Nunca fui muito chegado a ir em festas de família, muito menos em casamentos e funerais; fujo delas como o diabo foge da cruz pra evitar as conversas e fofocas de parentes que quase nunca vejo e que acham que os laços de sangue dão o direito de se intrometer na minha vida de maneiras nada agradáveis na maioria das vezes. De vez em quando, alguém muito próximo morre, casa, se divorcia ou decide celebrar o que der na telha, e é nesses momentos que não consigo escapar da pressão social e acabo indo de má vontade.
Preciso esclarecer que tenho sete tias por parte de mãe, três por parte de pai e um tio que raramente visita nossa cidade desde que se mudou há uns 20 anos. Todas as minhas tias são um amor até o ponto em que colocam a touca da santa inquisição e começam a me encher de perguntas sobre casamento, filhos e coisas em que ainda nem pensei. Elas não falam abertamente, mas o fato de eu estar quase chegando aos 30 anos provoca nelas um tipo de curiosidade mórbida que, pra mim, é bem irritante, e essa é uma das razões pelas quais eu as evito sempre que posso. A outra é que eu simplesmente sou um antissocial e um filho da puta.
Naquele dia tão especial, minha irmã mais nova estava se casando. Esse simples fato tornava o compromisso inevitável. Os pais do noivo insistiram que o casamento fosse num hotel de luxo de um destino turístico perto da nossa cidade e alugaram quartos para os parentes mais próximos, incluindo eu. Dessa vez, minha namorada Elena me acompanhou no evento, mesmo não tendo tido contato suficiente com minha família pra se sentir à vontade. Ela já é meio distante quando o assunto é relação familiar, e como nós dois morávamos numa cidade a três horas da casa dos meus pais, não tive muita oportunidade de conviver com ela.
O caso é que Tava lá nós dois sentados, lendo distraídos as mensagens nas redes sociais, longe da mesa principal e meio irritados com a atitude que a Elena tinha tomado com a família, quando vi uma mulher escultural enfiada num vestido branco justinho que destacava aquele corpão e umas pernas bonitas que rebolavam a cada passo quase que num ritmo musical. Minha namorada, vidrada no celular, nem percebeu a admiração que a aparição súbita daquela gostosa me causou. Meu olhar percorreu ela toda até ver aquele sorrisão aberto e os olhos brilhantes e expressivos fixos em... mim!
- Mario. – Ela gritou por cima da música, acenando pra me cumprimentar.
- Oi. – Respondi meio confuso. Senti que fui pego no flagra avaliando os atributos dela e nem sabia quem era. Do lado dela, um cara de cara séria a seguia em silêncio.
- Não lembra de mim, primo? Sou a Magda. – Ela disse quando finalmente chegaram na nossa mesa.
- Ah, Magda! – Falei, genuína e agradavelmente surpreso. A Magda morava na casa ao lado da nossa quando meu tio ainda não tinha mudado de cidade. Ela era um ano mais velha que eu e sempre tivemos muita intimidade, contávamos nossas travessuras um pro outro e, sinceramente, fiquei muito triste quando eles se mudaram porque eu gostava pra caralho dela, prima ou não. O tempo tratou de esfriar a relação e eu só sabia da vida dela de vez em quando, se minha mãe tocava no assunto. Fiquei sabendo por ela que a Magda tinha casado uns 4 ou 5 anos atrás.
- Claro, idiota. Sou sua prima "Magalena" – Ela disse, me dando um tapinha carinhoso. Era assim que eu chamava ela quando era pequena, pra irritar, e ela ainda lembrava.
- Que bom te ver de novo. Olha, te apresento minha namorada, Elena. – Ela sorriu e cumprimentou minha mina. Que só fez um meio sorriso, sem nem tentar esconder o mau humor.
- Esse é meu marido, Júlio. Vocês se importam se a gente sentar com vocês?
