Buceta da Mili 26

Esclarecimento 1: essa história não é de minha autoria, foi escrita pelo adrianreload que já não está mais aqui no P!, estou repostando porque também gostei muito na época.
Esclarecimento 2: todos os personagens são maiores de idade

Na cabana, eu tinha deixado o Guille imerso em pensamentos, talvez cheio de dúvidas sobre o que viu. Será que ele estava desconfiando? Será que a mesma situação tinha despertado algo nele?... ou talvez a imagem de me ver amarrado tenha trazido lembranças do apartamento dele, quando a Vane era a amarrada.

- Guille, me leva pra minha casa, por favor... a Vane tinha pedido, envergonhada, naquela ocasião.

O Guille desceu com ela até o estacionamento. A Vane estava nervosa, contrariada, às vezes tremendo — tinha sido uma terapia de choque que aplicaram nela. Em alguns momentos, parecia estar fora de si. O Guille queria guiá-la até o carro ou talvez confortá-la com a mão no ombro... mas a Vane reagia fugindo.

Claramente, ao notar o quanto ela estava perturbada, o Guille também sentiu remorso. A audácia daquele engano pra neutralizar a Vane também teve consequências. A gente só tinha pensado em como bloquear as chantagens dela, mas não imaginamos como ela reagiria, como aquilo a afetaria. Esquecemos que, apesar de todos os surtos, a Vane também tinha sentimentos.

Ela entrou no carro. Por instinto, a Vane sentou atrás... talvez acostumada a, quando não dirigia, ser levada pelo motorista da família, um mestiço igual ao Guille. Dessa vez, ele entendeu a situação, não se irritou, só pediu educadamente que ela fosse na frente com ele — afinal, pior do que tinha feito no apartamento, não dava pra fazer no carro.

Ela aceitou, mas ficou com o ombro encostado na porta, segurando a cabeça com a mão e o braço apoiado no espelho. Estava pensativa. Depois de tentar puxar conversa sem muita resposta, o Guille decidiu dar espaço pra ela. Até que, finalmente, ela pareceu reagir:

- Por que você sempre foi bom comigo?... perguntou a Vane, saindo do mutismo.

- E por que eu não deveria ser?... respondeu o Guille.

- Porque... não sei...

Na cabeça da Vane, com certeza por causa do que ensinaram pra ela, os mestiços só eram bons quando queriam algo em troca. Obviamente... Guille não queria nenhum tipo de favor ou retribuição financeira da garota yummy, no fundo ele queria a amizade dela e talvez conquistar o carinho dela, porque Vane o atraía.
— Lamento ter me afastado da sua amizade… — disse ela, sincera.
— Não se preocupa… — respondeu Guille, consternado.

Depois, ela explicou que vários amigos dela (os "branquinhos") tinham notado que Guille estava muito grudado nela, e algum comentário escapou na casa dela. Quando a avó dela soube, deu um escândalo, e Vane, pra evitar problemas e fofocas, decidiu se afastar.

Embora Vane parecesse independente pra muitas coisas, ainda tinha aquele cordão umbilical com a família. Ela tinha um respeito enorme pela avó, porque, com a ausência dos pais, foi praticamente ela quem a criou — aquela velha descendente dos alemães da Segunda Guerra Mundial. Assim, durante a criação, Vane absorveu vários dos complexos nazistas dela.

Obviamente, as explicações de Vane, saber de todos os traumas e complexos dela, também não agradaram muito Guille… evidentemente, ela não falava as coisas por maldade, mas era chocante pra Guille perceber como era visto pela avó e pelos amigos dela, e, em parte, pela própria Vane.

— Melhor não falar mais… já entendi como sou visto no seu círculo… — disse Guille.
— Mas eu não sou assim…
— A gente é o que faz, não o que diz… — rebateu Guille.

Vane percebeu que, na real, soava feio discriminar as pessoas, ela com certeza era contra, até daria discursos. Mas o jeito dela agir contradizia o que dizia: afastou Guille só pra ficar bem com os amigos e a avó.

— Então… não quero ser assim… — disse Vane, chorando de novo.

Nesse ponto, Vane estava confusa, entre os caprichos dela, o que achava certo, o que lhe ensinaram, o que aconteceu e com quem. Guille tentou entender e não sobrecarregá-la mais pedindo explicações.

