
Não sei em que momento o ritmo da minha vida mudou, não consigo lembrar desde quando não tinha uma montanha-russa de emoções tão seguidas que até me animava saber o que ia acontecer no dia seguinte. E, bem, como se eu fosse um vidente, as surpresas chegaram mais rápido do que eu esperava.
Ao ler o conteúdo do envelope que deixaram na minha casa, dizia que eu tinha que ir depor num prazo de 7 dias, sobre o caso de danos e prejuízos; na verdade, dizia outra coisa que não lembro; para tal pessoa (o namorado da Rosa); não me senti nem preocupado nem assustado, fiquei mais irritado, afinal sou uma pessoa que não gosta de se meter em encrenca, e quanto mais paz, melhor. Primeiro, tirei fotos do meu rosto como está para apresentar caso precise me defender, depois pensei em falar com a Rosa, talvez ela pudesse fazer algo para que o idiota do namorado dela, ou quem quer que tenha feito a denúncia, pudesse retirá-la e assim evitar qualquer confronto legal. Meu plano era agir como se nada tivesse acontecido naquela noite e ir direto reclamar na porta da casa dela e fazer um pequeno escândalo, fingir que ela e eu não tínhamos nenhum tipo de contato.
Karla me ligou para perguntar se eu estava em casa e se podia passar, dizendo que comprou uns remédios anti-inflamatórios e queria ver se eu precisava. Falei que sim e contei que tinha recebido aquele envelope, ela disse para eu não fazer nada por enquanto, que era melhor ela vir e que tinha um plano. Karla chegou e não consegui evitar de olhar para ela com aquela vontade que ela me deixou no dia anterior. Ela veio com um decote marcado, até agora lembro, era um top branco sem sutiã, como eu soube? Porque os bicos dos peitos estavam marcados; completava com uma calça jeans bem apertada, daquelas que não têm bolso atrás; e com certeza a bunda dela tinha crescido, estava muito arrumada para só vir me deixar remédios em casa, mas enfim; quando ela chegou, não consegui evitar de olhar dos pés à cabeça, mas não com cara de idiota, mas em períodos curtos, daquelas olhadas que evitam que a mulher se sinta desconfortável, quanto mais eu olhava pra ela, mais imaginava ela pelada, de novo, se o objetivo dela era me fazer desejar ela, tava conseguindo.
Quando cheguei, notei que ela me olhava, e isso parecia que adorava, não disfarçava ao se grudar em mim, me abraçar e esfregar os peitos no meu corpo, ela curtia. Ela me perguntou...
Karla: Como é que eu tô???
Eu: Horrível, como sempre
Karla: Você tá engraçadinho, não foi isso que seu amiguinho falou da última vez.
Eu: A última vez foi algo que talvez pudesse ter ido mais longe, mas fazer o quê, quem sabe foi melhor ter ficado por isso mesmo.
Karla: É, pode ser, mas bom, melhor a gente falar disso outro hora.
Eu: Claro. Olha só, o plano é esse... (contei tudo que eu tinha planejado)
Karla: Acho boa ideia, e o que eu queria acrescentar era a gente se passar por casal, assim as fofoqueiras que viram vocês entrarem juntos vão acreditar que fui eu, e a gente faz também quem fez a denúncia acreditar pra eles retirarem, e até você poderia denunciar eles por difamação, por dano ao lar, etc etc.
Eu: Tinha esquecido que você estudou direito por um tempo, mas acho que vai funcionar.
Karla: Vamos
Enquanto a gente caminhava, Karla pegou na minha mão dizendo... Pra parecer real, né?.. Só ri, e pensei que o plano tinha que dar certo, e quanto mais os vizinhos vissem, melhor. Aí percebi que todas as pessoas que a gente cruzava, homem ou mulher, olhavam pra ela, dos pés à cabeça. Homens olhando com desejo, mulheres talvez com inveja. E me deu curiosidade de saber se, quando a gente passava pelos caras, eles viravam pra olhar a bunda dela... e sim, definitivamente todos, depois que passavam, viravam pra olhar, sem vergonha. Até criança virava. Mas o que mais me marcou foi um senhor que, quando vi ele olhando a bunda dela, me encarou e fez sinal de joinha com as duas mãos. Com certeza ela sabia que causava tudo aquilo e curtia. E aí percebi que minha amiga era uma gostosa, fiquei até nervoso de estar de mão dada com ela, isso me fez desejá-la ainda mais. Mas me perguntava se seria bom ir mais longe, sexualmente falando, com o risco de talvez perder a amizade dela, porque além de um corpo bonito, ela era uma amiga muito foda e eu não queria perder ela de jeito nenhum. Amigas assim são difíceis de achar.