- Prazer, Júlio. Não, imagina. — Disse, levantando-me para cumprimentar o marido. Um homem meio corpulento e levemente acima do peso, com uma barriga de cerveja começando a aparecer. Magda sentou na cabeceira da mesa, do meu lado direito, e o marido dela na cadeira ao lado. Era uma mesa retangular de seis lugares, e os outros estavam vazios, já que estávamos num canto do salão, longe da bagunça. Dava pra dizer que éramos do clube dos amargurados. A mesa tinha uma toalha comprida que quase arrastava no chão. De relance, voltei a olhar pras pernas da minha prima enquanto ela se acomodava e vi que minha primeira impressão tinha sido certeira. Ela tinha um corpo lindo, já naquela fase da maturidade que dá na mulher um toque misterioso e excitante. O vestido dela ia um pouco acima dos joelhos e, na parte de cima, sem mangas, com um decote generoso onde se viam um par de peitos bem grandes. Não era nem de longe a menina magricela que se despediu de mim com lágrimas nos olhos no começo de julho de vinte anos atrás.
O garçom se aproximou pra servir a bebida. Ela pediu uma taça de vinho, enquanto o marido pediu um uísque com gelo que virou rapidinho.
A noite foi ficando mais agradável pra mim. Eu gostava da companhia da Magda e de relembrar nossas loucuras de criança. Minha namorada continuava se excluindo da conversa e só acenava com frases curtas toda vez que tentávamos puxá-la pro papo. Júlio, por sua vez, participou da nossa conversa até descobrir uma afinidade bem forte com os copos de uísque com gelo, que continuavam vindo rápido demais.
Em algum momento, começou a tocar uma música mais dançante, e aproveitei pra convidar Elena, minha namorada, pra dançar e tirá-la do tédio. Ela recusou educadamente, dizendo que estava cansada. Magda, por sua vez, convidou o marido, que disse que não tava a fim de dançar, mas sugeriu que ela dançasse comigo. A voz dele já tava meio embolada, e não pude deixar de notar Uma expressão de preocupação no rosto da minha prima quando ela ouviu ele falar. Magda se levantou do banco, pegou na minha mão e me levou pra pista de dança. Notei que ela tava meio cambaleando e percebi que já tinha tomado uns 3 copos de vinho. Também reparei que as pernas dela estavam espetaculares a menos de um metro de mim, e me pareceu que ela não tava usando meia, o que deixava ela ainda mais gostosa.
Ficamos dançando umas cumbias por um bom tempo, sorrindo um pro outro já que não dava pra conversar por causa do som alto. De vez em quando a gente se pegava pela mão pra girar na pista, e umas duas vezes segurei ela pela cintura pra facilitar o giro.
De repente a música mudou de ritmo e começaram as baladas, enquanto as luzes da pista ficavam mais fracas. Indeciso, fiquei ali esperando pra ver se ela queria continuar dançando ou voltar pra mesa. Sem dizer nada, ela chegou perto de mim, o suficiente pra eu abraçar ela e a gente começar a dançar devagar. Senti a mão dela no meu peito enquanto eu pegava firme na cintura dela, senti a respiração ofegante pelo esforço da dança e encostei meu rosto no pescoço dela. O cheiro do perfume dela era de embriagar, e ter ela ali nos meus braços pareceu um momento super gostoso e... erótico. Me mexi um pouco pra ela não sentir a ereção que começava a aparecer por causa da proximidade do corpo dela. Senti que a música tinha durado só uns três ou quatro segundos. Ao nosso redor, tinham vários casais mergulhados nos próprios momentos de romance e cumplicidade, e um pouco mais longe, meus escrúpulos me dizendo que eu não devia estar sentindo aquilo pela minha prima, ainda mais considerando que cada um dos dançantes tinha uma grande chance de ser parente nosso. Felizmente pra mim, a próxima música também era romântica, e ao abraçar ela, apertei um pouco mais a cintura dela, e ela não disse nada, só se ajeitou pra receber a força do meu corpo. Abraço. Deixei escapar uns suspiros que ficaram vagando pelo pescoço dela e em algum momento senti, ou achei que senti, a respiração dela ficar mais pesada. Em algum ponto a gente tinha parado de conversar e só ficamos em silêncio, curtindo a dança e a melodia. De novo percebi minha ereção, mas dessa vez não me afastei. Com certeza ela já tinha sentido um monte de ereções parecidas na vida e entenderia que um homem não pode ir contra a natureza, então me deixei levar. Quando a terceira música romântica começou a tocar, a gente nem tentou se separar no intervalo entre ela e a anterior. Tava aproveitando pra caralho essa surpresa inesperada e, enquanto rodávamos na pista, me peguei avaliando a possibilidade de roubar um beijo daqueles lábios entreabertos, aproveitando que os olhos dela estavam fechados e a cabeça virada levemente pra mim. Tava até analisando qual era o canto mais escuro da pista e qual seria o melhor momento pra tentar. De repente, senti um contato forte no meu ombro. Me senti descoberto e assustado, esperando encontrar o olhar furioso da minha namorada ou o punho do Julio estourando na minha cara. Com cara de culpa, virei pra ver e me deparei com o rosto sorridente da minha tia Andrea, tia de nós dois por parte de mãe. — Oi, Mario, já vi que chegou muito bem acompanhado na festa, seu safado. — Ela disse, virando pra olhar a mesa onde a Elena estava. — Oi, tia, como cê tá? — Falei, tentando esconder meu desgosto pela intromissão dela no meio da pista. — Acho que já tá cheirando a casamento, né, Magda? — Ela disse, virando pra olhar minha prima, que só sorriu. — Não é pra tanto, tia. A gente mal tá se conhecendo. Não sei se ela vai ser a tal. — Falei. Era estranho querer justificar pra minha tia ou pra Magda a importância que a Elena tinha ou não na minha vida. — Bom, vou deixar vocês. Espero que apresente ela pra gente antes de ir. — Minha tia disse, balançando um pouco. enquanto ela se afastava.