Só depois Vane lembrou do que pediu pra Javier: que aproveitasse a oportunidade. O encontro dela comigo pra tirar fotos. Ela lembrou da vingança dela e no que isso nos levou, e começou a se arrepender, quis cortar aquela corrente de revanches… mas já era tarde pra me avisar.
Aí aconteceu o que já se sabe, a Vane tentou se reconciliar com a gente, ligou pra Mili pra se desculpar, depois o Guille pediu pra ela nos acompanhar e foi na casa dela, onde me esperaram. Vendo minha cara de decepção com a presença dela, a Vane no caminho pro clube tratou de retomar a amizade com o Guille.

Já no clube, o Guille aproveitou a situação pra aprofundar a amizade em todos os sentidos, principalmente no rio. O coitado do Guille tentou levar a Vane pra uns cantos do clube sem muito sucesso, a Vane não era tão burra e percebia que a situação do dia anterior tinha deixado ele com vontade de mais… mas ela não tinha certeza se queria a mesma coisa.

Ficou evitando cada proposta, cada insinuação… até que o Guille deu um jeito, graças a mim também, já que me viu correndo atrás da Mili por aquele caminho de terra. Fez a Vane ver minhas intenções e isso abriu espaço pra eles nos seguirem… não com a mesma rapidez, pra nos dar nosso espaço.

Então no caminho, o Guille desviou ela do bom caminho… acho que já tinha feito isso na noite anterior, e acho que a Vane não tava no bom caminho desde que me viu com a Mili no banheiro… enfim, o negócio é que o Guille viu a oportunidade na primeira curva do bosque, e a Vane caiu que nem uma patinha.

No caminho, ele manteve ela distraída com conversas que nem ele mesmo lembrava, só sabia que o coração batia forte, com ansiedade de possuir de novo aquela branquela metida que o deixava louco. Às vezes também tinha medo de como ela reagiria se ele tentasse sodomizar ela de novo…

Em menor escala, o Guille também tinha um pouco de medo… porque não sabia onde caralh… estava nem pra onde ir… até que tinha ido no clube umas duas vezes, mas tinha uma certa fobia de bosques. Me contou que quando era criança fez uma viagem em família pra selva, e no caminho pra pousada em No meio da selva, uma cobrinha caiu de um galho, é o que o pai dele conta. Se perguntarem pro Guille, ele vai dizer que foi uma anaconda.
O negócio é que ter a Vane de novo, dessa vez ele esperava que fosse por vontade própria dela, já deixava ele com a adrenalina no talo, a ponto de se arriscar a entrar na mata, claro, evitando trombar com os galhos…

— Aconteceu alguma coisa? — perguntou Vane, vendo ele meio paranoico com os barulhos da floresta.
— Não… nada… tô de boa… — respondeu Guille, disfarçando enquanto suava.

Vane tentou distraí-lo, mas talvez não tenha escolhido o melhor assunto:
— Faz quanto tempo que você e o Dany são amigos?
— Desde que a gente começou a faculdade… — respondeu Guille, meio desconfortável. Não tinha levado ela praquele canto pra falar de si mesmo, mas, sendo o bom Guille, completou: — …é um bom amigo.
— E desde quando ele tá com a Mili?
— Acho que não faz muito, mas acho que ela fisgou ele… — disse Guille, me vendo apaixonado.
— Vi ele no banheiro… — falou Vane com uma careta engraçada, lembrando como ela nos viu.
— Hahaha… não tô falando disso… acho que a Mili fez ele se apaixonar por ela… — disse Guille, também pra tirar da cabeça da Vane a ideia de que eu ainda tava disponível.
— É, nunca vi ele com uma mina na faculdade… sempre educado, cavalheiro, mas na dele… como se escondesse alguma coisa… agora se atreve a brigar com o Javier na frente de todo mundo por ela… — falou Vane.
— Bom, ele teve um rolo complicado com uma garota parecida com a Mili… — disse Guille, e, percebendo que não cabia a ele falar mais da minha intimidade, preferiu parar por ali.
— Ah… entendi… — concordou Vane, talvez dando sentido à minha preferência pela Mili em vez dela.
— É, acho que morenas são o fraco dele, deixam ele doido… — afirmou Guille, como pra cravar na cabeça da Vane que ela podia esquecer de mim, que eu não era o tipo dela.

