Ilhado no Meio das Gostosas[33]A gostosa da minha vizinha[/3

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Ilhado no Meio das Gostosas[33]A gostosa da minha vizinha[/3




Capítulo 33.

O Lamento da Gisela.

Por uns dias, minha casa virou tipo um cemitério. Ficou escura e silenciosa, o pessoal tinha sumido. Dormi duas noites seguidas no sofá porque também precisava ficar sozinho, e aproveitei que quase ninguém saía do quarto, a não ser pra ir no banheiro ou pegar alguma coisa pra comer na geladeira. Minha mãe deixou uma quantidade generosa de presunto, queijo, salame e pão pra gente fazer uns sanduíches. Achei que passaríamos a semana inteira comendo isso, mas por sorte a Tefi nos salvou. Ela pediu várias pizzas por delivery e, antes de levar uma boa seleção de pedaços pro quarto dela, deu o berro: “Tem pizza, quem quiser vem pegar”. Claro que fui o primeiro a atacar aquelas caixas de pizza. Foi um baita erro me deixar sozinho com elas, mas acho que a Tefi já esperava que isso fosse rolar e pediu mais do que o necessário, tanto que nem todo mundo conseguiu acabar com as porções.
De fome a gente não ia morrer, o que tava matando minha família era a indiferença. O drama emocional entre a Gisela e a Alicia nos deixou traumatizados, e agora todo mundo evita falar de qualquer coisa nos espaços compartilhados.
Pelo menos não precisei ficar sozinho no escuro da sala por dois dias. A Tefi me acolheu no quarto dela por várias horas, e embora a gente não tenha falado sobre o assunto que nos preocupava, passamos um tempão nos divertindo com um jogo novo chamado Fall Guys. É super divertido, especialmente pra jogar com outra pessoa. A gente riu pra caralho.
Enquanto a gente brincava, me deu na telha de perguntar uma coisa que me deixou matutando por um bom tempo… é, porque às vezes eu penso, mesmo que não pareça.
—Por que você participou do concurso de paus?
—Hã? E por que não? — Ela disse, sem tirar os olhos da tela. Era engraçado ver ela colocar a língua pra fora e se mexer de um lado pro outro tentando evitar que o personagem dela caísse de alguma beirada.
―Pelo que a Ayelén falou… me deu a impressão de que você ficou bolado quando ela insinuou que… bem… que você curte pra caralho fazer certas coisas comigo.
A Tefi perdeu a partida, eu já tinha perdido bem antes, então só tava esperando ela terminar.
Ela me olhou com aqueles olhos lindos dela e deu um sorriso.
—Se eu tivesse demonstrado que aquilo me afetou, a Ayelén teria conseguido o que queria. Não vou deixar aquela gostosa arruinar minha vida.
—Ah, sim… já entendi. Com a mamãe a gente conversou sobre esse assunto. Ela me disse: “Nunca se deve mostrar sinal de fraqueza na frente da Ayelén.”
—É isso mesmo. Isso vale pra todas as pessoas que são tão filhas da puta quanto ela, gente que só vem pra foder com a sua vida. Você não percebeu o quão puta eu tava naquele dia?
—A Ayelén tá sempre puta —afirmei.
―Bom, mas dessa vez a raiva dela tinha um motivo: ela me viu agindo como se nada tivesse acontecido e ficou furiosa. Ela não aguenta que as brincadeiras diabólicas dela não deem resultado. Atinge em cheio o orgulho dela. E sim, foi difícil pra mim chupar sua pica… especialmente fazer isso na frente de todas as outras…
—Mas você mostrou que é mais esperta que a Ayelén… e mais corajosa.
—É isso aí. Além disso, me serviu pra outra coisa. Imagino que um dia vou ter que contar pras outras como consegui tanta grana. Porque isso vai acontecer mais cedo ou mais tarde. E bom, já me viram com teu pau na boca… então, talvez, não fiquem tão chocadas quando souberem.
—Ah, sim… é uma boa ideia ir preparando o terreno pra quando isso acontecer.
—De qualquer forma, não pense que essas coisas vão rolar entre a gente. Vamos tentar limitar isso às fotos, só se for estritamente necessário.