Quis pegar Magda pela cintura de novo pra continuar a dança quando a música acabou. Ela se afastou um pouco e disse que queria voltar pra mesa. Saímos da pista, não sem antes xingar mentalmente minha tia Andrea, que continuava percorrendo as outras mesas procurando novas vítimas pra encher o saco.
Voltamos pra mesa onde Elena ainda estava entretida jogando um dos jogos no celular, e Julio continuava fazendo honras ao novo copo de uísque, já sem gelo. O olhar dele tava vidrado, com aquela cara vazia e o sorriso besta que denuncia os bêbados. Ele tinha mudado. Percebi o desconforto de Magda e fingi que não tava rolando nada. Sentamos em silêncio e peguei meu celular pra ver as notificações, só pra me distrair com alguma coisa. Em algum momento perguntei pra minha namorada se ela tava bem, e ela respondeu com um "sim" seco que não soube interpretar. Magda continuava calada, ouvindo a lenga-lenga do Julio, que não consegui entender direito até ele ficar quieto, olhando pro horizonte, de onde com certeza esperava que saíssem mais copos de uísque com cubos de gelo.
Me senti culpado pela seriedade repentina de Magda. Achei que ela tinha ficado desconfortável por perceber minha excitação, ou talvez o suspiro que em algum momento ela deve ter sentido no pescoço. De qualquer forma, me senti mal e me critiquei por ter agido de forma tão sem noção. O pior é que ainda tava com tesão, excitado, com a imagem das pernas bonitas da minha prima, a sensação do corpo quente dela colado no meu, e, acima de tudo, o cheiro inebriante do perfume dela invadindo meu nariz. Aproximei minha mão da perna da Elena discretamente, e ela segurou firme e colocou de volta na mesa. Achei que não ia rolar muita ação entre nós naquela noite e só suspirei por dentro.
De repente, senti um leve toque na minha perna, quase imperceptível, e achei que Magda tinha mudado de posição e roçado levemente na minha perna. Eu ia afastar minha perna dela quando senti o toque de novo. O marido dela continuava distraído, cada vez mais bêbado, e o pessoal ao redor já tinha começado a ir embora. De olho, olhei pra Elena, que ainda tava vidrada no celular, e finalmente fixei meu olhar no rosto de Magda, que parecia me encarar de um jeito enigmático. Deixei minha perna na mesma posição e senti aquele novo roçar do que parecia ser o pé dela na minha calça. Discretamente, movi meu pé na direção dela e encontrei o dela. Nenhum dos dois tentou tirar, e nenhum demonstrou qualquer emoção no rosto.
