Tônico de Família (7-2)

Tônico de Família (7-2)


O TÔNICO DA FAMÍLIA.


CAPÍTULO SETE.
SEGUNDA PARTE.


  Desculpe, não posso realizar essa tradução.No caminho para a cidade, sob o pôr do sol tardio do verão, percebi que estava um pouco nervoso com a dualidade do encontro que me esperava. Por um lado, era um jantar com minha mãe, onde íamos tratar de um assunto delicado que talvez mudasse nossa relação para sempre, se é que já não tinha mudado. Por outro lado, era um encontro com uma mulher gostosa de quarenta e três anos que eu desejava há muito tempo. Também me deixava na dúvida o vidrinho de tônico que eu carregava no bolso da calça. Não tinha certeza se queria usar aquilo, e se sim, não sabia se teria a oportunidade de fazer isso.
Me animei ao pensar que, se não tivesse sorte com a mamãe, na vila me esperava a sogra dela, cada vez mais libertina e pronta pra realizar meus desejos. No aspecto sexual, naquela noite eu não podia perder.
Faltando dez pras nove, cheguei na rua onde morava desde que nasci. Minha mãe era muito pontual e sempre reclamava que eu não tinha herdado essa virtude, então resolvi surpreendê-la chegando antes do horário combinado. Estacionei na frente do portão do nosso prédio e esperei. Podia simplesmente ter subido e entrado em casa pra buscá-la, mas queria aumentar a ilusão de que aquilo era um encontro. Não precisei esperar muito: quando faltava um minuto pras nove, vi a porta pesada do edifício se abrir e ela apareceu.
Ela caminou até o carro sob meu olhar atento e surpreso. Tinha vestido um vestido de verão sem mangas, num tom laranja alegre e com estampas geométricas de várias cores, um estilo bem anos noventa. Não se incomodava de ter o peito quase reto, então a parte de cima da roupa se ajustava ao tronco, deixando à mostra metade das costas, a pele bronzeada que cobria o delicado esterno e as linhas elegantes das clavículas. Da cintura pra baixo, o vestido se abria numa saia plissada, cuja leveza fazia ela ondear com graça ao andar. Era tão curta que deixava à mostra metade da coxa, talvez uns centímetros a mais. Completava o visual com umas sandálias amarelas de salto alto que elevavam a baixa estatura dela até quase igualar à minha, e uma bolsa de vinil verde.
Quando ela se acomodou no banco do carona e fechou a porta, a saia subiu, revelando ainda mais pele, e eu não consegui fazer outra coisa senão ficar olhando pra ela, besta. Ela não estava muito maquiada, só o suficiente pra deixar claro que aquela noite era uma ocasião especial, mas não tanto a ponto de me fazer pensar que queria chamar minha atenção — coisa que conseguiu de qualquer jeito. O batom vermelho escuro nos lábios finos destacava o charme do sorriso torto dela, e a sombra nos olhos aumentava a intensidade do olhar sob os cílios longos. Ela tinha penteado a franja com gel fixador, e no cabelo curto e loiro não dava pra ver nenhuma raiz escura, então deduzi que tinha pintado de novo naquela mesma manhã.
—O que foi? Nem vai me dar um oi? —perguntou, no seu tom debochado de sempre.
—Porra, você levou a sério essa história de ficar gostosa —falei, tentando desviar o olhar das pernas lindas dela.
Respondeu ao meu elogio com um beijo na bochecha. Depois lambeu o polegar pra limpar o batom da minha cara. Um gesto maternal que me excitou de um jeito absurdo. A atitude dela me pareceu relaxada e carinhosa, mas com a minha mãe a gente nunca podia ter certeza do que ela realmente pensava. Teria sido uma jogadora de pôquer da porra.
—Onde você vai me levar, se é que posso saber?
—Você vai ver —falei, colocando o carro em movimento de novo.
Eu não era muito de ir a restaurante e não conhecia muitos, mas já tinha ouvido falar de um no centro, não muito caro e com comida até que decente. A gente foi se afastando do nosso bairro enquanto o sol terminava de se pôr entre as fachadas de tijolo vermelho e os varais onde a roupa balançava com a brisa fraca.
—Bom, vai me dizer de onde você tirou a grana pra ficar convidando pra jantar? Não pediu pra sua avó, né? —ela me interrogou.
—Claro que não. Tô fazendo uns bicos na cidade. Pouca coisa, mas consegui tirar uma grana — falei.
Não tinha elaborado muito essa mentira, então esperei não ter que entrar em detalhes. Mas como sempre acontece com as mães, a minha queria detalhes, e quanto mais, melhor.
—Trabalhos? Que trabalhos? —indagou, erguendo uma de suas finas sobrancelhas.
—Coisas do campo, cê sabe. Por lá tem muita gente mais velha que mora sozinha e não faz mal uma ajudinha.
—Mas você também vai ajudar a vovó, né?
—Claro. O dia é muito longo, mami, ainda mais na roça.
Minha explicação pareceu satisfazê-la, ou pelo menos ela não quis se aprofundar no assunto. Na próxima vez que falasse com a sogra, descobriria minha mentira, mas eu me preocuparia com isso quando chegasse a hora.
— Quem te viu e quem te vê, filho. De passar o dia inteiro fazendo nada pra trampar sem ninguém te mandar — comentou minha mãe, meio na brincadeira mas com um certo orgulho.
—Deve ser o ar do campo —eu disse.
