Eu mesma pedi por isso

19 anos e caí por conta própria, nem sei pra onde ainda.

1ª PARTE

Uma sexta à noite saí com minhas duas melhores amigas, Lorena e Paola. Fomos jantar num restaurante no centro e, na saída, como era muito cedo pra ir pra casa, por sugestão da Lorena, que não lembrava quem tinha recomendado aquele lugar, fomos pra uma casa de strippers, pra nos divertir e poder dançar.

Entramos e era um lugar espaçoso. No fundo tinha um palco muito bem montado. Tinha instrumentos musicais instalados, então imaginei que teria banda de rock. Pensei: "Isso é foda". Depois, tinha umas 5 ou 6 fileiras de cadeiras pra ver o show e, em seguida, uma área de passagem e, atrás, mesas e cadeiras. Quando a gente sentava de frente pro palco, à esquerda tinha um lugar pra dançar e à direita ficava o bar, lotado de gente. Eu vi uns dois ou três caras com uma camisa com o nome do lugar filmando o pessoal bebendo, dançando e alguns casais se pegando.

Aliás, meu nome é Nancy, acabei de fazer 19, tenho 1,65m, cabelo curto castanho avermelhado. Olhos verdes e muitas sardas. Meu corpo, segundo dizem, é lindo, bem definido por causa da academia. Eu, pessoalmente, acho que faltava um pouco mais de peito, embora morra de medo de entrar num centro cirúrgico pra aumentar. Minhas duas amigas têm a mesma idade, alguns meses mais velhas que eu. A Lorena aumentou os peitos.

NANCY: "Olha, meninas, tem uns caras filmando, não vamos fazer merda."

As duas responderam com um "OK".

Dois strippers subiram no palco e começaram a dançar, rebolando tudo. Tiraram as camisas ou regatas e ficaram com o torso nu, no meio da gritaria das mulheres que esticavam as mãos pra eles subirem. Um deles ficou no palco se mexendo, e os outros dois desceram pra pista de dança, enquanto as mulheres metiam a mão neles e eles nelas. A gente acompanhava tudo com o olhar vidrado, como se não acreditasse no que via. Já vi mulheres se jogando em cima da rola dos strippers, algumas pra chupar e outras... pra foder. No meio da fumaça de cigarro, do álcool e de alguma droga, junto com a música estridente e as luzes, eles se soltavam e faziam coisas que na vida normal nunca pensariam em fazer. A gente ficava na nossa, discreta e longe de tudo.

Eu olhava pro palco e dava uma olhada no resto. Passei o olho pelo balcão. Era uma fauna completa de caras diferentes uns dos outros. Onde o balcão terminava, tinha uma mesa com três ou quatro cadeiras, mas só uma ocupada. Era um cara de aparência magra, preto, e eu não conseguia ver mais nada. A mesa dele tinha um lugar especial, porque dali ele dominava a visão de tudo. Durante o tempo que a gente ficou no bar, ninguém nunca sentou na mesa dele. Uma das vezes que olhei, tive que desviar o olhar na hora porque ele, com um olhar comprido, tava olhando pra nossa direção, sem eu saber pra quem.

A atitude daquele homem, sentado sozinho e com um copo de sei lá o que ele tava bebendo, me intrigava. Ninguém chegava perto nem falava com ele. De vez em quando, algum garçom ou alguém que tava atrás do balcão, pelo que deduzi que seria, senão o dono do lugar, o gerente.

Decidimos ir embora e passamos perto dele. Lorena e Paola nem olharam pra ele, mas eu sim. Me intrigava, olhei pra ele e ele mal notou minha passagem por ali. Saímos na rua e levei as duas pra casa delas. Depois fui pra minha. Tomei banho e deitei na hora. Mas não conseguia dormir pensando naquele bar e naquele personagem estranho. Adormeci.