—Tá bom… mas não esquece que prometeu ajudar a gente com a mamãe…
—Sim, isso é outra coisa, além disso ainda não sei o que a Pilar tem em mente. Ontem a gente ficou batendo papo um tempo, mas ela não falou nada sobre esse assunto. De qualquer forma, não tô nervosa. É a Pilar, ela não vai inventar alguma loucura absurda, igual a Macarena faria… por isso pedi pra ela, por favor, não meter a Maca nessa parada… e de quebra peço o mesmo pra você.
—Sim, você tem razão. A Macarena tentaria levar isso ao extremo. Ela adora fazer experimentos psicológicos com os outros.
Depois de mais algumas partidas, decidi que já tinha passado tempo suficiente com a Tefi. Não é que me incomode ficar com ela, agora não… mas tive a impressão de que ela queria ficar sozinha, seja pra pensar ou só porque queria jogar outra coisa.
Além disso, não queria que meu pau ficasse duro na frente dela, porque isso ia nos deixar numa situação desconfortável de novo. A Tefi não tava completamente nua, tava de calcinha e sutiã, e eu só tava de cueca box cinza. Dali pra ficar pelados era só um passo.
Tinha chegado a hora de encarar aquilo que eu vinha evitando há tanto tempo: tinha que falar com a Gisela.
Bati na porta do quarto dela e ouvi um fraco: “Quem é?”.
—Sou eu, Nahuel. Posso entrar?
—Sim, tá bom.
Abri devagar, dentro do quarto tudo era penumbra. Não tava escuro total graças à claridade fraca que entrava pela janela. Isso me deixou ver que a Gisela tava deitada na cama dela… e não tava com boa cara. Os olhos dela estavam inchados de tanto chorar e o cabelo parecia o de uma bruxa velha, só faltava teia de aranha. Ela tava coberta até o pescoço com o lençol, como se recusasse a sair daquele refúgio.
—Vem —disse Gisela, dando duas batidinhas no colchão.
Fechei a porta e me deitei ao lado dela. Levantei um pouco os lençóis pra me cobrir e me arrependi na hora. Consegui ver que os peitos da Gisela estavam totalmente nus. Mas ela não pareceu se importar com esse detalhe.
―Bem… hum… eu ―comecei a dizer.
Não consegui falar mais nada. Gisela me interrompeu me dando um abraço forte. Talvez o mais forte que ela me deu em toda a vida. Pude sentir o calor do corpo dela colado ao meu. Os peitões dela se esmagaram contra o meu peito. Uma das pernas dela passou por cima das minhas e, num ato reflexo, eu também quis abraçá-la. Passei um dos meus braços por baixo do corpo dela e, com essa mão, acariciei suas costas. A outra mão se moveu como se estivesse sendo guiada pela minha libido e se agarrou na bunda dela. Foi aí que descobri que, da cintura pra baixo, ela também estava nua. Esse detalhe, somado aos roçados com o corpo dela, impactou direto no meu pau. Aos poucos, foi ficando cada vez mais duro. Achei que ela fosse se afastar de mim ao perceber isso, mas não foi o caso. Meu membro não tinha muito espaço pra crescer, então, inevitavelmente, ficou apertado contra a buceta dela. Dava até pra sentir meu pau pressionado bem no meio das pernas da Gise. Por sorte, o tecido da cueca impedia que algum acidente acontecesse.
—Precisava te abraçar —ela me disse—. Por que você demorou tanto pra vir?
—Hã… desculpa… achei que você queria ficar sozinha. Não queria atrapalhar.
—Você nunca me incomoda, bobinho —o rosto dela estava bem perto do meu e notei um sorrisinho. Isso me deixou feliz.
—E aí, como você tá lidando com isso? — perguntei.
—Não muito bem. A Cristela e a Macarena me ajudaram pra caralho. Se não tivesse batido um papo com elas, eu estaria me sentindo ainda pior. A mamãe te falou alguma coisa sobre esse assunto?
—Não, nem sequer falei com ela… e naquele dia ela não disse nada.
—Tão insensível como sempre —disse Gisela.
—Não é bem assim… olha, não tô querendo defender ela, sei que ela te tratou mal e te machucou pra caralho; mas a Pilar tem a teoria de que o que você falou deixou ela bem abalada. Ela não pediu desculpas, e acho que devia, mas… ela ficou mexida, pelo menos do jeito dela. Como se quisesse mostrar que já não é mais aquela mulher fechada e cheia de preconceito que era antes.
―Bom, se tudo isso servir pra ela mudar um pouquinho, então fico feliz.