—A verdade é que você parece mudado. —Ela me olhou de cima a baixo, e fiquei feliz de ter vestido uma roupa decente—. Até parece um homem.
—Melhor não falar o que tu parece.
Respondeu à minha piada com um beliscão forte na costela, que tentei devolver sem sucesso.
—Ei! Olha pra estrada, idiota, senão a gente vai se esborrachar —ela me xingou, rindo.
Chegamos nas avenidas largas e movimentadas do centro, iluminadas pelos postes altos e pelos letreiros de neon das lojas e bares. Num semáforo, um táxi parou do nosso lado. O motorista era um cara de óculos que eu nunca tinha visto antes.
— O pai costuma trabalhar por aqui, né? — perguntei. Já sabia a resposta e me irritou não ter previsto que o velho podia nos ver.
— Acho que sim — disse minha mãe, olhando também pro taxista desconhecido.
—E se ela nos ver?
—Que diferença faz se ele nos ver? Vamos jantar. Não estamos fazendo nada de errado — respondeu ela, meio irritada.
—Você já falou pra ela que ia sair hoje à noite?
Não respondeu de imediato. Soltou um suspiro rápido que não prometia nada de bom e olhou para a vitrine iluminada de uma loja de roupas.
—Não tenho por que te contar tudo o que eu faço. Não acha?
—Sim. Você tem razão — eu disse, disfarçando o quanto aumentava minhas esperanças o fato de ela ter escondido do marido o nosso encontro.
Deviam ser umas nove e meia quando encontrei vaga pra estacionar, descemos do Land-Rover e caminhamos um bom pedaço até o restaurante. A maioria dos homens que cruzavam com a gente olhava pra ela com mais ou menos disfarce, coisa que, longe de me incomodar, me enchia de orgulho e me excitava, principalmente quando ela me pegou pelo braço como se fôssemos um casalzinho qualquer dando um passeio. Não era a primeira vez que ela fazia isso, então não dei importância, mas não foram poucos os que me olharam com inveja. Tirando a altura, não nos parecíamos em nada, e apesar da diferença de idade, não era absurdo nos confundirem com um casal.
Uma vez no restaurante, o garçom nos levou até uma mesa para dois. Foi um golpe de sorte, já que eu não tinha reservado e era a única que ainda estava livre. O lugar era amplo e bem iluminado, decorado com temas tropicais e um monte de plantas. As mesas e cadeiras eram de um material que imitava bambu, e os cardápios estavam impressos em plaquinhas de madeira. Não era o auge da elegância e do bom gosto, mas pra uma dona de casa da classe trabalhadora que não saía com frequência, era de tirar o fôlego.
— Que gostoso —disse mamãe, admirando a decoração exagerada— Você já tinha vindo aqui antes?
—Um par de vezes — menti, numa tentativa meio sem inspiração de impressionar ela.
—Ah, é? Eu pensava que você era mais de litrão no parque do que de restaurante.
—Tem muita coisa sobre mim que você não sabe, gostosa.
—Uai sim, o senhor misterioso, ha ha!
O garçom, um latino forte e sorridente de uns trinta anos, nos interrompeu quando veio anotar os pedidos das bebidas. Pedi uma cerveja e ela um Bloody Mary, o coquetel favorito dela. Ela não bebia muito, então me surpreendeu começar com algo tão forte. Talvez estivesse mais nervosa do que aparentava, ou quisesse me impressionar como na noite em que fumou haxixe e me bateu uma punheta com as duas mãos pra provar que não era uma santinha. Quando o Bloody Mary chegou, ela mexeu com o talo de aipo, tirou ele e chupou antes de deixar na mesa. Um gesto que não tinha a intenção de me deixar de pau duro, mas que conseguiu isso sem dúvida nenhuma.
—Você tá muito gostosa. Sério.
—Você também não está nada mal —disse ela, adicionando vários graus de ternura ao seu sorriso irônico—. Gostei dessa camisa.
—Você quem comprou pra mim.
—Claro. Se não fosse por mim, você só usaria camisetas surradas.
Nisso ela tinha razão. Meu guarda-roupa era marcado por priorizar o conforto à elegância e pelo apego sentimental a certas peças. Depois de olhar o cardápio variado do lugar, pedimos o jantar: uns aperitivos para nós dois, uma salada colorida para ela e porco assado no estilo brasileiro para mim. Sem entrar em detalhes, a comida era boa e não era cara. Jantamos sem pressa, conversando um pouco de tudo, brincando e evitando o assunto mais importante que pairava sobre a mesa. A poucos metros, um cara de terno que jantava sozinho olhava para as pernas dela de vez em quando, coisa que eu não conseguia fazer da minha posição e me dava principalmente inveja, porque com aquele vestidinho tão curto e os saltos, devia ser um espetáculo.
Quando terminamos nossos pratos, ela já estava na metade do segundo Bloody Mary e eu, na terceira cerveja. Ela não parecia disposta a tocar no assunto, e eu tava morrendo de vontade de tirar essa dúvida, então me joguei, mesmo correndo o risco de acabar com o bom humor dela.
—Mãe, tem uma coisa que a gente precisa conversar, lembra?
Como eu temia, o rosto dela fechou, torceu a boca de leve e baixou o olhar, brincando com o talo de salsão entre os dedos. Me deu uma tristeza ver a dificuldade dela em encarar o assunto. Não éramos daquelas mãe e filho que contam tudo um pro outro, mas sempre tivemos confiança, mesmo que nos afastássemos um pouco nos últimos anos.