No dia seguinte, fui no clube um pouco e encontrei a Paola. Ela me perguntou se eu ia sair, e eu disse que ia ficar em casa naquela noite. Quando a noite chegou, tomei banho e, não sei por que, parecia um robô: me vesti com uma minissaia e uma blusa branca. Por baixo, sutiã e calcinha fio dental brancos. Um tênis rosa completava meu visual. Saí na rua e parei o primeiro táxi que passou, dei o endereço. Parecia programada, em pouco tempo tava na porta do bar. Juntando força e coragem, entrei. A música aturdia, acompanhando a fumaça de cigarro e outros cheiros. Sentei sozinha Pedi uma mesa e um coquetel que me serviram na hora. Quase não tinha álcool. Fiquei olhando o show quando vi ele chegar, cumprimentado respeitosamente pelos garçons, e sentou no mesmo lugar, sozinho. Logo tinha um copo na mesa. Ele tomou um longo gole e eu, ao ver aquilo, desviei o olhar para o palco. De canto de olho, vi que ele examinava todo o salão.

De repente, um garçom se aproximou de mim.

GARÇOM: (apontando para ele) Moça, o dono do lugar, como a senhora está sozinha, convida para sentar na mesa dele.

Olhei e vi ele levantar o copo, como num brinde. Levantei e segui o garçom até a mesa dele. Fiquei parada na frente dele. O garçom puxou uma cadeira ao lado dele para eu sentar, e assim fiz.

Agora que estava perto, o cara era magro, alto, muito bonito, negro. Sorrindo para mim, mostrou aquela dentadura branca impecável que iluminava o rosto dele.

— Oi — disse ele —, meu nome é Omar e sou o dono disso aqui.

NANCY: — Oi, meu nome é Nancy.

O garçom interrompeu, trazendo uma garrafa de champanhe, abriu e serviu as duas taças que trouxe.

OMAR: (me oferecendo uma das taças e pegando a outra) Vamos brindar à nossa amizade que tá começando. Saúde!

E virou a taça de uma vez.

NANCY: — Saúde! (e fiz o mesmo)

Ele serviu de novo.

OMAR: — Esperava que você viesse ontem, depois de deixar suas amigas, querida Nancy.

Fiquei surpresa, sem resposta.

OMAR: — Ontem você me olhou muito, por isso pensei que voltaria sozinha.

NANCY: — Era muito tarde.

OMAR: — É, mas a noite é linda pra curtir. Bom, mas você já tá aqui.

Não sabia nem por que estava ali, o que fazia ou pensava. Nada. Só que estava ali, tomando champanhe com um cara.

O garçom trouxe outra garrafa e deixou na mesa. Não percebi na hora, mas ela veio aberta. Omar continuou servindo, e se eu recusava, ele insistia pra eu beber, sempre de boa.

Na segunda taça dessa garrafa, comecei a ficar tonta e rir que nem uma idiota. Ele parecia não sentir nada, claro, já que na segunda garrafa ele fingiu que bebia. Tirou do bolso um porta-comprimidos e tomou um. Colocou na frente da minha boca

OMAR: toma isso, vai alegrar teu espírito

NANCY: não, por favor, o que é isso. Não tomo comprimido.

Nem terminei de falar a frase e já tinha o comprimido na minha boca junto com champanhe. Em poucos segundos senti um calor no corpo e comecei a me mexer na cadeira.

OMAR: Dança pra mim aqui.

Ele me fez levantar e eu comecei a dançar freneticamente a centímetros dele. Ele me oferecia água mineral que eu bebia desesperada, enquanto acentuava meus movimentos.

Segurando minha mão, ele puxou eu pra perto dele.

OMAR: tira os tênis que vai ficar mais confortável pra dançar.

Enquanto eu tirava os tênis, ele abaixou o zíper da minha minissaia e com um puxão ela caiu no chão. Continuei dançando no ritmo daquela música só de camisa e roupa íntima. Ele colocou outro comprimido na minha boca e me deu uma garrafa de água.