Me comoveu que ela colocasse a troca da nossa mãe acima da própria felicidade dela. E isso me fez acrescentar:
—Mesmo assim, ela tá em dívida com você. De algum jeito, ela tem que compensar tudo o que te fez passar.
—Não tô atrás de compensação nenhuma, Nahuel. A única coisa que quero é uma explicação. Por que ela foi tão cruel comigo? Por que rejeitou minha sexualidade, sendo que ela mesma se meteu na cama com mulheres? E com a própria irmã! A Cristela quis me contar tudo, mas eu falei que não. Porque se vou saber o que rolou, quero que seja a mãe quem me conte.
—Me parece justo.
—Preciso saber em que ponto da sua vida você começou a achar que ser sapatão era uma aberração e que tinha que atormentar a sua filha mais velha pra ela não transar com mulheres.
—Não sei se isso vai ajudar muito, mas… a mãe foi castradora com todo mundo, até comigo.
—Sim, eu sei. A Macarena me disse a mesma coisa. Ela tem uma personalidade mais forte, nunca deu bola pra isso, saiu pelo mundo pra curtir a vida dela. E fico feliz por ela. Queria que eu e a Pilar tivéssemos feito o mesmo.
—E a Tefi…
—Tefi? Mas ela devia ter transado mais que a Macarena.
—Não, de jeito nenhum. Por mais que a Tefi se mostre super segura com a sexualidade dela, na real ela tem bastante medo de sexo. Pelo menos foi o que me pareceu. Ela não teve muitas experiências, e pelo que ela me contou, as poucas que teve não foram lá muito satisfatórias.
—Ai, coitadinha. E eu achando que tava vivendo a vida louca. Até pensei que era… bem… um pouquinho puta.
—Acho que foi o jeito dela de desafiar a mãe.
—Vivia dizendo que ia dançar e que não sabia que horas voltava, nem com quem.
—Sim, é verdade. Não me ocorreu perguntar o que ela fazia nas saídas dela, mas agora tá claro que não ia pra um hotel com ninguém, pelo menos na maioria das vezes.
―Então nessa casa ninguém escapou das garras preconceituosas da mamãe.
—Sim, Macarena —eu disse.
—Ela também sofreu pra caralho. Em mais de uma ocasião, a mamãe fez ela se sentir uma tarada… só por gostar de bater uma.
―Ah, sim… isso é verdade. Pelo menos ela deu um jeito de se divertir um pouco. E imagino que você também. Tô me baseando em algumas coisas que você me disse. Sei que não é mais virgem. Alguma experiência sexual gostosa você já deve ter tido.
—Isso é verdade —disse Gisela, dando outro sorriso. Nossos corpos ainda estavam colados um no outro e eu já sentia meu pau pulsando entre as pernas dela—. Quer que eu te conte alguma?
―Eh… não, não… mmm… bom, sim… mas só se você quiser. Não quero que se sinta obrigada.
—A Macarena falou que ia me fazer bem contar pra outra pessoa algumas das minhas experiências sexuais sem me sentir julgada. Isso ia me fazer sentir um pouquinho mais… normal.
—É verdade. E eu não tô te julgando. Quando você disse que fez algumas coisas que se arrepende, fiquei pensando no que podia ser. E talvez não foi nada de mais, cê sente esse arrependimento por culpa da mamãe.
—Que analítico. Cê tá se juntando demais com a Macarena. E pode ser que isso seja verdade. Meu cérebro me diz: “O que você fez foi errado, Gisela”, mas a Celeste pensa o contrário. Ela diz que eu ainda nem comecei a aproveitar minha sexualidade de verdade. Por isso ela me mete nessas brincadeiras loucas e absurdas dela. Quer que eu me solte um pouco e experimente sensações novas.
—Nisso eu concordo com ela.
—Mas a Celeste também é meio doida. Ela não liga se o jogo for você encher minha cara de porra… ainda me sinto mal pelo que aconteceu da última vez. A Celeste amou tudo que a gente fez e ficou louca com as fotos…
—E você se sente culpada pelo que aconteceu.
—Sim, me sinto muito mal. Sei que as coisas saíram do meu controle, e não entendo por quê. Peço seu perdão, Nahuel. Tenho a impressão de que te afastei. Não sei por que agi daquele jeito. Eu não sou assim.
—Eu sei. E não tem problema, Gise. Também entendo que isso foi só parte de um jogo. Fico feliz que a Celeste tenha gostado das fotos.