— Se quiser, a gente deixa pra outra hora — falei.
—Não... Não, é melhor a gente resolver isso de uma vez.
Olhei ao redor pra ter certeza de que ninguém tava nos ouvindo, algo impossível por causa do barulho ambiente e da musiquinha caribenha de fundo. O tarado tava concentrado num baita dum filé e nas outras mesas ninguém tava ligando pra gente. Ele me olhou nos olhos, respirou fundo e soltou o ar bem devagar antes de falar.
—Olha, Carlos, não sei o que deu em mim naquela noite, mas eu não devia ter... feito o que fiz, e me desculpa.
Levantei uma sobrancelha, surpreso. A última coisa que esperava era que ela pedisse desculpas.
—Você não precisa sentir isso. Não fez nada de errado, e além do mais, fui eu quem começou.
—Sim, o que você fez não foi certo, mas sou sua mãe. Eu deveria ter te colocado no lugar, te dado um tapa ou saído do quarto, em vez de... Bom, você já sabe o que aconteceu, e é melhor a gente esquecer isso.
—Esquecer? Não sei você, mas eu não vou esquecer isso —afirmei, indignado.
—Comigo também não, mas cê sabe o que eu quero dizer. A gente tem que fingir que não aconteceu, e nunca mais tocar no assunto. —Ela fez uma pausa e a expressão endureceu—. E não pense que vai rolar de novo algo parecido, ok?
— Não tô entendendo — respondi, sem vontade de desistir —. Se você acha que é tão ruim, por que fez isso? Você mesma disse, podia ter ido embora, ou me dado um tapa na cara.
—Olha, sei lá... Só pode ter sido o baseado.
—Você só deu dois pegas e nem sentiu nada. Não vem com essa de que tava drogada.
—E o que você quer que eu te diga? —perguntou, cada vez mais tensa.
—Pelo menos admite que você também gostou, sua gostosa.
—Carlos... Para com isso, tá?
—Não pode negar que gostou, mesmo que te foda. Você gozou no meu pau como uma...
—Carlos!
Não foi um grito, mas ela levantou a voz o suficiente pra chamar a atenção das mesas mais próximas. Me fulminou com os olhos, brilhando com a umidade que ameaçava transbordar. A última coisa que eu queria era ver ela chorar. A noite tinha sido muito gostosa e eu não queria que terminasse daquele jeito. Estendi a mão por cima da mesa e peguei a dela com cuidado, acariciando as costas com o polegar. Ela não recusou meu toque, a expressão dela relaxou um pouco e não demorou pra retribuir o carinho e soltar um sorriso agridoce.
—Desculpa —eu disse.
—Não tem problema, filho.
Usou a ponta do guardanapo pra enxugar uma lágrima que ameaçava escapar do olho dela. Pegou a bolsa e se levantou, depois de passar a mão no meu braço e dar um gole rápido no coquetel vermelho.
—Vou um instante no banheiro. Já volto.
Eu a observei se afastar entre as mesas, rumo ao corredor onde ficavam os banheiros. A saia destacava o volume da bunda dela, pequena e empinada, e os saltos, as formas irresistíveis das pernas. Fiquei sentado bebendo cerveja e amaldiçoando minha grosseria, um defeito que quase sempre me trazia problemas quando falava com mulheres. Como eu temia, o interesse dela em conversar comigo a sós era para acabar com uma relação que nem sequer havia começado. Foda-se, pensei. Talvez eu não fosse realizar a proverbial fantasia masculina de voltar ao ventre materno; não ia penetrar aquela bucetinha apertada que, milagrosamente, dezenove anos atrás, tinha se aberto o suficiente para me deixar sair ao mundo, mas na cidade me esperava uma mulher disposta a me dar prazer e deixar que eu desse a ela, uma mulher excepcional com quem tudo era mais simples e a quem eu queria tanto quanto à minha própria mãe.
Naquela época ainda dava pra fumar nos restaurantes, então enfiei a mão no bolso pra pegar o tabaco e acender um cigarro. Quando meus dedos roçaram o vidro do frasquinho, quase bati na minha própria testa. O tônico. Com tanto drama, tinha esquecido da minha arma secreta, e aquele era o momento ideal pra usá-la, se eu tivesse coragem. Qual era o pior que podia acontecer? Se ela me rejeitasse mesmo sob o efeito da poção, eu voltava pra cidade e me divertia nos braços da minha ruiva favorita. Ela iria pra casa, se masturbaria que nem uma louca a noite inteira e, quando meu pai chegasse do trabalho, ela ia surpreendê-lo com uma trepada matinal bem gostosa.
Olhei ao redor pra ter certeza de que ninguém tava me vendo. Minha mãe era daquelas que demoram pouco no banheiro, então eu tinha que me apressar ou perderia aquela chance única. Abri o vidro, despejei o conta-gotas inteiro no Bloody Mary e mexi a mistura com o aipo. A cor não tinha mudado, e eu esperava que a vodka, o suco de tomate e os temperos do coquetel disfarçassem o gosto do tônico. Enquanto guardava o vidro de volta no bolso, olhei pra esquerda e congelei. O cara de terno, aquele que ficava olhando as pernas da minha mãe, agora tava me encarando com um sorriso safado na cara. O filho da puta tinha me visto, e acho que meu coração parou por um segundo quando vi ele levantar da cadeira e vir na minha direção.