Ele não tinha levado ela no meio da mata, enfrentando os próprios medos, em busca de um pôr do sol romântico. Pra falar do amigo dele com a mina que ele tava afim. Guille queria criar a oportunidade dele e o destino deu uma força…
- Uau… que paisagem linda… exclamou Vane, admirada.
Eles tinham chegado na beira do rio… a areia começava a brilhar alaranjada com o pôr do sol entre as montanhas, era uma paisagem verde cortada por um rio calmo, um clima morno com uma brisa refrescante.
- Vamos sentar um pouco… disse Guille, fazendo a jogada dele.
- Mas… a Mili e o Dany… retrucou Vane, lembrando por que tinham ido até lá.
- Eles aparecem… respondeu Guille.
No fundo, Vane já desconfiava do que vinha, deixou as coisas rolarem ou Guille fazer elas rolarem do jeito dele… afinal, Guille foi uma das poucas pessoas que tratou ela com carinho e respeito, os outros amigos dela eram muito folgados e mais de um já tentou, bêbado, dar em cima dela de forma escrota em alguma festa.
- Você me perguntou por que eu te trato bem… disse Guille, adivinhando os pensamentos dela.
- É… respondeu Vane, sabendo que uma declaração tava vindo.
- Você me atraiu desde a primeira vez que te vi… na real, sou gentil com as minas, mas com você me dá vontade de ser mais atencioso, carinhoso…
- Mas o que eu tenho que te faz gostar de mim?… perguntou Vane, indo além do físico e Guille entendeu.
- Você é inteligente, gentil, engraçada… só que quando tá com seus amigos, você se transforma… não é você mesma… se deixa levar… e…
- Eu sei… eu sei… desculpa… não quero ser assim, não quero mais… disse Vane, cobrindo o rosto, quase chorando de novo.
Então Guille tentou confortar ela… afastou as mãos dela, viu o rosto vermelho com algumas lágrimas e os olhos semicerrados olhando pra baixo, ela, que tinha sido tão altiva nas últimas semanas, sentia vergonha de ser vista daquele jeito de novo, como uma mulher frágil… Guille aproveitou o momento e beijou ela…
Naquele instante, Vane queria se sentir amada, valorizada, e as palavras de Guille elogiando as qualidades dela mostravam que ele via mais nela do que só rosto ou o corpo dela… ele a tratou bem, e se ela errou escolhendo caras que não a queriam… que mal tinha dar uma chance pra alguém que realmente buscava o amor dela?
— O que você tá fazendo?... — perguntou Vane, oferecendo um pouco de resistência, enquanto Guille começava a acariciá-la por baixo da roupa.
— Te ter do jeito certo… com amor, como você merece… — respondeu Guille entre ofegos.
Aquela resposta acabou desarmando Vane, que foi se deixando cair de costas na areia, enquanto Guille se posicionava por cima dela, sem parar de beijá-la… Vane, ainda não preparada mentalmente pra seguir naquela situação, continuava de olhos fechados, igual da outra vez, só queria sentir… se sentir amada…

Vane estava com uma blusa solta e uma saia também larga, depois de se vestir no dia anterior como uma puta de luxo e vendo o que causou nas vezes que se vestiu assim, naquele dia preferiu se vestir como antes, nada chamativa… mesmo assim Guille já sabia o que tinha por baixo daquela roupa sem graça…

Enquanto Guille, ainda ansioso e tremendo, se esforçava pra desabotoar a blusa dela, Vane instintivamente puxava o cinto dele. Ele levantou a saia dela apressado, enquanto ela abaixou um pouco a calça dele e o pau dele saltou pra fora, encharcado nos próprios fluidos por causa da ansiedade, o que fez com que ele desviasse a calcinha dela de lado.

— Auuu… uhmmm… — gemeu Vane ao sentir o pau mestiço do apressado Guille entrando na buceta ainda pouco lubrificada dela.
Guille enfiou com força o máximo que pôde, não queria que Vane se arrependesse, que duvidasse e escapasse dele… então enfiou meio pau sem cerimônia… ela estremeceu de dor, mas não quis resistir, em parte porque gostava de se sentir desejada e em parte por medo de como Guille reagiria se ela o recusasse.
— Mais devagar… sim… — pediu ela, mordendo os lábios.
O frenesi daquele momento tinha chegado a tal ponto pra Guille, que ele sentia que não ia demorar pra gozar… uma coisa era dominá-la Analmente, quando ela não percebia que era ele porque estava amarrada, mas agora era diferente... ele a tinha como quis desde que a viu... na boa, com carinho, com o consentimento dela, com a entrega dela... com aquele cenário paradisíaco... era perfeito... melhor do que ele imaginou...

- Sim... assiii... oh my god... uhmmm...