— Ela gostou tanto que todo dia me pede fotos novas. Dessa vez não dei muita bola. Mas é, você quer ouvir alguma das minhas histórias sexuais… e a verdade é que agora que você tá aqui já me sinto muito melhor. Vai me fazer bem falar disso. A Celeste acha que quando eu conseguir bater uma punheta e curtir, já vou me sentir melhor.
—Então me conta, eu adoraria saber que você teve uma aventura gostosa.
Valeu, Nahuel. Tô me sentindo muito melhor por poder falar disso com alguém. Então, pra começar… lembra do que eu te falei quando comentei sobre as candidatas pra você conhecer?
―Hmm… você disse que tinha três candidatas, mas eu só lembro da Celeste.
—É que das três, você escolheu a pior. Tudo bem, não te culpo. A Celeste causa um baita impacto nas pessoas, desde o começo eu já imaginava que você ia escolher ela. Naquele dia também te falei da Brenda, a recepcionista. — A Gisela virou por um instante, pegou o celular dela, que tava em cima do criado-mudo, e procurou alguma coisa sem se afastar muito de mim. Ela mostrou a tela e disse — O que você acha?
Fiquei surpreso. Consegui ver uma garota jovem, não devia ter mais de vinte e quatro anos, com cabelo castanho formando cachos perfeitos, olhos cinzas grandes e lábios sensuais. Ela sorria com timidez e um certo profissionalismo. Tava vestindo um uniforme de escritório. Só consegui ver o rosto dela e a parte de cima do torso, mas já deu pra perceber que a Brenda é uma gostosa.
—O que foi? Ficou mudo. Não vai me dizer que agora tá se arrependendo de não ter escolhido ela?
―Hmm… podia ter me mostrado a foto antes.
—Eu te falei que ela era gostosa. Devia ter confiado no meu taco. Sei reconhecer quando uma mulher é uma delícia.
—Naquela hora eu não sabia que você tinha… um radar tão bom pra beleza feminina. E agora tô super curioso. O que essa mina tem a ver com tudo isso?
―Bom... a Brenda é uma garota super tímida, mais do que eu... juro. Do lado dela, eu pareço a Macarena. Mesmo assim, ela é uma recepcionista excelente, porque tem muito profissionalismo. Leva o trabalho a sério e, sempre que precisa falar com um cliente, faz isso de forma correta e educada. Uma vez vi um cara começando a fazer comentários meio pesados pra ela, era um cliente importante, daqueles que deixam muita grana na empresa. Mas, pra mim, partiu o coração ver a Brenda baixando a cabeça, parecia que ia chorar. O cara continuava se achando o galã... de um jeito bem escroto, por sinal. Nunca seja assim, Nahuel. Não vire um idiota que só fica enchendo o saco das mulheres e fazendo elas se sentirem mal.
—Te prometo.
—Valeu. No fim, eu entrei na parada. Não sou a mulher mais corajosa do mundo, mas tenho meu valor. Falei pro cara que se ele não parasse, ia meter uma queixa de assédio sexual contra ele. Claro, o infeliz se fez de ofendido e jurou que ia me fazer ser mandada embora e que a Brenda… bom, já viu o que ele queria fazer com ela. Ele levou a reclamação pra minha chefe, a Amanda. Juro que achei que ia rolar o maior barraco da minha vida profissional, porque falei de tudo pro cara e as empresas geralmente defendem mais os clientes do que os funcionários. Pouco depois, o cliente chegou com a chefe e disse: “É essa aí que me desrespeitou”. A Amanda perguntou o que tinha rolado, e eu, já me vendo procurando outro trampo, contei a verdade. Falei do tratamento de merda que aquele cuzão deu pra Brenda. E sabe o quê? Naquele dia, descobri que minha chefe é mais gente boa do que empresária. Quando percebeu que eu tava falando a verdade, olhou pro cara e disse: “Arranja um bom advogado, porque daqui você sai com um processo por assédio sexual.”
—Nossa…
—Sim, pensei a mesma coisa. A Amanda é uma mulher muito gostosa. Tem umas tetas bonitas, bem redondinhas e durinhas, e o cabelo castanho-acobreado faz ela se destacar pra caralho, ainda mais com uns olhos azuis que te dão um treco. Ela sabe bem o que é sofrer assédio de uns babacas que se acham intocáveis por terem grana. O melhor de tudo é que o processo deu certo, porque a Amanda descobriu que o cara tinha outras denúncias de assédio e deu um jeito de sentar ele na frente de um juiz pra ele explicar a própria conduta.