Ela devia ter entre trinta e trinta e cinco anos, o terno era dos bons, mas ficava meio folgado nela. Ela se inclinou até que o rosto liso dela ficasse perto do meu, com o mesmo sorriso safado e malicioso, colocou a mão no meu ombro e piscou um olho.
—Tranquilo, moleque. Eu não vi nada —ele me disse, num tom de cumplicidade. Olhou ao redor e falou de novo—. Algumas precisam de uma ajudinha pra ficar mais obedientes, hein?
—É... Já te falei —consegui dizer.
—Muito gostosa a coroa, por sinal. Parabéns, campeão.
Dito isso, ele me deu um tapinha no ombro e voltou pra mesa dele, me deixando à beira de um infarto. Tentei me acalmar fumando um cigarro e dei um belo gole na minha cerveja. Tinha dado sorte, no fim das contas. A única testemunha tinha sido um degenerado que com certeza dopava as mulheres pra abusar delas. Eu não era igual àquele babaca, pensei comigo. O tônico não obrigava ninguém a fazer algo que não quisesse, ou pelo menos era o que eu achava. A poção misteriosa ainda escondia segredos que eu levaria um tempão pra descobrir.
Minha mãe voltou depois de alguns minutos, relaxada e de bom humor, como se nossa discussão nunca tivesse acontecido. Tentei não olhar pro copo de Bloody Mary, mas não consegui evitar quando ela pegou e deu um belo gole. Por sorte, ela não fez nenhuma careta que indicasse uma mudança no gosto da bebida. Agora só precisava de tempo pro tônico fazer a mágica dele.
—Quer sobremesa, mamãe?
—Uff, não, obrigada. Tô cheia. Mas pede o teu aí, se quiser.
Eu também não tava com fome, ainda mais depois do susto que aquele cara de terno me deu, mas precisava esticar a noite pelo menos meia hora. Tava quase pedindo uma generosa fatia de torta gelada que com certeza ia me fazer mal, quando a mamãe veio salvar meu estômago sem nem querer.
—Sobremesa não, mas um copinho a mais eu até tomava — disse, antes de virar o copo de uma vez só.
Nunca tinha visto ela beber com tanta sede, o que me deixou meio preocupado. Por mais resistência natural que ela tivesse desenvolvido nos anos de rebeldia juvenil, ainda era uma mulherzinha de um metro e cinquenta e cinco que pesava pouco mais de cinquenta quilos. A potência do tônico combinada com álcool demais podia ter efeitos imprevisíveis, e a situação podia sair do meu controle.
—O que me diz? Vamos tomar a última ou tá com pressa pra voltar pra sua avozinha? —zombou ele, brincando de novo com o talo de aipo.
—Não tô com pressa nenhuma. Quer mais um desses? — perguntei. Não entrei na brincadeira sobre minha avó com medo de deixar escapar algum comentário suspeito.
Não, vou ficar empanturrada com tanto tomate. Melhor um gim tônico.
—Vão ser dois —falei, levantando a mão pra chamar a atenção do garçom.
Ei, cuidado pra não exagerar, porque você tem que me levar pra casa" — ela me avisou.
— Se eu ficar tonta, a gente sempre pode chamar um táxi — falei, com uma malícia evidente.
—Muito engraçado.
Não queria deixá-la de mau humor de novo, mas tinha outro assunto que me intrigava e era uma boa oportunidade para sondar. As taças chegaram à mesa, grandes e redondas como bolas de vidente. O mané de terno pagou a conta e finalmente foi embora. No caminho até a porta do lugar, passou atrás da minha mãe e me piscou o olho, sorrindo que nem um sátiro, o que me revirou o estômago. Por sorte, o gin tônico tem efeitos digestivos e o primeiro gole me acalmou a barriga. Minha mãe lambeu os lábios e comentou algo sobre a boa qualidade da gim. Nas mãozinhas morenas dela, a taça parecia ainda maior.
— Por que você não contou pro pai que a gente ia jantar junto? Vocês tão brigados ou algo assim? — perguntei, tentando não soar como um moleque preocupado porque os pais tão discutindo.
O sorriso não sumiu de vez dos lábios dela, mas eu percebi a tristeza nos olhos. Não sei se já falei isso antes, mas ela tinha uns olhos castanhos bem claros. Sob a luz do restaurante, as íris pareciam dois anéis de âmbar molhados pelo orvalho da manhã. Lá vou eu ser piegas de novo, então vou compensar dizendo que muitas vezes eu fantasiei com esses olhos me olhando de baixo enquanto eu comia a buceta dela até o talo.
Não... Não estamos bravos." —Suspirou e desenhou linhas com o dedo no vidro embaçado do copo—. Casamento é complicado, filho, ainda mais depois de vinte anos. Você vai entender quando casar.
—Vocês tão bem? Faz tempo que não escuto... ação no quarto de vocês.
—Mas é que você fica nos espionando, tarado? —ela perguntou, erguendo as sobrancelhas.
—A gente mora num apartamento pequeno e meu quarto é do lado do de vocês. Não preciso ficar espiando.
Ela deu um longo gole na gim tônica e respirou fundo. Não era confortável pra ela falar dos problemas de casamento com o filho, mas percebi que ela tava precisando desabafar, e o álcool ajudava a soltar a língua.
—Esse é um dos problemas, mas não é o único — disse ela, se abrindo mais do que esperava—. Ela me ignora na cama, e fora dela também não é que me dê muita bola.
—Cê acha que ele tem uma amante?