Já não conseguia pensar, minha cabeça não dava conta. Minha única vontade era levada pela dança frenética. Tava com sede, muita sede e calor.

OMAR: tá com calor?

NANCY: (balançando a cabeça) sim, muito

OMAR: tira a camisa que vai ficar mais confortável.

Olhei pra todos os lados, todo mundo tava absorto olhando pro palco, se mexendo no ritmo da música, como se estivessem em outro mundo. Tirei a camisa, tava bem suada, e entreguei pra ele, que pegou e colocou numa cadeira junto com a saia e os tênis. O garçom veio, a um sinal dele. Ele concordou com a cabeça com o que o dono disse, pegou minhas coisas e levou pra dentro, sumindo da minha vista. Aquilo pra mim pareceu um sonho, eu tava bem dançando. Me sentia excitada, suada e com a buceta molhada.

OMAR: (me dando incentivo e passando a mão na minha bunda) dança, ruiva, dança pra mim.

Só pra satisfazer ele, acentuei minha dança. Ele se levantou e ficou do meu lado. Era bem mais alto que eu e mais forte. Tirou outro comprimido e eu, já mansa, abri a boca e tomei água, muita água. Tanta que suava o dobro. Tudo que eu bebia saía pelos meus poros, sem vontade de ir mijar. Já não sentia nem sabia quem eu era, só Tava a fim de dançar pra ele. Ele me pegou pela mão e, puxando, eu fui atrás. Abriu uma porta e entramos num corredor comprido, com vários quartos. Fomos até o fundo, o garçom abriu a porta pra gente. Olhei pro garçom e, me mexendo, falei:

NANCY: oi, gato

Isso fez as duas rirem, e eu também.

OMAR: tudo pronto, Carlos

CARLOS: sim, senhor

NANCY: (rebolando) sim, senhor, tudo pronto.

Isso fez os dois rirem. Ficamos sozinhos no quarto, eu e o Omar. Não tinha muita mobília, só uma cama grande e fofa, uma TV e uma geladeirinha. Me posicionei no centro do quarto, de frente pra cama.

OMAR: fica aqui.

Nem percebi que o garçom entrou com uma câmera filmadora. Omar se jogou na cama, se recostando nos travesseiros na cabeceira. Vi que ele tinha se pelado e, do jeito que eu tava, nem liguei. O garçom só focava em me filmar, e eu, feita uma idiota, dançava e ria na frente da lente.

OMAR: isso, muito bem, dança pra mim. Tira o sutiã e joga pra cá.

Tirei o sutiã, enquanto o garçom não perdia um detalhe. Eu, toda sorridente, joguei o sutiã pro Omar, que pegou no ar.

OMAR: (levando o sutiã ao nariz e à boca) show, quentinho e molhado, do jeito que eu gosto. Agora a calcinha.

Desci ela e caiu no chão, sempre seguida pela câmera. Peguei e entreguei pra ele, que cheirou.

OMAR: (cheirando) humm, que delícia, toda molhadinha e com um cheirinho gostoso. Continua tua dança.

A terceira pílula começou a fazer efeito em mim, eu dançava qualquer coisa, a música era alta e agitada. Sorria que nem uma idiota pra câmera.

OMAR: (ajeitando os travesseiros) vem, gatinha, vem comigo, dançando vem pra cá, isso, assim tá perfeito.

As palavras dele me faziam mexer mais.

GARÇOM: damos outra pílula pra ela, senhor?

OMAR: não, já tá boa demais.

Ele puxou eu e caí em cima dele, senti o pau dele encostando no meu corpo. Me beijou na boca, metendo a língua na minha boca, brincando com a minha, enquanto a mão dele apertava. minhas tetinhas pequenas. Eu beliscava meus mamilos torcendo eles. Isso me excitava ainda mais e xinguei por não ter colocado peitos maiores, mas espero que ele goste desses. A mão dele chegou na minha buceta, abrindo entre, os dedos dele nos meus lábios vaginais. Eu estava delirando. Com a outra mão ele pegou a minha e levou até o pau dele ereto.