—Fico muito feliz. Esses caras têm que aprender que não podem fazer o que bem entendem, tenham grana ou não.
—É isso aí. Essa história terminou muito bem. Eu ganhei o respeito e a confiança da minha chefe e a amizade da Brenda. Desde aquele dia, a gente começou a passar mais tempo juntas, dentro e fora do escritório. Não sei por que, um dia contei pra Brenda que sou lésbica. Olha, pensei muito e tenho minhas teorias. Precisava contar pra mais alguém e também não queria que ela se sentisse inibida se desconfiasse que eu tava olhando estranho pra ela.
— Brenda, você gostou dela?
―Mmmm… deixa eu te confessar uma coisa: eu gosto de todas as mulheres gostosas que conheço. E quando digo “gostosas”, tô falando de ter algo que me agrade, não necessariamente a aparência física. Acho que isso é porque nunca consegui ter uma namorada pra acalmar um pouco esse sentimento “apaixonado”.
—Bom, comigo também acontece… mas acho que o meu é só tesão mesmo.
Gisela soltou uma gargalhada.
—E talvez o meu também, só que eu não gosto de falar de tesão, e sim de paixão e desejo.
―Y love y romance…
—Não tão assim, também não sou tão melosa que nem a Pilar. —A gente riu junto—. Não conta pra ela que eu falei isso. Enfim, como eu tava dizendo. Contei a verdade pra Brenda e ela…
— Ela te disse que também era sapatão?
—Não. Pelo contrário. Ela me disse que não queria mais ficar comigo, porque foi criada num lar cristão e ensinaram pra ela que ser lésbica é pecado.
―Nossa, caralho… imagino que isso deve ter te afetado pra caralho.
—Ela me destruiu. Tive que explicar que não contei isso pra tentar "comer ela", queria falar só pra nossa amizade ser sincera e que ela soubesse que nunca me aproximei dela querendo outra coisa além de amizade pura e simples. Essa parte ela entendeu, felizmente… mas mesmo assim, disse que preferia evitar falar comigo de agora em diante. Por causa dessa merda, entrei numa depressão profunda. Nem queria ir trabalhar. Pedi vários dias de folga e pedi pra minha chefe me deixar trabalhar de casa por um tempo. A Amanda não fez muitas perguntas, porque sempre me saí muito bem no trampo, e mesmo ficando em casa, continuei mostrando resultados bons. Minha chefe falou pra eu tirar o tempo que precisasse.
—E como é que você fez pra sair dessa depressão?
—Foi graças à Celeste. A gente já era amiga, e ela sabia que eu gostava de mulher. Fiquei vários dias evitando ela, até que um dia ela veio falar comigo e pediu pra eu contar tudo. E foi o que eu fiz. Sabe qual foi a resposta dela? “Vem pra cá, que vou ficar sozinha o fim de semana inteiro. O que você precisa é de uma boa trepada.”
—Porra, que merda….
—E eu respondi que não queria que me apresentasse a nenhum dos "amigões" dela. Sabia muito bem das putarias dela e das galhadas do marido. Aí ela me disse: "Gise, você não tá entendendo, quem vai te comer sou eu.
―Uai… ―A pica ficou mais dura ainda e eu senti ela se encaixando entre os lábios da buceta da minha irmã. Se não tivesse de cueca, eu teria penetrado ela. Mesmo com essa chegada sendo tão na cara, a Gisela não pareceu se importar. Nem se afastou―. E aí, o que cê fez? Me diz que foi…
—Sim, fui —ela me olhou com um sorrisinho safado, que nela parecia estranho e ao mesmo tempo me dava uma ternura—. E a Celeste tinha razão. Ainda não sei como ela conseguiu me convencer. Além disso, sei que ela não é lésbica, fez isso totalmente pra que eu pudesse aproveitar. Ali ela deixou uma coisa clara pra mim: ela sabe perfeitamente o que o corpo dela pode causar nas pessoas e convive com isso. Agora ela quer que eu me sinta igual em relação ao meu próprio corpo. Ainda tá longe de conseguir, mas graças às "brincadeirinhas" dela já tivemos grandes avanços.
—Tipo o quê?
―Hmm… bom, pra mim foi um horror entender por que você conseguia ficar de pau duro ao me ver pelada.