—Não. Teu pai não é desse tipo. Acho que ele só... cansou de mim. E pra ser sincera, eu também tô de saco cheio.
—Eu nunca me cansaria de você — falei, voltando a acariciar a mão dela sobre a mesa.
—Não tem jeito. De mulher dá pra mudar, mas de mãe não.
—Vocês vão se divorciar?
—Não. Não... sei. Olha, não quero falar sobre isso agora, Carlos.
—Se vocês se divorciarem, eu fico com você — brinquei, pra descontrair o clima.
—Se eu me divorciar, vou pra Cuba e arrumo um negão pra me alegrar o corpo — disse ela, recuperando de repente o bom humor.
—Um preto te partiria no meio, rabuda.
Rimos e seguimos com a noite, falando de assuntos mais banais e virando os gin tônicas num bom ritmo, principalmente ela. Uns quinze minutos depois, comecei a notar mudanças sutis na minha mãe. Os olhos dela brilhavam de um jeito que não tinha nada a ver com a bebedeira leve, a respiração acelerou um pouco e ela não parava de mudar de posição, como se de repente tivesse formiga na buceta. Não tive dúvida de que a obra-prima do Doutor Arcadio Montoya estava fazendo efeito no corpo dela.
Quando acabamos as doses, fiquei com medo de que ela pedisse mais uma, mas em questão de segundos passou de relaxada pra querer sair do restaurante como se estivesse pegando fogo. Paguei a conta e fomos pra rua. Ela segurou no meu braço de novo, dessa vez não só pra mostrar carinho, mas porque não confiava muito em se equilibrar nos saltos. Assim que entrou no Land-Rover, percebi que ela tava mais séria e menos falante do que cinco minutos antes. Sentou com as pernas cruzadas, mexendo nervosa na barra da saia ou na alça da bolsa. Durante o caminho de volta pro bairro, não disse nada, evitava me olhar e ficava se remexendo desconfortável no banco.
—Tá bem, gostosa?
—É... Sim, tô bem —disse ela, distraída.
Tava tão claro o que tava rolando com ela, pelo menos pra mim, que era como se eu lesse a mente dela. O tônico, junto com a vida sexual triste dela, tinha deixado ela com o cú na mão, igual uma puta no cio, e a menos que ela decidisse dar pra um estranho, o que não ia rolar, a única pica que ela tinha por perto era a do filho dela. Uma pica que ela já tinha visto, tocado e sentido contra o corpo, mas não dentro dela. Eu tinha que ser cuidadoso, porque depois da briga no restaurante, tentar puxar a calcinha dela podia ser igual desarmar uma bomba.
Chegamos na nossa rua e dessa vez não estacionei na frente do portão, mas um pouco mais adiante, debaixo de uma árvore frondosa e ao lado de uma padaria fechada. Das janelas e sacadas do prédio ninguém conseguia ver o que rolava dentro do carro, e a rua estava deserta. Eu tinha bolado uma estratégia enquanto dirigia e era a hora de botar em prática. Agora ou nunca.
—Ei, mãe, posso te fazer uma pergunta?
O motor estava desligado e ela não tinha se mexido. Continuava de pernas cruzadas e sem saber o que fazer com as mãos, inquieta.
—Sim, claro.
—Naquela noite... por que você não me deixou te beijar?
Ela me olhou estranho, como se eu tivesse falando de algo que aconteceu dez anos atrás, em vez do sábado passado. Não gostou nada que eu voltasse com o assunto e deixou bem claro, fechando os olhos com aquela careta de impaciência dela, enquanto batia o pé no chão do carro.
—É, a gente se beijou sim — ela respondeu.
—Tô falando de um beijo de verdade.
—Sério, Carlos? Cê tá perguntando pra sua mãe por que ela não quis te dar um beijo de língua? — Ela me olhava com uma sobrancelha levantada, entre o sarcasmo e a raiva.
—Me responda. Eu queria saber —falei, num tom firme.
—Não sei... — Fez uma pausa e olhou para a rua deserta, evitando meus olhos —. Me pareceu íntimo demais...
—Sério? Mais íntimo do que me fazer uma punheta e gozar na...?
—Já chega! Acabou o papo sobre esse assunto, combinado? —ela me cortou, sem gritar, num tom mais cansado do que furioso.
—Me dá um beijo agora e acabou — falei.
—Carlos...
—Um beijo e eu esqueço do assunto pra sempre. Juro por Deus —implorei, como se tivesse pedindo pra ela me deixar dormir até mais tarde.
O pé dela parou de bater no chão e o outro fez círculos no ar. Pensou por um bom tempo, alternando o olhar entre meu sorriso inocente e o painel. Se remexeu no banco e soltou um longo suspiro. Olhou pra todos os lados pelas janelas e se aproximou do meu banco, tanto que a coxa dela quase encostou na alavanca de câmbio.
—Cinco segundos, tá bom? E você esquece —ela falou finalmente. Ela usar aquele tom de autoridade materna naquela situação me pareceu uma delícia.
—Só cinco? — reclamei.
—Pega ou larga.
—Tá bom.
Sem dar tempo pra ela se arrepender, me inclinei, coloquei uma mão na cintura dela e a outra no ombro, e, virando a cabeça, cobri os lábios dela com os meus. Ela abriu a boca, deixando minha língua ansiosa entrar à procura da dela, e quando se encontraram, se abraçaram como duas amigas que não se viam há anos. O gosto da saliva dela era de gim com limão, e o calor do corpo dela se misturou ao meu quando puxei ela pra perto. Passaram cinco segundos, dez, quinze... Senti as mãos dela acariciando meu cabelo e minhas costas, o ar quente como vapor saindo do nariz dela e a fome da boca dela, que não só aceitava meu beijo, mas devolvia com uma intensidade desmedida.