OMAR: desce e dá uns beijos nele, assim ele não fica com ciúmes.

Desci e vi o pau que tinha na minha mão e meio que me assustei. Era enorme, completamente preto e muito fibroso. Pensei se minha buceta seria capaz de engolir tudo aquilo. Peguei ele nas minhas mãos e comecei a chupar todo o tronco dele de cima pra baixo. Fui até as bolas dele, lambi e coloquei na minha boca.

Eu desde os quinze, quando perdi minha virgindade, sabia o que era chupar e transar. Só que nunca quis que fizessem no meu cu.

Inclusive quando a gente ia pra alguma balada e só tinha grana pra uma dose e a volta pra casa, a gente falava com os caras da porta e oferecia fazer um boquete pra eles deixarem a gente entrar.

O cara com a câmera se aproximava e se afastava direto. Chegava perto pra pegar os planos fechados, da minha cara de tesão, e se afastava pra me filmar inteira.

Eu já tinha entrado num êxtase total e não ligava pra mais nada, só pro que eu tava fazendo naquele momento. De repente senti minha boca cheia de porra e parte dela no meu rosto ou no canto dos meus lábios. O cara aproveitou bem pra me filmar em close.

Eu tava exausta mas ainda excitada. Senti uma picada no meu braço direito, olhei e o cara tinha me dado uma injeção de sei lá o que.

Minha excitação só aumentava, queria transar mais. Omar levantou da cama e pegou a câmera, enquanto o cara se despia e se jogava em cima de mim. Nem recusei, pelo contrário, recebi ele com beijos e abraços. Já tava de pau duro e eu molhada. Ele meteu na minha buceta e a gente se mexeu freneticamente. A boca dele beijava e mordia meus mamilos e a gente gozou junto numa foda do caralho.

Eu continuava com tesão e o Omar voltou, que com a ajuda do cara Viraram. Quando vi que queriam me comer no cu, tentei não me rebelar. Teve luta dos três e eu caí vencida. Senti o estilete do Omar entrar no meu buraco negro, dando um grito de dor. Parecia que eu estava me rasgando. Desmaiei, não sei se por isso ou pelo cansaço da noite. Fiquei estirada na cama.

Quando acordei no dia seguinte, estava numa cela pequena. Meu tornozelo direito com uma corrente presa na parede e, ao tocar meu pescoço, notei com horror que tinha uma coleira de cachorro com uma plaquinha. Tentei ler e não conseguia. Tentei tirar a coleira e era impossível. Nem vou falar da minha perna presa na parede.

Pensei: o que fizeram comigo, onde estou. Me mexi e o chão estava com sangue, eram restos de sangue do meu cu. Só pensei: "o que eu fiz", "onde estou", "quando vão me soltar". E não tinha respostas pra isso. Lembrava algumas coisas da noite, outras eram como uma névoa e, por momentos, nada. Só lembro da câmera se aproximando e se afastando de mim. Me levantei como pude. A corrente me deixava chegar até a porta. Me agarrei nas grades. E gritei.

NANCY: Alguém me ouve? Onde estou? Quando vão me deixar ir? Omar, vem cá.

Senti passos se aproximando e respirei, pelo menos tem alguém, dentro de todo esse silêncio. O cara com um pau grosso bateu nas minhas mãos que seguravam as grades. Me afastei gritando de dor.

GUARDA: Pra trás, sem se agarrar.