Chegamos na casa da Rosa, era hora de agir, então bati na porta com uma violência moderada. Rosa abriu, e atrás dela estava um senhor mais velho. Na hora, achei que era o pai dela, e ele me olhou puto... Eu disse: A senhora é a dona Rosa, né? O seu namorado, marido, ficante ou seja lá o que for, veio dois dias atrás, entrou na minha casa na violência, me empurrou e me deu dois socos na cara, achando que você e eu tínhamos passado a noite juntos. E quando tentei me defender, empurrei ele, e como ele tava bêbado, caiu com tudo. Agora tão vindo me denunciar por violência, sendo que eu nem conheço a senhora e nunca troquei uma palavra com a senhora... Karla começa a falar (se dirigindo ao senhor): E o senhor, pare de me olhar dos pés à cabeça, nunca viu uma mulher não? Cuide melhor da sua filha e veja com quem ela anda pra saber a qualidade. Gente que pode ser... O senhor, que pelo visto já sabia da situação, disse calmo: "Fiquem tranquilos, jovens, que eu já tô por dentro do rolê, mas não sabia que vocês tinham ido tão longe. Deixa eu falar com o Jhon (daqui pra frente, nome do namorado da Rosa) e ver quem fez a denúncia, pra eles retirarem. Porque eu falei com a Rosa e aquela noite ela tava com uma amiga, e a amiga já confirmou pra mim também. Vou manter vocês informados..." E assim, tranquilão, foi embora, deixando a Rosa sozinha na porta. Ela só teve coragem de dizer "me desculpa" e baixou a cabeça. Eu olhei pra ela e sorri, como quem diz: "As coisas deram certo, pra você e pra mim.
Karla, feito uma namorada apaixonada, deu um pulo e me abraçou na frente da Rosa, e ainda me deu um beijo. Fiquei com cara de que porra é essa?! Aí a Rosa entrou meio sem graça pra dentro de casa. Enquanto voltávamos, falei: Mas que caralho você acabou de fazer?? Ela só ria e disse... Me carrega até em casa, vai!! E subiu em cima de mim... era doida. Chegamos na minha casa e ela perguntou: "E aí, como eu fui?"
Eu: Bom, acho que você levou muito a sério essa parada de ser namorados, né?
Karla: Cê não gostou de mim?
Eu: Foi perfeito, só que esse seu jeito de agir quando tá comigo tá começando a me assustar.
Karla: E daí? Não tem nada de errado, né? Mas se quiser, eu paro pra esse senhorzinho não ficar mais assustado (risos).
Eu: Bom, só tô preocupado com o que pode rolar se a gente se deixar levar. Sabe, tô tentando salvar nossa amizade. O futuro é incerto, não quero virar só mais um na vida de uma pessoa maravilhosa como você. Tenho um carinho imenso por ti.
Karla: E eu também.
Eu: Mas, caralho!!! O que você faz às vezes me deixa louco, dá vontade de arrancar sua roupa e te fazer um amor tantas vezes que a gente fica exausto.
Karla: Amor? Acho que você não ia querer isso. É só desejo, pelo menos por enquanto.
Eu: É, talvez seja só isso. E aí é que tá o problema, como a gente ia seguir depois?
Karla: Depois do quê?
Eu me aproximei pra beijar ela, e ela correspondeu. Me abraçou pelo pescoço, eu abracei a cintura dela. Tudo tava fluindo. Desci minha mão até a bunda dela e ela sussurrou: "Tem certeza?" Não sei, só tô me deixando levar. Dei um tapa bem forte na bunda dela, parece que ela gostou. Tentei tirar a calça dela, mas ela gritou: "CHEGA!!!" Pegou a bolsa e foi embora, sem falar nada.
Fiquei meio confuso e preocupado. Talvez não devesse ter tomado a iniciativa, só ter segurado a onda. Mas fazer o quê, já tava feito, e eu tava com uma ereção do caralho. Entrei no chuveiro, tomei meus remédios, um café, e voltei à realidade. Naquele momento, tinha que terminar os pendências do trabalho, que eram pra caralho. Fiquei até umas 2 da manhã, talvez mais tarde. Tinha acabado de terminar quando meu celular tocou, número desconhecido. Era alguém chorando. Exato, era a Rosa. Ela disse: "Por favor, a gente precisa conversar..."
Continua...
Se você tá acompanhando a história, deixa um comentário pra eu saber e poder continuar contando mais vezes. Valeu por chegar até aqui.
7 comentários - La historia con mi vecina Rosa (Parte 3)