — E foi andando pro quarto dele, fazendo caras de Mayweather.
Era muito engraçado pra eu ficar bravo.
Lavei as mãos e fui pro quarto.
Foi quando senti o verdadeiro terror.
Olhando o celular, percebi que sem querer tinha dado “curtir” na foto da Sofia.
Não podia ser mais idiota.
Foi na brincadeira, com certeza.
E agora?
Era só um like. Mas logo depois que ela me adicionou? Fiquei que nem um cú.
Já era, vou tirar isso, pensei.
E tirei.
Antes de fazer mais merda, fui dormir.

Dias...
Passaram alguns, nos quais fiquei focado em me recuperar.
Treinei bastante, fui à consulta com o médico e trabalhei de casa.
Mas o mais relevante, talvez, foi que a senhora que alugava o chalé que eu tinha gostado me ligou.
Não sei se foi coincidência da vida ou o quê, mas ela acabou sendo conhecida da minha avó.
"Que pequeno é o mundo", pensei na hora.
Elas se conheciam do clube de aposentados...
Bom, ela me falou um pouco da casa e contou que nos próximos três meses iria passar na casa dela no litoral, com os netos.
Mas como a casa estava vazia, me ofereceu algo impossível de recusar.
Claro que ajudou o fato de eu ser neto da minha avó...
Senão, não teria sido possível. Mas ela propôs que eu entrasse sem depósito, só pagando os meses que ficasse morando lá e, se eu gostasse, quando ela voltasse, faríamos um contrato.
Pareceu uma ideia foda.
Excelente, diria.
O que eu tinha visto nas fotos, tinha me encantado.
Conversamos um bom tempo e combinamos que naquela tarde eu iria ver a casa.
O aluguel era bem acessível e não precisava mobiliar. Pelo menos não muito.
Acho que era um bom momento para me mudar sozinho.
Lembro que fiquei muito ansioso até a hora chegar.
Contei para a minha velha e ela ficou surpresa com a possibilidade de eu ir embora.
Ou seja, ficou contente, mas chocada.
Apesar de eu praticamente morar com a Mara, nunca tinha "me mudado" de verdade.
Antes de sair, vi que no celular tinha uma mensagem dela.
"Oi 😊"
Tinham passado uns dias e eu não tinha mais escrito para ela.
Sim, tinha pensado no que aconteceu na casa dela.
Como não pensar?
Mas não falei com ela...

EU: Oi!
EU: Tudo bem??
Enquanto isso, me troquei para sair.
Queria dar uma boa impressão para a Dona.

MAR: Tudo, em casa e você?