Não aguentava a dor dos meus dedos e mãos e me joguei no chão, sem dizer mais nada. Vi abrir uma janela embaixo da porta e entrarem comida e água. Tentei perguntar e ele não respondeu. Peguei o prato, era um macarrão meio coalhado. Cheiro ruim, mas eu tava com fome e comi, tomando água natural que parecia estar quente. Chorei arrependida do que fiz, de ir naquela balada e tudo mais que aconteceu. Na real, sabia pouco do que rolou e do que fiz. A única coisa que sabia era que tinham me comido até o cu.

Jogada no chão, suja, totalmente pelada, trancada numa cela com uma corrente no meu tornozelo. Encostada na parede e com uma coleira de puta, esperando que alguém aparecesse, vi que a noite estava chegando. Parecia que eu estava sozinha no lugar, o guarda não tinha voltado e tinha um silêncio total. Se eu gritasse, o eco da minha voz voltava. Pra piorar, a janela que dava pra fora era pequena e ficava alta, e por mais que eu me esforçasse, não conseguia escalar a parede pra olhar lá fora, pra ver onde eu estava. Ouvi trovões e começou uma chuva torrencial, pelo barulho. Lá fora, sem lua, era tudo escuridão. De repente, as luzes do prédio onde eu estava apagaram de vez, e fiquei mergulhada numa escuridão total. Ouvi o andar de ratos ou camundongos e fiquei com medo. Um deles roçou na minha perna e eu soltei um grito. Sentei no chão debaixo da janela, apoiando as costas na parede. Os trovões ecoavam no ambiente e deixavam tudo mais sinistro. Tentei não fechar os olhos e dormir, mas o sono me venceu, e ali sentada, acabei dormindo.

A manhã me surpreendeu e acordei sobressaltada ao ouvir barulhos nos corredores. O guarda passou meu café da manhã por debaixo da porta, que era mate amargo com pão duro. Eu tinha que molhar no mate pra conseguir comer. De novo, horas de silêncio, e os barulhos de passos voltaram, se aproximando da minha cela. O guarda abriu a porta e apareceram dois caras, pelo físico pareciam fortes. Usavam roupas comuns e o rosto estava coberto por um capuz. Um deles soltou a corrente do meu tornozelo e no lugar colocou uma algema ligada ao outro tornozelo. Andando, eu não conseguia dar passos de mais de 20 centímetros. Minhas mãos foram algemadas nas costas e depois me empurraram pra andar. Mal conseguia caminhar. Perguntava pros caras pra onde estavam me levando e o que iam fazer comigo. Pareciam surdos ou mudos, não emitiam nenhum som. Me levavam quase correndo, dentro das minhas possibilidades. Cheguei ofegante no lugar de destino. Abriram a porta e era um consultório médico com centro cirúrgico. Tinha duas ou três enfermeiras e a mesma quantidade de Médicos e todo mundo tava com o rosto coberto por máscaras e toucas que não deixavam ver a cara deles. Me levaram pra um lugar e puxaram duas mangueiras tipo de bombeiro. Duas mulheres apareceram com roupa de chuva e botas. Uma abriu uma das mangueiras e jogou espuma de sabão no meu corpo. Ensaboada e sem conseguir abrir os olhos, senti uma esponja áspera passando forte por todo o meu corpo. Depois se afastaram e uma abriu a outra mangueira, e jatos de água fria caíram no meu corpo. Quando terminaram, me deixaram uns 20 minutos pra eu secar no sol. Voltaram e me levaram pra dentro.

Me fizeram entrar num dos consultórios e me subiram na maca. Tiraram as algemas e, abrindo minhas pernas, me amarraram nas pontas da maca. Fizeram o mesmo com meus braços. Ninguém falava comigo, quando eu perguntava, com medo, o que iam fazer comigo.

Via eles indo de um lado pro outro, como se estivessem esperando alguém. Não sei se iam começar ou o quê comigo.

Uma porta se abriu e entrou um médico, também sem dar pra ver o rosto dele, acompanhado pelo Omar.

NANCY: Omar, ainda bem que você veio, ninguém fala comigo, ninguém responde minhas perguntas.