—Desculpa, eu não…
—Não precisa se desculpar, Nahuel. Tô ligada que fiz coisas que te deixaram de pau duro. Você não tem que se sentir culpado. É uma reação natural e acho isso perfeito. Graças à Celeste, aprendi a entender isso. Que é de boa você ficar duro me vendo. Entendo que meu corpo pode ser gostoso. Isso a gente já conversou. Imagina, eu adoro olhar pra bunda da Macarena, ou pras tetas da tia Cristela. Fico com tesão só de olhar pra elas.
—E isso é bom —eu disse.
―Talvez, mas eu não vejo assim. Comigo não. Sei que é difícil de entender. Posso aceitar que a outra pessoa fique excitada, mas não consigo aceitar isso em mim mesma. Não gosto de admitir que eu também posso ficar com tesão. Como se só o fato de estar excitada já fosse "pecado". Então, eu sempre tento abafar esse sentimento, esconder ele.
—Você me lembra muito a mamãe. A Cristela me disse a mesma coisa sobre ela. A Alicia odeia admitir que está excitada. Como se fosse algo que ela não pode se permitir.
—Sim, é isso mesmo. E eu herdei isso dela. É uma sensação horrível. Por isso não quero que você se sinta culpado, nem um pouquinho, se sua pica ficar dura estando comigo. Aliás, isso também me ajuda a entender melhor o que meu próprio corpo pode causar nas outras pessoas.
—Bom, fico feliz em saber disso… porque acontece muito comigo quando tô contigo, principalmente se você tá usando pouca roupa. E me dói que você não possa curtir teu corpo à vontade, porque cê é muito gostosa mesmo, Gisela. Qualquer pessoa que tenha um mínimo de tesão por mulher ficaria excitada só de te ver.
—Foi isso que a Celeste me disse. “Gisela, você tem que entender que eu sou hétero… e mesmo assim fico com tesão de ver seus peitos… e sua bunda… e todo o resto”.
—E como foi foder com ela?
—Uma maravilha. Pensei que por ter pouca experiência lésbica ela ficaria nervosa, mas não foi assim. Ela se mostrou totalmente segura o tempo todo. Não teve problema em tomar a iniciativa. Ela foi a primeira a chupar minha buceta e me perguntou: “Tô fazendo direito?”. Respondi que ela estava fazendo maravilhosamente bem. Quase me deu um orgasmo logo no começo. E bom, ela também tem um corpo de matar. Quando chegou minha vez, aproveitei cada centímetro dos peitos dela e da buceta dela… Deus, que linda que ela tem! Não te culpo por bater tantas punhetas olhando as fotos dela, eu também bato. Falei pra Celeste que eu respeitava a sexualidade dela, por isso nunca insinuei nada, embora isso não signifique que eu não quisesse transar com ela. E sabe o que ela me disse? “Já sabia, neném. Teus olhos quase saltam quando olha pros meus peitos.”
Ela soltou uma risadinha.
—Comigo aconteceria o mesmo se eu estivesse na frente dela.
—Sim, eu sei. Me deu um pouco de vergonha. Não gosto que fique tão na cara quando uma mina me deixa excitado. Mas a Celeste tem um sexto sentido pra essas coisas. Ela manja muito de sexo e entende os sinais que o pessoal dá. É tipo minha mentora na parada da sexualidade. Com ela aprendi pra caralho.
—Conseguiu superar a Brenda?
—Não totalmente, mas parei de me sentir tão culpada. A Celeste me ajudou a entender que não é minha culpa a mina ter tanto preconceito. E isso é verdade. Graças ao que rolou com a Celeste, me animei a voltar pro trabalho e minha relação com a Brenda passou a ser estritamente profissional.
—E o seu trato com a Celeste dentro do escritório mudou muito? Porque eu lembro que você comentou que ela agarrou seus peitos uma vez…
Gisela soltou uma risadinha.
—Na real, isso aconteceu várias vezes. Desde que a gente começou a transar, a Celeste aproveitou cada chance que teve pra me apalpar no escritório, e não foram só os peitos, não. Naquele escritório tem duas cozinhas: uma é a mais equipada, que todo mundo usa quando quer beliscar alguma coisa ou tomar um café. Mas tem outra, bem pequenininha, meio escondida no fundo de um corredor. Quase ninguém usa ela. Eu adoro usar essa cozinha, porque dá pra ficar de boa ali, pelo menos por um tempinho. Às vezes, eu e a Brenda batíamos um papo lá por vários minutos sem ninguém perceber. A Celeste aproveitou essa cozinha mais de uma vez pra passar a mão em mim.