EU: Tô saindo agora jaja

MAR: Ah, bom! Sem problema 😊

EU: Não pasa nada jaja
YO: Vou ver um apto pra alugar 😀
MAR: Sério?
YO: Sim sim, na verdade uma casinha, pequenininha.
YO: Já tá na hora de eu ter meu espaço.
Ele demorou um pouco pra responder.
Muitas vezes a gente tinha procurado apartamentos pra alugar juntos.
Era um dos nossos objetivos em um momento.
Agora a gente tava separado e eu tava procurando um pra mim.
Uma vez, a gente quase fez isso, mas os tios nos convenceram a morar lá, já que eles quase nunca estavam e achavam uma bobagem a gente pagar aluguel.
MAR: Que legal! Fico muito feliz!
Meu inconsciente me traiu de novo.
Mais uma vez.
YO: Quer me acompanhar pra ver?
Pra que eu falei isso?
Por que eu fazia essas besteiras? Parecia um idiota…
Já era tarde pra me arrepender.
MAR: Você gostaria que eu te acompanhasse?
Agora eu tinha que diminuir a importância.
YO: É, se tiver à toa a gente vai…
MAR: Tô de bobeira total hahaha
YO: Você, sério? Não acredito…
MAR: 😊
MAR: Em 5 tô aí
O mundo tava conspirando pra que tudo que eu dissesse pra ela fosse fofo. Pra que parecesse que eu sempre pensava nela.
Prometi pra mim mesmo não criar nenhum tipo de situação dessa vez.
A gente dois tinha que se acostumar com essa nova fase. Não fazia mal.
Esperei uns minutos pra dar tempo dela se trocar.
Vesti minha jaqueta de couro preta e saí pra lá.
Eu tava tão animado com a casa, que nem pensava em outra coisa.
A gente morava muito perto, então avisei que tava saindo pra casa dela e já ia chegar.
Quando cheguei, ela já tava na porta, do lado de dentro, esperando.
Ainda bem que ela tava de bobeira…
Ela tava com um jeans azul desbotado, marcando na cintura, sem cinto. Uma camisetinha branca justa, que deixava os peitões dela à mostra e uma jaquetinha de couro, igual à minha.
Tinha se arrumado muito bonita. Simples, mas bonita.
O cabelo, tão liso como se tivesse passado dias chapando.
Fiquei olhando pra ela até ela entrar, óbvio.
Travsei quando cumprimentei ela.
Sempre tão faceira…
“Oi” ela disse toda sorridente.
Admito que me deslumbrante. Sim. Mas logo voltei à realidade. "Oi, que gostosa você está" eu disse mais por cortesia do que qualquer outra coisa. MAR: Obrigada... Você também... Já tinha ficado nervoso. Era complicado manter a sanidade e a postura com uma garota como ela. De verdade. A figura dela era tão imponente que fazia suas pernas tremerem. Tão linda. E me fez lembrar de uma das primeiras vezes que tinha saído com ela. Que fui buscá-la na casa de uma amiga dela na Capital... Arrancamos. Eu não dizia uma palavra. MAR: Você fez algo no interior? - Me perguntou surpresa pelo quão reluzente e renovado o carro parecia. EU: Haha, eu não! O Mike que esteve usando... MAR: Parece bom... Bem, Michael haha EU: De alguma forma ele tem que pagar pelo uso da nave haha Sempre zoava com o carro. Claro que não se comparava com um novo ou de outra categoria. Mas o Fiat é história, cultura... E ela sempre o tinha visto assim. Principalmente pelo nosso avô. Carinhosamente ela o chamava de "a máquina", em homenagem a ele, que teve um Fiat Duna SCL, branco, do ano 1993, que chamava assim e que era portador de milhares de histórias na nossa família. Como sentíamos falta do velho... E mais ainda numa época como essa, tão triste para mim. Enfim, falando sobre ele, chegamos à casa da Dona Elba, a proprietária. MAR: É essa? Ela se perguntou surpresa. Até o momento ela não me disse nada dos planos que na época tínhamos tido. EU: Sim, parece maior que na foto... Tinha grade corrediça num lado para entrar um carro. A frente era enorme. Talvez por dentro não fosse tão funda, digamos. Já que, caso contrário, não bateria com as fotos. De primeira vista, me impactou positivamente.Capítulo 8: Minha Prima, Mara 3MAR: A frente é gigante haha
YO: Nossa...
Subimos o carro na calçada e descemos.
Não parecia ter muito fundo, isso sim.
Mas também não me interessava muito.
YO: Parece um churrasqueiro grande, né?
MAR: Haha sim...
Ela olhava. Parecia que tinha gostado também.
YO: Vamos ver como é por dentro, mas tem banheiro, cozinha, sala e um quarto.
MAR: Parece legal.
A senhora saiu para nos receber.
Acho que lhe inspirou ainda mais confiança me ver com uma garota.
Sorriu e nos fez entrar com um cumprimento afetuoso.
Mara olhava tudo, parecia que era ela que ia se mudar.
Era como eu pensava.
A casa era de frente amplo, mas não tão funda, mas de qualquer maneira dava para viver duas pessoas e muito confortavelmente.
O fundo não era tão pequeno e estava coberto de grama, bem verde.
Uma linda churrasqueira decorava uma das paredes.
Tinha tudo e estava aproveitado cada metro de espaço que possuía.
O quarto era grande. Havia uma cama de casal, uma LCD de 40 pelo menos,