Um pouco mais ousado, continuei movendo meu pé na direção dela. A sensibilidade através do meu sapato era zero, então resolvi mudar de jogo agora que sabia que ela também tava participando. Me aproximei da borda da mesa e enfiei meus braços entre minhas pernas por baixo da toalha. Pra quem olhasse de fora, parecia que eu tava meditando ou numa posição de descanso, embora bem incomum. Devagar, movi minha mão direita por baixo da toalha até conseguir acariciar o que parecia ser o joelho dela. Esperei uma eternidade com meus dedos roçando levemente a pele dela, pronto pra tirar a mão caso tivesse interpretado os sinais errado, mas de novo, ela não se mexeu. Esse era o sinal que eu precisava e, me esticando um pouco mais, consegui acariciar a perna dela um pouco acima do joelho. Era o máximo que eu conseguia me esticar sem levantar suspeitas, mas já bastava pra meu pau parar de reclamar dentro da calça. Começamos a falar de coisas bestas, detalhes da nossa infância, enquanto Elena fingia que tava ouvindo e Júlio, bom, continuava sendo Júlio. Ficamos assim por uns 5 minutos até minhas mãos começarem a perder a sensibilidade. Num certo ponto, Elena levantou e me disse que tava se sentindo tonta e que ia sair pra pegar um ar. Me ofereci pra acompanhar, mas ela recusou, dizendo que não era necessário.
Durante essa troca, Magda aproximou a cadeira da mesa e a perna dela deslizou pela minha mão até que ela ficou bem em cima da buceta dela. Meio surpreso, mas mantendo a mesma cara de sorriso, comecei a acariciar a boceta dela por cima da calcinha. Parecia que ela tava usando uma fio-dental e nas laterais dava pra sentir os pelinhos do púbis molhados de tesão. Do jeito que deu, movi um pouco mais a mão e meu dedo roçou os lábios inchados e molhados dela. Magda apertou os lábios levemente pra não deixar escapar um gemido, mas me sorriu como quem me convidava a continuar com a missão. Comecei a acariciar o clitóris dela com o dedo num movimento frenético que só eu e ela podíamos perceber. Júlio tava resmungando algo sobre as músicas que cantavam antes contra as de agora, com a voz pastosa, enquanto a esposa dele se divertia pra caralho a meio metro dele, com o dedo do primo dando o prazer que o marido bêbado com certeza não daria naquela noite.
De repente, senti ela se tensar e meu dedo sentiu os fluidos escorrendo por ele. Era um líquido abundante e quente, e dessa vez ela não conseguiu evitar que um gritinho escapasse dos lábios.
Júlio virou pra olhar ela estranho, mas ela fez um gesto de que não era nada, que tinha batido na mesa, enquanto derramava os vestígios do prazer dela na minha mão. Com um olhar suplicante, ela pediu pra eu parar, e eu obedeci de má vontade, mas não sem antes levar minha mão discretamente à boca, como quem acaricia o bigode, pra poder sentir o cheiro daquela essência gostosa de mulher excitada.
Continua...
Preciso esclarecer que tenho sete tias por parte de mãe, três por parte de pai e um tio que raramente visita nossa cidade desde que se mudou há uns 20 anos. Todas as minhas tias são um amor até o ponto em que colocam a touca da santa inquisição e começam a me encher de perguntas sobre casamento, filhos e coisas em que ainda nem pensei. Elas não falam abertamente, mas o fato de eu estar quase chegando aos 30 anos provoca nelas um tipo de curiosidade mórbida que, pra mim, é bem irritante, e essa é uma das razões pelas quais eu as evito sempre que posso. A outra é que eu simplesmente sou um antissocial e um filho da puta.
Naquele dia tão especial, minha irmã mais nova estava se casando. Esse simples fato tornava o compromisso inevitável. Os pais do noivo insistiram que o casamento fosse num hotel de luxo de um destino turístico perto da nossa cidade e alugaram quartos para os parentes mais próximos, incluindo eu. Dessa vez, minha namorada Elena me acompanhou no evento, mesmo não tendo tido contato suficiente com minha família pra se sentir à vontade. Ela já é meio distante quando o assunto é relação familiar, e como nós dois morávamos numa cidade a três horas da casa dos meus pais, não tive muita oportunidade de conviver com ela.
O caso é que Tava lá nós dois sentados, lendo distraídos as mensagens nas redes sociais, longe da mesa principal e meio irritados com a atitude que a Elena tinha tomado com a família, quando vi uma mulher escultural enfiada num vestido branco justinho que destacava aquele corpão e umas pernas bonitas que rebolavam a cada passo quase que num ritmo musical. Minha namorada, vidrada no celular, nem percebeu a admiração que a aparição súbita daquela gostosa me causou. Meu olhar percorreu ela toda até ver aquele sorrisão aberto e os olhos brilhantes e expressivos fixos em... mim!
- Mario. – Ela gritou por cima da música, acenando pra me cumprimentar.