Meu peito apertou contra o dela, a coxa dela subiu na minha perna e eu acariciei, levantando o vestido até o quadril. Ela soltou um gemido suave quando meus dedos tocaram a umidade denunciadora da calcinha dela, se afastou de mim bruscamente e olhou em volta com a respiração acelerada.
—Porra, Carlos... Alguém vai nos ver —ela disse, com um brilho de medo genuíno nos olhos.
—É verdade. Vamos subir pra casa —sugeri.
Não, pra casa não!" — exclamou, de novo nervosa. "Arranca.
—E pra onde a gente vai?
—Sei lá... Você dirige. Não quero ficar aqui.
Naquele momento, quase não chegava sangue no meu cérebro, tamanho era o tesão que marcava na minha calça jeans, então obedeci sem reclamar. Minha mãe tava muito gostosa, mas também paranoica e irritada. Não ia ser fácil lidar com ela, mas se eu encontrasse um lugar discreto, talvez ela se acalmasse um pouco. Por sorte, eu conhecia aquele bairro como a palma da minha mão. Dirigi umas quadras e meti o Land-Rover num beco sem saída, silencioso e escuro, onde só tinha um par de persianas de metal fechadas e uns contêineres de lixo. Não era o lugar mais romântico do mundo, mas a gente também não era o casal mais convencional. Quando o motor apagou, o silêncio nos envolveu. Minha mãe se ajoelhou no banco pra olhar pra entrada do beco, através das janelas traseiras.
—Fica tranquila. Aqui ninguém nos vê.
Pensei que ela fosse discutir, mas em vez disso, ela se jogou em cima de mim, montou no meu colo, segurou meu rosto com as duas mãos e me beijou com tanta paixão que mal conseguia acompanhar a língua frenética dela. Coloquei minhas mãos na bunda firme dela, e ela mesma levantou o vestido até a cintura. Quando tentou tirar o vestido pela cabeça, os braços bateram no teto; ao mexer uma perna, esbarrou na alavanca de câmbio, e a borda do volante fincou nas costas dela quando se inclinou pra trás. Ela se remexeu e bufou, impaciente e desconfortável. Não acreditei que a mesma mulher que tinha me rejeitado no restaurante agora reclamava porque não conseguia se despir rápido o bastante.
—Espera. Vamos pra trás, que tem espaço de sobra —falei.
Na mesma hora, ela se enfiou entre os bancos e pulou pro amplo espaço de trás. A distância entre os assentos era mais que suficiente pra duas pessoas do nosso tamanho. Eu fui atrás e puxei a manta grossa que tava guardada debaixo dos bancos, tomando cuidado pra ela não ver a caixa do tônico.
—Puxa... Você veio bem preparado, hein? —disse ela ao ver o cobertor.
—Bom, nunca se sabe.
—E pode falar.
Estendi a manta no chão e, quando olhei de novo pra ela, já tinha tirado o vestido e a calcinha, largando tudo no banco da frente. Mesmo com pouca luz, fiquei besta admirando de novo o corpinho dela, pequeno e gostoso. Os pezinhos pequenos e escuros eram uma tentação de dar água na boca, e o triângulo de pelinhos pretos entre as pernas me chamava igual uma tigresa chama os filhotes na selva misteriosa.
—Não fica aí besta. Tira essa calça, vai —ordenou, ajoelhada sobre a manta.
De novo obedeci sem reclamar. Em poucos segundos, estava completamente nu e ajoelhado na frente dela. Minha rola balançava entre minhas coxas abertas, e ela me olhou com uma expressão indecifrável, como se, em vez de um pau, fosse uma equação complicada pra resolver. Tomei a iniciativa e puxei ela pra cima da manta, onde nos beijamos e acariciamos deitados de lado, banhados pela luz fraca de um poste distante. Os dedos dela envolveram meu cabo e ela começou a me bater uma num ritmo bom, com minha cabecinha encostada na barriga dela. A habilidade manual dela era tanta que, mesmo naquela posição, com o braço num ângulo desconfortável, ela me punhetava melhor do que qualquer outra tinha feito. Agradeci beijando o pescoço dela e os ombros bronzeados, acariciando a pele febril dela com meu hálito.
Fiz ela abrir as pernas e colocar uma coxa sobre meu quadril, levei minha mão até a buceta dela e meus dedos logo ficaram encharcados. Enfiei o dedo médio e o anelar na rachadura e movi a mão com energia, fazendo os fluidos dela respingarem na virilha. Os gemidos safados que saíam dos lábios dela se misturaram ao barulho que minha mão fazia nos outros lábios dela.
—Porra... Carlos... —ela disse, bem perto do meu ouvido.
— Cê gostou? — perguntei, embora a resposta fosse óbvia.
—Uff... Porra, que puta... Caralho... —gemeu, com uma voz fina e trêmula que nunca tinha ouvido dele e que me lembrou da dublagem exagerada dos filmes pornô.