—Ele enfiou os dedos na sua…?
—Sim, um monte de vezes. E não vou mentir, eu também fiz o mesmo com ela. Me sentia estranha por estar agindo daquele jeito num ambiente de trabalho, mas ao mesmo tempo era muito excitante enfiar os dedos na buceta dela e beijá-la sabendo que meus colegas estavam em algum lugar, a poucos metros. Teve uma vez, e é aqui que quero chegar, em que a Brenda nos pegou no meio do amasso. A Celeste estava atrás de mim, segurando meus peitos… e bom, minhas tetas estavam pra fora da camisa e do sutiã…
—Deve ter sido uma imagem muito erótica.
―Foi sim. E imagino que a Brenda deve ter ficado bem chocada ao me ver assim. Segundo ela me disse depois, nunca imaginou que eu teria coragem de "fazer safadeza" no escritório. Quando nos viu, ficou paralisada por uns segundos, depois virou as costas e foi embora sem dizer uma palavra. Eu queria morrer de vergonha. A Celeste não ligou muito. Na hora pensei: "Agora sim a Brenda vai me odiar.
—Isso piorou as coisas entre vocês?
Espera, antes tenho que te contar sobre a segunda vez que ela nos pegou de surpresa… essa foi muito pior.
—Me conta —eu disse, esfregando meu pau contra a buceta dela, foi um instinto primitivo que não consegui evitar. Sentia o pau prestes a explodir. Precisava dar um espaço de algum jeito.
—A Celeste resolveu levar as coisas mais longe e não se limitou só a me tocar e me beijar. Um dia ela se ajoelhou e começou a chupar minha buceta ali mesmo, na cozinha. Eu disse que ela era louca, que se alguém nos descobrisse íamos ser mandadas pra rua. Ela respondeu: “Admite que o risco te excita”. E… nisso ela tinha razão. Passei grande parte da minha vida fugindo do sexo e agora tinha uma amiga com quem podia aproveitar sem fazer tanto drama. Queria recuperar o tempo perdido. Então deixei rolar. Teve até vezes que eu mesma me animei a chupar a buceta dela. Eram situações que duravam só alguns segundos, também não queríamos arriscar demais. Saíamos de lá todas excitadas e com as bucetas molhadas. Isso tornava os dias de trabalho muito mais suportáveis. Às vezes ficávamos depois do expediente pra aproveitar que não tinha ninguém no escritório.
—Não é à toa que você passava tanto tempo lá, e a gente achando que você trabalhava pra caralho.
Gisela soltou uma gargalhada. Ver ela feliz me trouxe a alegria de volta também.
—Teve vezes que eu fiquei trabalhando mesmo, mas cê viu... também teve momentos que foram pra farra. Só que era um jogo muito arriscado e eu sabia que mais cedo ou mais tarde alguém ia nos pegar no flagra. Aconteceu num daqueles dias em que a gente achava que todo mundo já tinha ido pra casa. Eu tava sentada na bancada da cozinha, com a saia levantada e as pernas abertas. Celeste ajoelhada na minha frente, tava me dando uma chupada daquelas. Já tava rolando um tempão quando a Brenda apareceu. Ela parou de repente e ficou pálida, igual da última vez, mas dessa vez não saiu na hora. Ficou olhando a cena, como se não conseguisse se mexer. Me olhou nos olhos e eu vi incerteza no olhar dela. Eu devia ter parado a Celeste, mas ela nem percebeu que a Brenda tava ali, porque tava com a cabeça bem enfiada entre minhas pernas e ainda tinha fechado os olhos. A boquinha da Brenda ficou aberta de um jeito muito sensual, me deu uma ternura danada. Mesmo assim, fiquei com medo. Assim como ela não conseguia sair correndo, eu não conseguia parar a situação. Fiquei ali, toda aberta, quase como se tivesse dizendo: "Olha bem pra minha buceta". E naquele tesão, eu queria mesmo que ela me olhasse. Até abri a buceta com os dedos e olhei pra ela. Só faltou eu falar: "Isso aqui é o que eu tenho pra você". Depois de um tempo, ela foi embora sem fazer barulho. Eu me senti muito mal. Tinha ficado exposta de um jeito muito obsceno. Tava certa de que dessa vez ela ia me dedurar pra chefe.
—E aí, ela fez?