A sala não era muito espaçosa, mas tinha lugar suficiente para uns sofás que podiam acomodar até umas seis ou sete pessoas confortavelmente.
O banheiro, bem moderno. Ducha com banheira e portas de vidro. Sensivelmente maior que o banheiro geral da casa da Mara.
Imediatamente, ela me deu sua aprovação com o olhar. Principalmente pelo preço que a dona tinha me feito.
ELB: Eu, esse fim de semana vou com os meninos... Se quiser, já pode trazer suas coisas. Aluga assim como está...
Olhei para Mara que sorria de lado.
YO: Não me dá muitas opções com uma proposta dessas. - Disse com muita boa vontade.
ELB: Bom... Estas são as chaves...
Juro que não conseguia acreditar.
Já tinha um lugar para viver sozinho!
Quando peguei as chaves, tive uma sensação de bem-estar que não conseguia explicar.
Aproveitei cada microssegundo em que segurei o chaveiro.
Olhei para Mara e ela me fez um sorriso.
Ela ficou feliz por um lado, mas sinto que por outro, estava pensando em algo.
YO: Bom, tenho que pagar agora haha
ELB: Você transfere pra essa conta, de um a quatro e tá tudo certo… Não se preocupa. Muito gentil a mulher. EU: Ok, mil obrigado por tudo… ELB: Não, vocês é que são, aproveitem… Certamente deve ter pensado que era minha namorada e que íamos morar juntos ali. Preferi não comentar nada a respeito. Não dessa vez, hehe. Conversamos por mais alguns minutos e depois subimos no carro pra ir embora. Mara tinha um olhar meio triste. Não tinha pensado que esse comentário poderia incomodá-la. Porque desde que ouviu ficou assim. Me ocorreu agradecer por ela ter me acompanhado. EU: Te convido pra tomar um sorvete… – falei olhando nos olhos dela. Ela me olhou de volta timidamente. MAR: Acompanhei você de boa, hein, não precisa sair comigo pra me pagar… – respondeu de boa, mas com um resquício de mágoa na voz. EU: Bom, sem problema… – falei pra não dar mais importância. MAR: Não disse que não quero… Só que você não precisa ser gentil comigo, não me deve nada. Me surpreendeu a reação dela, mesmo não sendo de má vontade. Talvez tenha pensado que eu me sentia na obrigação de fazer algo por ela, dadas as circunstâncias atuais. EU: Não tô te vendendo nada… Pela sua boa vontade hoje, me veio te perguntar se queria ir tomar alguma coisa, como amigos, só isso… MAR: Ok… Assim sim, vamos! – E sorriu de lado. Talvez tenha se sentido desconfortável por um momento. Como se eu “devesse convidá-la por obrigação”. E nada a ver. Era só um gesto com alguém que conheço há muito tempo. Esclarecido o mal-entendido, procuramos onde parar. Tinha bastante lugar numa sorveteria conhecida. Estacionamos na porta e nos preparamos pra descer. Já não lembro quando tinha sido a última vez que tínhamos saído. Esperei ela descer e caminhamos lado a lado até uma das mesas. De vez em quando meu olhar escapava pra ela. Tava muito gata. Sério. Mesmo tentando não fazer isso. Apoiei o celular na mesa e peguei o cardápio. Eu já sabia qual ela ia pedir, só esperava que me dissesse. EU: Faz um tempão não a gente vinha… – eu disse, olhando o lugar.
MAR: É, acho que desde antes da Covid.
YO: É verdade… Bom, você, taça gelada de morango com creme e granizado, com uma cereja…
Ela fez uma careta de lado.
Eu ia pedir o de sempre, mas tinha uns sabores novos e eu tava pensando.
Depois de uns segundos, olhei pra Mara pra perguntar sobre um que eu não fazia ideia.
Ela tava com uma cara de cu terrível…
O que foi? me perguntei.
Há instantes ela tava bem. Não 100% feliz, mas nada a ver com agora.
YO: Aconteceu alguma coisa? – perguntei.
Ela não respondeu.
Veio a garçonete e eu falei os sabores de sorvete que a gente queria.
YO: Ei! – falei baixinho.
MAR: Nada… Você recebeu uma mensagem no face. – ela falou, olhando pro lado.
Achei estranho.
Uma mensagem no face?
Além disso, o que poderia ser pra deixar ela assim?
Surpreso, peguei o celular e olhei.
Era uma mensagem da Sofia.
“Oi, Johnny, quanto tempo!! Como você tá?? Pra você os anos não parecem passar hehe”.
Fiquei imóvel.
A verdade é que foi uma surpresa ela me escrever.
Também não me dizia nada de outro mundo. Ou será que sim?
Olhei pra Mara e disse:
YO: Lembra da Sofia Machado, do colégio?
MAR: Lembro, sei quem é… – disse com irritação. A cara de cu que ela tava.
YO: É ela, tinha sumido haha. Ela me adicionou outro dia.
MAR: É, tô vendo…
Continuava irritada.
YO: Que foi, Mar?
MAR: Nada… Você tem razão, não é da minha conta o que você faz. Às vezes eu esqueço que a gente não tá mais junto.
Já tava começando a ficar desconfortável de novo.
YO: Tudo bem…
MAR: Ela é bonita… Tá tudo bem.
YO: Só me adicionou no face, nada mais…
Algo tava incomodando ela.
Era muito estranho ela ficar brava porque uma ex-colega falou comigo.
MAR: Tá requisitado ultimamente haha
Que estranho que tava tudo.