Agora Guille se movia mais harmonicamente, tinha se acomodado melhor sobre ela... tentou controlar a mente para não gozar cedo. Tentou não pensar naquela umidade que Vane oferecia, fruto da excitação dela, procurou não prestar atenção nos gemidos de prazer dela.

Só tinha uma coisa que incomodava Guille... Vane continuava de olhos fechados, aproveitando aquilo ou talvez pensando que era outro que estava fazendo aquilo com ela... naquele momento, a mente dele pregou uma peça suja... começou a lembrar por que as coisas começaram, era por causa da Vane que o desprezava e que estava atrás do amigo dele, Danny, tanto que o chantageou para ficar com ela... isso o irritou...

- Por que você não olha pra mim? - perguntou ele, irritado.

- O quê? - exclamou Vane, abrindo os olhos e saindo do transe, ver Guille bravo a assustou.

- Você tá pensando nele, né? No Danny... - disse Guille, metendo forte nela.

- Não... não... Guille... não é assim... se acalma... - implorou Vane.

Ele estava endiabrado, possuído pela raiva... também estava cansado de ser o segundo, assim como Vane não era prioridade pra ele, sentia que ela não o tratava como prioridade... que ele era o prêmio de consolo, o "antes nada do que ruim"... não queria se sentir assim, também queria a vingança dele... deixou de ser o Guille bonzinho...

- Vou te dar um motivo pra pensar em mim... - disse ele, furioso.

- Nãão... - reclamou Vane, adivinhando o que vinha.