- Oi. – Respondi meio confuso. Senti que fui pego no flagra avaliando os atributos dela e nem sabia quem era. Do lado dela, um cara de cara séria a seguia em silêncio.
- Não lembra de mim, primo? Sou a Magda. – Ela disse quando finalmente chegaram na nossa mesa.
- Ah, Magda! – Falei, genuína e agradavelmente surpreso. A Magda morava na casa ao lado da nossa quando meu tio ainda não tinha mudado de cidade. Ela era um ano mais velha que eu e sempre tivemos muita intimidade, contávamos nossas travessuras um pro outro e, sinceramente, fiquei muito triste quando eles se mudaram porque eu gostava pra caralho dela, prima ou não. O tempo tratou de esfriar a relação e eu só sabia da vida dela de vez em quando, se minha mãe tocava no assunto. Fiquei sabendo por ela que a Magda tinha casado uns 4 ou 5 anos atrás.
- Claro, idiota. Sou sua prima "Magalena" – Ela disse, me dando um tapinha carinhoso. Era assim que eu chamava ela quando era pequena, pra irritar, e ela ainda lembrava.
- Que bom te ver de novo. Olha, te apresento minha namorada, Elena. – Ela sorriu e cumprimentou minha mina. Que só fez um meio sorriso, sem nem tentar esconder o mau humor.
- Esse é meu marido, Júlio. Vocês se importam se a gente sentar com vocês?
- Prazer, Júlio. Não, imagina. — Disse, levantando-me para cumprimentar o marido. Um homem meio corpulento e levemente acima do peso, com uma barriga de cerveja começando a aparecer. Magda sentou na cabeceira da mesa, do meu lado direito, e o marido dela na cadeira ao lado. Era uma mesa retangular de seis lugares, e os outros estavam vazios, já que estávamos num canto do salão, longe da bagunça. Dava pra dizer que éramos do clube dos amargurados. A mesa tinha uma toalha comprida que quase arrastava no chão. De relance, voltei a olhar pras pernas da minha prima enquanto ela se acomodava e vi que minha primeira impressão tinha sido certeira. Ela tinha um corpo lindo, já naquela fase da maturidade que dá na mulher um toque misterioso e excitante. O vestido dela ia um pouco acima dos joelhos e, na parte de cima, sem mangas, com um decote generoso onde se viam um par de peitos bem grandes. Não era nem de longe a menina magricela que se despediu de mim com lágrimas nos olhos no começo de julho de vinte anos atrás.
O garçom se aproximou pra servir a bebida. Ela pediu uma taça de vinho, enquanto o marido pediu um uísque com gelo que virou rapidinho.
A noite foi ficando mais agradável pra mim. Eu gostava da companhia da Magda e de relembrar nossas loucuras de criança. Minha namorada continuava se excluindo da conversa e só acenava com frases curtas toda vez que tentávamos puxá-la pro papo. Júlio, por sua vez, participou da nossa conversa até descobrir uma afinidade bem forte com os copos de uísque com gelo, que continuavam vindo rápido demais.
Em algum momento, começou a tocar uma música mais dançante, e aproveitei pra convidar Elena, minha namorada, pra dançar e tirá-la do tédio. Ela recusou educadamente, dizendo que estava cansada. Magda, por sua vez, convidou o marido, que disse que não tava a fim de dançar, mas sugeriu que ela dançasse comigo. A voz dele já tava meio embolada, e não pude deixar de notar Uma expressão de preocupação no rosto da minha prima quando ela ouviu ele falar. Magda se levantou do banco, pegou na minha mão e me levou pra pista de dança. Notei que ela tava meio cambaleando e percebi que já tinha tomado uns 3 copos de vinho. Também reparei que as pernas dela estavam espetaculares a menos de um metro de mim, e me pareceu que ela não tava usando meia, o que deixava ela ainda mais gostosa.
Ficamos dançando umas cumbias por um bom tempo, sorrindo um pro outro já que não dava pra conversar por causa do som alto. De vez em quando a gente se pegava pela mão pra girar na pista, e umas duas vezes segurei ela pela cintura pra facilitar o giro.