Não esperava justo dela uma cena de ciúmes.
Qualquer um diria que eu seria o ciumento, com uma gostosa como a Mara.
Desde que a gente sentou, vários que passaram tinham olhado pra ela.
YO: Nada a ver… Além disso, você Acordas como era a Sofia… Mais anti, haha.
Ela ia me dizer algo, mas calou a boca.
Notei na cara dela.
EU: O quê?
MAR: Nada… – ela disse, olhando pro lado.
Ela tava escondendo alguma coisa.
EU: Fala aí… o que foi?
MAR: Não tenho que me meter na sua vida. Já era, não é nada.
EU: Você não tá se metendo, tô perguntando eu mesmo… O que foi?
MAR: Ela sempre gostou de você… Você não sabia?
Abri os olhos que pareciam um cu.
Como? A Sofia?
EU: Você tá louca, haha.
MAR: Sério! Por que eu mentiria? – Ela falou com uma cara de muita credibilidade.
EU: Haha, e como você sabe disso? Vamos ver…
Trouxeram os sorvetes.
Agradecemos a garçonete e esperei a resposta dela.
Isso não podia ser verdade. Ela devia estar chateada ou com ciúmes.
Era muito estranho.
MAR: Porque ela nos contou anos atrás…
Fiquei duro.
EU: Como assim?
MAR: É… Ela disse que gostava de você, no colégio.
EU: Ela nunca me contou… Nem você também.
MAR: Você já tinha uma namoradinha ou sei lá o que era… Ela não ia te contar e pediu pra mim e pras outras meninas não falarmos nada.
Merda.
Que revelação…
EU: Você também não me contou depois… Com o tempo…
MAR: Pra falar a verdade, nem tava lembrando. Foi há mil anos, sei lá.
Que surpresa!
Eu tava saindo com uma mina naquela época.
Mas se eu soubesse que a Sofia gostava…
Mesmo assim, me surpreendia ela estar com ciúmes de uma pessoa que não via há anos, e não de quem eu fiquei e que fez parte de toda a confusão.
Bom, ela podia estar também.
Mas qualquer outra pessoa não devia significar nada perto do que rolou com a Sabrina.
Percebi que a Mara tava desconfortável.
Ela fazia caras como se quisesse me falar mil coisas, mas não falava.
Não foi um encontro muito agradável.
Terminamos os sorvetes mudando de assunto e tal, mas o clima esquisito era óbvio.
No caminho de volta ela quase não abriu a boca.
Falei com ela algumas vezes, mas notei que ela tava emburrada e preferi não insistir.
Ela agradeceu pelo sorvete, isso sim.
Mas foi a única coisa que ela fez a viagem toda.
Definitivamente não ia ser possível uma relacionar assim com ela. Claramente as coisas não iam funcionar daquele jeito.
Ela me cumprimentou bem, mas os olhos dela diziam outra coisa. Eu a conhecia.
"Valeu pelo sorvete e parabéns pelo apê", ela disse ao descer.
Fiquei com um gosto amargo na boca.
Não podia sair com ela de novo, era óbvio.
Foi aí que eu soube que não faria isso outra vez...
Não era bom pra nenhum dos dois. E isso, no fundo, me deixou muito triste.
Esperei ela entrar.
Me deu uma certa pena ver a imagem dela desaparecendo da minha vista.
Essa gostosa, essa pessoa incrível tinha sido, um dia, a mulher mais importante da minha vida.
Que final trágico tudo tinha tido. Sem dúvida nenhuma.
Fui embora mal. Muito chateado.
Quando cheguei em casa fiquei um bom tempo remoendo.
Só no momento que minha mãe chegou que eu consegui me distrair um pouco.
Nem vontade de responder a Sofia eu tive.
Ao ouvir que minha mãe tinha entrado, desci pra contar a novidade.
Ela levou numa boa.
Principalmente, considerando que dois dos meus outros irmãos iam continuar morando lá, sem planos de sair no curto prazo.
Ela fez um mate e conversamos um pouco.
Mais que nada, sobre o que tinha acontecido comigo.
A única coisa que a preocupava comigo saindo de casa, era que algo me acontecesse estando sozinho.
Eu não acreditava que pudesse me acontecer algo mais. Era impossível...
Os estudos estavam indo bem e eu me sentia cada vez melhor.
Ela também perguntou sobre a Mara, mas preferi não falar sobre isso.
Depois chegaram meus irmãos e eu chamei eles pra umas pizzas, pra comemorar, hehe.
Enfim, esqueci por um tempo o que tinha acontecido.
Depois sim, respondi a Sofia.
"E aí, Sofi?
Sim, passou um tempão!!
Pra você também não passou o tempo hehe".
Na moral, essa última frase eu não coloquei pra dar em cima.
Simplesmente escrevi.
Botei pra ver TV e foi ficando tarde. O sono começou a ganhar terreno no meu corpo.
Mas perto da meia-noite, quando eu estava quase caindo de cansado, a Mara me mandou mensagem de novo.
Não me incomodava que ela fizesse isso, mas me irritava não poder fazer nada para que tudo voltasse a ser como antes.
Logo ao abrir a mensagem, já dava pra sentir a amargura que ela trazia.
“Sinto sua falta 😔” dizia.
Eu não gostava disso.
Primeiro por ela e, segundo, por mim.
Algo dentro de mim se quebrava.
A questão era que eu não conseguia falar com ela normalmente, dizer coisas bonitas, fazê-la rir como sempre.
E se isso não acontecesse, ela não ia se sentir melhor.