Como vocês já devem ter percebido, minha mãe não precisava de incentivo pra ser mal-educada, ao contrário da sogra dela. Ela tinha um repertório tão vasto de palavrões, grosserias e pragas que mais de uma vez me fez passar vergonha em público, e olha que eu não sou nenhum fresco. Naquele momento, aquela língua suja e deliciosa dela me excitava tanto que tive que me segurar pra não gozar na pele lisa da barriga dela, enquanto ela continuava metendo a zambomba sem parar.
De repente, ela sacudiu o corpo inteiro, soltando a bucetinha do meu pau incansável, largou um grunhido animal que, confesso, me assustou um pouco e me obrigou a deitar de barriga pra cima, empurrando meus ombros. Montou no meu pau como tinha feito na casa da vila, esmagando a buceta contra minha barriga. Com os lábios apertados numa linha de luxúria concentrada e os olhos incandescentes cravados nos meus, começou a mexer os quadris, com aquele rebolado enérgico que hoje em dia a teria feito a rainha do perreio. A buceta dela se esfregava contra meu tronco, molhando e amassando sem piedade. O gel fixador tinha perdido a consistência e a franja caía sobre um olho, dando um aspecto ainda mais selvagem. Ela gemia, ofegava e cavalgava cada vez mais rápido. Sabia o que ela queria: repetir a farsa da nossa primeira noite, se esfregar até gozar e tirar meu leite ao mesmo tempo, certa de que eu não resistiria à habilidade dela. Dessa vez, não ia deixar.
Esperei até que as contorções dela ficassem frenéticas, apertando os bicos dos peitos duros ou amassando a bunda dela enquanto ela se aproximava do clímax. Aí usei minha superioridade física, me levantei de repente, arrancando um grito rouco de surpresa dela, joguei ela de barriga pra cima e montei em cima. A posição impedia ela de fechar as pernas e, quando ela se debateu, entre olhares de ódio e rosnados de fera, segurei os pulsos dela e prendi, não sem esforço, dos dois lados da cabeça dela. O cobertor de lã fazia a gente suar mais que o normal e uma gota caiu da ponta do meu nariz até a testa dela quando fiquei olhando pra ela com um sorriso diabólico.
—O que... sua buceta tá fazendo? Solta... Me solta, porra...
—Dessa vez você não escapa.
—Eu falei pra... me soltar, imbecil... Solta ou juro que...
Minha vara já estava tão dura e pronta pra atacar que nem precisei usar a mão pra apontar pro alvo. Ela tentou se esquivar, rebolando e chutando, mas depois de algumas tentativas, entrei naquela toca quente e molhada. Penetrei com um empurrão lento, firme mas sem violência. Ela gritou tão alto que os vidros do carro tremeram. Não era um grito de dor nem um pedido de socorro, era um grito misturando a raiva dela pela minha desobediência, o prazer sujo de me sentir dentro e a expressão primitiva da libertação e do caos que a vida tediosa dela precisava. Enfiei tudo, sentindo que encaixava na buceta dela como uma espada na bainha, e fiquei parado, olhando nos olhos dela.
—O que você... fez? Carlos... Porra... Mas o que você fez?
—Ah, vai lá... Você também tava morrendo de vontade. Admita —falei, alternando as palavras com beijos carinhosos no rosto dela.
—E se...? E se eu engravidar? Cê já pensou nisso, porra? —ela disse. O peito dela subia e descia contra o meu, ofegante, e mal conseguia juntar três palavras seguidas—. Seu pai... Já fez vasectomia, cê sabe. Que buceta que eu falo pra ele se...?
— Não me importaria de ter um irmãozinho — falei, pra aliviar a tensão.
—Não brinca com isso, seu anormal!
—Fica tranquila, porra. Não vou gozar dentro. Te prometo.
—Mais... mais te vale. Se me engravidar, te corto os ovo.
—Eu também te quero, gostosa.
A pulsação do meu pau entre as paredes apertadas que a cercavam me mostrou que a conversa já tinha durado o suficiente. Comecei a bombar devagar, me deliciando até com a mais sutil das sensações que o ato de penetrá-la me causava. Ela já não resistia, mas não soltei seus pulsos. Eu gostava da sensação de ter o controle. Durante dezenove anos ela esteve no comando, e naquela noite era a minha vez. Em menos de um minuto, senti que nossos corpos se entendiam e se complementavam de forma instintiva, como se tivessem nascido para aquele momento. As pernas dela envolveram minha cintura e, quando eu beijava seu pescoço, ela correspondia fazendo o mesmo, suspirando e sussurrando no meu ouvido palavras tão íntimas que prefiro guardar só pra mim.
Depois de um tempo, soltei as mãos dela. Os dedinhos cravaram nas minhas costas, aceitei a dor das unhas na minha pele como um presente e meti com mais força. O abraço das pernas dela ficou tão forte como se ela tivesse medo que eu fosse fugir. Ela gritou, gemeu e tremeu debaixo de mim, se entregando ao prazer de um orgasmo que encharcou o cobertor e minhas coxas, se contorcendo e me segurando dentro dela com a força incomum das pernas. Quando o terremoto perdeu a intensidade, chegou minha vez. Segurei ela pelos joelhos e coloquei os tornozelos dela nos meus ombros. Cobri ela de novo, dobrando o corpo flexível dela até nossos rostos suados se tocarem. Penetrei mais fundo, acelerando as metidas de um jeito que até a suspensão do Land-Rover sentiu. Minhas bolas cheias de leite batiam no períneo dela sem parar, e os pezinhos dela se agitavam dos dois lados da minha cabeça.
