Um betamale na academia: fantasias (1ª parte)

Elías era um cara... pouco masculino, era pequeno, magro, sem pelos, e pra completar, tinha um pau patético (só 10 cm duro). Tudo isso fazia dele um garoto sem confiança. Ele gostava de minas, especialmente as dominadoras, voluptuosas e fortalonas, mas pra azar dele, essas minas viam nosso pobre Elías como última opção. Resumindo, era um virgem fraco.

Elías passou a adolescência inteira batendo punheta, vendo principalmente sexo que envolvesse esse tipo de mulher, e escalando, encontrou o pegging, curtiu. Depois, alimentando a curiosidade, achou sexo entre trans, mulheres trans. Mas não parou por aí. Elías foi mais longe e se viu assistindo vídeos gay, homens musculosos comendo caras como ele... Ficou hipnotizado, amou ainda mais! Elías se via no passivo, no dominado, no humilhado, chegou a ter o melhor orgasmo, e tinha sido... vendo porno gay.

Caiu num ataque de negação, decidiu que era demais e, surpreendentemente, parou de ver porno por um bom tempo. Na cabeça dele, não queria aceitar a ideia de ser gay. Também largou a punheta, o que fez com que um dia, depois de tanto tempo, tivesse um sonho molhado que encharcou o lençol inteiro, mas o que deixou ele perplexo foi que o sonho tinha sido ele sendo o passivo de uma trans que metia nele de quatro.

CHEGA! Pensou. Se sentiu muito humilhado, tinha custado tanto largar o vício, e o subconsciente dele mostrou que o desejo por aqueles vídeos com homens bem dotados, diferente dele. Se agarrou na rejeição e decidiu que queria ser mais masculino, mal saía de casa, quase não interagia com ninguém, pensou e criou coragem pra começar a ir numa academia.

Não ouviu o próprio interior, ele não sentia inveja dos paus daqueles homens, sentia desejo... e esse desejo, não desaparece.

Não tinha muita roupa de academia, mas tava decidido, foi numa academia que ficava umas 10 ou 11 quadras, chamava GYM Ultra. Ele tava tremendo de medo, entrou e foi direto pra recepção, não queria olhar nos olhos do cara.
— Oi... oi.
+ Oi, boa tarde, como posso ajudar?
— Hum... queria começar... quero começar a treinar.
+ Beleza, o mês custa (tanto), dá pra vir de segunda a sábado, das 8 às 23h. Recomendo começar devagar, intercalando os treinos.

Elias tava concentrado olhando a quantidade de máquinas, percebeu que o pessoal ali não se misturava muito, isso agradou ele.
— Beleza, tenho que pagar adiantado? —Elias desviou o olhar pro homem, os olhos dele grudaram no peito e nos braços, muuuuito trabalhados. Automaticamente se sentiu intimidado e começou a suar.
+ Sim, cobramos nos primeiros dez dias do mês, qual é seu nome?
— Ah... Elias... —ele não conseguia tirar os olhos daquele corpo firme na frente dele.

O cara achou a situação estranha, mas não incomodou, percebeu que aquele magrelo tava impressionado com o corpo dele e até achou graça.
+ Eliasss... quanto? —Perguntou com sarcasmo.
— Ah! desculpa, haha —Elias falou o sobrenome dele.
+ Beleza, Elias, aqui tá seu comprovante.

Elias pegou, e na mesma hora o cara falou:
+ Meu nome é Maxi...

Naquele instante, Elias olhou nos olhos dele pela primeira vez, o rosto dele era... divino, com olhos escuros e cabeça raspada.
+ Se você quiser, posso ser seu personal, mas tem mais gente aqui trabalhando que pode escolher, também pode treinar por conta, mas se não tiver experiência, não recomendo.
— Sim, valeu —ele se sentiu confuso, desviou o olhar— humm... beleza, te falo quando quiser começar —na real, queria começar naquele dia, mas se sentiu muito sobrecarregado.
+ Fechou, a gente se vê.

Elias tava saindo, enquanto ia pra porta, Maxi tava sorrindo pela situação cômica, não era a primeira vez que um magrelinho aparecia na academia, mas era a primeira que ficava desorientado enquanto ele falava. Não era burro, percebeu como o cara olhava pra ele e veio na cabeça dele que aquele frangote tinha se sentido... atraída por ele. Em segundos, aquela ideia já não rodava na cabeça dela e ela voltou ao trabalho.
Elias saiu, uma brisa passou e o refrescou do suor que ele tanto derramava (irônico, já que nem tinha começado a treinar), teve sentimentos confusos, sentiu medo e levou a mão lentamente até seu pequeno membro, confirmou o que temia: seus pequenos 10 centímetros estavam bem duros.
Elias voltou pra casa com um sentimento de humilhação, mas, quando a noite caiu, deitado na intimidade da cama, aquela humilhação e intimidação que sentiu do Maxi, do corpo dele, da voz, da postura, fizeram ele se render à própria libido. O pequeno Elias apalpou sua salsichinha depois de tanto tempo e se deu prazer pensando naquele treinador que tanto o intimidou. Depois de molhar a cueca, a vergonha o deixou chorando até conseguir pegar no sono.

(Continua)

2 comentários - Um betamale na academia: fantasias (1ª parte)

tukalz +1
buen relato, lindo, espero el proximo, me gustaria saber todo!