EU: 😊
EU: O que tá fazendo?
Acabei escrevendo assim pra ela.

MAR: Nada, pensando em você… Sinto muito sua falta…
MAR: Desculpa se te incomoda que eu diga isso, mas não aguento mais essa situação.
Ela estava mais triste do que eu imaginava.
Não parava de amaldiçoar a hora em que decidimos sair do nosso caminho.

EU: Eu também pensei em você hoje…
MAR: Sério?
EU: Sério… Sempre penso em tudo.
MAR: Eu não penso em tudo… A única coisa que me mata é estar sem você 😔
Tudo doía muito em mim.

EU: Já conversamos sobre isso, Mar… Pra mim também é difícil
MAR: Vejo que você tá seguindo sua vida, mais ou menos normal…
MAR: Eu, desde que acordo até que vou dormir, não paro de sentir sua falta…
MAR: Dos seus beijos, seus carinhos, suas mensagens…
Que miséria.
Não dava pra continuar assim.
O que eu respondia?
O que eu colocava sem mentir pra ela? Sem enganá-la?

EU: Você acha que pra mim é simples te ver e não querer fazer o mesmo?
EU: Acha que pra mim é fácil? Que não deu vontade de te abraçar e te beijar quando fui na sua casa outro dia?

MAR: Você teve vontade de me beijar? 😳
EU: Sim, no fundo e, apesar de tudo que aconteceu, por um momento eu quase fiz, antes mesmo de você pedir…
EU: Mas não consigo tirar da cabeça aquelas imagens suas, no chuveiro, no chão, contra a parede… Não consigo.
EU: E toda vez que penso nisso, dá vontade de me afastar de você.

MAR: Tira tudo o que tá guardado aí dentro…
EU: Não funciona assim, Mar…
EU: Hoje, quando passei pra te buscar, lembrei daquela vez que fui te buscar em CABA na casa da sua amiga.
EU: Você tava vestida quase igual

MAR: Quando fomos na feira?
EU: Sim… e você acha que isso não mexe comigo?

MAR: Quem me dera poder apagar todas essas coisas ruins da sua mente EU: Mas não dá… E não consigo ser eu mesmo, com você, quando lembro delas. EU: Sinto muito, sério, mas não consigo MAR: Então? EU: A gente não devia mais se falar nem se ver… Não gosto de te ver mal Quando terminei de escrever isso, senti de novo um cansaço no peito. Tinha sido recorrente ultimamente. MAR: Não me fala isso EU: É que não vejo outra solução… Por mais que tenha acontecido o que aconteceu, me parte ao meio te ver com essa tristeza de merda e sinto que contribuo pra continuar te destruindo MAR: 😔 EU: Quem me dera fosse diferente, te falo de verdade MAR: Você tem razão… MAR: E me desculpa por tudo MAR: Te amo Uma sensação de raiva invadiu meu sistema. Peguei o celular e joguei contra a parede. Ele se abriu em vários pedaços. Senti uma vontade terrível de gritar com toda minha força até desmaiar. Caí de joelhos no chão… Por que fiz o que fiz? Era feliz com o que tinha… Quem me dera nada disso tivesse acontecido. Como isso arruinou minha vida…