De repente a música mudou de ritmo e começaram as baladas, enquanto as luzes da pista ficavam mais fracas. Indeciso, fiquei ali esperando pra ver se ela queria continuar dançando ou voltar pra mesa. Sem dizer nada, ela chegou perto de mim, o suficiente pra eu abraçar ela e a gente começar a dançar devagar. Senti a mão dela no meu peito enquanto eu pegava firme na cintura dela, senti a respiração ofegante pelo esforço da dança e encostei meu rosto no pescoço dela. O cheiro do perfume dela era de embriagar, e ter ela ali nos meus braços pareceu um momento super gostoso e... erótico. Me mexi um pouco pra ela não sentir a ereção que começava a aparecer por causa da proximidade do corpo dela. Senti que a música tinha durado só uns três ou quatro segundos. Ao nosso redor, tinham vários casais mergulhados nos próprios momentos de romance e cumplicidade, e um pouco mais longe, meus escrúpulos me dizendo que eu não devia estar sentindo aquilo pela minha prima, ainda mais considerando que cada um dos dançantes tinha uma grande chance de ser parente nosso. Felizmente pra mim, a próxima música também era romântica, e ao abraçar ela, apertei um pouco mais a cintura dela, e ela não disse nada, só se ajeitou pra receber a força do meu corpo. Abraço. Deixei escapar uns suspiros que ficaram vagando pelo pescoço dela e em algum momento senti, ou achei que senti, a respiração dela ficar mais pesada. Em algum ponto a gente tinha parado de conversar e só ficamos em silêncio, curtindo a dança e a melodia. De novo percebi minha ereção, mas dessa vez não me afastei. Com certeza ela já tinha sentido um monte de ereções parecidas na vida e entenderia que um homem não pode ir contra a natureza, então me deixei levar. Quando a terceira música romântica começou a tocar, a gente nem tentou se separar no intervalo entre ela e a anterior. Tava aproveitando pra caralho essa surpresa inesperada e, enquanto rodávamos na pista, me peguei avaliando a possibilidade de roubar um beijo daqueles lábios entreabertos, aproveitando que os olhos dela estavam fechados e a cabeça virada levemente pra mim. Tava até analisando qual era o canto mais escuro da pista e qual seria o melhor momento pra tentar. De repente, senti um contato forte no meu ombro. Me senti descoberto e assustado, esperando encontrar o olhar furioso da minha namorada ou o punho do Julio estourando na minha cara. Com cara de culpa, virei pra ver e me deparei com o rosto sorridente da minha tia Andrea, tia de nós dois por parte de mãe. — Oi, Mario, já vi que chegou muito bem acompanhado na festa, seu safado. — Ela disse, virando pra olhar a mesa onde a Elena estava. — Oi, tia, como cê tá? — Falei, tentando esconder meu desgosto pela intromissão dela no meio da pista. — Acho que já tá cheirando a casamento, né, Magda? — Ela disse, virando pra olhar minha prima, que só sorriu. — Não é pra tanto, tia. A gente mal tá se conhecendo. Não sei se ela vai ser a tal. — Falei. Era estranho querer justificar pra minha tia ou pra Magda a importância que a Elena tinha ou não na minha vida. — Bom, vou deixar vocês. Espero que apresente ela pra gente antes de ir. — Minha tia disse, balançando um pouco. enquanto ela se afastava.
Quis pegar Magda pela cintura de novo pra continuar a dança quando a música acabou. Ela se afastou um pouco e disse que queria voltar pra mesa. Saímos da pista, não sem antes xingar mentalmente minha tia Andrea, que continuava percorrendo as outras mesas procurando novas vítimas pra encher o saco.
Voltamos pra mesa onde Elena ainda estava entretida jogando um dos jogos no celular, e Julio continuava fazendo honras ao novo copo de uísque, já sem gelo. O olhar dele tava vidrado, com aquela cara vazia e o sorriso besta que denuncia os bêbados. Ele tinha mudado. Percebi o desconforto de Magda e fingi que não tava rolando nada. Sentamos em silêncio e peguei meu celular pra ver as notificações, só pra me distrair com alguma coisa. Em algum momento perguntei pra minha namorada se ela tava bem, e ela respondeu com um "sim" seco que não soube interpretar. Magda continuava calada, ouvindo a lenga-lenga do Julio, que não consegui entender direito até ele ficar quieto, olhando pro horizonte, de onde com certeza esperava que saíssem mais copos de uísque com cubos de gelo.