OMAR: Calma, Nancy, não tem nada não.

O filho da puta deixou umas coisas com uma das enfermeiras e foi embora. O médico principal mandou acender todas as luzes, enquanto calçava as luvas de látex. Eu tava apavorada. O médico principal deu a ordem pra começar. Foi na minha buceta e, com a ajuda de outro, colocou um expansor que abriu minha buceta, como se eu fosse ter um filho. Ficou trabalhando lá dentro e, quando terminou,

MÉDICO: Beleza, as trompas tão ligadas. Mais uma que não vai poder parir.

Eu queria morrer, ligaram minhas trompas pra evitar que eu engravidasse, e aquilo era irreversível. Chorei amargamente e xinguei eles da cabeça aos pés, por quê? Por quê?

Podiam ter deixado o DIU que eu tinha e não fazer isso comigo, me deixar sem poder ter filhos pra toda a vida. Mas não tive tempo pra chorar ou me lamentar. esses filhos da puta continuavam e não sei com quê. Me colocaram uma mordaça e fizeram coisas muito ruins pro meu corpo. Uma das enfermeiras trouxe um estojo chato, que o Omar tinha deixado. O cirurgião abriu e disse:

CIRURGIÃO: bonitos, né?

ENFERMEIRA: sim, e bem modernos.

NANCY: (desesperada pra ver o que era e onde iam colocar) humm, mmmmmm

Eu me desesperava por não poder falar, perguntar, só murmúrios sem sentido. A enfermeira tirou um anel de metal que tinha uma abertura. Pensei: isso pra quê, o que vão fazer comigo? Essa mesma enfermeira abriu mais o anel e entregou pro cirurgião, esse predador de corpos de mulheres. Ele colocou na base da minha teta direita e fechou. Depois, com uma pinça que passaram pra ele, começou a ajustar. Enquanto fazia isso, minha teta parecia aumentar e meu mamilo parecia explodir. Doía pra caralho. Aí foi pra minha teta esquerda e fez a mesma coisa. Era uma dor do cacete, e minhas lágrimas escorriam pelo rosto, enquanto eu via as tetas incharem mais e ficarem avermelhadas. A enfermeira pegou uma caixinha pequena e entregou pro cirurgião. Ele abriu e tirou um anelzinho de metal, devolvendo o estojo vazio. Olhou pra ele e abriu. Eu olhava com pânico o que ele ia fazer. Ele foi na minha buceta, pegou meu lábio vaginal maior e, sem mais nem menos, na minha cara de desespero, perfurou. Eu pulava o que podia em cima da maca. Ele pegou o anel e passou pelo buraco feito. Que dor insuportável. Depois fez o mesmo com o outro lábio, passou o anel e fechou automaticamente.

Tiraram as algemas pra colocar de novo nos tornozelos e nas mãos pra trás, e os encapuzados me levaram pra minha cela. Chegando lá, tiraram todas as algemas, mas antes pegaram a corrente presa na parede e colocaram no meu colar de puta. Depois tiraram do gancho da parede, encurtaram e colocaram num gancho mais baixo, de um jeito que o máximo que eu conseguia era ficar de joelhos ou de cócoras. Meus peitos estavam ficando mais vermelhos e doíam pra caralho. Os mamilos... Parecia que iam pular. Me largaram no chão, com água por perto e uma vasilha cheia de comida, e foram embora. Depois de um tempo, no escuro, tateando, consegui comer. Em seguida, me joguei contra a parede e não conseguia dormir por causa dos meus peitos, que eu apertava pra um lado e pro outro. Não queria tocá-los porque estavam tão sensíveis que doíam ainda mais.

Vieram me buscar bem cedo de manhã e me levaram pros médicos. Eu estava largada na maca, olhando o que iam fazer comigo. Colocaram a mordaça de novo. O médico assassino de ontem entrou e calçou as luvas.