Comentarios Destacados

Tremendo capítulo! El pibe necesita terapia URGENTE. De otra manera va a seguir siempre igual, sufriendo y haciendo sufrir, una lástima. Luego de esta última conversación y viendo los celos de Mara (esa frase "Veo que estás haciendo tu vida, más o menos normal…" lo confirma), no hará que ella busque al pijudo en forma de revancha? Qué pasará por la cabeza de Jon si los ve juntos por ahí? Tal vez sea eso que lo haga reaccionar: o le mueve el piso y se da cuenta que la sigue amando y lucha por ella, o definitivamente entierra toda posibilidad de un futuro con ella. Muy bueno hiphop911ok, gracias!
Si Mara se manda otra con Franco ya pierde a Jonas para siempre
yo creo que con un poquuto de terapia y yendose a vivir bien lejos, ellos podrían reconciliarse
@VIDENTE1979. no leíste que el flaco le escribió y ella le dijo que volvieron, para sacárselo de encima.

18 comentários - Capítulo 8: Minha Prima, Mara 3

Tremendoooo.. es increíble como me atrapa esta historia..!!!También pensaba q Jonas así se está destruyendo y destruyendo a mara..creo q si viera a mara con Fran u algún otro reaccionaria y se daría cuenta cuanto en verdad la ama.y lucharia por ella..
@Nemocabezon ya se lo dijo en el final de este capítulo
JukUik
@Nemocabezon . No bro, no dijiste eso, diste a entender, q Mara dbería volver a ver (Supongo q a cgerselo tmbn) a Franco o en su caso a alguien +, para q así cuando Jonás la vea se d cuenta q la ama mucho y luche x ella... eso fue lo q ntndí yo d lo q scribist.
O sea, cn eso yo concluyo q lo q quieres decir es q Jonás es el q la cagó y por culpa de él terminarn, q es él, el q debe luchar x Mara, y comerse todas las cagadas q hizo, haga o pueda hacer Mara.
JukUik
Yo por otra parte, como hombre, opino que si apenas hayamos terminado veo a mi ex-novia o me entero que está saliendo o viendose con el pibe, por el cual, en gran medida terminamos (ya que Franco no fue la única razón, sino la gota que rebosó el vaso). Simple y llanamente, le hago la cruz y ahí si ni le vuelvo a dirigir la palabra...
Eso me daría a entender que ya yo era su 2da opción.
Otro capitulazo! Y creo que todo apuntaba a esto.
Mara, tal y como le dijo a Fernanda, siente claramente que traicionó a Jonás y, si bien no fue exactamente una infidelidad, con todo el contexto de la situación es lógico que lo sienta así, al igual que Jonás, el tema es que es muy común en situaciones de ese tipo que quien traicionó se vuelve celoso o tiene algunas escenas de celos, porque inconscientemente está el temor a que la otra persona "les devuelva la mano", porque ellos mismos sienten que están en deuda al haber traicionado, claramente necesita la terapia a la que está yendo.
Jonás por otro lado va parecido, toda la rabia que siente al haberse sentido traicionado no se irá facilmente, menos si no va a terapia, y es que aun que ya no está conteniendo tanto lo que lo hace enojar y se lo comunica a Mara, eso no basta para que esa ira se vaya, y lo más autodestructivo es que gran parte de esa rabia la siente hacia sí mismo por haberle dado luz verde a toda esa cadena de eventos que terminó en lo del baño.
Creo que si hay la más mínima posibilidad de que fuesen a
bien plsnteado lo que decís en la primera parte.
JukUik
Muy bueno capítulo! Aunque la historia no ha avanzado mucho en cuestión de días, poco a poco va dando incidios de que por lo menos en el corto plazo (próximos meses) los caminos de Mara y Jonas no van a estar ligados, creo que cada uno seguirá por su lado, que quizás después vuelva a unirse, es muy probable pero por ahora no.

@pepegom1 Amigo, lo llevo comentando desde los capítulos anteriores, Mara está clara que ella SI LE CAGÓ LA CARA A JONAS, por eso esa paranoia de que Jonas esté hablando o viendose con otra mujer (sea esto así o no) cuando en estos momentos no son pareja, si ahora pasa eso, se imaginan si llegan a juntarse nuevamente?