Me senti culpado pela seriedade repentina de Magda. Achei que ela tinha ficado desconfortável por perceber minha excitação, ou talvez o suspiro que em algum momento ela deve ter sentido no pescoço. De qualquer forma, me senti mal e me critiquei por ter agido de forma tão sem noção. O pior é que ainda tava com tesão, excitado, com a imagem das pernas bonitas da minha prima, a sensação do corpo quente dela colado no meu, e, acima de tudo, o cheiro inebriante do perfume dela invadindo meu nariz. Aproximei minha mão da perna da Elena discretamente, e ela segurou firme e colocou de volta na mesa. Achei que não ia rolar muita ação entre nós naquela noite e só suspirei por dentro.
De repente, senti um leve toque na minha perna, quase imperceptível, e achei que Magda tinha mudado de posição e roçado levemente na minha perna. Eu ia afastar minha perna dela quando senti o toque de novo. O marido dela continuava distraído, cada vez mais bêbado, e o pessoal ao redor já tinha começado a ir embora. De olho, olhei pra Elena, que ainda tava vidrada no celular, e finalmente fixei meu olhar no rosto de Magda, que parecia me encarar de um jeito enigmático. Deixei minha perna na mesma posição e senti aquele novo roçar do que parecia ser o pé dela na minha calça. Discretamente, movi meu pé na direção dela e encontrei o dela. Nenhum dos dois tentou tirar, e nenhum demonstrou qualquer emoção no rosto.
Um pouco mais ousado, continuei movendo meu pé na direção dela. A sensibilidade através do meu sapato era zero, então resolvi mudar de jogo agora que sabia que ela também tava participando. Me aproximei da borda da mesa e enfiei meus braços entre minhas pernas por baixo da toalha. Pra quem olhasse de fora, parecia que eu tava meditando ou numa posição de descanso, embora bem incomum. Devagar, movi minha mão direita por baixo da toalha até conseguir acariciar o que parecia ser o joelho dela. Esperei uma eternidade com meus dedos roçando levemente a pele dela, pronto pra tirar a mão caso tivesse interpretado os sinais errado, mas de novo, ela não se mexeu. Esse era o sinal que eu precisava e, me esticando um pouco mais, consegui acariciar a perna dela um pouco acima do joelho. Era o máximo que eu conseguia me esticar sem levantar suspeitas, mas já bastava pra meu pau parar de reclamar dentro da calça. Começamos a falar de coisas bestas, detalhes da nossa infância, enquanto Elena fingia que tava ouvindo e Júlio, bom, continuava sendo Júlio. Ficamos assim por uns 5 minutos até minhas mãos começarem a perder a sensibilidade. Num certo ponto, Elena levantou e me disse que tava se sentindo tonta e que ia sair pra pegar um ar. Me ofereci pra acompanhar, mas ela recusou, dizendo que não era necessário.
Durante essa troca, Magda aproximou a cadeira da mesa e a perna dela deslizou pela minha mão até que ela ficou bem em cima da buceta dela. Meio surpreso, mas mantendo a mesma cara de sorriso, comecei a acariciar a boceta dela por cima da calcinha. Parecia que ela tava usando uma fio-dental e nas laterais dava pra sentir os pelinhos do púbis molhados de tesão. Do jeito que deu, movi um pouco mais a mão e meu dedo roçou os lábios inchados e molhados dela. Magda apertou os lábios levemente pra não deixar escapar um gemido, mas me sorriu como quem me convidava a continuar com a missão. Comecei a acariciar o clitóris dela com o dedo num movimento frenético que só eu e ela podíamos perceber. Júlio tava resmungando algo sobre as músicas que cantavam antes contra as de agora, com a voz pastosa, enquanto a esposa dele se divertia pra caralho a meio metro dele, com o dedo do primo dando o prazer que o marido bêbado com certeza não daria naquela noite.
De repente, senti ela se tensar e meu dedo sentiu os fluidos escorrendo por ele. Era um líquido abundante e quente, e dessa vez ela não conseguiu evitar que um gritinho escapasse dos lábios.
Júlio virou pra olhar ela estranho, mas ela fez um gesto de que não era nada, que tinha batido na mesa, enquanto derramava os vestígios do prazer dela na minha mão. Com um olhar suplicante, ela pediu pra eu parar, e eu obedeci de má vontade, mas não sem antes levar minha mão discretamente à boca, como quem acaricia o bigode, pra poder sentir o cheiro daquela essência gostosa de mulher excitada.
Continua...
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