Guille levantou a cintura de Vane rapidamente, ela tentou contrair as nádegas para evitar a investida, mas foi tarde demais, o impulso brusco que Guille deu a pegou de surpresa... Guille fez isso para ter o cu dela à mercê dele... e conseguiu... então simplesmente meteu Cravo bruscamente…
— Ahhhh… Ohhh… — exclamei Vane, soluçando de dor.
Com a pica de Guille enfiada no cu de novo… Vane reagiu instintivamente apertando os músculos, mas já era tarde, ela já tava entalada… e apertar só causou dor não só no Guille, mas nela também… entendeu que não podia fazer nada… ia deixar ele dominar ela…
— Viu… olha… é a minha pica que te faz feliz… — dizia Guille, febril.
— Siiiim… siiiim, Guille… é você… — dizia Vane, seguindo o jogo, tentando acalmá-lo.
— Olha pra isso… — replicou Guille, quase forçando ela.
Guille queria que Vane levantasse a cabeça e olhasse pra baixo, na virilha dela, como eles se uniam, como a pica mestiça dele entrava e saía sem jeito do cu que até pouco tempo era virgem. Era a primeira vez que ela via aquele espetáculo, da outra vez Guille tinha dominado ela por trás. A imagem agora foi enchendo o tesão dela, aquela ferramenta escura tava sodomizando ela de novo.
— Ohhhh… goddd… uhmmm… assim… — exclamou Vane.
Ela, que no começo tinha sofrido a investida dele, que tinha cravado as unhas nas costas de Guille, coisa que ele nem sentiu por causa da adrenalina… agora Vane relaxava as mãos, os dedos que antes estavam fechados em punho agora começavam a acariciar as costas dele… o mestiço tava dominando ela de novo e ela gostou.
— Tá gostando?… — ousou perguntar Guille, diminuindo a raiva ao ver que Vane tava curtindo.
— Cala a boca e me beija… — respondeu Vane, que também parecia não levar desaforo pra casa.
Guille começou a beijar ela como se fosse apaixonado, com ternura… mas Vane não queria aquilo, pegou ele pela nuca e puxou pro rosto dela. Misturava os gemidos e ofegos com a língua surpresa de Guille, que tava quase se afogando.
— Espera… — dizia Guille, que agora não conseguia segurar a fera que tinha despertado.
— Ohhh… Mais rápido… mais forte… uhmmm… — exigia Vane por sua vez.
Se ele podia martelar as nádegas brancas dela com a Mestiça inglesa, enfiar o pau escuro dela até o fundo das entranhas pelo buraquinho dela… ela também se achava no direito de aproveitar do jeito dela, com beijos selvagens, com as mãos puxando ele pra perto, apressando os movimentos dele pra dar mais…
- Ohhh yesss… ohhh yesss…. Já tô quase…. Uhmmm… exclamou finalmente a Vane.
O Guille, que já tava se segurando fazia um tempo, tinha medo de que se gozasse antes da hora a Vane ia bater nele, então finalmente conseguiu relaxar e gozar na cavidade quentinha e apertada da Vane. O Guille também quis aguentar pra não deixar uma impressão ruim, queria marcar o território dele pra não ser comparado depois.
- Ohhh… ufff… resmungou o Guille cansado.
Ele se deixou cair parcialmente em cima da Vane… que também tava respirando com dificuldade. Aos poucos, a rola murcha do Guille começou a sair do cu vermelho e judiado da Vane.
- Uiiii… sai, vai me sujar… falou ela empurrando ele pro lado.
A porra quente do Guille começou a escorrer pelo esfíncter da Vane, ela pegou a saia dela e o sêmen começou a cair na areia. A calcinha dela tava puxada pro lado, esticada, a elástico já não ia servir direito… a Vane entendeu e tirou, usando pra se limpar…
O Guille, deitado de costas do lado, ainda recuperava o fôlego, talvez esperando que, como da outra vez, a Vane num surto de loucura passional limpasse a rola dele…
- Já tô… se veste… tá escurecendo… pediu a Vane, matando a fantasia do Guille.
Tinha sido um encontro estranho, começou com uma Vane submissa e terminou com a mina altiva e mandona que era às vezes. O Guille achou que era o jeito dela de se proteger pra evitar sentir algo, pra se cuidar.
A Vane sabia que o Guille esperava uma chupada, mas pra ela não era normal fazer isso, já bastava por hoje, pensou. Também não sabia o que viria depois, em parte deixou ele fazer pra compensar o que ele tinha feito, em parte pra se sentir amada… aproveitou, gostava que ele a adorasse igual no curso quando fazia. tudo pra agradar ela... mas sentir algo mais por ele... além dos traumas em casa ou do que aconteceu... Vane na verdade não sabia se queria ele de verdade.
Vendo Guille meio ressentido pelo mutismo e isolamento dela, até o jeito mandão como ele voltou a tratá-la... Vane se sentiu culpada de novo e que devia ser mais amigável com ele. Em alguns momentos, ela chegou a sentir que Guille era a mina daquela relação, porque o via mais sensível... então ela se aproximou e puxou conversa, ele passou o braço no ombro dela e ela deixou.
Sem lembrar que foi sob o pretexto de nos procurar que acabaram ali, começaram a voltar entre as árvores. Guille, de novo, ficava ansioso às vezes, não só pela mata, mas por pensar no futuro, que teria que encarar a família dela e os amigos. Pelo menos os pensamentos dele mostravam que ele era bem otimista sobre o que viria daí pra frente.
Assim, depois de se entregar a Guille na beira do rio ao entardecer, numa cena super romântica que ficaria na memória dos dois, de jeitos diferentes pra cada um. Era a segunda vez que Vane ficava com Guille intimamente, a primeira vez consciente.
Por isso, algumas dúvidas atacaram Vane sobre o que rolou no dia anterior, coisas que ela não teve coragem de perguntar na hora por ser tão constrangedor, mas que agora, mais à vontade, se animou a perguntar... pena que não foi pra bem...

- Aliás, de quem foi a ideia de me amarrar? – perguntou Vane, curiosa.
- Foi ideia do Danny... – respondeu Guille.
- Pensei que tinha sido ideia sua...
- Bom, na real ele tinha a ideia crua e eu ajudei a lapidar com detalhes... – completou Guille, que não queria parecer manipulado por mim.

Talvez ela tivesse achado tudo de boa até ali, já tinha aceitado a ideia de que Guille, na mágoa de não tê-la, tinha bolado possuir ela e que, aproveitando a minha treta com a Mili, Guille propôs aquela solução, mais pra salvar ele mesmo do que pra me salvar. Ama ela.
De repente, ela não gostou nada de saber que o Guille tinha sido usado por mim, pros meus motivos. Parte do ego ferido dela era que o amor por ela não fosse a causa principal daquela enganação. Talvez ali tenha nascido de novo aquele ressentimento, aquele ódio, de não ser levada em conta, do mesmo jeito que os pais dela também não priorizavam ela.
A pior versão dela se ativou de novo, e mais uma vez ela ia planejar a vingança contra a pessoa que estragou as fantasias dela, que negou o que a Vane achava que era dela por direito. Dessa vez, ela só prometeu pra si mesma que seria a última vez que se vingaria… ela teria sua revanche e pronto, as coisas ficariam por isso… pelo menos pra ela.
Continua…

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