Por otra parte yo si pienso que lo engañó al Jonny, desde el momento que (PARA MI, y esto es una teoría mía, aunque no creo que hiphop revele esa información) Mara convence a Gabi para que no termine a Brian, y que a partir de ahí empezó ella a coger con Franco. Desde el momento que decidió hacer cosas a espaldas de Jonas (así él estuviera en la misma casa, Mara esperaba a que él se durmiera y/o saliera a comprar algo, por ejemplo: la ultima chupada en el baño donde Franco se puso de intenso), desde el momento que, a espaldas de Jonás confabuló con sus amigas para los examenes de sangre, y que le pudieran llenar el útero y las tripas de leche (y no precisamente de la de Jonás), esas conversaciones con sus "amigas" donde no hacían más que insinuarle y decirle una y otra vez que siguiera cogiendo con Franco a espaldas del Jonny, y que ella no las cortara de raíz, sino que dejara una ventanita ahí abierta de que si podía llegar a pasar. Todo eso para mí es engañar, y parece que Mara siente lo mismo, porque si no fuera así, ella no sentiría ese remordimiento de conciencia, y esos celos y desconfianza hacía Jonas. (OJO ESTO ES TODO UNA OPINIÓN PERSONAL, PUEDE QUE ESTÉ EQUIVOCADISIMO)

Jonas no tendrá confianza en Mara ni en las amigas de esta, y Mara se la pasará con celos estupidos debido a su remordimiento de conciencia que le genera esa paranoia de que Jonas le va a devolver el engaño (Por cierto ese beso que se dieron, me da toda la impresión que Mara lo comparó con el de Franco, como tratando de convencerse una vez más de que por este no siente nada, cosa que no entiendo esa necesidad de estarse recordando eso, solo me hace pensar mal de ella y que sigue encaprichada con Franco).



@Corredor_1718 Bro yo pienso que si Mara por vengarse (sin sentido e injustificadamente) de Jonás llega a empezar a salir en público con Franco para que los vean juntos; Jonás ahí si ni le dirigiría la palabra a Mara, siento que eso sería la gota que revalsaría el vaso y acabaría con todas las posibiidades de una reconciliación. En mi opinión que Mara hiciera eso, para Jonas, significaría que siempre hubo algo más entre Ella y Franco y que no era solo por "la pija" y que era solo "sexo" como le repetía Mara una y otra vez. Si solo con recordar lo que pasó el pibe se siente para la mierda, si los llega a ver juntos en la calle o le llega el comentario mínimo se pone a llorar, ahí si se le termina de hacer polvo el corazón.
Amigo creo que te haces mucho la cabeza,para mí la historia es más simple, mara quiso probar la liberalidad sexual influenciada por Fernanda y se terminó calentando con franco y se le fue de las manos y ahora se quiere matar,
Y para mí que le dijo que le escribe Franco para ver si Jonas demostraba algo de celos,no se para ver si la sigue queriendo
Mara se mando al frente sola al decir que franco le mando mensajes. Ahí no dijo toda la verdad. Se sigue viendo y cogiendo con franco y se hace la víctima putaaaaaaá
pol2839 +1
esa aaaaaaaaaaaaaaaaaa repetida es genial todos lo pensamos jajajajajaja
JukUik
Repito, para mi, algo tuvo que pasar en esas semanas entre el rompimiento de Jonás y Mara y el momento en que Jonás sufrió el infarto. Alguna cagada se tuvo que haber mandado Mara, algo hizo y muy probablemente con Franco para tomar la decisión de ir al psicólogo.

Creí que había sido el único en pensar mal cuando Mara le dijo a Jonás que Franco le había estado escribiendo.
En lo personal, ya me relajo tanto sentimentalismo novelero, está bueno pero yo creo que necesita más fluidez sexual en mi humilde pensamiento, antes me leí cada punto coma y ahora hasta me salteo párrafos.
Después aparecen comentarios de “esto de dónde salió?” “Cuando dijo eso?” “En qué momento hizo tal cosa?” Jajaja
JukUik
Yo lo he dicho acá varias veces, hay que poner atención a lo que parece sin importancia, ya que despues tiene relación lo algo realmente importante, como por ejemplo las fintas de confesión de Gabi y Mara hacia Jonas con respecto a la relación entre Brian y Gabi,
creo que todos, en algun momento sentimos la bronca de Jonas cuando se fue de la casa en el libro "el camino de la tentacion" y quisimos gritar MARA LRCDTPM, pero aca todos queremos lo mismo, escribile a sabri contale que estuviste casi tocando el arpa y veanse, y que se vaya todo a tomar por culo. Posta muy muy buena historia que nos tiene en vilo a tus suscriptores. PD ponele precio ya a los 40 capitulos asi los leemos todito de corrido por favor
Y porq no aparecieron más fernanda.martin.gabi ..etc.. ellos saben bien lo q mara anda haciendo con Brian y franco. Por eso siquiera le mandan mensaje a Jonas. La siguen cubriendo a mara y la siguen enfiestando entre todos. Es mi opinion
Porque no son verdaderos amigos,en las malas es donde sabemos quiénes son nuestros amigos.
porque no son los protagonistas y ya cumplieron con lo suyo, aca lo importante es Mara Jonas y el amor, el smor heterosexual como diria un filósofo
@garcheskikpo Todo marchaba relativamente bien, hasta que comenzó a marchar relativamente mal 🤣
Me gustaría que Jonas le pegará un par de sopapos a Franco, aunque Franco no es tan culpable,en parte lo es,yo me preguntó,Jonas ya no ama a Mara o solo tiene bronca por ella por lo que hizo???
vos leíste el texto con la visión de Franco??
@garcheskikpo si,no me cae nada bien ese tipo
jajaja a mi tampoco, pero leíste completo? con la versión paga tambien?
emmaq
No me eata gustando la actitud de jonas. Otra vez esta siendo pasivo. Piensa una cosa y hace otra. Y se esta poniendo a Mara en un papel de victima q no le corresponde. Mas sin saber todo lo q realmente paso o queria q pase con Franco.
@emmaq Lee los de “una mirada…”
@hiphop911 ah, no… Ahí no se menciona!! Jaja es material inédito aún
emmaq
@hiphop911 buuu jeje. Eso q quiere decir. Q se explica en una mirada
JukUik +1
@emmaq Si Mara era la que quería que le llenaran el útero y las tripas de leche, de quien crees que fue la idea de los examenes?🤔🙄