—Não. De qualquer forma, eu queria falar com ela, precisava explicar a situação. Então um dia, quando a vi indo para a cozinha dos fundos, a segui. Ela se assustou um pouco ao me ver entrar. Disse que só queria pedir desculpas pelo meu comportamento. Não era minha intenção que ela testemunhasse aquele ato e deixei claro que estava muito envergonhada pelo ocorrido. O mais surpreendente foi que ela disse que me perdoava, mas que minha atitude tinha sido inadequada. Pensei que ela se referia ao ato lésbico em si, por isso fiquei confusa quando ela disse: "Não tem nada de errado em você transar com a Celeste, só não deveria fazer isso no escritório, podem te mandar embora... e isso seria uma pena, você é uma ótima funcionária". A atitude dela comigo tinha mudado. Era tão evidente que não pude deixar de perguntar a que se devia essa mudança. Ela me contou que estava se tratando com uma psicóloga.
—Espero que não tenha sido a Macarena.
—Não, felizmente não… —Gisela soltou uma risadinha—. Além disso, a Maca ainda não tem o título, e com o jeito doida que ela é, acho que não vão dar. —De novo rimos os dois ao mesmo tempo—. Não conta que eu falei isso. A psicóloga da Brenda se chama Sabrina, e eu lembro desse detalhe porque ela mencionou um monte de vezes. Que com a Sabrina aprendi isso, com a Sabrina aprendi aquilo… Sabrina, Sabrina, Sabrina. Às vezes ela fala dessa psicóloga como se estivesse apaixonada por ela.
―Isso quer dizer que voltaram a ser amigas.
—Algo assim. A Brenda me contou que a Sabrina ajudou ela a ver o mundo de outra perspectiva, porque ela tava sofrendo muito. Ela contou do meu caso e como afetou ela saber que eu era lésbica. Na real, a Brenda queria ser minha amiga e doeu muito ter que se afastar de mim. Não sei que tipo de tratamento ela fez com a Sabrina, mas foi bem forte. Quando a gente voltou a ter confiança, a Brenda confessou que ver a Celeste chupando minha buceta deixou ela com muito tesão.
―Isso sim que eu não esperava.
—Nem eu. Mas ela deixou claro que a excitação dela não era pelo sexo lésbico em si, mas pelo risco de fazer algo proibido no escritório. Ela me disse que adoraria fazer algo assim, mas que nunca teve coragem. Aí descobri que a Brenda pode ser muito tímida e puritana, mas também tem alguma fantasia erótica escondida bem no fundo dela. No fim das contas, ela é um ser humano. Fiquei pensando: Se a Brenda, que é tão tímida, consegue realizar alguma das fantasias dela, talvez isso me ajudasse a aceitar que eu também posso curtir o sexo. Eu também sou humana.
—E aí, cê se propôs a ajudar ela? Tipo, do mesmo jeito que fez comigo.
—É isso aí. A propósito… tem uma coisa me incomodando…
Fiquei tenso, sabia que uma hora ela ia reclamar do jeito direto que tô chegando nela.
―Desculpa… é que ficou dura sem eu perceber.
—Filho da puta, te falei pra não pedir desculpa por isso. Não me incomoda nem um pouco que você tenha ficado de pau duro. O que me fode é a cueca. O tecido tá me machucando um pouco. Se quiser que a gente continue falando desse assunto, vai ter que tirar ela.
Fiquei mudo e engoli seco. Como não falei nada, ela continuou.
—Ainda tenho umas coisas bem interessantes pra contar. Cê não acha melhor a gente ficar à vontade?
—É verdade.
—E aí, tira logo isso. Assim a gente pode conversar numa boa.
Fiz o que ela pediu. Quando me despi, ela se posicionou de novo bem onde estava, mais uma vez minha pica ficou encostada ao longo dos lábios da buceta dela. Dava pra sentir o calor e a umidade deles. Era como ter uma boca lambendo minha pica. Se a Gisela queria me contar mais sobre as putarias dela, sem dúvida essa era a melhor forma de aproveitar.

4 comentários - Ilhado no Meio das Gostosas[33]A gostosa da minha vizinha[/3

un poco de esto, un poco de aquello, al final todas tienen un muerto en su placard
apenas termines con tus relatos Los copiare todos y los juntare para hacerme un pequeño libro que titulare, como me has hecho leer
Historia cautivante sin duda, me gustaría que Gisela resultara bi, sería lo máximo.
JRider3 +1
Buenísimo!! Excepcionar obra Nokomi👏