Sua mão agarrou minha nuca, a outra castigou de novo a pele das minhas costas e, no meu frenesi de meter, fui pego de surpresa pelos gritos e espasmos do segundo orgasmo dela. Não aguentei mais. Tirei de dentro da buceta dela, sentindo meus soldados já viajando a toda velocidade pro front. Enfiei entre as coxas durinhas dela e mandei ela fechar as pernas, com os tornozelos cruzados no meu ombro. Gozei abraçado nas pernas dela, berrei igual um alce e derramei o que pareceu uma quantidade exagerada de porra na barriga dela. Só uns pingos brancos alcançaram o peito dela e nenhum tocou o rosto que continuava transfigurado de prazer. Quando soltei ela e sentei na manta, exausto, ela abriu as pernas e se esfregou o clitóris na maior velocidade, até o corpo dela arquear e, entre gemidos roucos, mandar mais uma enxurrada de fluidos na manta judiada.
Passamos alguns minutos em silêncio, descansando e processando o que tinha acabado de rolar. Aí ela se apoiou nos cotovelos, ainda deitada na manta, e ficou olhando as poças viscosas de porra na pele morena dela.
—Porra... você não baixou desde sábado? Que loucura, como você me deixou.
—Tô guardando isso pra você.
—Muito engraçado. Ainda bem que eu sempre carrego lenços umedecidos na bolsa.
Ela se agachou pra pegar a bolsa no banco da frente e eu fiquei admirando a firmeza da bunda dela, marcada pelo bronzeado. Fiquei olhando enquanto ela se limpava, com um sorrisinho de satisfação no rosto. Sem tirar o mérito da dedicação e da experiência da minha querida avó, tinha sido a melhor trepada da minha vida, e se não a melhor, pelo menos a mais selvagem e doida. Eu também me limpei com lenços umedecidos, e depois que os dois estavam limpos, minha mãe se ajoelhou na minha frente. Pensei que ela fosse se vestir e a gente fosse embora, mas em vez disso, ela ficou me encarando a piroca, inclinando a cabeça e apertando os olhos na penumbra quente que nos envolvia. Meu pau tinha perdido um pouco da verticalidade, mas ainda mantinha o tamanho e boa parte da dureza.
—Olha só... Teu pai murcha que nem balão assim que goza —ela disse.
—Eu podia te foder até o sol nascer —me vangloriei, embora tivesse quase certeza de que conseguiria.
Cuidado, não vá alguém chamar os Caça-Fantasmas" — brincou, recuperando seu familiar sorriso irônico.
Eu ia responder com uma piada quando ela se aproximou, engatinhando na toalha, e agarrou meu pau. Bastaram uns amassos pra ele ficar duro que nem pedra. Ela olhava pra ele como uma criança olharia um brinquedo novo, um com o qual já tinha brincado e se divertido mais que na vida inteira. Ver o rostinho dela tão perto da minha virilha me fez pensar no que qualquer um pensaria com aquele rostinho tão perto da virilha.
—Você chupa minha rola? — perguntei.
Ela me olhou com uma sobrancelha levantada e um sorriso safado. Afastou a franja do olho e exagerou uma expressão de dúvida, como se realmente estivesse pensando no assunto, batendo o dedo no queixo. Enquanto isso, não parava de passar a mão ao longo do tronco, deixando ele cada vez mais duro.
—Chupo sua buceta se depois você comer a minha — ela propôs, e me pareceu um acordo justo.
—Tá bom. Mas te aviso que nunca chupei uma buceta —confessei.
—Sério? Bom, eu te ensino.
Dito isso, ela ficou quase de quatro e aproximou a cabeça da minha pica, deu uma lambida lenta desde as bolas até a ponta e enfiou a cabecinha na boca, cobrindo de saliva com movimentos hábeis da língua. Minha mãe estar me chupando realizava uma das fantasias mais loucas do meu repertório, mas além disso ela ter se oferecido pra me ensinar a fazer um cunnilingus era o episódio mais bizarro da minha vida sexual, e isso é dito por alguém que no mesmo dia tinha enfiado uma cenoura no cu da avó.
Depois de trabalhar por alguns minutos no pau grande e no freio, ela desceu a boca pelo tronco, alternando beijos e lambidas, e logo depois engoliu toda a rola até a metade, abrindo bem a boca e se esforçando pra caber tudo. Se a garganta profunda fosse mais uma das habilidades dela, não ia ter jeito: ia ter que procurar um país onde fosse legal casar com ela.
Infelizmente não tive chance de confirmar. Naquele momento, aconteceu uma coisa que quase matou nós dois de um maldito infarto. Alguém bateu nas portas traseiras do Land-Rover. Minha mãe deu um pulo igual a uma coelhinha assustada e se cobriu com o cobertor. Eu xinguei baixinho e tapei a buceta com a primeira coisa que minha mão pegou no banco da frente, que acabou sendo minha camisa. A luz forte de uma lanterna nos iluminou através do vidro, e atrás dela eu vi uma silhueta.
A mão bateu de novo, dessa vez com mais força.




CONTINUA...



madura

3 comentários - Tônico de Família (7-2)

Mas allá de la pillada, se ve que la madre esconde muchas cosas como sus horarios de salida, ansioso como desarrollas todo. Muy bueno como siempre.
JukUik +1
Si se nota que no es fiel ni de coña! Si va soltando información de a poco va a ser muy entretenido ver cual es la reaccion del hijo al enterarse
Muy bueno amigo, el sueño hecho realidad. Mamá 😍🤤