Apertou meus peitos, me fazendo ver não só as estrelas, mas até a última via láctea. A enfermeira entregou outro estojo pra ele, que abriu e mostrou pros outros, mas não pra mim.

Depois, pegou meu mamilo direito e começou a perfurá-lo, enquanto eu me desesperava de dor. Passou o anel por ele e foi pro outro mamilo, fazendo a mesma coisa. Uma dor intensa tomou conta de mim e um vazio no estômago que parecia que eu ia desmaiar. Uma das enfermeiras me fazia inalar álcool pra evitar que eu apagasse. Com cuidado, que não tiveram antes, tiraram os anéis das bases dos meus peitos e meus peitos ficaram livres daquela pressão. Me levaram de volta pra cela e não me tiraram de lá a tarde toda.

À noite, não sei exatamente a hora, mas acho que depois das 23h, ouvi não muito longe dali música, alegria de gente gritando, risadas, etc. O que eu menos imaginava é que aquela festa era em minha homenagem. Os dois encapuzados de sempre vieram me buscar, me fazendo andar na frente deles de quatro. Chegamos no lugar, era ao ar livre, música bem alta, garrafas de álcool pra todo lado e mesas com 4 ou 5 pessoas em cada uma. Calculo que tinha mais de 100 pessoas, de ambos os sexos. Homens e mulheres elegantemente vestidos a rigor e todos com máscaras, nenhum de cara limpa.

Omar apareceu e sentou na mesa central. Onde as mesas terminavam, tinha uma tela gigante de cinema. Me colocaram no chão, do lado de Omar. Beberam e cantaram por mais de uma hora. Depois, Omar pegou um microfone. Tinha também alguns funcionários da boate servindo nas mesas, e entre eles o garçom.

OMAR: beleza, amigos, estamos aqui pra comemorar a chegada de uma nova porca.

Teve aplausos e risadas. O garçom veio e me mandou ficar de pé, e enquanto Omar falava, ele mostrava os piercings no meu corpo.

OMAR: como vocês podem ver, ela tem dois piercings nos peitos e um nos lábios da buceta. Além disso, implantamos, que a partir de hoje, em vez de usar DIU, amarramos as trompas dela. Essa aqui já passou por isso, ou seja, nunca vai engravidar.

Com a equipe médica, estamos avaliando fazer uma nova intervenção nela, a definitiva. A menstruação é chata tanto pra elas quanto pra nós. Pra elas porque às vezes ficam irritadas e mal-humoradas, e pra nós porque não podemos usar elas e aguentar os cheiros. Por isso, estamos pensando em esvaziar ela, pra evitar o prazer. Embora depois tenhamos que educar a mente dela pra erradicar de vez o prazer nelas. Mas por enquanto, amanhã vamos colocar um piercing no clitóris dela e depois mandar ela pro campo de treinamento. Quando decidirmos se vamos esvaziar ela ou não, a gente traz de volta. Agora vamos ver um filme sobre ela. Aproveitem, amigos, e saúde!

Não, eu não podia acreditar. Amanhã iam colocar um piercing no meu clitóris e, além de terem amarrado minhas trompas, iam avaliar me esvaziar. Eu tremia, não sei se de medo ou de raiva, e ainda por cima começaram a passar a filmagem sobre mim.

Mais de três horas de filmagem sobre mim. Passaram o primeiro dia, quando fui com a Paola e a Lorena. As três sentadas numa mesa, olhando o show, e eu olhando de canto pro Omar. Depois, quando fomos embora as três juntas.

Pensei que a Lorena e a Paola tinham escapado de tudo isso, e a estúpida tinha caído nas redes de uns mafiosos. Não sei onde isso ia dar, mas não seria nada bom, isso é certeza.

1 comentários - Eu mesma pedi por isso

Si el relato fuera real me encantaría ver una foto tuya desde el ombligo p arriba aunque sea escotada me vuelven loco las pecosas