Por eso yo digo, muchos acá intentan justificar a Mara, diciendo que Jonás también es culpable, y si el tiene culpa, pero el en ningún momento le dijo a Mara que hiciera a su espalda todo lo que ella hizo, la mamada a franco en el baño mientras el dormia, los examenes, tragarse la leche de franco, dejarlo que le llenara el útero, prepararse el orto para que la dejara sangrando lo menos posible.

Y lo más critico sería: Y si Mara en serio convenció a Gabi para que no terminara a Brian (Como digo en mi teoría). ¿No habría estado Mara cagandole la cara a Jonás durante todas las juntadas?

Cuando hiphop911 revele la información de porque Gabi decidió no terminar a Brian antes de la juntada donde Mara empezó a coger con Franco, Mucho de los que defienden acá a Mara a capa y espada, se van a quedar sin argumentos para hacerlo, o los que no creemos en Mara vamos a tener 1 argumento menos para desconfiar de ella.
JukUik
Bueno yo sigo creyendo que lo que escribes, así algunas veces se vea sencillo y que algunos piensen que la historia no es nada muy complicado ni para matarse la cabeza, tu has demostrado que lo simple lo conviertes en complejo. Porque después nos enteramos que cosas que se veian sin importancia o de las cuales no escribes mucho para no dar spoilers resultan siendo muy importantes en futuros acontecimientos.
JukUik
Bueno @hiphop911 Nos queda seguir disfrutando de la trama, seguir con nuestras teorias locas, y esperar para conocer el desenlace que le diste a la relación de Jonás y Mara, y de toda esta historia en general.
@JukUik Estoy pensando en dividirlo en dos partes… Es demasiado… Veré qué hago…
Otro detalle. Cuando Jonas solo que mara lo cagaba con un pujido del gym. Eso fue una premonición en sus sueños
cuando largas, ce haciendo extenso la espera, quiero leerlo completo, esperonque este pronto
Sigo diciendo que es muy duro jonás. Tendría que ir el también con psicólogo así lo hacen recapacitar
Más alla de que es un relato, de hecho uno muy bueno, queda claro lo casi imposible que es remontar una traición. La Parte traicionada nunca volverá a tener confianza en su pareja por lo recurrente de la imagen de la traición, lo cual es la muerte de la relación. Y la parte que se mandó la cagada si quiere volver, vivirá el resto de su vida arrastrándose para obtener el perdón. Una vida de mierda dicho en criollo.
Iba a decir "salí de ahï maravilla"!!! pero parece que va a salir solito de ahi jaja
Creo que mara está embarazada
a menos que estuvieran vencidas sus pastillas.... No lo creería
@garcheskikpo nose
emmaq
Para mi Jonas cada dia esta mas pasivo. Todo lo hace por lo que quieren los demas, o porque no quiere q los demas se sientan mal. Q paso con el jonas q tomaba las iniciativa?
emmaq
Por ejemplo al principio el tomaba toda la iniciativa en la relacion y despues puf un pasivo q hace lo q quiere mara y nunca dice q no jamas. Y se enamora de la nada de Sabrina q ni la conoce fuera del sexo